Rede vai ao STF contra artigo que veta fusão

A medida é uma das iniciativas da legenda da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, para garantir a possibilidade de se juntar ao novo partido que o PPS articula criar com os movimentos Agora! e Acredito

Estadão

Depois de não conseguir eleger deputados federais suficientes para ultrapassar a cláusula de barreira neste ano, a Rede Sustentabilidade vai ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando artigo da lei dos Partidos Políticos (n.º 9.096) que impede fusão quando a sigla tem menos que cinco anos. O registro da Rede é de 2015.

A medida é uma das iniciativas da legenda da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, para garantir a possibilidade de se juntar ao novo partido que o PPS articula criar com os movimentos Agora! e Acredito. A Rede estuda hoje duas hipóteses de sobrevivência: fusão ou continuar como uma legenda própria, mas com mudanças na estrutura e no estatuto.

A decisão será tomada em um congresso extraordinário convocado para os dias 19 e 20 de janeiro do próximo ano. O estatuto já previa a realização de um congresso para definir a continuidade ou não da legenda no período de dez anos, mas foi antecipado após o desempenho nas eleições.

Se decidirem por continuar como um partido ou se juntar a outro, os membros da Rede já reconhecem que o mau desempenho nas urnas pôs em xeque o projeto político do partido nos moldes atuais. Um deles disse ao Estado, em anonimato, que a Rede como instituição “morreu” na apuração do primeiro turno. Uma reunião da executiva nacional, chamada de Elo, no final de semana passado em Brasília, estabeleceu a criação de dois grupos de trabalho que vão preparar teses das duas possibilidades – voo solo ou fusão – para serem apresentadas em janeiro.

Segundo membros da Rede, o partido está dividido. A própria Marina evita se posicionar para não “contaminar” os filiados, mas quadros históricos do partido, como Bazileu Margarido, são favoráveis à fusão com outra legenda. “Acho que a Rede vai ter muita dificuldade em superar a cláusula de barreira, que será crescente. E acho que é preciso, inclusive numa conjuntura de polarização extrema com o governo Bolsonaro, fortalecer esse campo democrático progressista”, disse. O dirigente ainda ponderou que, para as eleições de 2020, será importante ter estrutura e fundo partidário, o que o partido não terá caso continue como tal.

Ao Estado, Marina disse que a questão dos recursos não é determinante para a decisão, mas evitou se posicionar sobre o tema. “Nosso desafio é o que é melhor fazer neste momento. Tenho a clareza de que se a melhor forma for ir para um caminho de nos juntar para esse esforço do PPS, é uma possibilidade. Ou, a desculpa não pode ser a ausência do fundo partidário”, afirmou a ex-ministra.

“Nesse momento, a única coisa que posso dizer é que esse gesto do PPS é saudado por nós, mas tendo a compreensão de que eles já vêm de um debate interno anterior. Nós vamos começá-lo agora e temos que verificar primeiro quais as vantagens de ir”.

Antes do encontro de filiados que definirá o futuro da Rede, a ideia é deixar a possibilidade de fusão encaminhada. Para isso, o grupo de trabalho que se debruçou sobre essa hipótese participará também de uma comissão com o PPS e os movimentos para discutir questões práticas do novo partido, como estatuto e articulação nos Estados.

No PPS, a impressão das conversas é boa. “Está caminhando bem. (A fusão) Interessa a eles, pelo menos (pelo que falei) com as principais lideranças, é uma ideia que eles ainda não decidiram, mas simpatizam”, disse Roberto Freire, presidente da sigla. O apresentador Luciano Huck, que pertence tanto ao Agora! quanto ao Acredito, também participa das conversas, afirmou Freire.

O grupo, que defende a permanência da Rede como partido, teme perder a “essência” da legenda e se questiona se haverá, de fato, abertura para novos quadros, se for efetivada a fusão com um partido com 26 anos de existência – o registro do PPS é de 1992.

Na avaliação de Lucas Brandão, membro da Executiva da Rede, se permanecer como partido, será necessária o que chamou de “renovação estatutária” na legenda. “A Rede sempre se colocou como experimento da política. Chegou a hora de fazer um balanço”, disse.

