Cadê a transparência? Fábio Gentil tenta camuflar verdades sobre os recursos da Saúde em Caxias

se o prefeito Fábio Gentil dá tanto valor à Saúde de seus munícipes a ponto de acusar o governo de cortes, por que a destinação de recursos para a pasta municipal é tão insignificante?

Dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Caxias dão conta de que o investimento em saúde feito pela gestão municipal, entre janeiro e junho deste ano, foi de R$ 3.753.822, 58. Este é o valor sinalizado como pago pelo município em 2017. Em contrapartida, o governo do Maranhão investe R$ 3,9 milhões lá todo mês. O Ministério da Saúde repassa aos cofres municipais quase R$ 5,4 milhões mensalmente.

Aí, duas perguntas: é falta de investimento ou falta de transparência da Prefeitura? E se o prefeito Fábio Gentil dá tanto valor à Saúde de seus munícipes a ponto de acusar o governo de cortes, por que a destinação de recursos para a pasta municipal é tão insignificante?

O investimento de todo o primeiro semestre de 2017 feito pela Prefeitura de Caxias na saúde pública do município, conforme registrado no Portal da Transparência, é inferior ao valor repassado a cada mês pelo governo.

Os recursos repassados ao município mantêm exames mais complexos, como ressonâncias magnéticas, tomografias e até serviço de hemodiálise.

Além disso, o Hospital Macrorregional de Caxias tem recebido de portas abertas os caxienses que não encontram amparo nas unidades do município, com a responsabilidade de quem zela pela saúde das pessoas e não se prende a imbróglios e disputas políticas. Parece que dessa lição o prefeito Fábio Gentil passou de largo.

Já o investimento SUS serviria ao município para garantir serviços de suas unidades, seus centros de saúde e Hospital Geral de Caxias. Para isso, são quase R$ 3,8 milhões. Unidades que não têm tido condições de suportar a demanda básica da população.
E tem mais. Fábio Gentil recusa uma economia de até R$ 1,5 milhão mensais, que viria da proposta estadual de gerenciar a Maternidade Carmosina Coutinho, um dos equipamentos de saúde mais dispendiosos de Caxias.

Na resposta formal que encaminhou ao gabinete da Secretaria de Saúde, Gentil não fez jus ao sobrenome e denominou a proposta de “mero capricho político”. Aos caxienses, cabe a reflexão: quem é que realmente trata as questões com capricho político? Quem quer resolver os problemas e apresenta soluções ou quem, além de não resolver, emperra o serviço, deixando o prejuízo final alcançar a saúde da população?!

Justiça Federal determina que governo Temer devolva R$ 20 milhões para a Saúde do Maranhão

 

justiça federalA Justiça Federal determinou, nesta quinta-feira (07), que o presidente interino Michel Temer (PMDB) restabeleça o empenho de cerca de R$ 20 milhões, liberados pela presidente Dilma Rousseff (PT) para a Saúde do Maranhão antes de ser afastada do governo. No total, em todo o país, no início do governo provisório, pelo menos R$ 400 milhões foram bloqueados das pastas de Cidades, Saúde, Turismo e Integração Nacional no país.

No Maranhão, a verba, que foi liberada pela petista antes da votação da admissibilidade do processo de impeachment, foi destinada para a Saúde. O governador Flávio Dino (PCdoB) foi um dos principais defensores de Dilma e críticos ao processo de afastamento.

Auxiliares de Temer relataram  que os recursos foram empenhados, ou seja, tornaram-se oficialmente previstos para pagamento pela administração pública, sem base técnica e, algumas vezes, sem projetos aprovados nos municípios.

“Parte era de empenhos sem correspondência financeira; ou seja, o governo não tinha nem como pagar”, afirmou o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB).

A ordem geral, chancelada por Temer, foi dada pelo ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Segundo ele, “as medidas foram tomadas às pressas” pelo governo anterior e, por isso, “precisam ser revistas”. Questionado sobre o perfil dos deputados e senadores beneficiados pelos recursos, Geddel disse que não faria “ilações”.

Justiça Federal determina o bloqueio de R$ 17 milhões de Ricardo Murad

Marrapá

doc ricardo

Ricardo Murad

Ricardo Murad

O juiz federal José Carlos do Vale Madeira — o mesmo do caso Lunus — acaba de determinar a quebra dos sigilos fiscal e bancário e o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, na ação de improbidade administrativa contra ele e outras 12 pessoas em decorrência das irregularidades nos processos licitatórios para a construção dos 64 hospitais do Saúde é Vida.

Também foram quebrados os sigilos e bloqueados bens dos sócios da Proenge, responsável pelo projeto executivo dos hospitais, de membros da Comissão Central Permanente de Licitação e de ex-servidores da Secretaria Estadual de Saúde.