Notas rápidas deste domingo (12)

O próximo debate será organizado pela RedeTV e terá como mediadores Boris Casoy, Amanda Klein e Mariana Godoy

ACM Neto no comando
Geraldo Alckmin escolheu o presidente do DEM, ACM Neto, como o responsável pela sua chapa junto ao TSE. O gesto é um reconhecimento ao DEM diante dos demais partidos da coligação, e aponta para que, caso o tucano seja eleito, o partido tenha protagonismo no futuro governo. Também é uma forma de discretamente tirar da linha de frente o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, cuja presença desagradava os aliados.

Tem outro debate chegando
Na próxima sexta-feira, candidatos ao Planalto estarão novamente participando de debate. Dessa vez, o encontro será organizado pela RedeTV e terá como mediadores Boris Casoy, Amanda Klein e Mariana Godoy.

O ‘Brasil Soberano’ de Ciro
O PDT lançou nesta sexta-feira as diretrizes do programa de governo de Ciro Gomes, que será batizado de “Brasil Soberano”. No documento que apresenta as linhas gerais da proposta, o candidato propõe uma política de indução de desenvolvimento que voltará a usar o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Propugna ainda que o Banco Central fixe meta não só de inflação, mas também de desemprego.

Flávio Rocha no bonde de Bolsonaro
O empresário Flávio Rocha, controlador das lojas Riachuelo e ex-presidenciável pelo PRB, partido que acabou se aliando ao tucano Geraldo Alckmin, anunciou o apoio a Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL. Segundo o jornal Gazeta do Povo, o anúncio aconteceu depois de uma reunião entre Rocha e Bolsonaro, realizada na manhã desta sexta-feira, 10, em São Paulo. Em certo momento da campanha, Rocha afirmou que Bolsonaro estava à esquerda na economia, pelas suas posições historicamente estatistas, e era como um iceberg no caminho do Brasil. Agora, aparentemente, mudou de ideia.

Daciolo foi ‘pesadelo’ do PSOL
Cabo Daciolo (Patriota) começou sua carreira política no PSOL, que se sensibilizou por sua liderança em movimento que pedia auxílio-transporte para os bombeiros militares. Acabou eleito a deputado federal com 49.831 votos, em 2014. O romance do cabo com a legenda durou menos de um ano. Daciolo apresentou uma PEC para que o texto constitucional afirmasse que “todo poder emana de Deus e não “do povo”. Ele também considerou ilegal a prisão preventiva dos PMs acusados de assassinato do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013.

A identidade digital no programa de Marina
Uma das propostas mais valorizadas pelo economista André Lara Resende, colaborador da campanha de Marina Silva (Rede), é a da carteira de identidade digital. Resende cita as experiências da Índia e da Estônia ao propor a criação de um documento online para diminuir a burocracia na obtenção de outros documentos, contratos e em transações econômicas, como a abertura de empresas. Ele afirma que a plataforma torna os cartórios obsoletos.

Os palanques de Ciro nos Estados
Apesar de isolado na campanha, em decorrência do acordo do PT com o PSB, Ciro Gomes têm garantido palanques em pelo menos oito Estados, nos quais o partido lançou candidato próprio a governador (SP, RJ, RS, RN, MS, RO, AM e AP). Além disso, o terá cinco candidatos a vice-governador (CE, PE, ES, MT, PB) e sete ao Senado (SP, PR, MA, CE, RR, PA, AM), em coligações firmadas na reta final de composição eleitoral.

Notas rápidas deste sábado (11)

Daciolo teve seu protagonismo momentâneo com a quantidade de vezes em que evocou Deus no Debate da Band e pelos memes instantâneos como a Ursal, uma certa união de países socialistas da América Latina.

Debate robotizado
Robôs e perfis fakes foram responsáveis por 20% das postagens no Twitter durante o debate da Band, informa reportagem do Globo a partir de medição feita pela AP/Exata, empresa especializada em análise de big data. Foram analisadas 148 mil publicações feitas na rede social sobre o tema.

Quem é Daciolo
Alçado à condição de “alívio cômico” do primeiro debate presidencial, o candidato do Avante à Presidência, Cabo Daciolo, é egresso do Corpo de Bombeiros, foi eleito deputado pelo PSOL, por incrível que pareça, e defende bandeiras semelhantes às de Jair Bolsonaro (PSL). Daciolo teve seu protagonismo momentâneo com a quantidade de vezes em que evocou Deus e memes instantâneos como a Ursal, uma certa união de países socialistas da América Latina.

