Othelino critica Luciano Genésio por tentar punir população de Presidente Sarney

O deputado lamentou, na tribuna, a atitude de Luciano Genésio e disse que os hospitais são pólos e remunerados para atender a população de Pinheiro e de outros municípios da região

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) repercutiu, na sessão desta segunda-feira (18), fato lamentável envolvendo o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, que, em represália à população de Presidente Sarney, por ter sido criticado por um radialista, ameaçou suspender atendimento dos hospitais a pacientes daquele município. Segundo o parlamentar, a crítica foi pontual à gestão e não se admite que isso sirva de pretexto para punir o povo, como se atender as pessoas fosse um favor à cidade vizinha.

Após ser criticado num programa de rádio, Luciano Genésio se zangou e mandou um áudio ao comunicador, informando que se o mesmo continuasse questionando a administração dele, a partir desta segunda-feira (18), os Hospitais Antenor Abreu e Materno Infantil estariam fechados para a população de Presidente Sarney como uma vingança à população. “Coisa de quem não sabe ouvir uma crítica e de gente que não tem equilíbrio para governar uma cidade do tamanho e da importância da cidade de Pinheiro”, frisou.

Othelino lamentou, na tribuna, a atitude de Luciano Genésio e disse que os hospitais são pólos e remunerados para atender a população de Pinheiro e de outros municípios da região, incluindo Presidente Sarney. “Creio que aquilo foi um rompante de raiva do prefeito, mas ficou muito feio, porque esse áudio, certamente, as pessoas ouviram e se envergonharam de ver um gestor dizer uma besteira daquelas em razão de uma simples crítica feita num veículo de comunicação, apenas porque a emissora tem ligação com o ex-deputado Penaldon Jorge, hoje superintendente estadual de Articulação Política da Baixada Maranhense. Perdeu a oportunidade de ficar calado. Deveria se concentrar mais em cuidar da cidade”, comentou.

Salários atrasados

O deputado disse  que  há informações de que setores da Prefeitura de Pinheiro já estão, há três meses, com os salários atrasados. “Ao invés de ficar dando chilique e mandando áudio para um radialista que o criticou, Luciano deve procurar se concentrar em cuidar mais da cidade, afinal de contas foi eleito para esta finalidade. A população deu um voto de confiança para que ele faça um bom trabalho, para que promova a mudança e não para que fique em confusões e com declarações agressivas com relação à população do município vizinho e nem atrasando salários”, disse.

Segundo Othelino Neto, a crítica feita por ele na tribuna se justifica porque a população de Presidente Sarney merece respeito. De acordo com ele, quando os profissionais dos hospitais Antenor e Materno Infantil atendem as pessoas, estão cumprindo com o seu dever, porque são servidores públicos remunerados para essa finalidade.

“O prefeito não é dono de hospital. Ele é apenas o gestor. E, aliás, é bom que pague o salário dos servidores em dia, porque todos merecem e precisam dos seus vencimentos para honrar as suas contas e prover o seu sustento e de seus familiares”, concluiu.

Em artigo, Flávio Dino diz que entrega hospitais de verdade no Maranhão

Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

No artigo deste domingo, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), joga uma grande direta para a administração passada. Disse que vai entregar o quinto hospital regional esta semana, em Bacabal. Segundo ele, são “hospitais de verdade”, ou seja, hospitais que funcionam com equipamentos, profissionais e especialidades. Veja abaixo:

Hospitais de verdade

Por Flávio Dino

Um dos desafios que tenho enfrentado na gestão do Maranhão é a conclusão de obras inacabadas e a correção de coisas malfeitas. Tem dado muito trabalho, mas temos avançado bastante, como bem demonstra a inauguração de 100 obras, somente no mês de agosto. Nos próximos dias, irei inaugurar mais um hospital regional, desta vez em Bacabal, que será o quinto concluído e entregue em nossa gestão. São hospitais que funcionam de verdade, com equipamentos, profissionais e especialidades. E somados às UPAs e ao trabalho da Força Estadual de Saúde formam o esforço do Governo de Todos Nós para garantir um atendimento digno a todos.

O modelo de hospital regional foi lançado no Maranhão pelo governador Jackson Lago, que fez o primeiro, em Presidente Dutra, que agora estamos reformando. Depois de anos de uma política equivocada, que consumiu centenas de milhões de reais em negócios mal explicados, retomei o caminho correto e priorizei a conclusão e funcionamento dos hospitais regionais. Até agora, já abrimos as portas do Hospital Regional de Pinheiro, com 116 leitos de internação; do Hospital Regional de Caxias, que atende mais de 783 mil pessoas; do Hospital Regional de Imperatriz, que já é referência para atendimento em 43 cidades; e o Hospital Regional de Santa Inês, com 116 leitos. Nesse espírito de priorizar o que é certo, estamos agora com foco nas obras dos Hospitais Regionais de Chapadinha e de Balsas.

