PP se preocupa com tratamento ‘privilegiado’ de Bolsonaro ao DEM

Interlocutores do partido, ao qual Bolsonaro foi filiado, lembraram ao presidente que a bancada do PP em 2019 será maior que a do DEM no Congresso

Parlamentares e caciques do PP estão enciumados com o tratamento “privilegiado” que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem dedicado ao DEM – legenda que irá ocupar a Casa Civil, com Onyx Lorenzoni (RS), a Agricultura (Tereza Cristina) e negocia outras pastas, como a da Saúde.

Interlocutores do partido, ao qual Bolsonaro foi filiado, lembraram ao presidente que a bancada do PP em 2019 será maior que a do DEM no Congresso. Mas Bolsonaro não tem dado a mínima para os reclames dos ‘pepistas’.

O PP contará, a partir de 2019, com uma bancada de 37 deputados, já o DEM terá 29 parlamentares.

No Maranhão, o PP reelegeu o deputado federal André Fufuca. O deputado Juscelino Filho foi reeleito pelo DEM.

Parlamentares do ‘Centrão’ abandonam Alckmin e passam a apoiar Jair Bolsonaro

Assim como representantes da bancada ruralista fizeram na terça-feira, líderes das bancadas evangélica e da bala assumiram ontem apoio a Bolsonaro

A quatro dias da eleição, aliados do candidato do PSDB à Presidência Geraldo Alckmin, passaram a apoiar de forma explícita a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Parlamentares do Centrão – bloco que fechou apoio ao tucano formado por DEM, PR, PP, PTB, PRB e SD – já pedem voto e declaram intenção de votar no capitão reformado do Exército em eventos de campanha.

Assim como representantes da bancada ruralista fizeram na terça-feira, líderes das bancadas evangélica e da bala assumiram ontem apoio a Bolsonaro. No entanto, eles não pretendem formalizar o apoio ainda no primeiro turno. Alckmin afirmou que a declaração da bancada ruralista foi desrespeitosa e fora de hora.

O deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), que coordena a frente dos evangélicos na Câmara, afirmou que o apoio do seu grupo é “tendência natural”, porque o candidato apoia os “valores cristãos e da família”. Por outro lado, Takayama afirmou que não há orquestração da frente para oficializar o apoio ao candidato, porque a maioria dos deputados está atualmente em campanha, sem tempo para reuniões. “Com certeza, acredito que a maioria aceitaria”, afirmou. Ele afirmou ainda que em eventual eleição de Bolsonaro, a frente provavelmente não faria oposição ao seu governo.

O criador da Frente Parlamentar da Segurança e candidato ao governo do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM-DF), declarou apoio pessoal ao militar ao vivo, durante o debate realizado pela TV Globo, na terça-feira. Fraga disse que o sentimento da maioria dos integrantes da chamada bancada da bala é apoiar Bolsonaro. “O apoio está implícito”, disse.

De acordo com ele, dos 306 integrantes do grupo, cerca de 170 querem o capitão reformado no Palácio do Planalto. A bancada da bala não existe formalmente no Congresso, mas a Câmara reconhece as frentes parlamentares suprapartidárias, organizadas por interesses comuns. A frente da segurança agrega neste momento 299 deputados. Fraga afirmou, contudo, que o grupo não se posicionará oficialmente porque nem todos os seus integrantes foram consultados sobre a questão. “Eu gostaria (de declarar posição), mas como não consegui reunir todo mundo, não tenho como emitir essa nota. Claro que deve ter gente que não concorda com essa decisão”, disse.

Membro das bancada da bala e evangélica, o deputado Lincon Portela (PR), afirma que grande parte dos parlamentares do PR jamais concordaram com a aliança com Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência. “Nunca participei desse blocão que apoiava Alckmin. O que o PR fez é problema dele. Eu sempre disse que esse blocão nasceu esfarelado e deixei claro desde o início que apoiaria Bolsonaro”, afirmou Portela. O parlamentar afirmou que um manifesto pró-Bolsonaro feito no início da campanha que tinha 110 assinaturas já conta com 220 apoio de deputados federais e de outros 300 candidatos a deputado. Segundo Portela, o grupo mantém conversas semanais com Bolsonaro sobre o andamento da campanha.

