Rede vai ao STF contra artigo que veta fusão

A medida é uma das iniciativas da legenda da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, para garantir a possibilidade de se juntar ao novo partido que o PPS articula criar com os movimentos Agora! e Acredito

Estadão

Depois de não conseguir eleger deputados federais suficientes para ultrapassar a cláusula de barreira neste ano, a Rede Sustentabilidade vai ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando artigo da lei dos Partidos Políticos (n.º 9.096) que impede fusão quando a sigla tem menos que cinco anos. O registro da Rede é de 2015.

A medida é uma das iniciativas da legenda da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, para garantir a possibilidade de se juntar ao novo partido que o PPS articula criar com os movimentos Agora! e Acredito. A Rede estuda hoje duas hipóteses de sobrevivência: fusão ou continuar como uma legenda própria, mas com mudanças na estrutura e no estatuto.

A decisão será tomada em um congresso extraordinário convocado para os dias 19 e 20 de janeiro do próximo ano. O estatuto já previa a realização de um congresso para definir a continuidade ou não da legenda no período de dez anos, mas foi antecipado após o desempenho nas eleições.

Se decidirem por continuar como um partido ou se juntar a outro, os membros da Rede já reconhecem que o mau desempenho nas urnas pôs em xeque o projeto político do partido nos moldes atuais. Um deles disse ao Estado, em anonimato, que a Rede como instituição “morreu” na apuração do primeiro turno. Uma reunião da executiva nacional, chamada de Elo, no final de semana passado em Brasília, estabeleceu a criação de dois grupos de trabalho que vão preparar teses das duas possibilidades – voo solo ou fusão – para serem apresentadas em janeiro.

Segundo membros da Rede, o partido está dividido. A própria Marina evita se posicionar para não “contaminar” os filiados, mas quadros históricos do partido, como Bazileu Margarido, são favoráveis à fusão com outra legenda. “Acho que a Rede vai ter muita dificuldade em superar a cláusula de barreira, que será crescente. E acho que é preciso, inclusive numa conjuntura de polarização extrema com o governo Bolsonaro, fortalecer esse campo democrático progressista”, disse. O dirigente ainda ponderou que, para as eleições de 2020, será importante ter estrutura e fundo partidário, o que o partido não terá caso continue como tal.

Ao Estado, Marina disse que a questão dos recursos não é determinante para a decisão, mas evitou se posicionar sobre o tema. “Nosso desafio é o que é melhor fazer neste momento. Tenho a clareza de que se a melhor forma for ir para um caminho de nos juntar para esse esforço do PPS, é uma possibilidade. Ou, a desculpa não pode ser a ausência do fundo partidário”, afirmou a ex-ministra.

“Nesse momento, a única coisa que posso dizer é que esse gesto do PPS é saudado por nós, mas tendo a compreensão de que eles já vêm de um debate interno anterior. Nós vamos começá-lo agora e temos que verificar primeiro quais as vantagens de ir”.

Antes do encontro de filiados que definirá o futuro da Rede, a ideia é deixar a possibilidade de fusão encaminhada. Para isso, o grupo de trabalho que se debruçou sobre essa hipótese participará também de uma comissão com o PPS e os movimentos para discutir questões práticas do novo partido, como estatuto e articulação nos Estados.

No PPS, a impressão das conversas é boa. “Está caminhando bem. (A fusão) Interessa a eles, pelo menos (pelo que falei) com as principais lideranças, é uma ideia que eles ainda não decidiram, mas simpatizam”, disse Roberto Freire, presidente da sigla. O apresentador Luciano Huck, que pertence tanto ao Agora! quanto ao Acredito, também participa das conversas, afirmou Freire.

O grupo, que defende a permanência da Rede como partido, teme perder a “essência” da legenda e se questiona se haverá, de fato, abertura para novos quadros, se for efetivada a fusão com um partido com 26 anos de existência – o registro do PPS é de 1992.

