Suicídios, cartas e as estranhas coincidências eleitorais…

Epitácio Cafeteira foi vítima no famoso caso “Reis Pacheco”

Uma estranha e assombrosa coincidência ronda a disputa política no Maranhão, nos últimos 24 anos. O caso mais famoso foi o do “assassinato” do ferroviário Reis Pacheco, em 1994, uma espeesp de “fake news” da época. Posteriormente, outros semelhantes vieram ocorrendo.

Em 1994, às vésperas das eleições, o ex-senador Epitácio Cafeteira liderava a disputa até que o ex-senador José Sarney denunciou a “morte” do ferroviário Reis Pacheco. A estória divulgada em horário nobre de TV apontava o primeiro como mandante do crime. Mais tarde, a farsa foi desmascarada com o aparecimento do ‘defunto’ vivo.

Na década seguinte, em 2007, o ex-governador Jackson Lago governava o Maranhão. O grupo Sarney estava em plena campanha para desgastar a imagem do governo pedetista. Atacava dia sim e outro também a mudança na lei que implantava subsídios como remuneração dos servidores estaduais. Insuflou greve dos professores. Denominou o projeto de “lei do cão”. Precisava de um novo “Reis Pacheco”. E ele apareceu.

O enredo dava conta que a professora Luzia Pinheiro, decepcionada com o governo pedetista, “escrevera” uma carta e saiu do bairro Maiobão, no município de Paço do Lumiar, onde morava e atravessou parte da ilha para cometer suicídio num terreno baldio, no Araçagi.

A morte de Luíza Pinheiro gerou comoção e a imagem do governo Jackson foi ao chão. Mais tarde, a polícia constatou que a professora não se suicidou. Foi ‘suicidada’. As investigações constataram que ela foi atraída por alguém e assassinada. O estrago estava feito. Nunca foram identificados os autores do crime. Restou uma carta com lamentos e acusações ao pedetista.

Dez anos depois, eis que surge o caso do médico Mariano Silva. Uma carta também aparece e, certamente, mais um festival a apontar o dedo na direção do governo Flávio Dino. Mas ficam alguns questionamentos: Por que alguém que cumpre prisão domiciliar faria uma carta e cometeria suicídio? Por que as supostas acusações deixadas em carta não foram feitas à Polícia Federal? Em que circunstâncias foi escrita a tal carta?

Nunca é demais lembrar que, nas eleições de 2014, outra trama diabólica foi armada. Uma denúncia falsa contra o então candidato Flávio Dino (PCdoB) por um assaltante de banco, que cumpria pena em Pedrinhas. A assessoria do comunista agiu rápido junto à polícia para pedir proteção ao acusador.

Quatro casos com muitas semelhanças. E uma certeza: cada vez que se aproxima a eleição e o quadro é desfavorável à oligarquia Sarney, surge sempre uma “estratégia” ou tentativa de desgastar o adversário a partir de situações que causam impacto na sociedade e comoção.

Vigilância Sanitária fiscaliza revenda ilegal da Noz da Índia em São Luís

A fiscalização nesses estabelecimentos é permanente, conforme ação de rotina das Vigilâncias Sanitárias dos Municípios. (Foto: Julyane Galvão/SES)

A operação da Superintendência Vigilância Sanitária do Maranhão (Suvisa), nesta quinta-feira (19), percorreu estabelecimentos comerciais para fiscalizar a venda irregular da Noz da Índia. O produto, comercializado em lojas de produtos naturais, feiras públicas e internet, não possui registro no Ministério da Saúde.
O secretário-adjunto de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Marcelo Rosa, planeja com a fiscalização proteger a população ao consumo de produtos sem registro. “A Ouvidoria da Vigilância Sanitária recebeu denúncias de que pessoas ficaram doentes após a ingestão da Noz da Índia. O óbito recente, ainda em investigação, é o caso mais grave. Essa ação quer inibir a venda irregular deste e outros produtos sem registro em todo Maranhão. As Vigilâncias Sanitárias do Estado e dos municípios estão envolvidas nessa fiscalização”, informou.
Durante a ação da Suvisa, agentes notificaram o dono do estabelecimento comercial localizado no bairro da Cohama, em São Luís, pela comercialização do produto similar a Noz da Índia. “O ‘Cura Tudo – Plantas Medicinais’, também sem registro, não tem comprovada sua ação terapêutica, em desacordo com a norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitário (Anvisa). O estabelecimento foi notificado e o produto recolhido” informou o superintendente da Suvisa, Edmilson Diniz.

A fiscalização nesses estabelecimentos é permanente, conforme ação de rotina das Vigilâncias Sanitárias dos Municípios. À Suvisa cabe oferecer suporte, orientação e apoio nas atividades que visam coibir a venda de produtos sem registro. Os estabelecimentos encontrados com irregularidades estão sujeitos às penalidades sanitárias previstas em lei.

Nota pública

Na quarta-feira (18), a Superintendência de Vigilância Sanitária do Maranhão determinou a suspensão da venda do produto Noz da Índia, tendo em vista os relatos de pessoas doentes e uma notificação de óbito, em investigação. O produto é indicado para emagrecimento, mas a eficácia e segurança do produto não têm comprovação.

PM morto em Panaquatira é irmão de jornalista

Policial foi alvejado e faleceu durante assalto em Panaquatira

Policial Max Muller Rodrigues foi alvejado e faleceu durante assalto em Panaquatira

O soldado do 6º Batalhão da Policia Militar, Max Muller Rodrigues de Carvalho, vítima fatal no assalto ocorrido, neste final de semana, em uma festa particular, em Panaquatira, é irmão da jornalista Ádria Rodrigues, repórter e apresentadora da TV Assembleia. O fato lamentável abalou não só familiares de todas as cinco pessoas que foram mortas no ocorrido, a sociedade, como também a imprensa maranhense que se solidariza com o momento de dor da colega.

No ocorrido, cinco pessoas morreram e três ficaram feridas durante o assalto realizado a uma casa no residencial Ponta Verde em Panaquatira, orla do município de São José de Ribamar, região metropolitana de São Luís, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Segundo informações da SSP, seis homens armados cercaram e invadiram a casa de praia, onde era realizada uma festa. O policial reagiu ao assalto e conseguiu balear um dos criminosos que morreu no local. Max acabou sendo alvejado e morto por outro suspeito. Ele estava de folga aproveitando o fim de semana com familiares e amigos.

Nesse momento, um dos assaltantes, identificado como Nal de Panaquatira, descontrolou-se ao ver o comparsa morto e começou a atirar contra as pessoas que participavam da festa, segundo a polícia. . Na sequência, os bandidos fugiram levando a pistola  ponto 40 do policial assassinado.

Mais vítimas 

O produtor musical Alexandro Carvalho, de 36 anos, morreu ainda no local e Ananda Brasil Mendes, 20 anos, a caminho do hospital. O irmão do policial levou um tiro de raspão na cabeça, mas está fora de perigo.

Alisson Fonseca, 28 anos, foi alvejado por oito tiros e levado ao hospital onde foi submetido a cirurgia e está fora de perigo. Shirley Caroline Machado Martins, que comemorava seu aniversário sofreu apenas escoriações pelo corpo.

Com a morte de Max sobe para quatro o número de policiais mortos em São Luís neste ano. O corpo do policial está sendo velado na Igreja Batista em Jardim América, no bairro Jardim América. O enterro será às 9h desta segunda-feira (25), no cemitério Jardim da Paz, estrada de Ribamar.