Funaro diz que Temer recebeu R$ 2,5 milhões de propina do grupo Bertin

Globo.com

Doleiro disse acreditar que dinheiro foi repassado ao presidente via doações oficiais ao PMDB. Ainda segundo ele, os ex-deputados Eduardo Cunha e Cândido Vaccarezza também receberam suborno

O doleiro Lúcio Funaro afirmou, nesta terça-feira (31), em depoimento à Justiça Federal de Brasília, que o presidente Michel Temer recebeu R$ 2,5 milhões de propina do grupo Bertin como contrapartida pela liberação de financiamento do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa, ao conglomerado de infraestrutura.

Em nota, a assessoria da Presidência afirmou que Temer “contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos, ainda mais partindo de um delator que já mentiu outras vezes à Justiça”.

“Em 2010, o PMDB recebeu R$ 1,5 milhão em três parcelas de R$ 500 mil como doação oficial à campanha, declarados na prestação de contas do diretório nacional do partido entregue ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Os valores não têm relação com financiamento do FI-FGTS”, diz trecho do comunicado do Palácio do Planalto.
O grupo Heber, que reúne os negócios da família Bertin, informou que não vai se pronunciar sobre a declaração de Lúcio Funaro.

Conforme o doleiro, o pagamento do grupo Bertin tinha relação com investimento na área de energia. À época do aporte do FI-FGTS, o atual secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, ocupava a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa, responsável pela gestão do FI-FGTS.

Delator da Lava Jato, o doleiro disse à Justiça acreditar que o repasse a Temer ocorreu por meio de doações oficiais ao diretório nacional do PMDB.
Após obter o financiamento com recursos do fundo, o empresário Natalino Bertin acertou o repasse de valores a políticos, sendo que parte da propina foi paga por meio de doações oficiais, relatou o doleiro.

“Quando foi para definir como é que seria a divisão do montante que o Natalino disponibilizou para doações, se eu não me engano, o deputado Eduardo Cunha ficou com um milhão, dois milhões, dois milhões e meio, foram destinados ao presidente Michel Temer, e um valor de um milhão também, um milhão e meio, destinado ao deputado Candido Vaccarezza”, afirmou o doleiro.

Ainda de acordo com Funaro, os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Cândido Vaccarezza (Avante-SP) também receberam suborno Bertin para avalizar a liberação de financiamento para o grupo Bertin.

Réu na Operação Sépsis – desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de propinas envolvendo financiamentos do FI-FGTS –, o doleiro fez acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Propina do grupo Bertin

Funaro já havia mencionado pagamento de propina do grupo Bertin em seu acordo de delação com a PGR, mas, à época, ele não havia detalhado o pagamento a Temer. Na delação, o doleiro tinha explicado aos investigadores que empresas pagavam propina em troca de facilidades na liberação dos recursos do FI-FGTS.

Revista IstoÉ mostra o que seria “a rota da propina de Lobão”

Da IstoÉ

Lobão está, cada vez mais, enrolado

Documento obtido por ISTOÉ indica o caminho do dinheiro até o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Impressiona a naturalidade com que ele e sua turma interferiram e se beneficiaram de contratos milionários entre multinacionais e a Petrobras

Alvo de inquéritos na Lava Jato, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) se notabilizou em Brasília por ser um profundo conhecedor dos atalhos do poder – e, principalmente, das benesses que a intimidade com o poder proporciona. Natural, portanto, – embora obviamente condenável -, que Lobão se servisse de tão estratégico, por assim dizer, “notório saber” em benefício pessoal. O que não é natural é o desassombro com que ele e sua turma participaram de uma trama para desviar recursos da Petrobras. É o que mostra documento em poder da Polícia Federal, obtido com exclusividade pela ISTOÉ. Ele traça de maneira nítida a trilha da propina até desaguar em Lobão, então ministro de Minas e Energia.

O fluxograma da propina indica ao menos cinco pagamentos ao senador do PMDB. Murilo Barbosa Sobrinho, funcionário da Petrobras apontado como representante dos interesses de Lobão na estatal, era quem recebia os recursos em nome do parlamentar. Há dois repasses realizados diretamente para Lobão, num total de US$ 41 mil. Os outros três pagamentos, de US$ 410 mil, aparecem divididos com outros beneficiários, como o ex-deputado Cândido Vaccarezza e Márcio Aché, ex-funcionário da Petrobras, mas não está especificado quanto foi destinado para cada um deles. Para a Polícia Federal, o apoio político de Lobão era considerado de fundamental importância para garantir contratos entre Sargeant Marine, uma empresa norte-americana de fornecimento de asfalto, e a Petrobras. Um dos acertos nos quais ele se envolveu pessoalmente rendeu à Marine US$ 180 milhões. O esquema é o mesmo que levou Vaccarezza à cadeia. A chancela de Lobão constituiu uma espécie de “seguro” para que não houvesse problemas em negócios futuros com a Petrobras.

