Durante janela partidária, 13 deputados estaduais mudaram de partido…

A maior bancada é a do PCdoB, seguida pelo DEM

No período da janela partidária, que encerrou à meia-noite da última sexta-feira (6), 13 deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão trocaram de partido. O DEM e o PSDB  foram as siglas que mais receberam filiações.

Terminada a janela partidária, o PCdoB, partido do governador Flávio Dino, mantém-se com a maior bancada na Assembleia Legislativa. Ao todo, são sete deputados: Ana do Gás, Carlinhos Florêncio, Dr. Levi Pontes, Francisca Primo, Othelino Neto, Professor Marco Aurélio e Raimundo Cutrim.

A segunda maior bancada é a do Democratas (DEM), com seis deputados: Antônio Pereira, Cabo Campos, Paulo Neto, Rogério Cafeteira, Neto Evangelista e Stênio Rezende.

O PDT mantém-se com quatro parlamentares: Fábio Macedo, Glalbert Cutrim, Rafael Leitoa e Valéria Macedo.

O Partido Verde (PV) também tem três deputados: Adriano Sarney, César Pires e Rigo Teles. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) conta agora com três parlamentares: Alexandre Almeida, Graça Paz e Wellington do Curso. E o Partido Republicano Progressista (PRP) com dois parlamentares: Andrea Murad e Sousa Neto.

Cinco partidos contam com dois deputados: PSB (Bira do Pindaré e Edson Araújo), PRB (Júnior Verde e Sérgio Frota), PR (Josimar de Maranhãozinho e Vinícius Louro), MDB (Nina Melo e Roberto Costa) e SD (Fábio Braga e Ricardo Rios).

Seis partidos têm apenas um deputado: PT (Zé Inácio), PTC (Edivaldo Holanda), PSD (Edilázio Júnior), PMN (Eduardo Braide), PSC (Léo Cunha) e PP (Hemetério Weba).

O deputado Max Barros, que estava sem partido, filiou-se ao PMB (Partido da Mulher Brasileira).

Filiações
O Democratas (DEM), comandado no Maranhão pelo deputado federal Juscelino Filho, foi um dos partidos que receberam número mais expressivo de filiações. O partido ganhou a filiação de três deputados: Rogério Cafeteira, Paulo Neto e Neto Evangelista.

Presidido pelo senador Roberto Rocha, o PSDB maranhense também ganhou a filiação de três deputados estaduais: Graça Paz, Wellington do Curso e Alexandre Almeida.

Na lista dos 13 deputados que mudaram de partido estão Andrea Murad, que deixou o MDB e filiou-se ao PRP, mesmo partido agora de Sousa Neto, que desfiliou-se do Pros; Edilázio Júnior, que saiu do PV e entrou no PSD, e ainda Carlinhos Florêncio, que saiu do PHS e filiou-se ao PCdoB. Também mudaram de partido César Pires (saiu do PEN e entrou no PV), Sérgio Frota (saiu do PSDB e entrou no PRB) e Hemetério Weba (saiu do PV e entrou no PP).

A janela partidária é um período de 30 dias, previsto em lei, em que deputados federais e estaduais podem mudar de partido sem a possibilidade de perder o mandato por infidelidade partidária. Além disso, até seis meses antes das eleições, os candidatos aos mandatos em disputa nas urnas precisam estar filiados ao partido pelo qual vão concorrer no pleito.

DEPUTADOS QUE TROCARAM DE PARTIDO

1 – Alexandre Almeida (saiu do PSD, entrou no PSDB)

2 – Andrea Murad (saiu do MDB, entrou no PRP)

3 – Carlinhos Florêncio (saiu do PHS, entrou no PCdoB)

4 – César Pires (saiu do PEN, entrou no PV)

5 – Edilázio Júnior (saiu do PV, entrou no PSD)

6 – Graça Paz (saiu do PSL, entrou no PSDB)

7 – Hemetério Weba (saiu do PV, entrou no PP)

8 – Neto Evangelista (saiu do PSDB, entrou no DEM)

9 – Paulo Neto (saiu do PSDC, entrou no DEM)

10 – Wellington do Curso (saiu do PP, entrou no PSDB)

11 – Rogério Cafeteira (saiu do PSB, entrou no DEM)

12 – Sérgio Frota (saiu do PSDB, entrou no PRB)

13 – Sousa Neto (saiu do Pros, entrou no PRP)

Janela partidária dividiu ainda mais oposição ao governador Flávio Dino

Grupo de Roseana saiu fragilizado, após fim da janela partidária

Após um mês de muitas mudanças e negociações, o fim da janela partidária no Maranhão trouxe uma única certeza: a oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB) não se uniu e embaraçou, mais ainda, a disputa ao Palácio dos Leões.

A ex-governador e pre-candidata ao governo, Roseana Sarney, continua com seu grupo político, ainda mais, fragilizado. O MDB perdeu o presidente municipal do diretório de São Luís, Fábio Câmara, que foi para o PSL da ex-prefeita Maura Jorge. Paulo Marinho Júnior foi para o Progressistas e a deputada Andreia Murad se filiou ao PRP.

