Jair Bolsonaro é denunciado ao STF por crime de racismo

Segundo a denúncia, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nessa sexta-feira (13), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo.

Além da condenação, a procuradoria pede que o deputado seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais coletivos.

De acordo com a denúncia, durante uma palestra no Clube Hebraica, em abril do ano passado, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

Em entrevista divulgada pelo deputado em uma rede social, ele comenta sobre o caso: “Não posso falar mais nada nesse país? Nós somos invioláveis por quaisquer palavras, opiniões e votos. Quem acha que eu tô maluco, não vota em mim no futuro”, afirmou.

O filho de Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também foi denunciado, mas pela suposta agressão a uma jornalista. No entanto, a PGR ofereceu a este parlamentar proposta de transação penal, na qual ele se comprometeria a indenizar a vítima em 40 salários mínimos e a pagar pensão mensal a uma entidade de combate à violência doméstica, além de prestar serviços à comunidade.

Fernando Furtado ganha prêmio internacional de “racista do ano de 2015”

Globo

Discurso de Fernando Furtado deu o que falar

Discurso de Fernando Furtado deu o que falar

O deputado estadual maranhense do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Fernando Furtado, foi eleito pela organização Survival International vencedor do prêmio ‘Racista do ano de 2015’. Em julho deste ano, durante audiência pública em São João do Caru (MA), a 359 km de São Luís, ele xingou índios da tribo Awá-Guajá e homossexuais, chamando-os de maneira pejorativa de ‘viadinho’ e ‘baitola’.
“Índio diz que não sabe plantar arroz. Então morre de fome, desgraça, é a melhor coisa que tem. Porque não sabem nem trabalhar”, destaca a Survival International do trecho da fala do deputado maranhense. Os Awá-Guajá são considerados um dos povos mais vulneráveis do planeta.
A organização defende que sejam consideradas como incitamento ao ódio racial. “Essas observações repugnantes indicam a extensão do racismo contra os povos indígenas entre algumas das pessoas mais poderosas na sociedade brasileira. É importante que as pessoas dentro e fora do Brasil estejam cientes da prevalência dessas atitudes, porque elas estão por trás dos violentos ataques genocidas que as tribos brasileiras enfrentam hoje. Foi por isso que decidimos nomear Furtado como o Racista do Ano de 2015”, diz o diretor da Survival International, Stephen Corry.
Em setembro, após a repercussão negativa das declarações, o deputado estadual foi à tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) para se retratar e pediu desculpas públicas, e destacou que suas declarações não condizem com o pensamento do partido. “Eu, deputado Fernando Furtado, reitero minhas sinceras desculpas à população de todo o estado. E quero dizer que nunca fui, não sou e nunca vou ser homofóbico”, disse.
À época, o PCdoB também se manifestou por meio de nota repudiando a declaração do parlamentar. “Achamos que foi uma declaração infeliz do deputado Fernando Furtado. O partido tem historicamente uma posição de respeito às minorias, em particular aos povos indígenas”, reforçou o deputado Othelino Neto (PCdoB), vice-presidente da Alema.
Segundo prêmio consecutivo
Este é o segundo ano consecutivo em que um brasileiro recebeu o prêmio da Survival International. Em 2014, foi a vez do político brasileiro Luis Carlos Heinze, do Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul, após declarar que “o governo…está aninhado com quilombolas, índios, gays e lésbicas, tudo o que não presta”.

Unegro diz que OAB do Maranhão faz corporativismo ao “proteger” advogada acusada de racismo…

Casos de racismo acontecem com frequência ainda no Brasil

Casos de racismo acontecem com frequência ainda no Brasil

A União de Negros pela Igualde (Unegro) divulgou nota, assinada pelo  presidente Antonio Soares Moreira, contestando a  Ordem dos Advogados do Brasil, secção Maranhão,  OAB-MA, por conta  do episódio onde a advogada, Olívia Castro dos Santos, foi detida após uma discussão no trânsito, acusada da prática de racismo.

A entidade classificou a atitude da OAB de corporativista e reprovou a “proteção”. Segundo a denúncia, ela teria agredido, verbalmente, com racismo, o motorista Elisvaldo Gomes, que é negro.

A Unegro alega que, após a detenção da advogada por suposta prática de racismo, a OAB-MA se manifestou de maneira, extremamente, corporativista. Veja a nota abaixo:

SOBRE O RACISMO E GARANTIA DE DIREITOS: AQUILO QUE É OBVIO, MAS NÃO SE VER

Estamos em pleno século XXI e ainda debatemo-nos com questões que pensamos já terem sido no mínimo pacificadas. Em plena luz do dia, um cidadão negro é totalmente desqualificado através de chingamentos, ameaças, enfim tudo aquilo que já se está infelizmente acostumado a ver e ouvir. Está naturalizado.

Agora o que não podíamos imaginar era que a pessoa do agressor fosse uma mulher, branca e advogada. Aí mora o PERIGO.

Por ser advogada? Não: mas sim pelo CORPORATIVISMO.

Vamos direto ao assunto: a OAB usou de dois de seus membros, por sinais muito bem alinhados, negros, advogados, para dever do óbvio: o corporativismo.

Estranho é o fato de na OAB haver um setor de DIREITOS HUMANOS que nem sequer pronunciou-se. Ou será que foi amordaçado?

Será que alguém acredita mesmo que esta senhora advogada branca foi mesmo agredida? Só porque o “suposto” agressor é negro?

Ora minha gente, o que é isso? Já passou o tempo de estarmos aqui com nossos miolos para entender quem está do lado de quem. O que importa é por quais motivos a OAB age de forma que agiu muito mais truculenta do que qualquer ação policial. Truculenta porque ofendeu o obvio: estamos diante do RACISMO INSTITUCIONAL.

Não podemos também deixar em claro para não dizer “branco”, que a pessoa da agressora está de toda a sorte tentando arrastar tal atitude para o campo daINJÚRIA RACIAL, pois é um crime de menor potencial ofensivo. Claro que apoiada pela OAB.

O que não se entende, é o que fará a OAB? Qual ADVOGADO irá defender o agredido já que, a sua entidade encontra-se contrária àquele que poderá via a ser seu cliente/protegido?

Cadê a DEMOCRACIA? Ninguém sabe, ninguém viu!…

ANTÔNIO SOARES MOREIRA

PRESIDENTE DA UNEGRO – MA 

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