“Carcará” arquiva processo contra Aécio Neves…

Do G1

Carcará livrou a cara de Aécio Neves

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), também conhecido como Carcará, arquivou o pedido de cassação do senador afastado, Aécio Neves (PSDB-MG).

O G1 procurou a assessoria de Aécio e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Mesmo com a decisão de João Alberto de arquivar o processo, qualquer integrante do conselho pode recorrer, em até dois dias úteis, desde que conte com o apoio de cinco parlamentares.

Após as delações da JBS se tornarem públicas, no mês passado, os partidos Rede e PSOL pediram ao conselho que cassasse o mandato de Aécio por quebra de decoro parlamentar.

O tucano está afastado do mandato desde o mês passado, por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o Ministério Público Federal, Aécio Neves agiu em conjunto com o presidente Michel Temer para barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Com base nas delações da JBS, o Ministério Público denunciou Aécio pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Máfia de Anajatuba – João Alberto “Carcará” contrata empresa de preso pela PF

Coluna Radar On Line -Revista Veja

Ligado a José Sarney, o senador João Alberto Souza gastou 45 000 reais da cota parlamentar com um instituto cujo dono já foi alvo de operação

João Alberto Carcará contratou empresa de envolvido na Máfia de Anajatuba

O senador maranhense João Alberto Souza, o presidente do Conselho de Ética do Senado, tambem conhecido como Carcará, nunca foi afeito a investigações profundas contra seus pares. Não é à toa que Aécio Neves anda aliviado por saber que o colega peemedebista continua à frente do colegiado.

Basta dizer que, na semana passada, João Alberto declarou publicamente que a Casa não concorda com o afastamento do tucano.

O senador maranhense é ligadíssimo a José Sarney. Os mais ácidos falam numa relação de subserviência política.

Pois recentemente, João Alberto investiu pesado para contratar uma pesquisa qualitativa. Em maio, ele usou 45 000 reais de cota parlamentar – recursos públicos – para obter os serviços do Instituto Escutec. Escolheu a dedo.

A empresa é conhecida no Maranhão por divulgar levantamentos favoráveis ao clã Sarney, de quem o dono da Escutec, Fernando Junior, é amigo. Mas esse detalhe não é o mais constrangedor da biografia do empresário.

Junior já foi preso pela Polícia Federal, em 2015, durante a Operação Attalea, que investigava desvios de dinheiro do Fundeb e do FNDE na prefeitura de Anajatuba (MA).

Pelo visto, na avaliação do parlamentar responsável por resguardar o rigor ético no Senado, gastar dinheiro público numa empresa de um sujeito que se enrolou com a PF não depõe contra ninguém.

Aécio deve ter suas razões para ficar tranquilo.

Aliado de Temer, João Alberto emplaca filho na Furnas com salário de R$ 27 mil

João Alberto Carcará, mais vivo do que nunca

Aliado de primeira hora do presidente da República, Michel Temer (PMDB),  o senador João Alberto (PMDB), também conhecido nos bastidores como “carcará”, conseguiu emplacar o filho, João Manuel Santos Souza, em cargo comissionado na Furnas Centrais Elétricas S.A, ou simplesmente Eletrobrás, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com um polpudo salário de R$ 27.588,48 mil.

Há poucos meses, Carcará também foi responsável por indicar boa parte dos cargos federais para a região Nordeste e emplacar o aliado, Assis Filho, na Secretaria Nacional de Juventude.

Nos bastidores, comenta-se que a nomeação de João Manuel, assim como de outros aliados de políticos do PMDB, já estaria caracterizando uma nova “lista de Furnas”, o conhecido escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro ocorrido nos anos 2000 e que envolvia a empresa estatal e abastecia campanha de políticos do PSDB.

Com informações do Marrapá

Lobão e João Alberto entre os senadores que se beneficiam de supersalários…

João Alberto e Lobão estão entre os senadores que recebem supersalários com proventos de ex-governadores

João Alberto e Lobão estão entre os senadores que recebem supersalários com proventos de ex-governadores

Os senadores maranhenses Edson Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) estão entre os dez senadores que acumulam proventos, recebendo vencimentos bem acima deste valor de acordo com levantamento do jornal O Globo. A constatação foi feita em meio à discussão sobre a legalidade do pagamento de supersalários nos três poderes que superam o teto constitucional de R$ 33,7 mil mensais. É fato que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mirou em juízes e procuradores, mas pode acabar atingindo seus próprios colegas.

