Caso Nenzin: Polícia conclui reconstituição da morte do ex-prefeito

Os peritos descartaram por completo todas as alegações do principal suspeito do crime.

As equipes da Delegacia Regional de Barra do Corda, SPCI, SHPP e ICRIM concluíram os trabalhos de reconstituição do crime que vitimou o ex-prefeito de Barra do Corda, Nenzin.

Segundo informações da Delegacia Regional de Barra do Corda, na tarde de sexta-feira (2), as equipes atuavam para excluir suposição e se  chegar à versão mais provável de como tudo ocorreu.

Os peritos  descartaram, por  completo, as alegações do principal suspeito do crime, o filho da vítima, conhecido como Júnior de Nenzin. A conclusão dos peritos também coloca o vaqueiro Luzivan na cena dos fatos.

“Jamais compactuamos com qualquer má aplicação de recursos públicos”, diz Flávio Dino após exploração política de operação

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), manifestou-se, nesta sexta-feira (17), por meio de sua conta no Twitter, sobre a operação Pegadores da Polícia Federal, deflagrada na Secretaria de Saúde do Estado na quinta-feira (16). E disse que o governo está se colocando à disposição das investigações sérias, pois a gestão jamais compactua com qualquer má aplicação de recursos públicos. “Sempre tomamos todas as providências administrativas quando erros foram detectados”, disse.

Flávio Dino afirmou que ainda está aguardando os investigadores enviarem a lista dos supostos 400 fantasmas para que o governo abra os devidos procedimentos e averigue se procede e em que período teria sido praticado tal feito. Reiterou que está sempre colocando suas equipes à disposição das investigações sérias.

Sobre críticas ou comparações feitas pela Oligarquia Sarney/Murad, Flávio Dino disse que falta-lhes condições mínimas para falar de moralidade. “Que cuide de seus problemas na Polícia e na Justiça. São muitos”, alfinetou.

Flávio Dino lembrou que, desde que assumiu em 2015, vem adotando uma série de medidas para corrigir distorções no modelo implantado por governos passados. Citou a realização de concurso público para a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares. Falou ainda sobre o aprimoramento do quadro de auditores da Saúde.

Abaixo as tweetadas do governador:

IDAC – Fantástico reitera que desvios vinham sendo feitos desde a gestão Roseana/Ricardo Murad

O programa Fantástico, da Rede Globo, em ampla reportagem exibida na noite de domingo (11), reiterou que os contratos firmados entre o governo do Maranhão e o Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC) para administração de unidades hospitalares foram assinados na gestão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), quando Ricardo Murad (PMDB) estava no comando da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O atual secretário de Saúde, Carlos Lula, concedeu entrevista ao Fantástico e observou que a fraude era tão bem articulada que não dava para detectar, mas que, quando o escândalo foi denunciado, a primeira providência foi quebrar o contrato com o IDAC, organização sem fins lucrativos, mas que vinha desviando recursos destinados à administrações dos hospitais, segundo investigação da Polícia Federal, que flagrou funcionários do instituto sacando dinheiro nos caixas do Banco do Brasil.

Na verdade, segundo mostrou a  reportagem, a responsável pela contratação do instituto, ligado ao político Antônio Aragão (PSDC), que está preso sob a acusação de ter desviado R$ 12 milhões, é a ex-governadora Roseana Sarney que nada esclareceu até agora. Ela disse apenas à reportagem do Fantástico que todos os contratos eram auditados em seu governo.

No entanto, a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público constatou que “foram identificados fortes indícios de distribuição de valores a agentes políticos, que serviam como padrinhos da Organização Social e auxiliavam o IDAC na obtenção de contratos públicos”.

Nos bastidores, não há como negar a relação estreita entre o presidente do PSDC com o empresário Fernando Sarney e com o ex-secretário Ricardo Murad, que foi levado coercitivamente pela Polícia Feferal para depor após a investigação constatar um roubo de R$ 1 bilhão dos cofres da SES. O ex-titular da SES inclusive teve o passaporte recolhido e está proibido de deixar o país.

O exemplo mais prático do envolvimento do ex-secretário de Saúde Ricardo Murad com o presidente do IDAC é o silêncio de sua filha, deputada Andréa Murad (PMDB), e de seu genro, deputado Sousa Neto (PROS), na Assembleia Legislativa. Os dois estão no mais profundo silêncio.

