Roseana evita associação com o aliado Michel Temer, reprovado por 90% da população

Após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula

Sem a menor cerimônia, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) passou a esconder seu companheiro de partido e aliado, o presidente mais rejeitado da história brasileira, Michel Temer (MDB).

Após o golpe dado na ex-presidente Dilma Rousseff (MDB), Michel Temer passou a praticar medidas impopulares como a Reforma Trabalhista e o aumento dos impostos sobre os combustíveis e o gás de cozinha.

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Somente agora, após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula, na tentativa de angariar um pouco da sua popularidade no estado, deixando Michel Temer de escanteio.

As últimas atitudes do grupo Sarney deixam o pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro Henrique Meireles, em uma situação complicada. Mesmo patinando na margem de 1% nas pesquisas, ele não pode mais contar com a ajuda do clã Sarney no Maranhão, pois a ex-governadora tenta passar a imagem de ser aliada de Lula e do PT e o deixa à deriva na pré-campanha, juntamente com o companheiro de partido Michel Temer.

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Declaração de Roseana sobre Lula irrita petistas maranhenses

Passados quase três meses da prisão de Lula, somente agora, Roseana mostra sua solidariedade ao ex-presidente, evidenciando seu oportunismo

Causou revolta entre a militância do PT e simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a declaração da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) sobre sua “solidariedade” a Lula.

Com a frase “O Maranhão está com Lula, eu também estou”, Roseana parece brincar com a inteligência dos maranhenses, admiradores do trabalho de Lula e tenta buscar na popularidade do ex-presidente formas de subir nas pesquisas de intenções de voto e voltar ao Governo do Estado.

Em abril de 2016, durante uma festa na casa do deputado Heráclito Fortes, logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Roseana se referiu ao golpe dado em Dilma como uma corrida de cavalos e afirmou ao jornal O Globo que apostou “no cavalo certo” referindo-se ao apoio dado a Michel Temer.

“Meu pai disse que apostei no cavalo certo. Como pode tudo isso? Fui duas vezes coordenadora do impeachment”, completou Roseana.

Roseana viajou para Brasília e por lá ficou por vários dias, encarregando-se de conseguir apoio dos deputados federais maranhenses para o impeachment de Dilma Rousseff, consequentemente, um ato contra Lula. A ex-governadora apostou que, com a chegada do MDB ao Governo Federal, suas chances de derrotar o governador Flávio Dino (PCdoB) fossem potencializadas.

Mas o destino mostrou que Roseana estava errada. Passados dois anos do golpe, a ex-governadora vê a popularidade de seu companheiro de partido, Michel Temer, despencar e ser considerado o governo mais impopular da história.

Passados quase três meses da prisão de Lula, somente agora, Roseana mostra sua solidariedade ao ex-presidente, evidenciando seu oportunismo.

Edison Lobão e a tentativa de carona na popularidade de Lula

Situação de Edson Lobão cada vez mais complicada

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro

O senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MDB), voltou a ser destaque nos meios de comunicação pelo seu pronunciamento em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vale destacar que ele votou contra o PT no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Lobão passou a defender a soltura de Lula, preso desde o início de abril. De acordo com o senador, a prisão do ex-presidente é injusta e foi feita sem provas. Porém, a manifestação é tida por muitos como oportunista.

Edison Lobão tentará reeleição ao Senado em outubro e, com a rejeição do seu correligionário Michel Temer e do grupo Sarney, tenta colar sua imagem na popularidade que o ex-presidente Lula possui no Maranhão.

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro.