Pesquisa Exata: José Reinaldo sente reflexos de suas atitudes

Seu posicionamento já afastou de José Reinaldo bases em Imperatriz, Balsas e Caxias e o estrago pode ficar ainda maior

A situação do deputado federal e pré-candidato a senador José Reinaldo (PSDB) não é nada animadora e faz com que ele sinta o reflexo na corrida para o Senado Federal.

O deputado saiu do PSB após desentendimento com a cúpula nacional pelos votos a favor do presidente Michel Temer. Travou uma briga com o deputado Juscelino Filho para assumir o DEM no Maranhão. E agora cria uma guerra interna no PSDB com o presidente estadual da legenda, o senador Roberto Rocha, e com o secretário geral, Sebatião Madeira.

Esses acontecimentos fazem com que José Reinaldo apareça na penúltima colocação, com apenas 8% das intenções de voto, na pesquisa do Instituto Exata/Jornal Pequeno.

José Reinaldo, ao invés de agregar, cada vez mais, apoios políticos, está afastando possíveis aliados do PSDB e atraindo a revolta de mais pessoas ao defender a pré-candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN) ao governo.

Seu posicionamento já afastou de José Reinaldo bases em Imperatriz, Balsas e Caxias e o estrago pode ficar ainda maior.

Pesquisa Exata mostra Eliziane Gama liderando a disputa para o Senado

A Exata entrevistou 1.400 pessoas em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos

O Jornal Pequeno divulgou, nesta terça-feira (5), a pesquisa do Instituto Exata para a disputa pelo Senado Federal no Maranhão.

Após ter seu nome lançado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a deputada federal Eliziane Gama (PPS) apareceu liderando com 17% das intenções de voto. Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV) aparecem empatados com 15%.

Logo atrás, aparecem Weverton Rocha (PDT) com 9%, Zé Reinaldo Tavares (PSDB) com 8% e Alexandre Almeida (PSDB) com 6%. Mostrando que a corrida para o Senado será super disputada.

O percentual das pessoas que votam nulo/branco/nenhum foi de 18% e não sabem ou não responderam é de 12%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº 06478/2018 e foi realizada entre os dias 25 e 30 de maio. A Exata entrevistou 1.400 pessoas em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança de 95%.

Eleições 2018: Instituto que prevê vitória de Flávio Dino no primeiro turno foi o que mais acertou em 2014

Exata foi o instituto que mais se aproximou do resultado das eleições de 2014 que deu vitória ao governador Flávio Dino

Grupos da oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB) tentam desqualificar a pesquisa do Instituto Exata, publicada pelo Jornal Pequeno neste domingo (03). A sondagem dá 30 pontos percentuais de vantagem ao governador Flávio Dino em comparação à ex-governadora Roseana Sarney (MDB) na corrida pelo governo do estado.

Os mesmo grupos só esqueceram que a Exata foi o instituto que mais se aproximou do resultado das eleições de 2014 que deu vitória ao governador Flávio Dino.

O instituto Exata publicou, no dia 03 de outubro de 2014, uma pesquisa apontando Flávio Dino (PCdoB) com 64% dos votos válidos e Lobão Filho (MDB), 32%. Nas urnas, veio o resultado oficial: Flávio Dino 63,52%; Lobão Filho, 33,69%.

Cinco institutos fizeram pesquisas das eleições no estado: Exata, Amostragem, DataM, Ibope e Econométrica.

A última pesquisa do instituto Exata (protocolo MA-00064/2014) e divulgada no dia (03) deu ampla vantagem ao candidato comunista. Flávio Dino apareceu com 64%, enquanto Lobão Filho somava 32% dos votos válidos.

Na pesquisa Ibope (protocolo MA-00062/2014) divulgada pela TV Mirante no último dia (02), o candidato representante da coligação “Todos pelo Maranhão” apareceu com 49% contra 32% do representante do grupo Sarney.

O instituto DataM (protocolo MA-00066/2014) mostrou Flávio Dino com 70,5% e Lobão Filho com 27,6%.

Já o instituto Amostragem (protocolo MA-00063/2014), do dia (02) de outubro, colocava Flávio Dino com 65%. E o representante do grupo Sarney aparecia com 29% dos votos válidos.

Na Econométrica (protocolo MA-00065/2014), Flávio Dino liderava com 67,8%dos votos válidos e com 28,9% o candidato Lobão Filho.

Flávio Dino foi eleito no primeiro turno, no dia 5 de outubro, com 1.877.064 votos (63,52%) e o segundo colocado, Lobão Filho, obteve 995.619 votos (33,69%).

Mais um instituto aponta vitória de Flávio Dino no primeiro turno

O Instituto também fez o levantamento sobre a aprovação de Flávio Dino. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados aprovam o governo

A pesquisa do Jornal Pequeno/Exata, divulgada neste domingo (03), aponta que, se as eleições fossem hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito com 57% dos votos.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº 06478/2018. O instituto Exata entrevistou 1.400 pessoas em todas as regiões do Estado, entre os dias 25 e 30 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa aponta que o governador tem quase o dobro da segunda colocada, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O deputado Eduardo Braide (PMN) aparece em terceiro lugar, nas intenções de voto, com 6%, Maura Jorge (PSL) e Roberto Rocha (PSDB) estão com 3% e Ricardo Murad (PRP) aparece apenas com 1%.