Na avaliação de Lucas Brandão, membro da Executiva da Rede, se permanecer como partido, será necessária o que chamou de “renovação estatutária” na legenda. “A Rede sempre se colocou como experimento da política. Chegou a hora de fazer um balanço”, disse.

O consenso progressivo, processo de decisão interna em que há uma tentativa de convencimento em vez de votação, é um dos que está na mira. Hoje ele é utilizado amplamente na sigla, que é criticada pelas longas reuniões e demora na tomada de decisão.

“Uma das coisas que temos discutido é que a gente toma muitas decisões que não precisavam ser colegiadas, que são mais administrativas. É necessário dar uma acelerada”, afirmou Brandão. No balanço do que deu certo e deve ser manter no partido ou levar para a fusão com o PPS está a paridade entre homens e mulheres em cargos de direção do partido.

Marina Silva declara voto em Fernando Haddad

No primeiro turno, Marina obteve 1% dos votos e ficou na oitava posição entre os candidatos

Derrotada pela terceira vez em eleições para o Palácio do Planalto, Marina Silva (Rede) declarou nesta segunda-feira (22) que vai votar em Fernando Haddad (PT). Em longa nota divulgada aos eleitores, ela critica os dois concorrentes que chegaram ao segundo turno. A decisão de apoiar o petista contra Jair Bolsonaro (PSL) só fica explícita no último parágrafo:

“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, ‘destroem sempre que surgem’, ‘banalizando o mal’, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, ‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”, afirma.

No primeiro turno, Marina obteve 1% dos votos e ficou na oitava posição entre os candidatos. Logo depois de conhecido o resultado das urnas, ela declarou: qualquer que seja o próximo presidente, fará oposição. Depois de duas semanas, a ex-ministra do Meio Ambiente detalhou as razões de sua decisão em favor de Haddad.

“Vejo, no projeto político defendido pelo candidato Bolsonaro, risco imediato para três princípios fundamentais da minha prática política”, afirma a candidata derrotada. “Primeiro, promete desmontar a estrutura de proteção ambiental conquistada ao longo de décadas, por gerações de ambientalistas, fazendo uso de argumentos grotescos, tecnicamente insustentáveis e desinformados”, diz a nota. “Segundo, é um projeto que minimiza a importância de direitos e da diversidade existente na sociedade, promovendo a incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação. Por fim, em terceiro lugar, é um projeto que mostra pouco apreço às regras democráticas, acumula manifestações irresponsáveis e levianas a respeito das instituições públicas e põe em cheque as conquistas históricas desde a Constituinte de 1988”, acrescenta.

Apesar do apoio, Marina expõe críticas pesadas ao candidato do PT: “Por sua vez, a campanha de Haddad, embora afirmando no discurso a democracia e os direitos sociais, evocando inclusive algumas boas ações e políticas públicas que, de fato, realizaram na área social em seus governos, esconde e não assume os graves prejuízos causados pela sua prática política predatória, sustentada pela falta de ética e pela corrupção que a Operação Lava-Jato revelou”, diz a nota.

Rede e PPS se reúnem para viabilizar fusão dos dois partidos

Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo

A Rede e o PPS iniciaram nesta semana reuniões conjuntas entre as siglas para organizar a fusão dos dois partidos. Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo.

Os cenários estaduais são relativamente favoráveis para viabilizar a união. Os comandos locais serão distribuídos entre as principais lideranças de acordo com a força de cada uma nas regiões e o objetivo é contemplar os dois partidos igualitariamente para não gerar conflitos logo de início.

A ideia é que as siglas se unam até o fim do ano, ainda que informalmente, já que uma regra impede a fusão ou incorporação de partidos com menos de cinco anos, caso da Rede Sustentabilidade, criada em 2015. Por isso o partido ingressará ainda nesta semana com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da regra.

