Bolsonaro avalia não comparecer a debates na campanha eleitoral e é criticado por adversários

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS)

Líder nas pesquisas de intenções de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, avalia a hipótese de não ir aos debates com outros postulantes ao cargo ao longo da campanha eleitoral. Nos últimos meses, o deputado federal já faltou a eventos em que teria a companhia de adversários e estuda prolongar a estratégia até o fim da eleição.

No lugar do confronto direto, Bolsonaro tem privilegiado agendas em que está cercado por apoiadores e fora dos maiores centros urbanos do país. Na quinta-feira, cumpriu um ritual que se tornou característico na pré-campanha: foi cercado por simpatizantes em um aeroporto, neste caso, o de Campina Grande, na Paraíba e depois discursou em um carro de som. Vídeos mostrando a recepção na chegada à cidade foram publicados em suas contas nas redes sociais.

“Ainda estou definindo se vou (aos debates). Postura de combate, não decidi ainda. Estou aqui na Paraíba e tenho muitos compromissos. E se eu não for, não vai dar Ibope, né”, disse Bolsonaro.

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS), alegou problemas de agenda nesses dois casos.

O parlamentar também faltou à sabatina promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL, quando seria entrevistado por jornalistas. Integrantes da equipe do pré-candidato têm se incomodado com o que consideram uma postura excessivamente crítica da imprensa. Em outra ocasião, no entanto, participou da sabatina do jornal “Correio Braziliense”. Um parlamentar do PSL disse que Bolsonaro “vai escolher muito bem para onde vai” e para quem dará entrevistas.

A possível ausência nos debates gerou reações dos adversários. Interessado em polarizar com Bolsonaro para atrair parte do seu eleitorado, o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, fez uma provocação imediata nas redes sociais: divulgou um vídeo com uma montagem em que o rosto do deputado aparece no corpo de uma criança correndo de um lado para o outro com a mensagem “adivinha quem está fugindo dos debates”. O tucano aposta num confronto direto e, neste contexto, os debates na televisão seriam importantes para a tática da “desconstrução”.

Presidente do PDT, que vai lançar Ciro Gomes, Carlos Lupi afirmou que o pré-candidato do PSL é um produto, mas não tem conteúdo: “É uma clara demonstração de que ele não tem projeto e não tem o que dizer para a população. Ele é como um castelo de areia, frágil. ”

Já Marina Silva (Rede) afirmou que “não se pode pretender governar o Brasil sem debater propostas com a sociedade”. Henrique Meirelles (MDB) ironizou e afirmou que a estratégia é “compreensível”, porque Bolsonaro “não tem nada a dizer”. Já Rodrigo Maia (DEM) disse que vai participar de todos os debates, enquanto Álvaro Dias ressaltou que não comentaria a estratégia de adversários.

Jair Bolsonaro vem ao Maranhão e mostra despreparo

A passagem de Bolsonaro pelo Maranhão foi marcada por momentos de críticas raivosas e poucas propostas para o Brasil

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), cumpriu agenda em São Luís, nesta quinta-feira (14), e mostrou seu despreparo para a corrida presidencial deste ano.

Bolsonaro foi recepcionado por simpatizantes no Aeroporto Marechal Cunha Machado, concedeu entrevista coletiva, participou de um ato político no Multicenter Sebrae e, à noite, jantou com a classe empresarial em um hotel na área nobre de São Luís.

Em todas as oportunidades, Bolsonaro deixou de mostrar suas propostas para criticar o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmando que vai trabalhar para tirá-lo do poder. “Se o povo quer mudar, tem que tirar da cabeça esse negócio de comunismo”, disse o deputado tido como preconceituoso.

Sobre suas propostas reais para o Brasil e sobre seu Plano de Governo, Bolsonaro desconversou e afirmou que ninguém tem plano de governo até o momento e que geralmente isso é uma peça de ficção encomendada junto a um marqueteiro.

Os eventos de Bolsonaro não foram acompanhados por nenhum deputado federal ou estadual. Presidentes de partidos políticos também não compareceram aos eventos do presidenciável.

A passagem de Bolsonaro pelo Maranhão foi marcada por momentos de críticas raivosas e poucas propostas para o Brasil.

