São Luís é a capital que mais reduziu homicídios no Nordeste nos últimos 4 anos

Os homicídios caíram 62% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018

São Luís e as cidades que formam a Grande Ilha – Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa – tiveram as maiores quedas no número de homicídios entre todas as capitais nordestinas e suas regiões metropolitanas nos últimos quatro anos.

Os homicídios caíram 62% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018. Como as estatísticas de dezembro ainda não estão concluídas, foi considerado o período de janeiro a novembro tanto em 2014 quanto em 2018. Em 2014, foram 832 assassinatos nas quatro cidades da Ilha. Já em 2018, caiu para 313. Uma queda de 62%.

Um levantamento feito nas estatísticas oficiais das demais capitais nordestinas mostra que nenhuma delas chegou perto desse número. As estatísticas foram colhidas nos sites das respectivas Secretarias de Segurança Pública de cada Estado. Ou seja, são dados oficiais.

A única capital nordestina que não entrou no levantamento foi João Pessoa, já que os dados mais recentes se referem apenas ao primeiro trimestre do ano.

Sete quedas e um aumento

Os homicídios caíram 62% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018

Das oito capitais e regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas, sete tiveram queda nos homicídios em 2018 na comparação com 2014. Apenas uma, Recife, registrou aumento.

Mas nenhuma das capitais chegou perto da redução de 62% verificada na Grande Ilha maranhense.

Teresina, no Piauí, é a capital que mais se aproxima desse desempenho, com redução de 28% nos chamados Crimes Letais Violentos Intencionais (CVLI) entre 2014 e 2018. O CVLI é formado majoritariamente por homicídio, mas também inclui latrocínio e agressão fatal – ou seja mortes violentas provocadas intencionalmente.

No caso de Teresina, foram levados em conta os períodos de janeiro a outubro para os dois anos, já que os dados de novembro ainda não estão disponíveis. Igualmente com queda de 28%, aparece Maceió, com dados atualizados até novembro referentes ao CVLI.

Depois vem Natal, com queda de 26% e dados do CVLI atualizados também até novembro.

Salvador e região metropolitana conseguiram reduzir os homicídios em 16%. Nesse caso, o período é de janeiro a setembro para os dois anos (2014 e 2018). Os números de outubro e novembro de 2018 ainda não estão disponíveis.

Aracaju e região metropolitana tiveram uma redução de 14% até o mês de setembro. Nesse caso, a comparação de janeiro a setembro de 2018 teve que ser feita com o ano todo de 2014, uma vez que não há estatísticas mensais disponíveis para aquele ano em Alagoas.

Ou seja, a redução foi de no máximo 14% na Grande Aracaju. Se forem registrados novos homicídios entre outubro e dezembro, essa redução será mais modesta. Portanto, não há hipótese de a queda ser maior, apenas menor.

Já Fortaleza teve uma queda de 4% no CVLI. Os dados estão atualizados até novembro. Recife e região metropolitana foram as únicas a ter aumento nos homicídios, de 36%. O período corresponde até outubro.

A queda de 62% nos homicídios da Grande São Luís está ligada diretamente ao aumento nos investimentos da Segurança Pública, além da adoção de novas estratégicas desde o início do governo Flávio Dino, em 2015.

O Maranhão atingiu a marca recorde de 15 mil policiais no Estado. Em quase quatro anos, foram entregues 1.078 novas viaturas. Dezenas de prédios foram construídos e reformados.

Além da queda nos homicídios, São Luís deixou em 2017 a lista das 50 capitais mais violentas do mundo, de acordo com a prestigiada lista da ONG mexicana Segurança, Justiça e Paz.

Mesmo com ajuste no ICMS, Maranhão vai continuar com gasolina e diesel mais baratos do Nordeste

Hoje, o Maranhão tem a gasolina mais barata de todo o Nordeste e a sétima mais barata entre todos os 27 Estados do Brasil

O Maranhão vai continuar tendo a gasolina e o óleo diesel mais baratos do Nordeste mesmo com o ajuste nas alíquotas do ICMS da gasolina e do diesel previsto no pacote anticrise feito pelo Governo do Estado.

