José Sarney rasga as vestes

O ex-presidente deixou de lado a liturgia e a polidez ao analisar o resultado das urnas

Veja

Jose Sarney deixou de lado a liturgia e a polidez ao analisar o recado dados pelas urnas à sua sua família.

A um personagem de sua confiança, o ex-presidente e membro da Academia Brasileira de Letras foi curto e grosso: “Eu me [email protected]#! nesta eleição”.

De fato.

Roseana perdeu a disputa pelo governo do Maranhão para Flavio Dino, e Sarney Filho ficou de fora na briga pelo Senado.

Camaleão? O oportunismo político de Sarney…

Sarney mostra que suas palavras de afago não passam de oportunismo para tentar conquistar benéfices

Como quem aguarda o momento certo para se apegar na melhor oportunidade, o ex-presidente José Sarney (MDB) não deixou passar em branco sua manifestação a favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). No melhor estilo “camaleão”, suas palavras miram em quem está ou quem pode ter o poder no Governo Federal.

Após o fim de seu mandato, José Sarney tratou de aliar-se aos ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, essa última até as vésperas do impeachment.

Procurando, por oportunismo, escrever palavras que contemplem positivamente o candidato Jair Bolsonaro, Sarney falou para a Folha de São Paulo que “não vê ameaças de retrocesso com a liderança de Bolsonaro”. Para Sarney, o “Brasil é hoje uma democracia consolidada e irreversível”.

“Qualquer que seja o resultado das urnas, todas as perturbações da eleição serão superadas”, sentenciou Sarney.

Com essas palavras, Sarney mostra que suas palavras de afago não passam de oportunismo para tentar conquistar benéfices, possíveis cargos federais e para manter seu prestígio com o próximo governo, porque, para ele, o que importa é estar com o poder.

STF acaba com aposentadoria de ex-governadores do Maranhão

A proibição deverá alcançar José Sarney, João Alberto, Edison Lobão, Zé Reinaldo Tavares e Roseana Sarney

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Procuradoria-Geral da República, e acabou com a aposentadoria vitalícia de ex-governadores do Maranhão. A decisão é do mês de setembro.

O benefício era garantido pelo artigo 45 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado do Maranhão, agora declarado inconstitucional.

Na mesma ação, o plenário da mais alta corte do país também declarou a inconstitucionalidade da Lei estadual nº 6.245/1994, que garantia a aposentadoria às viúvas de ex-governadores.

A proibição deverá alcançar José Sarney, João Alberto, Edison Lobão, Zé Reinaldo Tavares e Roseana Sarney.

As decisões já foram comunicadas ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e ao presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PC do B).

Sobrou até para Sarney em propaganda eleitoral em Alagoas

José Sarney foi alvo de críticas em Alagoas

Época

Prefeito de Maceió e adversário do senador Renan Calheiros, Rui Palmeira partiu para cima do emedebista durante propaganda eleitoral do PSDB. Elencou a quantidade de inquéritos a que Renan responde no Supremo Tribunal Federal e o chamou de “campeão da Lava Jato”. Sobrou até para o presidente Michel Temer e o ex-presidente José Sarney. Palmeira diz que no Brasil “ninguém gosta de Renan, como não gosta do Temer, como não gosta do Sarney, todos do mesmo partido”.

A guerra declarada de “aliados” contra Edison Lobão…

Após cada crítica contra Lobão, os meios de comunicação do grupo Sarney ficam encarregados de noticiar, propagar e evidenciar mais ainda a guerra contra Lobão

O senador Edison Lobão (MDB), candidato à reeleição, bem colocado em todas as pesquisas, está sofrendo uma artilharia pesada do seu próprio grupo político. O que antes era uma guerra silenciosa, hoje está bem claro para todos. O grupo Sarney passou a adotar uma estratégia para garantir ao caçula dos irmãos, Sarney Filho (PV), a vaga de senador pelo Maranhão de qualquer jeito. É o chamado “salve-se quem puder”.

Sabendo das dificuldades em eleger os dois senadores em 2018, o ex-presidente José Sarney (MDB) e sua filha, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), articulam apoios individuais a Sarney Filho, desprestigiando o senador Lobão.

