Juventude do MDB descarta nome de Hildo Rocha e partido chega à eleição dividido

Um dos que afirmam com todas as letras que não vai desistir da disputa é o deputado federal Hildo Rocha

O final do mandato do senador João Alberto na presidência do MDB do Maranhão vai movimentar o partido nas próximas semanas. Sem intenções de concorrer a mais um mandato, João Alberto apenas assiste aos ânimos se acirrarem entre os postulantes ao cargo.

Um dos que afirmam com todas as letras que não vai desistir da disputa é o deputado federal Hildo Rocha. Ele teria a simpatia de alguns dos integrantes da família Sarney, mas não chega a ser unanimidade dentro da legenda.

Quem vem correndo por fora é o ex-secretário de Juventude do governo Michel Temer, Assis Filho. O jovem militante tem a simpatia do deputado estadual Roberto Costa e da ala mais jovem do partido.

Militantes do JMDB afirmam que o nome de Hildo Rocha não será nem debatido entre eles.

Integrantes do MBD afirmam que o consenso em torno de um nome será defendido, mas o que podemos observar é um partido, cada vez mais, distantes de suas bases e sem perspectivas de renovação dos seus quadros.

Após derrota amarga de 2018, grupo Sarney nem cogita disputa pela Famem

Nem mesmo a prefeita de Rosário, Irlahi Moraes (MDB), que disputou a última eleição da Famem, comenta sobre uma nova disputa

Com a passagem do furacão chamado “Eleições 2018”, o grupo Sarney ainda anda desnorteado e deve passar por um período sabático em relação à política maranhense. Com suas principais lideranças fora da política, o grupo não mostra como será suas ações com as próximas eleições no estado. Uma das disputas que ainda não se viu nenhuma manifestação é a eleição da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

Os prefeitos do MDB maranhense, ainda sem nenhuma orientação, não articulam, até o momento, disputar a eleição da Famem. Muitos dos prefeitos apoiaram candidatos do grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018 e andam nada satisfeitos com o grupo Sarney.

Nem mesmo a prefeita de Rosário, Irlahi Moraes (MDB), que disputou a última eleição da Famem, comenta sobre uma nova disputa.

Sem organização, Roseana Sarney, Edison Lobão, Sarney Filho e João Alberto, podem olhar mais uma vez o governador Flávio Dino eleger um aliado para a Famem.

Um dos nomes que estão bem na disputa é o do prefeito de Igarapé Grande, Erlanio Xavier (PDT). Um dos coordenadores da campanha vitoriosa do senador Weverton Rocha, Erlanio está bem articulado e já conta com o apoio de pelo menos 100 prefeitos. O prefeito de Igarapé Grande prepara um grande encontro para o dia 16 no Rio Poty Hotel e espera contar com o apoio de alguns prefeitos do MDB maranhense.

Na disputa pela Câmara, Maia ganha apoio de PR e PSDB

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se encontrou com o governador de São Paulo, João Doria, no Palácio dos Bandeirantes Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Estadão

Em campanha pela reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-SP) ampliou o apoio dos partidos à sua candidatura, com a adesão do PR e do PSDB. No mesmo dia, um de seus adversários na disputa, o emedebista Fábio Ramalho (MG), se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e ofereceu votar “de graça”, sem “toma lá, dá cá”, a reforma da Previdência.

O PR deve oficializar o apoio a Maia nesta terça-feira, em um anúncio a ser feito pelo líder da legenda na Casa, o deputado José Rocha (PR-BA). O partido elegeu 33 deputados na eleição do ano passado, a sexta maior bancada. Em troca do apoio, Rocha negociou a continuidade do deputado Fernando Giacobo (PR-PR) na primeira- secretaria da Câmara.