O Projeto de Lei prevê a redução de impostos para donos de motos e pequenas empresas, além da criação do Cheque Cesta Básica.

Para compensar a perda de arrecadação com essas medidas, que vão beneficiar centenas de milhares de pessoas, será alterada a alíquota da gasolina e do óleo diesel. Mas o impacto será pequeno para o consumidor.

O mais barato do Nordeste

Hoje, o Maranhão tem a gasolina mais barata de todo o Nordeste e a sétima mais barata entre todos os 27 Estados do Brasil. O Maranhão também tem o óleo diesel mais barato de todo o Nordeste e o quinto mais barato de todo o país.

O mais recente levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que o litro da gasolina no Maranhão sai em média por R$ 4,312.

O Estado que mais se aproxima desse valor no Nordeste é Pernambuco, com R$ 4,415. Uma diferença de pouco mais de R$ 0,10 (dez centavos) a cada litro.

Com o ajuste na alíquota do ICMS, a gasolina no Maranhão terá impacto de R$ 0,08 para o consumidor final. Ou seja, ficará ainda abaixo do valor cobrado hoje em Pernambuco.

E a gasolina no Maranhão também vai continuar sendo a sétima mais barata do Brasil, como é hoje.

Diesel

No caso do óleo diesel, o impacto da alteração no ICMS será ainda menor para o consumidor final no Maranhão: R$ 0,01.

De acordo com a ANP, o valor médio do diesel no Maranhão é de R$ 3,586, o menor do Nordeste.

Com a alteração, ficará um centavo mais caro, abaixo ainda do Estado nordestino que mais se aproxima do Maranhão, a Bahia, com R$ 3,627. E será o sexto mais barato de todo o Brasil.

Benefícios

O pacote anticrise enviado à Assembleia também prevê o fim do pagamento do IPVA para 75 mil motos de até 110 cilindradas e a isenção do ICMS para mais de 100 mil micro e pequenas empresas. Também será criado o Cheque Cesta Básica, que vai direcionar todo o ICMS pago nos produtos da cesta básica aos mais pobres.

Governadores do Nordeste atuarão em bloco para evitar escanteio de Jair Bolsonaro

Logo após o resultado da eleição, alguns governadores manifestaram publicamente a preocupação de serem deixados de escanteio

El País

A eleição de Jair Bolsonaro acendeu um alerta no grupo de governadores do Nordeste, região onde o militar reformado perdeu para o petista Fernando Haddad. A partir de janeiro do ano que vem, os nove Estados da região estarão governados ou pelo PT ou por partidos aliados, como o PSB e o PCdoB, representando a única região totalmente sob o Governo de siglas da oposição ao novo presidente. O cenário distinto ao do restante do país, onde Bolsonaro venceu, causou preocupação entre os políticos locais, que decidiram que a região deve atuar em bloco e não individualmente, para dar maior musculatura às demandas regionais.

Logo após o resultado da eleição, alguns governadores manifestaram publicamente a preocupação de serem deixados de escanteio. Com isso, poderiam perder verbas do Governo federal para programas e projetos em seus Estados. “Finalizada a eleição, externo aqui o meu desejo de que o presidente eleito, respeitando os princípios da democracia, dialogue com todos os Estados, com respeito e sem discriminação, e busque a solução dos problemas que afligem o país”, escreveu o petista Camilo Santana, do Ceará, em seu Facebook.

A preocupação tomou conta também de um grupo de WhatsApp, formado por todos governadores do Nordeste. Além de Santana, no Ceará, ele inclui Rui Costa (PT), da Bahia, Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, Wellington Dias (PT), do Piauí, Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão. Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, Belivaldo Chagas (PSD), de Sergipe, João Azevêdo (PSB), da Paraíba, e Renan Filho (MDB). O acordo firmado entre eles até o momento foi de aguardar o anúncio da nova equipe ministerial para, então, marcar uma reunião presencial e deliberar as ações. A expectativa gira em torno do perfil dos novos ministros: se serão em maior parte militares, ou se haverá uma composição com membros dos partidos que formam o centrão.

