Após episódios envolvendo o PMDB, Roseana já estaria decidida a deixar disputa pelo governo do Maranhão…

As últimas notícias, envolvendo o PMDB, abriram nova crise no grupo Sarney

Após um longo e trágico feriado, segundo informações de bastidores, a ex-governadora Roseana Sarney já admite, aos mais próximos, que se sente desestimulada a disputar as eleições de 2018 e que deve desistir de concorrer ao governo. Primeiro porque seu desgaste só aumenta com a descoberta de novos escândalos, envolvendo seu partido, o PMDB, a cada dia.

De acordo com uma fonte do blog, ela não vislumbraria nenhuma estratégia que possa reverter a alta popularidade do seu principal adversário, o governador Flávio Dino (PCdoB).

Somente neste feriadão, Roseana viu seu amigo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso após ser descoberto um ‘bunker’ com R$ 51 milhões, viu o pai José Sarney e o fiel escudeiro Edison Lobão terem seus nomes citados no esquema do PMDB, que desviou R$ 864 milhões e, no domingo, um outro escândalo no Maranhão, com desvios de R$ 18 milhões, para obras após enchentes no Estado em 2009.

Somente em uma semana, escândalos que chegam a quase R$ 1 bilhão, supostamente envolvendo o PMDB e o grupo Sarney, teriam desmotivado a ex-governadora a voltar a concorrer às eleições no Maranhão.

Com tantas denúncias contra o PMDB e seu grupo, a tendência é que Roseana saia do foco da disputa pelo governo do Maranhão mais cedo do que se imaginava.

Briga interna com Roseana por causa de Senado leva Sarney Filho a procurar o PSD…

Sarney Filho e Roseana são protagonistas de uma rixa familiar

A briga interna dentro do grupo Sarney e do próprio seio familiar do clã promete. Internamente, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) torce o nariz e não aceita a pré-candidatura ao Senado do irmão e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), mas ele vem se movimentando, inclusive, em relação a uma mudança de partido, migrando, provavelmente, para o PSD. A rixa entre os dois é antiga e divide opiniões entre os sarneysistas.

Nos bastidores, a decisão de Sarney Filho de antecipar o anúncio da pré-candidatura deixou Roseana Sarney irritada e acirrou a disputa interna na família. Segundo informações de uma fonte, que circula bem no grupo, Roseana, na incerteza de ser candidata ao governo, pela insegurança sobre êxito na eleição, estaria, na verdade, também desejando disputar uma das vagas do Senado, o que atrapalharia os planos do irmão.

A declaração pública de Sarney Filho de que disputará uma vaga no Senado deixou Roseana, além de irritada, praticamente, sem escolha. O ministro do Meio Ambiente se antecipou na disputa pelo Senado, sabendo que a ex-governadora não tem condições políticas de vencer a corrida pelo governo do Maranhão e, possivelmente, nem concorra por puro medo de perder.

Segundo informou, nesta sexta-feira (25), o  Estadão de São Paúlo, a pouco mais de um ano para as eleições, pelo menos dois ministros do governo Michel Temer negociam mudança de partido para viabilizar suas candidaturas –  Sarney Filho (Meio Ambiente) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). Nos dois casos, de acordo com a publicação do jornal, o objetivo da articulação é garantir uma vaga na chapa majoritária em seus estados.

Filiado ao PV desde 2005 e deputado licenciado, Sarney Filho negocia migração para o PSD. O objetivo também é sair como candidato ao Senado na chapa do grupo Sarney. No entanto, sua irmã, Roseana, ainda não sabe, de fato, se vai entrar ou não na disputa pelo governo do Maranhão e “namora” também, na realidade, a possibilidade de concorrer ao Senado.

Mas, se ainda pairam dúvidas sobre se Roseana entrará mesmo na disputa pelo governo, há a certeza de que Sarney Filho parece firme no desejo de concorrer ao Senado.

