Aproximação de Roberto Rocha com família Bolsonaro mira apenas projetos pessoais do senador

A aproximação de Roberto Rocha com Flávio Bolsonaro já causa ruídos no PSL local e os políticos da legenda já estão com os olhos bem abertos

Após o discurso que a mudança do PSB para o PSDB se daria para o fortalecimento da sigla no estado e com os resultados vergonhosos da eleição de outubro, em que a legenda saiu menor do que entrou na campanha, o senador e presidente do PSDB no Maranhão, Roberto Rocha, ao que tudo indica, já tem um novo plano traçado. O PSDB do Maranhão, certamente, não está em primeiro plano.

O senador eleito graças a coligação do governador Flávio Dino (PCdoB) passou os últimos meses se dedicando a aproximar-se da família Bolsonaro.

Após o primeiro turno, Roberto Rocha conseguiu entrar na casa do então candidato Jair Bolsonaro e tirar uma foto. Sem sucesso mesmo após o encontro, o senador agora mira na aproximação com o filho e recém senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

Mas o que faria Roberto Rocha tão estar tão empenhado pela aproximação com a família Bolsonaro, ao invés de tentar debater o PSDB após os resultados fraquíssimos após a eleição?

A resposta é simples, a eleição para a prefeitura municipal de São Luís.

Roberto Rocha já saiu derrotado da eleição de 2016 e 2018, uma possível vitória em 2020, seja com a candidatura de seu filho Roberto Júnior ou com outro nome, garantiria a chegada em 2022 em uma situação mais tranquila. Vale informar que o mandato como senador acaba em 2022.

A aproximação de Roberto Rocha com Flávio Bolsonaro já causa ruídos no PSL local e os políticos da legenda já estão com os olhos bem abertos.

Senadores Roberto Rocha e Edison Lobão votam pelo aumento a ministros do STF

Os votos de Roberto Rocha e Edison Lobão mostram que ambos os senadores não estão preocupados com o momento de crise que o país se encontra

Contrariando a vontade do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e da maioria da população que se mobilizou por meio das redes sociais, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (7), o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos membros da Procuradoria-Geral da República (PGR), incluído na pauta sem acordo com os líderes. Entre os 41 votos favoráveis, estão os dos senadores Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (MDB).

Considerado o teto do funcionalismo, a remuneração passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais. Os dois projetos de lei que previam os aumentos já haviam sido aprovados na Câmara dos Deputados e agora seguem para a sanção presidencial.

Pela manhã, Bolsonaro havia manifestado preocupação com a votação em momento de ajuste de contas, em que tenta mobilizar o parlamento e aproveitar a popularidade das urnas para emplacar a reforma da Previdência. Antes da votação, o presidente eleito havia dito que “obviamente não é momento” para provocar o reajuste. “Vejo com preocupação essa iniciativa”, disse. “Estamos em uma fase que, ou todo mundo tem ou ninguém tem. E o Judiciário é o mais bem aquinhoado”.

Cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado apontam que o “efeito cascata” para os demais Poderes da União e os Estados pode ser de cerca de R$ 4,1 bilhões. Segundo o senador Ricardo Ferraço, que votou contra o projeto, o impacto nas contas pode chegar a R$ 6 bilhões. O reajuste terá um efeito em cascata para a União e, sobretudo, para os Estados, que já enfrentam grave crise financeira e correm risco de insolvência por causa do comprometimento de receitas com o pagamento da folha de pessoal.

Os votos de Roberto Rocha e Edison Lobão mostram que ambos os senadores não estão preocupados com o momento de crise que o país se encontra, muito menos pesam que o reajuste pode prejudicar o orçamento do Maranhão, já que é a brecha para que aumentos de outros servidores sejam aprovados.

Nem na melhor das hipóteses, Roberto Rocha seria ministro no governo Bolsonaro

As especulações falam que Roberto Rocha estaria de olho no Ministério das Cidades

Não se sabe por quem o assunto foi levantado, mas a hipótese do senador Roberto Rocha assumir um cargo no futuro governo Bolsonaro é quase nula.

As especulações falam que Roberto Rocha estaria de olho no Ministério das Cidades, mas o mesmo já foi anunciado como um dos que vão ser extintos no próximo governo. A redução do número de ministérios faz parte da estratégia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para enxugar a máquina pública.

Outra questão é que os cargos do primeiro escalão serão ocupados por pessoas com nível técnico. Ministros que precisarão ter grande conhecimento para cada área.

O terceiro ponto é que, mesmo tendo declarado voto no segundo turno para Bolsonaro, o senador Roberto Rocha está ainda muito distante dos homens de confiança do presidente eleito e, certamente, Bolsonaro vai contemplar pessoas mais próximas a ele com cargos de confiança.

Se o objetivo é ter espaço no próximo governo é melhor Roberto Rocha ir se contentando em apenas ter suas pautas ouvidas, pois, após o fracasso nas urnas em 2018, ele precisará suar bastante para ganhar um espaço ao Sol.