Delações da Odebrecht – Fachin divulga lista de investigados; Lobão e Zé Reinaldo entre eles…

Com informações do Estadão 

Já era esperado o nome de Edison Lobão na lista dos investigados

 

 

José Reinaldo Tavares foi citado pela primeira vez nas delações

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas –como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, obtidas com exclusividade pelo Estadão. Do Maranhão, aparecem os nomes do senador Edison Lobão (PMDB) e do deputado federal e ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB).

O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial.
O Estado teve acesso a despachos do ministro Fachin, assinados eletronicamente no dia 4 de abril.
Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.
Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: 5, cada. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com 4.
O governo do presidente Michel Temer é fortemente atingido. A PGR pediu investigações contra os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, , Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.
As investigações que tramitarão especificamente no Supremo com a autorização do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, foram baseadas nos depoimentos de 40 dos 78 delatores.
Os relatos de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, são utilizados em 7 inquéritos no Supremo. Entre os executivos e ex-executivos, o que mais forneceu subsídios para os pedidos da PGR foi Benedicto Júnior, (ex-diretor de Infraestrutura) que deu informações incluídas em 34 inquéritos. Alexandrino Alencar (ex-diretor de Relações Institucionais) forneceu subsídios a 12 investigações, e Cláudio Melo Filho (ex-diretor de Relações Institucionais) e José de Carvalho Filho (ex-diretor de Relações Institucionais), a 11.
Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações.
Imunidade – O presidente da República, Michel Temer (PMDB), é citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos, mas a PGR não o inclui entre os investigados devido à “imunidade temporária” que detêm como presidente da República. O presidente não pode ser investigado por crimes que não decorreram do exercício do mandato.
Lista. Os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram enviados no dia 14 de março ao Supremo. Ao todo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF 320 pedidos – além dos 83 pedidos de abertura de inquérito, foram 211 de declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, sete pedidos de arquivamento e 19 de outras providências.

Janot também pediu a retirada de sigilo de parte dos conteúdos.
Entre a chegada ao Supremo e a remessa ao gabinete do ministro Edson Fachin, transcorreu uma semana. O ministro já deu declarações de que as decisões serão divulgadas ainda em abril. Ao encaminhar os pedidos ao STF, Janot sugeriu a Fachin o levantamento dos sigilos dos depoimentos e inquéritos.
VEJA AQUI A LISTA COMPLETA 

Janot pede nova investigação sobre Renan, Jucá, Sarney e Machado na Lava Jato

Globo.com

Em gravação, o ex-presidente Sarney afirmou que a delação premiada de executivos da Odebrecht seriam “uma metralhadora de [calibre] ponto 100”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, nesta segunda-feira (6), ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de novo inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-presidente José Sarney (PMDB-AM) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado. Eles são suspeitos de criar embaraços às investigações da Operação Lava Jato.
Renan, Jucá e Sarney tiveram conversas com Sérgio Machado gravadas pelo ex-diretor da Transpetro, que se tornou posteriormente um dos delatores do esquema de corrupção.
Nessas conversas, eles discutiram, por exemplo, formas de “estancar e impedir, o quanto antes” os avanços das apurações sobre políticos – especialmente do PMDB, do PSDB e do PT –, inclusive mediante supostos acordos com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com aprovação de novas leis que, na visão da PGR, poderiam inibir as investigações e esvaziar os processos judiciais.
Versões
À TV Globo, a assessoria de Renan Calheiros informou que ele não praticou nenhum ato para embaraçar ou dificultar qualquer investigação e que sempre foi colaborativo. “O senador reafirma que a possibilidade de se encontrar qualquer impropriedade em suas contas pessoais ou eleitorais è zero. O senador está convencido que, a exemplo do primeiro inquérito, os demais serão arquivados por absoluta falta de prova.”
Também à TV Globo, o advogado que representa José Sarney e Romero Jucá informou considerar importante a abertura do inquérito para comprovar que o crime foi comedito por Sérgio Machado, que gravou as conversas.
Procurada, a defesa de Sérgio Machado informou que não tem ciência do pedido da PGR e por isso não iria se manifestar.
As conversas gravadas
Numa das conversas gravadas por Sérgio Machado, Renan Calheiros defende que “não pode fazer delação premiada preso”. “Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”, disse o senador a Machado em março do ano passado. Para investigadores, isso poderia desestimular empresários envolvidos em corrupção a confessar os crimes.
À época, Renan afirmou que os diálogos “não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas”.
Jucá, por sua vez, foi gravado dizendo que era preciso um “pacto” para tentar barrar a Lava Jato. “Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa p… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse.
Questionado, ele disse, em maio do ano passado, que os diálogos reiteraram seu posicionamento sobre a crise política e econômica do país. De acordo com o peemedebista, o termo “delimitar” usado na conversa não significa “barrar” a Lava Jato, mas definir quem é culpado, o crime, e a punição de cada acusado.
Em outra gravação, o ex-presidente Sarney afirmou que a delação premiada de executivos da Odebrecht seriam “uma metralhadora de [calibre] ponto 100”. Em nota, Sarney disse lamentar que “conversas privadas tornem-se públicas, pois podem ferir outras pessoas que nunca desejaríamos alcançar”.