Segundo a Polícia Federal, o esquema beneficiou ao menos dez pessoas. No documento também constam pagamentos para o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, e alvo da 45ª fase da Lava Jato. Com seu sócio, Sérgio Tourinho Dantas, Tiago recebeu US$ 90,9 mil. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também levou uma bolada: US$ 270 mil em depósitos fracionados, de valores pequenos, uma estratégia para disfarçar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Delator da Lava Jato, foi Paulo Roberto Costa quem revelou as articulações para derrubar a empresa que fornecia asfalto para a estatal e transferir o contrato para a Sargeant Marine.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
também integrou o esquema: levou US$ 270 mil

O rastreamento do dinheiro pela PF revelou que os repasses eram feitos, principalmente, no exterior por meio de contas na Suíça. O dinheiro saía da Sargeant Marine e de outras empresas do mesmo grupo e ia para empresas offshores de Jorge Luz e do filho dele, Bruno. Eram os dois que distribuíam a propina aos destinatários finais. Alguns valores foram entregues em espécie. De setembro de 2010 a julho de 2012, a empresa norte-americana fez doze pagamentos, num total de US$ 2,1 milhões em propina. Para justificar os repasses, a Sargeant Marine firmou um contrato fictício com a Totaltec Power Solutions, empresa de fachada de Jorge Luz. O contrato foi assinado em junho de 2010 e previa pagamentos de até US$ 2,3 milhões por um estudo sobre o mercado brasileiro de asfalto. ISTOÉ teve acesso ao contrato frio, hoje em poder da PF, assinado por Luiz Eduardo Andrade, representante da Sargeant Marine no Brasil, outro alvo da operação Abate.

Janot quer Moro analisando denúncia contra Sarney…

Sarney foi denunciado juntamente com Renan Calheiros, Romero Jucá, Garibaldi Alves Filho e Valdir Raupp por um esquema de desvios relacionado à Transpetro

 

Exame

Brasília – Na cota da denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a cúpula do PMDB no Senado por um esquema de desvios relacionado à Transpetro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faz uma solicitação específica para que a acusação contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB) seja encaminhada para a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, porque o peemedebista não tem prerrogativa de foro no STF.

Caberá ao relator Edson Fachin decidir se desmembra o inquérito no Supremo atendendo ao pedido de Janot ou não.

Recentemente, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as citações a Sarney feitas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, deveriam permanecer sob análise no STF, e não serem enviadas à primeira instância.

Para justificar o envio a Curitiba mesmo diante da negativa anterior, Janot afirma que “fatos novos mostram a necessidade de desmembramento do feito para José Sarney”.

Brasília – Na cota da denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a cúpula do PMDB no Senado por um esquema de desvios relacionado à Transpetro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faz uma solicitação específica para que a acusação contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB) seja encaminhada para a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, porque o peemedebista não tem prerrogativa de foro no STF.

Caberá ao relator Edson Fachin decidir se desmembra o inquérito no Supremo atendendo ao pedido de Janot ou não.
Recentemente, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as citações a Sarney feitas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, deveriam permanecer sob análise no STF, e não serem enviadas à primeira instância.Para justificar o envio a Curitiba mesmo diante da negativa anterior, Janot afirma que “fatos novos mostram a necessidade de desmembramento do feito para José Sarney”.Ainda segundo Janot, a decisão da Segunda Turma determinou “apenas provisoriamente” a competência do Supremo Tribunal Federal para tratar dos fatos envolvendo a Sarney.Janot diz que, por esse motivo, “as condutas foram incluídas na denúncia”, mas ressalta que a Segunda Turma havia previsto a possibilidade de “posterior reanálise pelo Relator da possibilidade de desmembramento”.

Janot também pede o desmembramento do caso na parte que envolve José de Almeida Lima, secretário de Estado em Sergipe, com foro no Tribunal de Justiça daquele Estado.

“Assim, simetricamente, compete ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região processar e julgar as suas condutas”, disse.

Em nota à imprensa sobre o teor da denúncia, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa José Sarney e Romero Jucá, afirmou que é uma denúncia de um “procurador em final de carreira” e baseada em uma delação “desmoralizada”.

A nota não tocou no ponto do pedido de Janot para que a análise do caso de Sarney seja feita na primeira instância.

“Nós entendemos que quase certamente, inclusive quando a PF terminou o inquérito na primeira fase relativa à delação do Sergio Machado, ela recomendou à delegada que o Sergio Machado perdesse os benefícios, não existe nenhum motivo para fazer essa denúncia tecnicamente falando, o que existe é a palavra de um delator desmoralizado, um delator que, ele sim, talvez tenha cometido crime ao gravar ilegalmente e de forma imoral o senador Sarney e o senador Jucá”, disse Kakay em nota à imprensa.

