Roberto Rocha: terceira ou quinta via?

Roberto Rocha tem tido fraco desempenho nas pesquisas

O senador Roberto Rocha (PSDB) pulou do lado da oligarquia em 2014. Saiu dos braços de seus aliados pois não via espaço entre a família Sarney para crescer.

Viu a onda da mudança que tomou o Maranhão passando e pulou. Astuto na negociação, conseguiu levar a vaga do Senado.
Prometia ser o “senador da mudança” e mostrar ao maranhense finalmente para que serve um senador.

A promessa não durou dois anos. Antes disso, já tinha bandeado para o lado sarneysista novamente.

Aposta, para 2018 em ser a terceira via. Sabe que Flávio Dino é um candidato naturalmente forte por sua gestão popular. E apostava em um candidato fraco do lado sarneysista.

Com um perfil de “terceira via”, apostava em um bom desempenho no pleito de 2018 para se colocar como candidato realmente competitivo em 2022, quando encerra seu mandato de senador.

O problema foi que não combinou o jogo com seus novos antigos aliados. A ex-governadora Roseana Sarney decidiu entrar no jogo, contando justamente que a candidatura de Rocha a ajuda a chegar ao segundo turno.

E outros candidatos também começam a apostar na ideia de ser uma terceira via.
O resultado é que Rocha, com um mandato de senador e em um partido forte como o PSDB, não conseguiu pontuar em 10% em nenhuma das pesquisas realizadas este ano.

Nas do segundo semestre, já aparece em quarto lugar e empatado tecnicamente com a quinta colocada Maura Jorge, a ex-prefeita de Lago da Pedra.

Fica a dúvida: será que de terceira, Roberto irá virar quarta ou quinta via?

E como ficará seu futuro político se isso ocorrer?

Zé Inácio e Lula tratam da agenda política no Maranhão em setembro

O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva recebeu, esta semana, o deputado estadual Zé Inácio (PT), no Instituto Lula em São Paulo. Eles trataram da agenda política no Maranhão, em setembro, e das eleições de 2018. Os dois conversaram também sobre a atual conjuntura nacional e o projeto de retomada do desenvolvimento do Brasil.
Zé Inácio demonstra força, dentro do PT, ao aparecer como um dos principais articuladores da vinda do petista ao Estado. A visita de Lula ao Maranhão, em setembro, integra a caravana política que o ex-presidente fará por todo o Nordeste a partir de agosto.
Condenado pelo juiz Sérgio Moro em um dos processos da operação Lava Jato, mas em primeiro lugar em todas as pesquisas visando às eleições presidenciais, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) estará em São Luís nos dias 05 e 06 de setembro.
A agenda inclui uma visita ao assentamento Cristina Alves do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, no município de Itapecuru. E no dia 06/09, ele fará um ato político, à noite, em São Luís.
A visita de Lula à capital maranhense foi definida na segunda-feira 31/07, durante reunião da direção nacional com presidentes estaduais, deputados e principais lideranças do PT nos estados.

“Esse voto não valeu a pena”, diz Othelino ao criticar postura de Roberto Rocha

Deputado disse que Roberto Rocha trata o PCdoB e os comunistas, de forma geral, com preconceito. “O senador Roberto Rocha tem muita dificuldade de agregação política, dada sua postura egocêntrica”, disse.

O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), foi um dos destaques da edição do último domingo (25) do jornal O Imparcial por conta da postura equilibrada que vem tendo neste período de interinidade. Entre muitos questionamentos políticos, o repórter Paulo de Tarso explorou a relação do grupo político, liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), com o atual senador  Roberto Rocha (PSB), que foi o candidato apoiado por eles na última eleição. O parlamentar disse que se arrependeu de ter votado no pessebista e que, no Congresso Nacional, ele não tem sido útil ao Maranhão

“Do nosso campo político, o único que saiu (candidato ao Senado) foi o senador Roberto Rocha. Ele não é uma persona non grata, mas não valeu a pena. Não costumo me arrepender dos meus votos, mas esse voto não valeu a pena porque não tem sido útil para o Maranhão. Tem, na prática, sido um senador que em nada ajudou o Maranhão”, alfinetou o presidente em exercício da Assembleia Legislativa.

Segundo Othelino Neto, Roberto Rocha  tem sido preconceituoso com o PCdoB, um partido que foi importante para a eleição dele, em manifestações públicas e nas redes sociais, o que é repugnável. “Ele tem muita dificuldade de agregação política, dada sua postura egocêntrica; até agora, não conseguiu liderar nada. Ele é um agente político isolado que, na minha avaliação, tem muito pouca ligação com o povo”, comentou.

