Dólar vai a R$ 3,68 e bolsa bate novo recorde com otimismo internacional

A indicação da equipe econômica de que a reforma da Previdência pode ser mais dura que a enviada pelo ex-presidente Michel Temer é um sinal positivo

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O mercado está otimista com a possibilidade de acordo comercial entre Estados Unidos e China. O dólar rompeu a casa dos 3,70 reais e era vendido a 3,6856 reais por volta das 12h17, uma queda de 0,80%. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário, avança 1,26%, a 93.187 pontos, um novo recorde.

Segundo analistas de mercado, há uma euforia generalizada com a possibilidade de entendimento entre os dois países. “O primeiro encontro entre as autoridades americanas e chinesas após o anúncio de uma trégua tarifária de 90 dias no G20 chega ao fim. Essa nova rodada – que tinha como principal objetivo andar na direção de um acordo definitivo e pôr um fim à guerra comercial – parece ter sido concluída em tom positivo”, afirma relatório da Guide Investimentos.

Segundo a Necton Corretora, a possibilidade de acordo entre EUA China fez com que bolsas asiáticas encerrassem o dia em alta. “E as europeias operam no positivo em meio ao otimismo instalado nos mercados acionários com sinais de que a guerra comercial entre as duas maiores economias pode ser evitada.”

No campo doméstico, a indicação da equipe econômica de que a reforma da Previdência pode ser mais dura que a enviada pelo ex-presidente Michel Temer é um sinal positivo. Os analistas alertam, entretanto, que é preciso reformar logo a Previdência, preferencialmente sem excluir nenhuma categoria das mudanças, como os militares. “O otimismo e voto de confiança por parte do capital financeiro com a agenda do novo governo associada a um setor externo positivo favorece o mercado interno”, afirma a Necton.

Governo Flávio Dino assume reforma do Mercado da Cidade Operária

Governo assumiu gestão das obras do Mercado da Cidade Operária

Governo assumiu gestão das obras do Mercado da Cidade Operária

O governo Flávio Dino (PCdoB) assumiu a gestão e reforma do Hortomercado da Cidade Operária. Na terça-feira (23), representantes da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Ministério Público (MP), Corpo de Bombeiros e Defesa Civil visitaram as instalações para emissão dos laudos necessários à finalização do projeto.

Ao todo, são quase 800 comerciantes no mercado da Cidade Operária. Dona Iaci Pinheiro faz parte da Associação de Feirantes desde 2000 e explica a situação. “Cheguei aqui há 16 anos e meu primeiro serviço aqui foi fazer um ofício pedindo a reforma da feira e de lá pra cá nunca foi feito nada de concreto. O piso, a pintura, foram coisas feitas por feirantes mesmo. Agora, tomara que a reforma se torne realidade”.

Entre os problemas encontrados estão falta de ponto de água nos boxes, refrigeração e acondicionamento inadequado de alimentos, estrutura física deteriorada, problemas no telhado e de esgoto e acúmulo de água e de resíduos, além da violência em alguns pontos da feira.

De acordo com Márcio Honaiser, secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, a intervenção do Governo do Estado acontecerá em diversos âmbitos. “É necessária atuação não só na infraestrutura, como na sanidade e na segurança do mercado, para que feirantes e usuários tenham as condições básicas para transitar, comercializar e adquirir produtos de maneira adequada”, disse.