‘Haddad eleito daria indulto a Lula’, diz Bolsonaro

Do hospital, Bolsonaro faz tramissão ao vivo em rede social Foto: Reprodução/Facebook

O candidato Jair Bolsonaro (PSL), internado desde o dia 7 de setembro no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, afirmou neste domingo, 16, em uma live, ao vivo direto de seu quarto, em sua página no Facebook, que caso o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, vença as eleições 2018, terá como primeiro ato de governo dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, para depois nomeá-lo Chefe da Casa Civil.

Emocionado, com a voz embargada e com a aparência debilitada, Bolsonaro estava deitado em sua cama e a transmissão foi feita por um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “O Haddad eleito presidente, ele já falou isso, e se não falou vocês sabem, assina no mesmo minuto da posse o indulto de Lula, e no minuto seguinte nomeia chefe da Casa Civil”, afirmou Bolsonaro. “O que está em jogo não é o meu futuro, mas o dos brasileiros e até de quem vota no PT”, diz Bolsonaro em uma live de hospital

Bolsonaro disse que o que está em jogo não é o seu futuro, mas o dos brasileiros e “até de quem vota no PT”. Com lágrimas nos olhos e acamado, Bolsonaro disse que dá graças a Deus por ter chegado até onde chegou e citou o partido de Haddad. “Eu vejo petista mudando de lado”, disse. “Isso é o jogo do poder, é o domínio de uma nação”, afirmou.

Bolsonaro insinuou que se Lula não tentou uma fuga do presídio “é porque tem um plano B”. “Eu não consigo pensar em outra coisa, senão um plano B”, afirmou, mas não entrando em detalhes de qual seria esse plano.

O candidato disse também que há “risco de fraude nas eleições”, e levantou suspeitas de que isso aconteceria para beneficiar o PT. Bolsonaro levantou suspeitas sobre o voto eletrônico e afirmou que “a possibilidade de fraude é concreta”. “A preocupação não é perder no voto. É perder na fraude”, afirmou.

Sobre o ataque, ele afirmou que pensava que tinha recebido um soco, antes de entender o que havia acontecido em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, quando foi atingido por uma facada do pedreiro Adélio Bispo de Oliveira. “No primeiro momento achava que tinha sido um soco e o tempo foi passando e vimos que tinha sido mais grave”, afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro também agradeceu o carinho e a confiança de seus eleitores de Juiz de Fora. “Um abraço especial a minha querida Juiz de Fora, onde fui muito bem atendido na Santa Casa, sabemos do trabalho maravilhoso que estas santas casas fazem pelo Brasil. Vocês salvaram a minha vida”, disse. O candidato também agradeceu a equipe da Polícia Federal que faz a sua segurança pela “presteza” que o conduziram até o hospital no dia do crime.

No início da tarde, o Hospital Albert Einstein enviou nova nota à imprensa sobre o quadro de saúde do candidato à presidência. De acordo com o hospital, ele “permanece internado na Unidade SemiIntensiva. O quadro clínico do paciente segue estável e sem intercorrências. Continua em jejum oral, recebendo por via endovenosa todos os nutrientes necessários para sua recuperação. Permanece sem febre ou outros sinais de infecção e sem disfunções orgânicas”.

O candidato afirmou que foi autorizado pela equipe médica do hospital a fazer a gravação ao vivo. “Apesar de ainda bastante debilitado, reúno forças que vem de vocês. Creio que esse breve pronunciamento pode trazer notícias e apreensões que tenho para o futuro do nosso Brasil.- Grato pelo apoio, consideração, orações e confiança! Brasil Acima de Tudo! Deus Acima de Todos!”, escreveu, em sua página do Facebook.

Ao falar após sair da UTI, Bolsonaro coloca em xeque lisura das eleições

O presidenciável passou a contestar os rumos das eleições, as quais ele considera que podem ser fraudadas

O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) colocou em xeque a lisura das eleições de outubro em seu primeiro pronunciamento desde que passou pela segunda cirurgia abdominal, em consequência do atentado a faca sofrido em Juiz de Fora em 6 de setembro. O capitão reformado do Exército e líder nas pesquisas falou num suposto risco “concreto” de fraude e criticou, ainda, uma eventual vitória de Fernando Haddad (PT), afirmando que o candidato petista concederia um indulto ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e o nomearia ministro da Casa Civil tão logo assumisse o mandato.

Visivelmente debilitado em alguns momentos, Bolsonaro chorou assim que a câmera focalizou seu rosto na cama do hospital. Em seguida, agradeceu e elogiou os trabalhos das equipes médicas da Santa Casa de Juiz de Fora, de Minas Gerais, e do hospital Albert Einstein. ”Vocês salvaram a minha vida”, disse.

Na sequência, o presidenciável passou a contestar os rumos das eleições, as quais ele considera que podem ser fraudadas. ”Se essa fraude acontecer, acabou a democracia”, disparou. Ele reeditou também suas críticas habituais ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ter acolhido uma ação da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, contra o voto impresso. ”Lamento que a frase de maior força da senhora Raquel Dodge tenha sido a de que o voto impresso comprometeria a segurança das eleições”, disse. ”Não temos qualquer garantia nessas eleições”, complementou o candidato do PSL, insistindo em suas críticas às urnas eletrônicas e colocando em xeque de antemão o resultado do segundo turno.

Além disso, Bolsonaro ironizou as pesquisas de intenção de votos do instituto Datafolha. ”A última narrativa é a de que perderemos no segundo turno para qualquer um”, disse. ”Nossa preocupação não é perder no voto, é perder na fraude”, acrescentou. Por fim, o presidenciável disse que espera receber alta em uma semana, ”para conversar com vocês (eleitores) durante o horário eleitoral”. Ao fim dos dezessete minutos de live no Facebook, Bolsonaro ficou com olhos marejados de novo enquanto sua cabeça era acariciada pela esposa.

