Disputa interna pode desestabilizar grupo Sarney


A indefinição dos candidatos do grupo Sarney está criando enorme embaraço. Após sair do último pleito com seu grupo desestabilizado, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) viu antigos aliados aderirem ao grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e seu poder dentro do Estado diminuir drasticamente.

Partidos como: PTB, PP, DEM, PR, PRB e PROS já anunciaram apoio ao governador Flávio Dino, diminuindo o tempo de TV, tão fundamental para o grupo sarneísta. Roseana, que chegou a ensaiar uma possível candidatura ao governo do Estado, olha, cada vez mais distante, uma possível vitória e já dá claros sinais de desistência.

A ex-governadora enxerga que a candidatura ao Senado seria mais viável e garantiria o foro privilegiado que tanto deseja.priblema é que essa candidatura abriria, de vez, o racha do grupo Sarney.

Seu irmão, Sarney Filho (PV), após nove mandatos como deputado federal, anunciou sua candidatura ao Senado Federal em 2017.

Oracha interno já estava declarado com o escanteio do senador João Alberto (MDB), que teve de ser deixado de lado para a candidatura de Sarney Filho. Ocorre que, com o desejo de Roseana em disputar a outra cadeira ao Senado, mais um aliado pode sofrer um duro golpe, ou seu irmão ser obrigado, mais uma vez, a disputar um cargo de deputado federal.

Tempos obscuros pairaram sobre o grupo Sarney e, talvez, nem mesmo o ex-presidente possa resolver essa situação de controlar a vontade de poder de seus antigos aliados e nem a disputa acirrada de seus filhos.

Sem Lula, Roseana Sarney agora espera Temer para confirmar candidatura

Roseana Sarney

A menos de dez meses para a eleição, a quatro vezes ex-governadora Roseana Sarney espera um sinal de Brasília para oficializar sua candidatura. E começar sua campanha, segundo ela suspensa desde o ano passado por uma “gripe”.

A enfermidade, todos sabem, é outra. Além da alergia a votos que a família atualmente sofre, a família Sarney anda penando de um mal estar bem comum entre os brasileiros na era Temer: a lisura.

Roseana Sarney não quer meter a mão em suas contas pessoais para bancar viagens ao interior, eventos, além do “apoio” a aliados que sempre marcou o modus operandi da política da família.

Nem seu irmão Fernando, o contador da família, aceita comprometer as combalidas finanças da Mirante, única empresa da família, para custear a quinta campanha da irmã.

Roseana aguarda agora o que foi prometido ao seu pai, Sarney, ano passado: o apoio do governo Temer para fazer sua campanha.

Se ocorrer o mesmo que aconteceu com os prefeitos maranhenses a quem ela prometeu que Temer ajudaria no fim do ano, vai esperar até outubro.

Roseana admite dívida com o povo do Maranhão, diz que não quer olhar pro passado e fala em se renovar…

Roseana Sarney diz que não quer olhar para o passado e fala em se renovar

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, esteve na cidade de Chapadinha, na segunda-feira (11), para participar de um evento evangélico. Na ocasião, ela reuniu meia dúzia de correligionários na cidade para um bate-papo sobre seu futuro político. Autocrítica, ela admitiu que tem uma dívida com o povo do Maranhão, mesmo depois de governar o Estado por 14 anos.

Talvez a declaração de Roseana tenha surgido após uma autorreflexão da sua péssima administração à frente do Maranhão, que deixou o Estado entre os piores do país em todos os índices de qualidade de vida, saúde, educação, entre outros. “Eu sou uma pessoa que não olha para o retrovisor. Eu não quero saber o que se passou”, admitiu.

Roseana reconheceu também que tem “um débito, uma dívida com o povo do Maranhão”. Talvez por ter feito o Estado regredir quando teve a chance de desenvolver e melhorar a qualidade de vida da população. Por isso, ela assumiu também que se afastou “das pessoas e dos políticos”.

Sobre o seu futuro, a filha de José Sarney falou sem convicção sobre uma possível candidatura no ano que vem. “Resolvi lançar uma pré-candidatura. Você não pode dizer ainda que é uma candidatura porque ainda falta muito tempo. Estou me preparando para isso”, disse, admitindo que “não posso dizer que eu vou fazer a mesmíssima coisa. Não existe isso. Se você não se renova há uma decepção generalizada de todos”.