“O Rodrigo é o que tem a maior viabilidade e isso garante a ele a reeleição”, disse Rocha ao Estadão/Broadcast. Já a confirmação do apoio do PSDB foi feita pelo atual líder da legenda na Casa, o deputado Nilson Leitão (MT). “Maia conduziu de forma equilibrada esse momento complicado no Brasil pós-impeachment”, afirmou Leitão. A sinalização do partido a Maia já havia sido feito na semana passada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Até então, cinco legendas haviam declarado apoio à recondução do democrata ao cargo. Com PSL – partido de Bolsonaro que elegeu a segunda maior bancada, com 52 deputados –, PRB, PSD e PPS, além do DEM, Maia teria a possibilidade de 153 votos dos 513 deputados. As bancadas do PR e do PSDB fazem o número subir para 215.

Depois de viajar para São Paulo, Goiás e Maranhão, Maia se reúne nesta terça-feira, 8, com os parlamentares eleitos pelo Piauí. A reunião será no escritório do governador Wellington Dias (PT), em Teresina.

Também em busca de apoio, um dos principais adversários do democrata à presidência da Câmara, o atual vice-presidente Fábio Ramalho fez nesta segunda-feira, 7, uma visita de cortesia a Bolsonaro, em audiência no Palácio do Planalto. “Eu vim dizer ao presidente que votarei pelas reformas de graça, sem toma lá, dá cá”, afirmou o emedebista sobre as principais medidas econômicas que devem ser analisadas pelo Congresso, como a reforma da Previdência.

A declaração foi uma indireta à negociação de posições estratégicas na Câmara para o PSL em troca do apoio a Maia. A chefia da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi uma delas, assim como a Comissão de Finanças e Tributação e também uma vaga na Mesa Diretora.

Mesmo com esta sinalização oficial do PSL ao concorrente, Ramalho afirma ter votos no partido de Bolsonaro.

Conhecido por oferecer almoços no Congresso, Ramalho levou ao Planalto uma bolsa e uma sacola para presentear o presidente com queijo, linguiça, sorvete de queijo, manteiga de garrafa, azeite e pé de moleque. Segundo ele, Bolsonaro abriu e degustou os quitutes.

Assis Filho caminha para ser o próximo presidente do MDB maranhense

Assis Filho é favorito na disputa, pois muitos integrantes do MDB enxergam que o partido no Maranhão precisa de uma renovação após a derrota amarga de 2018

Ex-secretário nacional de Juventude do governo Michel Temer, Assis Filho (MDB) caminha para ser escolhido o próximo presidente do MDB do Maranhão. Assis é militante do partido e entrou no MDB ainda adolescente.

Com o fim do mandato do senador João Alberto, Assis irá disputar à presidência com o deputado federal Hildo Rocha, que conta com a simpatia da família Sarney. Já Assis conta com o apoio do atual presidente, do deputado federal João Marcelo e o deputado estadual Roberto Costa.

A ex-governadora Roseana Sarney ainda ensaiou uma candidatura para disputar à presidência do partido, mas desistiu após críticas de alguns integrantes do partido.

Assis Filho é favorito na disputa, pois muitos integrantes do MDB enxergam que o partido no Maranhão precisa de uma renovação após a derrota amarga de 2018.

Câmara tem cinco candidatos à presidência da Casa

Hoje, o líder do PSL, deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), disse que a legenda não deverá entrar na disputa

A disputa para a presidência da Câmara dos Deputados em 2019 já tem ao menos cinco parlamentares: João Campos (PRB-GO), JHC (PSB-AL), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG). Eles anunciaram nesta quarta-feira (12) que disputarão o comando da casa. Informalmente, o atual presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tem se articulado para garantir a permanência no cargo.

Em entrevista à imprensa, os cinco deputados afirmaram que há um acordo entre eles: quem for para o segundo turno terá o apoio dos demais. A eleição para presidência da Câmara e demais cargos na Mesa Diretora ocorre no dia 1º de fevereiro de 2019, logo após a posse dos deputados da próxima legislatura.

Hoje, o líder do PSL, deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), disse que a legenda não deverá entrar na disputa. O partido do presidente eleito tem trabalhado para assegurar base política no Congresso Nacional e entre as costuras está a decisão de não lançar candidato.

