Mulheres terão mais participação na Assembleia Legislativa a partir de 2019

O resultado é motivo de comemoração. Mais mulheres na política, são mais mulheres maranhenses tendo vez e voz no legislativo estadual

A próxima legislatura, que será iniciada em 2019, trará ainda mais a participação de mulheres na Assembleia Legislativa do Maranhão. Os resultados das urnas mostraram que mais mulheres ganharam assentos na Alema, em comparação com 2014.

Na última eleição para o legislativo estadual, seis mulheres foram eleitas, desta vez, oito mulheres saíram vitoriosas das urnas.

A deputada estadual Ana do Gás foi reeleita e agora vai ter a companhia das novas deputadas Detinha, Dra. Thaiza Hortegal, Andreia Rezende, Daniela Tema, Dra. Helena Duailibe e Mical Damasceno. Além da volta da ex-deputada Dra. Cleide Coutinho.

O resultado é motivo de comemoração. Mais mulheres na política, são mais mulheres maranhenses tendo vez e voz no legislativo estadual.

Ibope: Bolsonaro cresce entre mulheres, pobres e ricos; Haddad sobe no Nordeste

A última pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 208 municípios de 29 a 30 de setembro

A última pesquisa Ibope para a Presidência, divulgada nesta segunda-feira (1º) , mostrou que o candidato Jair Bolsonaro ( PSL) passou de 27% das intenções de votos, registrados na semana anterior, para 31%. Os dados completos da amostra apontam para um aumento significativo dele entre as mulheres e entre os eleitores mais pobres (que ganham até um salário mínimo) e mais ricos (acima de cinco salários mínimo). Fernando Haddad ( PT) , por sua vez, que ficou estagnado com 21% no levantamento, cresceu apenas no Nordeste.

Entre as mulheres, Bolsonaro cresceu de 18% para 24%, já Haddad oscilou negativamente de 21% para 20%. A pesquisa foi feita entres os dias 29 e 30 de setembro, fim de semana marcado por protestos de milhares de mulheres em mais de cem cidades contra Bolsonaro. Houve também manifestações a favor dele.

A pesquisa é também a primeira do Ibope realizada após a reportagem da revista “Veja” mostrar que Ana Cristina, ex-mulher de Bolsonaro, relatou que o presidenciável agia com “desmedida agressividade” durante processo judicial em que o político disputava a guarda do filho. Dias antes, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que a ex afirmou a um funcionário da embaixada do Brasil na Noruega ter sido ameaçada de morte por ele.

Bolsonaro cresce entre ricos e pobres

O capitão reformado do Exército subiu nas pesquisas também entre os mais pobres e os mais ricos. O crescimento entre os que ganham até um salário mínimo foi de 13% para 19%. Já entre os mais ricos, que ganham mais de cinco salários, a alta foi de 40% para 46%.

Bolsonaro também teve alta entre os mais jovens e mais velhos. Ele cresceu de 24% para 31% entre os eleitores de 16 a 24 anos. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, Bolsonaro passou de 21% para 28%.

Ele teve ainda o seu maior crescimento entre os eleitores com ensino superior, com alta de 31% para 40% das intenções de votos. No mesmo segmento, Haddad passou de 18% para 14%.

Haddad sobe para 35% no Nordeste

De todos os segmentos, Haddad supera Bolsonaro apenas entre os menos escolarizados, entre os mais pobres e entre os nordestinos.

O único cenário em que o petista cresceu foi no Nordeste, onde os dois aumentaram as intenções de votos. Haddad passou de 30% para 35% e Bolsonaro, de 15% para 21%.

Haddad tem 26% das intenções de votos das pessoas com até a 4ª série completa contra 19% de Bolsonaro. Quem ganha até um salário mínimo também prefere o petista. Haddad tem 26% contra 19% de Bolsonaro.

Foram entrevistados 3.010 eleitores em 208 municípios de 29 a 30 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O registro no TSE é o BR- 08650/2018.

“Quando falam em enxugar a máquina, é enxugar o direito dos mais pobres”, diz Flávio Dino em plenária

As plenárias têm debatido os rumos e as mudanças no Maranhão em todas as áreas da política pública

O governador Flávio Dino participou na noite desta terça-feira (28), em São Luís, da Plenária dos Direitos Humanos, Procon, Juventude, Negros, Mulheres e Cultura. As plenárias têm debatido os rumos e as mudanças no Maranhão em todas as áreas da política pública.

“Os direitos humanos são uma grande conquista dos povos, sobretudo daqueles que menos têm, daqueles que precisam da mão protetora do Estado”, disse Flávio.

“Muitos aí falam em enxugar a máquina. Quando falam em enxugar a máquina, não tenham dúvida: é enxugar o direito dos mais pobres”, acrescentou.

O governador ainda disse que “tem muita gente dizendo que defensor de direitos humanos é defensor de bandidos. E isso visa que as pessoas sejam ainda mais exploradas, oprimidas e dominadas”.

Flávio também falou sobre a “a centralidade da luta do povo negro e indígena deste Estado e deste país”. Segundo ele, “a luta dessas populações não é algo menor, porque a sociedade brasileira se construiu por sobre a exploração de negros, indígenas e outros povos colonizados pelos europeus”.

