Acusados no episódio que envolve o PMDB podem pegar até oito anos de prisão, se condenados…

Sarney e Lobão foram denunciados

O ex-senador José Sarney e o senador Edison Lobão, acusados de integrar organização criminosa que teria desviado R$ 864 milhões, após denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu ao STF (Supremo Tribunal Federal), na última nesta sexta-feira (8), podem pegar até oito anos de prisão, caso sejam condenados em sentença transitada e julgada.

Janot pediu que os sete denunciados sejam condenados por organização criminosa, com as penas de três e oito anos de prisão, perda de função pública e pagamento de multa de R$ 200 milhões – R$ 100 milhões pelos danos patrimoniais (desvios) e R$ 100 milhões por danos morais causados pelas condutas dos acusados.

Além dos maranhenses, foram denunciados os senadores Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA), além do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado (CE), que teriam gerado prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República).

O grupo, que supostamente desviou recursos públicos e obtido vantagens indevidas no âmbito da administração pública, teria atuado desde pelo menos 2004 “até os dias atuais”.

Conforme aponta a denúncia, ao “aparelhar” um grupo de cargos diretivos e oferecer facilidades a agentes privados, as lideranças políticas propiciavam um ambiente de criminalidade acentuada, onde eram praticados crimes como corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação, cartelização e evasão fraudulenta de divisas.

Janot quer Moro analisando denúncia contra Sarney…

Sarney foi denunciado juntamente com Renan Calheiros, Romero Jucá, Garibaldi Alves Filho e Valdir Raupp por um esquema de desvios relacionado à Transpetro

 

Exame

Brasília – Na cota da denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a cúpula do PMDB no Senado por um esquema de desvios relacionado à Transpetro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faz uma solicitação específica para que a acusação contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB) seja encaminhada para a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, porque o peemedebista não tem prerrogativa de foro no STF.

Caberá ao relator Edson Fachin decidir se desmembra o inquérito no Supremo atendendo ao pedido de Janot ou não.

Recentemente, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as citações a Sarney feitas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, deveriam permanecer sob análise no STF, e não serem enviadas à primeira instância.

Para justificar o envio a Curitiba mesmo diante da negativa anterior, Janot afirma que “fatos novos mostram a necessidade de desmembramento do feito para José Sarney”.

Brasília – Na cota da denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a cúpula do PMDB no Senado por um esquema de desvios relacionado à Transpetro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faz uma solicitação específica para que a acusação contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB) seja encaminhada para a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, porque o peemedebista não tem prerrogativa de foro no STF.

Caberá ao relator Edson Fachin decidir se desmembra o inquérito no Supremo atendendo ao pedido de Janot ou não.
Recentemente, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as citações a Sarney feitas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, deveriam permanecer sob análise no STF, e não serem enviadas à primeira instância.Para justificar o envio a Curitiba mesmo diante da negativa anterior, Janot afirma que “fatos novos mostram a necessidade de desmembramento do feito para José Sarney”.Ainda segundo Janot, a decisão da Segunda Turma determinou “apenas provisoriamente” a competência do Supremo Tribunal Federal para tratar dos fatos envolvendo a Sarney.Janot diz que, por esse motivo, “as condutas foram incluídas na denúncia”, mas ressalta que a Segunda Turma havia previsto a possibilidade de “posterior reanálise pelo Relator da possibilidade de desmembramento”.

Janot também pede o desmembramento do caso na parte que envolve José de Almeida Lima, secretário de Estado em Sergipe, com foro no Tribunal de Justiça daquele Estado.

“Assim, simetricamente, compete ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região processar e julgar as suas condutas”, disse.

Em nota à imprensa sobre o teor da denúncia, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa José Sarney e Romero Jucá, afirmou que é uma denúncia de um “procurador em final de carreira” e baseada em uma delação “desmoralizada”.

A nota não tocou no ponto do pedido de Janot para que a análise do caso de Sarney seja feita na primeira instância.