Pelas suas palavras aos seus correligionários, deu pra perceber que a própria Roseana Sarney reconhece o seu desastroso governo à frente do Maranhão. Agora, ela tenta usar a lábia para ludibriar o eleitor maranhense de que mudou. O problema é que, pela reação das pessoas nas redes sociais, vai ser difícil cair, mais uma vez, nessa conversinha mole da “princesa da oligarquia”.

Até na “Vox Populi”: Ricardo Murad, Roberto Rocha e Roseana são campeões em rejeição…

 

A controversa “pesquisa” (101%) encomendada pelo marqueteiro Janderson Landim, da Jakarta Publicidade, e atribuída ao Vox Populi, coincide, pelo menos, em uma aferição com os demais levantamentos realizados no Estado: a rejeição.

De acordo com a análise, Ricardo Murad, com 37%, Roberto Rocha, com 31%, e Roseana Sarney, com 30%, lideram a avaliação negativa de todos os nomes de pré-candidatos ao governo do Estado nas eleições de 2018.

Em seguida aparece o nome da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, com 27%, e da deputada federal Eliziane Gama, com 21%. Os  nomes menos rejeitados pelos maranhenses são os do governador Flávio Dino (20%) e do deputado estadual Eduardo Braide (17%).

Outro lado

Por outro lado, a pesquisa Vox Populi (pasmem!) coloca a ex-governador Roseana Sarney como a que tem avaliação mais positiva, com 42%. Seguida pelo governador Flávio Dino (40%), Eduardo Braide (22%), Eliziane Gama (22%), Roberto Rocha (15%), Maura Jorge (11%) e Ricardo Murad (10%).

Apesar de na frente na avaliação positiva, Roseana Sarney perde em todos os cenários para o governador Flávio Dino. Tando no primeiro turno (37% a 35%), quando no segundo turno (58% a 43%).

A controvertida pesquisa ainda vai dar o que falar no meio político do Maranhão. Tanto pela soma errada – de 101% – quanto pelas contradições dos números apresentados pelo levantamento.

GloboNews cita licitação milionária feita por Roseana Sarney para comprar lagosta…

A Globo News trouxe informações sobre regalias que vêm chegando a presídios para políticos no Rio de Janeiro. Na ocasião, a repórter Andressa lembrou o caso da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, em 2014, onde, em meio à crise em Pedrinhas, ela licitou itens de luxo como 80 kg de lagosta (Veja no vídeo acima).

Um dos mais emblemáticos é o caso da licitação milionária promovida pela então governadora do Maranhão Roseana Sarney em 2014, em meio ao caos nos presídios de São Luís, para comprar alimentos de “primeira qualidade”.

Como se estivesse alheia à barbárie na segurança pública, Roseana licitou em janeiro de 2014 itens para suntuosos banquetes: 80 kg de lagosta, 120 kg de bacalhau do porto de “primeira qualidade”, 750kg de patinha de caranguejo, uma tonelada de camarão e oito sabores de sorvete.

Tudo isso em meio ao caos nos presídios do Complexo de Pedrinhas. Na lista, entraram, entre outros, queijos finos, geleias, castanhas.

Ao todo, o Estado do Maranhão previa gastar R$ 1 milhão para alimentar a família da governadora e seus convidados naquele ano – tanto na sede do governo, como na casa de praia.

A licitação para o banquete só foi suspensa porque foi descoberta.

Roseana está “gripada” desde 2010…

, a rejeição popular contraída por Roseana seria a causa da “gripe” na peemedebista

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) disse em entrevista ao jornal O Imparcial que ainda não começou sua pré-campanha nos interiores maranhenses por “estar gripada”. Sem popularidade para sair às ruas, Roseana está sem percorrer municípios do interior desde as eleições de 2010.

Em quase duas décadas de governos marcados por escândalos de corrupção e omissão com o Maranhão, a rejeição popular contraída por Roseana seria a causa da “gripe” na peemedebista.

Mas Roseana talvez sofra do “vírus da impopularidade” desde 2006. Naquele ele ano ela perdeu pela primeira vez as eleições, derrotada por Jackson Lago. Na época ela não dispunha da máquina estadual para “melhorar” sua imagem junto aos eleitores. Nas eleições de 2018 o cenário se repete, e só o apoio do governo Temer pode salvar Roseana de uma campanha desastrosa.