Mujica para presidente da Ursal?
Candidatos de partidos da esquerda brasileira incorporaram o meme da Ursal, lançado após a fala de Cabo Daciolo no debate da Band, ao se referir a uma suposta união de países latino-americanos numa grande nação socialista. Manuela D’Ávila, vice suplente na chapa do PT, “lançou” o ex-presidente do Uruguai José Mujica como candidato a presidente da Ursal.

Ciro foi ‘o mais simpático’
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi visto como “o mais simpático” entre seus adversários por um grupo de eleitores indecisos que participou de uma pesquisa durante a transmissão do debate com presidenciáveis na noite de quinta, 9, mostra a revista piauí. “Cabo Daciolo era o mais desconhecido e ao terminar o debate passou a ser o mais rejeitado entre esses eleitores”, informa a reportagem.

O recado político de Anitta
Com 7,3 milhões de seguidores no Twitter, a cantora Anitta incentivou os jovens a assistirem ao debate da Band com presidenciáveis na noite de quinta, 9. Ainda aproveitou para pedir que as pessoas evitem “memes, fofocas, fake News” como instrumentos de escolha de seus candidatos.

Ensino integral e atrativo é meta de Ciro
O candidato foca no objetivo de tornar o ensino mais atrativo, em tempo integral, acabando com o que chama de “enciclopedismo raso” baseado em decoreba. Ciro propõe replicar a experiência do Ceará no resto do País, com foco na alfabetização e incentivo fiscal aos municípios, e revogar a Emenda Constitucional que instituiu um teto para os gastos públicos federais com educação.

A resiliência de Marina
Em sua coluna no Globo, Merval Pereira afirma que, apesar do senso comum segundo o qual “sumiu” depois da eleição de 2014, na verdade Marina Silva demonstra resiliência surpreendente. “Marina, com um desempenho estável nas pesquisas, de acordo com os dois maiores institutos, o Data Folha e Ibope, está em segundo lugar quando o ex-presidente Lula não aparece, situação em que também vence todos os demais concorrentes no segundo turno. E é a segunda opção da maioria dos entrevistados em pesquisa recente”, escreve.

Veja o resumo do primeiro debate presidencial das Eleições 2018

Participam oito candidatos, todos de coligações com no mínimo cinco congressistas, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa

No primeiro debate televisivo com os candidatos à Presidência, realizado na noite desta quinta (9) pela Bandeirantes, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi o alvo preferencial dos adversários. Mas quem chamou a atenção foi Cabo Daciolo (Patriota), que, com seu perfil pitoresco, se tornou mais conhecido e formou dobradinha com Jair Bolsonaro (PSL), que, porém, adotou tom mais ameno. Participam oito candidatos, todos de coligações com no mínimo cinco congressistas, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa.

Bolsonaro joga pelo empate e dá mais um passo para cristalizar eleitorado
Jair Bolsonaro (PSL) jogou pelo empate: em tom mais ameno do que de costume, reforçou as fronteiras de seu nicho eleitoral com discursos contra a esquerda, oferta de armas para a população e propostas de militarizar instituições. Nesta primeira etapa da campanha, o capitão reformado busca cristalizar o apoio dos 17% dos brasileiros que declaram voto em sua candidatura. Assim, ele posterga (ou descarta?) a expansão de seu eleitorado para uma “direita light”, como pregavam alguns aliados. A estratégia é se manter no patamar atual para beliscar uma vaga no segundo turno.

Alvo preferencial, Alckmin veste figurino de político tradicional
Sob ataque de boa parte dos rivais por sua aliança com o Centrão, Geraldo Alckmin (PSDB) vestiu o figurino da política tradicional. O tucano experimentou usar essa imagem a seu favor, apresentando-se como um gestor experimentado, mas escorregou no excesso de vocabulário técnico e nas siglas indecifráveis pela maior parte do público (“corrigir o FGTS pela TLP”). A equipe de Alckmin queria polarizar com Bolsonaro, mas o tucano deixou de lado seu principal adversário na disputa por votos no campo da direita. Depois que Guilherme Boulos (PSOL) partiu para cima do capitão reformado, Alckmin seguiu a tradição dos debates de estreia: apenas sorriu e deu seu cartão de visitas ao público.

Ausente, PT desaparece do debate e dá impressão de estar fora do jogo
A decisão do PT de boicotar os primeiros atos de campanha, insistindo na participação do ex-presidente Lula, pode ter dado seu primeiro prejuízo concreto. No debate da Band, o partido parecia estar fora do jogo: à exceção de algumas referências, a sigla que governou o país por 13 anos foi citada de forma passageira, parecendo não ser uma alternativa real nesta eleição.