“Nós entendemos que quase certamente, inclusive quando a PF terminou o inquérito na primeira fase relativa à delação do Sergio Machado, ela recomendou à delegada que o Sergio Machado perdesse os benefícios, não existe nenhum motivo para fazer essa denúncia tecnicamente falando, o que existe é a palavra de um delator desmoralizado, um delator que, ele sim, talvez tenha cometido crime ao gravar ilegalmente e de forma imoral o senador Sarney e o senador Jucá”, disse Kakay em nota à imprensa.

“Então, eu reputo isso mais a uma despedida do dr. Rodrigo Janot, que durante boa parte do seu tempo de mandato não denunciou praticamente ninguém. Enquanto Lava Jato de Curitiba apresentou várias denúncias com andamento extremamente rápido, durante todo esse período da Lava Jato, o dr. Janot não apresentou nenhum tipo de denúncia. Agora, imagino com aquele frase infeliz dele de que onde tiver bambu vai ter flecha, ele vai denunciar todos os inquéritos tendo ou não qualquer tipo de indício para isso”, afirmou o advogado.

Janot abre novo inquérito contra senador Edison Lobão

Situação de Edson Lobão cada vez mais complicada

Senador Edison Lobão em mais um inquérito.

Por supostas organizações criminosas formadas por partidos políticos como PT, PMDB e o PP, o senador EdisonLobão deve ser alvo de nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Janot abriu inquérito em 2015, tendo com base as delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, para apurar crime de formação de quadrilha de parlamentares dos três partidos. Com o andamento da investigação, ele decidiu desmembrar o inquérito em investigações separadas. O objetivo é concluir o inquérito antes do término do seu mandato, em meados de setembro.

No PT, estão entre os investigados o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ex-ministros Jaques Wagner, Antonio Palocci e Ricardo Berzoini. Já no PMDB, além de Lobão, estão na mira da Justiça o presidente Michel Temer e os senadores Romero Jucá (RR) e Renan Calheiros (AL).

 

Sarney não quer Nicolao Dino como procurador-geral por ser irmão de Flávio Dino…

Época

Nicolao Dino foi o primeiro da lista, mas Temer pode não escolhê-lo porque Sarney não o quer como procurador-geral por ser ele irmão de Flávio Dino

O ex-presidente da República se tornou um dos maiores conselheiros de Temer, que escolherá o sucessor de Rodrigo Janot

O subprocurador da República, Nicolao Dino, foi o mais votado (621 votos) na lista tríplice de candidatos ao cargo de procurador-geral da República. A eleição foi realizada na terça-feira (27). Ele ficou à frente de Raquel Dodge (587 votos) e de Mario Bonsaglia (564 votos).

Desde 2003, a liderança na lista tríplice garantiu a indicação ao cargo pelo presidente da República. Dino, no entanto, tem um importante obstáculo fora do Palácio do Planalto e da própria Procuradoria-Geral da República: o ex-presidente José Sarney.

 Dino é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino, que é adversário histórico de Sarney. O ex-senador se tornou um dos principais conselheiros de Temer nos últimos meses e já deixou claro ao presidente sua contrariedade em relação a uma possível indicação de Nicolao Dino.

O terceiro lugar na disputa, Mario Bonsaglia, é considerado o preferido do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o que, a esta altura, não é grande diferencial. Raquel Dodge, aparentemente, goza de certa vantagem em relação aos outros dois candidatos.

A não indicação do primeiro lugar, no entanto, costuma ser mal interpretada na Procuradoria-Geral da República. Será que Temer levará isso em conta num momento em que está sendo acusado de corrupção pelo órgão?

Deputado repercute na Assembleia denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer

Segundo Othelino Neto, o procurador-geral da República apresentou apenas uma denúncia agora, mas pode protocolar ainda outras no prazo de cinco dias

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) repercutiu, na sessão desta terça-feira (27), a denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer (PMDB).