O Instituto também fez o levantamento sobre a aprovação de Flávio Dino. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados aprovam o governo, 34% não aprovam e 4% disseram que não sabem ou não responderam.

O Instituto Exata é o segundo a registrar oficialmente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) uma possível vitória de Flávio Dino. A pesquisa DataIlha/Difusora, divulgada em 15 de maio, também registrou a possibilidade vitória de governador com 60,03%.

Flávio Dino analisa a conjuntura e diz que 2017 será muito melhor para o Maranhão

Do JP

Flávio Dino: “A minha impressão é que, do ponto de vista econômico, nós já chegamos meio que no fundo do poço. Piorar não piora. Já é um bom sinal. Significa que já é uma melhoria, porque parar de piorar, já é melhorar”

 

Mesmo com a crise nacional, governador vê com otimismo investimentos que estão sendo feitos no Estado

Por Manoel Santos Neto

O governador Flávio Dino está convencido de que, mesmo diante da crise econômica nacional, o Maranhão se mantém como um dos Estados em melhor situação financeira do país. Ele acredita que o Maranhão não corre risco de vir a sofrer grave crise, como a que está castigando alguns Estados da Federação:
“Acho que em todo o País haverá uma retomada muito tênue da atividade econômica. Mas em nosso Estado há uma situação de equilíbrio fiscal. Isto permite dizer aos maranhenses que, do ponto de vista econômico, o ano de 2017, no Maranhão, vai ser melhor do que 2016”, declarou Flávio Dino, em entrevista exclusiva ao Jornal Pequeno.
Bem-humorado e sorridente, o governador recebeu uma equipe do JP no final da tarde de sexta-feira, na ala residencial do Palácio dos Leões. Esbanjando alegria e entusiasmo, ele assegurou que está tranquilo quanto à saúde financeira do Estado. E por isso mesmo ele faz, nesta entrevista, uma avaliação bastante positiva dos avanços obtidos nestes seus dois primeiros anos de mandato.