Integrantes do partido, no entanto, avaliam que a possibilidade do Supremo dar uma decisão favorável à Rede é improvável. A mudança foi estabelecida pela minirreforma eleitoral de 2015 e já foi questionada na Justiça pelo Pros, que não obteve sucesso. Se o Supremo mantiver a regra, os dois partidos devem formalizar uma coligação política até 2020, quando finalmente a fusão poderá ser autorizada.

A fusão entre os dois partidos é vista como a única saída para a recém-criada Rede Sustentabilidade, idealizada por Marina Silva. Ela concorreu à Presidência da República neste ano mas foi derrotada, em sua pior performance nas três vezes em que concorreu ao cargo. Ela obteve apenas 1% dos votos válidos e acabou ficando em 8º lugar.

Rede obteve péssimo desempenho na Câmara

A sigla também obteve um péssimo desempenho eleitoral para a Câmara dos Deputados e acabou elegendo apenas uma deputada, a indígena Joenia Wapichana, de Roraima, mas se saiu bem no Senado, onde conseguiu eleger cinco nomes. Sem conseguir superar a cláusula de barreira, porém, o partido ficará proibido de ter acesso ao Fundo Partidário e não terá direito de exibir propaganda no rádio e na televisão. Sem os recursos, integrantes da Rede avaliam que é inviável a sobrevivência da sigla.

Já o PPS elegeu 8 deputados, mas conseguiu superar a barreira porque obteve mais de 1% dos votos válidos em 15 estados. A regra estabelece que, para superar a cláusula de barreira, um partido deve eleger deputados em pelo menos 9 estados ou obter 1,5% dos votos para a Câmara, com um mínimo de 1% dos votos em nove estados.

O presidente do PPS, Roberto Freire, já conversou com Marina por telefone para dar início ao plano. De acordo com ele, a aproximação do seu partido com a Rede foi natural porque, como o PPS já havia decidido mudar de nome, abriu-se a brecha para tentar uma ampliação do seu escopo político. Os dois devem se reunir pessoalmente na semana que vem.

Logo após o resultado das eleições em 1º turno, a Rede e o PV também iniciaram um diálogo com o intuito de união entre os dois partidos, já que os verdes conseguiram eleger 4 deputados federais e se encaixaram nas novas regras eleitorais.

Na época, o candidato à vice-presidência na chapa de Marina, Eduardo Jorge, do PV, chegou a dizer que a coligação Rede-PV reaproximou a área ambientalista no Brasil e considerou a estratégia uma “vitória muito grande”.

Fernando Haddad agradece a Lula e faz aceno a Marina e Ciro

Haddad adotou um discurso de união nacional e disse que pretende ampliar a aliança em torno de seu nome para ‘além dos partidos’ Foto: Alex Silva/Estadão

O Estado de S.Paulo

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, adotou neste domingo, 7, um discurso de união nacional e disse que pretende ampliar a aliança em torno de seu nome para “além dos partidos” na segunda etapa da disputa contra Jair Bolsonaro (PSL). Haddad fará mudanças em seu programa de governo, para atrair apoios, e também em sua equipe. A nova linha da campanha traz o slogan “Juntos pelo Brasil do diálogo e do respeito” e diz que a esperança vencerá o ódio.

“Queremos unir os democratas do Brasil, os que têm atenção aos mais pobres. Queremos um projeto amplo para o Brasil, mas que busque justiça social”, declarou. Em seu discurso, agradeceu a família, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após ser confirmada sua passagem para o segundo turno, o petista recebeu telefonemas de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL). O petista agradeceu a família, ao PT e ao ex-presidente Lula logo no início do discurso. O Estado apurou que Ciro deu sinais de que se unirá a Haddad.

Antes do resultado, o petista já havia pregado a conciliação. “O momento agora exige que nós estendamos a mão para os brasileiros e brasileiras que, independentemente de partidos, queiram contribuir com a reconstrução democrática do País”, afirmou Haddad, após votar em uma escola de Moema, bairro de classe média na zona sul. “Vamos procurar personalidades, pessoas que tenham uma biografia de serviços prestados para ampliar e para governar com unidade, pela reconstrução democrática do País.”