“Eu acho muito difícil [o PSL lançar candidatura], acredito que vá ser uma pessoa de outro partido. Essas articulações estão acontecendo dentro do Congresso, estão ventilando, todos que estão ali estão se articulando publicamente ou nos bastidores”, disse o deputado.

Disputa pelo comando do MDB no Maranhão promete ser acirrada

A ex-governadora Roseana Sarney afirmou a aliados que deseja disputar o comando

A eleição para o novo comando do MDB maranhense promete ser bastante acirrada entre as lideranças mais velhas do partido e a ala jovem. Com o fim do mandato do atual presidente, o senador João Alberto, e com o desejo de não mais disputar o comando da sigla no estado, vários políticos da legenda já se colocam na disputa para sucedê-lo.

A ex-governadora Roseana Sarney afirmou a aliados que deseja disputar o comando. Derrotada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) na última eleição, Roseana terá resistência da classe jovem do partido, que defende a renovação dos quadros do partido.

As informações mostram que os jovens políticos Roberto Costa, Assis Filho e André Campos entrarão na disputa para promoverem uma renovação tão debatida nos últimos anos. Os números das urnas mostram que o MBD maranhense saiu totalmente fragilizafado e que suas velhas lideranças não conseguem mais aglutinar o apoio popular.

Outro que se coloca na disputa é o deputado federal Hildo Marques, que também prega a necessidade do partido renovar o comando de sua executiva no estado.

A briga pelo comando da legenda deve movimentar o partido nos próximos meses e outras figuras do grupo Sarney, mas que são de outros partidos prometem entrar na briga. É aguardar para ver…

Sarney Filho será secretário de Meio Ambiente no DF, diz governador eleito Ibaneis

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral

O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) foi anunciado nesta terça-feira (13) como futuro secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB).

Sarney se reuniu nesta terça com Ibaneis e o vice-eleito, Paco Britto (Avante), na Câmara dos Deputados. A indicação dele como secretário foi confirmada pela assessoria de Ibaneis.

O político, filho do ex-presidente da República José Sarney, tem cadeira na Câmara Federal desde 1983. Ao todo, foram nove mandatos consecutivos por diversos partidos. Nas eleições deste ano, foi candidato ao Senado pelo Maranhão, mas não se elegeu.

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral.

Eleitor recusou parte da elite da política tradicional, diz cientista

Eleitores na fila. Foto: Marcelo Camargo

Agência Brasil 

O eleitor deu um “basta em parte da elite da política tradicional” no primeiro turno da eleição de 2018, na análise do cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Jairo Nicolau. Nicolau e outros cientistas políticos participaram, hoje (8), do Debate dos Resultados das Eleições 2018, organizado pela Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro.

De acordo com o cientista político, uma série de fatos que ocorreram desde o início da Operação Lava Jato, como a prisão de parlamentares e a difusão de aspectos negativos sobre a política em redes sociais levaram, a este sentimento do eleitor. “Isso tudo foi dando ao eleitor brasileiro uma sensação de enfado e de rejeição à política tradicional que apareceu com uma força incrível”, disse.

Segundo Nicolau, embora não se possa generalizar, o eleitor preferiu votar em figuras novas, rejeitando a política tradicional e os partidos mais conhecidos. “Políticos tradicionais tiveram muita dificuldade. Em alguns estados isso teve casado, como no Rio de Janeiro para o Senado e nas assembleias, e, em São Paulo, para o Senado. Há claramente uma rejeição à política tradicional, aos partidos mais importantes, que comandaram a política aqui [no Rio] durante tanto tempo”, disse.

Bolsonaro

Outro fator destacado pelo professor no cenário da eleição de 2018 foi o crescimento do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que favoreceu o fortalecimento da bancada do seu partido na Câmara, no Senado e nas assembleias estaduais.

Para o professor, diante do desempenho do PSL na eleição para deputados federais e senadores, a tendência é que haja uma migração de parlamentares no futuro para a legenda, especialmente, de integrantes de partidos que tiveram poucos eleitos em 2018.

