Senadores Roberto Rocha e Edison Lobão votam pelo aumento a ministros do STF

Os votos de Roberto Rocha e Edison Lobão mostram que ambos os senadores não estão preocupados com o momento de crise que o país se encontra

Contrariando a vontade do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e da maioria da população que se mobilizou por meio das redes sociais, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (7), o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos membros da Procuradoria-Geral da República (PGR), incluído na pauta sem acordo com os líderes. Entre os 41 votos favoráveis, estão os dos senadores Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (MDB).

Considerado o teto do funcionalismo, a remuneração passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais. Os dois projetos de lei que previam os aumentos já haviam sido aprovados na Câmara dos Deputados e agora seguem para a sanção presidencial.

Pela manhã, Bolsonaro havia manifestado preocupação com a votação em momento de ajuste de contas, em que tenta mobilizar o parlamento e aproveitar a popularidade das urnas para emplacar a reforma da Previdência. Antes da votação, o presidente eleito havia dito que “obviamente não é momento” para provocar o reajuste. “Vejo com preocupação essa iniciativa”, disse. “Estamos em uma fase que, ou todo mundo tem ou ninguém tem. E o Judiciário é o mais bem aquinhoado”.

Cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado apontam que o “efeito cascata” para os demais Poderes da União e os Estados pode ser de cerca de R$ 4,1 bilhões. Segundo o senador Ricardo Ferraço, que votou contra o projeto, o impacto nas contas pode chegar a R$ 6 bilhões. O reajuste terá um efeito em cascata para a União e, sobretudo, para os Estados, que já enfrentam grave crise financeira e correm risco de insolvência por causa do comprometimento de receitas com o pagamento da folha de pessoal.

Os votos de Roberto Rocha e Edison Lobão mostram que ambos os senadores não estão preocupados com o momento de crise que o país se encontra, muito menos pesam que o reajuste pode prejudicar o orçamento do Maranhão, já que é a brecha para que aumentos de outros servidores sejam aprovados.

Coligação de Flávio Dino entra com ação na PGR após campanha de Roseana Sarney veicular informação falsa

A inserção dizia que Flávio Dino estava inelegível, o que é uma informação sabidamente falsa

A coligação do governador e candidato à reeleição Flávio Dino encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma notícia-crime contra a campanha da candidata Roseana Sarney por ter veiculado informação falsa no horário eleitoral gratuito na TV nesse sábado (29).

A inserção dizia que Flávio Dino estava inelegível, o que é uma informação sabidamente falsa. Em nenhum momento, o governador esteve inelegível. O candidato é 100% Ficha Limpa, como atestam todos os registros na Justiça comum e na Justiça Eleitoral.

Na peça, os advogados da coligação de Flávio Dino pedem que sejam “tomadas as devidas providência com o necessário ingresso da Ação Penal cabível”.

Além de Roseana Sarney, também é alvo da notícia crime o representante da coligação da candidata, João Alberto de Souza.

“É de suma importância levar em conta que divulgar, na propaganda, fatos inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado, recai em pena de detenção de dois meses a um ano, ou pagamento de 120 a 150 dias-multa”, afirma a notícia-crime.

Os advogados acrescentam que “é fato público e notório que o candidato Flávio Dino não está inelegível, até porque já teve seu registro de candidatura deferido pela corte deste Tribunal Regional Eleitoral”.

“Em um evidente ato de desespero, a inserção da representada dedica-se a tentar forçar a ausência de possibilidade do candidato a reeleição ao Governo do Estado de ser eleito”, diz a notícia-crime.

Procuradoria Geral da República avança em investigações contra Edison Lobão

Os investigadores suspeitam que Lobão atuou junto ao governo para decisões relacionadas às obras do Projeto Madeira

Avançam os inquéritos que investigam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu pai, Cesar Maia (DEM) e os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Edison Lobão (MDB-MA). A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu mais 60 dias para a coleta de provas.

Contra Lobão, os investigadores suspeitam que o parlamentar atuou junto ao governo para decisões relacionadas às obras do Projeto Madeira.

O primeiro inquérito tramita nas mãos da ministra Cármen Lúcia, uma vez que Edson Fachin abriu mão da relatoria, por considerar que o caso não é relacionado a crimes cometidos na Petrobras. Já na segunda apuração, Fachin manteve-se como relator.

Da mesma forma, os inquéritos contra Renan e Lobão foram abertos a partir das acusações de empreiteiros da Odebrecht por supostos pagamentos indevidos em financiamento de campanhas.

A acusação contra Renan é que a empreiteira teria feito pagamento à campanha do filho do senador ao governo de Alagoas, em troca de articulação para aprovar medida favorável à empresa.

Em coletiva, Lobão nega ter recebido propina do “Petrolão”

Veja com edição

Lobão falou, em coletiva, sobre seu envolvimento no escândalo do Petrolão

Lobão falou, em coletiva, sobre seu envolvimento no escândalo do Petrolão

O ex-ministro de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do “Petrolão”, negou, nesta quinta-feira (12), ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ou ter pedido, nas eleições de 2010, dinheiro para a campanha da correligionária Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão.

Em depoimento, Costa relata que Lobão pediu, em 2008, um milhão de reais, sem explicar o destino final do dinheiro. Em outro caso, também segundo Costa, Lobão pediu dois milhões de reais para a campanha de Roseana. O senador peemedebista é alvo de dois inquéritos sobre a Operação Lava Jato no STF.

“Nomes de pessoas honradas são expostas no mesmo patamar de delinquentes que cometeram os atentados contra a Petrobras”, resumiu. “Tenho uma vida sem manchas e sem mácula. Esse é o meu patrimônio. Sem nenhuma prova, com base unicamente em controversos depoimentos colhidos em delação premiada, fui incluído entre possíveis beneficiários de ação criminosa praticada contra a empresa”, disse Lobão.

“Há quase três meses, quando as investigações estavam protegidas por segredo de Justiça, meu nome já estava exposto e indefeso nos meios de comunicação em uma condenação antecipada por vazamento seletivo e criminoso”, completou o senador, que ainda explorou contradições entre as delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor Paulo Roberto Costa.

O ex-dirigente afirma, por exemplo, que Lobão pediu dinheiro para a campanha de Roseana Sarney. Youssef, no entanto, nega. As diferentes versões apresentadas pelos principais delatores do petrolão são utilizadas pelas defesas dos políticos citados para contestar o conteúdo dos depoimentos de colaboração com a Justiça.

“É preocupante o poder que se confere nas investigações contra a Petrobras ao instituto da delação premiada. A prova parece pouco relevante”, criticou o senador.​