Colunista de O Globo sugere que delação contra Flávio Dino foi para “acalmar” família Sarney

O colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, publicou, neste fim de semana, em uma nota, informação dando conta que a Procuradoria Geral da República decidiu levar adiante a acusação do delator José Carvalho Filho contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mesmo com diversas contradições na acusação, para evitar que a família Sarney alegasse ser perseguida pela operação Lava Jato.

Segundo o colunista, o vice de Rodrigo Janot, procurador-geral da República e o responsável pelas investigações, é Nicolau Dino, irmão de Flávio Dino. Embora os dois irmãos não tenham afinidade política, isso vinha sendo usado pela oligarquia para sustentar que haveria perseguição contra eles.

De acordo com o colunista, a saída, então, teria sido levar a delação adiante, mesmo com todas as inconsistências.

A nota do colunista do Globo, com título “Esperteza”, diz que “Janot deixa mesmo a Procuradoria em setembro. Sem compromisso com ninguém, quis deixar seu nome na História. Não perdoou nem o governador Flávio Dino, irmão do seu braço direito na PGR”.

“Para calar a boca dos Sarney, que se dizem perseguidos pelo procurador por conta desse parentesco”, acrescenta o colunista.

Ex-deputado cita Sarney e reeleição de FHC em termos de delação premiada

Informoney

Em matéria do último final de semana, a Folha de S. Paulo informou que Corrêa disse ter informações que podem comprometer cerca de cem políticos

Em matéria do último final de semana, a Folha de S. Paulo informou que Corrêa disse ter informações que podem comprometer cerca de cem políticos

Os termos da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa no âmbito da Lava Jato já estão prontos. E, segundo aponta o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o ex-parlamentar pernambuco diz ter contado “tudo de podre que sabe desde que foi eleito deputado pela primeira vez, em 1978, pela Arena”.

Segundo o colunista, as histórias passam pela distribuição de rádios na época de José Sarney (PMDB-AP) – presidente entre 1985 e 1990 – e pela reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que foi presidente entre 1995 e 2002.

Em matéria do último final de semana, a Folha de S. Paulo informou que Corrêa disse ter informações que podem comprometer cerca de cem políticos. Dentre eles, dois ministros do governo da presidente Dilma Rousseff: o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e o titular da Defesa, Aldo Rebelo, além do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Ontem, foi noticiado que o ex-diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, delatou uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões através da operação de compra envolvendo a empresa petrolífera Pérez Companc. Pelo Facebook, FHC rebateu: “afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

Governo socialista de Rollemberg emprega “órfãos” de Roseana Sarney em Brasília, diz coluna do Noblat

noblat

A coluna do Noblat, de O Globo, destaca, nesta quarta-fera (07), que parte do corpo técnico do governo Roseana Sarney (PMDB) desembarcou em Brasília, nos últimos meses, para assumir cargos no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). “Os maranhenses invadiram o Distrito Federal”, diz o colunista bem ao seu estilo irônico.

Segundo a coluna, são cerca de 60 pessoas ligadas ao grupo Sarney e que ocupavam, no governo passado, altos postos. “Todos passaram a ocupar bons empregos – inclusive secretarias de Estado”, informa Ricardo Noblat.

A coluna diz ainda que quem articulou tudo foi o vice-presidente da Câmara Legislativa, o deputado distrital Agaciel Maia, ex-diretor geral do Senado por 14 anos, carne e unha com o ex-senador José Sarney.