Jornal Pequeno – Como o senhor avalia o desempenho de seu governo diante do cenário nacional?
Flávio Dino – Acho que há uma conjuntura muito difícil para o Brasil, muita turbulência política e econômica, e um certo desarranjo institucional, significativo. Ainda assim, me sinto feliz em poder chegar nesse meio de mandato, em primeiro lugar, com um governo bem avaliado, um governo com credibilidade, com um programa sendo executado. Agora mesmo, nesta sexta-feira (30/12), saiu um levantamento do G1 mostrando que o nosso governo está em segundo lugar, no Brasil, entre os que mais cumpriram seus compromissos.
É um levantamento que o portal G1 faz ano a ano. No passado estávamos em quarto ou quinto; evoluímos. O nosso programa de governo está sendo reconhecido. Quem diz isso não sou eu. É um portal noticioso, que é muito conhecido. E há resultados bastante concretos: obras que estão sendo inauguradas, programas sociais sendo executados. Então há um paradoxo entre uma situação política contextual difícil e ao mesmo tempo bons resultados no Maranhão.
JP – Por que ainda não são ótimos?
Flávio Dino – Digo que são bons, no momento, e serão ótimos. Já são ótimos? Claro que não são. Serão. Nós temos uma tendência positiva. Por exemplo: na segurança pública. Nós ainda temos um patamar alto de criminalidade. Porém, este é o segundo ano consecutivo em que revertemos uma trajetória de uma década praticamente; e já temos uma trajetória descendente de crimes violentos letais e intencionais. Vale dizer: homicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. Depois de 10 anos de crescimento – nós tínhamos crescimento de praticamente 300 por cento nestes crimes – nós temos já o segundo ano consecutivo com queda. Então é uma tendência positiva. Significa dizer que o patamar atual é bom? Não, não é bom, ainda. Mas será bom.
JP – O que se pode dizer da atual situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas?
Flávio Dino – Nós herdamos uma situação de caos, no sistema penitenciário do Estado, e hoje temos uma situação de estabilidade. É a situação ideal que nós buscamos? Claro que ainda não. Porque é impossível em dois anos consertar tudo. Então é muito bom ver que há resultados e ao mesmo tempo uma tendência positiva de melhoria de indicadores de um modo geral.
JP – Qual o cenário para este 2017?
Flávio Dino – Cenário de mais investimentos ainda, porque nós temos, em primeiro lugar, não só operações do BNDES que estamos executando como também novas operações. Nós celebramos já duas operações de crédito com a Caixa Econômica, totalizando mais de R$ 500 milhões, dinheiro que vai para mobilidade urbana, estradas, que vai para viaturas, água.
Nós temos, de um modo geral, uma boa execução dos programas federais aqui, os que estão em andamento, como obras do PAC, por exemplo, e o que é mais importante: nós temos equilíbrio fiscal. Ou seja, além de garantir o custeio da máquina pública, nós temos um certo nível de investimento. Então a soma desta cesta – ou seja, operações de crédito mais investimentos federais e mais investimentos do Governo do Estado – garante que a gente consiga manter a economia do Maranhão funcionando, que é o nosso grande desafio.
JP – Qual a estratégia para enfrentar este desafio?
Flávio Dino – Nós temos uma estratégia de enfrentamento da crise. Ela se baseia numa dualidade, numa díade – de um lado, investimentos públicos; de outro, políticas sociais. Esta é a nossa estratégia, estratégia na qual a gente acredita. Então é importante ter o Bolsa Escola para um milhão de meninos? É importante, mas é tão importante para eles quanto é para 1.400 comerciantes que vão vender 52, 55 milhões de reais em material escolar, agora em janeiro e fevereiro, num período em que praticamente ninguém vende nada, no varejo.
Então, os investimentos públicos são importantes para nós todos, cidadãos, que vamos usufruir das estradas. Mas são importantes também para as empresas maranhenses que estão mantendo as suas atividades quase que exclusivamente em razão das obras do Governo do Estado. E, evidente, importante também para os trabalhadores.
JP – Qual a linha de prioridade destes investimentos?
Flávio Dino – Nesta semana assinei as ordens de serviço da recuperação de 211 escolas. Nós já recuperamos 363 e vamos recuperar 211 agora, de janeiro até maio, mais ou menos. São R$ 27 milhões, distribuídos entre 13 empresas diferentes, empresas diversificadas. E muitos empresários disseram para mim, ao final do evento, o próprio presidente do Sinduscom, o empresário Fábio Nahuz, que se não fossem estas obras nas escolas grande parte destas empresas não estaria executando nada; rigorosamente nada. Elas viverão em razão destas obras de melhoria nas escolas.
Então, esta é a nossa estratégia e por isso este é o cenário que nós vivenciamos. Evidentemente, nós temos um ponto de interrogação na frente, muito poderoso, muito significativo, que é a conjuntura nacional. Para que lado ela vai. Há muita instabilidade política e econômica. E eu acredito, a minha impressão, é que do ponto de vista econômico, nós já chegamos meio que no fundo do poço. Acho que piorar não piora. Já é um bom sinal. Significa que já é uma melhoria, porque parar de piorar, já é melhorar.
JP – Neste ano, ao seu modo de ver, a economia brasileira vai se recuperar?
Flávio Dino – Acho que a gente vai ter uma retomada muito tímida do Produto Interno Produto neste ano de 2017, mas já vai ser uma retomada, talvez de meio por cento do PIB neste ano de 2017. Mas já é alguma coisa. Isto é importante para o cidadão porque PIB significa a riqueza gerada por toda a sociedade, que impacta diretamente na arrecadação tributária.
No caso do Maranhão, e dos municípios do nosso Estado, nós estamos muito dependentes do IPI e do Imposto de Renda, que são impostos federais, que são partilhados com os Estados e municípios, por intermédio dos Fundos, e são muito sensíveis à recessão.
Então, acho que vamos ter uma retomada muito tênue da atividade econômica neste ano de 2017 e teremos este quadro estadual de equilíbrio. Isto permite dizer aos maranhenses que, do ponto de vista econômico, o ano de 2017, no Maranhão, vai ser melhor do que 2016.
JP – Há perspectivas de reajuste ao servidor público?
Flávio Dino – Nós temos feito alguma coisa já desde o começo do governo: alguns reajustes, direitos pontuais de categorias. Cito o exemplo da Polícia Militar. Nós temos um programa permanente de recuperação do valor da remuneração dos policiais militares. Eles tiveram aumento em 2015, tiveram em 2016 e terão em 2017. E outras categorias, também. Os professores, por exemplo. Nós fizemos mais de 18 mil progressões dos professores, que estavam aguardando 20 anos. Nós que fizemos.
Fizemos unificação de matrículas dos professores. Nós que fizemos. Ampliação de jornada – os professores que tinham 20 horas poderem passar 40 horas e com isso dobrarem os seus salários. Nós que fizemos.
Multiplicamos por dois a gratificação de diretores de escola. Nós que fizemos. E outras categorias que eu poderia citar tiveram reajuste. Em 2017 provavelmente a conduta vai continuar a mesma. Reajustes em algumas categorias, principalmente aquelas que não tiveram reajuste neste ano de 2016, mas com muita prudência.
