Pesquisa aponta Roseana com 51% de rejeição em Imperatriz

Roseana Sarney tem receios de entrar na disputa pelo governo por conta do cenário político que ainda lhe é desfavorável.

A pesquisa Exata, realizada em Imperatriz no final de junho, também analisou a rejeição dos possíveis candidatos ao Governo do Estado para as eleições do próximo ano.

Sem surpresa, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) aparece como a mais rejeitada. Dos cinco nomes analisados, mais da metade dos imperatrizenses (51%) disse não votar de jeito nenhum na herdeira predileta de José Sarney.

O senador Roberto Rocha (PSB), mesmo sem nunca ter exercido cargo majoritário, é o segundo menos popular, com 26% de rejeição, seguido da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Podemos), que também segue o mesmo caminho.

Caminhando para a reeleição garantida, Flávio Dino (PCdoB) tem apenas 22% de desaprovação.

Desconhecido para além do Estreito dos Mosquitos, Eduardo Braide consegue chegar a 16% de rejeição.

Votaria em todos, 5%, e não votaria em nenhum, 14%.

A disputa pré-eleitoral pelo governo do Maranhão…

Um dos complicadores para Roseana é a alta rejeição

Flávio Dino vem fazendo um governo popular e tem dito que vai disputar a reeleição

A quase um ano do início da campanha, visando ao governo do Maranhão em 2018, é possível avaliar o cenário das pré-candidaturas que já se apresentam ao pleito. Nomes conhecidos como o governador Flávio Dino (PCdoB), a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), o senador Roberto Rocha (PSB), o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PODEMOS), já aparecem nas pesquisas iniciais.

Flávio Dino é franco candidato à reeleição, faltando, claro, apenas a convenção para confirmar e homologar a candidatura. Tem feito um governo bastante popular, voltado, sobretudo, para melhorar a qualidade de vida da população do Estado e ganhou projeção nacional pela sua ideologia, capacidade de articulação e pela forma como se posiciona diante das questões do país, chegando a ser indicado até para vice numa possível chapa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.

Já a ex-governadora Roseana Sarney não tem ela própria certeza de sua candidatura, pois o grupo a que pertence dominou a política do Maranhão por mais de quatro décadas, mas não consegue se levantar diante de uma série de fatos que surgem, pondo em xeque os governos oligárquicos, da impopularidade e da falta de articulação e entendimentos mesmo.

Na avaliação do blog, Roseana só entraria na disputa pelo governo, mesmo, se tiver chances reais de vencer e se alguém ou o grupo se disponibilizar em financiar ou buscar recursos para a campanha. Ela não tiraria do “bolso” ou do patrimônio para arriscar no processo eleitoral. Outro complicador para a ex-governadora é a alta rejeição.

Roseana também precisa garantir imunidade para se proteger e não vai arriscar ficar sem mandato por mais anos. Pelo andar da carruagem, talvez, disputará uma vaga na Câmara Federal no próximo ano.

Eduardo Braide somente tem votos em São Luís, pois disputou, recentemente, a eleição municipal para prefeito e apresentou bom desempenho. Tem apoio e simpatizantes em Anajatuba, onde seu grupo político reinou. Mas, no entanto, se entrar na disputa pelo governo, corre sérios riscos de ficar sem mandato. Na avaliação do blog, ele não se arriscará. Caminho mais certo para ele é concorrer a uma cadeira de deputado federal para brigar pela Prefeitura de São Luís em 2020.

Já o senador Roberto Rocha não tem o que perder, aparentemente, entrando na disputa pelo governo. Porém, nas primeiras pesquisas já divulgadas, ele não consegue atingir nem dois dígitos. Deverá ser candidato sim, mas o maior risco para ele é evidenciar para o Maranhão o tamanho que realmente é, já que foi eleito pelo grupo político  Flávio Dino (PCdoB), que lhe garantiu o sucesso nas urnas, mas resolveu romper com o governador e companhia.

No Senado, Roberto Rocha  vem decepcionando bastante os eleitores, basta observar os comentários de internautas em suas constantes postagens nas redes sociais a exemplo das manifestações por conta do voto favorável à Reforma Trabalhista do presidente Michel Temer (PMDB) que tira uma série de direitos dos trabalhadores.

