Indecisão de Roseana desmotiva grupo Sarney

A apatia de Roseana Sarney está desmotivando todo seu grupo político

A apatia da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), na disputa pelo comando do Estado, está desmotivando todo seu grupo político. Ela deixou de receber seus aliados e não fala mais com a imprensa, o que motiva, ainda mais, especulações sobre sua desistência.

De fato, uma série de fatores faz com que a filha do ex-presidente, José Sarney (MDB), tenha receio de entrar novamente na disputa.

Uma delas é que seu grupo político não conta mais com a estrutura de antes. Com dificuldade de atrair prefeitos e deputados, a ex-governadora perdeu vários apoios no interior.

Outro fator considerável é a rejeição do presidente Michel Temer, seu correligionário. Essa rejeição também é compartilhada por Roseana Sarney aqui no Estado. Segundo a pesquisa Data Ilha/Difusora, 39,3% da população rejeita seu nome. Isso reflete também para que nenhum outro candidato a presidente queira se aliar ao grupo Sarney aqui no Maranhão.

A perda do apoio de partidos e de antigos aliados também estão pesando bastante para a desmotivação de Roseana. Sem esses apoios, a ex-governadora viu sua Caravana percorrer 30 cidades do interior e contar com poucas adesões.

Eleições 2018 e as figuras carimbadas da velha política…

Causou estranheza o fato de setores da imprensa terem noticiado que o ex-presidente José Sarney (MDB) foi “bem recebido e tietado em um restaurante de alto luxo na capital maranhense”.

Pelas fotos, Sarney estava apenas acompanhado por velhas figuras do seu partido, alguns ex-prefeitos, líderes de oligarquias municipais e ex-políticos que hoje não têm mais o mesmo peso de antes.

Seria pouco provável que o ex-presidente saísse por um bairro populoso, uma feira de São Luís ou uma rua do comércio local para ter contato com a população comum e para analisar como anda sua popularidade de fato.

Sarney já foi alvo de protestos em vários locais comuns – e que não são de alto luxo – por várias vezes. Shows e aeroportos já foram cenários de protestos contra o ex-senador, que comandou o Estado por 50 anos.

A ira de José Sarney…

Quem pensou que a transferência do domicílio eleitoral do ex-presidente José Sarney (MDB) do Amapá para o Maranhão fosse mera coincidência do destino, enganou-se. A mudança significou que o líder maior da oligarquia, que governou o Estado por 50 anos, partiria para o tudo ou nada contra o governador Flávio Dino (PCdoB), responsável por sua derrota em 2014.

Nos últimos dias, todo o aparato midiático do sistema voltou-se contra o governo do Estado. Os avanços na saúde como a construção de seis Hospitais Regionais, o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, Hospital do Servidor e os da área de Segurança, como os três mil novos soldados, 900 viaturas, concursos da Polícia Civil e Militar, nunca ganharam um único espaço nesses espaços midiáticos, mas sua fúria contra o governo é sentida quando esses mesmos meios se unem para bater, duramente, na administração Flávio Dino.

A ira da oligarquia Sarney não leva em conta o histórico, a honra ou a patente de uma pessoa ou um servidor público. Apenas tem procurado pessoas para massacrar tentar atingir o governador Flávio Dino.

No jogo sujo da política, a oligarquia Sarney só não pode esquecer que o povo, hoje bem mais consciente, não admite o vale tudo e não mais aceita esse tipo de artimanha, afinal a verdade sempre vencerá a mentira.

Cenário eleitoral no Maranhão e quebra de sigilo bancário pautam reunião entre Temer e Sarney

Michel Temer e Sarney se reuniram para discutir sobre as eleições no Maranhão.

Nesta quinta-feira (8), o presidente Michel Temer se reuniu com o ex-presidente José Sarney para discutir o cenário eleitoral envolvendo candidatos do MDB, além da quebra do sigilo bancário do presidente no inquérito dos portos.

De acordo com assessores do presidente, Temer e Sarney aproveitaram a conversa no Palácio do Planalto para comentar o pronunciamento do presidente na última quarta, durante evento da Advocacia-Geral da União, em Brasília.

Parte do discurso foi “endereçado” ao ministro Luís Roberto Barroso, que autorizou a quebra de sigilo de Temer no inquérito dos portos. Sarney é um dos principais conselheiros do presidente Temer.

