Camaleão? O oportunismo político de Sarney…

Sarney mostra que suas palavras de afago não passam de oportunismo para tentar conquistar benéfices

Como quem aguarda o momento certo para se apegar na melhor oportunidade, o ex-presidente José Sarney (MDB) não deixou passar em branco sua manifestação a favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). No melhor estilo “camaleão”, suas palavras miram em quem está ou quem pode ter o poder no Governo Federal.

Após o fim de seu mandato, José Sarney tratou de aliar-se aos ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, essa última até as vésperas do impeachment.

Procurando, por oportunismo, escrever palavras que contemplem positivamente o candidato Jair Bolsonaro, Sarney falou para a Folha de São Paulo que “não vê ameaças de retrocesso com a liderança de Bolsonaro”. Para Sarney, o “Brasil é hoje uma democracia consolidada e irreversível”.

“Qualquer que seja o resultado das urnas, todas as perturbações da eleição serão superadas”, sentenciou Sarney.

Com essas palavras, Sarney mostra que suas palavras de afago não passam de oportunismo para tentar conquistar benéfices, possíveis cargos federais e para manter seu prestígio com o próximo governo, porque, para ele, o que importa é estar com o poder.

Derrotado, Roberto Rocha tenta ganhar 15 segundos de “fama” ao lado de Bolsonaro

Roberto Rocha colocou em suas redes que teria ido “atendendo convite”, como se o próprio Bolsonaro tivesse interesse em recebê-lo

Com votação pífia nas eleições para o governo do Maranhão, mas já de olho na possível vitória do presidenciável Jair Bolsonaro no próximo domingo (28), o senador Roberto Rocha (PSDB) tenta, de todas as formas, barganhar algo politicamente com o candidato do PSL, protagonista das eleições deste ano.

Na manhã de terça-feira (23), o senador, quarto colocado na disputa ao governo do Maranhão, deu um jeito pra conseguir chegar à casa de Bolsonaro na ânsia alucinada por uma foto com o presidenciável nas redes sociais. Roberto Rocha se aproveitou da ida de uma comissão de deputados para se infiltrar e chegar até Bolsonaro para fazer a foto e tentar, com isso, causar um falso “frisson”.

Roberto Rocha colocou em suas redes que teria ido “atendendo convite”, como se o próprio Bolsonaro tivesse interesse em recebê-lo, sendo Roberto Rocha o maior interessado nessa visita.

Em seu perfil oficial, Bolsonaro escreveu apenas que recebeu “rapidamente uma parte da ampliada bancada de Deputados Federais focados no aperfeiçoamento da destroçada Segurança Pública do Brasil!”, sem nem citar o nome do senador maranhense, Roberto Rocha.

O texto de Jair Bolsonaro mostra o verdadeiro motivo da visita de Roberto Rocha. O senador maranhense, derrotado na disputa pelo governo, está agindo para garantir sua sobrevivência política após o fracasso de seu projeto no Estado.

Derrotado e oportunista, Roberto Rocha tenta se encostar agora em Bolsonaro

Certamente, sem o retorno de Bolsonaro sobre a declaração de apoio, Roberto Rocha e o PSDB maranhense caminham para dias difíceis, com poucas alternativas para recuperar tudo o que foi perdido com essa eleição

As eleições de 2018 apresentam algumas curiosidades, uma delas podemos constatar que fogem totalmente das regras das eleições tradicionais. Na onda do “novo”, velhas figuras políticas tentam surfar na popularidade de figuras que estão em alta no momento. É o caso do senador Roberto Rocha, tradicionalmente de família política e que já exerce cargos públicos há muitos anos, ao declarar “apoio” ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) por oportunismo.

Sem obter sucesso na eleição e amargando a quarta colocação da disputa ao governo do Maranhão, Roberto Rocha aproveita o bom momento do candidato, para tentar sobreviver politicamente, já que até mesmo seu candidato a presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), saiu das urnas com apenas 4,76% dos votos.