O senador Roberto Rocha e o ex-prefeito Sebastião Madeira estão em definitivos no PSDB, mas amargaram a saída de deputados estaduais importantes e do vice-governador Carlos Brandão, hoje no PRB. Apesar de terem filiado figuras como o deputado Wellington do Curso, bom reforço, e o ex-governador José Reinaldo Tavares, a dupla trouxe nomes desgastados para o ninho tucano como o deputado Waldir Maranhão, rejeitado por vários grupos.

O ex-governador José Reinaldo não conseguiu, por enquanto, levar o PSDB para apoiar o projeto político do deputado e pré-candidato ao governo, Eduardo Braide (PMN). Mas tenta esvaziar, nos bastidores, a pre-candidatura de Roberto Rocha a quem considera “fraco” eleitoralmente sem pedir segredo para ninguém.

Maura Jorge foi para o PSL, partido do pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro, mas a sigla não tem tempo de TV e nem filiou grandes figuras no estado. Mantém-se fraco e desarticulado.

Eduardo Braide não foi para o PSD e nem conseguiu embarcar com José Reinaldo para o PSDB, continua no PMN.

A janela partidária não uniu a oposição, pelo contrário, mostrou que os projetos, sejam eles pessoais ou coletivos, não encontram eco em acordos políticos. E a vida segue. Vale aguardar os próximos movimentos da oposição.

Com o fim da “Janela Partidária”, deputados correm contra o tempo para se definirem…

 

Os pré-candidatos terão até sábado (7) para definirem suas siglas.

Faltando apenas dois dias para o fim da janela partidária, a situação de vários deputados estaduais e federais, além de partidos, continua indefinida. Apesar de ser apenas dois dias, muita coisa ainda pode acontecer.

Após a entrada do deputado federal José Reinaldo no PSDB, a expectativa agora é sobre o ingresso do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) na legenda. O parlamentar ainda mantém conversas com o PSD e, ao mesmo tempo, com o PT. Esses dois dias serão decisivos para ele que mira a eleição de 2020.

Waldir Maranhão (Avante) é outro que corre contra o tempo para se filiar em um partido que banque sua pré-candidatura ao Senado. Ele, que já foi presidente do PP no Estado, hoje está no Avante, mas já negociou com o PHS, foi anunciado como pré-candidato ao Senado pelo PTB e agora tenta uma filiação ao PT de olho na popularidade do ex-presidente Lula.

O deputado federal Sarney Filho (PV) já dava como certa sua entrada no PSD, mas agora especula-se sua ida para o PP, juntamente com o também deputado Hildo Rocha (MDB). No entanto, o deputado André Fufuca, presidente do partido, nega a filiação.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) também pode mudar de partido. Sua pré-candidatura ao Senado depende de uma estrutura grande e o DEM pode ser o destino ideal, uma articulação que teria as bênçãos do Palácio dos Leões.

15 deputados já trocaram de legenda nos primeiros dias da janela partidária

Na última quinta-feira (8), foi aberta a janela partidária e pelo menos 15 deputados federais já trocaram de legenda. A janela permite a deputados federais e estaduais a troca de legenda, sem a possibilidade de punição com perda de mandato por infidelidade partidária.

O partido que mais recebeu a filiação de deputados federais foi o PSL. Seis novos deputados já desembarcaram na legenda, entre eles, o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (ex-PSC) e seu filho Eduardo Bolsonaro (ex-PP). No Maranhão, o PSL é presidido pelo vereador ludovicense, Francisco Carvalho.

Com quatro novas filiações, o DEM foi o segundo que mais recebeu filiações. No Maranhão, o partido tem o deputado federal Juscelino Filho como presidente. A chegada do também deputado federal José Reinaldo, anunciada desde o ano passado, ainda não foi confirmada.

O PCdoB do governador Flávio Dino também recebeu o reforço do deputado federal do Espirito Santo, Gilvaldo Vieira, que saiu do PT e desembarcou no partido comunista.

Outros partidos que também já receberam a filiação foram o PR, PT, PROS, PHS. O período da janela deste ano terminará à meia-noite do dia 6 de abril.

Vereadores candidatos nas eleições 2018 poderão ficar de fora da janela partidária

Os vereadores que trocarem de partido aproveitando a “janela partidária” prevista para março para concorrer às eleições deste ano por outra legenda, correm o risco de perderem seus mandatos. Segundo entendimento de especialistas em legislação eleitoral, a janela partidária, aberta em 2015, vale apenas para políticos com cargos eletivos proporcionais que estão em último ano de mandato, ou seja, neste ano, deputados estaduais e federais.

A legislação que criou a brecha na regra da fidelidade partidária diz que só há “justa causa” para troca de partido “ao término do mandato vigente”. Ou seja, vereadores que teriam mais dois anos de mandato pela frente poderiam perder as vagas no Legislativo para seus partidos de origem, caso troquem de legenda.

A desfiliação a um partido deve ser feita durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação, que é de seis meses antes da eleição (7 de abril).