Saiba qual é o ministro de Temer de quem Sarney não gosta

Época

Se tem um ministro de Michel Temer que não cai nas graças do ex-presidente José Sarney, esse alguém é Eliseu Padilha, da Casa Civil. Sarney acha que, além de dar conselhos errados para Temer, Padilha trabalha para dificultar projetos no Maranhão que renderiam prestígio – e votos, por tabela – a sua família.

Roseana tenta colocar Lula no programa do MDB de Temer

Roseana Sarney foi a coordenadora do impeachment de Dilma Rousseff

Para a ex-governadora Roseana Sarney, pouco importa se a prisão do ex-presidente Lula tem relação com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, golpe político que elevou o MDB de Michel Temer ao Planalto. A peemedebista quer mesmo é tirar uma casquinha da popularidade do petista para se eleger no dia 7 de outubro.

Candidata ao governo pelo partido de Temer, Roseana briga na Justiça para usar a imagem do petista em sua propaganda eleitoral.

O problema é que Roseana esconde, nessas eleições, sua participação na manobra. Em 2016, ela rodou por Brasília em busca de votos para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela foi vista na festa de comemoração do impeachment onde teria dito que “apostou no cavalo certo” e que foi “coordenadora do impeachment”.

A estratégia é cooptar os votos que Lula tem no Maranhão. Roseana até conseguiu um despacho para manter a imagem do petista em seus programas enquanto o caso não é julgado, mas ela segue com um entrave: nem com Lula, Roseana cresce nas intenções de votos.

Veja: José Sarney faz doação generosa para campanha de Roseana

O montante doado por Sarney se soma aos R$ 8 milhões que Roseana conta do fundo disponibilizado pelo MDB

O ex-presidente José Sarney doou R$ 95 mil para a campanha da filha Roseana ao governo do Maranhão.

O montante doado por Sarney se soma aos R$ 8 milhões que Roseana conta do fundo disponibilizado pelo MDB.

Roseana, no entanto, tem feito o possível para esconder suas origens nessa corrida eleitoral.

Na TV e nas redes, ela esconde seu sobrenome.

Sarney é um tremendo paizão.

Agenda de Roseana Sarney é resumida em gravação de programa

O sinal vermelho já foi ligado no grupo Sarney

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem deixado muitos aliados preocupados pelo andamento de sua agenda de campanha.

Por meio de sua assessoria, foi anunciado que Roseana estaria com uma virose, mas o que preocupa seus aliados é o tempo que ela tem reservado para a gravação de programas de campanha, em detrimento de sua agenda no interior do estado.

Roseana tem participado de poucas inaugurações de comitês de aliados.

Com poucas andanças pelo o Estado, membros dos partidos que fazem parte da coligação liderada por Roseana já falam que é uma tarefa impossível ela crescer nas pesquisas e passar do governador Flávio Dino (PCdoB).

O sinal vermelho já foi ligado no grupo Sarney, ou Roseana passa a querer andar pelo interior ou a derrota vai ser dada como certa.

Lobão coloca-se como um dos responsáveis pela aprovação do voto aos 16 anos

Poder votar foi um sonho dos jovens nos anos 1980

O senador Edison Lobão (MDB) participou do comício de inauguração do comitê do deputado estadual Roberto Costa, no bairro de Santa Bárbara, em São Luís, no último domingo (9). Em meio aos jovens, ele relembrou que votou a favor da lei que estabelece o voto facultativo a eles a partir dos 16 anos.

“Em 1991, o João Alberto chegou pra mim e disse: Lobão você deve levar com você, em suas viagens ao interior, sempre, um jovem. E indicou um jovem. Quem era este jovem que me acompanhava nas viagens? Roberto Costa, um jovem de 17 anos que andava comigo no interio, e agora, está fazendo jus à vida política, dando voz ao povo em nosso Estado”, relembrou Lobão, ao lado de lideranças locais para destacar o hoje deputado.

Poder votar foi um sonho dos jovens nos anos 1980. Depois de pressionar a sociedade e parlamentares, articulados em entidades como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Brasileira dos Estudantes (UNE), a conquista veio com uma emenda aprovada pelos deputados constituintes com 355 votos, ante 98 contrários e 38 abstenções.

Após décadas de ditadura militar, a Assembleia Constituinte era formada por parlamentares escolhidos, especialmente, para criar a nova Constituição Brasileira, esta que vale até hoje, chamada “Constituição Cidadã”.

O voto é obrigatório para os adultos a partir de 18 anos e facultativo para cidadãos a partir de 16 anos e acima de 70. Dando oportunidade para que os jovens possam participar das decisões políticas, elegendo seus representantes para tomar as decisões apropriadas para o Brasil.