Sarney recebe mais de 73 mil reais de aposentadoria por mês

A pensão do ex-governador é de R$30.471 e pelos mandatos como senador, ganha R$29.036,18.

O ex-senador José Sarney ganha, segundo levantamento da equipe de checagem do GLOBO, R$ 73.540,76 mensalmente de aposentadoria, um somatório dos benefícios que recebe por ter exercido os cargos de analista judiciário no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), governador do Maranhão e senador. Pela primeira função, ganha R$ 14.033,58. A pensão do ex-governador é de R$ 30.471 e pelos mandatos como senador, percebe mais R$29.036,18.

Por acumular as aposentadorias e receber acima do teto salarial de R$ 33.763, que corresponde ao que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça Federal de Brasília emitiu, em 25 de agosto de 2016, uma sentença que obriga Sarney a devolver aos cofres públicos o que ganhou a mais nos cinco anos anteriores à data de ajuizamento da ação. Sarney recorre da decisão.

Já o presidente Michel Temer se aposentou em 1999 como procurador do estado de São Paulo. Em outubro de 2017, o valor pago a Temer foi de R$ 45.050. Com o abatimento do teto previsto para o cargo, seu rendimento final ficou em R$ 22,1 mil naquele mês. O GLOBO mostrou que, por não ter feito a prova de vida, o presidente está com o benefício suspenso.

O ex-presidente Fernando Henrique, apesar de ter exercido o cargo de senador, não consta na lista de pensionistas do Senado. O ex-presidente recebe, porém, aposentadoria de R$ 25.089,67 como professor catedrático da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).

Aposentado desde 2014, o ex-ministro do STFS Joaquim Barbosa, recebeu um salário bruto de R$ 50.644,50 em janeiro de 2018. Ainda assim, a aposentadoria paga a ele não pode ultrapassar o teto de R$ 33.763 — é este o valor líquido que consta na folha de pagamento do magistrado.

Até 1997, os políticos se aposentavam com oito anos de mandato e a partir dos 50 anos de idade contribuíam para o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), que faliu. Desde então, deputados federais e senadores cumprem as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC). Para receber o valor integral da aposentadoria, o parlamentar precisa ter 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade.

Em depoimento à PF, Sarney diz se sentir “constrangido” com acusações

O ex-presidente José Sarney foi à sede da Polícia Federal, em Brasília, acompanhado de advogados para prestar depoimentos sobre as suspeitas de obstrução da Justiça. Antes de responder às perguntas da delegada Graziela Machado da Costa e Silva, Sarney pediu para que fosse registrado seu “constrangimento ao responder pela primeira vez inquérito em que é acusado de cometimento de crime que não cometeu”.

Na semana passada, a PF concluiu que não houve obstrução da Justiça nas conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com os caciques do PMDB (Sarney e os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá).

O jogo “camaleônico” de José Sarney…

Comendo pelas beiradas, Sarney participa de jantar de conspiração contra Michel Temer

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), que se cuide. Acostumado a viver feito camaleão, mudando de cor conforme a ocasião, o ex-senador José Sarney (PMDB), que já traiu todo mundo na política, também se aproxima do grupo que vem se rebelando contra o governo do peemedebista.

Sarney, camaleonicamente, preserva o estilo próprio de quem está sempre comendo pelas beiradas para ver onde se encostar. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luís Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e outros.

Segundo nota da Veja,  pelo menos, uma presença chamou a atenção do Planalto no jantar organizado pelo senador  Renan Calheiros (PMDB) na casa da ex-ministra Kátia Abreu, terça-feira (04) à noite. Trata-se de José Sarney, aparentemente solidário a ele na disputa com o presidente Michel Temer. Isso porque, mesmo fora da política, o ex-presidente ainda possui influência.

Acompanhado da filha, a ex-governadora  Roseana Sarney (PMDB), Sarney apareceu, aparentemente, no jantar para comer a fritada de aratu na casa de Kátia Abreu, mas estava, na verdade, fazendo aquele conhecido trabalho camaleônico de bastidores, no afã de “fritar cabeças” e de se dá sempre bem.

A anfitriã bem que tentou convencer os senadores governistas do PMDB de que o jantar em sua casa não seria uma reunião dos rebelados liderados por Renan Calheiros (AL) contra o governo Michel Temer. O regabofe desta vez, na casa da ex-ministra dilmista Kátia Abreu (PMDB-TO), entrou pela madrugada de quarta-feira (05) e foi dominado por críticas à política econômica e às reformas do atual presidente.

