Defesa desiste de depoimentos de Sarney e Kassab em processo de Lula…

Globo.com

Os dois políticos foram arrolados como testemunhas de defesa em um processo onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também é réu

A defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, desistiu, nesta terça-feira (7), dos depoimentos do ex-senador José Sarney e do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilberto Kassab. Os dois políticos foram arrolados como testemunhas de defesa em um processo onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também é réu.
A ação penal movida pelo Ministério Público Federal apura um suposto pagamento de propina por parte de empreiteiras ao ex-presidente Lula, por meio da compra de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.
Além da desistência dos advogados de Okamotto, a defesa de Lula também decidiu suspender o depoimento do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), que seria ouvido por videoconferência.
Os depoimentos dos três políticos estavam marcados para quarta-feira (8). Com a desistência, a audiência do caso foi suspensa pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz o processo.
Outras desistências
Na manhã desta terça-feira, os advogados de Lula também solicitaram ao juiz Sérgio Moro a dispensa de outros políticos, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR), para prestarem depoimento como testemunhas de defesa na ação penal que corre na Justiça Federal do Paraná sobre o caso da compra e da reforma do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.
Romero Jucá seria ouvido na manhã desta terça-feira, por videoconferência com Brasília (DF). Ele chegou a ir até a sede da Justiça Federal, na capital federal, para a oitiva.
Na segunda-feira (6), o Palácio do Planalto anunciou Romero Jucá, que é o presidente nacional do PMDB, como líder do governo no Senado.
O ex-ministro Aldo Rebelo também prestaria depoimento nesta terça. Entretanto, foi dispensado, conforme consta no termo de audiência.
A defesa de Lula ainda tinha arrolado general Marco Edson Gonçalves Dias e o brigadeiro Rui Chagas de Mesquita para serem ouvidos na manhã desta terça-feira, mas dispensou ambos.

Investigado na Lava Jato, Edison Lobão assume presidência da CCJ no Senado

Globo.com

Lobão foi indicado pelo PMDB, partido de maior bancada no Senado

A missão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado elegeu, nesta quinta-feira (9), por aclamação, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) presidente do colegiado pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Lobão foi indicado pelo PMDB, partido de maior bancada no Senado, na quarta-feira (8), para ser o presidente da comissão, uma das mais importantes da Casa. Por formar a maior bancada do Senado, com 21 parlamentares, o PMDB tinha a preferência para escolher qual comissão presidir, seguindo o critério da proporcionalidade.
O colegiado tem, entre outras atribuições, o dever de sabatinar indicados para o Supremo Tribunal Federal. É o caso do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, que foi escolhido pelo presidente Michel Temer para substituir o ex-ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião em janeiro.
Se for aprovado na CCJ e, posteriormente, pelo plenário do Senado, Moraes será o revisor da Lava Jato no Supremo.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), espera que a comissão sabatine Moraes no próximo dia 22 de fevereiro.
Esta não é a primeira vez que Lobão assume a presidência da comissão. Ele já presidiu o colegiado no biênio 2002-2003, durante o seu segundo mandato como senador.
“Estou muito honrado com a escolha para presidir uma vez mais essa comissão. É, sem dúvida nenhuma, uma comissão de grande importância para o processo legislativo desse país a partir do Senado”, disse Lobão ao reassumir a presidência nesta quinta.
O parlamentar também declarou que será “democrático” na distribuição de relatorias de projetos que tramitam na CCJ entre os integrantes do colegiado.
Além de ser responsável por sabatinar Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para o STF, todas as matérias em tramitação na Casa precisam passar pelo crivo da comissão. O colegiado analisa se os textos ferem algum princípio constitucional.
Lava Jato
Edison Lobão é alvo de dois inquéritos no STF no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga atos de corrupção em contratos da Petrobras.
O parlamentar maranhense também é alvo de outras duas investigações derivadas da Lava Jato sobre irregularidades na usina de Belo Monte, no Pará.
Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira, Lobão disse que as investigações na Lava Jato não vão constranger sua atuação à frente da CCJ.

Novo secretário da Juventude de Temer fraudou seleção da pasta…

Disputa pelo comando do Senado divide caciques do PMDB

Brasília 247

A cúpula do PMDB já deflagra uma batalha interna pela reacomodação de espaços na bancada e no próprio Senado

Com a proximidade do fim do mandato de Renan Calheiros na presidência do Senado, a cúpula do PMDB já deflagra uma batalha interna pela reacomodação de espaços na bancada e no próprio Senado. As articulações têm envolvido o próprio presidente Michel Temer.