O consenso progressivo, processo de decisão interna em que há uma tentativa de convencimento em vez de votação, é um dos que está na mira. Hoje ele é utilizado amplamente na sigla, que é criticada pelas longas reuniões e demora na tomada de decisão.

“Uma das coisas que temos discutido é que a gente toma muitas decisões que não precisavam ser colegiadas, que são mais administrativas. É necessário dar uma acelerada”, afirmou Brandão. No balanço do que deu certo e deve ser manter no partido ou levar para a fusão com o PPS está a paridade entre homens e mulheres em cargos de direção do partido.

Rede e PPS se reúnem para viabilizar fusão dos dois partidos

Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo

A Rede e o PPS iniciaram nesta semana reuniões conjuntas entre as siglas para organizar a fusão dos dois partidos. Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo.

Os cenários estaduais são relativamente favoráveis para viabilizar a união. Os comandos locais serão distribuídos entre as principais lideranças de acordo com a força de cada uma nas regiões e o objetivo é contemplar os dois partidos igualitariamente para não gerar conflitos logo de início.

A ideia é que as siglas se unam até o fim do ano, ainda que informalmente, já que uma regra impede a fusão ou incorporação de partidos com menos de cinco anos, caso da Rede Sustentabilidade, criada em 2015. Por isso o partido ingressará ainda nesta semana com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da regra.

Integrantes do partido, no entanto, avaliam que a possibilidade do Supremo dar uma decisão favorável à Rede é improvável. A mudança foi estabelecida pela minirreforma eleitoral de 2015 e já foi questionada na Justiça pelo Pros, que não obteve sucesso. Se o Supremo mantiver a regra, os dois partidos devem formalizar uma coligação política até 2020, quando finalmente a fusão poderá ser autorizada.

A fusão entre os dois partidos é vista como a única saída para a recém-criada Rede Sustentabilidade, idealizada por Marina Silva. Ela concorreu à Presidência da República neste ano mas foi derrotada, em sua pior performance nas três vezes em que concorreu ao cargo. Ela obteve apenas 1% dos votos válidos e acabou ficando em 8º lugar.

Rede obteve péssimo desempenho na Câmara

A sigla também obteve um péssimo desempenho eleitoral para a Câmara dos Deputados e acabou elegendo apenas uma deputada, a indígena Joenia Wapichana, de Roraima, mas se saiu bem no Senado, onde conseguiu eleger cinco nomes. Sem conseguir superar a cláusula de barreira, porém, o partido ficará proibido de ter acesso ao Fundo Partidário e não terá direito de exibir propaganda no rádio e na televisão. Sem os recursos, integrantes da Rede avaliam que é inviável a sobrevivência da sigla.

Já o PPS elegeu 8 deputados, mas conseguiu superar a barreira porque obteve mais de 1% dos votos válidos em 15 estados. A regra estabelece que, para superar a cláusula de barreira, um partido deve eleger deputados em pelo menos 9 estados ou obter 1,5% dos votos para a Câmara, com um mínimo de 1% dos votos em nove estados.

O presidente do PPS, Roberto Freire, já conversou com Marina por telefone para dar início ao plano. De acordo com ele, a aproximação do seu partido com a Rede foi natural porque, como o PPS já havia decidido mudar de nome, abriu-se a brecha para tentar uma ampliação do seu escopo político. Os dois devem se reunir pessoalmente na semana que vem.

Logo após o resultado das eleições em 1º turno, a Rede e o PV também iniciaram um diálogo com o intuito de união entre os dois partidos, já que os verdes conseguiram eleger 4 deputados federais e se encaixaram nas novas regras eleitorais.

Na época, o candidato à vice-presidência na chapa de Marina, Eduardo Jorge, do PV, chegou a dizer que a coligação Rede-PV reaproximou a área ambientalista no Brasil e considerou a estratégia uma “vitória muito grande”.

Oito partidos políticos seguem indefinidos nas eleições no Maranhão

Apesar de serem considerados pequenos, os partidos em questão, juntos, ainda detêm quase um minuto do horário gratuito eleitoral

Faltando poucos dias para o fim das convenções partidárias, oito partidos seguem indefinidos sobre com quem estarão na corrida estadual.

Apesar de serem considerados pequenos, os partidos em questão, juntos, ainda detêm quase um minuto do horário gratuito eleitoral, por isso a disputa dos grupos políticos pela confirmação do apoio.