Haddad disse esperar um segundo turno “mais civilizado” e fez acenos a Ciro, Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB), seus ex-companheiros de Esplanada no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso da Lava Jato. “Eu tenho o maior respeito pelos que concorreram no primeiro turno, sobretudo aqueles com quem eu trabalhei. Trabalhei com Marina, com Ciro, com o Meirelles no governo Lula. Tenho o maior respeito e admiração pelo trabalho que eles realizaram”, afirmou.

Moradores dos prédios vizinhos à escola fizeram um panelaço e gritaram o nome de Bolsonaro na chegada do candidato petista. Militantes do PT que foram ao local de votação com bandeiras e camisetas responderam com o grito de guerra: “Bate panela, pode bater; quem tira o povo da miséria é o PT”.

Acompanhado da mulher, Ana Estela, Haddad procurou minimizar o protesto. “Em dia de eleição é normal esse tipo de manifestação. Desde que seja pacífica, não tem problema nenhum”, disse ele.

Haddad bateu na tecla de que, no segundo turno, Bolsonaro terá de se expor. “Ele tem muita dificuldade de debater. Não tem equipe, não tem projeto. É um político profissional, tem 28 anos de estrada e pouco serviço ao País e vai poder se apresentar agora com um pouco mais de clareza”.

As mudanças no programa de governo têm o objetivo de conter polêmicas que estão sendo exploradas pela campanha de Bolsonaro. Em conversas reservadas, Haddad já disse, por exemplo, que não concorda com a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, antiga bandeira do PT incluída em sua plataforma.

O assunto só foi incluído no programa por insistência do partido e de Lula. Aos interlocutores mais próximos, no entanto, o candidato do PT afirmou que, na sua avaliação, convocar uma Constituinte, neste momento, seria o mesmo que entregar a preparação da nova Carta às bancadas da bala, dos ruralistas e dos evangélicos.

CNT/MDA: Bolsonaro tem 36,7%, seguido por Haddad com 24%

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios

Foi divulgada na manhã deste sábado (6) a Pesquisa CNT/MDA. O levantamento mostra que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno para a eleição presidencial, com a disputa ocorrendo entre Jair Bolsonaro (PSL), citado por 36,7% (42,6% dos votos válidos), e Fernando Haddad (PT), citado por 24,0% (27,8% dos votos válidos). Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-04819/2018. Vale destacar que Bolsonaro registrou um expressivo aumento de 7,3 pontos percentuais em relação ao último levantamento feito pelo instituto, enquanto Haddad caiu 3,7 pontos percentuais.

Os resultados foram os seguintes:

1º TURNO: Intenção de voto (ESTIMULADA)

Jair Bolsonaro: 36,7%

Fernando Haddad: 24,0%

Ciro Gomes: 9,9%

Geraldo Alckmin: 5,8%

João Amoêdo: 2,3%

Marina Silva: 2,2%

Alvaro Dias: 1,7%

Henrique Meirelles: 1,6%

Cabo Daciolo: 1,3%

Guilherme Boulos: 0,3%

João Goulart Filho: 0,1%

Vera: 0,1%

José Maria Eymael: 0,1%

Branco/Nulo: 7,8%

Indecisos: 6,0%

1º TURNO: Intenção de voto (ESTIMULADA – VOTOS VÁLIDOS)

Jair Bolsonaro: 42,6%

Fernando Haddad: 27,8%

Ciro Gomes: 11,5%

Geraldo Alckmin: 6,7%

João Amoêdo: 2,7%

Marina Silva: 2,6%

Alvaro Dias: 2,0%

Henrique Meirelles: 1,9%

Cabo Daciolo: 1,5%

Guilherme Boulos: 0,4%

João Goulart Filho: 0,1%

Vera: 0,1%

José Maria Eymael: 0,1%

Confira os cenários de 2º turno

CENÁRIO 1: Jair Bolsonaro 41,9%, Ciro Gomes 41,2%, Branco/Nulo: 13,8%, Indecisos: 3,1%.

