Jair Bolsonaro é denunciado ao STF por crime de racismo

Segundo a denúncia, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nessa sexta-feira (13), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo.

Além da condenação, a procuradoria pede que o deputado seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais coletivos.

De acordo com a denúncia, durante uma palestra no Clube Hebraica, em abril do ano passado, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

Em entrevista divulgada pelo deputado em uma rede social, ele comenta sobre o caso: “Não posso falar mais nada nesse país? Nós somos invioláveis por quaisquer palavras, opiniões e votos. Quem acha que eu tô maluco, não vota em mim no futuro”, afirmou.

O filho de Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também foi denunciado, mas pela suposta agressão a uma jornalista. No entanto, a PGR ofereceu a este parlamentar proposta de transação penal, na qual ele se comprometeria a indenizar a vítima em 40 salários mínimos e a pagar pensão mensal a uma entidade de combate à violência doméstica, além de prestar serviços à comunidade.

Assista entrevista na íntegra de Bolsonaro sobre minorias e Pedrinhas

ASSISTA AQUI E FIQUE PASMO…

A entrevista coletiva polêmica (só para variar) concedida, na última terça-feira (11), pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP – RJ), cotado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ganhou as redes sociais como um raio e se tornou peça hilária, chacota mesmo entre as pessoas. Foi até editada para a versão do Whatsapp e distribuída pelo Brasil inteiro.

É impressionante a forma como Bolsonaro, que já está sendo chamado de “Bossalnaro”, aborda assuntos controversos como o das minorias, que para ele não existem, o dos homossexuais, a homofobia, o crescimento da violência e o caos vivido hoje na penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão.

Para Bolsonaro, é preciso que o Brasil pare de estimular as crianças a serem gays desde a escola e, sobre isso, ele coloca, diretamente, a culpa no PT da presidente Dilma Rousseff.

Homofobia?

Em uma de suas teses mais controversas, ele diz que os homossexuais precisam parar de classificar qualquer ato que os atinja como homofobia.

Diz ainda que, caso seja presidente da Comissão de Direitos Humanos, ele vai acabar com qualquer vantagem para a raça negra ou qualquer outra. Segundo ele, todos têm que ser tratados de forma igual no Brasil como se tivessem uma única cor e sem privilégios para ninguém.

Impressionante também é a quantidade de palavrões que Bolsonaro usou durante a entrevista, entre “canalha”, “vagabundo”, “sexo com órgão excretor”, “porra”, etc. No final, ele ainda manda os presos do Maranhão se “F” porque eles passam a vida toda “F” a gente.

Frases mais polêmicas de Bolsonaro durante a entrevista:

“Não é porque o cara faz sexo com o órgão excretor que ele vai ser melhor do que os outros. Você tá de brincadeira? Por que eles vão ter super poderes? Eles são semideuses?”

“Se eu for presidente, eles (os homossexuais) é que vão ter que nos respeitar.”

“Direitos Humanos não é defender minoria.”

“Minoria tem que se curvar à maioria. Eu quero respeitar é a maioria e não a minoria.”

“Todos nós somos iguais e ponto final. Temos a mesma cor. Não tem defesa de minoria. O que o negro está sofrendo agora para a gente ter que melhorar com projeto? Como foi que Obama chegou lá? Como foi que Joaquim Barbosa chegou lá? Foi mérito. Por que um nordestino tem que ter menos direitos do que os descendente de africanos?”

“Os presídios (incluindo o de Pedrinhas) do país estão uma maravilha. Lá é lugar do cara pagar os seus pecados e não para viver num spar em vida boa.”

“A única coisa boa do Maranhão é o presídio de Pedrinhas. É só tu não estuprar, não praticar latrocínio, que tu não vai pra lá, porra. Tem que dar vida boa para esses canalhas? Tem que se “F” e acabou…É a minha ideia…”

“E quem não está contente que trabalhe contra a minha chegada à Comissão de Direitos Humanos.”

Assista à entrevista acima e fique pasmo como eu.