Lembrando que Sarney e Renan são companheiros de  Lava Jato. Eles são alvos de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), aberto em fevereiro deste ano, no qual são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do crime de embaraço à operação por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações.

Por outro lado, quem está mesmo fechado com o governo é Eunício de Oliveira, atual presidente do Senado. Cada dia mais distante de Renan, ele não quis saber de comparecer ao jantar nem para comer a fritada de aratu.

LUXO E GLAMOUR – Roseana e José Sarney são citados em city tour de Punta Del Leste por causa de mansões luxuosas no Uruguai…

Esta casa pertenceu à ex-governadora Roseana Sarney e está avaliada em dois milhões de dólares

Esta outra mansão foi alugada por Sarney quando ele foi presidente da República

O roteiro turístico da cidade de Punta Del Este, balneário do Uruguai, inclui as mansões luxuosas de um bairro glamouroso chamado Parque Del Golf, onde artistas, empresários e jogadores de futebol têm casas espetaculares e que custam milhões de dólares. E uma das atrações é citada pelos guias turísticos como a que pertenceu à ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), avaliada em mais de dois milhões de dólares, de frente para o mar.

Um outro destaque dos guias turísticos é dado também a uma mansão, avaliada em sete milhões de dólares, que foi alugada pelo ex-presidente da República, José Sarney (PMDB), outro maranhense, quando ele esteve à frente do Palácio do Planalto. As casas são citadas como símbolo de glamour e luxo em um bairro, onde há casas que têm acessórios de banheiro de ouro mesmo.

Roseana Sarney teve como vizinho, nada mais, nada menos que o famoso jogador mundial e hoje técnico de futebol do Real Madrid, Zinédine Zidane, craque de milhões de dólares, considerado o maior jogador da história do futebol francês.

Segundo o guia turístico, a mansão foi vendida por Roseana Sarney há alguns anos para uma milionária. Mas é sempre citada nos passeios por ser uma das mansões mais caras e luxuosas do bairro Parque Del Golf em Punta Del Este.

Ponto turístico
A revista IstoÉ Dinheiro revelou, há alguns anos, a mansão de Roseana, numa nota do jornalista Leonardo Atuch que chamou a atenção por ter sido classificada como ponto turístico:

“Os turistas brasileiros, que passeiam em Punta Del Este, balneário uruguaio, costumam ser levados a conhecer um ponto turístico curioso. Os guias adoram apontar o dedo para a casa de Roseana Sarney” (hoje pertence a uma milionária).

Punta Del Este

Punta del Este é o mais famoso e badalado balneário uruguaio. A cidade está situada no Departamento de Maldonado, a 138 quilômetros de Montevidéu. Atrai turistas dos mais diversos países, chegando a aumentar sua pequena população de quinze mil habitantes para mais de quinhentos mil no verão.

Punta está entre os  balneários  mais famosos e luxuosos do mundo e é um dos mais charmosos da América Latina, oferecendo tanto praias abertas (oceano Atlântico) quanto de rio (Rio da Prata), a Praia Mansa e a Praia Brava.

Os brasileiros estão entre os mais assíduos frequentadores, depois dos argentinos, que se tornaram, a partir da década de 60, proprietários de uma grande quantidade de residências de veraneio. Com a crise argentina, muitos puseram seus imóveis à venda.

 

BIGODE DE MOLHO – PGR e PF deflagram nova operação para apurar fraudes na licitação da Ferrovia Norte-Sul

Com informações de Estadão

Além de “presidente”, Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney

Ferrovia Norte-Sul também é alvo de investigações

Ferrovia Norte-Sul também é alvo de investigações

Investigações podem complicar Sarney

Investigações podem complicar Sarney

A Procuradoria da República em Goiás, em conjunto com a Polícia Federal e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação “Tabela Periódica”,mais uma etapa da operação “O Recebedor”, desdobramento da Lava Jato que apura fraudes nas licitações da Ferrovia Norte-Sul, que passa pelo Maranhão e cuja a construção foi iniciada no governo José Sarney, e ligação Leste-Oeste.

A ação tem como base um novo acordo de leniência fechado pela Camargo Corrêa, empreiteira que foi pega na Lava Jato por participar do esquema de corrupção na Petrobrás e tem colaborado com as autoridades desde então.