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, talvez, seja a candidata com menos expressão e mais vazia nessa disputa pré-eleitoral. Nas sondagens realizadas, ela aparece, timidamente, e não deve avançar muito, pois tem uma base pequena e pouca bagagem política para entrar na briga.

Homens de confiança de Roseana foram responsáveis pela escolha de empresa investigada pela PF

Do Marrapá

Licitações de empresas investigadas pela PF foram feitas no governo Roseana

Dois nomes conhecidos e ligados a família Sarney são os responsáveis pela celebração do contrato entre a empresa Maranhense de Administração Portuária – EMAP e a Fotogeo, alvo da Operação Draga deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12) por irregularidades na obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui: Luis Carlos Fossati e Astrogildo Quental.

O engenheiro eletricista Luis Carlos Fossati foi escolhido a dedo por Roseana Sarney para comandar a EMAP em seu governo. Ao deixar o posto, dias antes do fim da administração passada, pediu demissão, e mesmo ocupando cargo de confiança abocanhou R$ 300 mil em verbas indenizatórias, além de deixar alinhavado o contrato com a Fotogeo.

O outro agente, Astrogildo Quental, é amigo de longa data de Fernando Sarney, desde o curso de Engenharia Civil da USP e já envolvida em outros escândalos. A dupla foi citada junta na Operação Faktor (Boi Barrica). Quental era o diretor de engenharia da Emap, espécie de “raposa cuidando do galinheiro”.

Tanto Fossati como Quental sabiam das restrições a Fotogeo. A empresa já havia sido atestada por não possuir qualidade para desenvolver diversos serviços, inclusive pelo Governo de São Paulo. Contudo, para os profissionais à serviço da oligarquia, os critérios foram todos atendidos.

A Fotogeo prestava serviço desde 2013 ao Governo Roseana, sempre com com valores altíssimos envolvidos.

Exata! Roseana tem a maior rejeição, segundo pesquisa para governador…

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), tem a maior taxa de rejeição, segundo pesquisa do instituto Exata, encomendada e publicada pelo Jornal Pequeno, sobre a disputa pelo governo do Estado em 2018. 49% dos entrevistados disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Logo em seguida vem o senador Roberto Rocha (PSB), também com alto índice.

A mesma pesquisa  mostrou  que o governador  do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), marcou 51 pontos percentuais contra 28 da peemedebista, no cenário em que aparecem apenas os dois, se as eleições fossem hoje. Outros 16% disseram votar nulo, branco ou nenhum e 5% não sabem ou não responderam. Em votos válidos, a diferença chegaria a 30 pontos.

A nova pesquisa Exata/JP foi realizada entre 14 a 17 de junho e identificou que o governo tem 58% de aprovação. Tem margem de erro de 3.2 pontos percentuais e índice de confiabilidade de 95%. Foram ouvidos 1404 eleitores

O levantamento do instituto, que está entre os que mais acerta nas eleições do Maranhão, também revela que o governador Flávio Dino lidera a pesquisa espontânea com 36% das intenções de voto. Roseana Sarney tem 12% e Roberto Rocha 1%. Maura Jorge e Edivaldo Holanda Júnior também foram lembrados mas não pontuaram.

IDAC – Fantástico reitera que desvios vinham sendo feitos desde a gestão Roseana/Ricardo Murad

O programa Fantástico, da Rede Globo, em ampla reportagem exibida na noite de domingo (11), reiterou que os contratos firmados entre o governo do Maranhão e o Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC) para administração de unidades hospitalares foram assinados na gestão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), quando Ricardo Murad (PMDB) estava no comando da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O atual secretário de Saúde, Carlos Lula, concedeu entrevista ao Fantástico e observou que a fraude era tão bem articulada que não dava para detectar, mas que, quando o escândalo foi denunciado, a primeira providência foi quebrar o contrato com o IDAC, organização sem fins lucrativos, mas que vinha desviando recursos destinados à administrações dos hospitais, segundo investigação da Polícia Federal, que flagrou funcionários do instituto sacando dinheiro nos caixas do Banco do Brasil.

Na verdade, segundo mostrou a  reportagem, a responsável pela contratação do instituto, ligado ao político Antônio Aragão (PSDC), que está preso sob a acusação de ter desviado R$ 12 milhões, é a ex-governadora Roseana Sarney que nada esclareceu até agora. Ela disse apenas à reportagem do Fantástico que todos os contratos eram auditados em seu governo.