CENÁRIO 2: Jair Bolsonaro 45,2%, Fernando Haddad 38,7%, Branco/Nulo: 13,0%, Indecisos: 3,1%.

CENÁRIO 3: Jair Bolsonaro 43,3%, Geraldo Alckmin 33,5%, Branco/Nulo: 20,0%, Indecisos: 3,2%.

CENÁRIO 4: Ciro Gomes 40,9%, Fernando Haddad 31,1%, Branco/Nulo: 23,8%, Indecisos: 4,2%.

CENÁRIO 5: Ciro Gomes 46,1%, Geraldo Alckmin 24,4%, Branco/Nulo: 25,1%, Indecisos: 4,4%.

CENÁRIO 6: Fernando Haddad 37,0%, Geraldo Alckmin 34,3%, Branco/Nulo: 24,7%, Indecisos: 4,0%.

Pesquisa Datafolha para presidente: Bolsonaro, 35%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; Marina, 4%

O DataFolha entreviatou 10.930 eleitores em 389 municípios entre os dias 3 e 4 de outubro

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (4) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 10.930 eleitores nesta quarta-feira (3) e na quinta (4). Segundo o Datafolha, Jair Bolsonaro, do PSL, manteve o crescimento e atingiu 35%. Fernando Haddad, do PT, ficou estável.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL) tem 35%; Fernando Haddad (PT) tem 22%; Ciro Gomes (PDT) tem 11%;Geraldo Alckmin (PSDB) tem 8%; Marina Silva (Rede) tem 4%; João Amoêdo (Novo) tem 3%; Alvaro Dias (Podemos) tem 2%; Henrique Meirelles (MDB) tem 2%; Cabo Daciolo (Patriota) tem 1%; Guilherme Boulos (PSOL) tem 0%; Vera Lúcia (PSTU) tem 0%; João Goulart Filho (PPL) tem 0%; Eymael (DC) tem 0%.

Branco/nulos somaram 6%. Não sabe/não respondeu somaram 5%.

Acima, nos votos totais, são considerados os votos brancos e nulos e o percentual dos eleitores que se declaram indecisos. Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira (2):

Bolsonaro passou de 32% para 35%; Haddad foi de 21% para 22%; Ciro se manteve com 11%; Alckmin foi de 9% para 8%; Marina se manteve com 4%.

Os indecisos se mantiveram em 5% e os brancos ou nulos foram de 8% para 6%.

Votos válidos

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Os números são:

Jair Bolsonaro (PSL) tem 39%; Fernando Haddad (PT) tem 25%; Ciro Gomes (PDT) tem 13%; Geraldo Alckmin (PSDB) tem 9%; Marina Silva (Rede) tem 4%; João Amoêdo (Novo) tem 3%; Henrique Meirelles (MDB) tem 2%; Alvaro Dias (Podemos) tem 2%; Cabo Daciolo (Patriota) tem 1%; Guilherme Boulos (PSOL) tem 1%; Vera Lúcia (PSTU) tem 0%; João Goulart Filho (PPL) tem 0%; Eymael (DC) tem 0%.

Rejeição

O Instituto também perguntou: “Em quais desses candidatos você NÃO VOTARÁ de jeito nenhum NO DOMINGO QUE VEM? E qual mais?” Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro tem 45%; Haddad tem 40%; Marina tem 28%; Alckmin tem 24%; Ciro tem 21%; Meirelles tem 15%; Boulos tem 14%; Cabo Daciolo tem 14%; Vera Lúcia tem 13%; Alvaro Dias tem 13%; Eymael tem 12%; Amoêdo tem 11%; João Goulart Filho tem 11%.

