Anthony Garotinho é preso no Rio de Janeiro…

Globo.com

A Polícia Federal levou Garotinho a Campos dos Goytacazes (RJ) para fazer exame no Instituto Médico-Legal

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) foi preso nesta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro. Ele foi detido quando apresentava o programa de rádio que ancora na Rádio Tupi. A Polícia Federal levou Garotinho a Campos dos Goytacazes (RJ) para fazer exame no Instituto Médico-Legal. Depois, ele seguirá para casa, onde cumprirá prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Garotinho é suspeito de comandar um esquema de fraude eleitoral quando era secretário municipal de Campos. Em troca de votos em candidatos a prefeito e vereadores em 2016, a prefeitura oferecia inscrições no programa Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário, de acordo com Ministério Público Estadual.

A nova ordem de prisão é do juiz Ralph Manhães, da 100º Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes. Segundo ele, o réu praticou uma série de atos para impedir o avanço da ação penal que o investiga. Manhães afirmou que as medidas cautelares já impostas pela Justiça a Garotinho não surtiram efeito no sentido de impedi-lo de agir. De acordo com o juiz, o grupo comandando por Garotinho chegou a usar até armas de fogo para intimidar testemunhas.

Prisão durante programa de rádio

Por volta das 10h30 desta quarta, após um intervalo na programação da Rádio Tupi, o locutor Cristiano Santos assumiu o “Fala Garotinho” e afirmou que o ex-governador teve de deixar o programa por questões de saúde (ouça abaixo). Na terça-feira (12), ela não havia participado por problemas na voz.

“A vinheta não entrou errada, não. Estou de volta para fazer companhia pra você. Nosso Garotinho até tentou, você viu, até tentou fazer o programa hoje, mas a voz foi embora, e a orientação médica é que ele pare de falar, agora tem que se cuidar. O marido que pertence à Rosinha vai se cuidar para amanhã estar de volta, se Deus quiser, quando estiver bom. Já falei com ele, volta quando estiver bom. Eu cuido aqui do programa com muito carinho”, afirmou Santos nesta quarta.

A assessoria de imprensa do ex-governador confirmou que ele foi conduzido a Campos dos Goytacazes e que não há mais informações para prestar.

Filme sobre a Lava Jato fica em segundo lugar na estreia…

Do R7

O filme “Polícia Federal – A lei é para todos”, que conta a história do surgimento da operação Lava Jato, foi o segundo mais visto nos cinemas do Brasil em sua estreia oficial, no feriado de 7 de setembro. O filme está em 683 salas (540 cinemas) e foi visto por cerca de 138 mil pessoas no Dia da Independência. Perdeu para o terror do palhaço de “IT: A Coisa”, que atraiu 310 mil pessoas em 708 salas (547 cinemas).

Embora a estreia tenha ocorrido em um feriado patriótico, foi difícil concorrer com as histórias da semana protagonizadas por Geddel, Joesley, Palocci e Nuzman, o cineminha da vida real.

Fantôme! Operação da PF cumpre mandados no Maranhão contra investigados em crimes previdenciários…

Polícia Federal cumpre mandados em várias cidades do Maranhão e do Piauí

A Força-Tarefa Previdenciária, integrada pela Polícia Federal (PF), pela Secretaria de Previdência e pelo Ministério Público Federal (MPF), deflagrou, na manhã desta terça-feira (5/9), nas cidades de Codó, Timbiras, Coroatá, Presidente Dutra e São Luis, todas no estado do Maranhão e em Teresina/PI, a Operação Fantôme, com a finalidade de reprimir crimes previdenciários.

Estão sendo cumpridos 14 mandados judiciais, sendo 2 de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, além do sequestro de bens imóveis e de veículos em poder dos principais investigados. Dentre os mandados judiciais consta, ainda, a determinação para que o INSS suspenda o pagamento de 109 benefícios, submetendo-os a procedimento de auditoria. A operação contou com a participação de 50 policiais federais e de 2 servidores da área de Inteligência Previdenciária, a Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos (APEGR).

As investigações, iniciadas no ano de 2012, levaram à identificação de um esquema criminoso no qual eram falsificados documentos públicos para fins de concessão de benefícios de Amparo Social ao Idoso a pessoas fictícias, além do recebimento indevido de benefícios previdenciários após o falecimento do titular.

A organização criminosa contava com um funcionário de uma instituição bancária em Timbiras/MA e outro da agência dos Correios em Codó/MA, responsáveis pela abertura de contas correntes, realização da prova de vida e renovação de senha bancária. Fazia parte, ainda, um servidor do INSS, atualmente aposentado, além de intermediários e agenciadores.