De nanico, PSL se torna cobiçado por políticos maranhenses

A sigla passou a atrair olhares de, pelo menos, uma dúzia de políticos maranhenses de olho no crescimento da sigla

Quem pensou que a disputa pelo comando do PSL no Maranhão estivesse resumida apenas ao presidente da legenda, o vereador Francisco Carvalho, e à ex-candidata ao governo do Estado, Maura Jorge, está enganado. A sigla passou a atrair olhares de, pelo menos, uma dúzia de políticos maranhenses de olho no crescimento da sigla.

A disputa começou ainda na pré-campanha, quando já era dada como certa a candidatura do coronel reformado José Ribamar Monteiro, hoje no PHS. Com uma articulação via nacional, Maura Jorge chegou ao PSL e os problemas com o presidente estadual da legenda, Chico Carvalho, só aumentaram.

Após os resultados das urnas no primeiro turno, com o desempenho de Jair Bolsonaro e com o número expressivo de deputados federais eleitos e senadores – o que interfere diretamente no tempo de TV e rádio, além dos recursos do Fundo Partidário – mais políticos passaram a cortejar o partido.

Só nos últimos dias, o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) e o senador Roberto Rocha (PSDB) visitaram o presidenciável Jair Bolsonaro. O candidato já teve declarações de apoio de vários integrantes do grupo Sarney, como a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão.

Os nomes dos deputados federais eleitos Eduardo Braide e o pastor Gildenemyr, eleitos pelo PMN, sigla que não passou pela cláusula de barreira, já são cotados para ingressar no partido.

A disputa pelo diretório do PSL da capital São Luís também já está bem acirrada. Nomes como o do deputado estadual eleito Pará Figueiredo e do ex-vereador Fábio Câmara já são ventilados por apoiadores na disputa pelo diretório.

Mesmo que ainda esteja em andamento, a eleição de 2018 não terminou, mas já acirra os ânimos de membros do partido de Jair Bolsonaro para os próximos anos.

Derrotado, Roberto Rocha tenta ganhar 15 segundos de “fama” ao lado de Bolsonaro

Roberto Rocha colocou em suas redes que teria ido “atendendo convite”, como se o próprio Bolsonaro tivesse interesse em recebê-lo

Com votação pífia nas eleições para o governo do Maranhão, mas já de olho na possível vitória do presidenciável Jair Bolsonaro no próximo domingo (28), o senador Roberto Rocha (PSDB) tenta, de todas as formas, barganhar algo politicamente com o candidato do PSL, protagonista das eleições deste ano.

Na manhã de terça-feira (23), o senador, quarto colocado na disputa ao governo do Maranhão, deu um jeito pra conseguir chegar à casa de Bolsonaro na ânsia alucinada por uma foto com o presidenciável nas redes sociais. Roberto Rocha se aproveitou da ida de uma comissão de deputados para se infiltrar e chegar até Bolsonaro para fazer a foto e tentar, com isso, causar um falso “frisson”.

Roberto Rocha colocou em suas redes que teria ido “atendendo convite”, como se o próprio Bolsonaro tivesse interesse em recebê-lo, sendo Roberto Rocha o maior interessado nessa visita.

Em seu perfil oficial, Bolsonaro escreveu apenas que recebeu “rapidamente uma parte da ampliada bancada de Deputados Federais focados no aperfeiçoamento da destroçada Segurança Pública do Brasil!”, sem nem citar o nome do senador maranhense, Roberto Rocha.

O texto de Jair Bolsonaro mostra o verdadeiro motivo da visita de Roberto Rocha. O senador maranhense, derrotado na disputa pelo governo, está agindo para garantir sua sobrevivência política após o fracasso de seu projeto no Estado.

Roberto Rocha responde acusação de José Reinaldo de ser o culpado por sua derrota

O senador fala que não é daqueles que “buscam culpados”

O senador Roberto Rocha, presidente do PSDB no Maranhão, não deixou sem resposta o artigo do deputado federal José Reinaldo (PSDB), em que o culpava por sua derrota na disputa ao Senado Federal.

Rocha, quarto colocado na disputa ao governo do Estado, afirmou que perdeu “uma eleição amarga, enfrentando duas máquinas onipresentes na política do Maranhão, e ainda o surgimento de um novo fenômeno político nacional que contribuiu para afastar as possibilidades do PSDB surgir com chances de crescimento.”

“Minha candidatura, montada pelo PSDB para ajudar o palanque de Geraldo Alckmin, representou um esforço enorme que, por conta das circunstâncias que todos conhecem, acabou num ponto cego do radar eleitoral”

O senador fala que não é daqueles que “buscam culpados para as vicissitudes da política. Há que aprender as lições e seguir em frente. Por isso estranhei quando o ex-governador José Reinaldo, de posse dos resultados eleitorais, apontou um único culpado pela derrota de seu pleito. E esse culpado seria eu!”

Rocha enumerou as ações que fez para que José Reinaldo saísse candidato, como ter oferecido a única chance de competir por um partido com tempo de televisão e fundo eleitora. Citou ainda quando todos os candidatos a deputado do partido assinaram um documento manifestando apoio a candidatura de Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, mas que ele como presidente contornou a situação.