Apoio

Na plenária, Flávio recebeu o apoio das pessoas que lotaram o espaço, na avenida dos Holandeses. “Eu defendo os direitos humanos, eu defendo o direito de crianças e adolescentes. Por isso, Flávio Dino de novo”, disse Claudia Lima, Miss Exuberante Plus Size Maranhão.

O estudante Daniel Araújo disse que Flávio “é o único governador que realmente se preocupa com a educação dos jovens do Maranhão. Ele se preocupa com a nossa educação e o nosso futuro. Por isso eu sou Flávio Dino de novo”.

“Ele botou o Maranhão para cima. O Maranhão estava no fundo, e agora está para cima. É 65!”, acrescentou Esmeralda Freire.

“Eu sou Flávio Dino pelas políticas públicas implantadas aqui no Maranhão, especialmente para as mulheres, que vêm avançado e precisam ter continuidade”, afirmou Anne Benevides.

Dos 27,4 mil registros de candidaturas, 8,4 mil são de mulheres

Pelos dados, 61,7% das candidaturas são para vagas de deputadas estaduais, enquanto 30% para federais

As candidaturas femininas nas eleições de outubro chegam a 30,7%, o equivalente a 8.435, do total de 27.485 pedidos de registros encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Centro-Oeste é a região com maior percentual 31,14%, depois o Sudeste (31,02%), Sul (30,84%), Nordeste (30,30%) e Norte (29,75%).

Pela legislação, 30% é o percentual mínimo de candidaturas do sexo feminino por partido. Em 2014, as mulheres representavam 8,1 mil, ou 31,1% das candidaturas. Apesar da baixa evolução, analistas políticos consideram positivo o percentual registrado e observam mudanças na forma como as eleitoras devem escolher seus candidatos.

De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, a maioria das candidatas se declara branca (51,7%) e parda (33,4%). A maior parte tem entre 45 e 49 anos e nível superior completo. A quantidade de casadas e solteiras é praticamente igual: 40%.

Pelos dados, 61,7% das candidaturas são para vagas de deputadas estaduais, enquanto 30% para federais. Há apenas duas candidatas à Presidência da República – Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) – e 29 para governos dos estados.

O cientista político Valdir Pucci afirmou que não houve mudança significativa no número de candidaturas em comparação com as últimas eleições gerais de 2014.

Porém, Pucci acredita que desta vez a aposta dos partidos políticos é que o eleitorado feminino vai preferir votar em mulheres. Nas disputas a vagas para deputados federais, estaduais e distritais, houve a preocupação do cumprimento da cota mínima dos 30% de candidaturas femininas exigidas por lei.

O cientista político da Universidade de Brasília Lúcio Rennó elogiou a obrigatoriedade do respeito à cota dos 30% do Fundo Eleitoral às campanhas de mulheres. Segundo ele, é um diferencial e uma conquista, pois mostra como a Justiça Eleitoral está atenta às mudanças nos anseios da sociedade.

Uma das maiores críticas à resolução que beneficia as mulheres, no entanto, é que a norma não definiu regras para a distribuição desta cota entre as candidatas. Este ano, o fundo distribuirá às siglas R$ 1,7 bilhão, permitindo que o partido concentre recursos em poucas candidaturas, deixando a maioria sem financiamento.

Pela resolução, caberá aos partidos estabelecer os critérios de distribuição do montante entre seus candidatos, levando em consideração a cota reservada às mulheres. O partido que não destinar o percentual definido para a campanha de uma mulher pode não ter as contas anuais aprovadas. A rejeição implica ainda na devolução do dinheiro declarado irregularmente, acrescido de multa de até 20%.

Só castrando mesmo! Vereador de São Luís defende “castração química” para estupradores…

O vereador Ricardo Diniz (PCdoB) levantou, esta semana, um debate interessante sobre a punição aos “monstros” que cometem estupros, praticamente, todos os dias, em São Luís, e terminam ficando na impunidade. Ele defendeu uma espécie de castração química, método que reduz a libido do homem, diminuindo o desejo sexual dele. É como se fosse “capado”, no jargão popular,  tornado, praticamente, impotente para a prática.Tá aí uma boa sugestão, seria uma espécie de “pena de morte” de sexual…

Com a castração química, certamente, esses monstros pensariam duas vezes antes de cometer tais brutalidades. “Como não temos a pena de morte, a sociedade entende que a
castração química pode ser uma das medidas a serem aplicadas”, disse
Ricardo Diniz.

Os recentes casos de violência sexual, envolvendo estupros, trazem à tona
discussões sobre o endurecimento das penas aos condenados por crimes
sexuais.

Na tribuna, Ricardo Diniz lembrou do caso que ocorreu semana passada em Paço do
Lumiar, em que um homem estuprou três mulheres da mesma família. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), por ano, mais 500 mil mulheres são vítimas de estupro no Brasil, dessas somente 50 mil denunciam o crime.

Muitas mulheres deixam de denunciar, muitas vezes, o agressor por vergonha. Os casos de violência contra a mulher precisam sair desse silêncio e atitudes devem ser tomadas para punir com mais rigor esses criminosos.

