A guerra declarada de “aliados” contra Edison Lobão…

Após cada crítica contra Lobão, os meios de comunicação do grupo Sarney ficam encarregados de noticiar, propagar e evidenciar mais ainda a guerra contra Lobão

O senador Edison Lobão (MDB), candidato à reeleição, bem colocado em todas as pesquisas, está sofrendo uma artilharia pesada do seu próprio grupo político. O que antes era uma guerra silenciosa, hoje está bem claro para todos. O grupo Sarney passou a adotar uma estratégia para garantir ao caçula dos irmãos, Sarney Filho (PV), a vaga de senador pelo Maranhão de qualquer jeito. É o chamado “salve-se quem puder”.

Sabendo das dificuldades em eleger os dois senadores em 2018, o ex-presidente José Sarney (MDB) e sua filha, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), articulam apoios individuais a Sarney Filho, desprestigiando o senador Lobão.

O apoio do PP e do PR para Sarney Filho foi costurado por José Sarney, via executivas nacionais, evidenciando que o foco do grupo é o filho caçula do patriarca.

Agora, a estratégia passou a ter novos atores. As artilharias pesadas contra Lobão passaram a contar com bombardeio de candidato ao Senado de outros grupos.

Após cada crítica contra Lobão, os meios de comunicação do grupo Sarney ficam encarregados de noticiar, propagar e evidenciar mais ainda a guerra contra Lobão.

Com isso, o grupo Sarney mostra que amizades de longos anos não têm peso quando a sobrevivência do sobrenome Sarney está em jogo. Passa a funcionar o tal do “mais antes eu do que tu”.

Saiba qual é o ministro de Temer de quem Sarney não gosta

Época

Se tem um ministro de Michel Temer que não cai nas graças do ex-presidente José Sarney, esse alguém é Eliseu Padilha, da Casa Civil. Sarney acha que, além de dar conselhos errados para Temer, Padilha trabalha para dificultar projetos no Maranhão que renderiam prestígio – e votos, por tabela – a sua família.

Roseana tenta colocar Lula no programa do MDB de Temer

Roseana Sarney foi a coordenadora do impeachment de Dilma Rousseff

Para a ex-governadora Roseana Sarney, pouco importa se a prisão do ex-presidente Lula tem relação com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, golpe político que elevou o MDB de Michel Temer ao Planalto. A peemedebista quer mesmo é tirar uma casquinha da popularidade do petista para se eleger no dia 7 de outubro.

Candidata ao governo pelo partido de Temer, Roseana briga na Justiça para usar a imagem do petista em sua propaganda eleitoral.

O problema é que Roseana esconde, nessas eleições, sua participação na manobra. Em 2016, ela rodou por Brasília em busca de votos para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela foi vista na festa de comemoração do impeachment onde teria dito que “apostou no cavalo certo” e que foi “coordenadora do impeachment”.

A estratégia é cooptar os votos que Lula tem no Maranhão. Roseana até conseguiu um despacho para manter a imagem do petista em seus programas enquanto o caso não é julgado, mas ela segue com um entrave: nem com Lula, Roseana cresce nas intenções de votos.

Veja: José Sarney faz doação generosa para campanha de Roseana

O montante doado por Sarney se soma aos R$ 8 milhões que Roseana conta do fundo disponibilizado pelo MDB

O ex-presidente José Sarney doou R$ 95 mil para a campanha da filha Roseana ao governo do Maranhão.

O montante doado por Sarney se soma aos R$ 8 milhões que Roseana conta do fundo disponibilizado pelo MDB.

Roseana, no entanto, tem feito o possível para esconder suas origens nessa corrida eleitoral.

Na TV e nas redes, ela esconde seu sobrenome.

Sarney é um tremendo paizão.

Roseana Sarney faz ataque indireto ao seu próprio partido

A candidata fala que a vida do brasileiro piorou, mas não menciona que a crise nacional foi gerada no seio do impopular governo de Michel Temer, seu correligionário e aliado

Na propaganda eleitoral que foi ao ar na quarta-feira (5), a ex-governadora Roseana Sarney indiretamente atacou seu próprio partido, o PMDB. No vídeo, a candidata fala que a vida do brasileiro piorou, mas não menciona que a crise nacional foi gerada no seio do impopular governo de Michel Temer, seu correligionário e aliado.

Desde que Temer assumiu, após o golpe que depôs Dilma Rousseff, o Brasil regressou ao Mapa da Fome, bateu recordes de desemprego e parou com a maior greve de caminhoneiros da história.

Foi durante o auge da crise nacional que vários estados entraram em profunda recessão. Apesar do cenário apocalíptico, o Maranhão foi um dos únicos entes federativos que conseguiu manter as contas públicas no azul.

Coordenadora do impeachment, em sua campanha Roseana tenta jogar a culpa da crise em Flávio Dino, ao mesmo tempo em que luta para seduzir eleitores de Lula e esconder sua parceria com Temer, líder do atual caos político e econômico brasileiro.

