Bolsonaro demite assessora fantasma

Em janeiro, a Folha revelou a existência da funcionária fantasma. De acordo com pessoas da cidade, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade o comércio de açaí

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) demitiu nesta segunda-feira (13) a assessora fantasma Walderice Santos da Conceição. A demissão, a pedido da assessora, foi divulgada por ele depois de a Folha publicar reportagem nesta segunda que flagrou Walderice trabalhando em sua loja de açaí na região de Angra dos Reis na hora do expediente da Câmara dos Deputados.

Em janeiro, a Folha revelou a existência da funcionária fantasma. De acordo com pessoas da cidade, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade o comércio de açaí. Nesta segunda, a Folha voltou ao local e constatou que a funcionária continuava na venda de açaí em horário de expediente.

A reportagem comprou com Walderice um açaí e um cupuaçu. Ela afirmou que trabalha na loja, que leva seu nome, Açaí da Wal, todas as tardes, na pequena Vila Histórica de Mambucaba, a 50 km de Angra dos Reis. Walderice figura desde 2003 como um dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.416,33. Bolsonaro afirmou nesta segunda que a funcionária ligou pedindo demissão, mas que seria “muito complicado”, então ele a exonerou. “Eu fico chateado até, porque ela precisa, é uma pessoa pobre”, afirmou o deputado.

A princípio, o candidato havia dito que Walderice se demitiu na manhã de segunda por causa do desgaste. O nome de Wal foi citado no debate entre os presidenciáveis realizado pela TV Bandeirantes na última quinta (9). O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, perguntou a Bolsonaro “quem é Wal?”.

A afirmação do deputado de que Walderice pediu demissão pela manhã é discrepante com as falas da própria funcionária à Folha. Nas duas conversas que teve com a reportagem, não mencionou pedido de demissão. Apenas após a identificação dos jornalistas, no final da tarde, a funcionária ligou para o jornal para afirmar que pedira demissão.

Antes de se identificar como repórteres, a Folha conversou com Walderice na pequena loja de açaí onde ela trabalha. Ela chegou a comentar o debate da TV Band. “Ele [Boulos] disse que o Jair tinha uma funcionária fantasma.” Em resposta à pergunta da Folha sobre quem era, Walderice afirmou: “Sou eu.”

Depois da reportagem da Folha de janeiro, o parlamentar passou a dar diferentes versões sobre a assessora. Primeiro, disse que buscou o endereço do local e viu que a “casinha” de açaí era da irmã de Walderice. Em outra tentativa de explicar, disse que sua secretária de gabinete estava em período de férias na ocasião em que a Folha visitou o local na primeira vez. Essa foi a versão dada, por exemplo, na resposta a Boulos no debate da Band.

Segundo moradores da região, o marido dela, Edenilson, presta serviços de caseiro ao deputado.

Notas rápidas deste domingo (12)

O próximo debate será organizado pela RedeTV e terá como mediadores Boris Casoy, Amanda Klein e Mariana Godoy

ACM Neto no comando
Geraldo Alckmin escolheu o presidente do DEM, ACM Neto, como o responsável pela sua chapa junto ao TSE. O gesto é um reconhecimento ao DEM diante dos demais partidos da coligação, e aponta para que, caso o tucano seja eleito, o partido tenha protagonismo no futuro governo. Também é uma forma de discretamente tirar da linha de frente o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, cuja presença desagradava os aliados.

Tem outro debate chegando
Na próxima sexta-feira, candidatos ao Planalto estarão novamente participando de debate. Dessa vez, o encontro será organizado pela RedeTV e terá como mediadores Boris Casoy, Amanda Klein e Mariana Godoy.

O ‘Brasil Soberano’ de Ciro
O PDT lançou nesta sexta-feira as diretrizes do programa de governo de Ciro Gomes, que será batizado de “Brasil Soberano”. No documento que apresenta as linhas gerais da proposta, o candidato propõe uma política de indução de desenvolvimento que voltará a usar o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Propugna ainda que o Banco Central fixe meta não só de inflação, mas também de desemprego.