Roseana Sarney faz ataque indireto ao seu próprio partido

A candidata fala que a vida do brasileiro piorou, mas não menciona que a crise nacional foi gerada no seio do impopular governo de Michel Temer, seu correligionário e aliado

Na propaganda eleitoral que foi ao ar na quarta-feira (5), a ex-governadora Roseana Sarney indiretamente atacou seu próprio partido, o PMDB. No vídeo, a candidata fala que a vida do brasileiro piorou, mas não menciona que a crise nacional foi gerada no seio do impopular governo de Michel Temer, seu correligionário e aliado.

Desde que Temer assumiu, após o golpe que depôs Dilma Rousseff, o Brasil regressou ao Mapa da Fome, bateu recordes de desemprego e parou com a maior greve de caminhoneiros da história.

Foi durante o auge da crise nacional que vários estados entraram em profunda recessão. Apesar do cenário apocalíptico, o Maranhão foi um dos únicos entes federativos que conseguiu manter as contas públicas no azul.

Coordenadora do impeachment, em sua campanha Roseana tenta jogar a culpa da crise em Flávio Dino, ao mesmo tempo em que luta para seduzir eleitores de Lula e esconder sua parceria com Temer, líder do atual caos político e econômico brasileiro.

Campanha mostra Roseana Sarney áspera

Muitos consideraram que Roseana tem mostrado um pouco de “desespero” com a iminente derrota

Tem chamado muita atenção a campanha televisiva da candidata ao governo, Roseana Sarney (MDB). A ex-governadora tem aparecido gesticulando e falando de uma forma excessiva, falando sem compasso e de uma forma eufórica, muito diferente da política de outros tempos para fazer a linha Oposição.

Muitos consideraram que Roseana tem mostrado um pouco de “desespero” com a iminente derrota.

As tentativas desesperadas de buscar diminuir a diferença do líder das pesquisas, o governador Flávio Dino (PCdoB), pode também ser notado com a tentativa de Roseana de usar a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo Lula tendo declarado oficialmente seu apoio ao governador Flávio Dino.

Outro detalhe observado, mostra que o sobrenome de Roseana trás tanta rejeição, que a candidata também preferiu esconder seu pai da propaganda, o ex-presidente José Sarney.

As várias tentativas desperadas de voltar ao domínio do Governo do Maranhão, podem ser reflexos no tom da campanha.

No primeiro dia de campanha, Roseana fala que o Maranhão é dela

A diferença do discurso é visto nas propagandas do governador Flávio Dino (PCdoB) que evidencia o tempo inteiro que o Maranhão é nosso, “de todos nós!”.

O sentimento que a família Sarney carrega em se achar “dona do Maranhão” foi evidenciado neste primeiro dia de propaganda eleitoral gratuita na TV e no Rádio, iniciado nesta sexta-feira (31).

“Fiquei observando o que estava acontecendo no meu estado”, afirmou Roseana em vídeo veiculado nas redes.

A diferença do discurso é visto nas propagandas do governador Flávio Dino (PCdoB) que evidencia o tempo inteiro que o Maranhão é nosso, “de todos nós!”.

Roseana também abordou os problemas do Maranhão. “Eu não penso em resolver todos os problemas do Maranhão, mas eu penso em resolver os mais graves problemas do Maranhão”.

A ex-governadora só não respondeu porque não resolveu os problemas do Maranhão nos quatro mandatos que governo o estado. Fica aí o questionamento…

Época: A mágoa de Sarney

De volta ao Maranhão, com mudança do domicílio eleitoral no início deste ano, o ex-presidente reforça a campanha da filha, articulando encontros políticos e disparando críticas a Flávio Dino em sua coluna semanal

Caso supere o governador Flávio Dino (PCdoB) nas urnas em outubro, Roseana Sarney (MDB) receberá um Maranhão rebatizado: mais de 100 vias e prédios públicos perderam o nome da família dela e, oficialmente, passaram a ser chamados por outros títulos nos últimos anos. A última alteração de Dino foi feita em 2017, mas, em artigo recente, o ex-presidente José Sarney (MDB) deixou escapar que a mágoa pelas mudanças não passou.

“Não estou irritado com isso. O que me fez avaliar até onde vai a mesquinharia foi querer tirar o nome de minha mulher da Maternidade Marly Sarney, que ela construiu com tanto amor”, escreveu Sarney em 11 de agosto, em sua coluna semanal, no jornal O Estado do Maranhão, de sua propriedade. Embora tente pregar que não deu importância ao rebatismo dos patrimônios maranhenses, ele compara Dino ao “maior tirano que a humanidade já conheceu”.