Esse grupo havia sido formado em maio deste ano. Naquele mês, todos os governadores do Nordeste se reuniram, juntamente com o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), para deliberar as principais demandas da região. Da reunião, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano, saiu a Carta do Recife, endereçada a Michel Temer, com 11 pontos considerados importantes para a retomada do desenvolvimento nos Estados. Dentre eles, a oposição à privatização da Eletrobras e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco, a Chesf.

Agora, o esforço é por fazer chegar até a mesa de Bolsonaro uma pauta mais enxuta, priorizando três temas mais urgentes: água, segurança pública e saúde. Em relação à água, tema sensível para a região que viveu nos últimos anos uma seca histórica, a demanda é pela retomada das grandes obras que levam o abastecimento oriundo da transposição do rio São Francisco até os moradores do semiárido. No âmbito da saúde, os mandatários reivindicarão a revisão da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Os governadores pedirão aumento na participação do Governo Federal nos repasses aos hospitais públicos dos Estados. O tema é sensível, já que baterá de frente com a barreira imposta pela PEC do teto de gastos, que limitou o crescimento dos investimentos públicos pelos próximos 20 anos.

A mesma dificuldade pode ser imposta pelas reivindicações na área de segurança pública. Aqui, além dos problemas comuns a todos os Estados, como investimento no aumento do efetivo policial e em sua remuneração, a região Nordeste tem uma questão pontual: a realização de um trabalho de inteligência para desmontar quadrilhas interestaduais especializadas na explosão de caixas eletrônicos. Esse tipo de crime gera um efeito cascata que contribuiu para o aumento dos índices de violência na região. Isso porque, em muitas cidades, há apenas uma agência bancária. Com a explosão dos caixas dessas agências, os clientes precisam se deslocar para as cidades vizinhas para realizar saques e pagamentos. A circulação dessas pessoas com altas quantias de dinheiro pelas estradas torna-se um alvo fácil de assaltos e latrocínio.

Discutidas as principais questões da região, o grupo deve marcar uma reunião presencial assim que os novos ministros forem anunciados pelo presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que demandas locais sejam apresentadas até mesmo antes da posse do novo Governo, no dia 5 de janeiro.

Diálogo com os Estados

Nesta eleição, o Nordeste, repetindo os pleitos anteriores, votou em peso no PT.Fernando Haddad obteve 69% dos votos da região no segundo turno. Ainda assim, o partido perdeu em três capitais: João Pessoa (PB), Natal (RN) e Maceió (AL), sendo nessa última, onde Bolsonaro obteve o maior percentual de votos, 61%. Embora Haddad tenha levado a maioria dos votos na região —20,3 milhões—, o presidente eleito amealhou 8,8 milhões de eleitores. Durante a campanha, muitas capitais nordestinas promoveram atos pró-Bolsonaro, e esse apoio popular sustenta a teoria de que o novo presidente não deve virar as costas para a região.

Sabendo da importância dos nordestinos para sua eleição, Bolsonaro acenou para a população local algumas vezes durante sua campanha. Para se aproximar de um público que historicamente elege o PT, colocou o chapéu de couro, tradicional ornamento local, e afirmou ser nordestino também, argumentando que o sogro nasceu no Ceará. Em uma TV no Piauí, afirmou que acabaria com o “coitadismo” dos nordestinos. Logo após o primeiro turno, em sua primeira entrevista, fez um agradecimento especial aos eleitores do Nordeste. Na sequência, lançou a proposta de 13º para o Bolsa Família, ideia claramente direcionada aos eleitores da região, que abriga metade dos 14 milhões de beneficiados pelo programa.

Porém, seu plano de Governo registrado no TSE trata pouco da região. Menciona o Nordeste somente quando aborda a área de energia, ao afirmar que é um local com “grande potencial de desenvolver fontes de energia renovável, solar e eólica”.

Dino: “Votos no Nordeste mostram convicção em temas de justiça social”

O governador fez uma comparação da eleição que resultou na vitória de Jair Bolsonaro (PSL), com o pleito de 1989, que teve o triunfo de Fernando Collor de Mello sobre Lula (PT).

O governador reeleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fez uma análise de como o nordestino votou na eleição presidencial. Na visão dele, o resultado nas urnas mostrou a preocupação das pessoas da região com temas relacionados à justiça social.