Época: A mágoa de Sarney

De volta ao Maranhão, com mudança do domicílio eleitoral no início deste ano, o ex-presidente reforça a campanha da filha, articulando encontros políticos e disparando críticas a Flávio Dino em sua coluna semanal

Caso supere o governador Flávio Dino (PCdoB) nas urnas em outubro, Roseana Sarney (MDB) receberá um Maranhão rebatizado: mais de 100 vias e prédios públicos perderam o nome da família dela e, oficialmente, passaram a ser chamados por outros títulos nos últimos anos. A última alteração de Dino foi feita em 2017, mas, em artigo recente, o ex-presidente José Sarney (MDB) deixou escapar que a mágoa pelas mudanças não passou.

“Não estou irritado com isso. O que me fez avaliar até onde vai a mesquinharia foi querer tirar o nome de minha mulher da Maternidade Marly Sarney, que ela construiu com tanto amor”, escreveu Sarney em 11 de agosto, em sua coluna semanal, no jornal O Estado do Maranhão, de sua propriedade. Embora tente pregar que não deu importância ao rebatismo dos patrimônios maranhenses, ele compara Dino ao “maior tirano que a humanidade já conheceu”.

É como Sarney chama o ditador soviético Josef Stalin. “Lembro apenas que Trotsky, foi, ao lado de Lenin, responsável pela Revolução Comunista de 1917. Logo depois que Lenin morreu, Stalin, com ódio, selvageria e inveja, perseguiu Trotsky, grande intelectual, e não só mandou tirar seu nome das escolas, mas matá-lo, assassinando-o no México, depois que, perseguido, fugiu da Rússia”, registrou Sarney no mesmo texto.

“É ele, Stalin, o exemplo que o governador usa para tirar meu nome das escolas”, completou Sarney. A Marly, como é chamada pelos moradores de São Luís, no entanto, só perdeu o nome oficialmente. As grávidas atendidas pela maternidade continuam se referindo ao lugar pelo nome da mulher do ex-presidente. “Vou lá na Marly fazer um exame”, exemplificou o próprio Flávio Dino a ÉPOCA, imitando uma gestante, para explicar que o rebatismo ficou só no papel.

Ao tratar da polêmica, o governador desdenha dos ataques de Sarney. “Eu nem queria mudar o nome dos lugares, já conhecidos pela população pelo nome da família. Fiz por obrigação, cumprindo intimações do Ministério Público”, disse Dino, na tentativa de colocar o assunto como irrelevante para ele. Os promotores alegam que bens públicos não podem, de acordo com a Lei 6.454/1977, ser batizados com nomes de pessoas vivas.

A Marly se tornou Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, no ano passado. Dino diz que foi o último nome que mudou. “Fiz de tudo para não tirar o nome dessa senhora da maternidade. Mas quando chegou a terceira intimação do MP, ameaçando me denunciar por improbidade administrativa, pensei: ‘aí, já é demais’. Responder a processo já é demais. Dei esse nome genérico e as pessoas continuam indo a Marly.”

De volta ao Maranhão

Vinte e oito anos depois de ser eleita para o seu primeiro cargo público, Roseana Sarney (MDB) deve ganhar o voto do pai pela primeira vez neste ano, quando a família tenta voltar ao poder depois de ter seu candidato em 2014 – Edison Lobão Filho (MDB) – derrotado por Dino. O período da ex-governadora na política é o mesmo em que José Sarney (MDB) passou como eleitor do Amapá.

De volta ao Maranhão, com mudança do domicílio eleitoral no início deste ano, o ex-presidente reforça a campanha da filha, articulando encontros políticos e disparando críticas a Flávio Dino em sua coluna semanal.

Seus artigos são publicados na capa da edição de fim de semana do veículo. Nos últimos quatro anos, o ex-presidente se dedicou a escrever contra o governador. Nos últimos meses, intensificou os ataques. Quando quer alfinetar Dino, Sarney não escreve o nome dele. Refere-se ao adversário apenas como “governador”. Recorrentemente, reclama de a família ser “perseguida” por Dino.

“São duas coisas que têm faltado atualmente no Maranhão: paciência para ouvir e tratar bem aqueles que necessitam ser tratados bem; e humildade, inimiga da arrogância, da perseguição, do ódio, da inveja — e amiga de Deus”, escreveu em 4 de agosto.

Desde que convenceu sua filha a tentar um novo mandato como governadora, também tem feito campanha aberta por sua eleição nos textos. No último fim de semana de julho, data da convenção do MDB que a oficializou candidata, Sarney dedicou todo o artigo a ela. Na coluna, cheia de elogios, apresenta o currículo da filha, sem menções a derrotas políticas e denúncias que enfrentou.

“Roseana não queria ser candidata, mas foi obrigada pela convocação do povo, que, em todo lugar, deseja sua volta, para assegurar o tempo de paz, de realizações, de grandes obras de infraestrutura e recuperar a confiança no Maranhão, que deixou de ter prestígio nacional e está numa situação de abandono”, escreveu.

