Ex-ministro de Michel Temer é o candidato do grupo Sarney à Presidência

O ex-presidente participou da convenção e sentou-se ao lado do presidente Michel Temer e do presidente nacional da legenda, o senador Romero Jucá

O MDB aprovou, nesta quinta-feira (2), a candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República. O partido confirmou o nome do ex-ministro da Fazenda na corrida ao Palácio do Planalto durante convenção nacional, em Brasília, com a presença do presidente Michel Temer e do ex-senador José Sarney, lado a lado.

O ex-presidente participou da convenção e sentou-se ao lado do presidente Michel Temer e do presidente nacional da legenda, o senador Romero Jucá.

Representando o governo mais rejeitado da história brasileira, responsável pela Reforma Trabalhista, pelo aumento dos impostos e pelo congelamento dos investimentos na saúde e na educação, Henrique Meirelles, Michel Temer e José Sarney caminharão juntos para garantir que o MDB continue no poder e consiga aprovar outras medidas impopulares como a Reforma da Previdência.

O MDB confirmou Meirelles sem definir o nome do vice na chapa. Segundo Romero Jucá, a escolha será feita até segunda-feira (6) por uma comissão da sigla. Ele é um dos integrantes do grupo. Os convencionais também autorizaram a Comissão Executiva Nacional do MDB a definir coligações com outros partidos.

Meirelles admitiu que seu vice poderá ser do próprio MDB, mas afirmou que não estava discutindo nomes ao ser questionado sobre a senadora Marta Suplicy (MDB-SP).

A candidatura de Meirelles é a primeira do MDB desde 1994, quando o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disputou sem sucesso a corrida presidencial.

Aliado de Roseana,Temer anuncia corte no Bolsa Família

Pesa contra Roseana o papel de articuladora do impeachment da petista Dilma Rousseff

Aliado político da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), o presidente Michel Temer adotou mais uma medida impopular: o cancelamento dos benefícios do programa Bolsa Família para 5,2 milhões de pessoas. A decisão pode acabar complicando o projeto político da pré-candidata, que vai tentar um quinto mandato como governadora.

O problema é que, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Maranhão é o estado que mais depende do programa e metade dos maranhenses recebe o auxílio – para ser exato, são 982.450 famílias beneficiárias.

Roseana tenta descolar a todo custo sua imagem de Temer. Mas essa não tem sido tarefa fácil para a ex-governadora, uma vez que seu pai, o ex-senador José Sarney, é reconhecido como principal conselheiro do presidente. Também pesa contra Roseana o papel de articuladora do impeachment da petista Dilma Rousseff.

A associação entre Roseana e Temer, presidente que reduziu drasticamente os programas sociais deixados pelo ex-presidente Lula, certamente não vem sendo bem vista entre a população do Maranhão.

Eliseu Padilha assume interinamente Ministério do Trabalho

Em edição extra do Diário Oficial da União, publicado há pouco, o presidente Michel Temer exonerou Yomura e nomeou Padilha

O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Eliseu Padilha, vai assumir interinamente o Ministério do Trabalho, no lugar de Helton Yomura. Padilha vai acumular os dois cargos. Em edição extra do Diário Oficial da União, publicado há pouco, o presidente Michel Temer exonerou Yomura e nomeou Padilha.

Em nota à imprensa divulgada na noite desta quinta-feira (5), o Palácio do Planalto informou que Temer recebeu e aceitou o pedido de exoneração do ministro do Trabalho. “O presidente agradeceu sua dedicação à frente da pasta”, diz a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

Um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF), o ministro Helton Yomura prestou depoimento na superintendência do órgão, em Brasília, acompanhado por seu advogado, e depôs por cerca de uma hora.

Em nota, o advogado do ministro, César Caputo Guimarães, confirmou que, em função das investigações, Yomura foi suspenso de suas funções no ministério e afirmou que todas as medidas jurídicas cabíveis seriam adotadas para reverter tal medida, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF informou que o objetivo da terceira fase da Operação Registro Espúrio foi aprofundar as investigações sobre uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar a concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.

Roseana evita associação com o aliado Michel Temer, reprovado por 90% da população

Após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula

Sem a menor cerimônia, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) passou a esconder seu companheiro de partido e aliado, o presidente mais rejeitado da história brasileira, Michel Temer (MDB).

Após o golpe dado na ex-presidente Dilma Rousseff (MDB), Michel Temer passou a praticar medidas impopulares como a Reforma Trabalhista e o aumento dos impostos sobre os combustíveis e o gás de cozinha.

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Somente agora, após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula, na tentativa de angariar um pouco da sua popularidade no estado, deixando Michel Temer de escanteio.