“Em relação ao Nordeste, houve uma definição clara, madura acerca de uma visão sobre o desenvolvimento do Brasil. Há, infelizmente, daqui e de acolá, um ou outro mais exaltado do pensamento de direita no país que diz assim: ‘O nordestino não sabe votar’. A uniformidade, a homogeneidade desse voto mostra que, ao contrário, há muita convicção em relação a uma visão de desenvolvimento que seja inclusiva e que leva em conta a temática da justiça social, dos serviços públicos e o papel dos investimentos públicos”, disse ao UOL Dino, que atuou por 12 anos como juiz federal ao presidir a Associação Nacional de Juízes Federais (Ajufe) antes de se filiar ao PCdoB.

O governador fez uma comparação da eleição que resultou na vitória de Jair Bolsonaro (PSL), com o pleito de 1989, que teve o triunfo de Fernando Collor de Mello sobre Lula (PT).

“Lembremos do que foi o Collor e no que resultou. Também foi um voto antissistema, também foi um voto derivado de um presidente fraco. Outrora o Sarney, hoje o Michel Temer. E muito rapidamente houve a identificação que aquilo que seria antissistema, na verdade, era parte integrante desse sistema. Eu acho que o prognóstico dessa natureza, como este que faço agora, autoriza a supor que muito rapidamente as coisas devem voltar ao leito natural e, com isso, é preciso que neste momento as forças políticas principais do país, e eu nomino muito especialmente o PT e o PSDB estejam aptos a ocupar esse papel que será demandado dessas forças, logo adiante quando houver uma paralisação e muita confusão no país, uma agudização da crise econômica e da crise política vai gerar muita confusão.”

Haddad perde para Bolsonaro até entre mulheres e mais pobres, e agora só vence no Nordeste

Além da vantagem de 18 pontos percentuais em votos válidos sobre o adversário, o militar da reserva melhorou seu desempenho em praticamente todas as faixas do eleitorado

InfoMoney

O favoritismo do deputado Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial com o ex-prefeito paulista no Fernando Haddad (PT) foi confirmado pela última pesquisa XP/Ipespe, divulgada na manhã desta quinta-feira (11), 17 dias antes do segundo turno. Além da vantagem de 18 pontos percentuais em votos válidos sobre o adversário, o militar da reserva melhorou seu desempenho em praticamente todas as faixas do eleitorado.

De acordo com os dados segmentados do levantamento, Bolsonaro caiu apenas entre os eleitores do Nordeste, único recorte em que ainda perde para Haddad. Lá, o deputado foi de 28% das intenções de voto totais (considerando brancos, nulos e indecisos) para atuais 22%. Já entre as mulheres, os mais pobres e os menos escolarizados, houve um salto significativo. Vale ressaltar que a diferença entre votos masculinos e femininos no deputado agora é a menor já registrada: 10 pontos percentuais, marca ainda elevada, mas bem abaixo dos 18 pontos percentuais registrados em 18 de julho. O petista, por sua vez, desidratou em quase todos os segmentos, mas de forma significativa nestes três grupos específicos.

Até a pesquisa da última semana, divulgada a dois dias do primeiro turno (quando a disputa entre Bolsonaro e Haddad era apenas uma das simulações feitas, embora já tratada como a mais provável), Haddad aparecia à frente entre esses três grupos. Agora, Bolsonaro conta com vantagem de 9 pontos percentuais entre as mulheres, de 7 pontos entre os que declaram renda familiar mensal inferior a 2 salários mínimos e aparece empatado com o petista com 43% das intenções de voto entre os menos escolarizados.

Bolsonaro cita o Maranhão e diz que, caso eleito, vai tratar estados sem diferença política

Nem Bolsonaro acredita mais em Maura Jorge

O candidato à Presidência da República, deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), concedeu entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, nesta sexta-feira (5). Ele dirigiu seu discurso especialmente ao povo nordestino. Em uma pergunta do apresentador, o presidenciável citou o Maranhão – que tem tudo para confirmar a reeleição do governador do PCdoB, Flávio Dino, segundo pesquisas – e garantiu que, caso seja eleito, todos os estados serão tratados de forma igualitária, independente do partido de seus eleitos ou reeleitos.

