Eleições 2018 e a sobrevivência política de Waldir Maranhão

Para tentar sobrevivência política, só resta a Waldir Maranhão buscar a reeleição como deputado federal.

Durante entrevista à TV Guará, o senador Roberto Rocha (PSDB) fez um balanço sobre a situação do PSDB, que recentemente ganhou dois deputados federais e três estaduais.

Ao falar sobre a formação da chapa, Roberto foi enfático ao afirmar que os dois candidatos a senador de sua chapa serão Zé Reinaldo Tavares e Alexandre Almeida. Já o deputado Waldir Maranhão, que espalha aos quatro cantos ser pré-candidato ao Senado, terá que se contentar com uma tentativa de reeleição.

Waldir Maranhão poderia ser candidato a deputado federal na base do governador Flávio Dino com muito mais chances de eleição, mas sua sede de poder falou mais alto e deixou a base por achar que teria que ser candidato a senador. Se com Roberto Rocha, que há pouco tempo não tinha nem esboço de palanque, ele serve para ser candidato a Senado, imagine pela chapa da base governista após suas inconstâncias políticas e aparições diárias com figuras da oposição oligárquica.

Filiação de José Reinaldo Tavares gera crise interna no PSDB; Braide desafia Roberto Rocha…

Eduardo Braide desafia Roberto Rocha.

Com a filiação do deputado federal José Reinaldo ao PSDB, o ninho tucano tem se transformado em um cenário de crise de egos e provocações.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado do Maranhão, o senador e pré-candidato ao governo, Roberto Rocha, revelou que o deputado Eduardo Braide (PMN) faria parte da chapa encabeçada pelo PSDB (na majoritária ou proporcional). Ele sinalizou que o parlamentar pode ser seu vice ou mesmo disputar uma vaga de deputado federal na coligação.

O problema é que Braide  não gostou nada da ideia proposta pelo senador. Em resposta, o deputado fez um desafio ao senador tucano que circula em todas as resdes sociais e grupos de WhatsApp. “Faço uma proposta ao senador Roberto Rocha. Quem estiver melhor colocado nas pesquisas, até as convenções, será o candidato ao governo do grupo”, provocou o parlamentar.

Tanto Eduardo Braide quanto o deputado federal José Reinaldo Tavares parecem não acreditar no êxito de uma candidatura de Roberto Rocha ao governo. O debate tomou os atuais rumos, após o ex-governador ter anunciado filiação ao ninho tucano, insinuando que o PSDB teria dois palanques: um para o senador e outro para o deputado e que este já teria fechado apoio à pré-candidatura presidencial do ex-governador, Geraldo Alckmin.

O ex-governador tem dito que Eduardo Braide, caso seja candidato, teria melhor desempenho eleitoral do que Roberto Rocha, opinião que tem irritado o senador e seus aliados, criado mal-estar no ninho tucano.

Um dos que se irritou e fez declaração pública mostrando sua insatisfação foi o ex-prefeito de Imperatriz, pré candidato a deputado federal , Sebastião Madeira. O tucano imperatrizense tem dito que José Reinaldo t”precisa se enquadrar e aceitar que o candidato do PSDB é Roberto Rocha e não Eduardo Braide”.

E assim caminha essa nova crise instalada no ninho tucano, no pós anúncio de filiação de José Reinaldo Tavares.

Te cuida, Roberto Rocha! Zé Reinaldo agora quer o PSDB…

Zé Reinaldo vem se aproximando do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Deputado estaria a um passo de dar uma “bela rasteira” em Roberto Rocha

Após perder a briga pelo DEM para o deputado federal Juscelino Filho, o pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares (sem partido), mudou o foco e parte agora com tudo para tentar controlar o PSDB, capitaneado, no momento, pelo senador Roberto Rocha que é pré-candidato ao governo do Maranhão e apontado como possível “laranja” do grupo Sarney. Nos bastidores, há rumores de que o ex-governador articula uma possível “rasteira política” no tucano.

Um dos claros objetivos de Ze Reinaldo seria levar o partido tucano para apoiar a candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN) ao governo do Estado, sob a alegação de que Roberto Rocha “não decola nas pesquisas e na disputa pela sucessão do governador Flávio Dino”.