“Os holofotes estão sobre o PSL. Os deputados cujos partidos não alcançaram a cláusula de 1,5% [de votos para ter acesso a recursos como fundo eleitoral e partidário e tempo de propaganda] têm a proteção legal para migrarem ano que vem quando abrir a janela de troca em 2020, aí todo mundo pode trocar”, disse.

PT

Na visão do cientista político da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape), Octavio Amorim Neto, o PT errou ao fundir a campanha eleitoral de Fernando Haddad à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba.

“Havia várias questões no processo [do ex-presidente Lula] que poderiam ser eventualmente usadas na campanha, mas tinha que haver uma separação organizacional, política, tática e doutrinaria entre a campanha presidencial do candidato do PT, muito provavelmente o Haddad, e a defesa do ex-presidente Lula. O que houve foi a fusão radical desses dois movimentos, o que fortaleceu o antipetismo, o que na minha opinião, tornou-se a maior força política no país hoje em dia. E quem encarnou o antipetismo foi o Bolsonaro e não o PSDB”, disse.

Choque inédito

Segundo o cientista político do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Gwetulio Vargas (FGV CPDOC), Sérgio Praça, o sistema eleitoral brasileiro nunca sofreu uma mudança semelhante à que ocorreu no primeiro turno da eleição de 2018. Como exemplo, ele citou a redução de 31 parlamentares do MDB na Câmara Federal e a derrota de figurões do Senado, entre eles, Romero Jucá (MDB-RR), e políticos envolvidos com a Lava Jato, que não foram eleitos. “É realmente uma coisa simbólica muito marcante”.

Outra questão que vai pautar o presidente eleito, será o combate à corrupção. De acordo com o professor, vai ser algo delicado e qualquer dos dois que assuma, vai ter que saber lidar com isso. Ele destacou, no entanto, que caso o eleito seja Bolsonaro, ele precisará negociar com os parlamentares que integram partidos do chamado Centrão, que são resistentes à Operação Lava Jato e a medidas contra a corrupção.

“O centrão e os partidos mais implicados com os escândalos vão ter também que aceitar que o eleitor puniu muito na eleição e entender que vão ter que mudar se quiserem eleição daqui a quatro anos”, concluiu.

Líderes, PT e PSDB perdem mais de 30% dos votos para senador; PSL dispara e fica em 3º lugar

Já o PSL desbancou o MDB e passou a ocupar o 3º lugar, com uma alta de mais de 4.200% no número de votos

O PT e o PSDB seguem como campeões de votos para senador em todo o país, mas os dois partidos tiveram quedas de mais de 30% neste ano em comparação com 2010, quando 54 vagas também foram disputadas para o Senado, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já o PSL desbancou o MDB e passou a ocupar o 3º lugar, com uma alta de mais de 4.200% no número de votos.

O PT de Fernando Haddad (no 2º turno da disputa presidencial) elegeu quatro senadores neste ano e teve uma queda de 37,1% no número de votos. Há oito anos, a sigla recebeu 39,4 milhões de votos nos candidatos a senador; já em 2018, foram 24,8 milhões. Mesmo assim, o PT se mantém como o partido que mais recebeu votos na disputa.

O PSDB, que ocupava a segunda posição em 2010 e continua a ocupar em 2018, também teve uma queda grande no número de votos: 34,3%. O partido também elegeu quatro senadores neste ano.

Já o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, seguiu a tendência de maior participação partidária nestas eleições e teve uma alta de 4.247% no número de votos recebidos para senador. Em 2010, a sigla recebeu apenas 446,5 mil votos; já em 2018, foram 19,4 milhões. O partido elegeu quatro senadores.

O MDB, que em 2010 foi o terceiro partido a receber mais votos, teve uma queda de 46,7% e foi ultrapassado pelo PSL. Foram quase 24 milhões em 2010 contra 12,8 milhões em 2018.

Apesar de ter recebido bem menos votos que o PT, o PSDB e o PSL, porém, o MDB conseguiu eleger mais senadores que estes partidos: foram sete no total. Isso quer dizer que os votos dos outros partidos foram mais pulverizados entre seus candidatos que os do MDB, que teve uma maior concentração de votos em menos candidatos.