“Depois de cassar a ex-presidente Dilma Rousseff, e, aliás, sem até hoje ter tido sequer uma denúncia contra ela,  chegamos ao ponto de um presidente da República, pela primeira vez na história, ser denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva”, comentou.

Segundo Othelino Neto, o procurador-geral da República apresentou apenas uma denúncia agora, mas pode protocolar ainda outras no prazo de cinco dias. “Então, o país, que já enfrenta uma instabilidade econômica e política, tem a tendência de agravá-la mais ainda. Em breve, o Supremo Tribunal Federal irá pedir permissão à Câmara dos Deputados para que o presidente da República vire réu e, se isso acontecer, ele será automaticamente afastado do cargo”, comentou.

Para Othelino Neto, o Brasil continua sofrendo muito com um  presidente  que carece de legitimidade, de respeitabilidade e não tem o reconhecimento da população. Ele ressaltou que Michel Temer tem apenas 7% de aprovação do povo brasileiro. Segundo o parlamentar, não poderia ser diferente, pois o peemedebista chegou ao poder graças a uma articulação golpista.

O deputado lembrou, na tribuna, que o procurador não só faz referência a esta conduta específica do diálogo de Michel Temer com o empresário Joesley Batista, que gozava de grande intimidade antes da denúncia a ponto de trocarem favores pessoais, de falar da boa forma física do delator e de valores para pagar o silêncio  do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), um dos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff.

“Michel Temer, depois de estimular a compra do silêncio de Eduardo Cunha, cometeu  não só o diálogo, mas uma série de crimes. E o Brasil, infelizmente, está nesta situação vexatória, dificultando, cada vez mais, a vida dos brasileiros e a sua imagem lá fora. Todos aqueles, que se arvoraram de paladinos da moralidade, estão caindo de podre no Brasil, envolvidos nessas denúncias, não só essa da JBS, como outras”, disse Othelino Neto.

O deputado lamentou o fato de esses mesmos agentes políticos, envolvidos nessas denúncias, fazerem uma campanha permanente para tentar desmoralizar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Até aqueles que se serviram dos governos do PT e foram até ministros, agora ficam tentando dizer que a corrupção no Brasil foi culpa exclusiva do PT. Mas, apesar desse massacre midiático, a cada pesquisa, confirma-se uma verdade, Lula, a quem já fiz críticas inclusive nesta tribuna pelas alianças excessivamente à direita, continua sendo um grande líder popular, disparado em qualquer sondagem. Tentam toda armação para torná-lo inelegível para ver se conseguem fabricar um candidato, seja ele um sujeito desqualificado como Jair Bolsonaro, seja um prefeito desequilibrado como o João Dória”, concluiu.

De novo! Janot pede ao STF abertura de mais um inquérito para investigar Lobão

Globo.com

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito sobre o suposto envolvimento do senador Edison Lobão (PMDB-MA) com a holding Diamond Mountain, nas Ilhas Cayman.

O procurador também pediu a quebra do sigilo bancário do parlamentar entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2012.

A suspeita é de crime contra o sistema financeiro e de utilização da holding Diamond Mountain para tentar obter benefícios junto aos fundos de investimentos controlados pelo governo federal, entre os quais o Postalis, dos Correios.

Alvo de quatro inquéritos no Supremo (leia mais informações ao final desta reportagem), Lobão nega as acusações. Segundo a defesa, ele nunca teve ligação com a Diamond Mountain.

Os pedidos serão analisados pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, a quem cabe autorizar a investigação.

A apuração sobre a Diamond Mountain começou em julho de 2014 na Justiça Federal de São Paulo mas, diante de uma testemunha ter citado possível envolvimento de Lobão, a juíza Fabiana Alves Rodrigues mandou tudo para o Supremo.

Nessa decisão, a juíza destacou que o Ministério Público Federal não via indícios para investigar Lobão, mas que, pelo entendimento do Supremo, cabe ao STF decidir o que fazer depois de ouvir a Procuradoria Geral da República.