Zé Reinaldo vem mantendo contatos com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, presidente do PSDB e pré-candidato ao Planalto ao mesmo tempo. Segundo a revista Época, eles conversam sobre as eleições no Maranhão, numa tentativa de resolver o palanque tucano no Estado, e, obviamente, sem a presença de Roberto Rocha.

Zé Reinaldo, que estava de malas prontas para o DEM e chegou até a anunciar data de filiação, poderá se filiar ao PSDB mesmo, aplicando uma bela “rasteira” em Roberto Rocha. Briga promete. É aguardar!

PSDB torna-se partido nanico no Maranhão…

Hoje, no PSDB não tem nenhuma liderança capaz de concorrer a um mandato eletivo com possibilidade de êxito.

A crise pela qual passa o PSDB no Maranhão vai muito além de uma guerra pelo poder no ninho local; e, ao que parece, caminha, cada vez mais, para o enfraquecimento político.

Essa peleja é reflexo direto da desarticulação do senador Roberto Rocha, pré-candidato ao governo do Estado, que, ao contrário do que prometeu ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e demais dirigentes tucanos, está transformando o PSDB num partido nanico, sem expressão.

Ao que tudo indica, o partido sairá das eleições de 2018 menor do que está. Inclusive, sua atual bancada de deputados na Assembleia Legislativa está em migração para outros partidos.

A inconsistência do PSDB no Maranhão…

Roberto Rocha durante discurso no evento realizado na última quinta.

Prometido como o evento que iria mudar os rumos do PSDB no Maranhão, o ato realizado pelo senador Roberto Rocha e pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, na quinta-feira (15), para a chegada de novos filiados à legenda, foi um verdadeiro fracasso.

Esperava-se a filiação de prefeitos, deputados, potenciais candidatos aos mandatos na Assembleia Legislativa e Câmara Federal, mas a única figura pública a se filiar ao PSDB foi o vereador de São Luís, Estevão Aragão. Outras “figuras de peso”, que desembarcaram na legenda, foram os caricatos João Câncio e João Bentivi.

Nem a deputada Graça Paz (PSL) e o vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Júnior (MDB), que eram cotados para entrar na legenda, filiaram-se ainda.

O efeito Roberto Rocha vai diminuindo, cada dia mais, o PSDB no Maranhão. Mais de 20 prefeitos já começaram a se desfilar do partido. O deputado estadual Neto Evangelista já está com as malas prontas para desembarcar no DEM e o deputado Sérgio Frota no PR.

O suplente de deputado estadual, Marcos Caldas, já está filiado ao PTB e o suplente de senador Pinto Itamaraty, juntamente com o vice-governador, Carlos Brandão, já estão filiados ao PRB.

A apatia do PSDB nada se compara com a legenda de anos anteriores. Até a juventude do partido, sempre atuante, não comparece mais aos eventos.

O PSDB de Roberto Rocha e Sebastião Madeira faz jus ao meme muito conhecido nas redes sociais. O partido hoje anda “xoxo, capenga, manco, anêmico, frágil e inconsistente”.

Coletiva de imprensa deve anunciar os rumos do PSDB no Maranhão…

Nesta quinta-feira (15), será concedida uma coletiva de imprensa pelo presidente do Diretório Estadual do PSDB no Maranhão, senador Roberto Rocha. Na ocasião, será discutida a conjuntura política do Maranhão e os novos rumos da legenda no Estado para as eleições 2018.

O encontro com jornalistas, marcado para as 17h30, acontecerá no auditório do escritório de representação política do senador em São Luís.

Roberto Rocha, as pesquisas e a instabilidade política…

O nome do senador apareceu na quinta colocação, com apenas 1,22% das intenções de votos na pesquisa da TV Difusora/DataIlha, divulgada na última quinta-feira (15).

Após lançar sua pré-candidatura ao governo do Estado e assumir o PSDB do Maranhão, via intervenção nacional, o senador Roberto Rocha segue sumido e sem movimentação política.

Esta semana, o nome de Roberto Rocha aparece apenas na quinta colocação, na corrida pelo governo do Estado, com apenas 1,22% das intenções de votos na pesquisa da TV Difusora/DataIlha, divulgada na quinta-feira (15).

Apontado como possível “laranja” do grupo Sarney e rompido com o grupo pelo qual se elegeu senador, Roberto Rocha segue sem pontuação significativa nas pesquisas.

