PF e PRF deflagram operação contra corrupção policial…

A Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal deflagraram a Operação Déjà Vu, na manhã desta terça-feira (25), com o objetivo de combater a corrupção policial em rodovias federais. Cerca de 100 policias (50 policiais federais e 50 policiais rodoviários federais) cumprem mandados nas cidades de Fortaleza, Sobral, Boa Viagem e Maracanaú, no estado do Ceará.

As medidas judiciais foram expedidas pela 23ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Quixadá, sendo cinco mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de suspensão de exercício de função pública.

Os suspeitos, que atuam na Unidade Operacional da PRF de Boa Viagem/CE, localizada na rodovia BR 020, são acusados de praticarem atos de corrupção contra usuários da rodovia. O grupo criminoso solicitava “pedágio” (propina) de cidadãos que transitavam de forma irregular, deixando de lavrar autos de infração e demais sanções administrativas cabíveis.

Os levantamentos iniciados pela Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal em 2016, como desdobramento da prisão em flagrante de policial rodoviário federal em 2015 pelo crime de corrupção passiva, ocorrida na mesma unidade policial de Boa Viagem, levaram à instauração de inquérito na Polícia Federal que culminou na expedição dos referidos mandados.

Os presos foram encaminhados à Polícia Federal no Ceará e serão indiciados pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.

O termo “Déjà Vu” reporta-se à expressão francesa que significa algo já visto, porém, ocorrendo em situação futura, referindo-se à prática delituosa de cobrança de propina reprimida na mesma Unidade Operacional de Boa Viagem/CE da PRF em 2015.

Lava Jato! Lobão Filho na lista de suplentes de senador encrencados

O Globo

Edson Lobão Filho, que é suplente do senador, também é alvo de denúncias – Jorge William / Agência O Globo

Se os 63 congressistas que tiveram inquéritos abertos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, fossem afastados dos cargos, a maior parte dos substitutos não teria menos pendências policiais e judiciais do que os titulares a apresentar aos eleitores. Levantamento do GLOBO indica que 64% dos suplentes de deputados federais e 67% dos suplentes de senadores — todos investigados na Lava-Jato — respondem ou já responderam a acusações pelos mais variados crimes, de compra de votos e improbidade administrativa a estupro de vulnerável e homicídio.
Por exemplo, Edison Lobão Filho (PMDB-MA) pode herdar o posto de senador do pai, Edison Lobão (PMDB-MA), sob investigação por corrupção no âmbito da Lava-Jato. Ele é alvo de processos por ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e sonegação fiscal por, supostamente, ter escondido a propriedade de uma empresa de bebidas sob o nome de laranjas.

Recentemente, o Ministério Público da Suíça apresentou ainda documentos apontando contas secretas no país em nome dele. Por e-mail, Lobão Filho afirmou que as contas estão declaradas e não são movimentadas há 30 anos. Segundo ele, as acusações são “assuntos com origem de 20 anos, exaustivamente explicados, mas que a imprensa insiste em explorar”.

— Hoje, o simples depoimento de quem está sob tortura no “pau de arara”, e quer sair de qualquer maneira (da cadeia), serve para julgar e condenar qualquer cidadão — defendeu-se.

Casa de Luizinho Caveira, assesssor especial de Pezão, apontado por um delator premiado como operador do governadorDelator relata ação de operador de Pezão
No total, Fachin, relator da Lava-Jato no STF, autorizou a abertura de 76 inquéritos solicitados pela Procuradoria-Geral da República com base em delações de ex-executivos da Odebrecht. As investigações envolvem oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais.

O levantamento do GLOBO indica o status dos suplentes de senadores e deputados, figuras normalmente pouco conhecidas pelos cidadãos. Foram consideradas na conta as ações que tramitam em diferentes instâncias da Justiça, fruto de investigações das polícias Federal e Civil, dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal e dos Tribunais de Contas.

De acordo com a lista de suplentes fornecida pela Câmara ao GLOBO, há pelo menos dois suplentes de deputados sentenciados à prisão que podem assumir cargos em caso de vacância. A suplência na Câmara é definida a partir do ranking de candidatos mais votados por coligação estadual.

