Caminhoneiros mantêm bloqueios em rodovias no Maranhão

14 trechos de rodovias federais no Maranhão permanecem bloqueadas. (Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal)

Mesmo após acordo com o Governo Federal, fechado na noite de quinta-feira (24), caminhoneiros mantêm protestos pelo Brasil. Na manhã de sexta-feira-feira (25), mabifestacoma foram vistas em vários estados.

De acordo com a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), cresceu o número de interdições em rodovias pelo movimento de paralisação dos caminhoneiros no dia seguinte ao acordo comemorado pelo governo. Balanço divulgado Abcam – entidade que deixou a reunião no Palácio do Planalto e não concordou com o acordo fechado nessa quinta-feira – diz que há 521 pontos interditados nesta manhã em 25 unidades da Federação. No fim da manhã de quinta, eram 402 pontos interditados em 23 Estados. Apenas Amazonas e Amapá não têm interdições.

Grandes Estados produtores agrícolas são os que têm mais trechos rodoviários interrompidos nesta manhã. O Rio Grande do Sul lidera o ranking com 74 pontos interditados. Em seguida, aparecem Paraná (73 pontos), Minas Gerais (51 pontos), Santa Cataria (54), Mato Grosso do Sul (36), Goiás (28) e Mato Grosso (28). São Paulo tem 15 pontos interditados, Rio de Janeiro conta com 14 pontos e o Distrito Federal, sete, informa a Abcam.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), principal entidade que assinou o acordo na quinta, não divulgou balanço na manhã desta sexta.

No Maranhão, 14 trechos de rodovias federais permanecem bloqueadas. Os caminhoneiros no estado decidiram continuar em greve e não aceitaram a proposta.

Em São Luís, vários postos já não possuem combustível. A falta de gasolina e diesel na cidade é uma consequência direta do bloqueio no transporte do combustível pela BR-135 e pela Vila Maranhão, que dá acesso ao Porto do Itaqui. Em outras cidades do Maranhão também há registros de escassez do produto em alguns postos.

Veja os pontos de protestos de caminhoneiros rodovias do Maranhão:

  • Açailândia: Acontece na localidade Pequiá na BR-222
  • Bacabeira: Km 46 da BR-135
  • Balsas: Paralisação ocorre nos Kms 396 e 406 da BR-230
  • Caxias: Km 544 da BR-316
  • Cidelândia: Km 299,5 da BR-010
  • Estreito: Km 131 da BR-010
  • Grajaú: Km 413 da BR-226
  • Imperatriz: Km 246 da BR-010
  • São Domingos do Azeitão: Km 216 da BR-230
  • São Luís: Kms 2, 5 e 6 e 16,2 da BR-135

Governo do Maranhão dá suporte a resgatados de embarcação vinda da África

Resgatados estão recebendo atendimento na área de saúde e documentação. (Foto: Carlos Pereira)

Governo do Maranhão montou esquema para assistir os 25 estrangeiros, encontrados por uma embarcação de pescadores do Ceará a 120 km da costa maranhense. As primeiras providências foram tomadas ainda no cais de São José de Ribamar, onde foram realizados atendimentos médicos e servidas refeições e água, com apoio da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), que administra o espaço em parceria com a Prefeitura de Ribamar.

De acordo com relatos dos africanos, a viagem partiu de Cabo Verde em um catamarã em condições precárias, com motor de pouca capacidade e com a intenção de chegar ao Rio de Janeiro e São Paulo. Durante o trajeto, o aparelho de GPS que estava em poder dos tripulantes quebrou. Em seguida o motor da embarcação não suportou a extensão da viagem e logo parou. Por fim, a opção de usar a vela do catamarã foi frustrada quando ela também quebrou. A tripulação permaneceu um total de 35 dias ao mar, após ficar à deriva e ser encontrada por uma embarcação de pescadores.

De acordo com o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves da Conceição, o Governo do Estado está dando o suporte necessário aos estrangeiros. “Nós estamos acompanhando de perto todos os trâmites e investigações da Polícia Federal e Ministério da Justiça. No que compete ao Estado, o Governo do Maranhão assumiu toda a responsabilidade do atendimento humanitário, que é dar direito à saúde, abrigo e alimentação. Todas as providências já foram tomadas quanto a isso”, disse.

A Sedihpop acompanha os indícios de tráfico de pessoas, por causa dos dois brasileiros identificados pela Polícia Federal como ‘coiotes’, que são agentes que conduzem os imigrantes pelas áreas de fronteira ilegalmente, mediante pagamento. “Acompanhamos para garantir a efetividade dos tratados internacionais, estamos obedecendo os tratados internacionais do mesmo modo que nós queremos que os brasileiros sejam tratados em outros países”, comentou o secretário.