Além do Hospital Regional de Presidente Dutra, estamos reformando o Hospital Geral, que em breve passará a ser, de verdade, um hospital específico para tratamento do câncer. Para ampliar a capacidade da rede, nosso governo também está investindo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Em parceria com as prefeituras, já inauguramos UPAs em Açailândia, Imperatriz e Caxias, além da reforma das UPAs da capital.

Para garantir os cuidados necessários para nossas crianças, construímos a nova Casa da Gestante em Imperatriz e ampliamos o Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, em São Luís, que agora conta com tomógrafo com capacidade de 400 atendimentos mensais, além de 22 leitos da UTI neonatal e oito da UTI pediátrica. Em parceria com a prefeitura, estamos construindo o novo Hospital da Criança em São Luís, uma unidade que vai servir a dezenas de cidades do nosso Estado.

Graças a Deus, ainda teria muito do que falar: Centro NINAR para crianças com problemas de neurodesenvolvimento; obra do novo Hospital do Servidor; Maternidade Nossa Senhora da Penha; Centro de Imagens em Tuntum; Radioterapia em Imperatriz; Centro de Especialidades em Barra do Corda; além de dezenas de convênios com estabelecimentos particulares e municipais.

Friso que, para garantir a continuidade e ampliação de serviços de saúde, nosso governo tem lutado pelo aumento do repasse de recursos federais. Segundo estudo que realizamos, o estado deixou de receber R$ 8 bilhões desde que foi implementado o SUS (Sistema Único de Saúde), pelo subfinanciamento do repasse federal devido ao nosso estado.

Como todos podem ver, são dezenas de ações simultâneas. Esse é o caminho correto para mudar a realidade em um estado que foi condenado a tantos anos de atraso. Mas agora, com muito esforço coletivo, vamos construindo um Maranhão melhor para todos nós.

DEU NO JP – Governo Flávio Dino e o combate à corrupção

 Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

O Maranhão está avançando no combate à corrupção, três grandes escândalos envolvendo o desvio de dinheiro público começaram a ser desbaratados este ano com uma atuação mais colaborativa do Governo do Estado. O desvio de mais de R$ 34 milhões dos recursos da Universidade Virtual do Maranhão (Univima); a contratação irregular de empresas para projetos e acompanhamentos das obras de 64 hospitais no interior do estado; e o pagamento de propina para adiantamento de precatórios são alguns exemplos.

O desvio de recursos da Univima está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, que estruturou este ano um núcleo de combate à corrupção. Nesta sexta-feira (14), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Cayene. Desta vez, os mandados de busca e apreensão de bens foram realizados em Barreirinhas. O foco das ações foi o empresário Francisco Ferreira, acusado de ter relações com o ex-servidor estadual Paulo Giovanni Aires Lima, detido na primeira fase da operação, em maio deste ano, em São Luís.

Foram apreendidos bens luxuosos – como moto aquática, caminhonete de luxo, dois quadriciclos – que podem ter sido adquiridos a partir do esquema de desvio de recursos da Univima, além de computadores e documentos que podem conter informações sobre o esquema. As investigações da Polícia Civil avançaram a partir de auditoria da Secretaria de Transparência e Controle (STC) que revelou o desvio de verbas públicas ocorrido entre 2010 e 2013.

Com o trabalho colaborativo foi deflagrada a primeira operação, em maio, com a prisão temporária de quatro suspeitos, sendo dois ex-funcionários da Univima, dois empresários e apresentação posterior de um terceiro empresário. Os ex-servidores presos trabalhavam com o sistema de registro de pagamentos do Estado e o esquema consistia em fazer desvios através de pagamentos forjados. As empresas beneficiadas eram pagas em duplicidade com valores até quatro vezes superior ao devido.

DESVIOS NA SAÚDE 

As denúncias de corrupção também alcançam a área da Saúde. Ainda em 2009, os indícios de irregularidades na contratação de empresas para obras de 64 hospitais prometidos pela ex-governadora Roseana Sarney alcançaram a imprensa nacional. A denúncia foi feita pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-MA) e esta semana o Tribunal Regional Federal da 1ª Região expediu decisão bloqueando R$ 17 milhões do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, e mais nove servidores da época, além de sócios da empresa Proenge Engenharia, que foi contratada irregularmente.

