Aliança entre PCdoB e PSB em São Paulo pode deixar Roberto Rocha isolado na disputa pelo governo do Maranhão

Senador Roberto Rocha

As articulações políticas para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, envolvendo o atual vice-governador Márcio França, podem acabar de vez com a incerteza sobre o apoio do PSB à candidatura de Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão e deixar o senador Roberto Rocha (PSDB) totalmente isolado.

Para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, o senador, ex-socialista, espera contar com o apoio do PSB em sua coligação e somente com a escolha da nova Executiva Nacional Roberto terá a definição.

Atualmente, dois grupos se articulam para a eleição do PSB Nacional prevista para março: o grupo ligado ao atual presidente nacional, Carlos Siqueira, e ao presidente estadual Luciano Leitoa; e o grupo de Márcio França, ligado ao governador Geraldo Alckmin e a Roberto Rocha.

Roberto Rocha acredita que a vitória de Márcio França fará com que o PSB nacional realize uma intervenção no estado e obrigue o partido a apoiá-lo mesmo a contragosto dos filiados.

Acontece que as últimas articulações em São Paulo aproximaram Márcio França e o PCdoB, ao anunciar o apoio do PR à sua candidatura no último dia 15. Márcio França falou sobre a “99% de certeza” de contar também com o apoio do PCdoB em sua coligação.

A aproximação dos comunistas e socialistas certamente trará dobradinhas em outros estados, incluindo o Maranhão, onde os comunistas têm na reeleição do governador Flávio Dino seu principal objetivo.

Roberto Rocha continua isolado politicamente. A inviabilidade da coligação do PSB significaria uma perda enorme no tempo de TV e faria com que o PSDB maranhense entrasse sozinho na disputa pelo Palácio dos Leões.

Júlio Pinheiro assume comando do PCdoB em São Luís…

Júlio Pinheiro foi eleito presidente do PCdoB de São Luís

O PCdoB de São Luís está sob novo comando. O vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro, foi eleito presidente do diretório municipal do partido, em substituição a Haroldo oliveira, o Haroldão, que faleceu no dia 4 de dezembro do ano passado.

O professor e sindicalista Júlio Pinheiro foi escolhido pelo comitê municipal do partido em meio a muitas homenagens a Haroldão, dirigente histórico do PCdoB no Maranhão, cofundador do Sindicato dos Ferroviários e um dos principais expoentes da esquerda maranhense, tendo participado ativamente da luta contra a ditadura e pela retomada de democracia no Brasil.

Perfil de Júlio Pinheiro

Natural de Matinha, Júlio Pinheiro é morador da área do Itaqui-Bacanga há 40 anos, com atuação nas áreas de habitação, educação, mobilidade urbana, saúde, cultura e desportos, sempre com o objetivo de fomentar as políticas públicas e inclusão social. Presidiu a Cooperativa Habitacional dos Moradores de Baixa Renda, onde colaborou no projeto de construção, em regime de mutirão, de 120 moradias na comunidade do Gapara.

Sua trajetória política teve início no movimento estudantil, em 1988, como fundador do grêmio estudantil do CEMA do Anjo da Guarda. Formado em História pela UFMA, na área sindical Júlio foi eleito em 2009 presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproessema) e reeleito pela categoria em 2013.

Como presidente do Sinproesemma, Julio esteve à frente de grandes lutas que resultaram em conquistas importantes para os educadores como o Estatuto do Educador, eleição direta para gestores escolares, jornada de 40 horas, ampliação e unificação da matrícula, pagamento de dívidas antigas do Estado com os educadores como as 22 mil progressões, cerca de dez mil titulações e de 15 mil promoções.

O novo presidente municipal do PCdoB dará continuidade aos trabalhos que vinham sendo desenvolvidos por Haroldo Oliveira em São Luis, além de agregar sua vasta experiência política para conduzir o diretório do partido nos próximos anos.

