Em depoimento à PF, Sarney diz se sentir “constrangido” com acusações

O ex-presidente José Sarney foi à sede da Polícia Federal, em Brasília, acompanhado de advogados para prestar depoimentos sobre as suspeitas de obstrução da Justiça. Antes de responder às perguntas da delegada Graziela Machado da Costa e Silva, Sarney pediu para que fosse registrado seu “constrangimento ao responder pela primeira vez inquérito em que é acusado de cometimento de crime que não cometeu”.

Na semana passada, a PF concluiu que não houve obstrução da Justiça nas conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com os caciques do PMDB (Sarney e os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá).

O jogo “camaleônico” de José Sarney…

Comendo pelas beiradas, Sarney participa de jantar de conspiração contra Michel Temer

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), que se cuide. Acostumado a viver feito camaleão, mudando de cor conforme a ocasião, o ex-senador José Sarney (PMDB), que já traiu todo mundo na política, também se aproxima do grupo que vem se rebelando contra o governo do peemedebista.

Sarney, camaleonicamente, preserva o estilo próprio de quem está sempre comendo pelas beiradas para ver onde se encostar. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luís Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e outros.

Segundo nota da Veja,  pelo menos, uma presença chamou a atenção do Planalto no jantar organizado pelo senador  Renan Calheiros (PMDB) na casa da ex-ministra Kátia Abreu, terça-feira (04) à noite. Trata-se de José Sarney, aparentemente solidário a ele na disputa com o presidente Michel Temer. Isso porque, mesmo fora da política, o ex-presidente ainda possui influência.

Acompanhado da filha, a ex-governadora  Roseana Sarney (PMDB), Sarney apareceu, aparentemente, no jantar para comer a fritada de aratu na casa de Kátia Abreu, mas estava, na verdade, fazendo aquele conhecido trabalho camaleônico de bastidores, no afã de “fritar cabeças” e de se dá sempre bem.

A anfitriã bem que tentou convencer os senadores governistas do PMDB de que o jantar em sua casa não seria uma reunião dos rebelados liderados por Renan Calheiros (AL) contra o governo Michel Temer. O regabofe desta vez, na casa da ex-ministra dilmista Kátia Abreu (PMDB-TO), entrou pela madrugada de quarta-feira (05) e foi dominado por críticas à política econômica e às reformas do atual presidente.

Lembrando que Sarney e Renan são companheiros de  Lava Jato. Eles são alvos de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), aberto em fevereiro deste ano, no qual são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do crime de embaraço à operação por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações.

Por outro lado, quem está mesmo fechado com o governo é Eunício de Oliveira, atual presidente do Senado. Cada dia mais distante de Renan, ele não quis saber de comparecer ao jantar nem para comer a fritada de aratu.

LUXO E GLAMOUR – Roseana e José Sarney são citados em city tour de Punta Del Leste por causa de mansões luxuosas no Uruguai…

Esta casa pertenceu à ex-governadora Roseana Sarney e está avaliada em dois milhões de dólares

Esta outra mansão foi alugada por Sarney quando ele foi presidente da República

O roteiro turístico da cidade de Punta Del Este, balneário do Uruguai, inclui as mansões luxuosas de um bairro glamouroso chamado Parque Del Golf, onde artistas, empresários e jogadores de futebol têm casas espetaculares e que custam milhões de dólares. E uma das atrações é citada pelos guias turísticos como a que pertenceu à ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), avaliada em mais de dois milhões de dólares, de frente para o mar.

Um outro destaque dos guias turísticos é dado também a uma mansão, avaliada em sete milhões de dólares, que foi alugada pelo ex-presidente da República, José Sarney (PMDB), outro maranhense, quando ele esteve à frente do Palácio do Planalto. As casas são citadas como símbolo de glamour e luxo em um bairro, onde há casas que têm acessórios de banheiro de ouro mesmo.

Roseana Sarney teve como vizinho, nada mais, nada menos que o famoso jogador mundial e hoje técnico de futebol do Real Madrid, Zinédine Zidane, craque de milhões de dólares, considerado o maior jogador da história do futebol francês.