Ricardo Murad e os demais servidores também tiveram o sigilo bancário quebrado e na ação é declarado que as irregularidades constituem crime de improbidade administrativa porque ofendem as garantias jurídico-constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da probidade administrativa. Sob a gestão de Ricardo Murad, a Secretaria de Estado da Saúde contratou a Proenge com dispensa de licitação para elaborar projetos de obras que já tinham sido licitadas e por isso já possuíam os respectivos projetos. A empresa ainda foi contratada novamente, desta vez com uma licitação com indícios de fraude, para fazer o mesmo serviço.

Também neste caso, o avanço das investigações só foi possível a partir da colaboração da administração estadual. Diante dos danos ao erário, a Procuradoria Geral do Estado entrou com uma ação para responsabilizar os culpados e ressarcir os cofres públicos. Com isso, documentos relevantes da Secretaria de Estado da Saúde foram encaminhados à Justiça Federal possibilitando o andamento das investigações e a consistência das provas argumentadas pelo Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público de Contas.

PROPINAS PAGAS PELA CONSTRAN 

Outro caso emblemático que teve repercussão nacional e que agora as investigações estão avançando é o pagamento de propina para adiantamento de precatórios pelo Estado à empresa Constran. Descoberto no bojo da Operação Lava Jato, a denúncia envolve a negociação de propina de R$ 6 milhões na gestão da ex-governadora Roseana Sarney, por intermédio do então secretário-chefe da Casa Civil, João Abreu, para pagar mais de R$ 120 milhões em precatórios.

Logo em janeiro, ao ser criada, a Secretaria de Transparência e Controle instaurou uma comissão para analisar todos os documentos relativos à operação. O relatório concluiu que o precatório pago à Constran já havia sido impugnado pelo Ministério Público e que o valor total do débito era inferior à metade da cifra declarada como dívida. O levantamento também mostrou que o acordo extrajudicial feito na época pelo Estado com a empresa induziu o Ministério Público a erro. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público em maio deste ano para auxiliar nas investigações.

Repasses para funcionamento de hospitais foram suspensos pelo governo Roseana

Roseana apresentou hospitais como "revolução" na Saúde

Roseana apresentou hospitais como “revolução” na Saúde

Do Jornal Pequeno

Apresentados como a revolução da Saúde no Maranhão pela ex-governadora Roseana Sarney, os hospitais de 20 leitos espalhados de forma aleatória em diversas cidades no interior do Estado enfrentam dificuldade para a manutenção por parte das prefeituras. O corte de repasses da ordem de R$ 100 mil por município foi feito desde o mês de outubro de 2014 pelo então secretário de Saúde Ricardo Murad, cunhado da governadora.

Na cidade de Davinópolis, o prefeito Paiva Barbosa afirmou que vai devolver o hospital de 20 leitos construído no município para o governo do Estado, alegando falta de recursos para a mantê-lo funcionando. O Secretário Estadual de Saúde, Marcos Pacheco afirma que esta situação é similar a enfrentadas por todas as outras cidades, onde foram construídos hospitais de 20 leitos.

Ele ressalta que dos 64 hospitais anunciados apenas metade foi entregue e todos tiveram o repasse para manutenção suspenso pelo governo Roseana Sarney em outubro de 2014. “ A nossa orientação para os prefeitos onde existem hospitais de 20 leitos é que deixem funcionando os serviços básicos e isto garantiria o retorno do repasse de recursos que ficará estimado em até R$ 70 mil reais por mês”, afirmou Marcos Pacheco.

O secretário acrescenta ainda que a falta de critérios para a construção dos hospitais, situados em cidades muito pequenas agravou a situação encontrada pela atual  gestão. Existem casos de hospitais construídos em cidades muito próximas, o que mostra a falta de critério na escolha dos municípios. “Desde a década de 1990 não são realizadas mais construções de hospitais de 20 leitos, que acabam se tornando fonte de problemas. Nós vamos manter os hospitais funcionando, mas desde que sigam as sugestões que estamos fazendo aos prefeitos” comentou.

Marcos Pacheco explica que a  construção destes hospitais de 20 leitos, em cidades de pequeno porte que são responsáveis apenas por atendimentos na área de Atenção Básica, é o motivo que gerou todos estes problemas, pois não houve nenhum critério no processo de escolha destas cidades e logo depois das eleições de 2014, o corte de repasses feita pela gestão anterior transformou tais hospitais em elefantes brancos criando problemas para a atual gestão. “Vamos construir os hospitais de 150 leitos em cidades pólos importantes e readequar o sistema de saúde do Estado, para evitar que problemas como este ocorram”, afirmou.