É como Sarney chama o ditador soviético Josef Stalin. “Lembro apenas que Trotsky, foi, ao lado de Lenin, responsável pela Revolução Comunista de 1917. Logo depois que Lenin morreu, Stalin, com ódio, selvageria e inveja, perseguiu Trotsky, grande intelectual, e não só mandou tirar seu nome das escolas, mas matá-lo, assassinando-o no México, depois que, perseguido, fugiu da Rússia”, registrou Sarney no mesmo texto.

“É ele, Stalin, o exemplo que o governador usa para tirar meu nome das escolas”, completou Sarney. A Marly, como é chamada pelos moradores de São Luís, no entanto, só perdeu o nome oficialmente. As grávidas atendidas pela maternidade continuam se referindo ao lugar pelo nome da mulher do ex-presidente. “Vou lá na Marly fazer um exame”, exemplificou o próprio Flávio Dino a ÉPOCA, imitando uma gestante, para explicar que o rebatismo ficou só no papel.

Ao tratar da polêmica, o governador desdenha dos ataques de Sarney. “Eu nem queria mudar o nome dos lugares, já conhecidos pela população pelo nome da família. Fiz por obrigação, cumprindo intimações do Ministério Público”, disse Dino, na tentativa de colocar o assunto como irrelevante para ele. Os promotores alegam que bens públicos não podem, de acordo com a Lei 6.454/1977, ser batizados com nomes de pessoas vivas.

A Marly se tornou Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, no ano passado. Dino diz que foi o último nome que mudou. “Fiz de tudo para não tirar o nome dessa senhora da maternidade. Mas quando chegou a terceira intimação do MP, ameaçando me denunciar por improbidade administrativa, pensei: ‘aí, já é demais’. Responder a processo já é demais. Dei esse nome genérico e as pessoas continuam indo a Marly.”

De volta ao Maranhão

Vinte e oito anos depois de ser eleita para o seu primeiro cargo público, Roseana Sarney (MDB) deve ganhar o voto do pai pela primeira vez neste ano, quando a família tenta voltar ao poder depois de ter seu candidato em 2014 – Edison Lobão Filho (MDB) – derrotado por Dino. O período da ex-governadora na política é o mesmo em que José Sarney (MDB) passou como eleitor do Amapá.

De volta ao Maranhão, com mudança do domicílio eleitoral no início deste ano, o ex-presidente reforça a campanha da filha, articulando encontros políticos e disparando críticas a Flávio Dino em sua coluna semanal.

Seus artigos são publicados na capa da edição de fim de semana do veículo. Nos últimos quatro anos, o ex-presidente se dedicou a escrever contra o governador. Nos últimos meses, intensificou os ataques. Quando quer alfinetar Dino, Sarney não escreve o nome dele. Refere-se ao adversário apenas como “governador”. Recorrentemente, reclama de a família ser “perseguida” por Dino.

“São duas coisas que têm faltado atualmente no Maranhão: paciência para ouvir e tratar bem aqueles que necessitam ser tratados bem; e humildade, inimiga da arrogância, da perseguição, do ódio, da inveja — e amiga de Deus”, escreveu em 4 de agosto.

Desde que convenceu sua filha a tentar um novo mandato como governadora, também tem feito campanha aberta por sua eleição nos textos. No último fim de semana de julho, data da convenção do MDB que a oficializou candidata, Sarney dedicou todo o artigo a ela. Na coluna, cheia de elogios, apresenta o currículo da filha, sem menções a derrotas políticas e denúncias que enfrentou.

“Roseana não queria ser candidata, mas foi obrigada pela convocação do povo, que, em todo lugar, deseja sua volta, para assegurar o tempo de paz, de realizações, de grandes obras de infraestrutura e recuperar a confiança no Maranhão, que deixou de ter prestígio nacional e está numa situação de abandono”, escreveu.

Depois da derrota há quatro anos, Sarney apelou a Roseana, que, resistente, ouviu que era o único nome mais viável do grupo para enfrentar Dino. Na campanha, ela prega o fim do que chama “preconceito” contra o seu sobrenome. “Tenho nome e sobrenome. Gostaria que começassem a respeitar o meu nome, não a família. A família é uma coisa. A Roseana é outra”, disse.

Na coluna de defesa da filha, o ex-presidente diz que ela “sempre caminhou com seus próprios pés”. “Nunca precisei ajudá-la, ela foi quem me ajudou. Dela só tenho orgulho e alegria.”