Sem punição

Alckmin criticou o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária a Bolsonaro. Disse que deputados e senadores da frente não foram consultados e que a manifestação foi ato “individual e extemporâneo”. “A manifestação da frente foi até desrespeitosa. Eu também sou agricultor e não fui consultado. Deputados e senadores não foram consultados”, afirmou o ex-governador paulista, que aparece estagnado em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Com 210 deputados e 26 senadores, muitos deles oriundos de partidos do Centrão – como sua presidente, deputada Tereza Cristina (DEM-MS) -, a FPA é um grupo forte no Congresso. Em carta publicada na página da entidade na internet, a parlamentar afirmou que a decisão “atende ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”.

Questionado sobre o anúncio feito pela deputada, o presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que Tereza não fala em nome do partido. “A deputada Tereza Cristina fala em nome da frente, mas não do DEM”, afirmou ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. Segundo ele, “o DEM continua firme com Alckmin”. “A posição mencionada é a de um segmento, mas não é o retrato do partido”, disse. Perguntado se Tereza Cristina seria punida, ACM Neto disse que esse assunto não está na pauta. “O objetivo maior é nos unirmos em torno da campanha de Alckmin.”

Centrão já discute opção em 2º turno sem Alckmin

DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade já discutem nos bastidores como será um eventual segundo turno da disputa sem Geraldo Alckmin

Estado de S.Paulo

Fiador da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, o Centrão – bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – já discute nos bastidores como será um eventual segundo turno da disputa sem o tucano. Em público, no entanto, seus dirigentes afirmam acreditar em uma “virada” no jogo, nos últimos dias de campanha, e negam essas conversas.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas na semana passada apontam o candidato do PSL Jair Bolsonaro na liderança, seguido do petista Fernando Haddad. No bloco intermediário, Alckmin fica atrás de Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

Se Bolsonaro for para o segundo turno, a tendência é que pelo menos o DEM e o PTB apoiem o capitão reformado do Exército. Há uma possibilidade de divisão no DEM, caso Ciro siga para a próxima etapa, ultrapassando o petista. O Estado apurou, no entanto, que a maioria do partido prefere fechar com o candidato do PSL.

“Eu me recuso a discutir que o Brasil ficará condenado a um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Vamos com Geraldo até o fim e acreditamos na virada. Isso não é conversa fiada”, disse ao Estado o presidente do DEM, ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. “Eu não me canso de lembrar que, em 2014, nessa mesma altura do campeonato, Aécio (senador Aécio Neves) estava fora do jogo. Cravavam que a segunda rodada da disputa seria entre Marina (Silva) e Dilma (Rousseff). Só nos últimos dez dias é que Aécio começou a crescer e aí a história da eleição mudou inteiramente.”

Nas fileiras do PTB, que não integra o Centrão, mas faz parte da coligação de Alckmin, ao lado de PPS e PSD, as discussões a portas fechadas também agitam o partido. Desde o escândalo do mensalão, que levou para a cadeia o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, a sigla está rompida com o PT.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) avalia hoje que a decisão de apoiar Alckmin foi equivocada. “O PPS cometeu um grande erro. Se lançasse o Raul Jungmann (ministro da Segurança), talvez pudesse ser uma alternativa”, afirmou ele. “Agora, vamos ter de optar entre a catástrofe e o desastre, entre o furacão Florence e o tufão Mangkhut.” Para o senador, que concorre à reeleição, a estratégia do voto útil para enfrentar o PT dificilmente surtirá efeito neste momento.

“Alckmin tem credibilidade para dizer que é o mais preparado, mas não que tem mais chances para derrotar Bolsonaro. Aqui no Distrito Federal, não vejo candidatos do PPS defendendo Alckmin. Eles não sentem obrigados a isso”, argumentou, lembrando que o PSDB está na chapa do deputado Alberto Fraga (DEM), candidato ao governo que avaliza Bolsonaro.

Integrantes da executiva do PSDB observam que o partido, institucionalmente, teria muitas dificuldades em explicar uma adesão no segundo turno tanto a Bolsonaro quanto a Haddad, por causa do intenso tiroteio sobre ambos disparado por Alckmin. Caberia ao ex-governador de São Paulo – que comanda o PSDB – conduzir o processo e a neutralidade seria mais confortável ao tucanato.

Já o PR, chefiado por Valdemar Costa Neto, está dividido entre avalizar Bolsonaro ou Haddad, caso seja essa a configuração para a segunda etapa da disputa. Valdemar tem ótimo trânsito no PT. Líder do partido na Câmara, o deputado José Rocha (BA), disse que o partido deve liberar seus filiados na próxima rodada da eleição. Rocha não esconde que faz campanha para Haddad.

A coligação do PR com Bolsonaro só não vingou por causa de divergências regionais. Em julho, o partido tentou emplacar o empresário Josué Gomes como vice de Alckmin. Josué não aceitou a vaga, mas, mesmo assim, o PR entrou na aliança com o tucano. Valdemar, porém, tem ótimo trânsito no PT.