Segundo o guia turístico, a mansão foi vendida por Roseana Sarney há alguns anos para uma milionária. Mas é sempre citada nos passeios por ser uma das mansões mais caras e luxuosas do bairro Parque Del Golf em Punta Del Este.

Ponto turístico
A revista IstoÉ Dinheiro revelou, há alguns anos, a mansão de Roseana, numa nota do jornalista Leonardo Atuch que chamou a atenção por ter sido classificada como ponto turístico:

“Os turistas brasileiros, que passeiam em Punta Del Este, balneário uruguaio, costumam ser levados a conhecer um ponto turístico curioso. Os guias adoram apontar o dedo para a casa de Roseana Sarney” (hoje pertence a uma milionária).

Punta Del Este

Punta del Este é o mais famoso e badalado balneário uruguaio. A cidade está situada no Departamento de Maldonado, a 138 quilômetros de Montevidéu. Atrai turistas dos mais diversos países, chegando a aumentar sua pequena população de quinze mil habitantes para mais de quinhentos mil no verão.

Punta está entre os  balneários  mais famosos e luxuosos do mundo e é um dos mais charmosos da América Latina, oferecendo tanto praias abertas (oceano Atlântico) quanto de rio (Rio da Prata), a Praia Mansa e a Praia Brava.

Os brasileiros estão entre os mais assíduos frequentadores, depois dos argentinos, que se tornaram, a partir da década de 60, proprietários de uma grande quantidade de residências de veraneio. Com a crise argentina, muitos puseram seus imóveis à venda.

 

BIGODE DE MOLHO – PGR e PF deflagram nova operação para apurar fraudes na licitação da Ferrovia Norte-Sul

Com informações de Estadão

Além de “presidente”, Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney

Ferrovia Norte-Sul também é alvo de investigações

Ferrovia Norte-Sul também é alvo de investigações

Investigações podem complicar Sarney

Investigações podem complicar Sarney

A Procuradoria da República em Goiás, em conjunto com a Polícia Federal e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação “Tabela Periódica”,mais uma etapa da operação “O Recebedor”, desdobramento da Lava Jato que apura fraudes nas licitações da Ferrovia Norte-Sul, que passa pelo Maranhão e cuja a construção foi iniciada no governo José Sarney, e ligação Leste-Oeste.

A ação tem como base um novo acordo de leniência fechado pela Camargo Corrêa, empreiteira que foi pega na Lava Jato por participar do esquema de corrupção na Petrobrás e tem colaborado com as autoridades desde então.

Ao todo um procurador da República, cerca de 200 policiais federais, 26 peritos criminais federais e 52 agentes do Cade cumprem 44 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva em Goiás e em mais 8 unidades da federação. A operação foi autorizada pelo juiz substituto da 11ª Vara Federal Goiás, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Com base na colaboração da empreiteira e das investigações até agora, a suspeita é de que as fraudes teriam se iniciado, pelo menos, no ano de 2000 (ainda no governo FHC), tendo durado até 2010. Neste período, segundo a Procuradoria, o esquema chegou a envolver pelo menos 37 empresas, sendo dezesseis participantes efetivas e vinte e uma possíveis participantes das licitações. As investigações preliminares apontam um prejuízo de R$ 630 milhões somente nas licitações em Goiás e, segundo o MPF, o valor deve ser ainda maior considerando os trechos das ferrovias que passam em Tocantins, Bahia e São Paulo e que estão sob suspeita também.

Procuradoria cobra R$ 236 milhões superfaturados na ferrovia Norte-Sul

As diligências que estão sendo realizadas nesta quinta buscam recolher mais provas do envolvimento de empreiteiras e de seus executivos na prática de cartel, fraude em licitações e pagamentos de propina a ex-diretores da Valec, relacionados aos contratos de construção das ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, revelados pela Camargo Corrêa em seu acordo de leniência com o Cade..

Os investigadores buscam, ainda, fortalecer as provas para as investigações criminais encerradas ou em curso na Polícia Federal de Goiás, assim como em ações penais já proposta ou a serem movidas pelo MPF-GO, que tratam da prática de sobrepreço, superfaturamento, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes nas licitações ferroviárias.

As provas colhidas serão, ainda, utilizadas pelo CADE em investigações e processos administrativos visando punir empresas e executivos por práticas anticompetitivas e cartel..

