Roseana e Lobão têm levado o Maranhão às páginas policiais do país, diz deputado

 O deputado do PCdoB lamentou o fato de Pedrinhas está, novamente, no noticiário negativo do Brasil

O deputado do PCdoB lamentou o fato de Pedrinhas está, novamente, no noticiário negativo do Brasil

O deputado estadual, Othelino Neto (PCdoB), disse, na sessão desta segunda-feira (15), que o Maranhão vem batendo recordes negativos por conta da governadora Roseana Sarney e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que agora se destacam, nacionalmente, nas páginas policiais. O parlamentar citou as revistas Época, Veja e IstoÉ que trazem os dois como citados e enrolados em um depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

“Olhem no que transformaram o Maranhão. Escândalos sucessivos e, pior, os dois permanecem em um silêncio, sem sequer explicar e sem apresentar à sociedade brasileira e maranhense uma explicação para isso. A governadora continua calada e agora resolveu andar o Maranhão, tentando cooptar lideranças e tem escutado coisas que não gostaria. Tem colhido os frutos do péssimo governo que impõe aos maranhenses”, disse Othelino Neto.

Othelino voltou a citar, na tribuna, a cena de uma senhora de Icatu que, de forma respeitosa, porém veemente, cobrou da governadora as ações do governo do Estado lá no município. O deputado disse que Roseana esteve, recentemente, em Primeira Cruz também tentando cooptar lideranças em troca de obras e promessas.

Conduta vedada

O deputado disse que, em Icatu, Roseana cometeu conduta vedada clara e explícita porque disse que iria ajudar a comunidade, mas queria que as pessoas votassem no candidato dela. “A atitude já virou uma nova representação, em função disso ser, claramente, conduta vedada pela Legislação Eleitoral, abuso de poder político”, afirmou.

Segundo Othelino, a governadora, que está deixando o Estado jogado como se fosse um navio sem o seu comandante, agora resolveu sair fazendo campanha pelo Maranhão, enquanto o Estado está largado às traças. “Pedrinhas está de novo no noticiário nacional. Imaginem, primeiro eram seis presos, depois se descobriu que eram 36. Agora, um dos diretores do presídio estava envolvido, acabou sendo detido. Ou seja, o Maranhão está entregue a um governo que jogou o Estado em qualquer lugar”, frisou.

O deputado do PCdoB disse que está acabando o tempo do Maranhão figurar nas páginas policiais. “Está terminando o tempo da vergonha permanente. A governadora tem sido destaque em todos os escândalos que acontecem no país”, comentou.

STJ decide se abre inquérito contra Roseana Sarney por acusação de pagamento de propina

Agência O Globo

Roseana está nas mãos do STJ

Roseana está nas mãos do STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir, nos próximos dias, se abre inquérito contra a governadora Roseana Sarney e um grupo de altos funcionários do governo do Maranhão acusados de cobrar uma propina de R$ 6 milhões para a liberação de um precatório de R$ 120 milhões para as empresas Constran e UTC.

O STJ terá como base para a decisão um relatório da Polícia Federal com detalhado depoimento da contadora Meire Bonfim da Silva Poza sobre o suposto suborno e cópia de uma comprometedora troca de e-mails entre o doleiro Alberto Youssef, que teria pago parte da propina, e os dirigentes das duas empresas.

No relatório, já enviado ao STJ, constam ainda fotos de Youssef com duas malas, uma delas com parte do dinheiro da propina, segundo o documento sobre as circunstâncias da prisão dele. Youssef, um dos alvos centrais da Operação Lava-Jato, foi preso em 17 de março, no hotel Luzeiro, em São Luiz, pouco depois de, supostamente, pagar R$ 1,4 milhão a uma das parcelas da propina. A decisão sobre a abertura de inquérito criminal deverá ficar a cargo da ministra Regina Helena, que tem sido a relatora de pedidos de habeas corpus e outros pedidos relacionados a investigados da Lava Jato.

Em depoimento à PF no dia 7 de agosto, Meire Poza disse que Youssef negociou o pagamento de uma propina de R$ 6 milhões para o governo de Roseana liberar o pagamento de um precatório de R$ 120 milhões da Constran. Segundo a contadora, dos R$ 6 milhões acertados, Youssef chegou a pagar R$ 4,6 milhões. Meire cita os nomes de vários altos funcionários do governo do estado que participaram das negociações para a liberação irregular do precatório, e menciona explicitadamente Roseana Sarney ao apontar os destinatários da propina.

A referência à governadora foi feita inicialmente por Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro Mário Negromonte e um dos funcionários de Youssef. Segundo Meire, Adarico foi escalado para pagar uma das parcelas da propina de R$ 300 mil, mas teve dificuldades de cumprir a tarefa. O interlocutor de Adarico teria dito “que era pouco e que teria que consultar a governadora para saber se aceitaria apenas esse valor” . A contadora relatou ainda que, depois do acerto para a liberação do precatório, Youssef não teve descanso.