O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), por sua vez, avisou a Alckmin que, no Piauí, faria campanha para o PT, caso contrário sua reeleição correria risco. A vice do tucano é a senadora Ana Amélia, do PP. No Piauí, porém, a vice do governador Wellington Dias (PT) é do PP. Em um segundo turno sem Alckmin, é provável que o partido libere o voto. Embora Ciro Nogueira pregue o apoio ao PT, uma ala do partido no Sul já faz campanha para Bolsonaro. É o caso do deputado federal Luís Carlos Heinze (PP), o mais votado do Rio Grande do Sul.

No Solidariedade, a esperança é de que, sem Alckmin, Ciro vá para o segundo turno. Desde as negociações para o Centrão apoiar o tucano, a sigla era favorável a Ciro. O deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do partido e licenciado do comando da Força Sindical, foi vice de Ciro na campanha presidencial de 2002. O Solidariedade só aceitou entrar na coligação pró-Alckmin após negociar com o tucano um novo formato para a volta da contribuição sindical. O PRB ainda não bateu o martelo sobre quem apoiar em eventual segundo turno sem Alckmin.

Flávio Dino chega às eleições 2018 com sete partidos a mais em relação a 2014

Exatos 16 partidos, o que garante ao governador Flávio Dino mais de 5 minutos do tempo de TV do horário eleitoral gratuito

O governador Flávio Dino (PCdoB) teve seu nome homologado em uma grande convenção para mais de 10 mil pessoas neste sábado (28). São exatas 16 agremiações que declararam apoio a ele nestas eleições.

Em relação ao ano de 2014, quando Flávio Dino encerrou 50 anos de domínio do grupo Sarney, o então candidato tinha o apoio de 9 partidos: PCdoB, PDT, PSDB, PSB, PP, PPS, PROS, PTC e Solidariedade. Desses, apenas o PSDB não está com Flávio Dino em 2018.

Para essa eleição, somam-se ao time governista PT, DEM, PR, PRB, PTB, PPL, Patriotas e agora o Avante. Exatos 16 partidos, o que garante ao governador Flávio Dino mais de 5 minutos do tempo de TV do horário eleitoral gratuito.

Convenção vai oficializar Flávio Dino candidato à reeleição neste sábado (28)

Neste sábado (28) será realizada a convenção partidária Todos Pelo Maranhão, quando será confirmada a chapa majoritária do governador Flávio Dino, pré-candidato à reeleição. O ato contará com a participação de diversas lideranças de 15 partidos: PCdoB, PDT, PP, PPS, PROS, PSB, PT, PTB, PR, PRB, DEM, PEN, PTC, Solidariedade e PPL, que compõem a base aliada de Flávio Dino.

Flávio Dino ressaltou que a convenção Todos Pelo Maranhão é o momento em que sua coligação vai “conversar sobre o nosso Programa de Governo para o período 2019-2022. O nosso vice-governador Carlos Brandão também vai participar. Todos convidados”.

O presidente do diretório estadual do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry, também falou sobre a realização da convenção. “Será a coalizão de 15 partidos políticos, movimentos sociais e o povo do Maranhão para que em outubro possamos reconduzir o melhor governador do Maranhão, que é o governador Flávio Dino”, pontuou Jerry, que é também pré-candidato a deputado federal.

Para a presidente da União Brasileira de Mulheres no Maranhão (UBM-MA), Thays Campos, a convenção é o momento da celebração de um governo que mostrou que é possível fazer uma gestão pública diferente, priorizando os mais necessitados.

“Não temos dúvida da grande festa e encontro do governante com a sua militância. Temos a certeza que o povo do Maranhão vai continuar a sorrir e vai continuar sendo rei e rainha da sua própria vida”, analisou Thays Campos.

O encontro será realizado na data em que é comemorado um marco histórico para Maranhão. No dia 28 de julho de 1823, o estado aderiu oficialmente à independência do Brasil. A convenção de Flávio Dino, portanto, tem o simbolismo de romper de vez os laços com o passado e não permitir que a elite que mandou e desmandou no Maranhão volte a ter os privilégios de antigamente.

Partidos da base do governador Flávio Dino definem chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados

Quem participou da reunião afirmou que houve muito diálogo na construção das chapas que prometem eleger o maior número de deputados para a Assembleia Legislativa e para o Congresso Federal

Os 15 partidos que fazem parte da base de apoio do governador Flávio Dino (PCdoB) chegam à convenção coletiva com as chapas proporcionais montadas. Elas foram definidas na quinta-feira (26) com um clima muito bom entre os presidentes das siglas. Quem participou da reunião afirmou que houve muito diálogo na construção das chapas que prometem eleger o maior número de deputados para a Assembleia Legislativa e para o Congresso Federal.

