Te cuida, Roberto Rocha! Zé Reinaldo agora quer o PSDB…

Zé Reinaldo vem se aproximando do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Deputado estaria a um passo de dar uma “bela rasteira” em Roberto Rocha

Após perder a briga pelo DEM para o deputado federal Juscelino Filho, o pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares (sem partido), mudou o foco e parte agora com tudo para tentar controlar o PSDB, capitaneado, no momento, pelo senador Roberto Rocha que é pré-candidato ao governo do Maranhão e apontado como possível “laranja” do grupo Sarney. Nos bastidores, há rumores de que o ex-governador articula uma possível “rasteira política” no tucano.

Um dos claros objetivos de Ze Reinaldo seria levar o partido tucano para apoiar a candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN) ao governo do Estado, sob a alegação de que Roberto Rocha “não decola nas pesquisas e na disputa pela sucessão do governador Flávio Dino”.

Zé Reinaldo vem mantendo contatos com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, presidente do PSDB e pré-candidato ao Planalto ao mesmo tempo. Segundo a revista Época, eles conversam sobre as eleições no Maranhão, numa tentativa de resolver o palanque tucano no Estado, e, obviamente, sem a presença de Roberto Rocha.

Zé Reinaldo, que estava de malas prontas para o DEM e chegou até a anunciar data de filiação, poderá se filiar ao PSDB mesmo, aplicando uma bela “rasteira” em Roberto Rocha. Briga promete. É aguardar!

Sarney Filho admite esperar votos de eleitor de Flávio Dino

Sarney Filho disse esperar receber votos do eleitorado de Flávio Dino

Em entrevista ao jornal O Imparcial, o ministro do Meio Ambiente e pré-candidato ao Senado pelo Maranhão, Sarney Filho (PV), admitiu que receberá de bom grado os votos dos eleitores do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apesar de ser de um grupo de oposição ao comunista.

Zequinha Sarney disse que “não rejeita” e que “acolhe com muita satisfação” aquelas pessoas de outros segmentos políticos que desejam votar nele para o Senado.

Com sua irmã Roseana Sarney (PMDB) cada vez mais rejeitada, segundo as últimas pesquisas de intenção de votos, Sarney Filho entende que vai ter que contar com eleitores do rival Flávio Dino para ter chances reais de vitória na briga pelo Senado.

Discutir Plano B agora ajuda elite a impedir candidatura de Lula, diz governador

Flávio Dino contestou os que desejam fazer julgamento político do ex-presidente Lula

Debater uma candidatura presidencial alternativa ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, neste momento, é tudo o que a elite deseja para impedir de vez o petista na disputa. A avaliação é do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), durante entrevista a jornalistas de mídias alternativas na sede do Barão de Itararé, em São Paulo. Para ele, a esquerda está caindo em uma armadilha ao aceitar tal debate.

“Falar em Plano B ajuda a inviabilizar a candidatura de Lula neste momento. A imensa maioria da elite quer ganhar a eleição por W.O, sem fazer força, sem adversário. E a gente não pode facilitar a vida desse segmento. Se começar com esse negócio de Plano B, Plano C, criamos um cenário de facilitação desse jogo”, disse.

Parte da esquerda já tem especulado quem pode ser o candidato mais competitivo no lugar do petista. Para Dino, “quem está falando em Plano B é porque na verdade já escolheu seu Plano A, que não é o ex-presidente Lula”.

Juiz por formação, o maranhense vem sendo uma das principais vozes de contestação jurídica ao julgamento do recurso de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Ele tem apontado uma série de distorções, fragilidades e contradições na decisão.

Além de Lula

Segundo o governador, não está havendo apenas uma violação contra uma pessoa, e sim algo muito mais complexo. “Os direitos de um personagem políticos estão sendo violados como um caminho para a consecução de um programa antipopular. Essas forças todas estão mobilizadas não apenas para tirar Lula do jogo. É apenas um meio para a consecução desse programa que representa um retrocesso para o povo e para o Brasil”.

Dino afirmou ter ficado “impressionado como o nível de ódio dos julgadores”, como se dissessem “nós somos a Casa Grande e vamos enquadrar todo mundo”. Para ele, “o defeito do Lula é este, não ser da Casa Grande”.