“O governo do Maranhão mantinha Alberto sempre pressionado quanto ao repasse da propina”, disse a contadora ao delegado Eduardo Mauat. As suspeitas sobre a suposta fraude são reforçadas por uma troca de e-mails entre Youssef e os dirigentes das empresas associadas Constran e UTC. Num dos textos, apreendidos pela PF, Walmir Pinheiro, da Constran, festeja com o doleiro e com colega Augusto Ribeiro Pinheiro o sucesso da operação com o governo do Maranhão.

“Parabéns pela concretização do acordo com o governo do Maranhão. Sei perfeitamente o quanto foi duro fechar essa operação”, afirma Waldmir na mensagem endereçada a Youssef e Augusto, entre outros colegas de empresa, em 10 de dezembro do ano passado. Logo depois Youssef responde : “Walmir obrigado mais todos merecem parabéns”.

Negociações e precatórios

Pelo relato de Meire Poza, o negócio teria sido fechado com o secretário de Planejamento, João Bringel, com o ex-secretário da Casa Civil, João Guilherme, com a presidente do Instituto de Previdência do Maranhão Maria das Graças Marques, entre outros.

A contadora disse que a liberação do precatório envolveria uma transação triangular. Pelo acerto, o Instituto de Previdência faria um aporte de R$ 120 milhões em um fundo indicado por Youssef. O fundo participaria da simulação da compra de um terreno e construção de um hotel no Rio de Janeiro ou no Maranhão pela Constran. O aporte teria como lastro o precatório de R$ 120 milhões. No final da operação, o projeto de construção do hotel seria dado como fracassado e ao Instituto de Previdência restaria cobrar o precatório do governo maranhense.

Para Meire Poza, se o precatório seria ou não honrado, não era mais problema de Youssef. A Constran já teria recebido os R$ 120 milhões integralmente. A contadora prestava serviços a GFD, uma das empresas do doleiro. Ela decidiu delatar parte dos negócios do ex-chefe para se livrar de um eventuais acusações relacionadas a estrutura de lavagem de dinheiro de Youssef.

O advogado Antônio Figueiredo Basto, chefe de equipe responsável pela defesa de Youssef, negou que o cliente tenha intermediado o pagamento de propina a integrantes do governo do Maranhão. Segundo ele, Youssef viajou ao Maranhão para comprar um terreno onde construiria um hotel e nada mais além disso. O advogado disse que Meire Poza mentiu e que, agora, terá que provar todas as acusações que fez contra Youssef e os dirigentes da Constran e UTC.

Roseana se defende

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a governadora disse que  as acusações feitas contra ela por Meire Poza são infames. “A respeito da declaração que teria sido feita em depoimento à Polícia Federal pela senhora Meire Poza, sobre uma suposta afirmação do senhor Adarico Negromonte, tenho a dizer que não conheço esta pessoa e tais referências desrespeitosas e infames só podem receber de minha parte indignação e repúdio”.

Deputados cobram Roseana por denúncia de propinagem na Petrobras

Deputados da Oposição entendem que o ministro Lobão deveria pedir afastamento do cargo

Deputados da Oposição entendem que o ministro Lobão deveria pedir afastamento do cargo

A notícia sobre o vazamento de informações do depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, com referências a um suposto esquema de pagamento de propinas a autoridades como ministros, governadores e parlamentares, repercutiu, na sessão desta terça-feira (9), no plenário da Assembleia Legislativa.

O primeiro a abordar o assunto na tribuna foi o deputado Othelino Neto (PCdoB), que considerou uma vergonha para o Maranhão o fato de haver uma citação envolvendo a governadora Roseana Sarney e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Segundo Othelino, com esses escândalos, a governadora perdeu, minimamente, as condições de governar o Maranhão e o ministro de Minas e Energia deveria pedir para sair do cargo depois do depoimento do ex-diretor da Petrobras que o apontou como beneficiário do esquema. “E quanto ao ministro Lobão, o mais descente seria que ele pedisse afastamento do cargo”, frisou.

Delação premiada

O deputado do PCdoB lembrou na tribuna que, desde 29 de agosto, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, está depondo à Polícia Federal (PF) em regime de delação premiada, espécie de acordo para tentar obter redução de pena. Ele foi preso na operação Lava Jato, da PF, acusado de ter recebido propina em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A suspeita é de que o crime envolva R$ 10 bilhões.

O deputado Bira do Pindaré (PSB), em seu discurso, fez um apelo para que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal revelem à opinião pública tudo o que foi apurado nas investigações até agora.

Apelo e demissão de Lobão

O líder da Oposição, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), também fez um apelo por esclarecimento das denúncias. “O escândalo do doleiro Alberto Youssef até hoje não foi esclarecido por parte do governo nem da governadora Roseana Sarney”, assinalou.

No mesmo tom, cobrando esclarecimento da denúncia, o deputado Marcelo Tavares (PSB) defendeu a imediata demissão do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Oposição quer CPI para investigar denúncia de suborno e propinagem contra governo Roseana

Deputados da Oposição devem protocolar pedido de CPI para investigar suposto esquema de suborno e propinagem no governo Roseana

Deputados da Oposição devem protocolar pedido de CPI para investigar suposto esquema de suborno e propinagem no governo Roseana

A bancada da Oposição na Assembleia Legislativa estuda emplacar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncia, feita no Jornal Nacional da rede Globo, sobre umsuposto esquema de suborno, envolvendo pagamentos judiciais, o doleiro Alberto Youssef, a construtora Constran e integrantes do governo do Maranhão, entre eles a governadora Roseana Sarney e o ex-chefe da Casa Civil, João Abreu.