Fonte: ASCOM PCDOB

Em entrevista, Dino vê perigo em candidaturas à presidência da República classificadas de fascistas…

Do Portal Vermelho

Flávio Dino: Candidaturas como a de Dória e Bolsonaro representam um retrocesso

Para o governador, o sistema político precisa ser erguido “acima do volume morto” para patamares civilizatórios. Flávio Dino aponta o perigo de candidaturas baseadas em um discurso fascista e ultradireitista como a de João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, e de Jair Bolsonaro. Para o governador, Doria é um “Collor piorado, autoritário, sem experiência administrativa” e tem sido desleal com o seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, “seu criador”.

Flávio Dino criticou a postura de Dória que tenta articular sua pré-candidatura, apesar de Alckmin ter pretensões na disputa. A atitude é considera como um gesto de “traição” por aliados do governador. “É um oportunista”, resume Flávio Dino.

De acordo com o governador, candidaturas com discurso como a de Dória e Bolsonaro representam um retrocesso. Mas considera que candidaturas como a de Alckmin e Lula, por exemplo, “são traços civilizatórios no meio de um desastre completo”.

“Isso [as duas candidaturas] permitirá que o Brasil faça uma reflexão com qualidade”, afirma. Para ele, há uma diferença “gigantesca” entre Alckmin, Doria e Bolsonaro.

“O Brasil ser governado pelo Alckmin é algo razoável. Governado pelo Doria, é um absurdo e pelo Bolsonaro, é um desastre, uma tragédia”, frisou. “Alckmin tem experiência, foi governador quatro vezes, é um quadro político experimentado, tem as condições dele e um conjunto de forças. Quem é o Doria? É um Collor piorado, fake, autoritário e sem nenhuma experiência administrativa. E o Bolsonaro é uma tragédia, com ideário violento, de exclusão das pessoas, fascista, defensor do aniquilamento das diferenças sociais. Não tem nenhuma condição de dirigir o país”, completou.

Por outro lado, o governador e dirigente do PCdoB diz que “a candidatura de Lula é importante para a unidade do campo de esquerda”. Flávio Dino reforça que Lula tem uma “reserva estratégica de popularidade”, que poderá ser aproveitada nas urnas pelo petista ou por um eventual candidato que ele apoiar, caso não possa ser candidato por conta da perseguição que enfrenta na Justiça.

Assim como diversos juristas, Flávio Dino, que é juiz federal e professor de Direito, tem apontado irregularidades e abusos nas decisões proferidas pelo juiz Sergio Moro contra Lula. Para o governador, a sentença de Moro que condenou Lula a nove anos é “tecnicamente muito frágil e ruim” e mostra o “envolvimento passional” do juiz nas acusações contra o ex-presidente.

Para ele, se os magistrados do TRF-4, que analisarão o caso em segunda instância, confirmarem a condenação do ex-presidente, colocarão em xeque suas biografias ao inviabilizarem a candidatura de Lula em 2018. “E se um dia essa sentença chegar ao Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal, não fica de pé, não será confirmada. Afirmo e aposto 100%”.

Ao analisar o cenário eleitoral em 2018, em caso de nova condenação de Lula, o governador afirma que “quando esse debate se colocar, se de fato se colocar, há um elemento que é essencial: não necessariamente o candidato tem que ser do PT”.

“Esse ponto de partida tem que ser posto. Se não tiver mais jeito, se o tribunal confirmar que Lula não poderá ser candidato, é errado dizer que o PT tem que necessariamente ter candidato. Pode não ter”. Entre as opções da centro-esquerda, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é “boa alternativa”, diz.

Após episódios envolvendo o PMDB, Roseana já estaria decidida a deixar disputa pelo governo do Maranhão…

As últimas notícias, envolvendo o PMDB, abriram nova crise no grupo Sarney

Após um longo e trágico feriado, segundo informações de bastidores, a ex-governadora Roseana Sarney já admite, aos mais próximos, que se sente desestimulada a disputar as eleições de 2018 e que deve desistir de concorrer ao governo. Primeiro porque seu desgaste só aumenta com a descoberta de novos escândalos, envolvendo seu partido, o PMDB, a cada dia.

De acordo com uma fonte do blog, ela não vislumbraria nenhuma estratégia que possa reverter a alta popularidade do seu principal adversário, o governador Flávio Dino (PCdoB).