ACUSAÇÃO DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Um dos que poderiam se beneficiar pelas investigações é Nelson Nahim (PSD-RJ). Condenado a 12 anos por estupro de vulnerável, exploração sexual de adolescentes e coação, Nahim, irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, tem, segundo seu advogado Marcello Ramalho, “todo o interesse de exercer o cargo”. Ele chegou a ficar preso por quatro meses em 2016, mas foi libertado por um habeas corpus. É, atualmente, o primeiro suplente da coligação fluminense composta por PSD e mais quatro partidos, incluindo o PMDB, e poderia voltar para a Câmara numa eventual saída de Pedro Paulo (PMDB-RJ), suspeito de receber da Odebrecht mais de R$ 3 milhões para campanhas em 2010 e 2014.
Em janeiro de 2017, Nahim chegou a ocupar uma cadeira na Câmara no lugar de Índio da Costa (PSD-RJ), licenciado para assumir uma secretaria municipal no Rio. Nahim é acusado de compor uma quadrilha que mantinha crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos presos em uma casa em Campos, onde seriam exploradas sexualmente. O processo segue em segredo de Justiça, e Ramalho diz que Nahim “vai provar inocência”.

Preso no Paraná, o ex-deputado federal Luiz Argôlo é o primeiro suplente da coligação DEM, PMDB, PSDB, PTN, SD, PROS, PRB, PSC na Bahia. Três deputados eleitos pela mesma aliança são investigados com autorização do STF e podem ter de se afastar. Condenado a 12 anos e oito meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava-Jato, Argôlo poderia assumir o lugar de algum deles se conseguir um benefício de progressão de regime ou habeas corpus. De acordo com a Câmara, julgado em segunda instância, Argôlo não teve seus direitos políticos cassados.

— As empresas têm feito cada vez mais compliance, mas os partidos estão longe de adotar ferramentas assim. Além da Lei da Ficha Limpa, que barra candidatos com condenação em segunda instância, não há nada que impeça pessoas com pendências judiciais de se candidatarem. O resultado é esse cenário — afirma Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV.

No Senado, a situação não é diferente. Se Fernando Collor de Mello (PTC-AL), sob investigação por ter supostamente recebido R$ 800 mil em caixa 2 na campanha de 2010 ao Senado, for afastado, em seu lugar entrará Renilde Bulhões. Desde 2004, Renilde é investigada pelo assassinato de um radialista em Santana do Ipanema (AL), cidade da qual foi prefeita. Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas , o inquérito estava sob sua supervisão até 2013 porque a investigada era prefeita, mas foi enviado ao primeiro grau quando ela deixou o cargo e perdeu o foro.

O advogado de Renilde, José de Barros Lima Neto, nega o envolvimento da suplente no crime e diz que ela “sequer foi ouvida sobre os fatos” ao longo da investigação. Renilde foi ainda condenada por improbidade administrativa em 2015 ao contratar servidores municipais sem concurso público. Em nota, a assessoria de Collor disse que Renilde “é ficha-limpa, sem restrição para a disputa de cargos públicos ou exercício de cargo eletivo”.

 

Operação da Polícia Federal no Maranhão cumpre mandados em seis estados

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (30/3), a Operação Doce Infância, para reprimir o compartilhamento de pornografia infantil por meio de aplicativo de mensagens instantâneas.

Foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão nos estados do Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, São Paulo e Mato Grosso. Até o presente momento, 2 pessoas foram autuadas em flagrante delito nos estados do Ceará e Mato Grosso.

A pena por compartilhamento de material pornográfico infantil pode chegar a seis anos de reclusão e a pena por posse, a quatro anos de reclusão.

A operação foi denominada Doce Infância em razão do nome atribuído pelos investigados ao grupo no aplicativo utilizado para prática dos crimes apurados.

Não será concedida entrevista coletiva.

Operação Carne Fraca: entenda o que pesa contra cada frigorífico

Veja

Policiais fizeram a apreensão de muita carne podre

Considerada a maior operação da história da Polícia Federal, a Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira, desmantelou um esquema de pagamento de propina envolvendo funcionários do Ministério da Agricultura e empresários do ramo alimentício para relaxar a fiscalização e conseguir a liberação de licenças. A operação teve como alvos frigoríficos de pequeno porte e as gigantes BRF e JBS, que sentiram reflexos em seu valor de mercado — suas ações tiveram uma forte desvalorização na Bolsa de Valores ao longo do dia.