“Então, eu reputo isso mais a uma despedida do dr. Rodrigo Janot, que durante boa parte do seu tempo de mandato não denunciou praticamente ninguém. Enquanto Lava Jato de Curitiba apresentou várias denúncias com andamento extremamente rápido, durante todo esse período da Lava Jato, o dr. Janot não apresentou nenhum tipo de denúncia. Agora, imagino com aquele frase infeliz dele de que onde tiver bambu vai ter flecha, ele vai denunciar todos os inquéritos tendo ou não qualquer tipo de indício para isso”, afirmou o advogado.

Operadores entregam planilhas com repasses a ‘representante’ de Lobão

Estadão

Lobão é um dos políticos mais citados na operação Lava Jato

Em depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operação Abate, 44.ª fase da Lava Jato, os operadores de propinas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, revelaram pagamentos a um representante do senador Edison Lobão (PMDB-MA) no âmbito de contrato entre a Petrobrás e a empresa americana Sargeant Marine. Os Luz entregaram uma planilha em que a soma dos valores que envolveram o ministro e seu representante na estatal chega aos US$ 450 mil. Segundo eles, os repasses eram feitos a Murilo Barbosa Sobrinho, ligado ao peemedebista.

As declarações foram feitas no âmbito de investigações sobre termo firmado para o fornecimento de asfalto à estatal que teria rendido supostas propinas de US$ 500 mil ao ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, Cândido Vaccarezza (ex-PT/SP). Os lobistas confessaram ter intermediado o negócio, além de operacionalizar repasses a um representante de Lobão e ao ex-deputado.

O negócio da Sargeant Marine com a Petrobrás culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. A empresa fornecia asfalto para a estatal e foi citada na delação do ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa.

Em depoimento, Jorge Luz afirmou ter sido procurado pelo executivo Luiz Eduardo Loureiro Andrade, o Ledu, da Sargeant Marine, que teria relatado dificuldades para obter contratos junto à Petrobrás. Segundo Luz, o executivo teria dito a ele que a  empresa fornecia até mesmo asfalto para a Asphaltos, que era a então contratada pela Petrobrás.

De acordo com o operador, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás  Paulo Roberto Costa disse que, no âmbito do fornecimento de asfalto, tinha um pendência com o Partido Progressista, mas que Luz poderia ‘apadrinhar politicamente o assunto’.

Segundo pai e filho, que confessaram operar propinas em esquemas da Petrobrás, o ministro era padrinho político do ex-gerente da BR distribuidora Raimundo Brandão Pereira. Já Murilo Barbosa Sobrinho, ligado a Edson Lobão recebeu propinas oriundas dos contratos, de acordo com os operadores.

Jorge Luz ainda relata que a ascensão do ex-gerente Marcio Aché na Petrobrás se deve ao suposto representante do peemedebista.

Além de Vaccarezza, Jorge afirmou que o negócio contava contou com o apoio político de Edison Lobão.

O operador afirmou ‘que em relação aos executivos da Sargeant Marine, recorda-se de jantar ocorrido em sua residência com a presença de Harry e Dan Sargeant, no qual restou claro que os executivos ficaram a par de que Paulo Roberto Costa, então Diretor da Petrobras, seria remunerado e que o negócio contava com o apoio político de Cândido Vaccarezza; que apesar de desconhecer o cenário político do Brasil, os executivos tinham conhecimento de que esta era a regra do jogo’.

Já Bruno Luz relatou que na medida em que Edison Lobão passou a ter representação nos assuntos’ entre a estatal e a Sargeant Marine, ‘houve reclamação das demais pessoas do grupo’ envolvido na intervenção no âmbito do fornecimento de cimento, ‘uma vez que a operação já contava com apoio de Paulo Roberto Costa; que, nada obstante, a entrada de Lobão foi imposição de Márcio Aché como uma espécie de “seguro” para que não houvesse futuros problemas nos contratos; que Murilo efetivamente participou de algumas reuniões e até recebeu dinheiro da operação; que Luiz Eduardo Loureiro ANdrade e Márcio Aché atuavam nos repasses de recursos a Murilo; que acreditava que eles indicavam contas no exterior para esse fim’.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO KAKAY, QUE DEFENDE LOBÃO

“O senador não conhece nem pai nem filho, nunca ouviu falar nesta empresa que eles citam e não tem nenhum tipo de relação e nunca esteve pessoalmente com eles – salvo se participaram de alguma audiência pública.  E, sobre a outra pessoa [Murilo], ele conhece, tem um relacionamento pessoal, mas nunca participou de campanha de arrecadação para ele.”

Fachin manda afastar Aécio do mandato de senador e decide enviar ao plenário do STF pedido de prisão

G1

Aécio Neves: a máscara caiu

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O magistrado, no entanto, optou por não decretar monocraticamente o pedido apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano.
No despacho, conforme apurou a TV Globo, Fachin decidiu submeter ao plenário do Supremo o pedido de prisão de Aécio solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Até o meio da manhã, o STF ainda não havia anunciado quando será julgado o pedido de prisão. Na pauta oficial de julgamentos, permaneciam marcadas somente ações relacionadas a aposentadoria de servidores. É possível, porém, que Fachin peça à presidente do STF, Cármen Lúcia, para julgar o pedido fora da pauta, em razão da urgência do pedido da PGR.