Somente neste feriadão, Roseana viu seu amigo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso após ser descoberto um ‘bunker’ com R$ 51 milhões, viu o pai José Sarney e o fiel escudeiro Edison Lobão terem seus nomes citados no esquema do PMDB, que desviou R$ 864 milhões e, no domingo, um outro escândalo no Maranhão, com desvios de R$ 18 milhões, para obras após enchentes no Estado em 2009.

Somente em uma semana, escândalos que chegam a quase R$ 1 bilhão, supostamente envolvendo o PMDB e o grupo Sarney, teriam desmotivado a ex-governadora a voltar a concorrer às eleições no Maranhão.

Com tantas denúncias contra o PMDB e seu grupo, a tendência é que Roseana saia do foco da disputa pelo governo do Maranhão mais cedo do que se imaginava.

Flávio Dino nomeia 30 novos procuradores de Estado…

Governador Flávio Dino

O governador do Estado, Flávio Dino, nomeou 30 novos procuradores de Estado. O ato segue de acordo com a lei nº 6.107/1994 (formação do quadro da Procuradoria Geral do Estado) e o edital 001/2016 (de realização do concurso).

A nomeação foi assinada pelo governador e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares. De acordo com Flávio Dino, a nomeação se dá pelo reforço necessário ao órgão que defende o Estado. “Fiz a nomeação agora de 30 novos Procuradores do Estado, que irão defender o patrimônio e o interesse público. Parabéns.”, declarou o governador.

Os novos procuradores foram aprovados e classificados após participarem de concurso público, com mais de uma etapa, que incluíram provas objetivas, oral e análise de currículo.

O procurador geral do Estado, Rodrigo Maia, agradeceu a importância com que o governador tratou as nomeações e parabenizou os novos procuradores. “Esse é um dia histórico. Depois de 13 anos, a PGE se renova. Em nome da carreira, deixo nosso agradecimento ao governador Flávio Dino. Parabéns aos 30 novos colegas que cerrarão fileiras na defesa do erário”, disse.

Veja a lista dos procuradores nomeados:

01. ANA CLEIA CLIMACO RODRIGUES DA SILVA
02. CLARA GONÇALVES DO LAGO ROCHA
03. FRANCISCO BEOLANDIO DOS SANTOS SILVA
04. RENAN SALES DE MEIRA
05. LUCAS ALVES DE MORAIS FERREIRA
06. GIORGIA KRISTINY DOS SANTOS ADAD
07. GABRIEL MEIRA NOBREGA DE LIMA
08. ROMÁRIO JOSÉ LIMA ESCÓRCIO
09. BRUNO MENEZES SOUTINHO
10. EDUARDO LUIZ DE PAULA LEITE
11. LUCÉLIO MAGALHÃES SILVA
12. MILLA PAIXÃO PAIVA
13. JOÃO BATISTA DO REGO JUNIOR
14. ANGELUS EMÍLIO MEDEIROS DE AZEVEDO MAIA
15. PABLO FREIRE ROMÃO
16. LUÍS FELIPE FONTES RODRIGUES DE SOUZA
17. MATEUS SILVA LIMA
18. EDUARDO PHILIPE MAGALHÃES DA SILVA
19. MARTHA JACKSON FRANCO DE SÁ MONTEIRO
20. RODRIGO AUGUSTO PINTO MACIEL
21. THAÍS ILUMINATA CESAR CAVALCANTE
22. DAVI MAIA CASTELO BRANCO FERREIRA
23. MIZAEL COELHO DE SOUSA E SILVA
24. ARTHUR REGIS FROTA CARNEIRO ARAÚJO
25. OSCAR LAFAIETE DE ALBUQUERQUE LIMA FILHO
26. IGOR DE ARAÚJO VILELLA
27. LUCAS SOUZA PEREIRA
28. DENILSON SOUZA DOS REIS ALMEIDA
29. GIVANILDO FÉLIX DE ARAÚJO JÚNIOR
30. AMANDA PINTO NEVES

Eleições 2018: Márcio Jerry confirma pré-candidatura a deputado federal

Jerry afirma que o PCdoB incluiu seu nome ao projeto eleitoral para a Câmara dos Deputados.

Durante entrevista à rádio Difusora, o secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB), confirmou estar mesmo disposto a se lançar pré-candidato a deputado federal em 2018.

