Lava Jato! Lobão Filho na lista de suplentes de senador encrencados

O Globo

Edson Lobão Filho, que é suplente do senador, também é alvo de denúncias – Jorge William / Agência O Globo

Se os 63 congressistas que tiveram inquéritos abertos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, fossem afastados dos cargos, a maior parte dos substitutos não teria menos pendências policiais e judiciais do que os titulares a apresentar aos eleitores. Levantamento do GLOBO indica que 64% dos suplentes de deputados federais e 67% dos suplentes de senadores — todos investigados na Lava-Jato — respondem ou já responderam a acusações pelos mais variados crimes, de compra de votos e improbidade administrativa a estupro de vulnerável e homicídio.
Por exemplo, Edison Lobão Filho (PMDB-MA) pode herdar o posto de senador do pai, Edison Lobão (PMDB-MA), sob investigação por corrupção no âmbito da Lava-Jato. Ele é alvo de processos por ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e sonegação fiscal por, supostamente, ter escondido a propriedade de uma empresa de bebidas sob o nome de laranjas.

Recentemente, o Ministério Público da Suíça apresentou ainda documentos apontando contas secretas no país em nome dele. Por e-mail, Lobão Filho afirmou que as contas estão declaradas e não são movimentadas há 30 anos. Segundo ele, as acusações são “assuntos com origem de 20 anos, exaustivamente explicados, mas que a imprensa insiste em explorar”.

— Hoje, o simples depoimento de quem está sob tortura no “pau de arara”, e quer sair de qualquer maneira (da cadeia), serve para julgar e condenar qualquer cidadão — defendeu-se.

Casa de Luizinho Caveira, assesssor especial de Pezão, apontado por um delator premiado como operador do governadorDelator relata ação de operador de Pezão
No total, Fachin, relator da Lava-Jato no STF, autorizou a abertura de 76 inquéritos solicitados pela Procuradoria-Geral da República com base em delações de ex-executivos da Odebrecht. As investigações envolvem oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais.

O levantamento do GLOBO indica o status dos suplentes de senadores e deputados, figuras normalmente pouco conhecidas pelos cidadãos. Foram consideradas na conta as ações que tramitam em diferentes instâncias da Justiça, fruto de investigações das polícias Federal e Civil, dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal e dos Tribunais de Contas.

De acordo com a lista de suplentes fornecida pela Câmara ao GLOBO, há pelo menos dois suplentes de deputados sentenciados à prisão que podem assumir cargos em caso de vacância. A suplência na Câmara é definida a partir do ranking de candidatos mais votados por coligação estadual.

ACUSAÇÃO DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Um dos que poderiam se beneficiar pelas investigações é Nelson Nahim (PSD-RJ). Condenado a 12 anos por estupro de vulnerável, exploração sexual de adolescentes e coação, Nahim, irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, tem, segundo seu advogado Marcello Ramalho, “todo o interesse de exercer o cargo”. Ele chegou a ficar preso por quatro meses em 2016, mas foi libertado por um habeas corpus. É, atualmente, o primeiro suplente da coligação fluminense composta por PSD e mais quatro partidos, incluindo o PMDB, e poderia voltar para a Câmara numa eventual saída de Pedro Paulo (PMDB-RJ), suspeito de receber da Odebrecht mais de R$ 3 milhões para campanhas em 2010 e 2014.
Em janeiro de 2017, Nahim chegou a ocupar uma cadeira na Câmara no lugar de Índio da Costa (PSD-RJ), licenciado para assumir uma secretaria municipal no Rio. Nahim é acusado de compor uma quadrilha que mantinha crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos presos em uma casa em Campos, onde seriam exploradas sexualmente. O processo segue em segredo de Justiça, e Ramalho diz que Nahim “vai provar inocência”.

Preso no Paraná, o ex-deputado federal Luiz Argôlo é o primeiro suplente da coligação DEM, PMDB, PSDB, PTN, SD, PROS, PRB, PSC na Bahia. Três deputados eleitos pela mesma aliança são investigados com autorização do STF e podem ter de se afastar. Condenado a 12 anos e oito meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava-Jato, Argôlo poderia assumir o lugar de algum deles se conseguir um benefício de progressão de regime ou habeas corpus. De acordo com a Câmara, julgado em segunda instância, Argôlo não teve seus direitos políticos cassados.

— As empresas têm feito cada vez mais compliance, mas os partidos estão longe de adotar ferramentas assim. Além da Lei da Ficha Limpa, que barra candidatos com condenação em segunda instância, não há nada que impeça pessoas com pendências judiciais de se candidatarem. O resultado é esse cenário — afirma Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV.