As chapas para a Assembleia Legislativa foram definidas da seguinte forma:
Chapa 1: PCdoB, PDT, DEM, PSB, PP, PR, PRB, PTC
Chapa 2: PEN, PTB, PROS, PPS, PPL
Chapa 3: PT
Chapa 4: SD

As chapas para a Câmara dos Deputados foram definidas assim:
Chapa 1: PCdoB, PRB, PTB, PSB, PEN, SD, DEM, PROS, PTC, PPL e PPS
Chapa 2: PR, PDT e PP
Chapa 3: PT

Rodrigo Maia oficializa desistência na disputa presidencial

Na carta, ele agradece o apoio dos aliados e declara apoio ao tucano Geraldo Alckmin à Presidência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), oficializou nesta quinta-feira sua desistência na corrida presidencial. Em carta, Maia anuncia que será candidato à reeleição para deputado federal.

O parlamentar já articula para se reeleger no comando da Câmara. Na carta, ele agradece o apoio dos aliados e declara apoio ao tucano Geraldo Alckmin à Presidência.

Leia o carta na íntegra:

“Meus amigos e amigas do Democratas, do PP, do PR, do Solidariedade, do PRB, do PHS e do Avante, nos quatro últimos meses tivemos um convívio ainda mais intenso do que o habitual.

Agradeço o apoio incondicional que recebi de todos, e de cada um de vocês, na tentativa de consolidar minha candidatura à Presidência da República.

Agradeço, sobretudo, porque esse apoio vem sendo dado a mim e àquilo que tento representar: a crença incondicional na força da Democracia e da Política para superar todas as adversidades desse momento singular, duro e difícil da vida nacional.

A decisão conjunta que tomamos, hoje anunciada formalmente para o país, foi a de unir nossos esforços e nossos ideais em torno do nome de Geraldo Alckmin, do PSDB. A biografia de Alckmin saberá honrar os projetos, os anseios, a experiência e o espírito público e republicano que nossas legendas reúnem como patrimônio político de rara força e coesão no Brasil.

A oportunidade que recebi como delegação de vocês permitiu-me voltar a viajar pelas cinco regiões brasileiras, algo que fiz com frequência e com prazer quando fui presidente do DEM, e constatar de perto avanços e retrocessos em todo o nosso território.

Voltei ao sertão nordestino, estive na cidade natal de minha família, a paraibana Catolé do Rocha. Vi a esperança no olhar forte dos sertanejos. Regressei ao Amazonas, a Manaus, onde testemunhei as possibilidades e os desafios do crescimento econômico com sustentabilidade. Constatei, nas planícies intermináveis do Centro Oeste, o imenso retorno que o agronegócio vem dando à nossa economia e ao nosso desenvolvimento.

E é claro que rodar o Brasil também fez com que se tornasse mais aguda a minha visão dos gargalos que travam o país, da miséria que nos envergonha e da insegurança que nos amedronta e nos atormenta.

A logística do Brasil é precária e reduz nossa competitividade industrial, além de nos impor perdas enormes no setor agropecuário. A violência se espalhou de forma epidêmica pelas metrópoles, pelas cidades médias e até mesmo no interior antes tão pacato.

Em muitos estados o crime organizado parece vencer o Estado. A desigualdade social é quase uma afronta pessoal numa Nação onde 13,4 milhões de pessoas vivem em situação de extrema pobreza e onde metade dos trabalhadores ainda recebem menos do que um salário mínimo por mês. É triste, é revoltante, constatar que a mortalidade infantil voltou a crescer entre nós, e que doenças outrora erradicadas voltaram a ameaçar o contágio da população brasileira – como o sarampo e a pólio, por exemplo.

São essas desigualdades, são esses retrocessos capazes de escrever tragédias particulares no seio das famílias brasileiras, que me levam a trilhar com vocês o caminho da unidade em torno de um projeto político que hoje parece o mais viável para evitar marchas-à-ré ainda maiores e mais trágicas para o Brasil.

A História não nos dá o direito de andar para trás. Tenham certeza disso minhas amigas e meus amigos dos partidos que compõem, com o DEM, aquilo que corretamente chamamos de Centro Democrático.