Nesta segunda-feira (21), representantes da Polícia Federal estiveram reunidos com os africanos, no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. A eles foi explicado que o órgão vai dar entrada na solicitação de refúgio para todos. Além disso, vão receber uma documentação que vai servir para a retirada de documentos posteriores como a carteira de trabalho. Todos serão regularizados e poderão trabalhar e exercer os direitos civis aqui no Brasil como estrangeiros. Organizados em grupos de cinco, eles estão sendo ouvidos pela Polícia Federal.

Imigrantes são resgatados no litoral do Maranhão

27 imigrantes foram resgatados na Baia de São José, litoral maranhense

Uma embarcação, com 27 imigrantes de vários países do continente africano e mais 2 brasileiros, foi resgatada na Baia de São José, litoral maranhense, na noite deste sábado (19).

Equipes da Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA) resgataram a embarcação que se encontrava com avarias em sua estrutura e a levaram para o Cais de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

As primeiras informações, dão conta de que a embarcação não havia crianças ou mulheres entre os viajantes. Todos os imigrantes receberam atendimento médico e alguns foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Araçagi.

Quando o barco chegou ao cais de São José de Ribamar, equipes médicas do Corpo de Bombeiros, além de equipes da Polícia Federal e Militar já estavam aguardando os imigrantes.

Todos os imigrantes foram cadastrados e ficarão alojados até que as medidas cabíveis sejam tomadas pelas autoridades brasileiras.

Maranhão lidera ranking em número de fraudes no Seguro-Desemprego

Sistema Antifraude do Ministério do Trabalho já impediu o pagamento de mais de 16,8 mil benefícios irregulares, gerando economia de R$ 74,1 milhões no estado

Fraudes no Seguro-Desemprego têm crescido muito no Maranhão

O Maranhão lidera o ranking dos requerimentos bloqueados pelo Ministério do Trabalho desde a entrada em operação do sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude), em dezembro de 2016. Até abril de 2018, o Estado registrou quase 16,9 mil requerimentos bloqueados, equivalentes a R$ 74,1 milhões em fraudes.

“São recursos que pertencem aos trabalhadores e devem ser utilizados em um momento de dificuldade. Por isso, a fiscalização vai continuar para impedir a ação de criminosos no Maranhão”, afirmou o ministro do Trabalho, Helton Yomura.

A maioria dos casos foi registrada em unidades da capital maranhense, São Luís. Foram 13,5 mil fraudes bloqueadas, totalizando um valor de mais de R$ 51,1 milhões. Depois, destacaram-se os casos de Caxias, com 2,8 mil casos e fraudes de R$ 19,5 milhões; Barra do Corda, que teve 145 requerimentos bloqueados, chegando perto de R$ 947 mil; e São José de Ribamar, que em 83 fraudes bloqueadas atingiu R$ 524,7 mil.

A modalidade Emprego Formal registrou o maior valor em fraudes bloqueadas no Maranhão, chegando a R$ 33,5 milhões em mais de 6 mil casos. Os demais bloqueios foram em emprego Doméstico, com 8,2 mil fraudes, no valor de R$ 22,1 milhões, e Bolsa Qualificação, que teve 2,6 mil casos e atingiu R$ 18,4 milhões em fraudes.

Na última semana de fevereiro, uma operação baseada totalmente em dados do Antifraude cumpriu 19 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão nas cidades de São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão, além de dois municípios do Pará.

Antifraude Requerimentos Bloqueados – MA
CIDADE Qtde Valor Bloqueado
São Luís 13.518 R$ 51.182.916
Caxias 2.839 R$ 19.500.935
Barra do Corda 145 R$ 946.930
São José de Ribamar 83 R$ 524.712
Pedreiras 66 R$ 453.261
Presidente Dutra 60 R$ 405.639
Imperatriz 46 R$ 282.343
Balsas 44 R$ 281.090
Santa Inês 29 R$ 175.654
Codó 22 R$ 155.410
Bacabeira 19 R$ 87.621
Bacabal 18 R$ 80.099
Pinheiro 5 R$ 34.518
Acailândia 4 R$ 19.677
Estreito 1 R$ 6.575
Total 16.899 R$ 74.137.380

Modalidade Emprego – Bloqueios

Modalidade Qtde Valor
Emprego Formal 6.047 R$ 33.503.588
Doméstico 8.225 R$ 22.187.040
Bolsa Qualificação 2.625 R$ 18.439.120
Pescador 2 R$ 7.632
Total 16.899 R$ 74.137.380

Polícia conduz suspeito de envolvimento na morte de delegado federal em São Luís

O crime ocorreu na noite do último sábado (5), na Praia do Meio, município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, vitimando o delegado David Farias de Aragão

A Polícia Federal j´efetuou a prisão de um dos três suspeitos envolvidos no assalto que resultou na morte do delegado federal David Farias de Aragão. O suspeito Wanderson Baldez, de 21 anos, foi identificado no domingo (6) na Upa da Vila Luizão.