As últimas atitudes do grupo Sarney deixam o pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro Henrique Meireles, em uma situação complicada. Mesmo patinando na margem de 1% nas pesquisas, ele não pode mais contar com a ajuda do clã Sarney no Maranhão, pois a ex-governadora tenta passar a imagem de ser aliada de Lula e do PT e o deixa à deriva na pré-campanha, juntamente com o companheiro de partido Michel Temer.

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Declaração de Roseana sobre Lula irrita petistas maranhenses

Passados quase três meses da prisão de Lula, somente agora, Roseana mostra sua solidariedade ao ex-presidente, evidenciando seu oportunismo

Causou revolta entre a militância do PT e simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a declaração da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) sobre sua “solidariedade” a Lula.

Com a frase “O Maranhão está com Lula, eu também estou”, Roseana parece brincar com a inteligência dos maranhenses, admiradores do trabalho de Lula e tenta buscar na popularidade do ex-presidente formas de subir nas pesquisas de intenções de voto e voltar ao Governo do Estado.

Em abril de 2016, durante uma festa na casa do deputado Heráclito Fortes, logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Roseana se referiu ao golpe dado em Dilma como uma corrida de cavalos e afirmou ao jornal O Globo que apostou “no cavalo certo” referindo-se ao apoio dado a Michel Temer.

“Meu pai disse que apostei no cavalo certo. Como pode tudo isso? Fui duas vezes coordenadora do impeachment”, completou Roseana.

Roseana viajou para Brasília e por lá ficou por vários dias, encarregando-se de conseguir apoio dos deputados federais maranhenses para o impeachment de Dilma Rousseff, consequentemente, um ato contra Lula. A ex-governadora apostou que, com a chegada do MDB ao Governo Federal, suas chances de derrotar o governador Flávio Dino (PCdoB) fossem potencializadas.

Mas o destino mostrou que Roseana estava errada. Passados dois anos do golpe, a ex-governadora vê a popularidade de seu companheiro de partido, Michel Temer, despencar e ser considerado o governo mais impopular da história.

Passados quase três meses da prisão de Lula, somente agora, Roseana mostra sua solidariedade ao ex-presidente, evidenciando seu oportunismo.

Saque das contas inativas do PIS/Pasep começa no dia 18; confira quem tem direito

O cronograma prevê saques até 28 de setembro, com períodos de retiradas definidos de acordo com as idades dos beneficiários

O presidente Michel Temer sancionou, na manhã desta quarta-feira (13), a lei que permite a trabalhadores de qualquer idade o saque de fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). E a consulta, pela internet, está liberada desde 4 de junho. Ela pode ser feita nos sites da Caixa e do Banco do Brasil.

Para realizar as consultas, basta ter em mãos o número do PIS (para servidores do setor privado) ou do Pasep (para funcionários públicos) ou o CPF e data de nascimento do cotista. Os saques começam na próxima segunda-feira (18). Na quarta-feira, o site da Caixa para consultas apresentou lentidão, mas nesta quinta-feira (14), o sistema está normalizado.

O cronograma prevê saques até 28 de setembro, com períodos de retiradas definidos de acordo com as idades dos beneficiários.

Para saber se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites relativos ao PIS (trabalhadores do setor privado) ou ao Pasep (trabalhadores do setor público).

Beneficiários com idades entre 57 e 59 anos poderão sacar o dinheiro entre segunda-feira (18) e 29 de junho. O pagamento para todas as idades ocorrerá entre 14 de agosto e 28 de setembro. Para quem tem conta na Caixa ou no Banco do Brasil, o depósito será em 8 de agosto para qualquer idade.

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse ou tivesse doença grave ou invalidez. No segundo semestre do ano passado, o governo tinha enviado ao Congresso duas MPs reduzindo a idade para o saque, sem alterar as demais hipóteses de acesso a esses recursos. Com a aprovação da medida mais recente, cotistas de todas as idades ou seus herdeiros poderão sacar os recursos de contas inativas do PIS/Pasep.

Têm direito ao saque as pessoas que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988,  entre 1971 e 1988 . Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Michel Temer bate próprio recorde de impopularidade

Apenas 3% dos brasileiros consideram o governo Temer ótimo ou bom, segundo o levantamento. Outros 14%, consideram regular a gestão dele

O presidente Michel Temer bateu o próprio recorde de impopularidade na pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo. De acordo com o levantamento, 82% consideram o governo do emedebista ruim ou péssimo. A taxa de reprovação aumentou 12 pontos percentuais em relação ao ultimo levantamento em abril. Segundo o instituto de pesquisa, Temer é o presidente mais impopular desde a redemocratização do país.

A pesquisa é a primeira feita após a paralisação dos caminhoneiros que parou o país e acontece dois meses após a prisão de Lula. O instituto entrevistou 2.824 eleitores, na quarta e na quinta-feira da semana passada.