Operação Patmos
Endereços ligados ao parlamentar tucano são alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília. A operação que tem Aécio como um dos alvos foi batizada pela Polícia Federal como Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.
O acesso aos corredores dos gabinetes dos senadores Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no Congresso Nacional foram bloqueados nesta manhã.
Os agentes da PF chegaram ao Congresso pela Chapelaria, o acesso principal às duas Casas legislativas. Eles carregavam malotes para apreender documentos e possíveis equipamentos eletrônicos.
Até as 10h38, a PF continuava nos gabinetes de Aécio e Perrella. Os policiais ficaram cerca de 4h30 no gabinete de Rocha Loures, e deixaram o local por volta das 10h30.
No Rio, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços: os apartamentos de Aécio e da irmã dele e o imóvel de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito de Cunha.
Fachin também expediu mandado de prisão contra o advogado Willer Tomaz, que é ligado a Eduardo Cunha.
Em São Paulo, há buscas em imóvel do coronel João Batista Lima Filho. O militar é amigo de Michel Temer.

Irmã de Aécio

Além de afastar o senador do PSDB, Fachin expediu um mandado de prisão contra a irmã e assessora de Aécio, Andréa Neves. Ela foi presa pela PF em Minas Gerais.

Prisão de procurador

O procurador da República Ângelo Goulart Villela, que atua no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi preso nesta manhã pela Polícia Federal. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Corte eleitoral, em Brasília.

Por ordem da PGR, foram apreendidos o computador, um HD externo e documentos na mesa de trabalho de Villela.

A medida se dá em razão da atuação do procurador no âmbito da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, instância do Ministério Público Federal que atua junto à Justiça Federal em Brasília.

Propina da Norte-Sul foi direcionada a grupo do ‘Bigode’ e ‘Grande Chefe’ Sarney, dizem delatores

José Sarney. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

José Sarney. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

 O Estadão

Delator e investigadores riem ao falar sobre apelido na lista da Odebrecht…

G1

Ex-executivo da Odebrecht ruiu de apelidos políticos

Rogério Araújo foi perguntado pelos procuradores sobre ex-presidente da Petroquisa. “Paulo Aquino era ‘Lagoa’ e eu estou achando que houve um erro e ele virou ‘Peixe'”, respondeu, causando risos.

O ex-executivo da Odebrecht, Rogério Araújo, e os investigadores da operação Lava Jato começaram a rir durante o depoimento do delator quando eles passaram a falar sobre o apelido de Paulo Aquino, ex-presidente da Petroquisa.
Araújo é um dos ex-dirigentes da empreiteira que fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público.
Enquanto ele prestava depoimento, o investigador perguntou a ele sobre o apelido de Paulo Aquino, ex-presidente da Petroquisa, nas planilhas da Odebrecht (relembre os apelidos de todos os políticos citados nos depoimentos).
O delator disse: “O Paulo Aquino era o ‘Lagoa’ e eu estou achando que houve um erro aí e ele virou ‘Peixe’.”
Em seguida, tanto Rogério Araújo quanto o investigador que o questionava começaram a rir, por cerca de um minuto.
“O Paulo Aquino pode ser o ‘Peixe’? O senhor não tem certeza disso”?, indaga o procurador, rindo.
“Não”, limita-se a responder o delator, também sorrindo.
QUIZ G1: De qual político é este apelido?
Planilhas
A lista dos apelidos dos políticos nas planilhas da Odebrecht inclui nomes como Viagra, Barbie, Fodinha, Fodão, Maçaranduba, Garanhão e Kibe, além de Todo Feio, Soneca, Nervosinho, Chorão e Boca Mole.
As planilhas também continham os apelidos dos partidos políticos que rebebiam benefícios. Os nomes que aparecem são de times de Futebol, entre os quais Corinthians, Flamengo e Cruzeiro.

Os apelidos políticos da lista de propina da Odebrecht…

Globo.com

Viagra, Barbie, Fodinha, Maçaranduba, Garanhão e Kibe são alguns dos apelidos encontrados nas planilhas da Odebrecht; veja a lista.