No entanto, a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público constatou que “foram identificados fortes indícios de distribuição de valores a agentes políticos, que serviam como padrinhos da Organização Social e auxiliavam o IDAC na obtenção de contratos públicos”.

Nos bastidores, não há como negar a relação estreita entre o presidente do PSDC com o empresário Fernando Sarney e com o ex-secretário Ricardo Murad, que foi levado coercitivamente pela Polícia Feferal para depor após a investigação constatar um roubo de R$ 1 bilhão dos cofres da SES. O ex-titular da SES inclusive teve o passaporte recolhido e está proibido de deixar o país.

O exemplo mais prático do envolvimento do ex-secretário de Saúde Ricardo Murad com o presidente do IDAC é o silêncio de sua filha, deputada Andréa Murad (PMDB), e de seu genro, deputado Sousa Neto (PROS), na Assembleia Legislativa. Os dois estão no mais profundo silêncio.

Justiça nega absolvição sumária e Roseana Sarney continua ré no caso da Máfia da Sefaz…

Raimundo Garrone

A ex-governadora Roseana Sarney e todos os outros suspeitos foram mantidos como réus na ação penal que apura o desvio de milhões de reais

A juíza titular da 8ª Vara Criminal – Crimes Contra Ordem Tributária e Econômica e Lavagem de Dinheiro, Oriana Gomes, não aceitou nenhum dos argumentos e não vislumbrou qualquer possibilidade de absolvição sumária solicitada nas respostas às acusações do Ministério Público, e manteve a ex-governadora Roseana Sarney e todos os outros suspeitos como réus na ação penal que apura o desvio de milhões de reais através de um esquema criminoso de compensações tributárias ilegais, no que ficou conhecido como Máfia da Sefaz.

Em 138 páginas, a magistrada se manifestou individualmente sobre cada resposta dos acusados, sobre a legalidade dos seus atos e da inépcia das denúncias formuladas pelo MP, como fizera os advogados de Roseana Sarney em apontar, dentre outras, litigância de má-fé do promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, que teria agido em busca de promoção pessoal e de maneira irresponsável atentado “não somente contra a credibilidade do poder judiciário, mas principalmente contra a lisura de suas decisões”.

No caso da ex-governadora, Oriana Gomes, afirmou que a denúncia não foi elaborada ao sabor do clamor público, “embora o zeloso Promotor tenha se excedido em informações à mídia, como diz esta ré, não narrou os fatos como estão assentados na resposta articulada por ela”.

A magistrada diz ainda que não há como aceitar a questão da inépcia, pois a peça acusatória “traz elementos de indícios, possibilitando a todos a defesa e o contraditório amplos”, satisfazendo os requisitos legais. Na decisão, ela ressalta que a denúncia descreve “no seu mínimo a subjetividade de cada réu, em relação aos tipos que lhes foram imputados”.

Quanto ao crime de peculato atribuído a Roseana Sarney, Oriana Gomes, diz que é necessário, primeiramente, esgotar-se o mérito da ação cautelar de sequestro em “tramite neste mesmo Juízo, aguardando-se a instrução e o julgamento pelo TJMA (Mandado de Segurança) para demonstrar se todos os bens amealhados pela ré e os demais acusados são resultantes de seus ganhos, sem interferência da Administração Pública. A denúncia é clara neste aspecto”.

Sobre a acusação de formação de uma organização criminosa, a titular da 8ª Vara Criminal diz que o fato será examinado com a instrução do feito, “mas que “não restam dúvidas que os crimes descritos na denúncia são societários e de autoria coletiva, estando todos com descrição de fatos e circunstâncias que possibilitou aos réus se defender amplamente”.

Oriana Gomes determinou, conforme solicitação do Ministério Público, perícia e após a instrução e julgamento de todos dos dez acusados de compor a famosa Máfia da Sefaz.

Froz Sobrinho desbloqueia bens de Roseana…

Roseana teve bens desbloqueados

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), teve as  contas desbloqueadas por decisão do desembargador Froz Sobrinho, no caso que investiga desvio de mais de R$ 1 bilhão de reais dos cofres dá Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz).