Veja quem votou! Roseana consegue se livrar de ação por rombo de R$ 410 milhões com habeas corpus…

Estadão

A acusação formal contra Roseana foi protocolada no dia 21 de outubro de 2016. A denúncia imputava a ela peculato, organização criminosa e crime contra a administração financeira

O Tribunal de Justiça do Maranhão determinou, nesta quinta-feira, 16, o trancamento de ação penal contra a ex-governador Roseana Sarney (PMDB), denunciada pelo Ministério Público do Estado por suposto envolvimento em um esquema de concessão de isenções fiscais na secretaria da Fazenda que teria provocado rombo superior a R$ 410 milhões nos cofres públicos.

A decisão foi à unanimidade. Por três votos a zero, os desembargadores da 2.ª Câmara de Direito Criminal do TJ acolheram os argumentos da defesa de Roseana e decretaram o trancamento do processo criminal.

Votaram os desembargadores Antônio Guerreiro, relator, José Bernardo e José Luís Almeida. Durante o julgamento, a procuradora de Justiça Themis Pacheco, que representa o Ministério Público no Tribunal, também se manifestou pelo trancamento da ação penal.

A acusação formal contra Roseana foi protocolada no dia 21 de outubro de 2016. A denúncia imputava a ela peculato, organização criminosa e crime contra a administração financeira.

Além da ex-governadora foram denunciados dois ex-secretários de Estado da Fazenda, um ex-diretor da Célula de Gestão da Ação Fiscal da Fazenda e dois ex-procuradores-gerais do Estado.

De acordo com o titular da 2.ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, promotor de Justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos, ‘dentre as ações delituosas da organização criminosa que atuou no âmbito da Secretaria de Estado da Fazenda, foram realizadas compensações tributárias ilegais, implantação de filtro no sistema da secretaria para garantir essas operações tributárias ilegais e fantasmas, reativação de parcelamento de débitos de empresas que nunca pagavam as parcelas devidas, exclusão indevida dos autos de infração de empresas do banco de dados e contratação irregular de empresa especializada na prestação de serviços de tecnologia da informação, com a finalidade de garantir a continuidade das práticas delituosas’.

“O modus operandi da organização criminosa envolvia um esquema complexo, revestido de falsa legalidade baseada em acordos judiciais que reconheciam a possibilidade da compensação de débitos tributários (ICMS) com créditos não tributários oriundos de precatórios ou outro mecanismo que não o recolhimento de tributos”, destaca o promotor.

Segundo o promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, ‘não bastasse isso, em diversas ocasiões, foi implantado um filtro para mascarar compensações realizadas muito acima dos valores decorrentes de acordo homologado judicialmente’.

Barbosa Ramos destacou, ainda, que os gestores do período de 14 de abril de 2009 a 31 de dezembro de 2014 ‘ignoraram os procedimentos administrativos característicos da administração pública ou simplesmente deram sumiço a eles após praticarem seus crimes’.

Contra a denúncia e o processo criminal, a defesa de Roseana insurgiu-se por meio de habeas corpus. Os advogados Anna Graziella Neiva e Luís Henrique Machado, que defendem a ex-governadora, argumentaram ao Tribunal de Justiça que ela não praticou nenhum ato ilícito, apenas se amparou em pareceres da Procuradoria-Geral do Estado.

Sobre a ex-governadora, a denúncia diz. “Noutra ponta, essa organização criminosa contava com o decisivo beneplácito de Roseana Sarney Murad, em virtude de ter autorizado acordos judiciais baseados em pareceres manifestamente ilegais dos procuradores-gerais do Estado por ela nomeados e ainda por ter nomeado para cargos em comissão 26 terceirizados da empresa Linuxell, para que desempenhassem na Secretaria da Fazenda as mesmas funções para as quais estavam contratados pela empresa antes referida.”

“Ficou consignado hoje (quinta, 16) que a conduta da governadora jamais poderia ser enquadrada como um crime”, declarou Anna Graziella. “Ela, apenas e tão somente, aquiesceu com parecer emitido pelos procuradores do Estado que também já foram excluídos da ação penal em decisão do Superior Tribunal de Justiça.”

Anna Graziella e Luís Henrique Machado destacam que o STJ reconheceu que o parecer dos procuradores do Estado tinha ‘conteúdo jurídico plausível’.

“A Corte Superior reconheceu não haver dolo na conduta de Roseana”, assinala a advogada. “E reconheceu que não havia liame subjetivo nenhum, não houve conluio entre a governadora, os procuradores e os demais réus desta ação penal. A Constituição do Maranhão e a Lei Complementar 20/98 dizem que, para acordos, o governador precisa autorizar. Ela (Roseana) agiu exatamente como o parecer da Procuradoria dizia que deveria agir. Ela só aprovou o parecer da Procuradoria.”