Parece apenas brincadeira, mas a critividade dos executivos da Odebrecht para criar apelidos a beneficiados de valores repassados pela empresa tinha um motivo prático.
Segundo Benedicto Júnior, diretor do “departamento da propina” da Odebrecht, os apelidos eram usados para que os funcionários do “baixo clero” da área que fazia os repasses irregulares não ficassem sabendo para quem ia o dinheiro.
As pessoas que tinham contato com as autoridades é que escolhiam os codinomes. Como não havia um centralizador nas operações, o mesmo beneficiado pode aparecer com mais de um apelido, ou então, o mesmo apelido ser usado para designar pessoas diferentes.
A lista abaixo tomou como base os vídeos e documentos das delações premiadas de executivos da Odebrecht e inclui apenas os políticos que receberam dinheiro da empresa. Políticos citados na chamada “lista de Fachin” negam as irregularidades.
Confira os apelidos e a quem se referem:
Abelha – Francisco Appio, ex-deputado estadual (PP-RS)
Acelerado – Eduardo Siqueira Campos (DEM-TO)
Aço – Wellington Magalhães, vereador (PTN-MG)
Adoniran – Braz Antunes Mattos Neto, vereador (PSD-SP)
Anão – Antonio Carlos Magalhães Neto, prefeito (DEM)
Alba – Tiago Correia, vereador (PSD-BA)
Alemão – Carlos Todeschini (PT-RS)
Alemão – Valdir Raupp (PMDB-RO)
Aliado ou Gremista – Marco Maia, deputado federal (PT-RS)
Amante ou Coxa – Gleisi Hoffmann, senadora (PT-PR)
Amarelou – Durval Amaral, presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR)
Amigo – Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente (PT-SP)
Amigo C – Paulo Câmara, vereador (PSDB-BA)
Angorá, Bicuíra ou Fodão – Eliseu Padilha, ministro (PMDB-RS)
Aquático – João Fischer (Fixinha), deputado estadual (PP-RS)
Aracaju – Aloizio Mercadante (PT-SP)
Asfalto – Jaime Martins, deputado federal (PSD-MG)
Aspirina – Angela Amin, ex-prefeita (PP-SC)
Atleta – Renan Calheiros (PMDB-AL)
Atravessador – Alcebíades Sabino, ex-deputado estadual (PSC – RJ)
Avião – Manuela D’Ávila, deputada federal (Pc do B-RS)
Azeitona – José Fernando de Oliveira, ex-deputado (PV-MG)
Ex-executivo da Odebrecht, Benedicto Júnior confirma lista de apelidos em depoimento
Babão – Iris Rezende, prefeito (PMDB-GO)
Babel – Geddel Vieira Lima, ex-ministro (PMDB-BA)
Babosa – Paulo Alexandre Barbosa, prefeito (PSDB-SP)
Baianinho – Paulo Hartung, governador (PMDB-ES)
Baixada – Manoel Neca (PP)
Balzac – Yeda Crusius, deputada federal (PSDB-RS)
Barão – Carlin Moura, ex-prefeito (PC do B-MG)
Barbie ou Belo Horizonte – Marta Suplicy, senadora (PMDB-SP)
Barrigudo – Fabio Ramalho, deputado federal (PMDB-MG)
Batalha ou Chorão – Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB (PSDB-PE)
Bateria – Maria do Carmo Lara Rezende, ex-prefeita (PT-MG)
Belém ou M&M – Geraldo Alckmin, governador (PSDB-SP)
Benzedor – João Paulo Papa, deputado federal (PSDB-SP)
Bico – Geraldo Júnior, secretário municipal (SD-BA)
Bitelo – Lúcio Vieira Lima, deputado federal (PMDB-BA)
Biscoito – Sandro Mabel, ex-deputado federal (PR-GO)
BMW ou Manso – Beto Mansur, deputado federal (PRB-SP)
Boa Vista – Paulinho da Força, deputado (SD-SP)
Boca mole – Heráclito Fortes, deputado federal (PSB)
Bocão – Sandro Boka, ex-deputado (PMDB-RS)
Boiadeiro – João Paulo Rillo, deputado estadual (PT-SP)
Bolinha ou Pescador – Anthony Garotinho, ex-governador (PR-RJ)
Bonitão ou Garanhão – Fabio Faria, deputado (PSD-RN)
Bonitão, Pavão, Bonitinho, Velho, Casa de Doido – Julio Lopes, deputado federal (PP-RJ)
Bonitinho – Robinson Faria, governador (PSD-RN)
Boquinha – Sérgio Borges, ex-deputado (PMDB-ES)
Botafogo ou Déspota – César Maia, ex-prefeito do Rio (DEM-RJ)
Botafogo – Rodrigo Maia, presidente da Câmara (PMDB-RJ)
Buzu – Henrique Carballal, vereador (PV-BA)
Brasília – Fernando Capez, deputado estadual (PSDB-SP)
Brigão, Piloto – Beto Richa, governador (PSDB-PR)
Bronca – Paulo Rubem Santiago, ex-deputado (PSOL-PE)
Bruto – Raul Jungmann, ministro (PPS-PE)
Caim – Osmar Dias, ex-senador (PDT)
Caju – Romero Jucá, senador (PMDB-RR)
Candomblé – Edvaldo de Brito, vereador (PSD-BA)
Campinas – Francisco Chagas, ex-vereador (PT-SP)
Caldo – Blairo Maggi, ministro (PP-MT)
Calvo – Pablito, ex-vereador (PSDB-MG)
Campari – Gim Argello, ex-senador (PTB-DF)
Canário – Esmael de Almeida, deputado estadual (PMDB-ES)
Carajás – Arnaldo Jardim, secretário estadual (PPS-SP)
Carmem – Fabiano Pereira, ex-deputado (PSB-RS)
Caranguejo – Eduardo Cunha, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Carrossel – Rosalba Ciarlini, prefeita (PP-RN)
Castor – Rodrigo de Castro, deputado federal (PSDB-MG)
Cavanhaque – Helder Barbalho, ministro (PMDB-PA)