Depois da derrota há quatro anos, Sarney apelou a Roseana, que, resistente, ouviu que era o único nome mais viável do grupo para enfrentar Dino. Na campanha, ela prega o fim do que chama “preconceito” contra o seu sobrenome. “Tenho nome e sobrenome. Gostaria que começassem a respeitar o meu nome, não a família. A família é uma coisa. A Roseana é outra”, disse.

Na coluna de defesa da filha, o ex-presidente diz que ela “sempre caminhou com seus próprios pés”. “Nunca precisei ajudá-la, ela foi quem me ajudou. Dela só tenho orgulho e alegria.”

“Eles são donos do Temer, da recessão e da crise”, afirma Flávio Dino sobre a família Sarney

Vale lembrar que tanto a ex-governadora Roseana Sarney, quanto seu pai, o ex-presidente José Sarney, mudaram para Brasília para coordenar o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff

O governador Flávio Dino (PCdoB) esteve ontem (27) na sabatina da TV Guará e falou sobre o cenário de caos político e econômico em que o país se encontra.

Flávio Dino falou das medidas impopulares do governo Michel Temer (MDB) e dos que fizeram com que o Brasil vivesse esse momento crítico.

“Os que botaram o Temer querem me responsabilizar. Eles são donos do Temer, da recessão, da crise, do caos”, enfatizou o governador.

Vale lembrar que tanto a ex-governadora Roseana Sarney, quanto seu pai, o ex-presidente José Sarney, mudaram para Brasília para coordenar o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Desde que Michel Temer assumiu o governo, o país vive o aumento dos impostos, o congelamento dos investimentos na saúde e na educação por 20 anos, a Reforma Trabalhista entre outras medidas impopulares.

Senado: Edison Lobão se sobressai na disputa em relação a Sarney Filho

Mesmo com todos os esforços, é o senador Edison Lobão que lidera todas as pesquisas eleitorais feitas até o momento

Mesmo com todos os esforços do ex-presidente José Sarney (MDB), em costurar apoios que façam com que seu filho, o deputado federal Sarney Filho (PV), vença a eleição para o Senado Federal, é o candidato Edison Lobão (MDB) que está se sobressaindo na disputa interna do grupo.

José Sarney entende que a eleição de Sarney Filho como senador seja a continuação do legado de sua família, por isso costurou o apoio do PR e do PP, via executivas nacionais, para seu filho na disputa para o Senado no Estado. Nas conversas com lideranças políticas, Sarney pai afirma que seu último pedido é para que as lideranças votem em seus dois filhos, ou pelo menos em Sarney Filho.
Mesmo com todos os esforços, é o senador Edison Lobão que lidera todas as pesquisas eleitorais feitas até o momento. Na pesquisa Ibope, Edison Lobão lidera a disputa com 27%, contra 26% de Sarney Filho. Já na pesquisa Exata, Lobão tem 25% das intenções de voto e Sarney Filho, 24%.
Os números mostram que, mesmo com toda guerra silenciosa que a família Sarney vem travando com Edison Lobão, o senador está levando a vantagem na disputa.
Certamente, pela rejeição que o nome Sarney carrega, Edison Lobão vem ensaiando voos solos em suas andanças pelo o interior. Nas cidades de Codó e Caxias, ele reuniu milhares de pessoas em seus comícios, deferentemente dos eventos em que ele acompanha Roseana Sarney e Sarney Filho, que, na maioria das vezes, resumidos a reuniões em varandas de residências.

Ninguém quer aparecer ao lado de Temer

Como Temer, Sarney sabe o que é ser rejeitado. Aliás, no quesito impopularidade, o ex-presidente maranhense só foi superado por Temer

Na disputa presidencial desse ano, ninguém quer aparecer ao lado do presidente Michel Temer (MDB), nem mesmo a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), filha do oligarca José Sarney, principal conselheiro do temerário presidente.

Como Temer, Sarney sabe o que é ser rejeitado. Aliás, no quesito impopularidade, o ex-presidente maranhense só foi superado por Temer. Em 1985, Sarney caiu de paraquedas no Palácio do Planalto com a morte de Tancredo Neves e não agradou. Para muitos, ele representava um braço do militarismo no poder. Sarney deixou a presidência em 1989 e novamente não agradou. Ele saiu deixando uma hiperinflação assombrosa na vida dos brasileiros.

Estamos em 2018, e assim como Temer, ninguém quer ser associado a Sarney. Nem mesmo Roseana. O sobrenome desapareceu das peças de campanha da peemedebista, que tenta camuflar do eleitorado o peso negativo da sua família.

Nesse jogo de esconde-esconde, até o deputado estadual e candidato à reeleição Adriano Sarney, tratou de ocultar estrategicamente a tia Roseana e o pai Zequinha Sarney de suas peças publicitárias. O clã Sarney ainda tenta permanecer vivo, mas não faltam exemplos de que até aliados tentam sepultá-lo de vez.