Acordos de leniência. Inicialmente, a Camargo Corrêa S/A e alguns de seus administradores haviam formalizado acordos de leniência e de colaboração premiada com a Procuradoria da República em Goiás, já homologados. Nestes acordos a empreiteira e seus executivos confessaram a existência do cartel, as fraudes em licitações, a lavagem de dinheiro e a prática de corrupção em contratos com a Valec, bem assim forneceram provas documentais da sua ocorrência e concordaram e se obrigaram a restituir aos cofres públicos em R$ 75 milhões.

Junquinha e a relação com Sarney

Essa primeira colaboração no âmbito do MPF em Goiás deu origem a operação “O Recebedor”, deflagrada no dia 26 de fevereiro e que cumpriu 44 mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva em Goiás e em mais seis Estados. A operação já deu origem a uma denúncia contra o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha, e o ex-diretor de Engenharia da estatal, Ulisses Assad, além de quatro executivos de empreiteiras, um advogado e um ex-assessor da Valec por corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e fraude à licitação nas obras de trechos das ferrovias Norte-Sul e Interligação Oeste-Leste em Goiás.

Além de “presidente”, o ex-senador José Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney

A denúncia aponta sobrepreço de ao menos R$ 230 milhões por causa de aditivos e outras medidas adotadas pela própria Valec, como exigências injustificadas no edital, para beneficiar o cartel de empresas. A acusação foi aceita pela Justiça Federal em junho e Juquinha e os demais suspeitos viraram réus.

Segundo o Ministério Público Federal, Juquinha teria assumido o papel de ‘gerente’ do esquema criminoso e recebeu R$ 2,24 milhões em propinas.

Posteriormente, a Camargo Corrêa celebrou acordo de leniência com o Cade, que contou com a interveniência e a anuência do MPF. Nele, os colaboradores detalharam ainda mais as condutas de outras empreiteiras integrantes do cartel e dos seus respectivos executivos (em nome e em benefício das quais atuaram), bem como ofereceram provas adicionais.

Nome. O nome da operação é uma referência ao nome que alguns dos próprios investigados deram a uma planilha de controle em que desenhavam o mapa do cartel (e cuja aparência lembrava a Tabela Periódica), contendo dados como a relação das licitações, a divisão combinada dos lotes, os números dos contratos, os nomes das empreiteiras ou consórcios que seriam contemplados, valores dos orçamentos da Valec preços combinados, propostas de cobertura apresentadas apenas para dar aparência de competição e simulação de descontos a serem concedidos.

Para procurador, áudios de Sarney revelam plano para acabar com a Lava Jato

UOL

Para Dallagnol, gravações expuseram uma trama para "acabar com a Lava Jato"

Para Dallagnol, gravações expuseram uma trama para “acabar com a Lava Jato”

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, disse ser “possível e até provável” que as investigações do maior escândalo de corrupção do país acabem. “Quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República”, afirmou.

Dallagnol disse que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), todos da cúpula do PMDB, expuseram uma trama para “acabar com a Lava Jato”.

“Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”, disse o procurador. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Pergunta – Os áudios do delator Sérgio Machado tornados públicos pela imprensa mais uma vez revelam movimentos para tentar interferir nos andamentos da Operação Lava Jato. As investigações correm algum risco?

Dallagnol – As investigações aproximaram-se de pessoas com poder econômico ou político acostumadas com a impunidade. É natural que elas reajam. Há evidências de diferentes tipos de contra-ataques do sistema corrupto: destruição de provas, criação de dossiês, agressão moral por meio de notas na imprensa ou de trechos de relatório de CPI, repetição insistente de um discurso que aponta supostos abusos jamais comprovados, tentativas de interferência no Judiciário e, mais recentemente, o oferecimento de propostas legislativas para barrar a investigação, como a MP da leniência (medida provisória que altera as regras para celebração de acordos entre empresas envolvidas em corrupção e o poder público). Tramas para abafar a Lava Jato apareceram inclusive nos áudios que vieram a público recentemente. A Lava Jato só sobreviveu até hoje porque a sociedade é seu escudo.