Centroavante – Renato Casagrande, ex-governador (PSB-ES)
Cérebro – Mendes Ribeiro Filho, ex-deputado (PMDB-RS)
Cerrado – Ciro Nogueira, senador (PP-PI)
Chaveiro – José Chaves, ex-deputado (PTB-PE)
Chefe Turco, Kibe ou Projeto – Gilberto Kassab, ministro (PSD-SP)
Chorão – Pedro Eurico, secretário estadual (PSDB-PE)
Cintinho – Mauro Lopes, deputado (PMDB-MG)
Cobra – Wilma de Faria, vereadora (PT do B-RN)
Colorido – Fábio Branco, secretário estadual (PMDB-RS)
Coluna – Ana Amélia Lemos, senadora (PP-RS)
Comprido – Agnelo Queiroz, ex-governador (PT-DF)
Comuna – Daniel Almeida, deputado federal (PC do B-BA)
Conquistador – Dalírio Beber, senador (PSDB-SC), e Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (PSDB-SC)
Contador – Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT (PT-RS)
Contas – Arselino Tatto, vereador (PT-SP)
Correios – Alexandre Postal, deputado estadual (PMDB-RS)
Crusoé – Robson de Lima Apolinário, ex-deputado suplente (PDT-SP)
Cruzeiro do Sul – Barros Munhoz, deputado estadual (PSDB-SP)
Curitiba – Roberto Freire, ministro (PPS-SP)
Marcelo Odebrecht confirma que codinome amigo fazia referência a Lula
Da Casa – Alberto Pinto Coelho, ex-governador (PP-MG)
Da hora – Carlos Melles, deputado federal (DEM-PR)
Decodificado – Luiz Carlos Hauly, deputado federal (PSDB/PR)
Decrépito – Paes Landim, deputado federal (PTB-PI)
Dengo – Antonio Anastasia, senador (PMDB-MG)
Dentada – Gustavo Correa , deputado estadual (DEM-MG)
Dentuço – Gustavo Fruet, ex-prefeito de Curitiba (PDT-PR)
Desesperado – Germano Rigotto, ex-governador (PMDB-RS)
Diamante – Paulo Abi Ackel, deputado federal (PSDB-MG)
Disco – Luiz Paulo Correa da Costa, deputado estadual (PSDB-RJ)
Diplomata – Hugo Napoleão, ex-governador (PSD-PI)
Do reino – Fernando Pimentel, governador (PT-MG)
Doutor – Juarez Amorim (PPS-MG)
Drácula – Humberto Costa, senador (PT-PE)
Duro – Ricardo Ferraço, senador (PSDB-ES)
Educador – Paulo Henrique Lustosa, deputado federal (PP-CE)
Ema – Lúdio Cabral, ex-vereador (PT-MT)
Enteado – José Otávio Germano, deputado federal (PP-RS)
Escuro – Marco Alba, prefeito (PMDB-RS)
Escritor – José Sarney (PMDB), ex-presidente
Esquálido – Edison Lobão, senador (PMDB-MA)
Eva – Adão Vilaverde, deputado estadual (PT-RS)
Fantasma – Ideli Salvatti, ex-ministra (PT-SC)
Fazendão – Elbe Brandão, deputada estadual (PSDB-MG)
Feia – Lídice da Mata, senadora (PSB-BA)
Feio ou Lindinho – Lindbergh Farias, senador (PT-RJ)
Ferrari ou Grisalhão – Delcídio do Amaral, ex-senador (MS)
Filhinho ou Filinho ou Gordo – Dimas Fabiano Jr., deputado federal (PP-MG)
Filho – Paulo Bornhausen, ex-deputado (PSB-SC)
Filho do reino – Luciano Rezende, prefeito (PPS-ES)
Filhote – Luiz Paulo Vellozo, ex-prefeito (PSDB-ES)
Filósofo – Paulo Bernardo, ex-ministro
Fino – Bruno Siqueira, prefeito (PMDB-MG)
Flamengo – Adrian Mussi, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Fodinha – Frederico Antunes, deputado estadual (PP-RS)
Fósforo – Tarcísio Caixeta, vereador (PC do B-MG)
Fragmentada – Weliton Prado, deputado federal (PMB-MG)
Frances – Célio Moreira, deputado estadual (PSDB-MG)
Delação da Odebrecht: João Borba Filho diz que codinome de Cabral era ‘Próximus’
Garoto – Otávio Leite, deputado federal (PSDB-RJ)
Goleiro – Paulo Magalhães Júnior (PV-BA)
Gordo – Pimenta da Veiga (PSDB-MG) e Antonio Anastasia, senador (PSDB-MG)
Grego – Jorge Piciani, deputado estadual (PMDB-RJ)
Grenal – Valdir Andres, ex-prefeito (PP-RS)
Gripe – Cesar Colnago, vice-governador (PSDB-ES)
Gripado ou Pino – José Agripino, senador (DEM-RN)
Grisalho – Arlindo Chinaglia, deputado (PT-SP)
Grosseiro – Plauto Miró, deputado estadual (DEM-PR)
Guarulhos – Carlos Zarattini, deputado federal (PT-SP)
Guerrilheiro – José Dirceu, ex-ministro (PT), ou João Vaccari, ex-tesoureiro do PT
Igreja – Bernardo Santana, deputado (PR-MG)
Inca – Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM-RJ)
Índio – Eunício de Oliveira, presidente do Senado (PMDB-CE)
Inferno – Ronaldo Santini, deputado estadual (PTB-RS)
Itabuna – Campos Machado, deputado estadual (PTB-SP)
Itacaré – Celso Russomanno, deputado federal (PRB-SP)
Italiano – Audifax Barcelos, prefeito (Rede-ES)
Italiano – Antonio Palocci, ex-ministro (PT-SP)
Itambé – Edinho Silva, prefeito (PT-SP)
Itatiaia – José Maria Eymael (PSDC-SP)
Itumbiara – Edson Aparecido dos Santos (PSDB-SP)
Jacaré – Jader Barbalho, senador (PMDB-PA)
Jangada – Luiz Carlos Busato, deputado federal (PTB-RS)
João Pessoa – Vicentinho, deputado federal (PT-SP)
Jogador – Márcio Reinaldo, prefeito (PP-MG)
Jornalista – Elismar Prado, deputado estadual (PDT-MG)
Jovem – Adolfo Viana, deputado estadual (PSDB-BA)