FOTO DO DIA – Mulheres protestam no “08 de Março” e cobram igualdade salarial

mulheres

As mulheres não se calaram, em São Paulo, e foram às ruas neste 08 de março para mostrar que não só com flores e palavras bonitas se lembra a data tão importante. Elas protestaram contra a desigualdade salarial, que ainda reina no Brasil, contra a violência doméstica, contra a falta d´água, contra a desigualdade de gênero e contra diversos preconceitos que ainda nos humilham. É isso aí! Não podemos aceitar a teoria e a prática que insistem em nos nos colocar como seres inferiores. Direitos iguais já!

REAJAM, MULHERES! Eu queria que todos os dias fossem “08 de Março”…

Eu não me calo! Deus me deu língua, mãos e sabedoria para me expressar, reivindicar e não me curvar ao preconceito, ao machismo! Avante!

Eu não me calo! Deus me deu língua, mãos e sabedoria para me expressar, reivindicar e não me curvar ao preconceito, ao machismo! Avante!

Hoje, todos nos parabenizam (dos governantes às pessoas mais simples), felicitam, jogam flores, soltam palavras lindas (cada uma mais bela que a outra), consideram-nos um ser sem diferenças, porque é 08 de março, Dia Internacional da Mulher, que se consagrou com a luta das tecelãs de Nova Iorque. No entanto, amanhã (digo nos outros 364 dias do ano), voltam a reinar o machismo, o desrespeito, as distinções, a discriminação, o preconceito, os casos de espancamento, estupros, tudo que nos humilha, etc. Eu queria, ou melhor, todas nós queríamos ser tratadas, no dia-a-dia, com todos os reconhecimentos e méritos que se fazem nesta data. Essa seria a nossa maior conquista!

O machismo, infelizmente, ainda nos julga como seres inferiores e a  gente sente isso em situações básicas do dia-a-dia. Eu, por exemplo, vou confessar aqui que sofri e ainda sofro discriminação na blogosfera política maranhense, a partir do momento em que me inseri em um espaço que os homens achavam que era somente deles. Quebrei essa grande barreira. Depois de mim, vieram outras e que venham mais!

Trago o tema da própria blogosfera política maranhense para exemplificar que há diferenças, sim, no tratamento a homens e mulheres no aspecto profissional. Por exemplo, se há anúncios para serem veiculados, parcerias para esta área, oferecem um preço bem menor quando se trata da ala feminina, isso quando há algum tipo de valorização. A banda masculina tem sempre todo o apoio, ao contrário do outro lado que batalha, que se vira em diversos empregos para se manter, inclusive, em seus blogs. Nós, blogueiras de política, precisamos vencer isso! Fico feliz por eles, porque não sou egoísta, mas nós temos que ser equiparadas, já que hoje há a teoria dos “direitos iguais” que já deveria ter entrado na prática.

O que é ser mulher de verdade?

Ser mulher de verdade é ter coragem de reivindicar, de não aceitar a discriminação, o preconceito, o machismo, a humilhação, as diferenças, de não baixar a cabeça diante das barreiras, assim como fizeram as tecelãs norte-americanas que, para conquistar direitos, foram ao extremo, deram a vida. E é preciso que tenhamos esta força, porque, apesar das frases bonitas e dos reconhecimentos de hoje, ainda há muita pedreira para se quebrar.

Observamos muito falar em conquistas com a independência financeira, o trabalho, a autonomia, etc, mas muitas alcançaram esses direitos e pagam caro por isso até hoje. Quando chegam à casa, cansadas, têm que cuidar das coisas dos filhos, do lar e dos maridos. Eles, em sua maioria, ainda acham que serviço doméstico ficou para a mulher, do contrário “é coisa de gay”. Abomináveis as criaturas que acreditam e praticam isso!

E o que não dizer das diversas reações preconceituosas e machistas quando mulheres sensualizam, usam roupas mais femininas, enfim? Isso não pode ser razão, motivo para serem molestadas, estupradas, violentadas, etc. A sensualidade está em nossa áurea, isso não deve ser encarado como ridículo, apelação ou convite ao sexo. Temos também esse direito e não devemos nos curvar ao machismo, ao preconceito, etc.

Desabafo! Não há mais motivos para me calar!

Eu sou neta de ex-lavradora e filha de ex-empregada doméstica, mulheres guerreiras, com muito orgulho. Não tenho pai, porque na época em que eu nasci a Lei não funcionava para obrigar a reconhecer paternidade. E ele, aquele que me gerou, simplesmente, como um covarde, um fraco, fugiu de sua responsabilidade. Esse é um desabafo mesmo! Não há mais motivos para me calar!

Por isso, você, mulher, não tenha medos. Se sofre algum tipo de constrangimento, denuncie, não fique calada, coloque a boca no mundo. Vamos à luta. Vamos nos unir para que os reconhecimentos do tão “festejado” 08 de março sejam praticados todos os dias realmente. Eu não me calo! Deus me deu língua, mãos e sabedoria para me expressar, reivindicar e não me curvar ao preconceito, ao machismo! Avante!