JP – Conceder reajuste ao funcionalismo pode afetar o ajuste fiscal?
Flávio Dino – Como estamos vivendo um cenário muito instável, a gente tem um problema. Porque quando se reajusta um real na remuneração do servidor, isto se torna um direito incorporado para ele e para todo o sempre. O paradoxo é que se tem receitas que são imprevisíveis e elásticas – que podem aumentar ou diminuir – e despesas que são inelásticas, porque despesa com pessoal, uma vez se engordou, ninguém mais mexe com aquilo, ninguém mais pode reduzir, constitucionalmente falando.
Então não se aumentar despesas que são – digamos assim -congeladas, imutáveis, que são inelásticas, do ponto de vista econômico, num cenário de receitas incertas, porque lá na frente isto pode resultar num caos. Que é o que nós estamos vendo no Rio, no Rio Grande do Sul e outros Estados. Então a gente vai continuar a ter reajustes, como temos tido, mas com muita cautela, muita prudência.
JP – O senhor cogita disputar a reeleição, em 2018?
Flávio Dino – Serei candidato à reeleição, se eu tiver vida e saúde. Isto não há dúvida. Não existe outro projeto. É claro que eu fico honrado com outros debates que acontecem, outras possibilidades, outras lembranças. Estar, por exemplo, no Senado, seria ótimo, seria maravilhoso, se fosse o caso. Eventualmente até disputar na chapa majoritária federal. Seria muito bom. Mas não agora. Nada disso agora. É o momento de consolidar uma experiência no Estado, que vale para mim, mas que acima de tudo vale para a nossa equipe, para nós todos que acreditávamos, e acreditamos, e continuamos a lutar por mudanças efetivas na vida do povo. Eu não posso me candidatar a outra coisa, deixando esta tarefa inconclusa. Porque, na verdade, na verdade, um mandato de um governador não é de quatro anos. Quatro anos já é pouco. Com a situação que o Brasil viveu neste período, e com o calendário eleitoral, quando se vai olhar o tempo líquido de um governo é de três anos. Porque o governador tem uma campanha municipal no meio do caminho, que paralisa uma série de questões, legais inclusive, você tem a sua própria eleição, porque no último ano já tem um calendário eleitoral de seis meses praticamente. Então, o tempo líquido de governo são três anos.
Então, no meu caso, por exemplo, como governador, como vou inverter tendências, consolidar políticas sociais, fazer investimento público, fazer obra pública, em três anos apenas? Você consegue, ao meu ver, ter alguns resultados, e você consegue apontar o caminho, mas precisa de um tempo para consolidar. Esta é a razão pela qual, muito firmemente, o meu desejo é ser candidato à reeleição, se eu tiver vida e saúde, claro.
JP – Em relação às vagas ao Senado, já existe no seu grupo político uma discussão sobre esta disputa?
Flávio Dino – É natural que exista, mas de modo ainda muito incipiente. Porque são muitos postulantes, todos legítimos. E ainda há um certo tempo. Ainda tem 2017 para consumir este debate, mas a gente só deve encaminhar uma solução para isso no comecinho de 2018. É o tempo certo. Foi o que nós fizemos em 2014. E o resultado foi bom. Então, antes disso a gente não vai ter uma definição. Mas apenas uma mobilização de alguns nomes de nosso campo político, que são todos credenciados para ocupar esta função de tanta importância, que é representar o Maranhão no Senado.
JP – Quanto o Maranhão recebeu da repatriação e onde foi aplicado este dinheiro?
Flávio Dino – No caso do nosso Estado, somando repatriação com multa, nós recebemos algo em torno de R$ 500 milhões. Para onde este dinheiro foi? Essencialmente para nós terminarmos de pagar nossas obrigações com os servidores, marcadamente 13º, que nós conseguimos antecipar, assim como a folha de dezembro, e pagamentos de dívidas.
Vamos pegar, por exemplo, a situação da saúde. Nós recebemos R$ 183 milhões de dívidas da saúde do governo anterior, Pela primeira vez, em razão do dinheiro da repatriação, esse patamar está abaixo da dívida. Nós conseguimos efetivamente dar uma redução expressiva nela. Porque antes do dinheiro da repatriação a gente vinha basicamente rolando a dívida, mantendo-a no mesmo patamar.
Recebemos dívida com a Cemar. Nós praticamente zeramos esta dívida. Era uma dívida de quase R$ 40 milhões. Então o dinheiro da repatriação essencialmente foi para pagar dívidas com fornecedores, como por exemplo, fornecedores da Saúde, Cemar, repassamos R$ 40 milhões para o Tribunal de Justiça, para precatórios. Porque infelizmente o governo anterior ficou três anos e meio sem pagar um precatório. E isto gera uma situação de muita insegurança jurídica. Nós já pagamos de precatório algo em torno de R$ 200 milhões, desde que eu assumi o governo. Desses R$ 200 milhões, R$ 40 milhões vieram da repatriação e outros vieram do Tesouro. Porque a fila não pode ficar parada esse tempo todo. Realmente, era uma situação de calote que nós herdamos. De 2011 a 2014, não foi pago nenhum precatório no Maranhão.
Então, nós voltamos a pagar em 2015. Eu usei uma parte do dinheiro da repatriação para pagar precatórios – repassei para o Tribunal de Justiça. E uma parte investimos no programa das escolas: os 27 milhões para reforma das escolas. Então foi essencialmente para o pagamento de dívidas. E o dinheiro não durou nem 24 horas na nossa conta, infelizmente.
JP – Qual o valor global da dívida do Maranhão?
Flávio Dino – Na verdade, a dívida do Maranhão é da ordem de R$ 10 bilhões. Quando se soma as dívidas de precatórios (R$ 1 bilhão), dívida do Tesouro (R$ 1 bilhão), dívidas externas, dívida com o BNDES, então a dívida do Governo do Maranhão é algo em torno de R$ 10 bilhões – esta é a dívida pública do Governo do Maranhão.
JP – A situação de caos a que chegou o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e outros Estados não pode chegar ao Maranhão.
Flávio Dino – Não creio. Não creio nisso, por duas razões: primeiro, a gente tem cuidado muito da receita. E isto às vezes é muito controvertido. Porque a palavra já diz tudo. A palavra é imposto. A palavra é eloquente por si só. Não é algo voluntário. É uma obrigação compulsória que é imposta ao cidadão para o financiamento das atividades públicas. A gente tem cuidado muito da arrecadação, desde o combate à sonegação, que é uma medida de justiça fiscal. E de outro lado fazendo ajustes nas leis.
JP – O aumento do ICMS se inclui neste contexto?
Flávio Dino – Sim. Este também foi o recente caso da lei de reajuste de alíquotas de alguns itens de ICMS, como energia elétrica e outros. Fizemos isso com muita responsabilidade, porque não onerou o empresariado, e mantendo a carga tributária nossa inferior à dos estados vizinhos. E fizemos isso exatamente porque o cenário nacional ainda é de muita incerteza.
Temos tido sim muito cuidado com as receitas. E temos tido muito cuidado com as despesas. Primeira coisa que nós fizemos, logo em 2015, cortamos R$ 300 milhões de despesas. Nós fizemos o ajuste fiscal, e antes de todos os demais estados. O Governo do Maranhão efetuou o corte de R$ 300 milhões de gastos, despesas oriundas de contratos que foram revistos. E seguimos o mesmo caminho: mantivemos a política de corte de despesas, para manter o equilíbrio fiscal do nosso Estado.