O suspeito foi conduzido à delegacia para prestar depoimento, mas retornou ao hospital para ser submetido a uma cirurgia no braço. Quando receber liberação médica, será encaminhado para o Complexo Penitenciário São Luís, em Pedrinhas.

Os outros dois suspeitos foram identificados como David Castro Martins e Leandro, que continuam foragidos. A arma do delegado, usada pelos criminosos, ainda não foi encontrada.

De acordo com o superintendente estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o delegado Lúcio Rogerio Reis, as buscas continuam para prisão dos demais suspeitos. Ainda segundo ele, a ação rápida de identificação e prisão de um dos envolvidos foi possível graças ao trabalho integrado das forças policiais, que pôde averiguar a ida de Wanderson a um hospital.

O crime ocorreu na noite do último sábado (5), na Praia do Meio, município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. O inquérito policial que apurará o latrocínio já foi instaurado e será conduzido pela Polícia Civil do Estado do Maranhão.

Segundo as investigações, Baldez e outros dois suspeitos invadiram a residência da vítima durante uma festa, travaram luta corporal com o delegado e o atingiram com três facadas e disparos de arma de fogo. O policial Davi Farias Aragão foi levado para uma unidade de saúde e, posteriormente, a um hospital particular, onde já chegou sem vida.

As buscas aos suspeitos continuam e o inquérito que está investigando o crime foi instaurado na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). O corpo do delegado federal David Farias de Aragão foi enterrado na tarde de domingo (6), no cemitério Parque da Saudade, no bairro do Vinhais, em São Luís.

Em nota, a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão lamentou a morte do delegado e estipulou luto na instituição pelo prazo de três dias. Ele era casado, tinha duas filhas e estava na Polícia Federal há mais de doze anos.

A nota elogiou a atuação no combate ao crime, nas operações policiais coordenadas por David Farias. Segundo a PF, o delegado chefiava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários.

ASSEMBLEIA LANÇA NOTA DE PESAR POR MORTE DE DELEGADO

  Nota de Pesar

A Assembleia Legislativa do Maranhão externa seu mais profundo pesar pelo falecimento do delegado da Polícia Federal, David Farias Aragão, assassinado durante assalto em sua residência, neste último sábado (5), no bairro Araçagy, em São José de Ribamar.

David Farias tinha 36 anos, era casado e deixa duas filhas. Ingressou na Polícia Federal há mais de 12 anos e coordenou várias operações policiais, contribuindo intensamente nas ações de combate ao crime. Atualmente, chefiava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários no Maranhão.

O Legislativo Estadual reconhece a partida do delegado como uma grande perda para a Polícia Federal e para o Brasil. E, neste momento de dor, solidariza-se com familiares, amigos e admiradores. Que a luz divina os console e lhes dê serenidade para enfrentar esta perda imensurável e precoce.

PF combate distribuição de imagens pornográficas com crianças no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (26), a Operação #UNDERGROUND 2, que visa o combate a distribuição de imagens e vídeos com pornografia infantil, no Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco e Acre.

Nesta segunda fase, desenvolvida após a prisão de 21 pessoas em 2017, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, nesses Estados.

Após a deflagração da primeira fase, foram realizadas novas investigações na deepweb, que resultaram na identificação de um grupo de produtores de material de exploração sexual infantil. Por meio de modernas técnicas de investigação digital, desenvolvidas pela própria Polícia Federal, chegou-se a um grupo com ações de abrangência nacional, integrado por 13 pessoas que se comunicavam em ambiente cibernético, onde ocorria o comércio das imagens ilícitas.

Segundo apurado, grande parte dos envolvidos efetivamente abusava sexualmente de crianças, registrando as imagens. Numa segunda etapa, reuniam-se em salas virtuais, onde trocavam, vendiam ou simplesmente disponibilizavam os arquivos ilícitos. Algumas das vítimas já foram identificadas. Em alguns casos, foi constatado que o agressor é pessoa do convívio da família da vítima, ou mesmo parte dela.