Segundo ele, o PCdoB incluiu seu nome no “projeto eleitoral” para a Câmara dos Deputados.

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB), durante entrevista à rádio Educadora, também informou sobre a pré-candidatura de Jerry pelo partido e destacou, ainda, que o projeto do PCdoB no Maranhão inclui a eleição de Márcio Jerry e do secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, como novos deputados federais do partido.

De olho na rápida ascensão de Flávio Dino, PCdoB mira presidência em 2018

El País

Na entrevista, o governador Flávio Dino negou intenção de se candidatar à Presidência

O Estado do Maranhão ganhou 2.000 quilômetros de rodovias desde que o governador Flávio Dino (PCdoB) foi empossado, em 1º de janeiro de 2015. Dois desses quilômetros levam ao pequeno município de Paço do Lumiar, na região metropolitana da capital São Luís, onde Domingos Dutra, petista histórico que migrou no ano passado para o PCdoB, foi eleito prefeito neste ano. Embalado pelos bons resultados da gestão Dino, o PCdoB elevou de 14 para 46 o número de prefeituras no Maranhão, onde a coligação do governo venceu 150 das 217 disputas na eleição municipal.

Os resultados são tão bons que animam os admiradores de Dino a pensar em destinos mais distantes. Os 2.000 quilômetros novos de rodovias, comenta-se em São Luís, equivalem à distância entre a capital maranhense e Brasília. Teria o comunista pavimentado em apenas dois anos de Governo seu caminho para uma candidatura ao Palácio do Planalto?
O próprio Flávio Dino espanta a possibilidade de se candidatar à presidência em 2018. “Sou candidato à reeleição se Deus me der vida e saúde. Porque nós temos uma tarefa inconclusa no Estado”, disse o governador em entrevista ao EL PAÍS. Mas a presidenta nacional do partido, a deputada federal Luciana Santos (PE), diz que o governador ainda ficou de se posicionar sobre o assunto perante o partido.

“Neste ambiente de falta de perspectiva, o PCdoB tomou uma definição: lança em março seu candidato à presidência. Ele [Dino] ficou de refletir”, diz a deputada, que comanda um partido obrigado a se reposicionar com a saída do PT do poder, de quem foi o mais leal parceiro em quase 14 anos, e com a perspectiva de uma pulverizada disputa presidencial.
Santos pondera sobre o planos: entende que Dino tem suas responsabilidades no Maranhão e diz que ele vem se dedicando para que a gestão dê certo, mas destaca a rápida projeção alcançada pelo governador em um curto período — os 46 prefeitos eleitos pelo PCdoB neste ano representam mais da metade das 80 vitórias do partido nas eleições municipais. A outra grande vitória da legenda foi em Aracaju, com a eleição do ex-prefeito Edvaldo Nogueira, o único de oposição a Michel Temer a emplacar numa capital do Nordeste ao lado de Roberto Cláudio (PDT), um aliado do também presidenciável Ciro Gomes.

Caso Dino não aceite ser candidato, quais seriam as alternativas? Segundo Luciana Santos, entre os nomes estão a senadora Vanessa Grazziotin (AM), o ex-ministro Aldo Rebelo e a deputada Jandira Feghali, derrotada neste ano na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Nenhum parece se comparar ao do governador maranhense.

Em um momento de crise na esquerda brasileira, com seu principal partido, o PT, atravessando o pior momento de sua história, o nome de Flávio Dino, um ex-juiz federal que vai passando ileso pela apocalíptica Operação Lava Jato e ostenta 61% de aprovação popular, parece se apresentar naturalmente ao posto de liderança nacional. O governador destaca que, desde o impeachment de Dilma Rousseff — contra o qual atuou —, vem tentando se manter longe do debate político nacional. Mas todas as suas manifestações sobre o assunto, em entrevistas ou por meio de redes sociais, parecem carregar o tom da liderança esquerdista que ele, segundo suas próprias palavras, tenta evitar.

Não faltam números para explicar o sucesso do governador comunista — e seu Governo faz questão de expô-los constantemente, em reação a uma oposição que governou o Maranhão por mais de 50 anos e que tem apontado os limites da atual gestão por meio de grandes veículos de imprensa e de numerosos blogs que alimentam a luta política nas redes sociais. Neste fim de ano, Flávio Dino celebrou uma redução de 47,5% da mortalidade infantil em 30 cidades atendidas pelo programa Força Estadual de Saúde (Fesma). Além disso, a capital São Luís se aproxima de atingir o tratamento de 40% de seu esgoto — até o meio do ano, tratava apenas 4%, e a meta é atingir 70% até o meio de 2018.

As políticas bem sucedidas — entre elas estão a proeza de não ter atrasado salários em um ano em que quase todo mundo atrasou e a melhoria das condições em um sistema prisional que ficou marcado pelas barbaridades do Complexo de Pedrinhas — atraíram para a órbita de Dino uma série de políticos, que renderam ao PCdoB um número de candidaturas (103) recorde neste ano. “O PCdoB é um partido forte, que reúne todas as condições para fazermos um grande trabalho em prol da cidade de Barão de Grajaú”, discursou em outubro de 2015 o prefeito Gleydson Resende, ao trocar o PR pelo partido comunista. Um ano depois, Resende seria reeleito como um dos 46 comunistas vitoriosos no Estado.

O resultado eleitoral deste ano animou o governador maranhense a antever um 2017 ainda melhor para o Estado, apesar da esperada intensificação no aperto financeiro, como consequência da crise econômica nacional. “Nós teremos em 2017 um cenário de trabalho com as prefeituras num clima melhor. Não que a gente não trabalhe com prefeituras que não são da nossa posição política, mas há uma identidade programática melhor, o que facilita o diálogo”, diz Flávio Dino, que completa: “Isso autoriza que a gente imagine o nosso fortalecimento político em 2018, com a reeleição no Governo e a eleição de deputados que consolidem a transição maranhense”. Ou brasileira.

PSOL protocola pedido de impeachment de Temer; Grupo do PT e PCdoB entra com representação na PGR

Globo.com

Michel Temer enfrentará processo de impeachment também

Michel Temer enfrentará processo de impeachment também

(Reuters) – O PSOL protocolou nesta segunda-feira na Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, após as acusações de que ele teria pressionado o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a atender interesses pessoais do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Também nesta segunda-feira, parlamentares do PT e do PCdoB entregaram representação contra Temer na Procuradoria-Geral da República pedindo que o órgão investigue a conduta do presidente da República.

No pedido de impeachment, o PSOL afirma que Temer cometeu crime de responsabilidade ao pressionar Calero para que levasse à Advocacia-Geral da União uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de barrar as obras de um empreendimento imobiliário em Geddel havia comprado um apartamento.

A acusação foi feita pelo ex-titular da Cultura em depoimento à Polícia Federal na semana passada. Temer nega as declarações de Calero e afirma que apenas tentou mediar o conflito entre dois ministros e dois órgãos do governo com o envio do caso à AGU.

“Nós entendemos que não há nenhum tipo de conflito de decisões, não há conflitos administrativos nessa questão. A entrevista do presidente Michel Temer ontem cometeu novamente o erro de dizer que ele estava arbitrando conflitos”, disse em entrevista coletiva o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), pouco antes de protocolar o pedido de impeachment.

“Não havia conflito entre um parecer de um órgão técnico próprio, o Iphan, e outro órgão público”, acrescentou.

“O que eles estavam advogando por uma causa privada do ministro Geddel Vieira Lima”, afirmou. No pedido, o PSOL acusa Temer de ter praticado o crime de advocacia administrativa ao defender os interesses pessoais de Geddel dentro do governo.

O pedido protocolado pelo PSOL terá agora de ser analisado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem cabe decidir se dá seguimento ao pedido ou se o arquiva. Maia, que é um aliado de primeira hora de Temer, afirmou na sexta não ver bases para o pedido de impedimento de Temer.

Apesar disso, Valente afirmou não acreditar que o presidente da Câmara vá arquivar de imediato o pedido protocolado pelo PSOL nesta segunda.

“Arquivar imediatamente uma proposta como essa, que tem base jurídica, vai demonstrar que há um conluio aqui nessa Casa. Vai mostrar para a sociedade que, ou eles respondem juridicamente por que não foi praticado tráfico de influência, advocacia administrativa e crime de responsabilidade, ou a simples canetada do presidente da Câmara vai mostrar uma outra questão, que ele também está comprometido com tudo isso”, disse.

“Nós acreditamos que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não fará de imediato, de maneira ostensiva, a desqualificação dessa peça jurídica.”

REPRESENTAÇÃO À PGR

Também nesta segunda deputados e senadores do PT e do PCdoB protolocaram junto à Procuradoria-Geral da República uma representação que solicita que o órgão abra investigação contra Temer para apurar a prática dos crimes pelo presidente no caso

“Ao nossa ver, ele cometeu ao menos dois crimes no caso Geddel: concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública que ocupa) e advocacia administrativa. Queremos que seja investigado por isso”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

O líder petista chegou, inclusive, a pedir a renúncia de Temer para que sejam convocadas eleições diretas para a Presidência.

A possibilidade de antecipação da eleição direta só ocorre se a Presidência ficar vaga até o fim deste ano. Caso isso ocorra a partir do ano que vem, a eleição seria indireta.

A PGR solicitou os áudios de Calero à Polícia Federal.

Othelino reconhece trabalho de Sérgio Frota à frente da presidência do Sampaio

 

Segundo Othelino, o Sampaio deu ao Maranhão, nos últimos anos, muitas alegrias, inclusive reconhecidamente, muitos renderam homenagem a Sérgio Frota

Segundo Othelino, o Sampaio deu ao Maranhão, nos últimos anos, muitas alegrias, inclusive reconhecidamente, muitos renderam homenagem a Sérgio Frota

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) reconheceu, na sessão desta quinta-feira (10), os esforços e o trabalho do presidente do Sampaio Corrêa, Sérgio Frota (PSDB), à frente da equipe de futebol maranhense. O parlamentar disse que este foi um ano difícil para o time  que, infelizmente, caiu para a série C, mas, segundo ele, não se pode deixar de  destacar o papel fundamental do deputado e dirigente da “Bolívia Querida”.

Segundo Othelino Neto, nesses dez anos em que o deputado Sérgio Frota é dirigente do Sampaio Corrêa, o time melhorou, teve um momento em que voltou a disputar o campeonato nacional na série C, chegou a cair para a série D, foi campeão, subiu novamente e chegou à série B, onde fez uma brilhante campanha, faltando detalhes para que tivesse conseguido ficar entre os quatro melhores.

“Nós que gostamos de futebol, precisamos entender que qualquer time passa por esses momentos de subida. Atravessa uma fase boa e, às vezes, tem as suas crises. Grandes times nacionais, por exemplo, que estão sempre na elite do futebol, passaram pela série B. Cito o Vasco da Gama, o Palmeiras, que já esteve lá e agora está na iminência de ser campeão da série A do Campeonato Brasileiro”, afirmou.

Segundo Othelino, o Sampaio deu ao Maranhão, nos últimos anos, muitas alegrias, inclusive reconhecidamente, muitos renderam homenagem a Sérgio Frota pela condução do clube, que agora passa por um momento de dificuldade. “Mas não podemos, sob pena de cometer injustiça, de deixar de reconhecer o trabalho do presidente do Sampaio, durante todos esses anos, dedicação de forma apaixonada”, frisou.

Othelino disse que, embora todos estejam, e não só os torcedores do Sampaio, mas aqueles que gostam do futebol, tristes com o rebaixamento, ele renova a confiança na equipe, no presidente Sérgio Frota. “Temos esperança de que, no ano que vem, faremos uma excelente campanha na série C. Voltaremos para a B. E, mesmo assim, com essa dificuldade momentânea, a equipe consegue estar acima da média dos mais de mil times regularizados, oficializados no futebol brasileiro profissional”, afirmou.

Othelino disse esperar que, no ano que vem, os torcedores tenham muitas alegrias com o Sampaio. “Não adianta agora virar as costas para o clube ou querer escolher culpados. O que precisamos é renovar o nosso amor pelo Sampaio Corrêa e pelo futebol maranhense e ajudar para que nós tenhamos um ano melhor a partir de janeiro”, finalizou.