Pai de santo que benzeu Michel Temer se converte e quer evangelizar terreiro

Pretendo distribuir Bíblias para o presidente e os ministros. Quero salvar a alma de Michel Temer

Roberval Batista Uzêda, de 53 anos, conhecido como “Pai Uzêda” assumiu essa semana o posto de assessor da coordenadoria de Diversidade Religiosa da Secretaria municipal de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos da prefeitura do Rio de Janeiro.

Mas essa não foi a única mudança recente na vida do homem que ficou nacionalmente conhecido por ter “benzido” o presidente Michel Temer, em Brasília, no fim do ano passado.

Segundo o jornal O Globo a quem concedeu entrevista, seu desejo agora é outro: “Pretendo distribuir Bíblias para o presidente e os ministros. Quero salvar a alma de Michel Temer”.

Nos últimos meses, ele passou a frequentar a filial da igreja pentecostal Anabatista, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Os espíritas não são unidos. Eu estava me sentindo infeliz. Mas em toda a minha vida, nunca tive uma opção. Sou filho de uma mãe de santo, conhecida como Mãe Luiza de Salvador. Ela me teve em pleno terreiro de Mãe Menininha do Gantois. Sempre estive emocionalmente ligado ao candomblé. Agora como evangélico quero chegar à felicidade plena”, testemunha Uzêda.

Como era esperado, sua mãe não ficou contente com a decisão dele. O ex-pai de santo revela sua intenção de transformar o terreiro baiano de Mãe Luiza em uma igreja evangélica. O local é frequentado pelos cerca de 3,5 mil seguidores dela, que seriam evangelizados por Uzêda, que almeja se tornar bispo.

 

Sarney dá pitaco nas grandes questões nacionais e veta ou apoia indicação de ministros, diz O Globo

Sarney teria vetado Pedro Fernandes

O jornal O Globo trouxe matéria, neste final de semana, sobre a influência de José Sarney na política nacional. A matéria, intitulada de ‘Da hidroginástica aos cargos-chave do governo’, conta o dia a dia do oligarca em Brasília, onde atualmente reside. Após o veto a Pedro Fernandes no ministério do Trabalho, a ingerência de Sarney voltou aos holofotes da política brasileira.

Com 87 anos e afastado de cargos eletivos desde 2015, o oligarca maranhense, de acordo com o O Globo, “dá pitaco nas grandes questões nacionais e veta ou apoia indicação de ministros ou ocupantes de outros cargos estratégicos, como ministros de tribunais superiores e até o comando da Polícia Federal”.
Segundo o jornal, “para boa parte dos cotados a cargos em ministérios, diretorias de agências reguladoras, tribunais superiores, de contas, um dos primeiros caminhos é bater à porta de Sarney”.
O caso recente e rumoroso foi o veto à indicação do deputado maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho, por ele ser ligado ao grupo do governador Flávio Dino (PCdoB), maior adversário do clã Sarney hoje. Outra demonstração de poder foi o apoio à nomeação do atual diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. Segundo aliados, o ex-presidente não entra em questões que considera irrelevantes.

A confirmação de que José Sarney é o todo-poderoso do governo Temer explica muita coisa sobre o atual presidente. Inclusive sua popularidade na beira do menor nível da história brasileira. Comparável, obviamente, ao do próprio Sarney no final dos anos 1980.

Colunista de O Globo sugere que delação contra Flávio Dino foi para “acalmar” família Sarney

O colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, publicou, neste fim de semana, em uma nota, informação dando conta que a Procuradoria Geral da República decidiu levar adiante a acusação do delator José Carvalho Filho contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mesmo com diversas contradições na acusação, para evitar que a família Sarney alegasse ser perseguida pela operação Lava Jato.

Segundo o colunista, o vice de Rodrigo Janot, procurador-geral da República e o responsável pelas investigações, é Nicolau Dino, irmão de Flávio Dino. Embora os dois irmãos não tenham afinidade política, isso vinha sendo usado pela oligarquia para sustentar que haveria perseguição contra eles.

De acordo com o colunista, a saída, então, teria sido levar a delação adiante, mesmo com todas as inconsistências.

A nota do colunista do Globo, com título “Esperteza”, diz que “Janot deixa mesmo a Procuradoria em setembro. Sem compromisso com ninguém, quis deixar seu nome na História. Não perdoou nem o governador Flávio Dino, irmão do seu braço direito na PGR”.

“Para calar a boca dos Sarney, que se dizem perseguidos pelo procurador por conta desse parentesco”, acrescenta o colunista.

Ex-deputado cita Sarney e reeleição de FHC em termos de delação premiada

Informoney

Em matéria do último final de semana, a Folha de S. Paulo informou que Corrêa disse ter informações que podem comprometer cerca de cem políticos

Em matéria do último final de semana, a Folha de S. Paulo informou que Corrêa disse ter informações que podem comprometer cerca de cem políticos

Os termos da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa no âmbito da Lava Jato já estão prontos. E, segundo aponta o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o ex-parlamentar pernambuco diz ter contado “tudo de podre que sabe desde que foi eleito deputado pela primeira vez, em 1978, pela Arena”.

Segundo o colunista, as histórias passam pela distribuição de rádios na época de José Sarney (PMDB-AP) – presidente entre 1985 e 1990 – e pela reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que foi presidente entre 1995 e 2002.

Em matéria do último final de semana, a Folha de S. Paulo informou que Corrêa disse ter informações que podem comprometer cerca de cem políticos. Dentre eles, dois ministros do governo da presidente Dilma Rousseff: o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e o titular da Defesa, Aldo Rebelo, além do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Ontem, foi noticiado que o ex-diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, delatou uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões através da operação de compra envolvendo a empresa petrolífera Pérez Companc. Pelo Facebook, FHC rebateu: “afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

Governo socialista de Rollemberg emprega “órfãos” de Roseana Sarney em Brasília, diz coluna do Noblat

noblat

A coluna do Noblat, de O Globo, destaca, nesta quarta-fera (07), que parte do corpo técnico do governo Roseana Sarney (PMDB) desembarcou em Brasília, nos últimos meses, para assumir cargos no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). “Os maranhenses invadiram o Distrito Federal”, diz o colunista bem ao seu estilo irônico.

Segundo a coluna, são cerca de 60 pessoas ligadas ao grupo Sarney e que ocupavam, no governo passado, altos postos. “Todos passaram a ocupar bons empregos – inclusive secretarias de Estado”, informa Ricardo Noblat.

A coluna diz ainda que quem articulou tudo foi o vice-presidente da Câmara Legislativa, o deputado distrital Agaciel Maia, ex-diretor geral do Senado por 14 anos, carne e unha com o ex-senador José Sarney.