Na entrevista, apesar de ter candidata de seu partido ao governo, no caso a ex-prefeita Maura Jorge, Jair Bolsonaro se referiu ao PCdoB como partido que, possivelmente, deve reeleger o seu candidato, no caso o governador Flávio Dino.

Ou seja, nem Bolsonaro acredita mais em Maura Jorge.

Ao ser questionado sobre como sua gestão trataria os futuros governadores do Nordeste, que devem ser na maioria petistas e do PCdoB, Bolsonaro afirmou que não se pode prejudicar a população em função de coloração partidária. “Isso seria desumano, desleal e antidemocrático”, disse o presidenciável.

O candidato frisou que o povo brasileiro é um só e afirmou que prega a união de todos há muito tempo.

Bolsonaro falou que no seu governo aplicará o lema “menos Brasília e mais Brasil”, onde estará mais presente nos estados e destinará mais recursos para os governos estaduais, para as prefeituras, onde de fato é a ponta da problemática e onde tem mais contato com a população, tudo isso, independente do partido político.

Nordestinos e Bolsa Família

Bolsonaro falou que muitas pessoas inventam que ele seria contra os nordestinos, o que seria uma inverdade. Do mesmo jeito que circula por muitos meios de comunicação que ele seria contra o Bolsa Família, o que o candidato também tratou de negar.

O candidato encerrou afirmando que a grande surpresa positiva virá do Nordeste e que está muito confiante com a votação em todos os estados nordestinos.

Ibope: Bolsonaro cresce entre mulheres, pobres e ricos; Haddad sobe no Nordeste

A última pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 208 municípios de 29 a 30 de setembro

A última pesquisa Ibope para a Presidência, divulgada nesta segunda-feira (1º) , mostrou que o candidato Jair Bolsonaro ( PSL) passou de 27% das intenções de votos, registrados na semana anterior, para 31%. Os dados completos da amostra apontam para um aumento significativo dele entre as mulheres e entre os eleitores mais pobres (que ganham até um salário mínimo) e mais ricos (acima de cinco salários mínimo). Fernando Haddad ( PT) , por sua vez, que ficou estagnado com 21% no levantamento, cresceu apenas no Nordeste.

Entre as mulheres, Bolsonaro cresceu de 18% para 24%, já Haddad oscilou negativamente de 21% para 20%. A pesquisa foi feita entres os dias 29 e 30 de setembro, fim de semana marcado por protestos de milhares de mulheres em mais de cem cidades contra Bolsonaro. Houve também manifestações a favor dele.

A pesquisa é também a primeira do Ibope realizada após a reportagem da revista “Veja” mostrar que Ana Cristina, ex-mulher de Bolsonaro, relatou que o presidenciável agia com “desmedida agressividade” durante processo judicial em que o político disputava a guarda do filho. Dias antes, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que a ex afirmou a um funcionário da embaixada do Brasil na Noruega ter sido ameaçada de morte por ele.

Bolsonaro cresce entre ricos e pobres

O capitão reformado do Exército subiu nas pesquisas também entre os mais pobres e os mais ricos. O crescimento entre os que ganham até um salário mínimo foi de 13% para 19%. Já entre os mais ricos, que ganham mais de cinco salários, a alta foi de 40% para 46%.

Bolsonaro também teve alta entre os mais jovens e mais velhos. Ele cresceu de 24% para 31% entre os eleitores de 16 a 24 anos. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, Bolsonaro passou de 21% para 28%.

Ele teve ainda o seu maior crescimento entre os eleitores com ensino superior, com alta de 31% para 40% das intenções de votos. No mesmo segmento, Haddad passou de 18% para 14%.

Haddad sobe para 35% no Nordeste

De todos os segmentos, Haddad supera Bolsonaro apenas entre os menos escolarizados, entre os mais pobres e entre os nordestinos.

O único cenário em que o petista cresceu foi no Nordeste, onde os dois aumentaram as intenções de votos. Haddad passou de 30% para 35% e Bolsonaro, de 15% para 21%.