No Senado, a situação não é diferente. Se Fernando Collor de Mello (PTC-AL), sob investigação por ter supostamente recebido R$ 800 mil em caixa 2 na campanha de 2010 ao Senado, for afastado, em seu lugar entrará Renilde Bulhões. Desde 2004, Renilde é investigada pelo assassinato de um radialista em Santana do Ipanema (AL), cidade da qual foi prefeita. Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas , o inquérito estava sob sua supervisão até 2013 porque a investigada era prefeita, mas foi enviado ao primeiro grau quando ela deixou o cargo e perdeu o foro.

O advogado de Renilde, José de Barros Lima Neto, nega o envolvimento da suplente no crime e diz que ela “sequer foi ouvida sobre os fatos” ao longo da investigação. Renilde foi ainda condenada por improbidade administrativa em 2015 ao contratar servidores municipais sem concurso público. Em nota, a assessoria de Collor disse que Renilde “é ficha-limpa, sem restrição para a disputa de cargos públicos ou exercício de cargo eletivo”.

 

“Nunca nem conversei com o Ratinho”, diz Lobinho sobre suposta venda da Difusora

O empresário e suplente de senador, Edinho Lobão, o “Lobinho”, negou, na manhã desta quarta-feira (03), em entrevista ao Bom Dia Maranhão, especulações sobre uma suposta venda da TV Difusora ao apresentador Ratinho. Ele chegou a sorrir das “notícias” que circularam em alguns blogs desde a semana passada.

“Eu nunca nem conversei com o Ratinho”, disse Lobinho de maneira jocosa em entrevista à sua própria TV. Ele disse que é natural que se queira fazer negócios, mas que esse não é o momento de vender, haja vista a crise econômica pela qual passa o país.

Apesar de afirmar que nada tem contra a pessoa do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), Lobinho não poupou críticas ao comando executivo do governo do Estado. Da mesma forma, ele soltou farpas contra a gestão da presidente Dilma Rousseff.

Sobre o futuro do PMDB nas eleições municipais, ele disse que o partido, no momento, discute as pré-candidaturas à Prefeitura de São Luís da deputada Andrea Murad e do vereador Fábio Câmara.

1ª Turma recebe queixa-crime contra Lobão Filho por injúria e calúnia

Para os advogados, o peemedebista não teria concedido a entrevista na condição de senador, mas de pré-candidato ao governo do Maranhão

Para os advogados, o peemedebista não teria concedido a entrevista na condição de senador, mas de pré-candidato ao governo do Maranhão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, por maioria de votos, queixa-crime (Inquérito 3855) apresentada pelo governador eleito do Maranhão, Flávio Dino, contra o senador Lobão Filho (PMDB-MA) por crimes de injúria e calúnia, supostamente cometidos em entrevista concedida pelo parlamentar à TV Globo no Maranhão. Ambos disputaram o governo estadual nas últimas eleições com vitória de Flávio Dino.

Dino se insurgiu contra trechos da entrevista em que, ao se referir a ele como presidente da Embratur, Lobão falou em podridão e crimes de má gestão, roubo e furto. Para os advogados de Dino, o peemedebista não teria concedido a entrevista na condição de senador, mas de pré-candidato ao governo do Maranhão, e fora do recinto do Senado Federal, não estando protegido, portanto, pela imunidade parlamentar. Já a defesa de Lobão afirmou que, ao fiscalizar a gestão na Embratur e apontar as irregularidades, seu cliente estaria desenvolvendo sua atividade parlamentar.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio, frisou em seu voto que o mandato parlamentar não implica, por si só, imunidade. “Há de apreciar nexo do que veiculado e o desempenho das atribuições próprias à representação do povo brasileiro”. Para o ministro, não se pode sair “enxovalhando” a imagem de cidadão.

No caso, lembrou o ministro, Dino e Lobão encontravam-se em campanha eleitoral, quando Lobão concedeu entrevista à imprensa imputando a Dino, entre outras acusações, a prática de roubo e furto durante a gestão do adversário na Embratur. Além das injúrias do início da entrevista, frisou o relator, Lobão teria caluniado seu adversário.

A ministra Rosa Weber acompanhou o relator. Já o ministro Dias Toffoli divergiu ao entender que, no caso, se trata de palavras ditas no âmbito da política, que não levam à necessidade de abrir um processo-crime. O ministro Roberto Barroso, que havia se declarado impedido, não participou do julgamento.