Rejeita todos/Não votaria em nenhum: 2%. Votaria em qualquer um/Não rejeita nenhum: 2%. Não sabe: 4%

Simulações de segundo turno

Bolsonaro 44% x 43% Haddad (branco/nulo: 10%; não sabe: 2%)

Ciro 48% x 42% Bolsonaro (branco/nulo: 9%; não sabe: 2%)

Alckmin 43% x 42% Bolsonaro (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)

Alckmin 42% x 38% Haddad (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%)

O DataFolha entreviatou 10.930 eleitores em 389 municípios entre os dias 3 e 4 de outubro. Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02581/2018

Ibope: Bolsonaro cresce quatro pontos após o #EleNão e o #EleSim

O instituto ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30), dias em que aconteceram as manifestações

O Ibope/Globo divulgou, nesta segunda-feira (1º), o resultado da mais recente pesquisa de intenções de voto na eleição presidencial, que evidenciou o crescimento de quatro pontos percentuais do presidenciável Jair Bolsonaro, após os movimentos #EleSim e #EleNão. O instituto ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30), dias em que aconteceram as manifestações.

Segundo o Ibope, Bolsonaro agora vence a candidata Marina Silva e empata com o petista Fernando Haddad nas simulações de segundo turno. Na pesquisa anterior, ele perdia para ambos no segundo turno.

A pesquisa também mostra que a rejeição de Fernando Hadad, candidato do PT, aumentou, após o #EleNão.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 31%
Fernando Haddad (PT): 21%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 3%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
Eymael (DC): 0%
João Goulart Filho (PPL): –
Branco/nulos: 12%
Não sabe/não respondeu: 5%

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na quarta-feira (26):

Bolsonaro passou de 27% para 31%;
Haddad se manteve com 21%;
Ciro oscilou de 12% para 11%;
Alckmin se manteve com 8%;
Marina foi de 6% para 4%;

Os indecisos foram de 7% para 5% e os brancos ou nulos, de 11% para 12%.

Rejeição

O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:
Bolsonaro: 44%
Haddad: 38%
Marina: 25%
Alckmin: 19%
Ciro: 18%
Meirelles: 10%
Cabo Daciolo: 10%
Eymael: 10%
Boulos: 10%
Vera: 9%
Álvaro Dias: 9%
Amoêdo: 8%
João Goulart Filho: 7%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 6%

Simulações de segundo turno

Ciro 45X% x 39% Bolsonaro(branco/nulo: 13%; não sabe: 3%)

Alckmin 42% x 39% Bolsonaro(branco/nulo: 17%; não sabe: 3%)

Haddad 42% x 42% Bolsonaro(branco/nulo: 14%; não sabe: 3%)

Bolsonaro 43% x 38% Marina(branco/nulo: 17%; não sabe: 2%)

Sobre a pesquisa

A pesquisa Ibope ouviu 3.010 eleitores em 208 municípios, entre os dias 29 e 30 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR- 08650/2018 e foi contratada pela TV Globo e O Estado de S.Paulo

Veja a nova pesquisa Ibope para presidente: Bolsonaro, 27%; Haddad, 21%; Ciro, 12%

O Ibope ouviu 2 mil eleitores em 126 municípios entre os dias 22, 23 e 24 de setembro. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-04669/2018. O nível de confiança: 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos

Uma nova pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente foi divulgada nesta quarta-feira (26). O levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em 126 municípios no sábado (22), domingo (23) e segunda-feira (24).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 27%
Fernando Haddad (PT): 21%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 6%
João Amoêdo (Novo): 3%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 11%
Não sabe/não respondeu: 7%

Em relação à pesquisa Ibope anterior (com entrevistas feitas no sábado, dia 22 e domingo, dia 23), a atual pesquisa (realizada no sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, dia 24) mostra que:

Jair Bolsonaro caiu de 28% para 27%;
Fernando Haddad caiu de 22% para 21%;
Ciro Gomes subiu de 11% para 12%;
Geraldo Alckmin se manteve com 8%;
Marina Silva subiu de 5% para 6%;

Os indecisos oscilaram de 6% para 7% e os brancos ou nulos, de 12% para 11%.