Sobre a disputa pelo Senado que se avizinha, Othelino disse que o governador não vai se manter afastado dessa discussão. “Como líder do nosso grupo político, ele vai participar ativamente. Na minha avaliação, tem um candidato que está consolidado que é o deputado federal Weverton Rocha. Ele está conseguindo agregar as mais diversas forças do Maranhão”, avaliou o deputado.

Equilíbrio e oposição

Sobre sua conduta equilibrada ao presidir as sessões, Othelino disse que o cuidado da atual gestão é para que os deputados tenham um tratamento igual no que diz respeito ao exercício do mandato. “A essência do parlamento é essa diversidade de opiniões. É preciso ter equilíbrio para interferir o menos possível. A oposição me trata com muito respeito, até porque eu sempre prezo por garantir e estimular o debate aqui dentro”, afirmou.

Quanto à ex-governadora Roseana Sarney, ele considera que sua pré-candidatura seja uma aventura e fez duras críticas ao período em que ela governou. “O governo passado era como um navio, cujo o comandante ficou em terra firme. Era um governo desgovernado, onde existiam várias ilhas, vários governadores dentro de um só governo e que, na prática, ninguém governava nada”, disparou.

E Flávio Dino vai mudando a forma de fazer política no Maranhão…

Governador Flávio Dino

“Convênios de papel” marcaram tristemente, por algum tempo, a relação do Palácio dos Leões com seus aliados. O dinheiro do convênio era repassado, mas a obra jamais saía do papel. Feitos aos cântaros às vésperas de eleições, eles alimentavam aliados e deixavam à míngua cidades que precisavam de serviços, mas não tinham prefeitos do campo do Leões.

A realidade vem mudando no Maranhão e prova disso foi o discurso do governador no Encontro de Vereadores esta semana.

Flávio Dino afirmou que o governo tem procurado ajudar os municípios com programas de parcerias que são reais. São serviços ampliados, como se vê com os cinco novos hospitais macrorregionais, ou obras que melhoram a vida de milhões de pessoas, como as recentes na Estrada do Arroz e Anel da Soja.

O governador lembrou que não tem feito aceno aos municípios com promessas de convênios que nunca viravam realidade nem eram pagos integralmente.

“Eu poderia fazer um bilhão de convênios. E depositar 5%, 10% e ia dizer que ia depositar o resto em algum momento do futuro. Isso é bonito? Isso é honesto? Isso atende os interesses do povo, da população ou da sociedade?”, destacou Dino. “Ou o que atende é fazer o poço, a estrada, a escola ou o hospital? E cada um escolhe o seu modelo de ação política”.

Print do dia! Jornal de Sarney “decreta” a “prisão” de Andréa Murad…

A edição de hoje (24) do Jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney, escorregou na revisão e terminou “decretando” a “prisão” da deputada estadual Andréa Murad (PMDB), no último parágrafo de matéria sobre a operação Lava Jato que cita o envolvimento da família Neves com a delação premiada da JBS.

No último parágrafo, o jornal, ao invés de escrever Andréa Neves, grifou, por equívoco, “Andréa Murad”. E quem leu o texto até o final, não aguentou.

Deputada Andréa Murad, não fique zangada, erros acontecem nos melhores jornais.

Oposição rejeita nome de ministro da Justiça como candidato à vaga de Teori

Nome de Alexandre de Moraes é rejeitado pela oposição à vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki no STF.

Parlamentares da oposição rejeitam o nome do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, como candidato à vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).

Deputados do PCdoB e PT alegam que, mesmo com muito estudo, Moraes é uma pessoa “em descompasso com a democracia” e que esta indicação seria um “desastre” para o Brasil.

Os oposicionistas sabem que a escolha do novo ministro pelo presidente Michel Temer terá também um caráter político, mas lembram que, em se tratando de um ministro que julgará as questões envolvendo a Operação Lava Jato, haverá um peso político maior do que o normal.

Os parlamentares também apostam que Temer receberá grande influência do PMDB e indicará alguém com o perfil do ex-ministro Nelson Jobim.

Zarattini criticou o abuso de prisões preventivas na Lava Jato e as pressões para que os presos façam delação premiada. Para ele, um perfil parecido com Jobim seria elogiável porque ele costumava respeitar as garantias individuais dos acusados.

ARTIGO DE FLÁVIO DINO: Menos juros, mais empregos…

Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

O Brasil e o mundo vivem uma grave e múltipla crise: política, econômica e também de valores morais. Temos de enfrentá-la com soluções pactuadas, que resgatem o princípio de solidariedade e gerem empregos para melhorar a vida de todos. No caso do Brasil, isso passa essencialmente pela redução de juros – e não pelo corte de serviços públicos.