Além dos maranhenses Lobão e João Alberto, estão neste grupo também os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Jorge Viana (PT-AC), José Agripino (DEM-RN), José Maranhão (PMDB-PB), Otto Alencar (PSD-BA), Roberto Requião (PMDB-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

O fato de receber acima do teto, inclusive, levou Otto Alencar a abrir mão da presidência da Comissão do Extrateto, criada por Renan, para coibir os supersalários. O senador baiano preferiu não informar o valor total de seus vencimentos. Contou apenas que é aposentado como servidor público estadual e que, por sua condição, e para não ficar constrangido na presidência da comissão, pediu a Renan que indicasse outro senador para o cargo.
Entre os que informaram seus proventos, o valor da remuneração total bruta varia entre R$ 52,7 mil a R$ 67,5 mil. A concessão de aposentadorias a ex-governadores vem sendo discutida há anos no Supremo Tribunal Federal. Os estados agem no vácuo de uma regra federal.

Até 1988, os ex-presidentes da República tinham direito ao recebimento de uma aposentadoria. Os governos estaduais então, replicavam o benefício para os chefes do poder local. A Constituição de 1988 acabou com a aposentadoria para os presidentes, mas não proibiu, explicitamente, a concessão da pensão aos governadores.

AUTONOMIA PARA GASTAR

Alguns estados suspenderam, então, a regalia a partir de 1989, quando refeitas as constituições estaduais. Outros simplesmente ignoraram as mudanças, mantendo o benefício ou, ainda, criaram a aposentadoria ao longo das últimas duas décadas, casos mais recentes do Acre e da Bahia. O entendimento dos estados é que eles têm “autonomia” pela Constituição para decidirem o que quiserem.

Os senadores Antônio Carlos Valadares e José Agripino justificaram sua condição afirmando que obtiveram as aposentadorias antes da Constituição de 1988. Ambos alegam ter direito adquirido. Garibaldi afirmou que sua aposentadoria é do período em que foi deputado estadual, entre 1971 e 1985, situação também anterior à mudança da regra constitucional.

Manifestante diz que foi atropelado por carro de João Alberto em protesto

Metrópolis

Estudante de 25 anos registrou ocorrência na 5ª DP e garante que foi atropelado por carros de parlamentares

Estudante de 25 anos registrou ocorrência na 5ª DP e garante que foi atropelado por carros de parlamentares

Uma manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC do Teto), em frente ao Palácio da Alvorada na noite de quarta-feira (16/11), virou caso de polícia. Um estudante de 25 anos, que participava do protesto, registrou ocorrência da delegacia alegando que foi atropelado por dois carros oficiais do Senado. Em um deles estava o senador João Alberto (PMDB-MA).

A versão dos agentes de segurança é diferente. De acordo com eles, um manifestante se jogou sobre os veículos para evitar que os automóveis entrassem no local e teve o braço machucado.

O que de fato ocorreu está sendo investigado pela 5ª Delegacia de Polícia (área central). De acordo com o boletim de ocorrência, T.S. (a vítima é identificada dessa forma na ocorrência) contou que foi atropelado duas vezes por carros que supostamente levavam senadores para um jantar entre o presidente Michel Temer (PMDB) e a base de apoio no Congresso Nacional e ministros.
O manifestante relatou à polícia que depois de atingido, se jogou em cima do capô do carros e se segurou para não cair. Disse, ainda, que os seguranças do local jogaram spray de pimenta nos manifestantes e que o atingiram com cassetetes.
A vítima tentou se defender com o braço, que ficou lesionado devido aos golpes. A ocorrência foi registrada como acidente de trânsito com vítima e lesão corporal. O boletim de ocorrência não cita nomes e nem as placas dos veículos envolvidos.

Carro danificado
Por meio de nota, o senador João Alberto disse que “a manifestação de estudantes é legítima quando feita de forma pacífica e ordenada” e que o “estudante se jogou sobre o capô, enquanto outros protestantes cercaram o veículo danificando um carro oficial.”

O texto informa ainda que o gabinete do senador registrou ocorrência na Polícia Legislativa para que sejam apuradas as responsabilidades.

Também em nota, o deputado distrital Chico Vigilante (PT) lamentou o fato: “É um verdadeiro absurdo que um senador da República contrário às manifestações dos estudantes que hoje ocupam universidades em todo o país se ache no direito de cometer um crime desta natureza”.