O apoio do PP e do PR para Sarney Filho foi costurado por José Sarney, via executivas nacionais, evidenciando que o foco do grupo é o filho caçula do patriarca.

Agora, a estratégia passou a ter novos atores. As artilharias pesadas contra Lobão passaram a contar com bombardeio de candidato ao Senado de outros grupos.

Após cada crítica contra Lobão, os meios de comunicação do grupo Sarney ficam encarregados de noticiar, propagar e evidenciar mais ainda a guerra contra Lobão.

Com isso, o grupo Sarney mostra que amizades de longos anos não têm peso quando a sobrevivência do sobrenome Sarney está em jogo. Passa a funcionar o tal do “mais antes eu do que tu”.

Saiba qual é o ministro de Temer de quem Sarney não gosta

Época

Se tem um ministro de Michel Temer que não cai nas graças do ex-presidente José Sarney, esse alguém é Eliseu Padilha, da Casa Civil. Sarney acha que, além de dar conselhos errados para Temer, Padilha trabalha para dificultar projetos no Maranhão que renderiam prestígio – e votos, por tabela – a sua família.

Roseana tenta colocar Lula no programa do MDB de Temer

Roseana Sarney foi a coordenadora do impeachment de Dilma Rousseff

Para a ex-governadora Roseana Sarney, pouco importa se a prisão do ex-presidente Lula tem relação com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, golpe político que elevou o MDB de Michel Temer ao Planalto. A peemedebista quer mesmo é tirar uma casquinha da popularidade do petista para se eleger no dia 7 de outubro.

Candidata ao governo pelo partido de Temer, Roseana briga na Justiça para usar a imagem do petista em sua propaganda eleitoral.

O problema é que Roseana esconde, nessas eleições, sua participação na manobra. Em 2016, ela rodou por Brasília em busca de votos para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela foi vista na festa de comemoração do impeachment onde teria dito que “apostou no cavalo certo” e que foi “coordenadora do impeachment”.

A estratégia é cooptar os votos que Lula tem no Maranhão. Roseana até conseguiu um despacho para manter a imagem do petista em seus programas enquanto o caso não é julgado, mas ela segue com um entrave: nem com Lula, Roseana cresce nas intenções de votos.

Veja: José Sarney faz doação generosa para campanha de Roseana

O montante doado por Sarney se soma aos R$ 8 milhões que Roseana conta do fundo disponibilizado pelo MDB

O ex-presidente José Sarney doou R$ 95 mil para a campanha da filha Roseana ao governo do Maranhão.

O montante doado por Sarney se soma aos R$ 8 milhões que Roseana conta do fundo disponibilizado pelo MDB.

Roseana, no entanto, tem feito o possível para esconder suas origens nessa corrida eleitoral.

Na TV e nas redes, ela esconde seu sobrenome.

Sarney é um tremendo paizão.

Roseana Sarney faz ataque indireto ao seu próprio partido

A candidata fala que a vida do brasileiro piorou, mas não menciona que a crise nacional foi gerada no seio do impopular governo de Michel Temer, seu correligionário e aliado

Na propaganda eleitoral que foi ao ar na quarta-feira (5), a ex-governadora Roseana Sarney indiretamente atacou seu próprio partido, o PMDB. No vídeo, a candidata fala que a vida do brasileiro piorou, mas não menciona que a crise nacional foi gerada no seio do impopular governo de Michel Temer, seu correligionário e aliado.

Desde que Temer assumiu, após o golpe que depôs Dilma Rousseff, o Brasil regressou ao Mapa da Fome, bateu recordes de desemprego e parou com a maior greve de caminhoneiros da história.

Foi durante o auge da crise nacional que vários estados entraram em profunda recessão. Apesar do cenário apocalíptico, o Maranhão foi um dos únicos entes federativos que conseguiu manter as contas públicas no azul.

Coordenadora do impeachment, em sua campanha Roseana tenta jogar a culpa da crise em Flávio Dino, ao mesmo tempo em que luta para seduzir eleitores de Lula e esconder sua parceria com Temer, líder do atual caos político e econômico brasileiro.