O PSC, presidido pelo deputado estadual Léo Cunha, segue conversando com o grupo liderado pelo senador Roberto Rocha (PSDB) e com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Mas uma possível aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB) não é descartada.

Presidido pelo deputado estadual Eduardo Braide, o PMN é tido como certo na coligação de Maura Jorge (PSL), mas pela aproximação com o pré-candidato ao Senado, o deputado federal José Reinaldo, uma aliança com Roberto Rocha pode ser concretizada até o final das convenções.

O Avante, legenda comandada pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, ainda não fechou questão sobre quem irá apoiar nas eleições de 2018.

A Rede Sustentabilidade no Maranhão, também é outro partido que ainda não definiu seu caminho nas eleições estaduais. Uma aliança com o deputado estadual Eduardo Braide foi ventilada, mas com a não confirmação de seu nome na disputa, o caminho mais viável é o apoio ao governador Flávio Dino.

Os partidos PHS, PRTB, Democracia Cristã (antigo PSDC) e o Podemos, ainda seguem indefinidos se apoiarão a candidatura de Maura Jorge ou Roseana Sarney.

Novos nomes, antigos partidos

Com uma crise moral e ética na política, partidos buscam novas estratégias de marketing e de comunicação para conseguirem conquistar os votos dos eleitores

Faltando pouco mais de 100 dias para as eleições gerais de 2018, os brasileiros se preparam para escolher seus novos representantes no executivo e no legislativo.

Com uma crise moral e ética na política, partidos buscam novas estratégias de marketing e de comunicação para conseguirem conquistar os votos dos eleitores.

Muitos desses “antigos” partidos chegam a 2018 com novos nomes. Na lista, entram o “PTN” que trocou o nome para “Podemos”, o “PP” agora “Progressistas”, o “PTdoB” que trocou para “Avante” e o “Patriotas” – antigo “PEN -.

O partido do presidente Michel Temer tirou o “P” do nome do partido e agora se chama MDB.

Partidos políticos também foram registrados após as eleições de 2014 e chegam a 2018 como opções para os eleitores, entre eles a Rede Sustentabilidade – da ex-ministra Marisa Silva – e o Novo, do presidenciável João Amoêdo.

Outros partidos trabalham para trocar seus nomes no Supremo Tribunal Eleitoral. O “PPS” tenta oficializar seu novo nome para “Movimento 23” e o “PSDC” para “Democracia Cristã”.

Pela primeira vez, TSE manda retirar fake news da internet

A decisão do ministro foi tomada a partir de uma ação do partido Rede Sustentabilidade

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos determinou hoje (7) que o Facebook retire ao ar um perfil anônimo que divulgava fatos inverídicos sobre a ex-senadora e pré-candidata à Presidência da República Marina Silva. Com a decisão, a empresa terá 48 horas para remover o conteúdo, além de fornecer os dados dos administradores do conteúdo.

A decisão do ministro foi tomada a partir de uma ação do partido Rede Sustentabilidade. A legenda alegou que foram publicados cinco textos que associavam Marina Silva a atos de corrupção.

Segundo o partido, a ex-senadora não é investigada em nenhum processo em andamento na Justiça.

Ao decidir sobre a questão, o ministro afirmou que, embora a Constituição garanta a liberdade de expressão, a proteção não se estende a casos de manifestação anônima. “Devemos estar dispostos e engajados em fazer destas eleições uma disputa leal, com incondicional respeito às regras do certame eleitoral, demonstrando fidelidade às instituições e ao regime democrático”, entendeu o ministro.

Eliziane recebe reforço de Marina Silva e tenta fôlego para se recuperar na disputa…

Eliziane tenta se recuperar com reforço de  Marina Silva e Eloísa Helena

Eliziane tenta se recuperar com reforço de Marina Silva e Eloísa Helena

Em terceiro lugar nas pesquisas, a deputada federal Eliziane Gama, candidata a prefeita de São Luís pelo PPS, recebeu, nesta sexta-feira (09), na capital maranhense, o reforço da  porta-voz da Rede Sustentabilidade e ex-candidata nas últimas eleições à presidência da República, Marina Silva. Além dela, a integrante da Rede, Heloísa Helena, também reafirmou apoio à candidatura da pepessista.