O prejuízo, inicialmente identificado, aproxima-se de R$ 10 milhões. O prejuízo anual, a ser evitado com a suspensão dos benefícios, gira em torno de R$ 1,2 milhão. Os investigados presos serão indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário, organização criminosa e lavagem de capitais.

O nome Fantôme, na tradução da língua francesa, significa fantasma, em alusão ao esquema criminoso, cujo modus operandi seria a utilização de pessoas fictícias, criadas apenas para que o verdadeiro autor não aparecesse nas operações fraudulentas.

Será concedida entrevista coletiva, às 10h, na Delegacia de Polícia Federal em Caxias, localizada na Rua do Parnazio, nº 676, Bairro Ponte, Caxias/MA / CEP 65609-620.

Em depoimento à PF, Sarney diz se sentir “constrangido” com acusações

O ex-presidente José Sarney foi à sede da Polícia Federal, em Brasília, acompanhado de advogados para prestar depoimentos sobre as suspeitas de obstrução da Justiça. Antes de responder às perguntas da delegada Graziela Machado da Costa e Silva, Sarney pediu para que fosse registrado seu “constrangimento ao responder pela primeira vez inquérito em que é acusado de cometimento de crime que não cometeu”.

Na semana passada, a PF concluiu que não houve obstrução da Justiça nas conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com os caciques do PMDB (Sarney e os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá).

PF cumpre mandados de prisão contra pornografia infantil no Maranhão

Durante toda esta terça-feira (25), a Polícia Federal (PF) está cumprindo mandados judiciais dentro da segunda fase da Operação Glasnost, que combate a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet. A operação está sendo realizada no Maranhão e em outros 13 estados.

A ação é continuação da operação deflagrada em novembro de 2013, quando foram cumpridos 80 mandados judiciais, entre eles, 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Foram ainda identificados e presos diversos abusadores sexuais, bem como resgatadas vítimas, com idades entre 5 e 9 anos.

Os mandados estão sendo cumpridos em 51 municípios localizados nos estados do Maranhão, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Pará e Sergipe.

De acordo com a PF, 350 policiais cumprem nesta terça-feira 72 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva.

Segundo inquérito da PF, não há crime de obstrução de Renan, Jucá e Sarney

Nesta sexta-feira (21), a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal o relatório conclusivo da investigação sobre a suposta tentativa de obstrução da Operação Lava Jato pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e pelo ex-senador e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), na Operação Lava Jato.

No relatório, a Polícia Federal conclui que não houve crime de obstrução e que a simples intenção não pode ser considerada crime. O inquérito foi aberto a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, com base na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Renan Calheiros e Sarney.

“Não compreendemos existir elementos indiciários de materialidade do crime (…) haja vista que no espectro cognitivo próprio desta sede indiciaria, o conteúdo dos diálogos gravados e a atividade parlamentar dos envolvidos ou no período em comento não nos pareceu configurar as condutas típicas de impedir ou embaraçar as investigações decorrentes da Lava Jato”, diz o texto do relatório.

Homens de confiança de Roseana foram responsáveis pela escolha de empresa investigada pela PF

Do Marrapá

Licitações de empresas investigadas pela PF foram feitas no governo Roseana

Dois nomes conhecidos e ligados a família Sarney são os responsáveis pela celebração do contrato entre a empresa Maranhense de Administração Portuária – EMAP e a Fotogeo, alvo da Operação Draga deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12) por irregularidades na obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui: Luis Carlos Fossati e Astrogildo Quental.

O engenheiro eletricista Luis Carlos Fossati foi escolhido a dedo por Roseana Sarney para comandar a EMAP em seu governo. Ao deixar o posto, dias antes do fim da administração passada, pediu demissão, e mesmo ocupando cargo de confiança abocanhou R$ 300 mil em verbas indenizatórias, além de deixar alinhavado o contrato com a Fotogeo.

O outro agente, Astrogildo Quental, é amigo de longa data de Fernando Sarney, desde o curso de Engenharia Civil da USP e já envolvida em outros escândalos. A dupla foi citada junta na Operação Faktor (Boi Barrica). Quental era o diretor de engenharia da Emap, espécie de “raposa cuidando do galinheiro”.

Tanto Fossati como Quental sabiam das restrições a Fotogeo. A empresa já havia sido atestada por não possuir qualidade para desenvolver diversos serviços, inclusive pelo Governo de São Paulo. Contudo, para os profissionais à serviço da oligarquia, os critérios foram todos atendidos.

A Fotogeo prestava serviço desde 2013 ao Governo Roseana, sempre com com valores altíssimos envolvidos.