JORNAL PEQUENO – Procuradoria Geral do Estado acusa Wellington do Curso de invadir terreno do Estado

Candidato à Prefeitura de São Luís teria murado o terreno público onde pretendia construir uma casa de veraneio

Do Jornal Pequeno

Terreno no Sítio Santa Eulália

Terreno no Sítio Santa Eulália, de propriedade do Estado, que teria sido invadido Wellington do Curso (WC)

A reportagem do Jornal Pequeno teve acesso ao processo nº 24561-81.2013.8.10.0001, do Poder Judiciário do Estado do Maranhão, em que o candidato Wellington do Curso é réu em Ação de Reintegração de Posse.

Segundo a ação, movida pelo governo do Estado, o réu (Wellington do Curso), em 5 de novembro de 2011, murou uma área de 6.252,96 m², dentro do Sítio Santa Eulália, localizado entre os bairros do Jaracati e do Cohafuma, onde pretendia construir uma casa de veraneio.

O terreno invadido por ele é uma área de proteção ambiental, pertencente ao Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA), cujo órgão integra o IPEM – Instituto de Previdência do Estado do Maranhão.

Segundo o que subscreve o procurador do Estado, Francisco Jomar Câmara, que encaminhou a Ação de Reintegração de Posse à Vara da Fazendo Pública de São Luís, em 16 de junho de 2013, a ação de Wellington é “clandestina e violenta, merecendo, portanto provimento jurisdicional para repelir o esbulho, sob pena de se dar guarida a grilagem urbana, sem que o invasor possa usar e gozar do bem público sem pressa previsão legal”.

O candidato a prefeito, Wellington do Curso, se defendeu durante o procedimento policial, na Delegacia de Polícia do Vinhais, ao afirmar que possui a documentação do terreno há sete anos, o que não foi aceito pela PGE, já que Wellington não apresentou o justo título do imóvel, ao contrário do Estado do Maranhão, que registrou no Cartório de Registro de Imóveis a aquisição da propriedade.

Após muitos questionamentos, uma outra versão dos fatos foi apresentada por Wellington em  entrevista à imprensa local. Segundo ele, o dono do imóvel é o irmão José Carlos de Castro Bezerra, o mesmo que aparece como dono do Curso Wellington.

A Promotoria de Justiça quer sanar, em audiência preliminar, quaisquer dúvidas “acerca dos pontos controvertidos, determinando a produção de provas pelas partes”. O parecer foi expedido em 30 de maio de 2014.

Othelino Neto destaca os 65 anos do Jornal Pequeno

O deputado disse na tribuna que o jornal, fundado pelo jornalista Ribamar Bogéa, conseguiu resistir a todas as intempéries e investidas

O deputado disse na tribuna que o jornal, fundado pelo jornalista Ribamar Bogéa, conseguiu resistir a todas as intempéries e investidas

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) fez uma homenagem ao Jornal Pequeno, na sessão desta quarta-feira (25), pelos seus 65 anos de fundação que se completam no próximo domingo (29). Segundo ele, a saudação é muito justa, pois grandes episódios que marcaram a história do Maranhão foram registrados pelo JP, conhecido, popularmente, como o “órgão das multidões” por onde passaram jornalistas consagrados da imprensa maranhense.

Othelino disse na tribuna que o jornal, fundado pelo jornalista Ribamar Bogéa, que conseguiu resistir a todas as intempéries e investidas contra aquele veículo, foi crescendo e se firmando na história do Maranhão e do jornalismo do Estado. “Eu, particularmente, tenho uma ligação familiar. Lá meu avô escreveu a coluna Na Liça. Lá meu pai trabalhou. Eu tive o prazer, por algum tempo, de fazer uma coluna naquele jornal. Sem dúvida, isso me estimula a dar um depoimento sobre a história do Jornal Pequeno”, comentou o parlamentar.