O crime de publicação de imagens de pornografia infantil prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão. Já o estupro de vulneráveis prevê de 8 a 15 anos de prisão.

Polícia Federal deflagra terceira fase da Operação Carne Fraca

A Polícia Federal cumpre 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão pela terceira fase da Operação Carne Fraca. O principal alvo desta etapa é a BRF Brasil Foods, grupo responsável pelas marcas Sadia, Perdigão, Qualy, entre outras. Batizada de Trapaça, a nova ação da PF cumpre 91 ordens judiciais em cinco estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. Entre os presos estão o ex-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria e o vice-presidente de Operações Globais da empresa, Hélio Rubens Mendes.

De acordo com as investigações, cinco laboratórios credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e setores de análises do grupo fraudavam resultados de exames em amostras de processo industrial. Dessa forma, informavam dados fictícios em laudos e planilhas técnicos ao Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA), que atesta a qualidade do processo industrial.

As acusações contra os investigados são de falsidade documental, estelionato qualificado, formação de quadrilha, crimes contra a saúde pública, entre outras.

A primeira etapa da Carne Fraca foi lançada em março de 2017 e investigou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Na época, a operação foi alvo de críticas de autoridades do próprio governo e técnicos do setor, que viram excessos no contingente de policiais envolvidos e nas declarações do delegado responsável pelo caso.

PF inicia operação de combate a fraudes no Seguro Desemprego em São Luís e Ribamar

Os investigados responderão por estelionato qualificado, inserção de dados falsos em sistemas de informações e associação criminosa.

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (22), uma operação com o objetivo de combater fraudes no Seguro Desemprego no Maranhão e no Pará. Estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão nas cidades de Redenção e Conceição do Araguaia, no Pará, e em São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão.

Batizada de “Seguro Fake”, a operação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes no Seguro Desemprego. Segundo as investigações, os dois estados apresentam alta incidência desta modalidade de fraude.

Os investigados responderão por estelionato qualificado, inserção de dados falsos em sistemas de informações e associação criminosa, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

As semelhanças de um esquema criminoso no Maranhão e em Pernambuco…

A segunda fase da Operação cumpriu seis dos sete mandados de prisão preventiva expedidos, além de nove de busca e apreensão. As ações ocorreram em Recife (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE) e São Luís (MA).

A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira (08), os empresários pernambucanos investigados por fraude em licitações de obras de reconstrução de cidades atingidas por enchentes em Pernambuco, suspeitos de desviar recursos públicos federais destinados a vítimas da seca no Maranhão. De acordo com os investigadores, o esquema criminoso é semelhante nos dois estados.

Dentre os presos em São Luís estão o ex-comandante dos bombeiros, coronel João Vanderley Costa Pereira, e o tenente Augusto César dos Santos Cutrim, que desempenhava funções administrativas no fechamento dos contratos.

Segundo os delegados responsáveis pela Operação Torrentes 2, a fraude subtraiu dinheiro que deveria ter sido investido na compra de cestas básicas e filtros para a população afetada pela estiagem.

As empresas ligadas ao empresário pernambucano Ricardo José de Padilha participaram da fraude. Apontado pela PF como líder dos dois esquemas – em Pernambuco e no Maranhão, Padilha já estava preso no Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel) desde a primeira etapa da Operação Torrentes, realizada em novembro do ano passado.

Ítalo Henrique Silva Jacques, ligado a Padilha, também se encontra no Cotel. Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha, mulher do empresário, também foi presa. Ela havia sido detida anteriormente, mas foi liberada mediante fiança. A PF também prendeu o pastor evangélico e advogado Daniel Pereira da Costa Lucas, acusado de ser o lobista do esquema.

A segunda fase da Operação cumpriu seis dos sete mandados de prisão preventiva expedidos, além de nove de busca e apreensão. As ações ocorreram em Recife (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE) e São Luís (MA).

Os presos na Operação Torrentes 2 vão responder por corrupção ativa e passiva. As penas, somadas, podem ultrapassar os 12 anos de reclusão. Os civis detidos em Pernambuco serão encaminhados ao Cotel e à Colônia Penal Feminina.

A Operação Torrentes surgiu a partir de denúncias anônimas envidas à Controladoria Geral da União em Pernambuco, no ano passado. Os contratos investigados totalizam R$ 450 milhões para compra de comida, colchões, filtros de água e lonas de proteção para os desabrigados.