Polícia divulga vídeos que comprometem suspeito no assassinato de Mariana; Brasil Urgente repercute caso

O caso do assassinato da publicitária Mariana Costa, sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, foi destaque, nesta terça-feira (15), no programa Brasil Urgente da Band. O gancho foi o fato da Polícia Civil do Maranhão ter divulgado, em São Luís, as filmagens do circuito interno das câmeras de segurança do condomínio onde morava a vítima. Ela foi assassinada, no domingo (13) a tarde em seu apartamento, e o cunhado dela, Lucas Porto, é apontado como o principal suspeito.

O apresentador do Brasil Urgente, o polêmico Datena, disse que a Polícia do Maranhão estaria trabalhando com três linhas de investigação para apurar a motivação do crime. Os investigadores aguardam o resultado de exames que vão dizer se houve ou não estupro na vítima.

Durante a repercussão do caso, o apresentador Datena fez referência a matérias veiculadas no Blog da Sílvia Tereza sobre o caso.

Por meio das imagens, é possível ver que Lucas Porto esteve por duas vezes no condomínio no dia em que a vítima foi morta.

Em um primeiro momento, por volta das 14h30, as imagens das câmeras de segurança mostram o carro de Lucas vindo do almoço depois da igreja com a sogra, Mariana e as crianças. Após deixar Mariana e as crianças no condomínio, Lucas e a sogra dele saem do condomínio.
No segundo momento, por voltas 15h14, as imagens revelam Lucas no elevador. O suspeito mexe no seu aparelho celular tranquilamente e aperta o bota do nono andar, onde residia a vítima.
Minutos mais tarde, por volta das 15h54, Lucas aparece nas imagens do circuito de segurança saindo pelos fundos e utilizando as escadas de emergência do condomínio que ficam situadas ao lado do elevador de serviço. Pelas imagens é possível perceber que o suspeito está aparentemente nervoso.
Investigações
Lucas Leite Ribeiro Porto, de 37 anos, casado com a irmã de Mariana, foi preso logo depois do crime. O suspeito foi ouvido pela Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) e na segunda e logo em seguida encaminhado para Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Imagens do circuito interno do condomínio usadas na investigação revelam o suspeito chegando, e, posteriormente, descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e com uma aparência de estar transtornado com algo.
A polícia ainda afirma que Lucas tentou destruir provas que o ligassem a cena do crime como apagando os registros de ligações do celular, se desfazendo as roupas. O suspeito ainda apresentava lesões no pulso, tórax e no rosto – sinais de que a vítima lutou contra o agressor.

Caso Mariana – Principal suspeito tem ferimentos no corpo como se tivesse tido luta corporal com vítima

Mariana era evangélica, frequentava a Igreja Batista, e foi morta por asfixia dentro do próprio apartamento. Era casada e mãe de duas filhas

Mariana era evangélica, frequentava a Igreja Batista, e foi morta por asfixia dentro do próprio apartamento. Era casada e mãe de duas filhas

Lucas Porto nega crime, mas câmeras mostraram que ele foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do crime. Ele tem ferimentos pelo corpo, os quais não explicou

Lucas Porto nega crime, mas câmeras mostraram que ele foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do crime. Ele tem ferimentos pelo corpo, os quais não explicou

Mistério e perplexidade marcam as primeiras investigações do caso do assassinato da sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, Mariana Costa, 33 anos, morta por asfixia na noite de domingo (13), dentro do próprio apartamento, localizado na Avenida São Luís Rei de França. O principal suspeito, Lucas Porto, cunhado da vítima, que se encontra preso em Pedrinhas, tem lesões no pulso, tórax e face que evidenciam que o mesmo pode ter tido uma luta corporal com a jovem.