O deputado destacou a história do Jornal Pequeno, que foi perseguido e, algumas vezes, de forma direta ou indireta, forças políticas tentaram até fechar o jornal em episódios de violência contra a imprensa. Segundo o deputado,  foram muitos atentados à redação do JP, que chegou a ser quebrada, pessoas foram agredidas e houve, inclusive, tentativa de comprar a sede do periódico para inviabilizar a sua continuidade, passando por episódios trágicos, como o assassinato do jornalista Othelino Nova Alves, em função daquilo que fazia na época e, principalmente, do que escrevia na coluna “Na Liça”.

Othelino disse que o Jornal Pequeno, até hoje, ainda sofre porque vários são os processos movidos pelos antigos mandões do Maranhão que foram responsáveis por prejuízos inúmeros ao Jornal Pequeno, que teve inclusive o seu patrimônio, muitas vezes, comprometido por conta dessas ações. “Apesar de todas essas dificuldades, hoje o jornal, já sob a presidência de dona Ilda Bogéa com a direção dos filhos e agora já com uma terceira geração militando também no jornalismo – cito o exemplo do Vinícius Bogéa – segue contribuindo com a história da imprensa livre no Maranhão”, frisou.

O deputado citou jornalistas  históricos do Jornal Pequeno como Cunha Santos (pai), Hélder Paz, Amaral Raposo, Bernardo Coelho de Almeida, Luís Vasconcelos – que por várias décadas militou na imprensa maranhense, Milson Coutinho, desembargador aposentado, Carlos Cunha, o advogado criminalista Jámenes Calado, Carlos Nina, Cunha Santos (filho), João Alexandre Júnior, Albérico Carneiro, Mário Coutinho, Flor de Liz, que fez história no colunismo social, Jersan Araújo, Ademário Cavalcante, Eloy Cutrim, etc, que fizeram a história do JP.

Othelino citou também jornalistas da geração atual que compõem a equipe como, por exemplo, Manoel dos Santos Neto, Jorge Vieira, Wellington Rabello, blogueiros como John Cutrim, etc. “Enfim, pelos 65 anos do Jornal Pequeno, parabenizo a boa imprensa do Maranhão que tem compromisso com a informação e que presta serviços essenciais à sociedade maranhense”, disse.

Flávio Dino anuncia cortes, mudanças na equipe e ausência nas eleições

Jornal Pequeno

Flávio Dino admitiu que poderá fazer mudanças em sua equipe de governo, logo no início do ano

Flávio Dino admitiu que poderá fazer mudanças em sua equipe de governo, logo no início do ano

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista exclusiva ao Jornal Pequeno, anunciou que fará cortes orçamentários para que o Maranhão possa fazer frente à crise econômica do país:

“O nosso empenho, o nosso esforço agora é exatamente no que se refere ao custeio. Nós vamos ter que, em 2016, adotar medidas restritivas em relação ao custeio; conter, por exemplo, a expansão de gastos com servidores públicos, para com isso manter as finanças públicas em condições razoáveis”, afirmou.

Flávio Dino admitiu que deverá fazer mudanças em sua equipe de governo, logo no início do ano, mas ressaltou que a prioridade absoluta será manter a política de austeridade iniciada logo após a sua posse no Palácio dos Leões.

“Em 2015, já economizamos mais de R$ 300 milhões em regalias, gastos abusivos e imorais, e conseguimos fazer com que esse dinheiro pudesse ser aplicado em programas sociais importantes, como o programa Bolsa Escola – que vai em janeiro dar a famílias de baixa renda a possibilidade de comprar material escolar para seus filhos, – e o programa Escola Digna, que começa a substituir as escolas de taipa por novos prédios decentes e adequados”.

O governador enfatizou que a honestidade e a transparência são ferramentas para construir mais justiça social, o objetivo central da ação política transformadora de seu governo. Eis a íntegra da entrevista:

Jornal Pequeno – De que forma estão se refletindo, no Maranhão, a crise econômica e a crise política do país?

Flávio Dino – A nossa observação é exatamente esta: temos duas crises que estão diretamente embricadas. Uma sobrevive em razão da outra. Em verdade, se nós olharmos os fundamentos macroeconômicos do país, nós temos uma situação difícil, mas também não é desesperadora.

Uma vez que a gente tem uma taxa de juros que deve diminuir, porém esta taxa de juros hoje de 14% já foi 40%, já foi 25%, precisa cortar, ainda mais. Porém é uma taxa que o País já sobreviveu a ela. A desvalorização do real ajuda as exportações, portanto, ajuda também investimentos estrangeiros diretos. Então, é também um dado positivo.

Nós temos 380 bilhões de dólares de reservas internacionais no Brasil. Em suma, nós temos caminhos de recuperação da nossa economia. Infelizmente, exatamente a segunda crise embricada à crise econômica, que é a crise política, tem impedido os passos na direção correta para que esta crise seja superada. E isto impacta muito fortemente as finanças públicas, uma vez que nós temos uma diminuição da atividade econômica, uma recessão, o que impacta na arrecadação tributária. No caso do Maranhão, tanto no que se refere às transferências constitucionais federais também no que se refere à arrecadação tributária própria.

