PRB anuncia retirada da pré-candidatura a presidente do empresário Flávio Rocha

“Ao deixar a pré-candidatura, o PRB e Flávio Rocha abrem espaço para o diálogo firme em busca de construir a proposta mais equilibrada para o Brasil. O país não pode errar”, afirma o texto da nota

PRB anunciou nesta sexta-feira (13) a retirada da pré-candidatura a presidente da República pelo partido do empresário Flávio Rocha, executivo do grupo Guararapes, que controla a rede de lojas Riachuelo, entre outras empresas.

A pré-candidatura de Rocha havia sido anunciada pelo PRB no último dia 23 de março. Em nota sobre a desistência assinada pelo presidente da legenda, pelo próprio Rocha e pela bancada do PRB no Congresso, o partido argumenta que é necessária a união das “forças de centro” em um “único projeto”.

Leia mais: PSB decide apoiar pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência

“Ao deixar a pré-candidatura, o PRB e Flávio Rocha abrem espaço para o diálogo firme em busca de construir a proposta mais equilibrada para o Brasil. O país não pode errar”, afirma o texto da nota.

Nota à Imprensa

O PRB (Partido Republicano Brasileiro) vem a público informar a retirada da pré-candidatura do empresário Flávio Rocha a presidente da República.

A decisão foi tomada em conjunto entre o presidente nacional do partido, ex-ministro Marcos Pereira, Rocha e a bancada republicana no Congresso.

Há um entendimento claro de que o País não pode flertar com os extremos e, por isso, mais do que nunca durante todo o processo, é fundamental que as forças de centro se unam num único projeto.

Ao deixar a pré-candidatura, o PRB e Flávio Rocha abrem espaço para o diálogo firme em busca de construir a proposta mais equilibrada para o Brasil. O país não pode errar.

A partir de agora, os republicanos estarão integralmente debruçados em liderar esse processo e fazer valer a vontade da maioria dos brasileiros, que é o equilíbrio econômico, a retomada do crescimento e o reencontro com o emprego.

PRB – Partido Republicano Brasileiro

Marcos Pereira, presidente nacional

Flávio Rocha, empresário

Bancada do PRB no Congresso Nacional

 

Leia mais: Eleições 2018: DEM se divide entre apoiar Alckmin ou Ciro Gomes

Leia mais: Entenda hora a hora o “vaivém” de decisões sobre a libertação de Lula

Ciro Gomes aproxima-se do DEM, PP, PRB, PSC e Solidariedade

Participantes do jantar que se estendeu até cerca de 1h da madrugada, disseram que o encontro foi de aproximação

O esperado encontro entre os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT­ CE) e Rodrigo Maia (DEM-RT) ocorreu na noite de terça-feira (19) na casa de um empresário, amigo do presidente da Câmara, em Brasília.

Pelo lado do ex-governador do Ceará, participou o presidente do PDT, Carlos Lupi, e o deputado Mário Heringer (PDT-MG), responsável por fazer a ponte entre os dois grupos.

Já Maia estava acompanhado do presidente do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, do deputado Orlando Silva (PC do B-SP), seu amigo pessoal, e de representantes dos partidos que integram o grupo que pretende marchar junto com o presidente da Câmara nesta eleição, apoiando um mesmo candidato: os presidentes do PP, Ciro Nogueira; do Solidariedade, Paulinho da Força; e o licenciado do PRB, Marcos Pereira. O PRB é o único do bloco que apresenta resistência a uma aliança com Ciro. O PSC, que também integra o grupo, não mandou nenhum representante.

O objetivo da reunião foi tentar reduzir as resistências ao nome de Ciro nos partidos de centro e evitar que eles fechem apoio a Geraldo Alckmin (PSDB). A estratégia foi também tentar reverter o mal-estar dos últimos dias, quando o ex-governador do Ceará disse que sua prioridade era fechar primeiro aliança com o PSB e com o PCdoB, garantindo uma “hegemonia moral e intelectual”.

Participantes do jantar que se estendeu até cerca de 1h da madrugada, disseram que o encontro foi de aproximação. Os convidados se recusaram a informar o nome do anfitrião. Segundo eles, o sigilo foi acordado entre todos os presentes para evitar a exposição do empresário.

Ele fez na reunião uma avaliação do atual cenário eleitoral e ressaltou que sua candidatura não é totalmente alinhada com a esquerda e não tem preconceitos com partidos de outros campos políticos. Ele lembrou que, no Ceará, tanto o DEM como o PP fizeram parte da administração de seu partido.

Questionado por ACM Neto sobre divergências com bandeiras do grupo de centro, Ciro disse defender pontos que coincidem com ações do presidente do DEM à frente da prefeitura de Salvador. Ressaltou ainda que, se houver uma aliança entre eles, está aberto a fazer ajustes no programa.

Coube a Paulinho da Força abordar o tema que é receio generalizado de quem se aproxima de Ciro, o pavio curto e estilo verborrágico do ex-governador do Ceará.

Segundo relatos, Ciro ressaltou suas passagens pelo Ministério da Fazenda e pelo governo estadual e disse que sempre teve muita tranquilidade quando esteve em cargos de comando. Além disso, afirmou que hoje está sozinho, mas que, ao compor um grupo, a situação mudaria, pois, sua campanha deixaria de ser apenas para fazer número e passaria a sei de fato, para tentar ganhar a eleição.

Integrantes do grupo de Maia terão conversas ainda com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e com o senador Alvaro Dias (PODE). Eles também são opção de aliança do bloco, que volta a se reunir na próxima terça-feira para discutir impressões e começar a definir quem apoiará na eleição de outubro.