Jujuba – Bruno Araújo, ministro (PSDB-PE)
Justiça – Renan Calheiros, senador (PMDB-AL)
Kimono – Artur Virgílio, prefeito (PSDB-AM)
Lagarto ou Largato – Gil Pereira, deputado estadual (PP-MG)
Lamborghini – Luiz Fernando T. Ferreira, deputado estadual (PT-SP)
Lento – Garibaldi Alves, senador (PMDB-RN)
Lima – Luiz Fernando Faria, deputado federal (PP-MG)
Louro – João Alves Filho, ex-prefeito (DEM-SE)
Macapá – Ricardo Montoro, ex-deputado estadual (PSDB-SP)
Machado – Kátia Abreu, senadora (PMDB-TO)
Maçaranduba – Ivo Cassol, senador (PP-RO)
Magma – Guilherme Lacerda (PT-ES)
Manaus – Aloysio Nunes, ministro (PSDB-SP)
Masculina – Iriny Lopes, ex-deputada federal (PT-ES)
Médico – Colbert Martins Filho, vice-prefeito (PMDB-BA)
Menino da floresta – Tião Viana, senador (PT-AC)
Mercedes – Edinho Bez, ex-deputado federal (PMDB-SC)
Metalúrgico – Nilmário Miranda, secretário estadual (PT-MG)
Mineirinho – Aécio Neves, senador (PSDB-MG)
Misericórdia – Antônio de Brito, deputado federal (PSD-BA)
Missa – José Carlos Aleluia, deputado federal (DEM-BA)
Moleza – Jutahy Magalhães, deputado federal (PSDB-BA)
Montanha – Marcos Montes, deputado federal (PSD-MG)
Montanha – Paulo Pimenta, deputado federal (PT-RS)
Musa – Ana Paula Lima, deputada estadual (PT-SC)
Navalha – Arlete Magalhães, deputada estadual (PV-MG)
Navalha – Wellington Magalhães, vereador (PTN-MG)
Navegante – José Anibal, ex-senador (PSDB-SP)
Natal – José Genoíno, ex-presidente do PT (PT-SP)
Nervosinho – Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio (PMDB-RJ)
Neto – Eduardo Campos, ex-governador (PSB-PE)
Novilho ou Charada – Fernando Bezerra, senador (PSB-PE)
Novo – Max Filho, prefeito de Vila Velha (PSDB-ES)
Nulo ou Duro – Ricardo Ferraço, senador (PSDB-ES)
Oxigênio – Hudson Braga, secretário de obras do RJ
Veja apelidos dados a políticos nas planilhas de doações da Odebrecht
Padre – Josenildo Sinésio, ex-vereador de Recife (SD-PE)
Padrinho – Eduardo Azeredo, ex-governador de MG (PSDB-MG)
Palmas – Vicente Candido, deputado (PT-SP)
Parente – André Vargas, ex-deputado federal por SC (sem partido)
Paris – Márcio França, vice-governador de SP (PSB-SP)
Parreira – José Roberto Arruda, ex-governador (ex-DEM)
Passadão ou Triângulo – Jorge Bittar, ex-deputado federal (PT-RJ)
Patati ou Padeiro – Marconi Perillo, governador (PSDB-GO)
Pavão ou Velhos – Julio Lopes, secretário de transportes (PP-RJ)
Pavão – Ivar Pavan, ex-deputado estadual (PT-RS)
Pelé – Nelson Pellegrino, deputado federal (PT-BA)
Pequeno – Sérgio Aquino, candidato a prefeito de Santos (PMDB-SP)
Persa – Ayrton Xerez, ex-deputado federal (DEM-RJ)
Pescador – Zeca do PT, deputado federal (PT-MS)
Polo – Jaques Wagner, ex-governador (PT-BA)
Ponta Porã ou Corredor – Duarte Nogueira, prefeito (PSDB-SP)
Pós-italiano ou Pós-itália – Guido Mantega, ex-ministro
Poste – Marcio Lacerda, ex-prefeito (PSB-MG)
Praia – Ademar Traiano, deputado estadual (PSDB-PR)
Primo – Moreira Franco, ministro da secretaria geral da presidência (PMDB-RJ)
Princesa – Cida Borghetti, vice-governadora do PR (PP-PR)
Prosador – Cássio Cunha Lima, senador (PSDB-PB)
Protegida – Lorena de Fátima Arrué Dias, candidata (PSDB-RS)
Proximus – Sérgio Cabral, ex-governador do RJ (PMDB-RJ)
Proximus – Luiz Fernando Pezão, governador do RJ (PMDB-RJ)
Rasputinzinho – Bernardo Ariston, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Ribeirão Preto – Roberto Massafera, deputado estadual (PSDB-SP)
Rio – Marcelo Nilo, deputado estadual (PSL-BA)
Roberval Taylor – Mário Kertesz, ex-prefeito (PMDB)
Roxinho – Fernando Collor, senador (PTC-AL)
Sábado – Domingos Sávio, deputado estadual (PSDB-MG)
Santo André – João Paulo Cunha, ex-deputado (PT-SP)
Sapato – Alexandre Passos, ex-presidente da Câmara de Vitória (PT-ES)
Segundo – Juarez Amorim (PPS-MG)
Silo – Alexandre Silveira, secretário estadual de saúde (PSD-MG)
Solução – Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS)
Soneca – Waldir Pires, (PT-BA)
Suíça – Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Teco – Tico Lacerda (PDT-SC)
Timão – Andrés Sanchez, deputado federal (PT-SP)
Tio – Gustavo Valadares, deputado estadual (PSDB-MG)
Todo Feio e Cunhado – Inaldo Leitão (sem partido)
Trincaferro – Beto Albuquerque, deputado federal (PSB-RS)
Tuca – Arthur Maia, deputado federal (PPS-BA)
Vaqueiro – Ronaldo Caiado, senador (DEM-GO)
Verdinho – André Correa, deputado estadual (PSD/RJ)
Viagra – Jarbas Vasconcelos, deputado federal (PMDB-PE)
Vizinho – José Serra, senador (PSDB-SP)
Wanda – Antonio Andrade, vice-governador (PMDB-MG)
Zagueiro – Júlio Delgado, deputado federal (PSB-MG)
Partidos