O governador do Maranhão disse que, com o julgamento no TRF-4, houve um “retrocesso de 300, 400 anos do direito penal”, já que o processo tomou “feições inquisitoriais, primeiro incriminando para depois procurar as provas; e houve condenação por alguma coisa que não se sabe bem o que é”.

Conexão

Dino contou que, logo em seguida ao julgamento, esteve no interior do Maranhão, onde presenciou um “sentimento de orfandade” entre aposentadores, trabalhadores rurais e moradores em geral.

“Não podemos perder essa corrente do lulismo, é o que nos conecta com o povo mais humilde e simples do Brasil.”

O governador acrescentou que não há sinais visíveis de que as ruas se manifestem neste momento. “É muito difícil imaginarmos que segmentos mais amplos vão para as ruas, nada sugere isso. Por isso o jogo institucional é importante”.

Ibope: 90% não votariam em candidato que defende governo Temer…

Jorge William

Por Lauro Jardim

Que candidato em campanha terá peito para defender o governo Temer? Uma pesquisa do Ibope feita entre 9 e 17 de dezembro nas dez maiores capitais do Brasil, com usuários de internet das classes A, B e C revela que Temer será um fardo de uma tonelada para se carregar: 90% disseram que não votariam num “candidato que defenda o governo Temer” (5% responderam que “sim”).

Em relação à corrupção, o eleitorado confirma um poderoso mau humor com o governo: 42% e 44% avaliam que o nível de corrupção do governo Temer é igual ou maior do que o registrado nos governos Lula e Dilma. Magros 8% dos entrevistados consideram que hoje a roubalheira diminuiu.

Roberto Rocha: terceira ou quinta via?

Roberto Rocha tem tido fraco desempenho nas pesquisas

O senador Roberto Rocha (PSDB) pulou do lado da oligarquia em 2014. Saiu dos braços de seus aliados pois não via espaço entre a família Sarney para crescer.

Viu a onda da mudança que tomou o Maranhão passando e pulou. Astuto na negociação, conseguiu levar a vaga do Senado.
Prometia ser o “senador da mudança” e mostrar ao maranhense finalmente para que serve um senador.

A promessa não durou dois anos. Antes disso, já tinha bandeado para o lado sarneysista novamente.

Aposta, para 2018 em ser a terceira via. Sabe que Flávio Dino é um candidato naturalmente forte por sua gestão popular. E apostava em um candidato fraco do lado sarneysista.

Com um perfil de “terceira via”, apostava em um bom desempenho no pleito de 2018 para se colocar como candidato realmente competitivo em 2022, quando encerra seu mandato de senador.

O problema foi que não combinou o jogo com seus novos antigos aliados. A ex-governadora Roseana Sarney decidiu entrar no jogo, contando justamente que a candidatura de Rocha a ajuda a chegar ao segundo turno.

E outros candidatos também começam a apostar na ideia de ser uma terceira via.
O resultado é que Rocha, com um mandato de senador e em um partido forte como o PSDB, não conseguiu pontuar em 10% em nenhuma das pesquisas realizadas este ano.

Nas do segundo semestre, já aparece em quarto lugar e empatado tecnicamente com a quinta colocada Maura Jorge, a ex-prefeita de Lago da Pedra.

Fica a dúvida: será que de terceira, Roberto irá virar quarta ou quinta via?

E como ficará seu futuro político se isso ocorrer?

Zé Inácio e Lula tratam da agenda política no Maranhão em setembro

O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva recebeu, esta semana, o deputado estadual Zé Inácio (PT), no Instituto Lula em São Paulo. Eles trataram da agenda política no Maranhão, em setembro, e das eleições de 2018. Os dois conversaram também sobre a atual conjuntura nacional e o projeto de retomada do desenvolvimento do Brasil.
Zé Inácio demonstra força, dentro do PT, ao aparecer como um dos principais articuladores da vinda do petista ao Estado. A visita de Lula ao Maranhão, em setembro, integra a caravana política que o ex-presidente fará por todo o Nordeste a partir de agosto.
Condenado pelo juiz Sérgio Moro em um dos processos da operação Lava Jato, mas em primeiro lugar em todas as pesquisas visando às eleições presidenciais, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) estará em São Luís nos dias 05 e 06 de setembro.
A agenda inclui uma visita ao assentamento Cristina Alves do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, no município de Itapecuru. E no dia 06/09, ele fará um ato político, à noite, em São Luís.
A visita de Lula à capital maranhense foi definida na segunda-feira 31/07, durante reunião da direção nacional com presidentes estaduais, deputados e principais lideranças do PT nos estados.