Datafolha mostra Lula com 30%, Bolsonaro com 17% e Marina com 10%

Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%

Nova pesquisa Datafolha, realizada na semana passada e divulgada neste domingo (10), mostra que adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial ainda não conquistaram a preferência dos eleitores. Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%.

Com o líder petista na disputa, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fica com o segundo lugar, com 17% da preferência, e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece com 10% das intenções de voto. Sem Lula, Bolsonaro sobre para 19% e Marina, para 15% da preferência dos eleitores. Bolsonaro, que apoiou o início da recente greve dos caminhoneiros, lidera todos os cenários sem a participação do ex-presidente, sempre com 19%. Já Marina se mantém em segundo lugar, com percentuais entre 14% e 15% da preferência.

Lula está há dois meses preso em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, e deve ser impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral. O líder petista tem o segundo maior percentual de rejeição (36%), só perdendo para Fernando Collor de Mello (PTC), que tem 39%.

Vistos como possíveis substitutos do ex-presidente na disputa pela presidência, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), têm apenas 1% das intenções de voto na pesquisa. Outro que só atinge 1% das preferências é o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que lançou sua pré-candidatura com apoio do presidente Michel Temer.

A pesquisa mostrou empate técnico entre o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10% e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%. Em função da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a real diferença entre eles pode ser menor.

Já na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem ver uma lista de candidatos, Lula perde espaço para Bolsonaro: o petista tem 10% enquanto o deputado federal atinge 12% das intenções de voto. Neste cenário sobe para 46% o percentual de pesquisados que não sabe em quem votar.

O Datafolha ouviu 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta (6) e na quinta (7). A pesquisa é a primeira feita pelo Datafolha após a paralisação dos caminhoneiros, movimento que causou desabastecimento em todo o país, abalando a economia e deixando o governo Temer no centro de uma crise. Os cenários pesquisados pelo Datafolha na semana passada são diferentes dos que foram considerados pelo estudo anterior, feito em abril, e por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis.

Para o segundo turno da eleição, o levantamento do Datafolha mostra vitória de Lula em vários cenários. O petista atingiria índices de 46% a 49% sobre os principais adversários. Mas a pesquisa também indica que a maior parte dos eleitores fica sem alternativa com eventual ausência de Lula.

Roberto Rocha e Maura Jorge estagnam em pesquisa, apesar de apoio de presidenciáveis

Apesar de contarem com o apoio de duas figuras conhecidas em nível nacional, os candidatos Roberto Rocha e Maura Jorge não conseguem subir nas sondagens.

A última pesquisa Data Ilha/Difusora, divulgada na terça-feira (15), mostra dois cenários bem distintos na disputa ao governo do Maranhão. Apesar de contarem com o apoio de duas figuras conhecidas em nível nacional, os candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) não conseguem subir nas sondagens.

O senador Roberto Rocha lançou sua pré-campanha desde o final de 2017 e recebeu, recentemente, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB). A pesar de ter o apoio de uma grande figura do PSDB e que já disputou uma corrida presidencial, o novo tucano aparece com apenas 2,63% na pesquisa Data Ilha/Difusora.

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, também recebeu o apoio do pré-candidato a presidente, Jair Bolsonaro (PSL). Mas a pesar da popularidade do presidenciável nas redes sociais, dos vídeos amplamente divulgados e dos outdoors espalhados pela capital e por cidades do interior, ela aparece apenas com 1,61%, o que mostra que a transferência dos votos e a popularidade não ocorreram.

Os dois candidatos seguem na disputa, mas por enquanto, não aglutinam nem 5% do eleitorado maranhense. Nem muito menos, lucraram com o apoio dos notáveis presidenciáveis.

Maura Jorge e o efeito Jair Bolsonaro nas pesquisas…

Maura Jorge já foi acionada pela Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão por propaganda antecipada ao lado do seu aliado Jair Bolsonaro.

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), parece ter atingido seu teto de intenções de voto, segundo análise de Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Pré-candidata ao governo e aliada de Bolsonaro no Maranhão, a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL), que trabalha sua marca de pré-campanha colada no deputado federal, pode ter dificuldades em atrair a popularidade de seu aliado logo nesse momento de estagnação.

A parada no crescimento do candidato pode também significar que Maura Jorge não terá a ajuda de sua aliança para sair das últimas posições nas pesquisas de intenções de voto.