E o foguete do 15 decolou com papagaio e tudo…

Do Blog Marrapá

Dando um toque de bom humor ao blog para quebrar um pouco o conteúdo jornalístico, republico o “foguetão do 15”, lançado pelo Blog Marrapá, nesta terça-feira (07), que levou, literalmente, boa parte dos profissionais de Imprensa para o espaço. Ainda faltou muita gente (risos)!

Com muito respeito aos colegas, mas em nome do bom humor, eis aí o foguetão com blogueiros, jornalistas e radialistas:

foguete

Desesperado, Lobão Filho cria factoide na reta final, pensando no tapetão…

Edinho Lobão se apoia em mais um factoide para atingir Flávio e tentar levar a eleição ao tapetão

Edinho Lobão se apoia em mais um factoide para atingir Flávio e tentar levar a eleição ao tapetão

A declaração de voto do prefeito de São José de Ribamar e presidente da Federação das Associações dos Municípios do Maranhão (Famem), Gil Cutrim, no candidato a governador pela coligação “Todos pelo Maranhão”, Flávio Dino (PCdoB), na última quarta-feira (01), causou uma crise e total desespero no grupo Sarney. Conversas do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Edmar Cutrim, pai do prefeito, foram grampeadas para uso eleitoreiro e vingativo e exploradas, negativamente, no horário eleitoral gratuito, no último dia de propaganda.

O desespero, já que todas as pesquisas indicam vitória do adversário Flávio Dino (PCdoB) já no primeiro turno, levou o candidato da coligação “Pra Frente, Maranhão” Lobão Filho (PMDB), a meter os pés pelas mãos ao convocar uma coletiva de imprensa para anunciar que, de posse das conversas grampeadas que mostram Edmar Cutrim falando sobre eleições em seu momento de cidadão e eleitor, vai pedir, no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o afastamento do presidente do TCE.

A estratégia do tepatão

Já pensando em uma futura disputa no tapetão, Lobão Filho espera utilizar esses grampos ilegais para tentar anular a eleição de domingo (05), quando deve perder feio nas urnas. Ele garantiu, na coletiva, que ingressará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ação para contestar o resultado oficial, mesma estratégia utilizada pela governadora Roseana Sarney (PMDB) contra o injustiçado Jackson Lago, governador interrompido.

Com isso, Lobão Filho criou mais um factoide nesses eleições, agora na reta final. Há algumas semanas, circulou um vídeo montado e suspeito, veiculado, com exclusividade, na TV do candidato do grupo Sarney, com um presidiário envolvendo Flávio Dino com assaltos e ataques a ônibus em São Luís. A investida não teve êxito. Foi, imediatamente, desmentida pelo próprio preso que apontou dirigente  e servidores do próprio Complexo de Pedrinhas na trama.

Apoiado em mais um factoide, que talvez seja o último ou não, Lobão Filho e o grupo Sarney tentam agora levar a eleição para o tapetão, porque sabem que, nas urnas, será difícil vencer a disputa.

Um debate fraco, cansativo e repetitivo…

Debate entre candidatos na Mirante pouco acrescentou para o eleitorado

Debate entre candidatos na Mirante pouco acrescentou para o eleitorado

O debate entre os candidatos a governador do Maranhão, na TV Mirante, não acrescentou muita coisa ao eleitorado. Os temas terminaram se repetindo em relação aos embates realizados em outras emissoras e não empolgaram o telespectador. Muitos dormiram no primeiro bloco do programa que foi fraco, cansativo e sem novidades.

Em cena, os candidatos das coligações “Todos pelo Maranhão”, Flávio Dino (PCdoB), “Pra Frente, Maranhão”, Lobão Filho (PMDB), e do PSOL, Luís Pedrosa, trocaram algumas farpas, acusações, mas nada diferente do que se deu em outros embates realizados por outras emissoras.

Lobão Filho, sentindo o efeito das últimas pesquisas, tentou desqualificar o principal adversário, Flávio Dino, que procurou se defender. No meio do tiroteio, Luís Pedrosa tentou se mostrar como alternativa, mas sem condições técnicas de empolgar o eleitorado indeciso.

O debate, conduzido pelo jornalista global Fábio William, foi dividido em apenas três blocos. Nos dois primeiros, os candidatos fizeram perguntas entre si, com temas livres e determinados. No último bloco, cada candidato fez suas considerações finais. Em todos os blocos, os candidatos tiveram direito a fazer duas perguntas.

A surpresa ficou por conta das considerações finais de Lobão Filho que resolveu fazer um apelo emocional, no que mais pareceu uma oração do que uma palavra final de debate.

No mais, o que se viu não mudou em nada ou pouco alterou o voto dos eleitores. E os indecisos de viram, ainda mais, indecisos com um debate fraco, cansativo e repetitivo.