Flávio Rocha no bonde de Bolsonaro
O empresário Flávio Rocha, controlador das lojas Riachuelo e ex-presidenciável pelo PRB, partido que acabou se aliando ao tucano Geraldo Alckmin, anunciou o apoio a Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL. Segundo o jornal Gazeta do Povo, o anúncio aconteceu depois de uma reunião entre Rocha e Bolsonaro, realizada na manhã desta sexta-feira, 10, em São Paulo. Em certo momento da campanha, Rocha afirmou que Bolsonaro estava à esquerda na economia, pelas suas posições historicamente estatistas, e era como um iceberg no caminho do Brasil. Agora, aparentemente, mudou de ideia.

Daciolo foi ‘pesadelo’ do PSOL
Cabo Daciolo (Patriota) começou sua carreira política no PSOL, que se sensibilizou por sua liderança em movimento que pedia auxílio-transporte para os bombeiros militares. Acabou eleito a deputado federal com 49.831 votos, em 2014. O romance do cabo com a legenda durou menos de um ano. Daciolo apresentou uma PEC para que o texto constitucional afirmasse que “todo poder emana de Deus e não “do povo”. Ele também considerou ilegal a prisão preventiva dos PMs acusados de assassinato do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013.

A identidade digital no programa de Marina
Uma das propostas mais valorizadas pelo economista André Lara Resende, colaborador da campanha de Marina Silva (Rede), é a da carteira de identidade digital. Resende cita as experiências da Índia e da Estônia ao propor a criação de um documento online para diminuir a burocracia na obtenção de outros documentos, contratos e em transações econômicas, como a abertura de empresas. Ele afirma que a plataforma torna os cartórios obsoletos.

Os palanques de Ciro nos Estados
Apesar de isolado na campanha, em decorrência do acordo do PT com o PSB, Ciro Gomes têm garantido palanques em pelo menos oito Estados, nos quais o partido lançou candidato próprio a governador (SP, RJ, RS, RN, MS, RO, AM e AP). Além disso, o terá cinco candidatos a vice-governador (CE, PE, ES, MT, PB) e sete ao Senado (SP, PR, MA, CE, RR, PA, AM), em coligações firmadas na reta final de composição eleitoral.

PSOL confirma nome de Odívio Neto para disputar Governo do Maranhão

Odívio já foi candidato a prefeito de São João dos Patos em 2012 e candidato a vice-governador em 2014 pelo PSOL.

O engenheiro civil e professor universitário Odívio Neto foi escolhido pelo partido Socialismo e Liberdade (PSOL) como candidato a governador do Maranhão nas eleições 2018. O nome foi homologado durante convenção realizada na manhã de quinta-feira (2), na sede do partido localizada no bairro Cohafuma, em São Luís.

A chapa de Odívio Neto lançou também o professor Saulo Pinto (PSOL) e o servidor público Iego Bruno (PCB) para as duas vagas no Senado Federal. A candidata a vice é a professora Helena Viana (PSOL).

Odívio já foi candidato a prefeito de São João dos Patos em 2012 e candidato a vice-governador em 2014 pelo PSOL.

PCdoB conclama à unidade desde já para vencer a eleição

Na nota, o PCdoB conclama “o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições

O Comitê Central do PCdoB reafirmou neste domingo (22) que a estratégia eleitoral para derrotar a direita nas eleições de outubro é a unidade. “O PCdoB reafirma a convicção de que a estratégia política da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas deve ter por centro a vitória eleitoral em outubro, o que exige marcharem unidas desde já”, afirma nota divulgada pelo partido.

Na nota, o PCdoB conclama “o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições, derrotar a agenda neoliberal e neocolonial de Alckmin, Temer e Bolsonaro, retirar o Brasil da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de desenvolvimento soberano com geração de empregos, distribuição de renda e direitos”.

Confira a nota na íntegra:

PCdoB conclama PT, PDT, PSB e PSOL: Unidade desde já

Aberto o calendário das convenções partidárias, vem à tona uma nítida orquestração das forças conservadoras que entronizaram o desastroso governo Temer para tentar vencer as eleições presidenciais com uma candidatura do consórcio golpista. Desenha-se uma coesão do campo político da direita e centro-direita em torno do candidato do PSDB Geraldo Alckmin. Faz parte dessa orquestração tentar isolar o candidato do PDT Ciro Gomes e, também, concorrentes do tucano pertencentes ao seu espectro político e, ainda, manter a candidatura do MDB, Henrique Meirelles, com o intuito de descolar Alckmin de Temer.