Bolsonaro volta para a UTI e reage bem após nova cirurgia, diz hospital

De acordo com novo boletim médico,divulgado pelo hospital nesta manhã, o candidato “evoluiu bem” após a cirurgia, feita na noite de quarta-feira, 12

O candidato do PSL à Presidência da República nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, voltou à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein nesta quinta-feira, 13, depois de passar por uma nova cirurgia de emergência em razão de uma obstrução intestinal.

De acordo com novo boletim médico,divulgado pelo hospital nesta manhã, o candidato “evoluiu bem” após a cirurgia, feita na noite de quarta-feira, 12. Além disso, segundo os médicos, “constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal). A limpeza abdominal foi realizada como feito rotineiramente. O procedimento teve duração de duas horas.”

O hospital explicou que, após apresentar um quadro de inchaço na região abdominal, uma tomografia computadorizada confirmou o diagnóstico de obstrução intestinal.

“O paciente foi levado para a cirurgia de urgência onde foram desfeitas as aderências do intestino e liberado o ponto de obstrução. Além disso, constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal) a montante do ponto de obstrução em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais”, diz o boletim. “Em grandes traumas abdominais esta complicação é mais frequente do que em cirurgias programadas.”

Bolsonaro está internado desde a última sexta em São Paulo. No dia 6, o candidato foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, e teve perfurações no intestino grosso e no intestino delgado.

‘Noite delicada, mas 100% contornada’, diz filho

Um dos filhos do candidato, Carlos Bolsonaro, disse nesta madrugada que o militar da reserva passou uma noite “delicada”, mas que a situação foi contornada. “Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem; estou vendo de perto o trabalho dessas pessoas desde o início e só temos a agradecer. Noite delicada, mas 100% contornada”, escreveu Carlos no Twitter. “O velho é forte como um cavalo, não é a toa que seu apelido de Exército é ‘cavalão’.”

Leia na íntegra o boletim médico sobre o estado de saúde de Bolsonaro divulgado nesta quinta:

“O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi readmitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na madrugada de hoje.

Durante o dia de ontem o paciente apresentou distensão abdominal progressiva sugerindo o diagnóstico de obstrução intestinal. Este diagnóstico foi confirmado por tomografia computadorizada realizada durante a tarde.

Com este diagnóstico, o paciente foi levado para a cirurgia de urgência onde foram desfeitas as aderências do intestino e liberado o ponto de obstrução. Além disso, constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal) a montante do ponto de obstrução em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais. Em grandes traumas abdominais esta complicação é mais frequente do que em cirurgias programadas.

A limpeza abdominal foi realizada como feito rotineiramente. O procedimento teve duração de duas horas. O paciente evoluiu bem após a cirurgia, sem intercorrências e encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva.”

Urgente: Jair Bolsonaro passa por nova cirurgia

O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, passa por uma cirurgia na noite desta terça-feira (12), segundo boletim médico do Hospital Albert Einsten, onde o candidato está internado desde sábado (8), após ser vítima de um atentado.

De acordo com o boletim, Bolsonaro evoluiu para um quadro de “distensão abdominal progressiva e náuseas” e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica.

De acordo com médicos especialistas, aderência acontece durante a cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica.

Leia o boletim médico na íntegra:

Pelo Twitter, o filho de Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, se pronunciou sobre a nova cirurgia e disse que o estado de saúde dele ainda é grave.

Bolsonaro tem estado grave e precisará de nova cirurgia, dizem médicos

De acordo com o novo boletim médico desta segunda-feira, Bolsonaro segue sem sinais de infecção e alimentando-se por via endovenosa

O Hospital Albert Einstein divulgou, na manhã desta segunda-feira (10), novo boletim médico sobre o estado de saúde do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, vítima de um ataque com uma faca no dia 6, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Segundo os médicos, o deputado precisará de uma nova cirurgia de “grande porte” para reconstituir o trânsito de partes do intestino, afetadas pela facada. Seu estado ainda é grave e ele permanece na Unidade Terapia Intensiva (UTI).

Após as críticas do general Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro, sobre as intensas visitas de apoiadores ao candidato no hospital, o movimento de visitantes no Albert Einstein, em São Paulo, está bem vazio nesta manhã. Diferente do final de semana, não há populares nas imediações da unidade hospitalar. Apenas a imprensa segue no local.

O general da reserva classificou de “oba oba” as constantes visitas que Bolsonaro estava recebendo no hospital. Segundo o vice na chapa, o candidato precisa descansar neste momento.

De acordo com o novo boletim médico desta segunda-feira, Bolsonaro segue sem sinais de infecção e alimentando-se por via endovenosa. O candidato ainda sofre com paralisia intestinal, o que, segundo a equipe médica, é comum em casos assim. O deputado também faz fisioterapia respiratória e motora.

“O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais”, diz a nota.

Leia a íntegra do relatório:

“Passados quatro dias após o ferimento abdominal por arma branca, o estado do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, ainda é grave e permanece em terapia intensiva.

O paciente tem uma colostomia, que foi feita em função de lesões graves do intestino grosso e delgado.

Será necessária nova cirurgia de grande porte posteriormente, a fim de reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia.

O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais.

Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje.

Permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia respiratória e motora, e alimentação exclusivamente parenteral (endovenosa). Médicos Responsáveis:

Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião

Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista. Diretor Superintendente

Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.”