Ciro perde oportunidade de se firmar como ímã de insatisfeitos com Temer
Em um aparente exercício de moderação, Ciro Gomes (PDT) adotou uma postura tímida na oposição ao presidente Michel Temer, a quem já chamou de “chefe de quadrilha”. Com críticas específicas a plataformas do governo, como a reforma trabalhista, o presidenciável perdeu a oportunidade de se colocar como a principal opção na disputa para os milhões de eleitores que classificam a gestão atual como ruim ou péssima.

Marina cerca eleitorado de Alckmin para limitar fôlego do tucano
Marina Silva (Rede) fez ataques cirúrgicos a Alckmin, em especial nos sucessivos esforços para associá-lo aos partidos do Centrão que o apoiam. A candidata, que se vendeu como uma terceira via nas eleições de 2010 e 2014, conquistou um eleitorado de centro que tem perfil semelhante ao do tucano. Sem estrutura política e tempo na propaganda eleitoral, ela teme ser desidratada caso Alckmin comece a crescer nas pesquisas.

Para acordar eleitor em debate monótono, Álvaro Dias solta nome de moro a esmo
Desconhecido, Álvaro Dias (Podemos) tentava falar o nome do juiz Sergio Moro sempre que podia. Em um debate monótono e pulverizado, o senador paranaense buscou se escorar em uma figura popular para chamar a atenção. Repetia que já convidou Moro para ser ministro da Justiça e pedia o comentário dos rivais que, naturalmente, se esquivavam de críticas ao juiz.

Único beneficiário incontestável do debate, Cabo Daciolo ensaia dobradinha com Bolsonaro
É inevitável que o debate se torne superficial e disperso com oito candidatos no estúdio. Nesse cenário, o perfil pitoresco de Cabo Daciolo (Patriota) fez com que ele fosse o único beneficiário incontestável do evento. O ex-bombeiro se tornou mais conhecido, espelhando-se no modelo bizarro de Enéas Carneiro para atrair um voto de protesto, e, de quebra, ainda serviu para formar dobradinha com Jair Bolsonaro e atacar a política tradicional.

Boulos surge como ‘Lula de 1989’, mas enfrenta trilha mais estreita
Guilherme Boulos (PSOL) foi comparado ao Lula da campanha de 1989 com sua defesa enfática de trabalhadores e ataques ao sistema financeiro. A diferença é que Lula se acotovelava apenas com Leonel Brizola naquela eleição para chegar ao segundo turno. Boulos precisará enfrentar o fantasma do próprio ex-presidente, uma disputa multilateral por seu espólio político e, ainda, um discurso na mesma esteira (porém muito mais moderado) na voz de Ciro Gomes.

Apagado, Meirelles não serve nem de escada para ataques a temer
Com um discurso ainda escorregadio, Henrique Meirelles (MDB) saiu apagado do debate. O ex-ministro da Fazenda teria ganhado alguma exposição se fosse usado como escada pelos adversários para ataques ao presidente Michel Temer, mas nem isso ocorreu. Meirelles foi pouco convincente tanto ao buscar distância da política tradicional “nunca exerci mandato” quanto ao apagar seus laços com Temer “trabalhei pelo Brasil”.

Saiba quem são os 13 candidatos à Presidência da República nas eleições 2018

Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até hoje (6)

Com o fim das convenções, foram definidos os candidatos à Presidência da República, são 13 os candidatos. Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até hoje (6). Saiba quem são os candidatos que disputam o comando do Palácio do Planalto:

 

Álvaro Dias (Podemos) 

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelo Podemos para ser candidato à Presidência da República. Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro. Além do PSC, fazem parte da coligação os partidos PTC e PRP.

 

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido.

 

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza e governador. Ciro Gomes já foi Ministro da Fazenda e ministro da Integração Nacional. O candidato vai contar com o apoio do Avante.

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa. Geraldo Alckmin conta com o apoio do PSDB, PP, DEM, PR, PTB, PRB, PPS, PSD e Solidariedade.

 

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente. O PSOL terá o apoio do PCB em sua coligação.

 

Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa. O candidato do presidente Michel Temer terá o apoio do PHS.

 

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

 

João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente.

 

João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo. O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília.

 

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT. Neste domingo (5) o PCdoB também confirmou apoio a Lula.