A decisão somente foi comunicada hoje (4) ao procurador-geral do Estado (PGE), Rodrigo Maia, mas foi deferida na segunda-feira (03).

No último dia dez de março, a juíza Oriana Gomes, titular da 8ª Vara Criminal, acatou o pedido do promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da ordem Tributária e Econômica de São Luís, e determinou o sequestro de todos os bens e bloqueio das contas bancárias da ex-governadora Roseana Sarney e dos outros nove acusados de formar uma organização criminosa para desviar recursos da Sefaz, através de um esquema de compensações de precatórios por débitos de ICMS.

A decisão da juíza em sequestrar todos os bens e contas bancárias da Organização Criminosa deveu-se ao volume de recursos desviados que ultrapassa mais de R$ 1 bilhão, entre 14 de abril de 2009 a 31 de dezembro de 2014, segundo o Ministério Público.

Na denúncia criminal que foi aceita pela Justiça, o MP explica que o modus operandi da suposta quadrilha envolvia um esquema complexo, revestido de falsa legalidade baseada em acordos judiciais que reconheciam a possibilidade de compensação de débitos tributários (ICMS) com créditos não tributários (oriundos de precatórios).

Segundo o MP,  o ardil foi montado no âmbito da Sefaz, com a participação direta do ex-secretário Cláudio José Trinchão, com o “decisivo beneplácito” da ex-governadora Roseana Sarney, que autorizava os acordos judiciais baseados em “pareceres manifestamente ilegais”, dos procuradores-gerais do Estado por ela nomeados, como Marcos Alessandro Coutinho Passos Lobo.

Roseana Sarney tem medo de disputar o governo…

Roseana Sarney tem receios de entrar na disputa pelo governo por conta do cenário político que lhe é desfavorável

Blogs e imprensa de um modo geral repercutiram uma entrevista da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), em relação à disputa pelo governo do Estado, no próximo ano, onde ela diz que “não tem vontade de concorrer”, mas, se for provocada, poderá vir a ser. Na verdade, o medo, a insegurança e a falta do governo em suas mãos rondam as pretensões da peemedebista em relação a 2018.

A ex-governadora já disputou quatro eleições ao governo. Em 2006, perdeu uma para o pedetista Jackson Lago, apoiado pelo então governador José Reinaldo, que tinha sido vice da peemedebista e se elegeu em 2002, após ela renunciar para concorrer ao Senado. Como se pode observar, Roseana venceu todos os embates nas urnas quando ela ou seu grupo estavam no poder.

O quadro político hoje é muito diferente dos que tiveram Roseana Sarney como vencedora das disputas. Sem o poder do Palácio dos Leões e como ré em um processo que a coloca dentro de um esquema que causou rombo fiscal de mais de R$ 1 bilhão ao Estado, isso sem falar de outras broncas, que a desgastaram muito, a ex-governadora teria, na verdade, medo de entrar numa disputa com chances reais de derrota em um cenário em que sua popularidade caiu muito.

E a afirmação de que “não tem vontade de concorrer” é blefe. Na verdade, a vontade é muita. Mas a vaidade e, justamente, o medo de perder deixam Roseana Sarney sem coragem de se anunciar, com segurança, para a disputa que se avizinha, isso tudo somado à falta de apoios políticos para tal e à boa articulação que faz o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em seu terceiro ano de governo, sem denúncias ou acusações relevantes que abalem o seu potencial.

Mas, uma coisa é certa. Morando em Brasília, atualmente, e para não ficar sem mandato e mais fragilizada com os processos que enfrenta na Justiça, a ex-governadora Roseana Sarney deve mesmo é disputar uma vaga para a Câmara Federal. Ainda há muita água para rolar, mas vamos aguardar.

Ao sequestrar bens de Roseana e cia, juíza diz que Estado foi agredido e que nem sempre é possível localizar produto furtado

Com informações de Fausto Macedo

Roseana Sarney teve bens sequestrados pela Justiça

Ao decretar o sequestro de bens e contas da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e mais nove investigados por suposto rombo de R$ 410 milhões nos cofres públicos, a juíza Oriana Gomes, da 8.ª Vara Criminal de São Luís, disse que O Estado do Maranhão, como ente do pacto federativo, tem sofrido constante agressão ao seu direito de existir e à sua estrutura organizacional. Isto ocorre porque algumas pessoas insistem em distorcer direitos coletivos, inerentes à sociedade como um todo.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO (DECISÃO)
Segundo a juíza, é cediço que os ilícitos penais podem gerar sequelas, as quais devem ser reparadas por quem os comete, mormente quando as vítimas estiverem identificadas – seja individualmente ou coletivamente -, como se dá neste caso, que é o próprio Estado do Maranhão.