Janot pediu, em setembro de 2015, coleta de mais informações antes de definir se pediria ou não abertura de inquérito.

Entre as diligências pedidas, Janot requereu compartilhamento de provas produzidas em investigação sobre Lobão na Operação Lava Jato, como a agenda de Lobão como ministro de Minas e Energia, para saber se ele se reuniu com pessoas ligadas à holding.

Agora, o procurador disse que a agenda de Lobão confirmou diversas reuniões com representantes da empresa. E que a suspeita é de que ele era sócio-oculto da Diamond. Segundo ele, os dados coletados exigem o aprofundamento das investigações, com abertura de um inquérito.

TENSÃO! Janot pede ao STF 83 inquéritos para investigar políticos citados por delatores…

G1

Procurador também fez 211 pedidos de remessa para outras instâncias dos casos de pessoas sem foro no STF. Pedidos são baseados em delações da Odebrecht. Ministro Fachin decidirá se autoriza.

Rodrigo Janot deve abrir mais 83 inquéritos contra citados na Lava Jato

A tensão é grande no grupo Sarney com a expectativa de saber quem são os políticos que responderão a novos inquéritos  por citação de delatores ouvidos na operação Lava Jato. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou, nesta terça-feira (14), ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos citados nas delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht e da petroquímica Braskem (empresa do grupo Odebrecht).
Não foram divulgados os nomes dos alvos dos pedidos porque a solicitação tem caráter sigiloso. O procurador-geral pediu a retirada do segredo de Justiça de todo o material, sob o argumento de que é necessário promover transparência e atender ao interesse público.
Sete funcionárias da Procuradoria-Geral da República chegaram às 17h06 ao Supremo Tribunal Federal com as 11 caixas de documentos para serem protocolados, segundo informou a GloboNews.
Os pedidos de abertura de inquérito foram enviados ao Supremo Tribunal Federal porque entre os alvos há autoridades com foro privilegiado, isto é, que só podem ser investigadas (e depois julgadas, se for o caso) com autorização do STF. São os casos de deputados e senadores, por exemplo. Governadores são investigados e julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No total, a Procuradoria Geral da República fez ao Supremo 320 pedidos, dos quais:
83 pedidos de abertura de inquérito. 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça, 7 pedidos de arquivamento e 19 outras providências.
O relator da Operação Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, é quem decidirá se os inquéritos serão autorizados e se o sigilo será removido. O material protocolado nesta terça pela PGR deverá chegar ao gabinete de Fachin – após a tramitação interna no Supremo – no final desta semana ou início da semana que vem. Somente depois disso é que o ministro terá condições de começar a analisar os pedidos.
Os 77 delatores prestaram no final do ano passado aproximadamente 950 depoimentos nos quais relataram como se dava a relação da Odebrecht com o mundo político. Nesses depoimentos, segundo a TV Globo apurou, são mencionados os nomes de pelo menos 170 pessoas, entre as quais políticos com foro e sem foro privilegiado.