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), reforçou a movimentação na bancada do partido para consolidar sua candidatura à sucessão de Renan e já negocia postos na Mesa do Senado com outros partidos, como o PT e o PSDB.

Nos bastidores, Eunício e Renan têm divergido sobre a nova configuração da Casa: sem o poder de antes, Renan quer ser o novo líder ou presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), enquanto Eunício prefere fazer Raimundo Lira (PMDB-PB) o novo líder da bancada.

As informações são de O Globo.

“Eunício conseguiu fazer uma dobradinha com Lira e disse a aliados que seu nome é “consenso na bancada”. A irritação de Eunício, segundo aliados, é que Renan ainda trabalha por uma candidatura de Romero Jucá (PMDB-RR) ao comando do Senado, num acordo que envolveria a próxima presidência da Casa, em 2018. O acerto seria em para daqui a dois anos, mas Eunício nem com isso quer se comprometer.

O temor de aliados de Eunício é que Renan queira manter o controle do poder no Senado, através da liderança da bancada e com Jucá na presidência. Eunício, segundo aliados, não quer ser refém da pauta de Renan, que trava uma queda de braço com o Ministério Público e o Judiciário. Neste ponto, Eunício e Jucá concordaram nas semanas finais de votação, sendo contrários às tentativas de Renan de votar os projetos de dez medidas de combate à corrupção, com o texto desfigurado que veio da Câmara, e o que trata da lei que pune o abuso de autoridade.

Peemedebistas como Jucá, líder da bancada, avaliaram que Renan estava agindo por “vingança e com o fígado”. Eunício disse a Temer que se Renan tentar implementar essa agenda haverá “problema”. Na disputa de poder, Renan poderia até ficar com a CCJ, mas foi avisado que a pauta contra o Ministério Público e o Judiciário não teria o apoio de Eunício, caso ele seja o novo presidente do Senado.

As reclamações contra o perfil beligerante de Renan não são novas. Nos momentos difíceis, porém, a cúpula do PMDB sempre acaba se “acertando”, deixando as reclamações e intrigas de lado.”

DEU NO ESTADÃO: Maranhão troca clã Sarney por comunistas

Sob o comando do governador Flávio Dino, PCdoB amplia de 5 para 46 prefeitos no Estado

Estadão

Flávio Dino eleito governador do Maranhão em 2014, é filiado ao PCdoB

Flávio Dino eleito governador do Maranhão em 2014, é filiado ao PCdoB

O Estado do Maranhão terminou as eleições municipais deste ano mais “comunista” do que nunca. Por influência do governador Flávio Dino, o PC do B pulou de 5 prefeitos eleitos em 2012 para 46 na disputa deste ano.
O número, longe de transformar o Estado num reduto da revolução comunista no País, consagra Dino como o único representante da esquerda brasileira que conseguiu um resultado expressivo nas urnas nestas eleições e, principalmente, demonstra o enfraquecimento do grupo político do ex-presidente José Sarney (PMDB).
Das 217 cidades, Dino e seus aliados ganharam em 153 – cerca de 70% do total. Já o PMDB venceu em apenas 22 municípios, contra os 48 prefeitos eleitos em 2012, quando o Estado era governado pela filha do ex-presidente, Roseana Sarney.
Prova da força de Dino na disputa eleitoral é o que aconteceu na região metropolitana de São Luís. Dos oito municípios que compõem a Grande Ilha, quatro vão ser governados pelos vermelhos.
Dois desses municípios conquistados pelo PCdoB – Paço do Lumiar e Raposa – foram historicamente governados por aliados do grupo Sarney e ainda possuem as marcas desse tempo, seja pelas escolas que levam nomes do membros do clã ou as ruas esburacadas.
Em Paço do Lumiar, o candidato apoiado pelo PMDB, Gilberto Aroso (PRB), começou como favorito, mas sofreu um revés nas urnas para Domingos Dutra (PCdoB), tradicional adversário do grupo de Sarney no Estado. Enquanto Aroso nega ter sido apoiado pelos Sarney, Dutra não esconde a satisfação de ter tido Dino ao seu lado durante a campanha.
Em Raposa, outro município limítrofe a São Luís, onde a família Sarney tem um ilha para chamar de sua e passar o verão, a jovem Talita Laci (PCdoB), também apoiada pelo governador, venceu aliados do grupo do peemedebista que estavam no poder desde 1994.
Críticas. Em comum entre os eleitores desses dois municípios está a crítica ao desempenho das atuais gestões e o desconhecimento sobre a ideologia do partido que abriga os futuros prefeitos.
“Comunista é aquele que não gosta de religiões?”, questiona a moradora de Paço do Lumiar Sharlene Oliveira, de 30 anos, que votou no candidato apoiado por Dino.
“O PCdoB é aquele partido que quer dominar o mundo através da força? Eles são autoritários, né?”, questiona o pescador João do Carmo, de 49 anos, que é de Raposa e ajudou a eleger a adversária do grupo Sarney.
Confusão. O presidente do PC do B do Maranhão, Márcio Jerry, minimiza a confusão em relação à ideologia defendida pelo partido e repete o mantra que Dino usou na campanha ao governo de 2014, quando afirmava que a sua intenção não era transformar o Maranhão num Estado comunista, mas, sim, realizar as conquistas capitalistas que não foram feitas pela família Sarney.
“Nós precisamos sair da idade média do patrimonialismo, da corrupção e do coronelismo, para ter uma política arejada, com participação popular e transparência, e, principalmente, com políticas públicas voltadas a melhorar os indicadores sociais do Maranhão”, disse.