Caos na Segurança Pública e de quem é a culpa mesmo?

Lobão Filho e Roseana Sarney tentam responsabilizar  oposição por problemas de gestão penitenciária no Estado

Lobão Filho e Roseana Sarney tentam responsabilizar oposição por problemas de gestão penitenciária no Estado

Sinceramente, é de estarrecer qualquer um a tese agora levantada por governistas, pelo grupo Sarney e pelos seguidores da candidatura de Lobão Filho (PMDB) ao governo do Maranhão para tentar se livrar da responsabilidade pelo caos instalado na Segurança Pública do Estado, que já se desenhava há muito tempo sem que nada fosse feito para evitar uma crise desta dimensão. Eles resolveram, orientados por algum marqueteiro desprovido de inteligência, disseminar que a oposição e o candidato Flávio Dino (PCdoB) seriam os “estimuladores” ou “responsáveis” por essas barbáries que vêm  acontecendo.

Ora, esses problemas já estão acontecendo há anos, tanto que a situação de Pedrinhas já preocupava entidades internacionais antes mesmo de se instalar o caos na Segurança Pública do Maranhão. Isso tudo começou sem que o governo interviesse e foi se acumulando como “bola de neve” até culminar com as atrocidades a que estamos assistindo e que, todos os dias, são denunciadas, isso sim, pela Oposição.

Só neste último final de semana, quatro ônibus foram queimados, certamente, por fugitivos do Complexo Penitenciários, de onde quem quiser sai, até pulando o muro e a pé, por responsabilidade de quem? Do governo Roseana Sarney que administra o Estado, apenas nesta fase, por, praticamente, seis anos, mas que já comandou o Maranhão por outros dois governos anteriores de oito anos, isso sem falar nas gestões do grupo que, somando, chegamos há mais de cinco décadas.

População é subestimada 

No debate da TV Maranhense, Lobão Filho teve o cinismo e a coragem de defender a tese de que as pichações agressivas contra Flávio Dino e, pasmem, até as fugas em Pedrinhas estariam sendo comandadas, facilitadas ou estimuladas pelo candidato da coligação “Todos pelo Maranhão”, como se o povo fosse tolo, burro, ignorante, alienado e não tivesse capacidade de raciocínio para saber que quem governa e é responsável por esta gestão penitenciária e seus problemas é exatamente o grupo Sarney, representado agora no governo por Roseana, e do qual ele faz parte.

Imagine se o próprio PCdoB iria mandar pichar a cidade com agressões ao seu candidato Flávio Dino. Sim, porque, entre as diversas frases, ele é chamado até de “ladrão” e de “gay”. Coisas absurdas e que deixam rastros, porque os pichadores convencionais gostam é de usar siglas, símbolos de gangues, etc e, dificilmente, têm foco em mensagens de cunho político.

E imagine se Flávio Dino tivesse esse poder de mandar, durante todos esses anos (porque isso já vem acontecendo e se acumulando como “bola de neve” há muitos anos), cavar túnel em Pedrinhas, facilitar fugas, rebeliões e ainda ditar o que o “Bonde dos 40” iria fazer. Isso é um absurdo! São, obviamente, problemas que se acumularam, ao longo dos anos, sem nenhuma ou pouca intervenção do governo. O que estamos vendo aí é um verdadeiro descontrole da Segurança Pública de responsabilidade, única e exclusiva, do grupo Sarney.

E é triste ver esse mesmo grupo, que é responsável por todo este caos  na Segurança, tentar se eximir da culpa e da responsabilidade no afã de evitar uma derrota nas urnas, no próximo dia 05 de outubro. É lamentável  que o governo Roseana e seu candidato façam sensacionalismo na  intenção de desviar o foco, querendo culpar um candidato ou partido que nunca governou o Maranhão e que, pela primeira vez, tem chances reais de comandar e gerir este Estado.

O debate da Maranhense e as nossas “considerações”…

Debate entre os candidatos a governador na TV Maranhense

Debate entre os candidatos a governador na TV Maranhense

Em relação ao debate entre os candidatos a  governador do Maranhão realizado pela TV Maranhense, na noite de sábado (20), com todo o respeito à afiliada da Band e ao apresentador Kim Lopes, foi a primeira vez que vi censura no tempo  das “considerações finais” a um participante nesse tipo de programa.

Essa etapa, todo mundo sabe, que é reservada para que o candidato fale aquilo que quiser de forma livre. Foi assim em todas as emissoras, inclusive, na TV Difusora, de propriedade de Edinho Lobão (PMDB). A justificativa teria sido a de não gerar mais direito de resposta. Mas, ora, o adversário poderia também se defender, rapidamente, no mesmo tempo a que teve direito.