Nova ‘lista do Janot’
Os políticos que serão investigados – se o ministro Fachin autorizar a abertura dos inquéritos – integrarão a apelidada “nova lista do Janot”.
Há dois anos, o procurador-geral já havia pedido, de uma só vez, autorização para apurar o suposto envolvimento de 47 parlamentares e ex-parlamentares com o esquema de corrupção que atuava na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato.
Naquela ocasião, coube ao então relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki, dar aval para as investigações da chamada primeira “lista do Janot”. Teori morreu em janeiro em um acidente aéreo no litoral do Rio de Janeiro e foi substituído na função por Fachin.
Quando os primeiros pedidos de investigação em sigilo chegaram ao STF em março de 2015, o então relator da Lava Jato, Teori Zavascki, levou quatro dias para liberar o conteúdo.
De acordo com a Procuradoria Geral da República, as delações foram negociadas durante dez meses, período em que foram realizadas 48 reuniões entre as partes.
No total, informou a PGR, os depoimentos dos delatores mobilizou durante uma semana 116 procuradores da República em 34 unidades do Ministério Público Federal de todas as regiões do país.
As etapas do processo
Entenda abaixo cada etapa dos processos, da investigação ao julgamento:
Na preparação dos pedidos de abertura de inquérito, os procuradores da República pesquisam se determinado episódio mencionado pelos delatores nos depoimentos já faz parte de outro inquérito que já esteja em andamento. Nesse caso, as novas provas entregues pelos executivos da Odebrecht devem ser juntadas a esses processos em andamento.
Se já não houver investigação sobre o caso, o grupo de procuradores ainda busca declarações contidas em delações mais antigas que possam reforçar as suspeitas para pedir a abertura de um novo inquérito.
Uma terceira possibilidade é o pedido de arquivamento de uma citação, se for considerado que não há indícios do cometimento de crime ou de sua autoria.
Quando chega à Justiça, o pedido de investigação ainda é analisado pelo magistrado responsável, que só então autoriza o início das diligências – que envolvem coleta de provas, depoimentos de testemunhas e também do próprio investigado.
Se ao final dessa fase, o Ministério Público considerar que há provas suficientes, apresenta uma denúncia, com acusações formais de crimes imputados.
Novamente, caberá ao Judiciário decidir se aceita a denúncia, o que leva à abertura de uma ação penal e torna o investigado réu num processo criminal.
É nessa fase que a defesa pode apresentar provas de inocência do acusado e tentar a absolvição.
A etapa final é o julgamento, que declara se há ou não culpa e qual a pena a ser aplicada.

Janot pede nova investigação sobre Renan, Jucá, Sarney e Machado na Lava Jato

Globo.com

Em gravação, o ex-presidente Sarney afirmou que a delação premiada de executivos da Odebrecht seriam “uma metralhadora de [calibre] ponto 100”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, nesta segunda-feira (6), ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de novo inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-presidente José Sarney (PMDB-AM) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado. Eles são suspeitos de criar embaraços às investigações da Operação Lava Jato.
Renan, Jucá e Sarney tiveram conversas com Sérgio Machado gravadas pelo ex-diretor da Transpetro, que se tornou posteriormente um dos delatores do esquema de corrupção.
Nessas conversas, eles discutiram, por exemplo, formas de “estancar e impedir, o quanto antes” os avanços das apurações sobre políticos – especialmente do PMDB, do PSDB e do PT –, inclusive mediante supostos acordos com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com aprovação de novas leis que, na visão da PGR, poderiam inibir as investigações e esvaziar os processos judiciais.
Versões
À TV Globo, a assessoria de Renan Calheiros informou que ele não praticou nenhum ato para embaraçar ou dificultar qualquer investigação e que sempre foi colaborativo. “O senador reafirma que a possibilidade de se encontrar qualquer impropriedade em suas contas pessoais ou eleitorais è zero. O senador está convencido que, a exemplo do primeiro inquérito, os demais serão arquivados por absoluta falta de prova.”
Também à TV Globo, o advogado que representa José Sarney e Romero Jucá informou considerar importante a abertura do inquérito para comprovar que o crime foi comedito por Sérgio Machado, que gravou as conversas.
Procurada, a defesa de Sérgio Machado informou que não tem ciência do pedido da PGR e por isso não iria se manifestar.
As conversas gravadas
Numa das conversas gravadas por Sérgio Machado, Renan Calheiros defende que “não pode fazer delação premiada preso”. “Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”, disse o senador a Machado em março do ano passado. Para investigadores, isso poderia desestimular empresários envolvidos em corrupção a confessar os crimes.
À época, Renan afirmou que os diálogos “não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas”.
Jucá, por sua vez, foi gravado dizendo que era preciso um “pacto” para tentar barrar a Lava Jato. “Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa p… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse.
Questionado, ele disse, em maio do ano passado, que os diálogos reiteraram seu posicionamento sobre a crise política e econômica do país. De acordo com o peemedebista, o termo “delimitar” usado na conversa não significa “barrar” a Lava Jato, mas definir quem é culpado, o crime, e a punição de cada acusado.
Em outra gravação, o ex-presidente Sarney afirmou que a delação premiada de executivos da Odebrecht seriam “uma metralhadora de [calibre] ponto 100”. Em nota, Sarney disse lamentar que “conversas privadas tornem-se públicas, pois podem ferir outras pessoas que nunca desejaríamos alcançar”.