Polícia Federal combate fraudes em licitações no Porto de Itaqui

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12/7), a Operação Draga, com o objetivo de apurar fraude na licitação, execução e fiscalização da obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui em São Luís/MA, iniciada em 2014, na gestão da ex-governadora Roseana Sarney. Cerca de 40 policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís/MA, São José dos Campos/SP e Rio de Janeiro/RJ, expedidos pela Justiça Estadual – Central de Inquéritos e Custódia da Comarca da Ilha de São Luís/MA.

A investigação teve início com as declarações de um ex-funcionário da empresa estadual que administra o Porto de Itaqui em São Luís/MA. Ele declarou que, apesar de ocupar a função de gerente de Projetos, cargo no qual deveria acompanhar a execução da obra, o andamento da obra foi deliberadamente omitido do ex-funcionário, com o possível objetivo de ocultar fraudes. A responsabilidade pela execução dos contratos (execução da obra e fiscalização) coube ao Coordenador de Projetos, enquanto que o gestor do contrato foi o Diretor de Engenharia da empresa.

A fiscalização da execução da obra de dragagem se deu através do processo de batimetria, que consiste na medição das profundidades dos mares e lagos por meio de referenciação por ultrassons. Sem o processo de batimetria, não é possível fiscalizar adequadamente a execução da obra, já que a análise envolve a topografia antes, durante e após a execução. A realização do processo de batimetria apenas após a execução, por exemplo, não permite verificar quantos metros cúbicos de sedimentos foram efetivamente dragados.

Segundo declarações do ex-funcionário e indícios colhidos durante a investigação, a empresa que deveria fazer a batimetria, não estava realizando, mas apenas copiando os dados fornecidos pela própria empresa responsável pela execução da obra. Esses fatos eram de conhecimento do Coordenador de Projetos e Diretor de Engenharia. A lancha, por exemplo, supostamente utilizada pela empresa para realizar a batimetria, estava alocada para a empresa responsável pela execução da obra.

Há também indícios de fraudes na obra de dragagem em si, como a ausência de fiscalização (batimetria), aparente manipulação na sindicância instaurada para apurar os fatos referentes à fiscalização e sobrepreço dos custos de mobilização/desmobilização e da obra de dragagem em si.

O custo de mobilização/desmobilização da obra foi de R$ 32 milhões, enquanto que o custo da obra em si foi de R$ 28 milhões, ou seja, o custo da mobilização/desmobilização foi superior ao da própria obra. Em obras similares, os valores envolvidos foram bem menores. Também foram observados indícios de sobrepreço do material dragado em comparação com obras similares.

A empresa belga, responsável pela execução dessa obra, já foi citada em colaborações premiadas no contexto da Operação Lava Jato em fraudes similares pelo Brasil.

Considerando que os recursos empregados na obra são de origem estadual, segundo acórdão do Tribunal de Contas da União, a competência para julgamento dos fatos é da Justiça Estadual, responsável pelo deferimento dos mandados de busca no Porto de Itaqui.

Não será concedida entrevista coletiva.

Temor no grupo Sarney – Operação da PF busca grupo que fraudou a Ferrovia Norte-Sul

Grupo Sarney teme delação premiada de Juquinha, preso na operação

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal realizam, nesta quinta-feira (25), uma operação contra crimes de lavagem de dinheiro nos estados de Goiás e Mato Grosso que pode ter reflexos no Maranhão. A investigação é focada no recebimento de propina nas obras da Ferrovia Norte-Sul. A notícia deixou em polvorosa o grupo Sarney. O temor de uma delação premiada é grande, já que o empreendimento teve seu auge no governo do ex-presidente José Sarney.

A ação cumpre 2 mandados de prisão preventiva, contra Jader Ferreira das Neves, filho do ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, e outro contra o advogado Leandro de Melo Ribeiro. A Valec é a empresa pública da área de infraestrutura ferroviária responsável pelas obras e manutenção da Norte-Sul.

Também serão cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva nos dois estados. A operação é um desdobramento das investigações da operação Lava Jato e uma nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica.

Juquinha e o filho já foram condenados neste ano a, respectivamente, 10 e 7 anos de reclusão, por formarem quadrilha e lavarem aproximadamente R$20 milhões provenientes da prática de crimes de cartel, fraudes em licitações, peculato e corrupção nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul.

A operação baseia-se em acordos de colaboração premiada assinados com o MPF/GO pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, que confessaram o pagamento de propina ao então presidente da Valec, o Juquinha, bem como em investigações da Polícia Federal em Goiás, que levaram à identificação e à localização de parte do patrimônio ilícito mantido oculto em nome de terceiros.

Com informações de Veja