Para Jerry, o sucesso do PCdoB nas urnas se deve aos bons resultados obtidos por Dino e à ampla aliança feita no Estado, que engloba partidos que vão desde o PT até o PSDB. “O que o PCdoB tem conseguido exercitar de maneira bem-sucedida é a capacidade de um partido de esquerda de ter visão ampla, não ser sectário, ser democrático e conseguir aglutinar pessoas, partidos e movimentos sociais em torno de bandeiras concretas e comuns.”
Para ele, a “unidade política” entre os 46 prefeitos eleitos pelo PCdoB no Estado não está no fato de eles terem lido ou não o Manifesto Comunista escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, mas, sim, porque compartilham o objetivo de fazer mudanças efetivas no Maranhão.

Edinho Lobão retribui apoio de Eduardo Braide em 2014

Em 2015, Eduardo Braide apoiou o então candidato a governador, Edison Lobinho

Em 2014, Eduardo Braide apoiou o então candidato a governador, Edison Lobinho

Marrapá

O empresário e suplente de senador, Lobão Filho (PMDB), em entrevista ao blog, revelou sua torcida pela vitória do candidato Eduardo Braide (PMN) no segundo turno de São Luís. Segundo o peemedebista, a opção é como forma de retribuição, pelo deputado estadual tê-lo apoiado em 2014, na campanha ao governo.
– No fundo, minha torcida é pelo Eduardo, porque ele me apoiou na última campanha.
Lobão Filho voltou a dizer que Braide sempre pertenceu ao seu grupo político e avaliou como um erro estratégico se manter sozinho neste segundo turno, “mas que ninguém pode tirar o mérito dele de chegar até aqui”.
Muito tranquilo, o peemedebista comentou ser natural a opção de políticos acabarem indo para a base do Governo do Estado, mas ele destacou que “pertencer a grupo de Flávio Dino hoje não é uma boa opção, as pesquisas mostram isso”.
Disposto a ajudar o próximo prefeito, o empresário ressaltou, independente de quem vencer as eleições poderá contar com seu apoio. Ele lembrou que como senador, destinou emenda no valor de R$ 4 milhões para saúde na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).
Por fim, Lobão Filho aposta em uma disputa acirrada com uma diferença de 3% ou 4% e o debate da TV Mirante será fundamental.

MENTIRA TEM PERNAS CURTAS! Adriano Sarney desmascara Eduardo Braide e diz que candidato buscou sim apoio de seu grupo

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta terça-feira (18), e disse que o candidato do PMN à Prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, mente, no horário eleitoral, ao dizer que nunca buscou o apoio da família Sarney ou de outros partidos, tentando-se passar por “independente”.

“O meu compromisso não é com aqueles que querem se dar bem passando para o público, passando para aqueles que votam e que decidem quem vai governar o nosso município, a capital deste Estado. E que mente ao dizer que é independente, que nunca buscou o apoio de nenhum partido político, de nenhum grupo político’.

Segundo o parlamentar, no primeiro turno, Eduardo Braide foi à casa da ex-governadora Roseana Sarney, pessoalmente, pedir-lhe apoio, assim como se dirigiu ao presidente do PMDB, João Alberto, para o mesmo. Mas, agora, de acordo com Adriano Sarney, por oportunismo eleitoral, o candidato quer passar a imagem de que nunca procurou se aliar com ninguém.  Segundo o deputado, há provas, vídeos e testemunhas para isso.