 

Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

 

Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

Lula lidera pesquisa no Maranhão

Segundo a amostragem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o líder isolado com 66% dos votos válidos

A pesquisa Jornal Pequeno/Exata analisou a preferência dos maranhenses para a disputa presidencial. Segundo a amostragem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o líder isolado com 66% dos votos válidos.

Em seguida, aparece Jair Bolsonaro (PSL) com 13%, Marina Silva (Rede) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 4%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 2% e Álvaro Dias (Podemos) com 1%.

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Os pré-candidatos Manuela D’Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) não pontuaram. Votos brancos e nulos somaram 6% e não souberam ou não quiseram opinar 2%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número MA-06768/2018. A pesquisa ouviu 1.404 eleitores entre os dias 15 e 20 de julho. A margem de erro é de 3,2 pontos.

 

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Bolsonaro causa nova polêmica ao fazer criança simular uso de arma de fogo

A menina, que aparenta ter menos de três anos de idade, faz um símbolo com as mãos que representa o uso de uma arma de fogo

Durante um compromisso de pré-campanha em Goiânia, o deputado federal Jair Bolsonaro protagonizou mais uma polêmica. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o parlamentar com uma criança no colo durante um discurso.

A menina, que aparenta ter menos de três anos de idade, faz um símbolo com as mãos que representa o uso de uma arma de fogo.

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A cena ocorreu em meio a uma multidão de seguidores do político, em cima de um trio elétrico. Algumas pessoas estranharam o fato, mas a maioria aplaudia e gritava palavras de ordem em apoio ao pré-candidato. As fotos geraram polêmica nas redes sociais e críticas de políticos.

“Como mãe e professora, fiquei estarrecida ao ver um candidato ensinar uma criança a fazer gesto de revólver com as mãos. As mãos de uma criança devem ser treinadas para pegar em lápis e caderno, e jamais em armas”, postou no Twitter a pré-candidata da Rede Sustentabilidade à Presidência, Marina Silva.

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Bolsonaro alegou que não estava no local para fazer campanha, mas prometeu liberar a posse de arma de fogo para todos os cidadãos, caso seja eleito. Em seguida, o pré-candidato seguiu para a cidade de Rio Verde, também em Goiás, onde participou de uma feira agropecuária.

Ao ser procurado pela reportagem, por meio de sua assessoria de comunicação, o parlamentar não se manifestou sobre o assunto. No gabinete do deputado, na Câmara, ninguém atendeu as ligações.

Há dez dias do início das convenções, corrida presidencial tem 20 pré-candidatos

Até o momento, apenas o PTC retirou a pré-candidatura do senador Fernando Collor. A partir do dia 20 de julho, outros nomes poderão desistir da candidatura

A corrida presidencial deste ano promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos. Até o momento, 20 pré-candidatos lutam para garantir seus nomes e disputar o voto do povo brasileiro.

Até o momento, apenas o PTC retirou a pré-candidatura do senador Fernando Collor. A partir do dia 20 de julho, outros nomes poderão desistir da candidatura e anunciar o apoio a outros candidatos, em alianças que podem reordenar a corrida presidencial.

Saiba quem são os 20 pré-candidatos à Presidência da República:

Aldo Rebelo (Solidariedade)
Álvaro Dias (Podemos)
Cabo Daciolo (Patriotas)
Ciro Gomes (PDT)
Flávio Rocha (PRB)
Geraldo Alckmin (PSDB)
Guilherme Boulos (PSOL)
Henrique Meirelles (MDB)
Jair Messias Bolsonaro (PSL)
João Amoêdo (Novo)
João Vicente Goulart (PPL)
José Maria Eymael (PSDC)
Levy Fidelix (PRTB)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Manuela D’ávila (PCdoB)
Marina Silva (Rede)
Paulo Rabello (PSC)
Rodrigo Maia (DEM)
Valéria Monteiro (PMN)
Vera Lúcia (PSTU)

Ibope: nova pesquisa mostra Bolsonaro e Marina empatados tecnicamente

Em um cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidenciável do PSL soma 17% das intenções de voto, enquanto Marina Silva tem 13%, configurando empate técnico

Pesquisa Ibope realizada em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada na manhã desta quinta-feira mostra que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) aparece empatado tecnicamente com a ex-ministra Marina Silva (Rede). Em um cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidenciável do PSL soma 17% das intenções de voto, enquanto Marina Silva tem 13%, configurando empate técnico.