Diante das informações de que produtos estragados estavam sendo liberados ao consumo, o governo precisou se mobilizar para tranquilizar a população e avisar que “não há razão para pânico”, pois nem todos os frigoríficos do país estavam envolvidos nos casos investigados. Por fim, tomou como providências a interdição de três fábricas — um da BRF e dois da Peccin — e o afastamento de 33 funcionários. Entenda o que pesa especificamente sobre cada empresa.

BRF

A empresa se tornou alvo por irregularidades no frigorífico de Mineiros (GO), fabricante de carne de aves, e pelo envolvimento no esquema do seu gerente de Relações Institucionais, Roney Nogueira dos Santos, alvo de mandado de prisão preventiva. A ele foram atribuídos os crimes de corrupção, passiva e ativa, concussão, peculato, prevaricação, advocacia administrativa, falsificação e adulteração de substância ou produtos alimentícios e lavagem de dinheiro.

O inquérito traz indícios — não muito claros — de que material impróprio foi utilizado na produção de alimentos da BRF. É citado especificamente um diálogo entre Santos e um fiscal do Ministério da Agricultura, em julho de 2016, em que ele fala sobre “reprocessar” aproximadamente 700 quilos de mortadela considerada inadequada.

Diálogos interceptados pela PF também mostram o envolvimento de outro diretor da BRF — André Baldissera. Ele aparece conversando com um interlocutor identificado como Fabrício sobre a retenção de contêineres na Europa. Com base nos áudios, a investigação concluiu que as autoridades sanitárias da Europa haviam identificado no carregamento “traços de uma das variações da bactéria salmonella” e, por isso, havia vetado a entrada dos alimentos.

O que diz a BRF

A empresa divulgou uma nota, ressaltando que “cumpre as normas” e tem “rigorosos processos e controles”. “A BRF informa que (…) está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. A companhia reitera que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A BRF assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua”, diz o texto.

Mandados

Roney Nogueira dos Santos (gerente de Relações Institucionais e Governamentais): prisão preventiva
André Baldissera (diretor): prisão preventiva
José Roberto Pernomiam Rodrigues Júnior (vice-presidente): prisão preventiva
Luis Guaraná (funcionário): condução coercitiva
Sede da empresa: mandados de busca e apreensão
Unidade de Mineiros (GO): interdição

Seara, da JBS

Flávio Evers Cassou, funcionário da Seara Alimentos, do grupo JBS, é acusado do crime de corrupção ativa por ter pago propina à chefe do Serviço de Inspeção de Produto de Origem Animal (Sipoa) no Paraná e a dois fiscais agropecuários. Ele foi contratado pela empresa depois de dez anos como fiscal.

Em troca de produtos como cortes de carnes nobres e de frango, os funcionários públicos não fiscalizavam cargas da empresa, incluindo remessas à China e ao Chile.

O que diz a Seara

Por meio de nota, a JBS, dona da Seara, diz que “não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos”. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação e que a ação ocorreu em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e outra em Goiás. “A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e à comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas”, diz a empresa.

Mandados:

Flávio Evers Cassou (funcionário): prisão preventiva
Sedes da empresa (duas no Paraná e uma em Goiás): busca e apreensão

Frigorífico Peccin

Os responsáveis pelo frigorífico Peccin, Idair Antonio Piccin, Nair Peccin e Normélio Peccin, além de José Eduardo Nogalli Gianetti, representante da empresa, são investigados por crimes contra a saúde pública e corrupção ativa. Os quatro foram presos preventivamente nesta sexta-feira e duas unidades do grupo, interditadas.

Interceptações telefônicas flagraram Piccin e sua mulher, Nair, combinando a compra de 2.000 quilos de carne de cabeça de porco para a fabricação de linguiças, prática que é proibida.