Sarney Filho já teria conversado com o ministro Gilberto Kassab (Comunicações), que comanda o PSD. “Ele tem uma boa relação com o PSD local e nacional”, afirmou Kassab à reportagem.

No Maranhão, o PSD é comandado por Cláudio Trinchão, que foi secretário da Fazenda do governo Roseana.

O ministro também chegou a procurar o DEM. No Estado, porém, a sigla já fechou apoio à pré-candidatura ao Senado do deputado José Reinaldo, que deve sair do PSB. “Estamos fechados com José Reinaldo”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN). Procurado, Sarney Filho não quis comentar o assunto.

Com informações de O Estadão

Sarney ainda não desistiu de dar um ministério para Roseana…

Sarney continua tentando emplacar Roseana em um ministério

Apesar da negativa pública de que almeja o Ministério das Cidades, a divulgação da informação por um blogueiro da casa dos Sarney tem peso. E o que se ventila em Brasília é que o eterno patriarca José Sarney avalia que sem o Palácio dos Leões, sem doação de empreiteira e sem um grupo político forte, só um Ministério no governo Michel Temer (PMDB) pode salvar a campanha de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Estado em 2018.

Nas próximas eleições, Roseana amargara pela segunda vez uma campanha solitária e na qual ela não poderá contar com a máquina estadual a seu favor. A primeira vez que ela se lançou sem o apoio do governo do Estado, em 2006, ele perdeu as eleições para Jackson Lago. Foi preciso que o oligarca José Sarney usasse sua influência nos tribunais para derrubar no tapetão o mandato de Lago e reconduzir sua filha ao poder.

Outro fator que vai pesar contra Roseana e que, após a série de escândalos envolvendo financiamento ilícito de campanha, e com a reestruturação do sistema eleitoral ode meio da reforma política em tramitação no Congresso, que deve vedar as doações de empresas para campanhas em 2018, a ex-governadora também não poderá contar com a parceria de nenhuma empreiteira nas próximas eleições.

Citada em uma série de denúncias de corrupção, com a imagem desgastada e sem fortes apoiadores, essa será a eleição mais difícil da história política de Roseana. E o maior motivo para a fragilidade de Roseana não poderia ser outro: ela vai entrar da disputa sem a posse das chaves dos cofres estaduais.

A articulação com Temer e um possível mandato relâmpago em um Ministério seria a única saída possível para Roseana sonhar com o retorno ao poder no Maranhão.

De olho em 2018, Roseana busca apoio de denunciado por participação em organização criminosa

De olho nas eleições do ano que vem, a ex-governadora Roseana Sarney se reuniu, nesta segunda-feira (24), com o secretário nacional de Juventude, Assis Filho, que também é do PMDB, mesmo partido de Roseana.

Na tentativa de conseguir apoio, Roseana também esteve com o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, ambos acusados de envolvimento em esquemas de corrupção.

Assis Filho possui todos os requisitos para dar apoio à família Sarney. No início do ano, ele foi denunciado pelo Ministério Público por peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e participação em uma organização criminosa responsável por desviar dinheiro dos cofres públicos por meio de nomeações de funcionários fantasmas pagos pelo município de Pio XII.

Indicação da juventude do PMDB, Assis é apadrinhado do senador João Alberto e goza de prestígio com a família Sarney, sobretudo com Roseana. Ainda no Governo Temer, já passou pela superintendência da EBC.

Com todas essas credenciais, Assis Filho tem o perfil e a ficha corrida para integrar a base aliada da família Sarney. Por isso o encontro de Roseana com o “queridinho” da oligarquia.

Jornal O Estado destaca obra mal feita por Roseana Sarney

No afã de colocar a culpa por todos os problemas do Maranhão no colo do governador Flávio Dino, o jornal O Estado do Maranhão deu um verdadeiro tiro no pé na edição desta segunda-feira. Em reportagem sobre o desmoronamento de parte do muro de contenção do Largo de São Pedro, localizado no bairro da Madre Deus, em São Luís, se viu a péssima qualidade dos serviços que eram executados no governo Roseana Sarney.