Todas as oscilações ocorreram dentro da margem de erro.

Rejeição

Os entrevistados responderam em qual candidato não votariam de jeito nenhum (nessa hipótese, o entrevistado pode responder mais de um nome; daí, a soma superar 100%). Os resultados foram:

Jair Bolsonaro: 44%
Fernando Haddad: 27%
Marina Silva: 27%
Geraldo Alckmin: 19%
Ciro Gomes: 16%
Cabo Daciolo: 11%
Henrique Meirelles: 11%
Eymael: 10%
Alvaro Dias: 9%
Guilherme Boulos: 9%
Vera Lúcia: 9%
João Amoêdo: 8%
João Goulart Filho: 7%
Poderia votar em todos: 2%

Não sabe/não respondeu: 7%

Simulações de segundo turno

Haddad 42% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 4%)

Ciro 44% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%)

Alckmin 40% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%)

Bolsonaro 40% x 38% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)

Ibope: Bolsonaro mantém liderança com 28% e Haddad sobe para 22%

Na terceira colocação, a disputa segue embolada

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24) mostrou Jair Bolsonaro (PSL) liderando as intenções de voto, mas estagnado com 28% ante o levantamento do dia 18 de setembro. Na sequência aparece Fernando Haddad (PT), que passou de 19% para 22%.

Na terceira colocação, a disputa segue embolada, desta vez com dois candidatos: Ciro Gomes (PDT) ficou estagnado nos 11% enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) teve oscilação positiva de 7% para 8%. Marina Silva, por sua vez, segue perdendo força, passando de 6% para 5%.

Confira os números:

Jair Bolsonaro (PSL): manteve 28%
Fernando Haddad (PT): de 19% para 22%
Ciro Gomes (PDT): manteve 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): de 7% para 8%
Marina Silva (Rede): de 6% para 5%
Alvaro Dias (Podemos): manteve 2%
João Amoêdo (Novo): de 2% para 3%
Henrique Meirelles (MDB): manteve 2%
Guilherme Boulos (PSOL): de 0% para 1%
Cabo Daciolo (Patriota): de 1% para 0%
Vera Lúcia (PSTU): manteve 0%
João Goulart Filho (PPL): manteve 0%
Eymael (DC): manteve 0%
Branco/nulos: de 14% para 12%
Não sabe/não respondeu: de 7% para 6%

A pesquisa foi feita entre os dias 22 e 23 de setembro com 2.506 pessoas em 178 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-06630/2018.

Segundo turno

Nas quatro simulações de segundo turno feitas, todas com a presença de Bolsonaro, o deputado do PSL passou a perder em todas os cenários, conseguindo empatar apenas com Marina Silva. Veja:

Haddad 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

Ciro 46% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

Alckmin 41% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 4%)

Bolsonaro 39% x 39% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 4%)

Rejeição

Sobre o cenário de rejeição (em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum), os dois líderes da pesquisa viram seus números piorarem, em especial Bolsonaro, com sua taxa subindo de 42% para 46%. Enquanto isso, Marina Silva oscilou de 26% para 25% e Alckmin se manteve com rejeição de 20%. Confira os números:

Jair Bolsonaro: de 42% para 46%
Fernando Haddad: de 29% para 30%
Marina Silva: de 26% para 25%
Geraldo Alckmin: manteve 20%
Ciro Gomes: de 19% para 18%
Henrique Meirelles: de 12% para 11%
Cabo Daciolo: manteve 11%
Eymael: manteve 11%
Guilherme Boulos: de 10% para 11%
Vera Lúcia: de 9% para 10%
Alvaro Dias: de 10% para 9%
João Amoêdo: manteve 9%
João Goulart Filho: de 8% para 9%
Poderia votar em todos: manteve 2%
Não sabe/não respondeu: de 9% para 7%