Disputa para o governo do Maranhão já conta com cinco nomes

O nome do engenheiro Odívio Neto foi anunciado como pré-candidato a governador pelo PSOL

A eleição majoritária de 2018 para o governo do Maranhão se encaminha para ter, por enquanto, cinco candidatos.

O nome do engenheiro Odívio Neto foi anunciado como pré-candidato a governador pelo PSOL. A chapa ficou fechada com a indicação da professora Helena como pré-candidata a vice, pelo PCB.

Já estão confirmados o nome do senador Roberto Rocha (PSDB), que teve sua candidatura anunciada em evento com o presença do ex-governador Geraldo Alckmin.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) também teve seu nome lançado no mês passado. Roseana que nos últimos anos perdeu o apoio de vários partidos, ainda não divulgou o nome de seu vice.

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, já lançou seu nome ao governo do Maranhão ainda no Podemos. Depois de filiada ao PSL, espera a vinda do pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, no próximo dia 14, para ter sua pré-candidatura oficializada.

O governador Flávio Dino (PCdoB) também já iniciou sua pré-candidatura com a realização dos ‘Diálogos pelo Maranhão’. Flávio conta com o apoio de 14 partidos e tem a sua chapa fechada com a indicação de Carlos Brandão (PRB) para a vice.

O desafio dos partidos de esquerda no Maranhão…

Para todos os partidos de esquerda, o maior desafio da próxima disputada eleitoral é atingir os votos suficientes e não assistir seus partidos sendo barrados pela Justiça Eleitoral.

Os partidos, ideologicamente, do campo da esquerda já são tradicionais no lançamento de candidaturas ao Governo do Estado e ao Palácio do Planalto. Mas suas candidaturas sempre figuram nas últimas colocações com pouquíssimos votos e nomes pouco competitivos. Mas, no Maranhão, o PCdoB, partido tradicional esquerdista, conseguiu chegar ao topo com êxito por meio da eleição do governador Flávio Dino em 2014, um marco no Estado, no país e para a sigla. Em 2018, tenta a reeleição com o apoio de uma ampla Frente Partidária.

No calor da disputa pré-eleitoral deste ano, a surpresa da eleição de 2018, sem dúvidas, é a temida Cláusula de Barreira que chegou para combater os vários “partidos de aluguel”, mas que podem levar consigo partidos antigos e com fundamentos ideológicos conhecidos por muitos.

Dentre os mais destacados está o PSOL que, no Maranhão, é presidido por Luís Antônio Pedrosa, terceiro colocado na disputa ao governo estadual em 2014. O partido já lançou o nome do engenheiro civil Odívio Neto para o cargo de governador nesta eleição. Outros nomes de destaque da legenda são os de Haroldo Sabóia e Valdeny Barros.

O PSTU, outro conhecido das campanhas estaduais, tinha em Marcos Silva um dos nomes mais lembrados da legenda, porém, ele anunciou sua saída do partido em julho do ano passado. Saulo Arcangeli, candidato a governador em 2014, saiu da disputa com um pouco mais de 27 mil votos e ainda não tem seu nome confirmado para uma nova disputa.

O PCB também lançou candidatura em 2014 para o Palácio dos Leões. O candidato, Professor Josivaldo, ficou na lanterninha da disputa e obteve 3.574 mil votos. Já o PCO, outro partido da esquerda radical, permanece sem representantes no Maranhão.

Para todos eles, o maior desafio da próxima disputada eleitoral é atingir os votos suficientes e não assistir seus partidos sendo barrados pela Justiça Eleitoral. Foices e martelos precisarão estar bem mais afiados.

PSOL protocola pedido de impeachment de Temer; Grupo do PT e PCdoB entra com representação na PGR

Globo.com

Michel Temer enfrentará processo de impeachment também

Michel Temer enfrentará processo de impeachment também

(Reuters) – O PSOL protocolou nesta segunda-feira na Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, após as acusações de que ele teria pressionado o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a atender interesses pessoais do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Também nesta segunda-feira, parlamentares do PT e do PCdoB entregaram representação contra Temer na Procuradoria-Geral da República pedindo que o órgão investigue a conduta do presidente da República.

No pedido de impeachment, o PSOL afirma que Temer cometeu crime de responsabilidade ao pressionar Calero para que levasse à Advocacia-Geral da União uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de barrar as obras de um empreendimento imobiliário em Geddel havia comprado um apartamento.

A acusação foi feita pelo ex-titular da Cultura em depoimento à Polícia Federal na semana passada. Temer nega as declarações de Calero e afirma que apenas tentou mediar o conflito entre dois ministros e dois órgãos do governo com o envio do caso à AGU.

“Nós entendemos que não há nenhum tipo de conflito de decisões, não há conflitos administrativos nessa questão. A entrevista do presidente Michel Temer ontem cometeu novamente o erro de dizer que ele estava arbitrando conflitos”, disse em entrevista coletiva o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), pouco antes de protocolar o pedido de impeachment.

“Não havia conflito entre um parecer de um órgão técnico próprio, o Iphan, e outro órgão público”, acrescentou.

“O que eles estavam advogando por uma causa privada do ministro Geddel Vieira Lima”, afirmou. No pedido, o PSOL acusa Temer de ter praticado o crime de advocacia administrativa ao defender os interesses pessoais de Geddel dentro do governo.

O pedido protocolado pelo PSOL terá agora de ser analisado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem cabe decidir se dá seguimento ao pedido ou se o arquiva. Maia, que é um aliado de primeira hora de Temer, afirmou na sexta não ver bases para o pedido de impedimento de Temer.

Apesar disso, Valente afirmou não acreditar que o presidente da Câmara vá arquivar de imediato o pedido protocolado pelo PSOL nesta segunda.

“Arquivar imediatamente uma proposta como essa, que tem base jurídica, vai demonstrar que há um conluio aqui nessa Casa. Vai mostrar para a sociedade que, ou eles respondem juridicamente por que não foi praticado tráfico de influência, advocacia administrativa e crime de responsabilidade, ou a simples canetada do presidente da Câmara vai mostrar uma outra questão, que ele também está comprometido com tudo isso”, disse.

“Nós acreditamos que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não fará de imediato, de maneira ostensiva, a desqualificação dessa peça jurídica.”

REPRESENTAÇÃO À PGR

Também nesta segunda deputados e senadores do PT e do PCdoB protolocaram junto à Procuradoria-Geral da República uma representação que solicita que o órgão abra investigação contra Temer para apurar a prática dos crimes pelo presidente no caso

“Ao nossa ver, ele cometeu ao menos dois crimes no caso Geddel: concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública que ocupa) e advocacia administrativa. Queremos que seja investigado por isso”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

O líder petista chegou, inclusive, a pedir a renúncia de Temer para que sejam convocadas eleições diretas para a Presidência.

A possibilidade de antecipação da eleição direta só ocorre se a Presidência ficar vaga até o fim deste ano. Caso isso ocorra a partir do ano que vem, a eleição seria indireta.

A PGR solicitou os áudios de Calero à Polícia Federal.