“Esse voto não valeu a pena”, diz Othelino ao criticar postura de Roberto Rocha

Deputado disse que Roberto Rocha trata o PCdoB e os comunistas, de forma geral, com preconceito. “O senador Roberto Rocha tem muita dificuldade de agregação política, dada sua postura egocêntrica”, disse.

O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), foi um dos destaques da edição do último domingo (25) do jornal O Imparcial por conta da postura equilibrada que vem tendo neste período de interinidade. Entre muitos questionamentos políticos, o repórter Paulo de Tarso explorou a relação do grupo político, liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), com o atual senador  Roberto Rocha (PSB), que foi o candidato apoiado por eles na última eleição. O parlamentar disse que se arrependeu de ter votado no pessebista e que, no Congresso Nacional, ele não tem sido útil ao Maranhão

“Do nosso campo político, o único que saiu (candidato ao Senado) foi o senador Roberto Rocha. Ele não é uma persona non grata, mas não valeu a pena. Não costumo me arrepender dos meus votos, mas esse voto não valeu a pena porque não tem sido útil para o Maranhão. Tem, na prática, sido um senador que em nada ajudou o Maranhão”, alfinetou o presidente em exercício da Assembleia Legislativa.

Segundo Othelino Neto, Roberto Rocha  tem sido preconceituoso com o PCdoB, um partido que foi importante para a eleição dele, em manifestações públicas e nas redes sociais, o que é repugnável. “Ele tem muita dificuldade de agregação política, dada sua postura egocêntrica; até agora, não conseguiu liderar nada. Ele é um agente político isolado que, na minha avaliação, tem muito pouca ligação com o povo”, comentou.

Sobre a disputa pelo Senado que se avizinha, Othelino disse que o governador não vai se manter afastado dessa discussão. “Como líder do nosso grupo político, ele vai participar ativamente. Na minha avaliação, tem um candidato que está consolidado que é o deputado federal Weverton Rocha. Ele está conseguindo agregar as mais diversas forças do Maranhão”, avaliou o deputado.

Equilíbrio e oposição

Sobre sua conduta equilibrada ao presidir as sessões, Othelino disse que o cuidado da atual gestão é para que os deputados tenham um tratamento igual no que diz respeito ao exercício do mandato. “A essência do parlamento é essa diversidade de opiniões. É preciso ter equilíbrio para interferir o menos possível. A oposição me trata com muito respeito, até porque eu sempre prezo por garantir e estimular o debate aqui dentro”, afirmou.

Quanto à ex-governadora Roseana Sarney, ele considera que sua pré-candidatura seja uma aventura e fez duras críticas ao período em que ela governou. “O governo passado era como um navio, cujo o comandante ficou em terra firme. Era um governo desgovernado, onde existiam várias ilhas, vários governadores dentro de um só governo e que, na prática, ninguém governava nada”, disparou.

E Flávio Dino vai mudando a forma de fazer política no Maranhão…

Governador Flávio Dino

“Convênios de papel” marcaram tristemente, por algum tempo, a relação do Palácio dos Leões com seus aliados. O dinheiro do convênio era repassado, mas a obra jamais saía do papel. Feitos aos cântaros às vésperas de eleições, eles alimentavam aliados e deixavam à míngua cidades que precisavam de serviços, mas não tinham prefeitos do campo do Leões.

A realidade vem mudando no Maranhão e prova disso foi o discurso do governador no Encontro de Vereadores esta semana.

Flávio Dino afirmou que o governo tem procurado ajudar os municípios com programas de parcerias que são reais. São serviços ampliados, como se vê com os cinco novos hospitais macrorregionais, ou obras que melhoram a vida de milhões de pessoas, como as recentes na Estrada do Arroz e Anel da Soja.

O governador lembrou que não tem feito aceno aos municípios com promessas de convênios que nunca viravam realidade nem eram pagos integralmente.

“Eu poderia fazer um bilhão de convênios. E depositar 5%, 10% e ia dizer que ia depositar o resto em algum momento do futuro. Isso é bonito? Isso é honesto? Isso atende os interesses do povo, da população ou da sociedade?”, destacou Dino. “Ou o que atende é fazer o poço, a estrada, a escola ou o hospital? E cada um escolhe o seu modelo de ação política”.