Cuidado com o Carcará! Ele “pega, mata e come”…

Seguindo os "carcarás", Fábio Câmara poderá estar construindo o seu caminho para o ostracismo político

Seguindo os “carcarás”, Fábio Câmara poderá estar construindo o seu caminho para o ostracismo político

Há de se perguntar o que faz o vereador Fábio Câmara (PMDB), um parlamentar que a priori teria uma fácil reeleição para a Câmara Municipal, arriscar-se, politicamente, em uma disputa pela Prefeitura de São Luís com o apoio da queimada ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e do improdutivo senador João Alberto (PMDB), mais conhecido, nos bastidores, como “Carcará”, já que tem muito poucas chances de se eleger e tudo piora com os “padrinhos” que se deixou adotar. As últimas pesquisas realizadas o colocam em um patamar de 2% a 3%.

Claro que Fábio Câmara tem potencial de crescimento e ele apostará, sem dúvidas, no discurso duro contra o prefeito Edivaldo Holanda Jr (PDT), candidato à reeleição, para isso. Porém, o vereador precisa atentar para o fato de que, perdendo a eleição, estará sem mandato e à mercê do que decidirem João Alberto,  Roseana Sarney e cia, leia-se o grupo Sarney.

Sem mandato, Fábio Câmara correrá o sério risco de cair no ostracismo. E aí é que precisa lembrar do refrão de uma famosa música cantada pelo compositor maranhense João do Vale: “Carcará, pega, mata e come…Carcará, num vai morrer de fome…”

O ostracismo era uma punição existente em Atenas, no século V a.C, onde o cidadão, geralmente um político era votado para ser banido ou exilado, por um período de dez anos. O ostracismo foi criado por Clístenes, o “Pai da Democracia”.

Como em política, como diz o ex-prefeito João Castelo (PSDB), só ainda não se viu foi “boi voar”, é bom analisar para quem mais interessa o isolamento do vereador Fábio Câmara. Sim, exatamente, ao ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad (PMDB), que pode não estar  assim tão “adversário” dos carcarás.

Pacto entre Câmara e Carcarazinho

Circula nos bastidores  que haveria um pacto entre o vereador e o deputado estadual Roberto Costa (PMDB), mais conhecido como “Carcarizinho” devido à ligação com Carcará, para que ele o apoie na próxima disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, caso venha sagrar-se vitorioso na eleição para prefeito de Bacabal. Mas aí é uma outra história, já que acordos se rompem e palavras nem sempre se honram. Seria contar com o “ovo no c… da galinha”, como diz o ditado popular.

Se há um pacto entre Fábio Câmara e Roberto Costa, visando à eleição para a Assembleia Legislativa, não dá para entender porque emissários do deputado resolveram lançar, na semana passada, uma falsa notícia de que o PMDB estaria pretendendo lançar a apresentadora Paulinha Lobão para a disputa majoritária em São Luís, esquecendo-se de que a jornalista, mulher do empresário Edinho Lobão, nem mais pertence às fileiras do partido.

Por isso, não é demais alertar! Todo cuidado é pouco em se tratando de Carcará e de sua cria: o “Carcarazinho”. Carcará, pega, mata e come e num vai é morrer de fome, segundo João do Vale. Se eu fosse Fábio, garantiria era minha vaga  na Câmara…

PRETERIDA – Andrea Murad “chuta o pau da barraca” contra Roseana, João Alberto, PMDB e cia…

A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) está irritadíssima com a direção estadual do PMDB, leia-se o senador João Alberto de Sousa, e com a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) com que tem parentesco, já que seu pai, Ricardo Murad, é cunhado da peemdebista e seu tio, Jorge Murad, é marido da filha do ex-presidente da República, José Sarney. A raiva, expressada em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa  (Veja vídeo acima) é porque a cúpula do partido a preteriu da disputa pela Prefeitura de São Luís, optando pela pré-candidatura do vereador Fábio Câmara (PMDB).

Ao responder ao aparte “venenoso” do deputado Rogério Cafeteira (PSC) – que  disse estar surpreso com a rejeição de Roseana a Andrea Murad (veja vídeo), até por conta do laço familiar entre a deputada e a ex-governadora – a filha de Ricardo Murad afirmou que não precisava de apoio familiar para se viabilizar e sim do aval da direção do partido. “Laço de família? Vá entender…”, retrucou a parlamentar em tom irônico, de deboche mesmo.