Foram encontrados ainda pelos sobre a cama e marcas de sangue que vão ser analisados. Imagens de câmeras do condomínio, onde Mariana morava, mostram que Lucas Porto foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do evento.

A vítima foi encontrada morta, completamente nua, e com um travesseiro sob o rosto, evidenciando o crime por asfixia. A Polícia não tem dúvidas de que houve um homicídio e agora vai partir para a linha de investigação que evidencie as motivações do crime. Tanto o suspeito quanto a vítima passaram por exames de conjunção carnal para saber se houve ou não estupro. No entanto, o resultado do laudo médico ainda não foi divulgado.

O delegado que investiga o caso, Lawrence Melo, disse, em entrevista à Imprensa, que Lucas Portos procurou destruir provas contra si, tipo a roupa que usava no dia do crime e registros de ligações no telefone celular, por exemplo. O suspeito também se negou a entregar as imagens do condomínio no qual ele é sindico e reside para apuração do horário em que chegou em casa.

“O fato é que a investigação aponta que ele não foi diretamente para o seu apartamento. Ele foi para a sauna do condomínio onde ele reside, como se tentasse limpar e apagar, mais uma vez, evidências aí que ligam ele a esse evento trágico”, contou Lawrence Melo.

Luta corporal

Quanto às lesões identificadas no corpo de Lucas, o delegado disse que isso demonstra que ele esteve envolvido em uma luta corporal, supostamente, com a vítima. As feridas, características de unhadas, são apontadas pela perícia como “lesões de defesa”. “A vítima, ao tentar se defender, pode ter lesionado o suspeito e ele não deu nenhum esclarecimento para explicar o motivo dessas marcas”, afirmou.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney, Mariana Costa, foi vítima de uma tentativa de estrangulamento e morreu por asfixia. Segundo a Polícia, ela sofreu estrangulamento e foi sufocada pelo assassino com a ajuda de um travesseiro.
Imagens do circuito interno do condomínio também estão sendo utilizadas na investigação e, segundo a Polícia, demonstram o suspeito bastante nervoso, o que leva crer a sua participação na morte de Mariana.

As imagens mostram Lucas chegando e, posteriormente, descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e tem uma aparência de estar transtornado com algum evento grave que teria acontecido. Ao chegar no térreo, passa a mão no rosto e faz uma ligação. Essa ligação, posteriormente, ele nega.
Defesa de Lucas Porto
O advogado Jonilton Santos Lemos Júnior, que defende o suspeito de matar Mariana Costa, disse que Lucas Porto nega, veementemente, o crime. “Bom, essa é a chave da questão nesse caso. Até agora, a Secretaria de Segurança não apresentou qual teria sido a motivação desse crime. O Lucas nega, veementemente, que tenha assassinado a vítima. Ele não teria nenhum motivo para isso. É preciso que não se descarte outras linhas de investigação”, comentou.
O advogado disse ainda não ter tido acesso às imagens do circuito interno do condomínio onde Mariana morava.

 

Após cassação no Senado, Delcídio diz que nome de Lobão deve aparecer mais vezes na Lava Jato

Lobão é alvo do Supremo, ao lado de líderes do PMDB, por suspeita de ser beneficiado com o pagamento de propina para a construção da usina de Angra 3

Lobão é alvo do Supremo, ao lado de líderes do PMDB, por suspeita de ser beneficiado com o pagamento de propina para a construção da usina de Angra 3

UOL

Com seu mandato de senador cassado há menos de uma semana, Delcídio do Amaral (sem partido-MS) não economizou nos ataques ao senador Edison Lobão (PMDB-MA) e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em participação no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, nesta segunda (16).