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Janot pede ao STF para aprofundar apuração contra Sarney, Lobão, Renan e Jucá

PGR também quer investigar os senadores Jader Barbalho e Edison Lobão.
Integrantes da cúpula do PMDB foram citados na delação de Sérgio Machado.

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot

G1

A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para aprofundar as investigações na Lava Jato envolvendo os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Edison Lobão (PMDB-MA) e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). Os cinco integrantes da cúpula do PMDB foram citados na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Os pedidos de Janot já estão sobre a mesa do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no STF.
O objetivo do chefe do Ministério Público é rastrear o caminho do dinheiro desviado de contratos da Transpetro, que foi comandada por Sérgio Machado durante doze anos, entre 2003 a 2014. Janot também pretende descobrir se a propina movimentada pelo esquema de corrupção que atuava na subsidiária da Petrobras está no Brasil ou no exterior.
Machado fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. Nas negociações com o Ministério Público, ele entregou gravações que fez, em várias ocasiões, com Renan, Jucá e Sarney. Nas gravações, eles discutem formas de barrar o avanço da Operação Lava Jato.
Três filhos do ex-presidente da Transpetro também assinaram acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e estão colaborando com as investigações.
Machado contou aos procuradores da República que, para permanecer no comando da subsidiária da Petrobras, negociava contribuições de campanha oficiais e não oficiais para o PMDB com grandes empresas que tinham contratos com a Transpetro.
De acordo com o jornal “O Globo”, Sérgio Machado disse que o dinheiro repassado à cúpula do PMDB também servia para pagar despesas pessoais dos caciques peemedebistas. Ainda segundo a publicação, o delator disse que repassou R$ 70 milhões para Renan, Jucá e Sarney.
Deste valor, informou o jornal, Renan teria ficado com R$ 30 milhões, Juca com aproximadamente R$ 20 milhões e Sarney com outros R$ 20 milhões. A TV Globo também confirmou as informações.

O que disseram os envolvidos
Em nota, Sarney afirmou que protesta, desmente e repudia a afirmação de Sérgio Machado de que ele recebeu R$ 20 milhões. E ressalta a total falta de caráter de quem foi amigo por mais de 20 anos, frequentando com assiduidade a casa dele, almoçando e jantando com ele, e fazendo visitas frequentes.
No comunicado, o ex-presidente da República ressalta que Machado teve a “vilania” de gravar as conversas, até mesmo em hospital, o que revela “o monstro moral que Sérgio Machado é”. Sarney disse ainda que vai processar o ex-presidente da Transpetro por “denunciação caluniosa”, pois, segundo ele, não existe qualquer envolvimento dele nos fatos investigados pela Operação Lava Jato ou em qualquer outro ilícito.
O presidente do Senado voltou a dizer que nunca recebeu vantagens indevidas nem indicou qualquer pessoa para a Petrobras ou para o setor elétrico. Renan disse também que sempre teve uma relação respeitosa e de estado com Sérgio Machado.
A defesa de Romero Jucá afirmou que não teve acesso ao conteúdo da delação de Sérgio Machado e ressaltou que o senador do PMDB sempre negou qualquer irregularidade.
Os advogados de Sérgio Machado disseram que o acordo de delação premiada permite a adesão de familiares, mas que não pode comentar o conteúdo das informações por conta do sigilo do processo.

Machado, Sarney, Lobão e o “esquema Transpetro” de propina…

Machado entregou esquema de propina que envolve José Sarney

Machado entregou o esquema de propina que envolve José Sarney, Lobão, Renan e Romero Jucá

As recentes revelações  que colocam o nome do ex-senador José Sarney (PMDB) com forte envolvimento em esquema de desvio de de dinheiro e de propina são de estarrecer quem tinha a convicção de que o ex-presidente da República não deixa rastros por onde passa e no que faz. Conhecido por sua habilidade, sempre que havia alguma suspeita, ele se esquivava  e desviava a atenção, isso quando essa situação surgia, o que era muito raro.

Mas a casa começou a cair com a divulgação de áudios de conversas entre Sarney e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, onde o ex-senador e oligarca articula para frear a operação “Lava Jato”.