Ao todo um procurador da República, cerca de 200 policiais federais, 26 peritos criminais federais e 52 agentes do Cade cumprem 44 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva em Goiás e em mais 8 unidades da federação. A operação foi autorizada pelo juiz substituto da 11ª Vara Federal Goiás, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Com base na colaboração da empreiteira e das investigações até agora, a suspeita é de que as fraudes teriam se iniciado, pelo menos, no ano de 2000 (ainda no governo FHC), tendo durado até 2010. Neste período, segundo a Procuradoria, o esquema chegou a envolver pelo menos 37 empresas, sendo dezesseis participantes efetivas e vinte e uma possíveis participantes das licitações. As investigações preliminares apontam um prejuízo de R$ 630 milhões somente nas licitações em Goiás e, segundo o MPF, o valor deve ser ainda maior considerando os trechos das ferrovias que passam em Tocantins, Bahia e São Paulo e que estão sob suspeita também.

Procuradoria cobra R$ 236 milhões superfaturados na ferrovia Norte-Sul

As diligências que estão sendo realizadas nesta quinta buscam recolher mais provas do envolvimento de empreiteiras e de seus executivos na prática de cartel, fraude em licitações e pagamentos de propina a ex-diretores da Valec, relacionados aos contratos de construção das ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, revelados pela Camargo Corrêa em seu acordo de leniência com o Cade..

Os investigadores buscam, ainda, fortalecer as provas para as investigações criminais encerradas ou em curso na Polícia Federal de Goiás, assim como em ações penais já proposta ou a serem movidas pelo MPF-GO, que tratam da prática de sobrepreço, superfaturamento, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes nas licitações ferroviárias.

As provas colhidas serão, ainda, utilizadas pelo CADE em investigações e processos administrativos visando punir empresas e executivos por práticas anticompetitivas e cartel..

Acordos de leniência. Inicialmente, a Camargo Corrêa S/A e alguns de seus administradores haviam formalizado acordos de leniência e de colaboração premiada com a Procuradoria da República em Goiás, já homologados. Nestes acordos a empreiteira e seus executivos confessaram a existência do cartel, as fraudes em licitações, a lavagem de dinheiro e a prática de corrupção em contratos com a Valec, bem assim forneceram provas documentais da sua ocorrência e concordaram e se obrigaram a restituir aos cofres públicos em R$ 75 milhões.

Junquinha e a relação com Sarney

Essa primeira colaboração no âmbito do MPF em Goiás deu origem a operação “O Recebedor”, deflagrada no dia 26 de fevereiro e que cumpriu 44 mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva em Goiás e em mais seis Estados. A operação já deu origem a uma denúncia contra o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha, e o ex-diretor de Engenharia da estatal, Ulisses Assad, além de quatro executivos de empreiteiras, um advogado e um ex-assessor da Valec por corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e fraude à licitação nas obras de trechos das ferrovias Norte-Sul e Interligação Oeste-Leste em Goiás.

Além de “presidente”, o ex-senador José Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney

A denúncia aponta sobrepreço de ao menos R$ 230 milhões por causa de aditivos e outras medidas adotadas pela própria Valec, como exigências injustificadas no edital, para beneficiar o cartel de empresas. A acusação foi aceita pela Justiça Federal em junho e Juquinha e os demais suspeitos viraram réus.

Segundo o Ministério Público Federal, Juquinha teria assumido o papel de ‘gerente’ do esquema criminoso e recebeu R$ 2,24 milhões em propinas.

Posteriormente, a Camargo Corrêa celebrou acordo de leniência com o Cade, que contou com a interveniência e a anuência do MPF. Nele, os colaboradores detalharam ainda mais as condutas de outras empreiteiras integrantes do cartel e dos seus respectivos executivos (em nome e em benefício das quais atuaram), bem como ofereceram provas adicionais.

Nome. O nome da operação é uma referência ao nome que alguns dos próprios investigados deram a uma planilha de controle em que desenhavam o mapa do cartel (e cuja aparência lembrava a Tabela Periódica), contendo dados como a relação das licitações, a divisão combinada dos lotes, os números dos contratos, os nomes das empreiteiras ou consórcios que seriam contemplados, valores dos orçamentos da Valec preços combinados, propostas de cobertura apresentadas apenas para dar aparência de competição e simulação de descontos a serem concedidos.