Na decisão, a juíza afirma que, nos casos concretos, nem sempre é possível localizar o próprio produto furtado, ou surrupiado para ser devolvido à vítima. Contudo, se isto não acontece, é possível localizar-se bens ou produtos indiretos, que foram adquiridos pelos indiciados (neste caso já são réus na ação principal) que resultem como proveito da atividade criminosa, a fim de que a vítima seja ressarcida, pelos prejuízos decorrentes dos fatos delituosos. Uma dessas medidas assecuratórias é o sequestro.
Oriana acolheu pedido do promotor de Justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos, da 2.ª Promotoria de Justiça de defesa da Ordem Tributária e Econômica.
O promotor requereu o sequestro após descobrir fraudes em isenções fiscais na área da Secretaria da Fazenda do Maranhão por meio de acordos de compensação de débitos tributários – ICMS – com créditos não tributários oriundos de precatórios judiciais.
A informação sobre o bloqueio foi revelada na sexta-feira, 10, pelo Blog do Garrone, de São Luís.
Ao decretar o bloqueio, Oriana destacou. “A ação principal que hoje se encontra com mais de 20 volumes traz provas indiciárias sobre a evasão de grande quantia do cofre público deste Estado.”
Ela determinou que ‘seja bloqueado e decretado o sequestro de todos os bens móveis e imóveis em nome dos requeridos com a finalidade de restituir ao erário os valores obtidos pela lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.”
“Como assentado, as medidas cautelares como esta são os instrumentos dados àqueles que combatem as atividades criminosas que atentam contra a existência do próprio Estado”, assinalou a magistrada.
“Cuida-se de previsão inserida no título relativo às provas, que pode ser determinada de ofício, ou a requerimento das partes. Também é um meio que se utiliza para preservar elementos probatórios, ou a assegurar a reparação do dano proveniente do crime, daí, surge o fumus boni juris e o perigo da demora que a autorizam”, segue Oriana Gomes.
Além de Roseana, dois ex-secretários da Fazenda (Cláudio José Trinchão Santos e Akio Valente Wakiyama), dois ex-procuradores-gerais do Estado (Marcos Alessandro Coutinho Passos Lobo e Helena Maria Cavalcanti Haickel) e outros alvos da Promotoria estariam envolvidos em um esquema de concessão ilegal de isenções fiscais na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
Oriana Gomes acrescentou, ainda, na ordem de sequestro. “Na doutrina encontramos a sua definição como sendo ‘a medida acautelatória, utilizada no interesse do ofendido e do Estado, e tem como finalidade antecipar os efeitos da condenação criminal, assegurando que os bens pertencentes ao acusado que resultaram da prática criminosa, sirvam para reparar o dano sofrido pela vítima e pelo Estado’.”
COM A PALAVRA, O ADVOGADO LUIZ HENRIQUE VANDEMBERG, QUE REPRESENTA ROSEANA
O advogado Luiz Henrique Vandemberg, constituído por Roseana Sarney, informou que já está preparando recurso contra a decisão de bloqueio de bens e contas da ex-governadora do Maranhão.
“A decisão nos pegou de surpresa porque nós já apresentamos a defesa prévia. Uma defesa prévia onde desconstituímos por completo qualquer imputação feita pelo Ministério Público referente a desvios de verbas públicas. Meses depois que apresentamos defesa prévia veio esta decisão de sequestro dos bens. A defesa já está preparando recurso.

Vamos apelar da decisão para reverter esse quadro. A governadora Roseana não praticou qualquer ato ilícito. O que mais nos surpreende é o lapso temporal. A denúncia do Ministério Público foi apresentada no ano passado. Já nos manifestamos em sede de defesa prévia, esclarecendo todos os fatos, e somente meses depois a juíza, repentinamente, decreta o sequestro. Fomos pegos de surpresa. Cabe à defesa, agora, utilizar de todos os recursos possíveis para reverter (o bloqueio).”