Em outra conversa interceptada, Idair Piccin e Normélio Peccin conversam sobre a reutilização de uma peça de presunto podre. Segundo as investigações, o frigorífico também pagava propina a fiscais agropecuários lotados no Serviço de Inspeção de Produto de Origem Animal (Sipoa) do Paraná.

O que diz a Peccin

Procurada, a empresa afirmou que não vai se pronunciar no momento.

Mandados:

Idair Antonio Piccin (sócio): prisão preventiva
Nair Peccin (sócia): prisão preventiva
Normélio Peccin Filho (sócio): prisão preventiva
José Eduardo Nogalli Gianetti (representante): prisão preventiva
Duas empresas do grupo (em Curitiba e Jaraguá do Sul (SC): interdição

Frigorífico Larissa

O frigorífico Larissa entrou na mira das investigações por causa do seu dono, Paulo Rogério Sposito, suspeito da prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e adulteração e alteração de substância de produtos alimentícios.

A PF interceptou diálogos em que, segundo os autos, ele não “demonstra nenhuma surpresa” em ser informado sobre a troca de etiquetas de validade em carga de carnes de barriga, e com o uso de carnes vencidas há três para produção de outros alimentos.

Segundo o inquérito, Paulo, que foi candidato a deputado federal por São Paulo em 2010, é próximo de Daniel Gonçalves Filho, apontado pela PF como o chefe do esquema. Era a ele a quem recorria quando precisava resolver algum problema na fiscalização de sua empresa.

O que diz a Larissa

Procurada pela reportagem, não quis se pronunciar.

Mandados

Paulo Rogério Sposito (prisão preventiva)
Sede da empresa (busca e apreensão)

Operação faz apreensões e investiga repasses suspeitos em Pio XII durante eleições…

Operação investiga movimentações suspeitas, durante eleições passadas em Pio XII

A Justiça do Maranhão determinou busca e apreensão nas residências do ex-prefeito de Pio XII, Paulo Roberto Sousa Veloso, e do ex-secretário de Finanças, Melquizedeque Fontenele Nascimento, consequência de uma denúncia grave de transferências bancárias suspeitas, durante as eleições passadas. Os mandados da Operação Diafaneia foram cumpridos nesta quinta-feira, 16. Foram apreendidos documentos, computadores, uma arma e três munições, pendrives e hd externos. A investigação segue a pedido do Ministério Público do Maranhão.

Investigando, o Ministério Público descobriu várias transferências bancárias de valores acima de R$ 50 mil para empresas investigadas pela Promotoria de Justiça em semanas anteriores às eleições de 2016.

Diante dessas informações, repassadas pelo Banco do Brasil, o promotor de justiça Francisco Thiago Rabelo requisitou ao então prefeito, Paulo Roberto Veloso, que esclarecesse a motivação das transferências, apresentando contratos e licitações. Também foram solicitados os processos de pagamento de agosto até 31 de dezembro do ano passado. Nenhuma requisição do MP foi respondida pelo Executivo municipal.

O prefeito eleito comunicou ao MP, em 7 de dezembro, que tentou realizar a transição municipal mas não obteve acesso aos documentos. Em seguida, a Promotoria de Justiça ajuizou notificação judicial a fim de obrigar Paulo Roberto Veloso a cumprir o processo de transição, mas a notificação nem chegou a ser apreciada pelo Poder Judiciário.

Em fevereiro deste ano, a Promotoria de Justiça requisitou ao atual gestor informações acerca da transição municipal e foi informada que não recebeu quaisquer documentos, a exemplo de licitações, contratos, processos administrativos, folhas de pagamento etc. Os computadores foram deixados formatados ou faltando peças.

Além do promotor de justiça Francisco Thiago Rabelo, titular da comarca de Pio XII, a operação teve a participação da promotora de justiça de Olho d’Água das Cunhãs, Gabriele Gadelha, e dos delegados da Polícia Civil Ederson Martins (regional de Santa Inês), Alex Andrade Coelho (Santa Luzia), Diego Fernandes Rocha (Pio XII) e Clarismar de Oliveira Filho (Santa Inês).

Polícia Civil de Santa Luzia do Paruá põe fim a um dos maiores pontos de tráfico da cidade

Uma operação desencadeada pela Polícia Civil do município de Santa Luzia do Paruá, desativou um dos maiores pontos de comercialização de drogas da cidade.