Andrea Murad chamou João Alberto e Roseana na catraca para que deem estrutura de verdade – e não fiquem só na boca – para que Fábio Câmara possa disputar a Prefeitura de São Luís, aio invés de abandonar o projeto para apoiar  candidato de outro partido.

“Que agora Roseana, João Alberto e  Roberto Costa apoiem de fato o candidato, não só falem que vão apoiar, mas que deem a estrutura necessária. Eu quero é ver apoiar mesmo, quero ver a estrutura. É isso que o PMDB deve fazer”, bradou irritada Andrea Murad da tribuna.

No final de semana, a deputada fez publicar na imprensa uma carta aberta, onde desabafa e comunica que está retirando a pré-candidatura à Prefeitura de São Luís, porque a mesma “incomodava a velha política”, em uma direta a João Alberto e Roseana. “Confesso que, ao longo dos últimos meses, senti que minha pré-candidatura incomodava a velha política e aqueles que, acomodados no suposto conforto do poder, tudo fazem para se perpetuar nos centros de decisão partidário”, cutucou.

Abaixo, a carta aberta  de Andrea Murad.

CARTA ABERTA DE ANDREA MURAD

“Minhas lideranças, meus eleitores e amigos, minha família e colegas do PMDB têm sido grandes incentivadores da minha pré-candidatura à Prefeitura de São Luís. Entendendo que o nosso partido sempre teve capacidade para administrar São Luís, mesmo sem nunca ter ganho uma eleição até o presente momento, tenho que reconhecer que a direção maior do PMDB, representada pelo senador João Alberto e pela ex-governadora Roseana Sarney, já se definiu pela candidatura do vereador Fábio Câmara me deixando sem espaço para desenvolver minha pré-campanha como anteriormente anunciei.
Não se justifica uma pré-campanha sem a decisão partidária favorável à uma disputa em igualdade de condições e como pré-requisito para a escolha do candidato. Como é pública e manifesta a decisão da direção do PMDB pela candidatura do vereador Fábio Câmara não me resta outra alternativa a não ser a de retirar a minha pré-candidatura para apoiar o nome do vereador.
Lamento a decisão do partido que impediu um processo fruto do embate democrático, onde ambos os pré-candidatos tivessem condições igualitárias em busca de se viabilizarem até à data da convenção para a escolha do candidato. Nada contra a pessoa do vereador Fábio Câmara a quem respeito e de quem sou amiga pessoal.
Desde que me lancei pré-candidata, sempre fui excluída do processo de mobilização, visibilidade e manifestação sobre o futuro de São Luís como, por exemplo, os recentes programas eleitorais veiculados na programação local, dos quais não participei mesmo tendo manifestado minha vontade através de ofício encaminhado ao PMDB Estadual — até o momento sem respostas.
Mantendo a mesma disposição do primeiro dia em que anunciei a intenção de ser a candidata do meu Partido à prefeitura de São Luís, espero que o senador João Alberto e a ex-governadora Roseana Sarney apoiem a candidatura do vereador Fábio Câmara sem condicionantes e não levem o PMDB para uma posição de mero coadjuvante do processo eleitoral apoiando uma candidatura de outra agremiação.
Caso haja desistência, seja por qualquer motivo, da candidatura do vereador Fábio Câmara, estarei pronta para disputar a prefeitura pelo PMDB liderando um projeto inovador e moderno para a nossa capital para que São Luís deixe de ser refém da incompetência, do atraso e do descaso.
Confesso que, ao longo dos últimos meses, senti que minha pré-candidatura incomodava a velha política e aqueles que, acomodados no suposto conforto do poder, tudo fazem para se perpetuar nos centros de decisão partidários. E incomodava porque esses mesmos rapidamente perceberam que não podiam contar comigo para protagonizar as alianças incoerentes e os acordos secretos que por debaixo da mesa estão tentando estabelecer com quem vem (des)governando nossa capital nos últimos anos. Não posso acreditar que o nosso partido seja coadjuvante na eleição mais importante como a de prefeito de São Luís.
Por fim, continuo defendendo a candidatura própria do PMDB, seja qual for a circunstância, seja qual for o candidato. E se por qualquer hipótese o vereador Fábio Câmara não for candidato, estarei pronta para ser a candidata do PMDB”.
Andrea Murad – Deputada estadual do Maranhão