Não se deve subestimar esse movimento de reforço a Alckmin e nem o candidato de matiz fascista Jair Bolsonaro, mas a disputa presidencial está longe de estar definida, seguirá acirrada e de resultado incerto, mesmo com o líder das pesquisas, o ex-presidente Lula, mantido arbitrariamente encarcerado. O PCdoB prossegue a luta pela liberdade do ex-presidente e pelo seu legítimo direito de ser candidato. Alckmin carregará nos ombros, mesmo que se esquive, o governo que imputou grande sofrimento e tragédias ao nosso povo; e seu programa é antinacional, antipopular e autoritário.

Neste cenário, o PCdoB reafirma a convicção de que a estratégia política da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas deve ter por centro a vitória eleitoral em outubro, o que exige marcharem unidas desde já.

Para isto, o PCdoB conclama o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições, derrotar a agenda neoliberal e neocolonial de Alckmin, Temer e Bolsonaro, retirar o Brasil da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de desenvolvimento soberano com geração de empregos, distribuição de renda e direitos.

Da parte do PCdoB, reiteramos que Manuela D’Ávila, que segue com sua exitosa pré-campanha, renovará seu empenho para que se viabilize a união do campo progressista, condição imperativa para que alcancemos a quinta vitória do povo.

São Paulo, 22 de julho de 2018

Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

 

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Disputa para o governo do Maranhão já conta com cinco nomes

O nome do engenheiro Odívio Neto foi anunciado como pré-candidato a governador pelo PSOL

A eleição majoritária de 2018 para o governo do Maranhão se encaminha para ter, por enquanto, cinco candidatos.

O nome do engenheiro Odívio Neto foi anunciado como pré-candidato a governador pelo PSOL. A chapa ficou fechada com a indicação da professora Helena como pré-candidata a vice, pelo PCB.

Já estão confirmados o nome do senador Roberto Rocha (PSDB), que teve sua candidatura anunciada em evento com o presença do ex-governador Geraldo Alckmin.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) também teve seu nome lançado no mês passado. Roseana que nos últimos anos perdeu o apoio de vários partidos, ainda não divulgou o nome de seu vice.

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, já lançou seu nome ao governo do Maranhão ainda no Podemos. Depois de filiada ao PSL, espera a vinda do pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, no próximo dia 14, para ter sua pré-candidatura oficializada.

O governador Flávio Dino (PCdoB) também já iniciou sua pré-candidatura com a realização dos ‘Diálogos pelo Maranhão’. Flávio conta com o apoio de 14 partidos e tem a sua chapa fechada com a indicação de Carlos Brandão (PRB) para a vice.

O desafio dos partidos de esquerda no Maranhão…

Para todos os partidos de esquerda, o maior desafio da próxima disputada eleitoral é atingir os votos suficientes e não assistir seus partidos sendo barrados pela Justiça Eleitoral.

Os partidos, ideologicamente, do campo da esquerda já são tradicionais no lançamento de candidaturas ao Governo do Estado e ao Palácio do Planalto. Mas suas candidaturas sempre figuram nas últimas colocações com pouquíssimos votos e nomes pouco competitivos. Mas, no Maranhão, o PCdoB, partido tradicional esquerdista, conseguiu chegar ao topo com êxito por meio da eleição do governador Flávio Dino em 2014, um marco no Estado, no país e para a sigla. Em 2018, tenta a reeleição com o apoio de uma ampla Frente Partidária.

No calor da disputa pré-eleitoral deste ano, a surpresa da eleição de 2018, sem dúvidas, é a temida Cláusula de Barreira que chegou para combater os vários “partidos de aluguel”, mas que podem levar consigo partidos antigos e com fundamentos ideológicos conhecidos por muitos.

Dentre os mais destacados está o PSOL que, no Maranhão, é presidido por Luís Antônio Pedrosa, terceiro colocado na disputa ao governo estadual em 2014. O partido já lançou o nome do engenheiro civil Odívio Neto para o cargo de governador nesta eleição. Outros nomes de destaque da legenda são os de Haroldo Sabóia e Valdeny Barros.