De acordo com informações do delegado Gabriel Tersi, cerca de 70 porções de maconha e 150 porções de crack foram apreendidos na operação que também resultou na prisão de Daniel de Sousa Silva e Maria Lucilia da Conceição, reincidente no crime de tráfico de drogas.

A grande quantidade de drogas estava armazenada em um depósito.

BELO MONTE! Lava Jato deve fechar cerco a Edison Lobão, diz revista IstoÉ

A revista Isto É publicou, na edição deste sábado (19),  matéria intitulada “Caça ao Lobo”, dando conta que o senador e ex-ministro Edison Lobão poderá ser o próximo alvo da operação “Lava-Jato”.

Segundo o que publicou a conceituada revista, o empresário Fernando Brito, dono da empresa AP Energy, confessou que assinou contratos de fachada com a Camargo Corrêa, no valor de R$ 2 milhões. De acordo com o depoimento, esses recursos seriam devolvidos, em dinheiro vivo, para pagar propina a Lobão.

Procurado pela Imprensa, o senador maranhense e ex-ministro dos governos do PT, Edison Lobão (PMDB), vem negando todas as acusações que surgem contra ele na operação “Lava Jato”.

Pelo ritmo da Lava Jato, que anda provocando prisão de “peixes graúdos”, Lobão que se cuide.

Veja aqui o print da matéria:

lobao1911

SSP divulga balanço da Operação ‘Eleições 2016’ no segundo turno

Segurança fez balanço de operação

Segurança fez balanço de operação Eleições 2016

O segundo turno das eleições na capital transcorreu sem registros de ocorrências e dentro da normalidade. Balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) apontou como resultado da operação ‘Eleições 2016’ apenas três situações no período, todas consideradas de menor potencial ofensivo e que não resultaram em autuação ou prisão. Para os casos foram abertos Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para fins de controle do sistema. O anúncio foi feito durante coletiva à imprensa, na manhã desta segunda-feira (31), na sede da SSP, Vila Palmeira.

“Parabenizo o trabalho de toda a corporação que se compromissou em garantir a total segurança neste segundo momento das eleições, conforme foi pactuado com a Justiça Eleitoral. O Estado prestou seu apoio ao aparato federal e tivemos esse resultado positivo”, ressaltou o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela. O secretário atribuiu o sucesso da operação ‘Eleições 2016’ ao trabalho conjunto de todas as polícias – do Estado, Federal – com apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). “Trabalhamos com a integração das forças policiais, resultando na normalidade do pleito. Queremos levar essa integração para além do período eleitoral”, reforçou Portela.

O balanço do segundo turno registrou um caso de declaração aberta de voto em seção eleitoral, o que não é permitido. O autor foi orientado a não proceder no ato. Outro caso refere à utilização de material de campanha em via pública, também proibido por configurar possibilidade de indução do eleitor. E o terceiro caso foi de um advogado atuando como fiscal de coligação que portava botton do candidato. Ele foi orientado a retirar o material para prosseguir no trabalho de fiscalização. “A operação preventiva da Segurança conseguiu coibir os crimes mais comuns deste período como a compra de votos e a boca urna, e, qualquer ocorrência que pudesse tumultuar esse momento democrático”, destacou o delegado geral de Polícia Civil, Lawrence Melo.

O delegado Lawrence Melo acrescentou, ainda, que as eleições foram tranquilas e a vontade popular plenamente exercida. Para o comandante geral da Polícia Militar, José Frederico Pereira. “O compartilhamento de informações e o trabalho conjunto das Forças culminaram com este que foi um dos processos eleitorais mais tranquilos que já tive conhecimento, em toda a minha experiência com eleições”, enfatizou Pereira.

Participaram, ainda, da coletiva o comandante geral do Corpo de Bombeiro, coronel Célio Roberto, cujas equipes fizeram a guarda das urnas durante o período; e o Superintendente de Polícia Civil do Interior (SPCC), Dircival Rodrigues.