Há quem diga que a fama de “desagregador” do senador estaria refletindo nas suas articulações políticas. Sua última aparição política foi há 42 dias, quando comemorou a aprovação da Medida Provisória no Senado Federal que deve garantir aos municípios um incremento de receita oriunda da exploração e transporte de minérios e de atividades relacionadas a cargas e descargas em portos.

Roberto Rocha aproveitou esse tempo de recesso para tirar férias nos Estados Unidos e, após quase dois meses, segue, de forma apática, sem filiar nenhum vereador, prefeito ou deputado ao PSDB, muito menos anunciando adesões de partidos ao seu projeto político de candidatura ao governo.

Suas redes sociais também seguem sem movimentação. No Carnaval, o senador publicou somente uma postagem genérica desejando uma boa folia aos brincantes e preferiu se manter longe do povo.

Aliança entre PCdoB e PSB em São Paulo pode deixar Roberto Rocha isolado na disputa pelo governo do Maranhão

Senador Roberto Rocha

As articulações políticas para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, envolvendo o atual vice-governador Márcio França, podem acabar de vez com a incerteza sobre o apoio do PSB à candidatura de Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão e deixar o senador Roberto Rocha (PSDB) totalmente isolado.

Para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, o senador, ex-socialista, espera contar com o apoio do PSB em sua coligação e somente com a escolha da nova Executiva Nacional Roberto terá a definição.

Atualmente, dois grupos se articulam para a eleição do PSB Nacional prevista para março: o grupo ligado ao atual presidente nacional, Carlos Siqueira, e ao presidente estadual Luciano Leitoa; e o grupo de Márcio França, ligado ao governador Geraldo Alckmin e a Roberto Rocha.

Roberto Rocha acredita que a vitória de Márcio França fará com que o PSB nacional realize uma intervenção no estado e obrigue o partido a apoiá-lo mesmo a contragosto dos filiados.

Acontece que as últimas articulações em São Paulo aproximaram Márcio França e o PCdoB, ao anunciar o apoio do PR à sua candidatura no último dia 15. Márcio França falou sobre a “99% de certeza” de contar também com o apoio do PCdoB em sua coligação.

A aproximação dos comunistas e socialistas certamente trará dobradinhas em outros estados, incluindo o Maranhão, onde os comunistas têm na reeleição do governador Flávio Dino seu principal objetivo.

Roberto Rocha continua isolado politicamente. A inviabilidade da coligação do PSB significaria uma perda enorme no tempo de TV e faria com que o PSDB maranhense entrasse sozinho na disputa pelo Palácio dos Leões.

Até na “Vox Populi”: Ricardo Murad, Roberto Rocha e Roseana são campeões em rejeição…

 

A controversa “pesquisa” (101%) encomendada pelo marqueteiro Janderson Landim, da Jakarta Publicidade, e atribuída ao Vox Populi, coincide, pelo menos, em uma aferição com os demais levantamentos realizados no Estado: a rejeição.

De acordo com a análise, Ricardo Murad, com 37%, Roberto Rocha, com 31%, e Roseana Sarney, com 30%, lideram a avaliação negativa de todos os nomes de pré-candidatos ao governo do Estado nas eleições de 2018.

Em seguida aparece o nome da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, com 27%, e da deputada federal Eliziane Gama, com 21%. Os  nomes menos rejeitados pelos maranhenses são os do governador Flávio Dino (20%) e do deputado estadual Eduardo Braide (17%).

Outro lado

Por outro lado, a pesquisa Vox Populi (pasmem!) coloca a ex-governador Roseana Sarney como a que tem avaliação mais positiva, com 42%. Seguida pelo governador Flávio Dino (40%), Eduardo Braide (22%), Eliziane Gama (22%), Roberto Rocha (15%), Maura Jorge (11%) e Ricardo Murad (10%).

Apesar de na frente na avaliação positiva, Roseana Sarney perde em todos os cenários para o governador Flávio Dino. Tando no primeiro turno (37% a 35%), quando no segundo turno (58% a 43%).

A controvertida pesquisa ainda vai dar o que falar no meio político do Maranhão. Tanto pela soma errada – de 101% – quanto pelas contradições dos números apresentados pelo levantamento.