O PSTU, outro conhecido das campanhas estaduais, tinha em Marcos Silva um dos nomes mais lembrados da legenda, porém, ele anunciou sua saída do partido em julho do ano passado. Saulo Arcangeli, candidato a governador em 2014, saiu da disputa com um pouco mais de 27 mil votos e ainda não tem seu nome confirmado para uma nova disputa.

O PCB também lançou candidatura em 2014 para o Palácio dos Leões. O candidato, Professor Josivaldo, ficou na lanterninha da disputa e obteve 3.574 mil votos. Já o PCO, outro partido da esquerda radical, permanece sem representantes no Maranhão.

Para todos eles, o maior desafio da próxima disputada eleitoral é atingir os votos suficientes e não assistir seus partidos sendo barrados pela Justiça Eleitoral. Foices e martelos precisarão estar bem mais afiados.

PSOL protocola pedido de impeachment de Temer; Grupo do PT e PCdoB entra com representação na PGR

Globo.com

Michel Temer enfrentará processo de impeachment também

Michel Temer enfrentará processo de impeachment também

(Reuters) – O PSOL protocolou nesta segunda-feira na Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, após as acusações de que ele teria pressionado o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a atender interesses pessoais do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Também nesta segunda-feira, parlamentares do PT e do PCdoB entregaram representação contra Temer na Procuradoria-Geral da República pedindo que o órgão investigue a conduta do presidente da República.

No pedido de impeachment, o PSOL afirma que Temer cometeu crime de responsabilidade ao pressionar Calero para que levasse à Advocacia-Geral da União uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de barrar as obras de um empreendimento imobiliário em Geddel havia comprado um apartamento.

A acusação foi feita pelo ex-titular da Cultura em depoimento à Polícia Federal na semana passada. Temer nega as declarações de Calero e afirma que apenas tentou mediar o conflito entre dois ministros e dois órgãos do governo com o envio do caso à AGU.

“Nós entendemos que não há nenhum tipo de conflito de decisões, não há conflitos administrativos nessa questão. A entrevista do presidente Michel Temer ontem cometeu novamente o erro de dizer que ele estava arbitrando conflitos”, disse em entrevista coletiva o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), pouco antes de protocolar o pedido de impeachment.

“Não havia conflito entre um parecer de um órgão técnico próprio, o Iphan, e outro órgão público”, acrescentou.

“O que eles estavam advogando por uma causa privada do ministro Geddel Vieira Lima”, afirmou. No pedido, o PSOL acusa Temer de ter praticado o crime de advocacia administrativa ao defender os interesses pessoais de Geddel dentro do governo.

O pedido protocolado pelo PSOL terá agora de ser analisado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem cabe decidir se dá seguimento ao pedido ou se o arquiva. Maia, que é um aliado de primeira hora de Temer, afirmou na sexta não ver bases para o pedido de impedimento de Temer.

Apesar disso, Valente afirmou não acreditar que o presidente da Câmara vá arquivar de imediato o pedido protocolado pelo PSOL nesta segunda.

“Arquivar imediatamente uma proposta como essa, que tem base jurídica, vai demonstrar que há um conluio aqui nessa Casa. Vai mostrar para a sociedade que, ou eles respondem juridicamente por que não foi praticado tráfico de influência, advocacia administrativa e crime de responsabilidade, ou a simples canetada do presidente da Câmara vai mostrar uma outra questão, que ele também está comprometido com tudo isso”, disse.

“Nós acreditamos que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não fará de imediato, de maneira ostensiva, a desqualificação dessa peça jurídica.”

REPRESENTAÇÃO À PGR

Também nesta segunda deputados e senadores do PT e do PCdoB protolocaram junto à Procuradoria-Geral da República uma representação que solicita que o órgão abra investigação contra Temer para apurar a prática dos crimes pelo presidente no caso

“Ao nossa ver, ele cometeu ao menos dois crimes no caso Geddel: concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública que ocupa) e advocacia administrativa. Queremos que seja investigado por isso”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

O líder petista chegou, inclusive, a pedir a renúncia de Temer para que sejam convocadas eleições diretas para a Presidência.

A possibilidade de antecipação da eleição direta só ocorre se a Presidência ficar vaga até o fim deste ano. Caso isso ocorra a partir do ano que vem, a eleição seria indireta.

A PGR solicitou os áudios de Calero à Polícia Federal.