E AGORA? Janot recebe informações sobre conta de Lobão na Suíça…

Com informações de Lauro Jardim e George Marques

Consta que o delator Luiz Carlos Martins disse que Edison Lobão recebeu R$ 2 milhões da Camargo Corrêa e que o pagamento se relacionava à obra da usina de Belo Monte

Consta que o delator Luiz Carlos Martins disse que Edison Lobão recebeu R$ 2 milhões da Camargo Corrêa e que o pagamento se relacionava à obra da usina de Belo Monte

A Procuradoria da Suíça já enviou ao procurador geral da República, Rodrigo Janot, todos os dados da conta secreta que o ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (foto), mantinha no país. As operações seriam relacionadas a propinas da famosa usina de Belo Monte.

Consta que o delator Luiz Carlos Martins disse que Edison Lobão recebeu R$ 2 milhões da Camargo Corrêa e que o pagamento se relacionava à obra da usina de Belo Monte.

Segundo tweet do jornalista e social média George Marques, o ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, disse, em delação premiada, que Edison Lobão recebia mesada de R$ 300 mil por mês.

Em junho deste ano, o delator Luiz Carlos Martins, ligado à empreiteira Camargo Corrêa, afirmou, em depoimento, que cogitou comprar R$ 1 milhão em suco de fruta, junto ao empresário Ilson Mateus, para maquiar suposta propina ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), nas obras da Usina de Belo Monte. O executivo prestou novas declarações à Polícia Federal, em Brasília, no fim de março, e reiterou tudo o que disse em sua delação premiada.

Neste depoimento, Luiz Carlos Martins detalhou a ‘operacionalização dos pagamentos’ a Lobão, que teriam ocorrido em 2011, e envolveu a empresa AP Energy Engenharia e Montagem LTDA. Lobão, na ocasião, era ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff.
“O ‘caminho’ utilizado para fazer o dinheiro chegar ao destinatário, o então ministro de Minas e Energia Edison Lobão, foi mencionado em reunião do Conselho-Diretor do CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte); que, especificamente, recorda-se que foram cogitados vários “caminhos”, sendo que um deles envolvia Luiz Fernando Silva,
que teria sido Secretario Estadual no Maranhão e que teria vínculos com o então ministro Lobão”, relatou o delator.

Luiz Carlos Martins disse à PF que precisava ‘efetivar os repasses’ e solicitou ao funcionário da Camargo Corrêa, Gustavo da Costa Marques, que fosse ao Maranhão para se certificar do suposto vínculo entre Luiz Fernando Silva e o então ministro Lobão. Ao retornar, contou o executivo, Gustavo Marques afirmou que o ‘caminho era aquele mesmo, ou seja, via Luiz Fernando Silva’.
De acordo com o executivo, Gustavo Marques lhe deu o telefone de contato de Luiz Fernando Silva e informou que os valores deveriam ser encaminhados também a um empresário de nome Ilson Mateus.

“Como se tratava de um empresário atuante no ramo de supermercados, houve dificuldade da parte do declarante quanto à forma de contratação de alguma empresa desse setor pela Camargo Corrêa, de modo que os valores pudessem ser remetidos ao Maranhão”, relatou Luiz Carlos Martins. “Enquanto discutia essa dificuldade com Gustavo Marques, em momento de descontração, surgiu a ideia de aquisição de R$ 1 milhão em suco de fruta, o que ilustra a dificuldade que havia em operacionalizar o envio do dinheiro.”