Então o que o horizonte oferece neste instante é muita nebulosidade em razão da dimensão da crise política que hoje é alimentada por um fator externo à política, que é a Operação Lava Jato. Enquanto não houver uma equação política para restabelecer o diálogo entre os vários partidos, e com isso restabelecer a governabilidade institucional, seja do governo – Poder Executivo – seja do Congresso Nacional, vai ser difícil a gente sair da crise econômica. E aí exatamente nós temos um cenário para 2016 de grave constrangimento nas finanças públicas federais e também nas finanças públicas estaduais.

JP – As finanças públicas do Estado estão equilibradas?

Flávio Dino – Nós, em 2015, tomamos todas as medidas para evitar que o Maranhão sofresse, tanto que chegamos ao fim do ano com a folha de remuneração dos servidores já com data fixada para pagamento, o que hoje é quase uma exceção, em relação a vários Estados. Porém, estamos muito preocupados com o ano de 2016.

JP – Pode haver mudança na previsão ou na política de investimento?

Flávio Dino – Vamos continuar no caminho de aplicar bem o pouco dinheiro disponível. Foi o que nós fizemos em 2015. As economias que nós fizemos com gastos supérfluos, ou gastos ilegais, chegaram à ordem de R$ 325 milhões, segundo dados da Secretaria de Transparência e Controle.

Estes recursos que foram economizados é que nos permitiram manter um nível de investimento, com recursos próprios, como por exemplo o Programa Mais Asfalto, além evidentemente de cuidarmos da aplicação de recursos do BNDES. Então estas são as vertentes de investimento para o ano que vem. Nós vamos continuar a procurar cortar gastos que podem ser cortados, para manter investimentos e obras com recursos próprios e do BNDES.

O nosso empenho, o nosso esforço agora é exatamente no que se refere ao custeio. Nós vamos ter que, em 2016, adotar medidas restritivas em relação ao custeio; conter, por exemplo, a expansão de gastos com servidores públicos, para com isso manter as finanças públicas em condições razoáveis.

JP – Quais os maiores avanços do atual governo?

Flávio Dino – Eu cito em primeiro lugar esta forma transparente e honesta de governar. É uma conquista. Nós saímos de nota zero, no ranking da CGU, para nota 10, no ranking da CGU. Isto significa dizer que nós temos uma certificação que nos tirou do último lugar e nos colocou no primeiro, numa governança honesta, proba.

O segundo aspecto que eu gostaria de destacar é o foco em políticas sociais para os mais pobres. Isto abrange o Programa Mais IDH, abrange o fato de hoje, neste momento que concedemos esta entrevista, as primeiras 1.300 famílias do Programa de Sistemas Integrados de Tecnologias Sociais (Sistecs) estarem recebendo a primeira parcela de R$ 1.200 de crédito para investimento em alimentos. Isto abrange programas como o Bolsa Escola, que vai ser pago agora no mês de janeiro, e outros tantos programas voltados à promoção dos direitos dos mais pobres.

E o terceiro ponto que eu gostaria de destacar são exatamente as obras. Nós temos hoje centenas de obras em andamento. Chegam seguramente a 500 obras em andamento, entre o Programa Mais Asfalto, obras do governo federal de reforma de escolas que estão, por exemplo, em andamento, mais as obras do BNDES tem garantido inclusive que o nosso setor privado possa manter um funcionamento que em muitos Estados não tem sido possível. Por isso a gente contabiliza muitos acertos. Evidente que nós temos pontos sensíveis a aprimorar como, por exemplo, a temática da segurança pública.

JP – Um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff atrapalharia ou causaria algum tipo de embaraço ao Governo do Maranhão?

Flávio Dino – Isto seria desastroso para o País, em primeiro lugar, porque longe de resolver a crise institucional isto, se ocorresse, iria aprofundá-la, na medida em que existem segmentos sociais expressivos que não aceitariam um caminho inconstitucional.

Portanto, se teria uma luta social muito intensa e nós teríamos um paradoxo. Porque se houvesse o impeachment da presidente Dilma, logo em seguida deveria haver o impeachment do hipotético presidente Michel Temer, porque os mesmos decretos que ela editou, que foram adjetivados como “pedaladas fiscais”, o próprio vice-presidente, no exercício da Presidência, também editou.

Então se ela houvesse, por hipótese, cometido crime de responsabilidade, que não cometeu, por conta destes decretos, ele também cometeu; então nós teríamos que ter um outro impeachment logo em seguida. De modo que isto, evidentemente, é insensato, falta bom senso para este caminho. E na medida em que o Brasil sofre, o Maranhão então teria este problema.

JP – Haveria um retrocesso no Maranhão?