A reportagem veiculada pela rede Globo, no Jornal Nacional, caiu como uma “bomba” no plenário da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (12), e provocou uma “guerra” de discursos inflamados. Para os oposicionistas, a notícia evidencia um escândalo que precisaria ser investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O primeiro a abordar o assunto, na tribuna, foi o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), que iniciou discurso lamentando que, infelizmente, mais uma vez, o Maranhão seja destaque em notícia nacional com abordagens negativas.

“Esse é um grande escândalo que agora o Brasil todo conhece. Para nós, não é novidade. Nós inclusive assinamos e protocolamos uma ação popular que tramita na Justiça Estadual. Através dessa ação popular, nós pedimos, há três meses, que fosse concedida uma liminar suspendendo o pagamento dos precatórios neste caso da Constran”, informou.

O deputado Bira do Pindaré (PSB) disse que a reportagem levada ao ar no Jornal Nacional, na noite de segunda-feira (11), aborda esquema de corrupção que envolve o governo do Maranhão e o pagamento de precatórios. “A contadora Meire Poza, do doleiro Alberto Youssef, resolveu contar todos os detalhes da operação, feita com malas, e havia nelas R$ 1,4 milhão”, observou.

De acordo com o deputado, a operação realizada em São Luís, na calada da noite, no Hotel Luzeiros, foi feita com dinheiro público para o pagamento de propina, segundo a denunciante Meire Poza, para integrantes do governo do Maranhão. “Trata-se de um esquema de corrupção brutal, imenso, que envolvia a liberação de R$ 20 milhões para a Constran, uma empresa que tinha precatórios a receber do governo do Maranhão”, acrescentou.

Em seu discurso, o deputado Marcelo Tavares (PSB) disse que, mais uma vez, o nome do Maranhão foi enxovalhado em nível nacional. “Mais uma vez, o governo Roseana se torna sinônimo de corrupção, de uma forma escandalosa veiculada ontem no Jornal Nacional e depois repetida no Jornal da Globo e, novamente, hoje no Bom Dia Brasil”, frisou.

ENTENDA O CASO

O Jornal Nacional teve acesso ao conteúdo de um depoimento de Meire Poza, contadora do doleiro Alberto Youssef, que foi um dos presos na operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal, a contadora revelou um suposto esquema de suborno, envolvendo pagamentos judiciais, o doleiro, uma construtora e integrantes do governo do Maranhão.

O depoimento foi prestado na quinta-feira (7) à Polícia Federal, em Curitiba. Meire Poza é contadora da GFD que, segundo a Polícia Federal, é uma das empresas de Alberto Youssef. Ela decidiu contar aos investigadores o que sabe sobre as operações financeiras do doleiro e de suas empresas.

Segundo a contadora, a construtora Constran pediu que Alberto Youssef subornasse o governo do Maranhão oferecendo R$ 6 milhões. Em troca, a empresa furaria a fila desses pagamentos judiciais e receberia, antecipadamente, R$ 120 milhões em precatórios, que são dívidas de governos reconhecidas pela Justiça. Por ter negociado o acordo, Youssef receberia R$ 12 milhões.

Depois da suposta combinação, o governo estadual começou a liberar as parcelas do precatório, no valor de R$ 4,7 milhões cada uma. Até agora, foram pagos R$ 33 milhões. A última parcela, de acordo com o portal da transparência do Maranhão, foi paga no dia seis.

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Parlamentares governistas, por sua vez, rebateram a Oposição, alegando que não haveria escândalo nenhum na denúncia sobre suposto esquema de suborno e propinagem contra o governo Roseana Sarney. Segundo eles, trataria-se “apenas de uma ação de indenização proposta por uma empreiteira, contra o governo do Maranhão, há mais de 25 anos, e julgada procedente por tribunais federais.

Em resposta aos discursos dos parlamentares oposicionistas, os deputados Roberto Costa (PMDB), Magno Bacelar (PV) e Manoel Ribeiro (PTB) afirmaram que a reportagem veiculada pela Rede Globo, no Jornal Nacional, teria sido “construída com base na deturpação de fatos relacionados ao cumprimento de uma decisão judicial por parte do governo do Maranhão”.

Roberto Costa disse, na tribuna, que o precatório da empresa Constran foi pago em função de ser o primeiro que estava na fila. Já Magno Bacelar, por sua vez, lembrou que a Oposição, nos seus discursos, cansou de fazer a cobrança praticamente quase que diária do pagamento dos precatórios.

Em seu pronunciamento,  Manoel Ribeiro disse que “a TV Globo seria especialista em colocar o Maranhão lá embaixo e teria colocado no Jornal Nacional, no jornal das dez e no jornal da manhã, uma notícia sensacionalista”.