É centro porque é o ambiente em que as pessoas não abrem mão de seus princípios nem de suas ideias. É o ambiente em que políticos de todos os matizes podem sentar e dialogar para construir consensos. Se o consenso não for possível, para o centro convergem as maiorias sem que ninguém se apequene e fazendo com que todos persigam o avanço.

É democrático porque jamais deixou-nos fugir a certeza de que não há outro caminho que não seja a política, e de que não há Democracia consolidada sem instituições transparentes e funcionando em plenitude e normalidade.

Dirijo-me a vocês, à distância porque a legislação assim me obriga, porque sei que dessa forma dialogo com a maioria do povo brasileiro que os nossos partidos representam. Arquivo, momentaneamente, a pretensão presidencial que vislumbrei para marcharmos juntos, em 2018, com o projeto que estamos construindo em torno de Geraldo Alckmin.

Serei candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro e mais uma vez empenharei o novo mandato que espero ter a honra de conquistar em favor do Brasil e dos brasileiros.

Estaremos juntos, sempre.

Obrigado,

Rodrigo Maia”

Centrão se afasta de Ciro e fecha apoio a Alckmin nas eleições

No mercado eleitoral, o apoio do Centrão é visto como muito importante na disputa pela Presidência. Juntos, os partidos têm no mínimo 4 minutos e 12 segundos

Na véspera da convenção que vai oficializar a candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, o Centrão mudou de lado nas eleições 2018 e decidiu fechar aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB. A reviravolta de última hora ocorreu depois que o PR, chefiado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, se juntou ao bloco, formado por DEM, PP, Solidariedade e PRB.

Em reunião realizada nesta quinta-feira, 19, em São Paulo, dirigentes do Centrão disseram a Alckmin que, se não houver nenhum obstáculo no meio do caminho, o acordo pode ser anunciado oficialmente no próximo dia 26. Nos bastidores, três presidentes de partidos disseram que a aliança do bloco com o PSDB já está acertada. O candidato a vice na chapa do tucano será o empresário Josué Gomes da Silva (PR), filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011.

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No mercado eleitoral, o apoio do Centrão é visto como muito importante na disputa pela Presidência. Juntos, os partidos têm no mínimo 4 minutos e 12 segundos por dia no horário eleitoral de rádio e TV, que começa em 31 de agosto. O PR dispõe de mais preciosos 45 segundos. Na Câmara, esses partidos somam uma bancada de 164 dos 513 deputados.

A mudança do bloco, que até os últimos dias estava inclinado a avalizar a candidatura de Ciro, foi resultado de uma soma de fatores políticos. O peso maior, porém, é atribuído a Valdemar, que atuou como uma espécie de fiel da balança no bloco e exigiu composição com Josué de vice.

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Alckmin desmarcou compromissos em Montes Claros (MG), ao lado do senador Antonio Anastasia – pré-candidato do PSDB ao governo de Minas – para conversar ontem com representantes do Centrão.

Antes, o PR negociava apoio a Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, que está em primeiro lugar nas pesquisas em cenário sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso da Lava Jato, na disputa eleitoral. Como a aliança com Bolsonaro não vingou, Valdemar se juntou ao Centrão.

Um jantar com integrantes do bloco, na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), na quarta-feira, praticamente selou o destino do grupo. Ali, Valdemar manifestou sua preferência por Alckmin, em vez de Ciro, mas disse que seguiria a posição do bloco, qualquer que fosse. Sua única exigência era fazer Josué vice de alguma das chapas.

 

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Convenção dos partidos da base de Flávio Dino já tem local e horário marcado

Flávio Dino já tem confirmado o apoio do PCdoB, PDT, PSB, PT, PPS, PRB, DEM, PTB, PP, PR, PROS, PTC, PPL, Patriotas e Solidariedade

A grande convenção dos partidos da base do governo Flávio Dino (PCdoB) que já tinha sido anunciada para o dia 28 de julho, agora já tem local e horário marcado.

Em reunião realizada nesta terça-feira (17) pelos representantes dos 15 partidos que estarão com Flávio Dino no projeto de reeleição, foi escolhido o Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana como o local para a realização da convenção coletiva.

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O evento, que vai iniciar às 8h30 minutos, promete reunir caravanas de todas as cidades do estado e consagrar o nome do governador Flávio Dino para a reeleição, de Carlos Brandão para a vaga de vice-governador e dos pré-candidatos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) para o Senado Federal.

Flávio Dino já tem confirmado o apoio do PCdoB, PDT, PSB, PT, PPS, PRB, DEM, PTB, PP, PR, PROS, PTC, PPL, Patriotas e Solidariedade.

 

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