“É importante que as pessoas, principalmente os candidatos mantenham a coerência, é importante que nós não faltemos com a verdade, principalmente se nós temos um cargo público, um cargo eletivo como o cargo de deputado estadual. É com este compromisso com a verdade que subo a esta tribuna para rebater algumas atitudes que temos observado do candidato a prefeito de São Luís, Eduardo Braide”, comentou o neto de Sarney na tribuna.

Adriano reiterou  que, no primeiro turno, Braide  o procurou, buscou o apoio do grupo Sarney,  do PMDB e foi até a sede do PMDB, no São Francisco, pediu apoio direto do presidente estadual do PMDB, senador João Alberto, diante de testemunhas e câmeras que filmaram tudo. “Não achando suficiente, o deputado, hoje candidato ao governo municipal de São Luís, foi até a casa da ex-governadora Roseana Sarney e pediu o apoio dela e do PMDB no primeiro turno. Eu estou aqui porque o meu compromisso é com a verdade”, revelou.

TRAIÇÃO! Roseana Sarney arregimenta lideranças de “Tio Fábio” para campanha de Wellington do Curso; Vereador está furioso

Tio Fábio foi traído pela família Sarney

Tio Fábio foi traído pela família Sarney

O vereador de São Luís e candidato a prefeito pelo PMDB,  Fábio Câmara, mais conhecido agora como “Tio Fábio”, está muito furioso com a família Sarney. Tudo porque a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), traiçoeiramente, está se movimentando, nos bastidores, para migrar lideranças e apoiadores do peemedebista à campanha do candidato do PP, deputado Wellington do Curso (WC), a quem resolveu abraçar por “debaixo dos panos”.

“Eu não quero o apoio de Roseana, ela está com Wellington do Curso querendo destruir minha campanha”, disse “Tio Fábio” furioso, nesta sexta-feira (16), ao Blog de Luís Pablo.

Nestas eleições em São Luís, a família Sarney resolveu tentar se instalar por várias candidaturas com o objetivo de faturar em qualquer circunstância, mas, oficialmente, o candidato, obviamente, seria Fábio Câmara que é do partido. Só que não! O alvo deles agora, conforme indicam os ponteiros das pesquisas, é Wellington do Curso.

Sentindo-se traído, Fábio Câmara ameaça partir contra Wellington do Curso nos próximos programas do horário eleitoral gratuito de rádio e TV.

Não é para menos, a família ou o grupo Sarney deixou o “Tio” sozinho, com poucas condições de fazer campanha e sem o apoio devido, e agora, oportunamente, migra para a campanha de Wellington do Curso, visando manobrar o governo do pepista neófito com intenções de indicar até os secretários.

Em Bequimão, PT vai com PMDB de Zé Martins e oposição com César Cantanhede…

PT indicou Magal para vice-prefeito de César

PT indicou Magal para vice-prefeito de César

Em Bequimão, o PT deixou a oposição, comandada por PSDB e PDT, para formar aliança com o PMDB do atual prefeito Zé Martins. Os petistas indicaram o investigador policial e professor Magal como candidato a vice-prefeito na chapa governista.

Do outro lado, a oposição – formada por PSDB, PDT,  PSB e PCdoB – fechou com o inspetor da Polícia Rodoviária, César Cantanhede (PSDB), para candidato a prefeito.

O  vice de César Cantanhede ainda não foi divulgado, mas será indicado pelo ex-prefeito Antônio Diniz (PDT). Um dos nomes cotados é o do empresário e comerciante Dico da Farmácia (PSB).

Até o final de semana, a oposição contava com a presença do PT na chapa de César Cantanhede com possibilidade de indicação do vice. No entanto, uma reunião, nesta segunda-feira (01), entre Zé Martins e Zé Inácio definiu o destino do PT na chapa governista.

O PT estava numa “sinuca de bico” em Bequimão, pois o partido fechou questão nacional de não coligar com partidos que ajudaram no processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). E tanto o PSDB quanto o PMDB foram decisivos para o andamento do impedimento da presidente.

No final das contas, entre sair sozinho e se aliançar a PSDB ou PMDB, o PT preferiu o segundo partido, visando planos futuros. Se foi ou não uma boa jogada, somente o tempo dirá…