A pesquisa

A pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (14), indica o deputado federal na vice-liderança, com 16,7%, no cenário que inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança.

Bolsonaro aglutina os votos dos radicais da extrema-direita, mas sofre uma grande rejeição nas classes mais carentes.

Jair Bolsonaro é denunciado ao STF por crime de racismo

Segundo a denúncia, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nessa sexta-feira (13), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo.

Além da condenação, a procuradoria pede que o deputado seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais coletivos.

De acordo com a denúncia, durante uma palestra no Clube Hebraica, em abril do ano passado, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

Em entrevista divulgada pelo deputado em uma rede social, ele comenta sobre o caso: “Não posso falar mais nada nesse país? Nós somos invioláveis por quaisquer palavras, opiniões e votos. Quem acha que eu tô maluco, não vota em mim no futuro”, afirmou.

O filho de Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também foi denunciado, mas pela suposta agressão a uma jornalista. No entanto, a PGR ofereceu a este parlamentar proposta de transação penal, na qual ele se comprometeria a indenizar a vítima em 40 salários mínimos e a pagar pensão mensal a uma entidade de combate à violência doméstica, além de prestar serviços à comunidade.

Assista entrevista na íntegra de Bolsonaro sobre minorias e Pedrinhas

ASSISTA AQUI E FIQUE PASMO…

A entrevista coletiva polêmica (só para variar) concedida, na última terça-feira (11), pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP – RJ), cotado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ganhou as redes sociais como um raio e se tornou peça hilária, chacota mesmo entre as pessoas. Foi até editada para a versão do Whatsapp e distribuída pelo Brasil inteiro.

É impressionante a forma como Bolsonaro, que já está sendo chamado de “Bossalnaro”, aborda assuntos controversos como o das minorias, que para ele não existem, o dos homossexuais, a homofobia, o crescimento da violência e o caos vivido hoje na penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão.

Para Bolsonaro, é preciso que o Brasil pare de estimular as crianças a serem gays desde a escola e, sobre isso, ele coloca, diretamente, a culpa no PT da presidente Dilma Rousseff.

Homofobia?

Em uma de suas teses mais controversas, ele diz que os homossexuais precisam parar de classificar qualquer ato que os atinja como homofobia.

Diz ainda que, caso seja presidente da Comissão de Direitos Humanos, ele vai acabar com qualquer vantagem para a raça negra ou qualquer outra. Segundo ele, todos têm que ser tratados de forma igual no Brasil como se tivessem uma única cor e sem privilégios para ninguém.

Impressionante também é a quantidade de palavrões que Bolsonaro usou durante a entrevista, entre “canalha”, “vagabundo”, “sexo com órgão excretor”, “porra”, etc. No final, ele ainda manda os presos do Maranhão se “F” porque eles passam a vida toda “F” a gente.

Frases mais polêmicas de Bolsonaro durante a entrevista:

“Não é porque o cara faz sexo com o órgão excretor que ele vai ser melhor do que os outros. Você tá de brincadeira? Por que eles vão ter super poderes? Eles são semideuses?”

“Se eu for presidente, eles (os homossexuais) é que vão ter que nos respeitar.”

“Direitos Humanos não é defender minoria.”

“Minoria tem que se curvar à maioria. Eu quero respeitar é a maioria e não a minoria.”

“Todos nós somos iguais e ponto final. Temos a mesma cor. Não tem defesa de minoria. O que o negro está sofrendo agora para a gente ter que melhorar com projeto? Como foi que Obama chegou lá? Como foi que Joaquim Barbosa chegou lá? Foi mérito. Por que um nordestino tem que ter menos direitos do que os descendente de africanos?”

“Os presídios (incluindo o de Pedrinhas) do país estão uma maravilha. Lá é lugar do cara pagar os seus pecados e não para viver num spar em vida boa.”

“A única coisa boa do Maranhão é o presídio de Pedrinhas. É só tu não estuprar, não praticar latrocínio, que tu não vai pra lá, porra. Tem que dar vida boa para esses canalhas? Tem que se “F” e acabou…É a minha ideia…”

“E quem não está contente que trabalhe contra a minha chegada à Comissão de Direitos Humanos.”

Assista à entrevista acima e fique pasmo como eu.