O desmoronamento que coloca em risco toda a estrutura da Capela de São Pedro é decorrente da má execução da obra e do uso errado de materiais para a construção de um muro de contenção.

Sobrará para Flávio Dino corrigir mais esse erro cometido no passado, como ele tem feito em todas as áreas do Maranhão.

Pesquisa aponta Roseana com 51% de rejeição em Imperatriz

Roseana Sarney tem receios de entrar na disputa pelo governo por conta do cenário político que ainda lhe é desfavorável.

A pesquisa Exata, realizada em Imperatriz no final de junho, também analisou a rejeição dos possíveis candidatos ao Governo do Estado para as eleições do próximo ano.

Sem surpresa, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) aparece como a mais rejeitada. Dos cinco nomes analisados, mais da metade dos imperatrizenses (51%) disse não votar de jeito nenhum na herdeira predileta de José Sarney.

O senador Roberto Rocha (PSB), mesmo sem nunca ter exercido cargo majoritário, é o segundo menos popular, com 26% de rejeição, seguido da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Podemos), que também segue o mesmo caminho.

Caminhando para a reeleição garantida, Flávio Dino (PCdoB) tem apenas 22% de desaprovação.

Desconhecido para além do Estreito dos Mosquitos, Eduardo Braide consegue chegar a 16% de rejeição.

Votaria em todos, 5%, e não votaria em nenhum, 14%.

A disputa pré-eleitoral pelo governo do Maranhão…

Um dos complicadores para Roseana é a alta rejeição

Flávio Dino vem fazendo um governo popular e tem dito que vai disputar a reeleição

A quase um ano do início da campanha, visando ao governo do Maranhão em 2018, é possível avaliar o cenário das pré-candidaturas que já se apresentam ao pleito. Nomes conhecidos como o governador Flávio Dino (PCdoB), a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), o senador Roberto Rocha (PSB), o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PODEMOS), já aparecem nas pesquisas iniciais.

Flávio Dino é franco candidato à reeleição, faltando, claro, apenas a convenção para confirmar e homologar a candidatura. Tem feito um governo bastante popular, voltado, sobretudo, para melhorar a qualidade de vida da população do Estado e ganhou projeção nacional pela sua ideologia, capacidade de articulação e pela forma como se posiciona diante das questões do país, chegando a ser indicado até para vice numa possível chapa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.

Já a ex-governadora Roseana Sarney não tem ela própria certeza de sua candidatura, pois o grupo a que pertence dominou a política do Maranhão por mais de quatro décadas, mas não consegue se levantar diante de uma série de fatos que surgem, pondo em xeque os governos oligárquicos, da impopularidade e da falta de articulação e entendimentos mesmo.

Na avaliação do blog, Roseana só entraria na disputa pelo governo, mesmo, se tiver chances reais de vencer e se alguém ou o grupo se disponibilizar em financiar ou buscar recursos para a campanha. Ela não tiraria do “bolso” ou do patrimônio para arriscar no processo eleitoral. Outro complicador para a ex-governadora é a alta rejeição.

Roseana também precisa garantir imunidade para se proteger e não vai arriscar ficar sem mandato por mais anos. Pelo andar da carruagem, talvez, disputará uma vaga na Câmara Federal no próximo ano.

Eduardo Braide somente tem votos em São Luís, pois disputou, recentemente, a eleição municipal para prefeito e apresentou bom desempenho. Tem apoio e simpatizantes em Anajatuba, onde seu grupo político reinou. Mas, no entanto, se entrar na disputa pelo governo, corre sérios riscos de ficar sem mandato. Na avaliação do blog, ele não se arriscará. Caminho mais certo para ele é concorrer a uma cadeira de deputado federal para brigar pela Prefeitura de São Luís em 2020.