Nos últimos instantes de sua participação no “Roda Viva”, Delcídio disse que o nome do presidente do Senado ainda deve aparecer mais vezes relacionado à operação Lava Jato, assim como o de outros peemedebistas de peso, como o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o ex-ministro de Minas e Energia e senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Lobão é alvo do Supremo, ao lado de líderes do PMDB, por suspeita de ser beneficiado com o pagamento de propina para a construção da usina de Angra 3. Ele teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. O senador nega as acusações e disse que, por ser um homem público, suas contas estão “naturalmente abertas”.

Delcídio chamou Renan de “cangaceiro” e, com ironia, de “figura ilustre”, ao lembrar que o parlamentar comanda a Casa apesar de contar 12 inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). “Tem gente com 12, 13 processos que continua lá [no Senado]”, disse Delcídio.

Renan responde atualmente a 12 inquéritos no Supremo, nove deles relacionados às investigações sobre o esquema de corrupção da Petrobras, um relativo à Operação Zelotes além de dois que apuram irregularidades no pagamento da pensão de uma filha que o senador teve um relacionamento extraconjugal.

Não foi por acaso que Renan se tornou alvo de Delcídio. Depois de a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) ter suspendido as deliberações sobre o processo de cassação do ex-senador, no começo da semana passada, o peemedebista disse que teria “dificuldade” de realizar a sessão de votação que definiu o afastamento da presidente Dilma Rousseff caso o Senado não tomasse uma decisão sobre Delcídio.

Com isso, em questão de horas, a CCJ aprovou parecer pela cassação dele, que ocorreu na terça-feira (10) com 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção. No dia seguinte, tiveram início os trabalhos sobre o afastamento de Dilma.

Delcídio já tinha chamado Renan de gângster quando da condução do processo de cassação, na semana passada. O presidente do Senado não rebateu, preferindo se comparar à São Sebastião, mártir cristão. “O que é que significa mais uma flechada em São Sebastião?”, disse.

“Renan, Romero, Lobão. Isso vai aparecer [na Lava Jato]. O PMDB tem função proeminente no esquema da Lava Jato.”

Jucá é alvo de dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). Em um deles o ministro é suspeito de integrar a organização criminosa que atuou na Petrobras e o outro, um desdobramento da Lava Jato, é relacionado à corrupção na Eletronuclear. Ele nega as acusações.

A diretriz é apurar tudo, independente de quem sejam os investigados, diz Dino sobre suspeita de agiotagem na Câmara de São Luís

"A diretriz é investigar", diz Flávio sobre suspeita de agiotagem na Câmara de São Luís

“A diretriz é investigar”, diz governador sobre suspeita de agiotagem na Câmara de São Luís

Durante a coletiva que concedeu à Imprensa nesta segunda-feira (18), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi indagado sobre as investigações dos casos de agiotagem no Maranhão, entre eles o que envolveria a Câmara Municipal de São Luís, através de vereadores e ex-vereadores. Segundo ele, a determinação é para que tudo seja apurado, independente de quem sejam os suspeitos. “A diretriz é investigar”, disse

Flávio Dino disse que a Polícia, em seu governo, tem independência pra investigar. “A determinação é investigar independente de quem sejas os investigados. Nosso posicionamento é pelo combate à corrupção”, frisou.

No final de semana, uma fonte da Secretaria de Estado da Segurança Pública informou ao blog do jornalista Gilberto Lima que as investigações do esquema de agiotagem envolvendo o Bradesco e a Câmara Municipal de São Luís devem ser retomadas nos próximos dias.

As investigações foram iniciadas no governo passado, mas o caso estagnou. Pelas informações, ainda chegaram a pedir a quebra de sigilo bancário dos envolvidos. Dois inquéritos sobre esse escândalo envolvendo o Poder Legislativo Municipais estão na 7ª Vara Criminal, que é comandada pelo juiz Fernando Luiz Mendes Cruz.

Em um dos inquéritos, figura a ex-gerente do Bradesco Raimunda Célia Moraes da Silva Abreu, que chegou a ter prisão decretada pelo juiz Fernando Cruz. No outro inquérito, a investigação recai sobre a própria Câmara, o Bradesco e alguns vereadores.

Os trabalhos de investigação ficarão a cargo da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor), comandada pelo delegado Roberto Fortes. Uma reunião nos próximos dias deve definir os primeiros passos para a retomada das investigações.

A retomada das investigações faz parte do trabalho de apuração de todos os casos de agiotagem no Estado do Maranhão, que envolvem, ainda, dezenas de prefeitos.