Haddad tem 26% das intenções de votos das pessoas com até a 4ª série completa contra 19% de Bolsonaro. Quem ganha até um salário mínimo também prefere o petista. Haddad tem 26% contra 19% de Bolsonaro.

Foram entrevistados 3.010 eleitores em 208 municípios de 29 a 30 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O registro no TSE é o BR- 08650/2018.

Flávio Dino mostra aos ouvintes da Mirante FM que o Maranhão é líder de empregos no Nordeste

O governador mostrou que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do próprio Ministério do Trabalho apresentam o saldo positivo da geração de emprego

O governador Flávio Dino levou, na terça-feira (31), aos ouvintes da Mirante FM alguns dados do Governo do Estado. Ele foi entrevistado após ordem judicial à emissora, que havia convidado a adversária Roseana Sarney, mas que tinha se recusado a ouvi-lo. A lei eleitoral exige tratamento igualitário aos pré-candidatos e candidatos, ou seja, isonomia é obrigatória.

Flávio abordou temas como fake news, economia e emprego. O governador explicou aos entrevistadores que os dados oficiais do Ministério do Trabalho provam que o Maranhão foi um dos Estados do Brasil com maior saldo positivo de empregos com carteira assinada em 2017. “E em junho deste ano, foi o terceiro maior saldo do país e o maior do Nordeste”, afirmou.

O governador mostrou que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do próprio Ministério do Trabalho apresentam o saldo positivo da geração de emprego.

Flávio Dino também esclareceu que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) muito usada por veículos de comunicação da oposição, é uma metodologia de estimativa, apenas. O dado real é do Ministério do Trabalho, disponível no site do próprio órgão.

De janeiro até junho deste ano, o Maranhão teve o terceiro melhor resultado na geração de emprego no Brasil e o primeiro no Nordeste. “Nós temos o saldo positivo desde janeiro, a pesar dos percentuais de desemprego elevadíssimos no país inteiro, no Maranhão, a trajetória tem sido de retomada de emprego”, finalizou Flávio Dino.

São Luís está entre os 10 destinos do Brasil escolhidos para férias

A pesquisa da Agência Virtual Viajanet aponta o aumento em 15% na compra de passagens para as cidades do Nordeste. São Luís, além de bastante procurada, contribui como caminho para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Foto: Gilson Teixeira

Segurança, opções de lazer, clima favorável e receptividade fazem de São Luís uma entre as dez cidades brasileiras mais procuradas por turistas neste período de férias. A informação faz parte de um levantamento realizado, esta semana, pela Agência Virtual Viajanet. A pesquisa aponta o Nordeste como maior destino entre os meses de junho e julho. Segundo o relatório, turistas procuram fugir do frio em outras áreas do Brasil e vêm à região em busca das praias.

Nos últimos anos, São Luís recebeu promoções turísticas que destacam o que a cidade tem de melhor. A campanha Maranhão Terra de Encantos foi premiada nacionalmente pelas estratégias de divulgação de São Luís e do Maranhão. Inspirada nas belezas naturais, arquitetura colonial de São Luís, cultura e gastronomia maranhense, ganhou medalha de ouro no Prêmio Colunistas 2017, considerado um dos mais tradicionais da publicidade brasileira e entregue desde 1968. Além de investimentos em qualificação turística e ações diversas para dinamizar o turismo em São Luís.

A pesquisa da Agência Virtual Viajanet aponta o aumento em 15% na compra de passagens para as cidades do Nordeste. São Luís, além de bastante procurada, contribui como caminho para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Quem mais procura pela cidade são famílias em busca de lazer, correspondendo a 75% das intenções, de acordo com a pesquisa. Fortaleza, Recife e Salvador também estão na lista, reforçando a procura pelo Nordeste. Os dados da pesquisa têm como base a venda de passagens aéreas com destino às dez cidades mais procuradas.

A escolha de São Luís neste ranking reforça os esforços para divulgar, valorizar e estruturar as potencialidades locais, avalia o secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino. “São iniciativas em todos os setores que têm como foco a garantia de segurança, boa estrutura e opções de lazer e entretenimento considerando o grande potencial turístico da nossa capital. É um estímulo para prosseguir nos incentivos e investimentos em nossa cidade”, afirmou.