Em seguida, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 8% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. Já em um cenário com a presença do ex-presidente petista, Lula aparece com 33% das intenções de voto. Bolsonaro, em segundo, soma 11%. Em seguida, Marina Silva tem 7% e, logo depois, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin empatam com 4%. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, em substituição a Lula, aparece com 2% das intenções de voto.

A pesquisa também avaliou a rejeição dos pré-candidatos. Jair Bolsonaro, com 32%, e Lula, com 31% são os primeiros nesse quesito. O ex-governador paulista Geraldo Alckmin tem 22% de rejeição, enquanto Marina Silva tem 18%.

A pesquisa CNI/Ibope analisou todo o território brasileiro. O levantamento foi feito de 21 a 24 de junho com 2 mil pessoas em 128 municípios. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Confira as intenções de voto de todos os candidatos em um cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

Jair Bolsonaro (PSL): 17%
Marina Silva (Rede): 13%
Ciro Gomes (PDT): 8%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Fernando Haddad (PT): 2%
Flávio Rocha (PRB): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
Levy Fidelix (PRTB): 1%
Manuela D’ Ávila (PC do B): 1%
Rodrigo Maia (DEM): 1%
João Goulart Filho: 1%
Outro com menos de 1%: 1%
Brancos/nulos: 33%
Não sabe/não respondeu: 8%

Cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 33%
Jair Bolsonaro (PSL): 15%
Marina Silva (Rede): 7%
Ciro Gomes (PDT): 4%
Geraldo Alckmin (PSDB): 4%
Álvaro Dias (Podemos): 2%
Manuela D’Ávila (PC do B): 1%
Flávio Rocha (PRB): 1%
Levy Fidelix (PRTB): 1%
Outro com menos de 1%: 2%
Brancos/nulos: 22%
Não sabe/não respondeu: 6%

Bolsonaro avalia não comparecer a debates na campanha eleitoral e é criticado por adversários

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS)

Líder nas pesquisas de intenções de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, avalia a hipótese de não ir aos debates com outros postulantes ao cargo ao longo da campanha eleitoral. Nos últimos meses, o deputado federal já faltou a eventos em que teria a companhia de adversários e estuda prolongar a estratégia até o fim da eleição.

No lugar do confronto direto, Bolsonaro tem privilegiado agendas em que está cercado por apoiadores e fora dos maiores centros urbanos do país. Na quinta-feira, cumpriu um ritual que se tornou característico na pré-campanha: foi cercado por simpatizantes em um aeroporto, neste caso, o de Campina Grande, na Paraíba e depois discursou em um carro de som. Vídeos mostrando a recepção na chegada à cidade foram publicados em suas contas nas redes sociais.

“Ainda estou definindo se vou (aos debates). Postura de combate, não decidi ainda. Estou aqui na Paraíba e tenho muitos compromissos. E se eu não for, não vai dar Ibope, né”, disse Bolsonaro.

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS), alegou problemas de agenda nesses dois casos.

O parlamentar também faltou à sabatina promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL, quando seria entrevistado por jornalistas. Integrantes da equipe do pré-candidato têm se incomodado com o que consideram uma postura excessivamente crítica da imprensa. Em outra ocasião, no entanto, participou da sabatina do jornal “Correio Braziliense”. Um parlamentar do PSL disse que Bolsonaro “vai escolher muito bem para onde vai” e para quem dará entrevistas.

A possível ausência nos debates gerou reações dos adversários. Interessado em polarizar com Bolsonaro para atrair parte do seu eleitorado, o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, fez uma provocação imediata nas redes sociais: divulgou um vídeo com uma montagem em que o rosto do deputado aparece no corpo de uma criança correndo de um lado para o outro com a mensagem “adivinha quem está fugindo dos debates”. O tucano aposta num confronto direto e, neste contexto, os debates na televisão seriam importantes para a tática da “desconstrução”.

Presidente do PDT, que vai lançar Ciro Gomes, Carlos Lupi afirmou que o pré-candidato do PSL é um produto, mas não tem conteúdo: “É uma clara demonstração de que ele não tem projeto e não tem o que dizer para a população. Ele é como um castelo de areia, frágil. ”

Já Marina Silva (Rede) afirmou que “não se pode pretender governar o Brasil sem debater propostas com a sociedade”. Henrique Meirelles (MDB) ironizou e afirmou que a estratégia é “compreensível”, porque Bolsonaro “não tem nada a dizer”. Já Rodrigo Maia (DEM) disse que vai participar de todos os debates, enquanto Álvaro Dias ressaltou que não comentaria a estratégia de adversários.