Anna Graziella destaca que o STJ ’em decisão que transitou em julgado reconheceu que o parecer era juridicamente válido, não havia dolo, nem conluio’.

“A denúncia apontava que Roseana aquiesceu com o parecer da Procuradoria-Geral do Estado e tinha responsabilidade na nomeação de 26 servidores de uma empresa terceirizada que prestava serviços à Secretaria da Fazenda do Maranhão”, sustenta a advogada.

“O promotor sequer apontou os nomes dos 26 na denúncia. Na realidade, foram nomeados ainda no governo Jackson Lago (antecessor de Roseana) e muitos deles ficaram no governo dela (Roseana) porque é prerrorgativa do governo fazer nomeações. O promotor alegou que os 26 faziam parte de organização criminosa, mas nem declinou os nomes. Nós mostramos que os 26 já eram funcionários desde 2007. Roseana não tinha como imaginar que um dia esses servidores iriam se tornar funcionários de uma empresa terceirizada.”

Ao deixar o Tribunal de Justiça do Maranhão, nesta quinta, 16, Anna Graziella declarou. “Foi feita Justiça hoje.”

Pesquisa aponta: Flávio Dino amplia vantagem sobre Roseana em Imperatriz

O atual governador e pré-candidato à reeleição, Flávio Dino (PCdoB), ampliou a vantagem sobre a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) em Imperatriz. É o que aponta pesquisa do Instituto Interpretar feita com exclusividade para o jornal Correio Popular, sobre a intenção de votos do imperatrizenses para as eleições de 2018.

De acordo com o levantamento, no mês de agosto Dino contava com 51% das intenções de votos válidos em Imperatriz, contra 23% de Roseana. Já em novembro, Dino subiu para 65% dos votos válidos e Roseana oscilou para 26%. A vantagem, que era de 28 pontos percentuais, subiu para 39 pontos.

Ou seja, nos últimos quatro meses o comunista obteve um crescimento junto ao eleitorado de Imperatriz de mais de dez pontos percentuais nos votos válidos. Com isso, ampliou sua vantagem para vencer ainda no 1º turno – ao menos de depender dos votos dos imperatrizenses.

Dino segue na frente

Os números favoráveis a Dino são reflexo da boa aceitação popular do atual governo em Imperatriz, item que também foi analisado na pesquisa. Segundo a projeção, a gestão Dino tem 64,3% de aprovação na maior cidade do Sul do Maranhão.

Na aprovação popular de seu governo, Flávio Dino também teve uma elevação no período. Em agosto, 54% dos imperatrizenses apoiavam seu governo. Em novembro, esse número cresceu para 65%.

Este ano, o Governo do Maranhão entregou o serviço de oncologia infantil na cidade, bem como a iluminação da avenida Pedro Neiva. Está em fase de conclusão da obra da Beira Rio, e o Hospital Macrorregional completou um ano de serviço.

A pesquisa do Instituto Interpretar foi realizada no dia 10 de novembro em Imperatriz, ouvindo 600 pessoas. O levantamento tem margem de erro de 4 pontos percentuais.

Com fracasso do plano Roberto Rocha, Roseana “lança” Murad a “laranja”

Plano seria lançar Ricardo Murad a deputado estadual para ele exercer papel de “laranja” no horário eleitoral

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) esperava contar com a candidatura do senador Roberto Rocha (PSDB) para reforçar os ataques ao governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018, como uma espécie de “laranja”. Mas para desespero da oligarca e do seu grupo político, o plano  RR ainda não decolou.

Segundo as últimas projeções, Rocha vem caindo e está longe dos 10% que almejava. De acordo com pesquisa Exata, divulgada no início de outubro, o novo tucano amarga apenas 5% das intenções de voto.

Diante da possibilidade de Roberto Rocha não ir ao segundo turno, Roseana decidiu “lançar” a candidatura do seu cunhado e ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad (recém-filiado ao PRP), para deputado estadual. Ele deverá servir como uma espécie de “laranja” do grupo Sarney, atuando no chamado “jogo sujo” eleitoreiro.

Em tempo

Apontado em 2015 pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 1,2 milhão da Saúde do Maranhão entre os anos de 2011 e 2013, quando esteve à frente da Secretaria Estadual de Saúde durante o último governo Roseana, o ex-secretário excluiu o sobrenome “Murad” da peça publicitária de lançamento da sua pré-candidatura.

O objetivo: diminuir a rejeição e tentar esconder dos eleitores seu recente passado marcado por supostos escândalos de corrupção.