Elas participaram de uma grande caminhada na Rua Grande. Após a mobilização de corpo a corpo, Eliziane e Marina tiveram encontro no  Grand São Luís Hotel com os candidatos da Rede na cidade.

“Nossa campanha ganha demais com o apoio de Marina e reforça a credibilidade do nosso trabalho, tendo uma mulher como ela, com uma reputação intocável e uma carreira repleta de conquistas para o nosso país. Marina é uma grande referência no Brasil e no mundo”, destaca Eliziane.

A reafirmação do apoio de Marina Silva à candidatura de Eliziane Gama é uma das cartadas da coligação, liderada pela pepessista, para retornar à segunda colocação nas pesquisas.

Marina dá outro balão em Eliziane, que ameaça deixar a Rede

Marrapá

http://www.marrapa.com/marina-da-outro-balao-em-eliziane-que-ameaca-deixar-rede/

Pela segunda vez este ano, Marina Silva deu ‘balão’ em Eliziane Gama

Pré-candidata a prefeita de São Luís, a deputada federal anunciou exaustivamente que a fundadora da Rede estaria na capital nesta sexta-feira (18), prestigiando a inauguração da sede estadual do partido, no Olho d´Água. A ex-senadora, no entanto, alegou problemas de agenda e desmarcou a presença na última hora.

Comenta-se que a ausência é consequência do mal estar causado pela mobilização da ex-pupila do radical Roberto Freire em favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT). A Rede e a própria Marina são contra o afastamento da presidente.

Nos bastidores, Gama já não esconde a insatisfação com a legenda que ajudou a fundar. Pessoas próximas à parlamentar garantem que ela estaria avaliando convites do PSDB, PSB, PPS, mas inclinada a se filiar no PSC.

Participaram do ‘minicomício’ o senador Roberto Rocha (PSB), o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), os suplentes Pinto da Itamaraty (PSDB) e Paulo Matos (PPS), o ex-vice governador Pastor Porto (PPS) e o ex-deputado Hélio Soares (PR).

Apesar da pouca empolgação da militância presente, menos de cem pessoas, evento foi marcado por duras críticas à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT).

Eliziane Gama e o desprestígio da classe política…

Nenhuma liderança de peso, além de Eliziane gama, compareceu à convenção

Nenhuma liderança de peso, além de Eliziane gama, compareceu à convenção

O final de semana foi marcado pelos primeiros sinais de fracasso da pré-candidatura da deputada Eliziane Gama (Rede Sustentabilidade) à Prefeitura de São Luís. Nenhuma liderança política de peso compareceu à primeira Convenção Estadual do novo partido no Maranhão, nem mesmo a fundadora da legenda, a ex-senadora Marina Silva.

Apenas o pastor Porto e o advogado Valdênio Carminha, ambos do PPS, participaram do encontro, mas por conta própria. Há menos de um ano das eleições e, apesar de bem cotada nas pesquisas, Eliziane Gama evidencia que não tem prestígio da classe política maranhense.

Por falta de público, o evento da Rede no Maranhão teve que ser transferido do auditório Fernando Falcão. Para quem está em plena marcha para a campanha de 2016, a convenção foi um verdadeiro vexame.

Em nota, Valéria Macedo desmente saída do PDT para Rede Sustentabilidade

valeria macedo

A deputada estadual Valéria Macedo (PDT) desmentiu, por meio de postagem no Facebook, informação inverídica, publicada em determinados blogs, de que teria trocado o Partido Democrático Trabalhista pela Rede Sustentabilidade, criado pela ex-ministra Marina Silva. Na nota de esclarecimento, ela diz que a “notícia” é “destituída de veracidade”. Afirma que chegou a ser convidada, assim como muitos, mas que não aceitou.

“Venho de público prestar esclarecimentos a quem interessar possa sobre a notícia veiculada por alguns blogs da Capital e do Interior (e por outros meios de comunicação) dando conta de que eu havia saído do PDT para a Rede Sustentabilidade da ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva. A notícia é destituída de veracidade e eu continuo onde sempre estive no PDT de Jackson Lago”, disse Valéria Macedo em seu perfil do Facebook.

Veja o print da nota acima.