Veja como votaram os senadores maranhenses no julgamento do impeachment…

Roberto Rocha foi coerente ao votar

Roberto Rocha foi coerente ao votar

Lobão "mamou" tanto nas tetas do governo petista e, na hora de votar, foi ingrato com Dilma

Lobão “mamou” tanto nas tetas do governo petista e, na hora de votar, foi ingrato com Dilma

Carcará, pelo menos, foi Leal ao governo petista nas tetas de quem tanto "mamou"

Carcará, pelo menos, foi leal ao governo petista nas tetas de quem tanto “mamou”

Os senadores maranhenses Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (PMDB) votaram “Sim” pela admissibilidade da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) que se afastou do governo, na manhã desta quinta-feira (12). Enquanto o sarneysista João Alberto de Sousa  (PMDB) manteve sua lealdade ao governo petista e votou “Não”.

Edson Lobão foi, inclusive, injusto com o governo petista que lhe tratou tão bem, dando-lhe cargo de ministro de Minas e Energia e muitas outras benesses, durante o período Lula/ Dilma. O senador é um dos investigados na operação “Lava Jato” com denúncias sérias de propinagem na Petrobras. Foi, portanto, ingrato ao sistema que lhe fez “mamar nas tetas” por muitos anos.

Já de Roberto Rocha, não se poderia esperar outro voto. Ele teria que votar “Sim”. O governo petista fez campanha aberta pela eleição do sarneysista/peemedebista, Gastão Vieira, ao Senado.

“Entendo que o processo de impeachment é de natureza política, com fundamento jurídico. A denúncia que chega a esta casa, amparada por 367 votos, por si só já configura um veredito político, que nós senadores, pelo menos nessa etapa, não podemos ignorar”, disse Rocha.

Roberto Rocha afirmou que, nesse primeiro momento, o que está em questão é admissibilidade do processo e o aspecto jurídico deverá ser enfrentado na votação subsequente, com mais detalhado parecer sobre o reconhecimento dos três requisitos básicos que possam caracterizar a responsabilidade da presidente, quais sejam o elemento objetivo, o elemento subjetivo e a materialidade ou relevância.

A lealdade de Carcará

Dos sarneysistas, que “mamaram” tanto nas tetas dos governos petistas, apenas o senador João Alberto, mais conhecido como “Carcará”, demonstrou lealdade à presidente Dilma Rousseff. Na Câmara Federal, ele orientou o voto do filho João Marcelo contra o imepeachment. E no Senado, ele próprio disse não à admissibilidade do processo.

Carcará não se prestou ao mesmo papel de Edison Lobão que “cuspiu no prato em que comeu”.

Antes da votação, realizada por meio de painel eletrônico, os senadores que se inscreveram tiveram a oportunidade de defender seus votos por até 15 minutos cada. Por isso, a sessão que teve início às 10h de quarta-feira, só se encerrou às 6h40 desta quinta (12), após o pronunciamento do Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo e da votação.

Senado mantém prisão de Delcídio; Roberto Rocha e João Alberto votaram contra decisão do STF e a favor do senador do PT

Roberto Rocha e João Alberto votaram pelo relaxamento da prisão de Delcídio; Edson Lobão se absteve

Roberto Rocha e João Alberto votaram pelo relaxamento da prisão de Delcídio; Edson Lobão se absteve

Os senadores maranhenses Roberto Rocha (PSB-MA), contrariando orientação do partido, e João Alberto Souza (PMDB-MA) votaram, nesta quarta-feira (25), contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso sob acusação do Ministério Público Federal de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Acompanharam os dois Fernando Collor (PTB-AL) e Telmário Motta (PDT-RR). A única abstenção foi a de Edison Lobão (PMDB-MA).

Por 59 votos a 13 e uma abstenção, o Senado decidiu em votação aberta manter a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo Dilma Rousseff, preso na manhã desta quarta-feira (25). Setenta e quatro parlamentares estiveram presentes na sessão.

Dos 13 votos que pediram a suspensão da prisão de Delcídio, nove são de petistas, que acompanharam a orientação do partido. No entanto, dois senadores da bancada optaram por manter a decisão do STF: Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA), que já haviam escolhido o voto aberto –o PT se posicionou pela votação fechada.

Veja como votaram os senadores.