A SSP-MA destacou um contingente de mais de 11 mil policiais, sendo 600 policiais militares exclusivamente para garantir a escolta das urnas às seções de votação para o segundo turno eleitoral em São Luís – incluídos aí, equipes do interior do estado e Corpo de Bombeiro. Foram 16 equipes de policiais distribuídos para garantir que as 1.968 urnas fossem entregues nos 260 locais de votação para as eleições. O planejamento contou ainda com reforço de 1,5 mil oficiais das Forças Armadas.

TRE confirma êxito

A tranquilidade do processo foi atestada, também, pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Lourival Serejo. Ele elogiou o trabalho de todos os envolvidos no processo eleitoral, destacando o esquema de segurança que garantiu tranquilidade antes, durante e após a votação.

“Temos a satisfação de fazer este anúncio coroado de êxito. Atravessamos esse processo com coragem, planejamento, organização e muita disposição de nossos servidores e isto é um orgulho para a Justiça Eleitoral em prestar esse serviço à comunidade de São Luís e à democracia”, disse o desembargador. Serejo ressaltou ainda o compromisso com a ética, transparência, celeridade e com a solidificação da República no processo. “E a imprensa, novamente, agiu como aliada porque contribuiu para a transparência das eleições”, destacou.

Ônibus circulam normalmente em São Luís, garante o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário

ônibus circulam, normalmente, nesta terça-feira em São Luís

ônibus circulam, normalmente, nesta terça-feira em São Luís

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado Maranhão (Sttrema) garantiu que os ônibus continuam em circulação em São Luís. A decisão foi tomada após diálogo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) nesta segunda-feira (12).

A Polícia Militar do Maranhão identificou quatro suspeitos de terem ateado fogo em um ônibus, na Avenida Kennedy, em São Luís. O crime aconteceu no início da tarde desta segunda. Três adolescentes foram apreendidos e um suspeito preso por participação no ataque. As prisões foram realizadas pelo Grupo de Serviço Avançado do 9º Batalhão, pouco tempo depois da ocorrência.

A ocorrência do ataque ao coletivo foi atendida pelo 1º Grupamento de Bombeiros Militar, do Parque do Bom Menino, que conseguiu debelar o princípio de incêndio. O CBMMA também socorreu as vítimas do ataque, juntamente com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Duas das vítimas foram liberadas após os primeiros socorros, e, a outra, Benedita dos Santos Almeida, encaminhada a um hospital da rede privada com queimaduras de segundo grau.

Investigação

A investigação do ataque ao ônibus está sendo conduzida pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). O delegado responsável, Tiago Bardal, informou que dos quatro suspeitos que estão na sede da Seic, três são adolescentes. “Três adolescentes foram apreendidos e um suspeito preso por participação no caso. Eles confessaram a participação no caso e indicaram o nome de mais dois suspeitos, as investigações continuam para que esses outros dois suspeitos também sejam localizados e presos”, disse.

De acordo com o comandante do Comando do Policiamento de Área Metropolitana 1 (CPAM1), coronel Pedro Ribeiro, o ataque ao coletivo aconteceu em represália à morte de Thiago Marques dos Santos, de 22 anos, conhecido como Tilico, e que tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e homicídio.

Segundo a Polícia Militar, o autor dos disparos contra Thiago ainda não foi identificado. O crime ocorreu nesta madrugada no Bairro de Fátima. Após ser levado para o Hospital Dr. Djalma Marques (Socorrão I), o jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu por volta das 8h.

Operações permanentes

Operações permanentes estão sendo realizadas na região metropolitana de São Luís com o objetivo de garantir a segurança dos usuários de transporte coletivo. Operações como a ‘Busca Implacável’, ‘Catraca’ e ‘Êxodos’ são mantidas pela Polícia Militar desde o início do ano passado.

Nas operações, a Polícia Militar faz uso de carros e motocicletas para fazer abordagens nos transportes coletivos, tanto em corredores tradicionais de transporte, quanto em pontos de ônibus e nos bairros.

A estratégia inclui patrulhamento nas paradas de ônibus, onde os policiais executam revistas, e aborda usuários do sistema de transporte público. Nos ônibus, as guarnições realizam a varredura com o desembarque dos passageiros, com média de cinco minutos em cada ônibus a fim de evitar prejuízos à rotina da população.