Nos bastidores do debate, em que estive presente, observei que uma pessoa ligada à direção da TV não gostou nada do que aconteceu, pois não era essa a intenção do debate. A postura, defendida por quem administra a emissora, era de demonstrar o máximo de isenção possível, como tem que ser mesmo, de forma correta.

Flávio Dino (PCdoB) foi interrompido e impedido de falar o que desejava no tempo das considerações finais pelo mediador, enquanto que Lobão Filho pôde expressar o seu pensamento, inclusive, com acusações ao adversário nesse tempo. Fora isso, o candidato da coligação “Todos pelo Maranhão” teve ainda direitos de resposta negados durante o debate.

Reação no Twitter

O candidato do PCdoB lamentou a censura nas considerações finais por meio do Twitter. “Hoje aconteceu algo inédito em debates eleitorais na TV, no Brasil. Fui censurado e impedido de falar em um debate na TV Maranhense (Band).
Reitero o que tentei dizer e fui, arbitrariamente, censurado: espero que Edinho Lobão devolva o dinheiro que recebeu ilegalmente”, disse na rede social.

flavio twitter

O lado bom e positivo do debate da Maranhense

No mais, o debate da Maranhense se destacou, na minha opinião, pela estrutura e espaço oferecidos tanto para a Imprensa e convidados, que ficaram, de forma confortável, em um auditório grande, onde aconteceu o embate entre os candidatos Flávio Dino (PCdoB), Lobão Filho (PMDB) e Luís Pedrosa (PSOL).

E a exemplo dos outros debates serviu para que o eleitor, sobretudo o indeciso, defina-se em relação a um dos candidatos que disputam o governo do Maranhão. Foi possível observar quem tem as melhores propostas e, realmente, entende dos problemas do Estado e tem soluções coerentes para eles.

A receptividade, a acolhida da TV Maranhense foram pontos muito positivos, ao contrário de outras emissoras que restringem participação de imprensa, blogueiros, assessores, etc.

O diferencial foi que, com a filial da Band, todos que se credenciaram, por meio de portal, tiveram a oportunidade de acompanhar, de perto, o debate. Por isso, está de parabéns a TV da Madre Deus.

Justiça Eleitoral concede direito de resposta a Flávio Dino sobre gestão na Embratur

Flávio Dino ganhou mais um direito de resposta no programa de Lobão Filho

Flávio Dino ganhou mais um direito de resposta no programa de Lobão Filho

A Justiça Eleitoral reconheceu que as acusações feitas a Flávio Dino (PCdoB), após ataques proferidos por Edinho Lobão (PMDB) em sua propaganda de TV,  levaram ao ar “informações sabidamente inverídicas” sobre a gestão de Flávio Dino na Embratur. Além de perder duas propagandas após o ilícito, Edinho terá que ceder parte de seu tempo de TV para o direito de resposta.

O Portal da Transparência do Governo Federal mostra que Flávio Dino celebrou convênios com o Estado do Maranhão e com municípios. No entanto, a campanha de Edinho Lobão escondeu o fato e durante seus comerciais afirmou que Flávio Dino teria “deixado o Maranhão de fora”.

Ao reconhecer que “o fato é sabidamente inverídico”, a Justiça Eleitoral concedeu a Dino resposta no tempo de TV do adversário. Esta é a segunda decisão em que Edinho Lobão é condenado por levar fatos inverídicos à TV com o intuito de agredir Flávio Dino.

“É fácil observar que o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) firmou convênios com o Governo do Estado nos anos de 2012 e 2013, garantindo assim investimentos no setor turístico deste ente federativo,” disse a juíza Maria José França Ribeiro. Para ela, “a matéria publicitária, realmente, está a afirmar fato inverídico e contraditório”.

Convênios com o Maranhão

Durante sua gestão à frente da Embratur, Flávio Dino celebrou convênio com o Governo do Estado, mesmo que a governadora seja sua adversária no campo político. Dino defende que as políticas públicas devem estar acima dos interesses partidários e atuou para trazer investimentos para o estado. No tempo em que presidiu a Embratur, Flávio Dino quadruplicou os investimentos anuais feitos na divulgação internacional do estado.

Em sua decisão, a juíza eleitoral ainda criticou o uso de informações falsas pela campanha de Edinho Lobão para tentar macular a imagem de seu adversário que, segundo ela, repassou “aos eleitores informações que, flagrantemente, não refletem a realidade, ultrapassando os limites constitucionais”.