Além dos políticos, as planilhas da Odebrecht também mostraram que alguns partidos eram identificados como times de futebol. Por exemplo, o PT era o Flamengo, e o PSDB, o Corinthians. O PR ganhou o codinome de São Paulo e o DEM, de Fluminense (veja a lista completa abaixo).

Os documentos foram entregues ao Ministério Público Federal (MPF) pelo delator Luiz Eduardo Soares, que atuou no Setor de Operações Estruturadas – como era chamado o departamento de propinas da empreiteira.

BELO MONTE! Lava Jato deve fechar cerco a Edison Lobão, diz revista IstoÉ

A revista Isto É publicou, na edição deste sábado (19),  matéria intitulada “Caça ao Lobo”, dando conta que o senador e ex-ministro Edison Lobão poderá ser o próximo alvo da operação “Lava-Jato”.

Segundo o que publicou a conceituada revista, o empresário Fernando Brito, dono da empresa AP Energy, confessou que assinou contratos de fachada com a Camargo Corrêa, no valor de R$ 2 milhões. De acordo com o depoimento, esses recursos seriam devolvidos, em dinheiro vivo, para pagar propina a Lobão.

Procurado pela Imprensa, o senador maranhense e ex-ministro dos governos do PT, Edison Lobão (PMDB), vem negando todas as acusações que surgem contra ele na operação “Lava Jato”.

Pelo ritmo da Lava Jato, que anda provocando prisão de “peixes graúdos”, Lobão que se cuide.

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