O rombo fiscal que se anuncia para o ano – de R$ 170 bilhões – não pode ser combatido apenas com o sacrifício dos mais pobres. É o que pretende, por exemplo, a proposta de acabar com os reajustes do salário mínimo e aposentadoria. Há uma imensa parte invisível nessa conta do déficit, que come 50% do orçamento da União: o pagamento de juros da dívida. Um ajuste fiscal que faça jus ao nome deve enfrentar esse, que é o maior dos gastos públicos. Metade dos recursos colhidos de toda a sociedade, por meio de tributos, alimentam uma pequena elite do mercado financeiro, que são os donos dos títulos da dívida pública.

Somente em 2015, foram R$ 367 bilhões em dinheiro público pagos em juros da dívida. Ou seja, só em um ano de juros que o Governo pagou aos bancos e grandes rentistas, os recursos pagariam todo o programa Bolsa Família por 15 anos somados. Não há ajuste fiscal que se realize com juros altos. É injusto socialmente limitar gastos de serviços públicos e manter ganhos estratosféricos de bancos e rentistas. Manter não, melhor dizendo, aumentá-los. Pois com a inflação declinante, em face do brutal e errôneo choque recessivo do ano passado, temos um aumento da taxa de juros em termos reais. Mesmo que o Banco Central não eleve as taxas, elas já estão subindo em termos reais pois está havendo queda da inflação.

Menos juros significaria menos peso também para empresas e famílias, gerando espaço para investimentos e para mais dinamismo no setor de comércio e serviços. Reduzir os juros abriria oportunidades para um novo ciclo de crédito, o que é essencial para o país sair da crise.

É importante sempre destacar que a atual crise econômica é um fenômeno também mundial. Em alguns países gerando efeitos inimagináveis, como a taxa de 50% de desemprego entre jovens na Espanha. Soluções tristemente restritivas já vêm sendo levantadas em todo o mundo. Da expulsão de imigrantes na Europa à proposta de um candidato nos Estados Unidos de aumentar o muro com o México. Essas soluções que não se baseiam no princípio da solidariedade, essencial para vivermos em sociedade, não nos levam a bom termo. A restrição de serviços públicos – portanto, do tecido de solidariedade social – parte também do mesmo princípio individualista de que todos viveríamos melhor no espírito do “cada um por si”. Experiências históricas de quando essas ideias foram levadas ao extremo nos mostram que não é uma boa saída.

No caso brasileiro, nosso maior desafio nesse campo é enfrentar o principal gasto público, que cria desequilíbrio fiscal e trava crescimento. E passar a cobrar tributos de quem realmente pode pagá-los, com a tributação sobre grandes fortunas e sobre bancos. Eles, que lucraram todos esses anos com os períodos de crescimento econômico, é que têm de contribuir mais nesse período de recessão e crise. Os juros altos, associados à paralisação de obras federais e arrecadação em queda, formam uma realidade de sofrimento hoje no país. Reduzir os juros é o primeiro passo para fazer o melhor e mais justo ajuste fiscal.

Decisões políticas e a instabilidade econômica: Qual a influência?

Brasil por um fio

Brasil por um fio

É notório que o Brasil vem atravessando um momento de instabilidade e fraqueza econômica, gerada principalmente pelas especulações políticas no país. Dentre os principais setores afetados, o imobiliário é um dos que vem mais sentindo com a queda de investimentos e a falta de confiança por parte dos compradores.

Um bom exemplo da influência política está em nosso processo de impeachment, recentemente julgado, nesta quinta-feira (12), pelo Senado.

Somado ao fato que alguns de nossos principais líderes seguem sendo investigados pela Lava Jato por corrupção e propinagem, segundo os jornais, estamos caminhando para um “suicídio político”, o que poderá levar junto nossa economia para o poço.

Todo esse panorama soa pessimista e fatalista, e para alguns é, pois esse cenário colabora para o aumento do dólar, elevando os preços de produtos que a população consome diariamente para muito acima da inflação.

Porém, nem tudo nesse cenário é ruim! Ainda com todo o reboliço, a alta do dólar e a queda de investimentos, o setor imobiliário, com o intuito de reverter – ou pelo menos conter – a baixa nas compras, investe em novas ideias para manter o mercado aquecido. Isso porque devido à instabilidade, o fluxo de demanda caiu, gerando muito estoque de novos empreendimentos lançados pelas construtoras, que agora estão buscando alternativas, como facilidades nos financiamentos, descontos e juros baixos para liquidar as unidades disponíveis.

E nesse caso, quem tem valores para investir tem o poder de compra ainda mais valorizado, já que existe a oportunidade de barganhar com mais liberdade. Para as famílias de baixa renda é possível recorrer a programas habitacionais do Governo, como o Minha Casa Minha Vida; Sempre atento ao momento, pois os programas tem passado por mudanças nas regras e taxas de financiamento constantemente devido a cortes de verba.