Não se sabe ainda, se é de olho na sua popularidade e na liderança de Bolsonaro nas pesquisas, ou se apenas no intuito de tentar promover ações contra o governador Flávio Dino (PCdoB) por revanchismo. O fato é que o apoio de Roberto Rocha a Bolsonaro soa como uma espécie de “vingança burra” contra o governador.

Certamente, sem o retorno de Bolsonaro sobre a declaração de apoio, Roberto Rocha e o PSDB maranhense caminham para dias difíceis, com poucas alternativas para recuperar tudo o que foi perdido com essa eleição.

Roseana evita associação com o aliado Michel Temer, reprovado por 90% da população

Após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula

Sem a menor cerimônia, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) passou a esconder seu companheiro de partido e aliado, o presidente mais rejeitado da história brasileira, Michel Temer (MDB).

Após o golpe dado na ex-presidente Dilma Rousseff (MDB), Michel Temer passou a praticar medidas impopulares como a Reforma Trabalhista e o aumento dos impostos sobre os combustíveis e o gás de cozinha.

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Somente agora, após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula, na tentativa de angariar um pouco da sua popularidade no estado, deixando Michel Temer de escanteio.

As últimas atitudes do grupo Sarney deixam o pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro Henrique Meireles, em uma situação complicada. Mesmo patinando na margem de 1% nas pesquisas, ele não pode mais contar com a ajuda do clã Sarney no Maranhão, pois a ex-governadora tenta passar a imagem de ser aliada de Lula e do PT e o deixa à deriva na pré-campanha, juntamente com o companheiro de partido Michel Temer.

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Declaração de Roseana sobre Lula irrita petistas maranhenses

Passados quase três meses da prisão de Lula, somente agora, Roseana mostra sua solidariedade ao ex-presidente, evidenciando seu oportunismo

Causou revolta entre a militância do PT e simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a declaração da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) sobre sua “solidariedade” a Lula.

Com a frase “O Maranhão está com Lula, eu também estou”, Roseana parece brincar com a inteligência dos maranhenses, admiradores do trabalho de Lula e tenta buscar na popularidade do ex-presidente formas de subir nas pesquisas de intenções de voto e voltar ao Governo do Estado.

Em abril de 2016, durante uma festa na casa do deputado Heráclito Fortes, logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Roseana se referiu ao golpe dado em Dilma como uma corrida de cavalos e afirmou ao jornal O Globo que apostou “no cavalo certo” referindo-se ao apoio dado a Michel Temer.

“Meu pai disse que apostei no cavalo certo. Como pode tudo isso? Fui duas vezes coordenadora do impeachment”, completou Roseana.

Roseana viajou para Brasília e por lá ficou por vários dias, encarregando-se de conseguir apoio dos deputados federais maranhenses para o impeachment de Dilma Rousseff, consequentemente, um ato contra Lula. A ex-governadora apostou que, com a chegada do MDB ao Governo Federal, suas chances de derrotar o governador Flávio Dino (PCdoB) fossem potencializadas.

Mas o destino mostrou que Roseana estava errada. Passados dois anos do golpe, a ex-governadora vê a popularidade de seu companheiro de partido, Michel Temer, despencar e ser considerado o governo mais impopular da história.

Passados quase três meses da prisão de Lula, somente agora, Roseana mostra sua solidariedade ao ex-presidente, evidenciando seu oportunismo.

Edison Lobão e a tentativa de carona na popularidade de Lula

Situação de Edson Lobão cada vez mais complicada

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro

O senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MDB), voltou a ser destaque nos meios de comunicação pelo seu pronunciamento em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vale destacar que ele votou contra o PT no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Lobão passou a defender a soltura de Lula, preso desde o início de abril. De acordo com o senador, a prisão do ex-presidente é injusta e foi feita sem provas. Porém, a manifestação é tida por muitos como oportunista.

Edison Lobão tentará reeleição ao Senado em outubro e, com a rejeição do seu correligionário Michel Temer e do grupo Sarney, tenta colar sua imagem na popularidade que o ex-presidente Lula possui no Maranhão.

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro.