Mauro Carlesse é eleito governador do Tocantins para o mandato-tampão

A eleição suplementar foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV)

Mauro Carlesse (PHS) está eleito governador do Tocantins. Com a apuração encerrada, o presidente da Assembleia Legislativa e governador interino teve 75,14% dos votos válidos contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR). Ele recebeu a informação em Gurupi, onde acompanha a apuração.

“Eu entendo o seguinte: que o pouco que nós trabalhamos, que nós tivemos a oportunidade de trabalhar e fazer o estado atender a nossa população, o resultado é esse. A população entendeu que quando você cuida da saúde, da educação, da segurança pública e da infraestrutura o povo agradece. E isso aí é o que está acontecendo”, disse o governador eleito após a vitória.

Carlesse vai ficar no cargo até o dia 31 de dezembro e pode concorrer à reeleição em outubro. A posse deve ser realizada até o dia 9 de julho.

Apesar de eleito com a maioria dos votos válidos, o dia foi de seções vazias e poucas filas em todo o estado. O número de abstenções, votos brancos e nulos somou 51,83% do total de eleitores. Mais de 527 mil pessoas não optaram por nenhum dos candidatos. O índice é recorde na história das eleições no estado e ultrapassa o total de votos dos dois candidatos.

A eleição suplementar foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Os dois foram considerados culpados por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Tocantins terá 2º turno para mandato tampão

O vencedor terá mandato apenas até 31 de dezembro, uma vez que em outubro serão realizadas as eleições dentro do calendário regular

Mauro Carlesse (PHS) e Vicentinho Alves (PR) foram os mais votados neste domingo e disputarão no próximo dia 24 o segundo turno das eleições suplementares para governador do Tocantins. O vencedor terá mandato apenas até 31 de dezembro, uma vez que em outubro serão realizadas as eleições dentro do calendário regular. O pleito ocorre devido à cassação de Marcelo Miranda (MDB) pela Justiça Eleitoral por uso de caixa dois em 2014.

Mauro Carlesse (PHS) é o governador interino do estado. Ele era presidente da Assembleia Legislativa e assumiu o estado após a cassação de Miranda. Carlesse responde a dezenas de processos na justiça e chegou a ser preso em 2015 por falta de pagamento de pensão à ex-mulher. Na ocasião, ficou detido na própria Assembleia. Ele sustenta que os processos são relativos a sua atuação como empreendedor e não como político. Em relação à ex-mulher, foi feito um acordo sigiloso que encerrou a disputa.

Vicentinho Alves (PR) é senador desde 2011. Deve sua chegada ao Senado a Marcelo Miranda. Vicentinho foi apenas o terceiro na eleição, mas conseguiu a vaga porque Miranda teve a candidatura barrada. Ele já foi prefeito de Porto Nacional, deputado estadual e deputado federal.

Carlesse liderou a apuração do início ao fim, mas a disputa pela segunda vaga foi acirrada. Ex-prefeito de Palmas, o colombiano Carlos Amastha (PSB) apareceu em segundo lugar no começo da apuração, mas com 47% das urnas abertas Vicentinho o ultrapassou. Com 92% da apuração, Amastha pulou novamente para segundo. Com 96% das urnas abertas, Vicentinho ultrapassou o candidato do PSB e se garantiu na próxima fase da disputa.

A senadora Kátia Abreu (PDT) ficou apenas na quarta posição. Também disputaram o pleito Márlon Reis (Rede), Mario Lúcio (PSOL) e Marcos da Cerâmica Miranorte (PRTB).

A eleição teve um alto índice de abstenção, superior a 30%. Em Tocantins, todos os eleitores foram recadastrados e 100% das urnas operam com o sistema biométrico, o que significa que o número de abstenção reflete efetivamente os que resolveram não participar do pleito. Houve também alto número de votos brancos e nulos.

ESPINAFRE! Wellington do Curso terá apoio do PSB, PHS e PSD…

Wellington do Curso ganha "fôlego" na disputa  pela Prefeitura de São Luís

Wellington do Curso ganha “fôlego” na disputa pela Prefeitura de São Luís

O PSB de São Luís, capitaneado pelo vereador Roberto Rocha Júnior, anunciou, nesta quinta-feira (04), apoio à candidatura do deputado estadual Wellington do Curso (PP), com as bênçãos do senador Roberto Rocha. Na mesma reunião, aderiram ao professor  o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) e o Partido Social Democrata (PSD). Era o “espinafre” (comida que fortificava o personagem Popeye) que o parlamentar procurava “tomar” para disputar a eleição em São Luís.

O PDT não teve “jogo de cintura” para segurar o apoio do PSB, uma sigla que representa mais força política, tempo de televisão, etc e perdeu o partido para Wellington do Curso que, até meados desta semana, estava  à deriva sem nenhuma forte parceria política. Agora o professor terá o apoio de um senador.
Com esta composição,  Wellington do Curso terá o aumento do tempo de televisão e de rádio. No entanto, o prenúncio mais importante é de acertos para a vaga de vice de Wellington, nome que ainda não está confirmado e deve somente ser revelado nesta sexta-feira (05), na convenção do PP, que acontece à tarde, na Assembléia Legislativa.
“As possibilidades de coligações fazem toda diferença no pleito eleitoral, então estou muito feliz com essa composição com o PHS, PSB, PSD. Outras movimentação estão em andamento e, com certeza, até o horário da convenção, nós teremos outras articulações que resultarão em novidades boas. Nós estamos tendo a oportunidade de ter uma chapa competitiva e de mostrar à sociedade que nós temos um projeto progressista com o apoio de outros partidos que só engrandecem a nossa campanha”, declarou Wellington do Curso, após a confirmação dos companheiros da chapa.