Apenas 3% dos brasileiros consideram o governo Temer ótimo ou bom, segundo o levantamento. Outros 14%, consideram regular a gestão dele.

O estudo mostra ainda que as Forças Armadas são a instituição que tem mais a confiança da população, apesar da queda no índice a aprovação. Disseram confiar muito nos militares 37% dos entrevistados. Outros 41% disseram confiar um pouco, e 20% não confiam.

Os partidos políticos, o Congresso e a Presidência apresentaram os menores índices de confiança da população: 68%, 67% e 64%, respectivamente, não confiam nessas instituições.

O Datafolha mostra ainda que 14% confiam muito e 43% confiam um pouco no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 39% não confiam na Corte.
A imprensa tem a confiança total de 16% dos entrevistados. Outros 45% dizem confiar pouco e 37% não confiam.

Chiquinho Escórcio deve ser consagrado vice de Roseana

A escolha de Chiquinho teria passado pelo aval do presidente Michel Temer (MDB)

As várias especulações sobre a indicação do vice na chapa da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) parecem ter chegado ao fim. Nas últimas horas, o nome do ex-deputado federal, Chiquinho Escórcio (MDB), ganharam corpo e tudo indica que o grupo Sarney vai para a disputa com uma chapa “puro sangue”.

O nome de Chiquinho virou notícia na coluna da jornalista Denise Rothenburg, do Jornal Correio Brasiliense. O ex-deputado, fiel escudeiro do ex-presidente José Sarney (MDB), já estaria sendo tratado pelo Palácio do Planalto como o candidato a vice da chapa de Roseana Sarney. A escolha de Chiquinho teria passado pelo aval do presidente Michel Temer (MDB).

A ex-governadora Roseana Sarney teve muita dificuldade em escolher seu vice. Nem mesmo a garantia da vaga e de uma estrutura num possível governo fez com que Roseana fechasse um acordo com outra legenda. Os grandes partidos não se interessaram em indicar o nome para o cargo, tal é a rejeição do grupo Sarney.

Muito se especulava pela escolha do senador João Alberto (MDB) para a vaga, mas seu nome sofre muita resistência da própria Roseana.

A ex-governadora Roseana também não tem mais o PT para indicar seu vice. O partido garantiu, nas últimas eleições, um bom tempo de TV para o grupo Sarney, mas hoje já faz parte da base de apoio do governador Flávio Dino. Sem o vice “ideal”, a única saída será ter que escolher Chiquinho Escórcio.

Seis meses após aprovação da Reforma Trabalhista, arrecadação de sindicatos desaba 88%

Os sindicatos querem contornar o baque se mostrando mais atuantes junto aos trabalhadores e tentam compensar parte da queda de receita com a conquista de novos associados Foto: Roberto Parizotti/ CUT

O “ ajuste fiscal” chegou também para os sindicatos. Depois da entrada em vigor da reforma trabalhista, proposta pelo presidente Michel Temer (MDB), que acabou com o imposto sindical, as entidades viram sua arrecadação despencar 88% nos quatro primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Enxutos, os sindicatos querem contornar o baque se mostrando mais atuantes junto aos trabalhadores e tentam compensar parte da queda de receita com a conquista de novos associados.

As mudanças nas leis trabalhistas drenaram recursos dos sindicatos. Apenas em abril, o volume total arrecadado pelas associações que representam trabalhadores foi de R$ 102,5 milhões – uma queda de 90% em relação ao mesmo mês de 2017.

Isso porque, com a nova legislação, em vigor há mais de seis meses, a cessão obrigatória do equivalente a um dia de trabalho, que era destinada a sindicatos, centrais e federações que representam as categorias, foi extinta. A contribuição ainda existe, mas agora é voluntária, e a empresa só pode fazer o desconto com uma autorização, por escrito, do funcionário.

O desemprego elevado também colabora para a escassez de recursos. Sem uma vaga formal, o trabalhador não se filia e nem contribui às entidades. Com menos dinheiro, os sindicatos se viram obrigados a cortar despesas para sobreviver: demitiram funcionários, fecharam subsedes, venderam carros, alugaram imóveis e reformularam os serviços prestados aos associados. A tendência, segundo dirigentes, é que as entidades se acostumem a operar com menos recursos em caixa.

Um dos efeitos percebidos após a reforma trabalhista é a volta dos sindicatos para ações de rua, seja com mais mobilizações nas portas de fábricas ou no maior esforço direcionado a aumentar a quantidade de sindicalizados. A maior parte das entidades diz ter reforçado as equipes de campo, mesmo com um quadro mais enxuto. Funcionários que antes só exerciam atividades internas foram deslocados.