Flávio Dino – Nós experimentamos aqui, nos governos Zé Reinaldo e Jackson Lago, o que significa governar o Estado de modo independente, com o poder federal forte contra nós. E nós lutamos muito para conseguir neutralizar isto. E se houvesse este hipotético impeachment nós iríamos ter um cenário indesejado, porque exatamente nós voltaríamos, em certo sentido, às políticas de boicote e de sabotagem que hoje não existem. Mas que infelizmente, num retrospecto atinente aos governos Zé Reinaldo e Jackson, fazem crer que aconteceriam. Por isso eu reafirmo a minha crença de que o impeachment é inconstitucional e é nocivo aos interesses do País e do Maranhão.

JP – Como o seu governo vai lidar, do ponto de vista político, com as eleições municipais de 2016?

Flávio Dino – O governo não vai participar das eleições, porque a tarefa do governo é governar. Nós não teremos recursos públicos financiando campanhas. Isto é inclusive uma revolução no Maranhão. Mas o governador vai participar intensamente, porque tem compromissos assumidos em 2014, e este vai ser um parâmetro fundamental.

Todos aqueles que estiveram comigo na campanha serão respeitados. E os compromissos que eu fiz em 2014 serão honrados. Então, como governador, como militante político, estarei sim presente nas eleições municipais, buscando em primeiro lugar unificar ao máximo o quanto possível o nosso campo, os nossos partidos que fizeram com que eu estivesse aqui no governo e, quando isto não for possível, buscando acordos de procedimentos entre os vários partidos, a fim de permitir que nós mantenhamos esta unidade estadual.

JP – E nos municípios onde não houver esta possibilidade de acordo?

Flávio Dino – Em algumas situações, em que nada disto for possível, aí a tendência é que eu guarde uma posição de neutralidade como, por exemplo, o caso de São Luís, em que se desenha uma disputa polarizada entre dois candidatos que participaram diretamente da minha campanha em 2014, que é o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e a deputada Eliziane Gama. Então, neste caso, eu devo manter os acordos de 2014 e, por isso, manter uma posição pessoalmente equidistante em relação a estes candidatos. Não obstante, o meu partido, é claro, irá tomar uma posição partidária, mas não significa o meu envolvimento pessoal.

JP – Estão sendo cogitadas mudanças na composição de sua equipe de governo?

Flávio Dino – Estão sendo cogitadas, sim, e serão feitas. Porque a mudança é uma lei da vida. Nós sempre temos de estar nos adequando aos novos desafios. Nós temos neste momento um processo de debate em relação a alguns casos, envolvendo não só a figura do secretário, mas também as equipes. Porque eu considero que a atividade de governar é necessariamente coletiva. Então nós estamos debatendo simultaneamente. Alguns casos vão resultar em mudança de secretários e, em outros casos, vão resultar apenas em mudanças de equipes.

JP – Em resumo, que avaliação se pode fazer deste seu primeiro ano de governo?

Flávio Dino – Que somos um governo honesto, um governo dedicado, um governo corajoso, um governo que tem muito mais acertos do que erros. Claro, evidentemente, não é um governo perfeito, porque a perfeição não é um atributo humano, infelizmente. Então nós reconhecemos que há pontos em que nós temos que evoluir mais, e eu estou lutando para que isto aconteça.

Mas é um governo aprovado pela sociedade. Eu sempre me guio menos pela minha avaliação, e mais pela avaliação da sociedade. Porque a minha costuma ser muito rigorosa comigo mesmo, porque eu sou perfeccionista ao extremo.

Então eu tenho como parâmetro aquilo que as pesquisas estão mostrando: que de um modo geral há um reconhecimento deste nosso trabalho, tanto que agora mesmo recebi pesquisas de Pinheiro e de Vargem Grande, e o nosso governo com aprovação superior a 60% quase 70%. São dados que nos animam bastante.

Notícias alvissareiras…

 jornalista profissional
É indiscutível a realidade diferenciada vivida pelo Maranhão. E isto pode ser constatado pela repercussão positiva do Estado na imprensa local e nacional. Antes, a pauta da mídia versava sobre decapitações no sistema penitenciário, falência da segurança pública, da educação ou grandes projetos como a refinaria Premium transformados em estelionato eleitoral e sumidouros de recursos públicos. Os próceres da oligarquia que mandava no Estado no centro de escândalos nacionais e investigações da Polícia Federal.
Pois bem, exceto o último item, a pauta mudou. Na semana passada, o Maranhão viu suas belezas naturais e potencial turístico mostrado em rede nacional pela Record; o começo das operações do Tegram, que iniciou as operações  com o primeiro carregamento de milho sendo exportado para o Oriente Médio. O terminal deverá dominar a pauta de exportação de grãos do Brasil; anúncio da exploração de 22 blocos de gás no Estado e o governador Flávio Dino protagonizando a cena política nacional liderando junto aos seus pares a defesa da estabilidade política e a institucionalidade do país.
No plano local, o fim do caos no sistema penitenciário, que teve reduzido número de mortes em 71% e de fugas em 66% neste ano. A redução progressiva dos índices de criminalidade na grande São Luís. A educação e saúde dão passos seguros para reverter o cenário vergonhoso para o Estado. O programa Mais IDH para retirar os municípios maranhenses da pobreza é elogiado nacional e internacionalmente pelo governo federal e pela Unicef. São notícias alvissareiras que mostram o rumo certo agora trilhado pelo Maranhão.