E esta semana, em mais um desfecho da operação “Lava Jato”, Machado, disse, em delação premiada, ao Ministério Público que repassou propina à cúpula do PMDB – e citou, nominalmente, Renan Calheiros (AL), José Sarney (PMDB), Romero Jucá (RR), Jáder Barbalho (PA) e Edison Lobão (MA).

Os recursos, segundo Sérgio Machado, eram distribuídos por meio de doações legais das empresas fornecedoras da Transpetro e até mesmo em dinheiro vivo.

Nos termos da delação, Machado se comprometeu a devolver dinheiro proveniente de propina. O montante estaria em uma conta no exterior.

Machado detalhou o “esquema Transpetro” revelando que a partir dos contratos com estaleiros e empreiteiras que participaram do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), a arrecadação variava entre 1% e 1,5% do contrato e aditivos. Na área de serviços, a propina era de 3% dos contratos. Machado contou que conversava diretamente com os donos das empresas.

O primeiro depoimento da delação premiada de Sérgio Machado foi feito já no encontro que teve com procuradores da força-tarefa do Ministério Público, quando entregou o conteúdo das conversas que gravou com Renan, Romero Jucá e José Sarney.

O conteúdo dessas conversas provocou a demissão de dois ministros do governo Temer – Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência. O filho de Machado, Expedito Machado Neto, também fez delação, igualmente homologada.

O depoimento de Sérgio Machado foi considerado um dos “melhores” até agora porque, ao contrário do de Delcídio Amaral, que muitas vezes afirmou “ouvir dizer” sobre envolvimento de outros políticos em casos de corrupção, o ex-presidente da Transpetro contou, na primeira pessoa, como se dava o esquema de cobrança de propina nos contratos da estatal e a forma como repassava os recursos à cúpula do PMDB.

Segundo relatou, esse esquema funcionou durante todo o período em que esteve à frente da Transpetro – quase 12 anos.

Machado disse que chegou ao cargo por indicação da cúpula do PMDB e afirmou que o que acontece é o indicado politicamente ter de arrecadar e distribuir a propina entre os patrocinadores de sua indicação.

Em seu caso, ele citou como patrocinadores de sua indicação os peemedebistas Renan, Sarney, Jader, Jucá e Lobão.

COMENTÁRIOS DO DIA: Leitores analisam tentativa de reaproximação de Zé Reinaldo com Sarney

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O blog inaugura, a partir de hoje, a sessão “Comentários do dia”, feitos por leitores, sobre posts desta editora com o objetivo de mostrar a opinião de quem acompanha as nossas matérias  sobre os diversos temas colocados aqui nesta página da Internet, além de valorizá-los, colocando-os em evidência.

Nesta primeira sessão,  os leitores analisaram o post “PRONTO, FALEI! Zé Reinaldo quer se reconciliar com Sarney, após anos de rompimento histórico”. Veja acima alguns comentários sobre o assunto.

A internauta Nicole Lopes acha que o ex-governador Zé Reinaldo já estaria articulando uma eleição para o Senado, em 2018, com o apoio do ex-senador José Sarney (PMDB). Já o leitor José de Ribamar Dias acha que, em política, há disputas políticas e não adversários. Denys Moraes entende que tudo faz parte de “uma política podre” que acontece no país.

Já o leitor João Damasceno Correa pede a palavra do governador Flávio Dino ( PCdoB) sobre essa tentativa de reaproximação de um deputado da base governista, que foi um dos maiores incentivadores do combate ao sarneysismo, com o senador José Sarney (PMDB).

Enquanto isso…

Roseana, a imagem da tensão; Lobão de inúmeros telefonemas para apoio a Edinho e José Sarney, a face da preocupação...

Roseana, a imagem da tensão; Lobão de inúmeros telefonemas para apoio a Edinho e José Sarney, a face da preocupação…

Enquanto o pré-candidato do grupo Sarney ao governo do Maranhão, Edinho Lobão, traça suas “metas de campanha”, a governadora Roseana Sarney, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e o senador José Sarney traçam as “estratégias” para desbancar o comunista Flávio Dino (PCdoB) que, por enquanto, é o líder absoluto de todas as pesquisas já realizadas até aqui.

A disputa eleitoral deste ano promete muito!