Já o senador Roberto Rocha não tem o que perder, aparentemente, entrando na disputa pelo governo. Porém, nas primeiras pesquisas já divulgadas, ele não consegue atingir nem dois dígitos. Deverá ser candidato sim, mas o maior risco para ele é evidenciar para o Maranhão o tamanho que realmente é, já que foi eleito pelo grupo político  Flávio Dino (PCdoB), que lhe garantiu o sucesso nas urnas, mas resolveu romper com o governador e companhia.

No Senado, Roberto Rocha  vem decepcionando bastante os eleitores, basta observar os comentários de internautas em suas constantes postagens nas redes sociais a exemplo das manifestações por conta do voto favorável à Reforma Trabalhista do presidente Michel Temer (PMDB) que tira uma série de direitos dos trabalhadores.

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, talvez, seja a candidata com menos expressão e mais vazia nessa disputa pré-eleitoral. Nas sondagens realizadas, ela aparece, timidamente, e não deve avançar muito, pois tem uma base pequena e pouca bagagem política para entrar na briga.

Homens de confiança de Roseana foram responsáveis pela escolha de empresa investigada pela PF

Do Marrapá

Licitações de empresas investigadas pela PF foram feitas no governo Roseana

Dois nomes conhecidos e ligados a família Sarney são os responsáveis pela celebração do contrato entre a empresa Maranhense de Administração Portuária – EMAP e a Fotogeo, alvo da Operação Draga deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12) por irregularidades na obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui: Luis Carlos Fossati e Astrogildo Quental.

O engenheiro eletricista Luis Carlos Fossati foi escolhido a dedo por Roseana Sarney para comandar a EMAP em seu governo. Ao deixar o posto, dias antes do fim da administração passada, pediu demissão, e mesmo ocupando cargo de confiança abocanhou R$ 300 mil em verbas indenizatórias, além de deixar alinhavado o contrato com a Fotogeo.

O outro agente, Astrogildo Quental, é amigo de longa data de Fernando Sarney, desde o curso de Engenharia Civil da USP e já envolvida em outros escândalos. A dupla foi citada junta na Operação Faktor (Boi Barrica). Quental era o diretor de engenharia da Emap, espécie de “raposa cuidando do galinheiro”.

Tanto Fossati como Quental sabiam das restrições a Fotogeo. A empresa já havia sido atestada por não possuir qualidade para desenvolver diversos serviços, inclusive pelo Governo de São Paulo. Contudo, para os profissionais à serviço da oligarquia, os critérios foram todos atendidos.

A Fotogeo prestava serviço desde 2013 ao Governo Roseana, sempre com com valores altíssimos envolvidos.

Exata! Roseana tem a maior rejeição, segundo pesquisa para governador…

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), tem a maior taxa de rejeição, segundo pesquisa do instituto Exata, encomendada e publicada pelo Jornal Pequeno, sobre a disputa pelo governo do Estado em 2018. 49% dos entrevistados disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Logo em seguida vem o senador Roberto Rocha (PSB), também com alto índice.

A mesma pesquisa  mostrou  que o governador  do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), marcou 51 pontos percentuais contra 28 da peemedebista, no cenário em que aparecem apenas os dois, se as eleições fossem hoje. Outros 16% disseram votar nulo, branco ou nenhum e 5% não sabem ou não responderam. Em votos válidos, a diferença chegaria a 30 pontos.

A nova pesquisa Exata/JP foi realizada entre 14 a 17 de junho e identificou que o governo tem 58% de aprovação. Tem margem de erro de 3.2 pontos percentuais e índice de confiabilidade de 95%. Foram ouvidos 1404 eleitores

O levantamento do instituto, que está entre os que mais acerta nas eleições do Maranhão, também revela que o governador Flávio Dino lidera a pesquisa espontânea com 36% das intenções de voto. Roseana Sarney tem 12% e Roberto Rocha 1%. Maura Jorge e Edivaldo Holanda Júnior também foram lembrados mas não pontuaram.