Em sua resposta, Rocha afirmou que José Reinaldo foi o único que recebeu 100% da verba do fundo eleitoral. Que Zé Reinaldo fez sua campanha no Rádio e na TV e nos impressos sem citar os nomes dos candidatos a governador e presidente da República do partido que financiava sua campanha.

O presidente do PSDB no Maranhão terminou sua resposta como seu melhor jeito pitoresco afirmando que “quem está morrendo afogado, jacaré é tronco”, se referindo ao ex-governador José Reinaldo.

Zé Reinaldo culpa Roberto Rocha por sua derrota e cita os erros do presidente da legenda

Roberto Rocha e o PSDB plantaram discórdia e colheram nesta eleição o prejuízo. Após anos de ótimos resultados e vitórias, o PSDB agora colhe derrotas e um futuro incerto

O ex-governador José Reinaldo (PSDB), em artigo publicado no Jornal Pequeno, creditou a sua derrota ao presidente do PSDB no Maranhão, o senador Roberto Rocha. Ele começou falando sobre a tentativa de consolidar o nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), ao governo do Estado, que, nas pesquisas qualitativas, sempre aparecia melhor posicionado do que Roberto Rocha, mas o senador foi irredutível.

“Conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador”, escreveu o ex-governador.

Zé Reinaldo afirmou que sua “candidatura ao Senado tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.”

O ex-governador também citou as candidaturas do PSDB, tanto a de governador, quanto a de presidente do país, “seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido.”

De fato, Roberto Rocha e o PSDB plantaram discórdia e colheram nesta eleição o prejuízo. Após anos de ótimos resultados e vitórias, o PSDB agora colhe derrotas e um futuro incerto. Sobre a liderança de Roberto Rocha, o partido deve avaliar as derrotas de Alexandre Almeida, Zé Reinaldo, Sebastião Madeira, Waldir Maranhão, Guilherme Paz, além do próprio presidente.

Derrotado e oportunista, Roberto Rocha tenta se encostar agora em Bolsonaro

Certamente, sem o retorno de Bolsonaro sobre a declaração de apoio, Roberto Rocha e o PSDB maranhense caminham para dias difíceis, com poucas alternativas para recuperar tudo o que foi perdido com essa eleição

As eleições de 2018 apresentam algumas curiosidades, uma delas podemos constatar que fogem totalmente das regras das eleições tradicionais. Na onda do “novo”, velhas figuras políticas tentam surfar na popularidade de figuras que estão em alta no momento. É o caso do senador Roberto Rocha, tradicionalmente de família política e que já exerce cargos públicos há muitos anos, ao declarar “apoio” ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) por oportunismo.

Sem obter sucesso na eleição e amargando a quarta colocação da disputa ao governo do Maranhão, Roberto Rocha aproveita o bom momento do candidato, para tentar sobreviver politicamente, já que até mesmo seu candidato a presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), saiu das urnas com apenas 4,76% dos votos.

Não se sabe ainda, se é de olho na sua popularidade e na liderança de Bolsonaro nas pesquisas, ou se apenas no intuito de tentar promover ações contra o governador Flávio Dino (PCdoB) por revanchismo. O fato é que o apoio de Roberto Rocha a Bolsonaro soa como uma espécie de “vingança burra” contra o governador.

Certamente, sem o retorno de Bolsonaro sobre a declaração de apoio, Roberto Rocha e o PSDB maranhense caminham para dias difíceis, com poucas alternativas para recuperar tudo o que foi perdido com essa eleição.

Sebastião Madeira perdeu para Ildon Marques e Davi Alves Júnior em Imperatriz

Fiador da intervenção que tirou o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e deu a presidência do PSDB para Roberto Rocha, Sebastião Madeira sentiu o impacto dos seus erros

Os resultados negativos do PSDB no Maranhão não foram só privilégio do atual presidente, o senador Roberto Rocha, quarto colocado na disputa pelo Governo Estado.

O secretário estadual da legenda e ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, pode ter creditado em seu nome o fracasso da legenda nestas eleições.

Fiador da intervenção que tirou o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e deu a presidência do PSDB para Roberto Rocha, Sebastião Madeira sentiu o impacto dos seus erros e terminou a disputa por uma das vagas à Câmara dos Deputados em 27º lugar.

Em Imperatriz, cidade onde já administrou, Sebastião Madeira tirou menos votos que o ex-prefeito Ildon Marques, seu adversário histórico. Madeira também ficou atrás do ex-deputado federal Davi Alves Silva Júnior.

Os candidatos de Sebastião Madeira também não se saíram bem em Imperatriz, a pesar de todo o prestígio de Madeira na cidade. O candidato Geraldo Alckmin ficou em quarto lugar, com apenas 3.646 votos. Roberto Rocha ficou também em quarto lugar com 3.670 votos. Para a disputa no Senado, Alexandre Almeida ficou em quarto lugar e Zé Reinaldo em sétimo lugar.