Reportagem do Estadão diz que ataques do grupo Sarney contra Flávio Dino devem aumentar

Na corrida pelo Palácio Dos Leões, Flávio Dino é o principal alvo do grupo Sarney dia e noite

Uma reportagem do jornal Estadão trouxe à tona fatores que mostram o aumento dos ataques do grupo Sarney, nos últimos meses, ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tido como o seu principal adversário político nestas eleições que se aproximam. A troca de domicílio do ex-presidente José Sarney do Amapá para o Estado foi um dos destaques. Mas o que preocupa são os verdadeiros motivos por trás dessa mudança.

A reportagem mostrou que o ex-presidente só fala em duas coisas: evitar o esfacelamento de seu clã e tirar a qualquer custo do Palácio dos Leões o governador Flávio Dino (PC do B), eleito em 2014 depois de 40 anos de domínio quase ininterruptos do sarneísmo no Estado.

O Estadão trouxe um depoimento de Benedito Buzar, um dos amigos mais próximos do ex-presidente. Nas suas palavras, o que Sarney pensa é em voltar ao poder no Maranhão. Nem é tanto pelo poder em si, mas por uma maneira de dar a volta por cima, de no final não sair como derrotado.

E os ataques do grupo Sarney e da TV Mirante contra o governador Flávio Dino (PCdoB) podem aumentar ainda mais. De acordo com a reportagem, o próximo passo de Sarney é abandonar de vez Brasília, onde mantém uma casa, para se estabelecer apenas em São Luís.

Em um áudio gravado pela Polícia Federal e divulgado recentemente, José Sarney dá ordens ao seu filho, Fernando Sarney, para que a TV Mirante intensifique ataques para quem ele classifica como inimigo.

Agora, com a permanência de José Sarney no Maranhão, o líder maior do grupo comandará pessoalmente os ataques diários contra o governador Flávio Dino nos jornais locais da TV Mirante e na produção para os jornais nacionais da TV Globo.

De volta ao Maranhão, Sarney quer retorno de seu clã ao poder…

O temor pela perda do poder e o enfraquecimento de um clã que construiu faz o ex-senador José Sarney retornar para a origem. 28 anos depois de ter transferido o seu domicílio eleitoral para o Amapá, o ex-presidente está de volta ao Maranhão, inclusive com o direito de votar em sua terra natal.

Ele alega motivos pessoais para o retorno, mas os aliados e amigos revelam a verdade: Sarney quer evitar o esfacelamento de seu clã e a reeleição do bem avaliado governador Flávio Dino (PCdoB), eleito em 2014 depois de 40 anos de domínio quase ininterrupto do sarneyzismo no Estado.

Entretanto, aos 88 anos o ex-presidente tem encontrado dificuldades para fortalecer as candidaturas dos seus filhos: Roseana, ao governo, e Sarney Filho, ao Senado. Líderes partidários da base de Flávio Dino já revelaram sondagens e propostas feitas para mudar de lado e enfraquecer a ampla aliança construída pelo governador.

De volta, o ‘velho e todo poderoso chefão’ reclama até do apartamento onde mora e já avisou que quer retornar a antiga casa com varandas na praia do Calhau. É que no apartamento a vida em condomínio, portarias e elevadores atrapalham os contatos políticos. Já na praia a porta está sempre aberta.

Advogados saem em defesa do secretário de Saúde Carlos Lula…

Advogados saíram em defesa de Carlos Lula

O circo midiático montado pela imprensa de oposição ao governador Flávio Dino, inclusive com a descontextualização e o uso de má-fé de decisões jurídicas envolvendo operação da Polícia Federal, foram apontados por políticos, secretários, usuários de serviços oferecidos pela SES, amigos e tantas outras pessoas que foram de prestar apoio ao secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, na segunda-feira (23), em ato de solidariedade no Grand São Luís Hotel.

O posicionamento dos advogados Mário Macieira e Guilherme Zagalo, respectivamente, ex-presidente e ex-vice da OAB-MA, chamaram atenção dos presentes. Conhecedores das leis e respeitados do meio jurídico, os dois ressaltaram veemente as qualidades profissionais e pessoais de Carlos Lula e classificaram como equivocado e criminoso o uso de veículos de comunicação para fins políticos e para o julgamento público midiático sem embasamento jurídico.

“O seu ‘pecado’ foi ousar transformar a saúde do Maranhão. Eu não posso aguentar calado ver corruptos diplomados acusar de corrupção homens honestos. Nenhum direito a menos. Nem os mais básicos, como a presunção de inocência, como o devido processo legal, como o contraditório… não tem contraditório em mídia monopolizada”, foram as palavras do ex-presidente da OAB-MA, Mário Macieira.

Já Zagallo destacou que “um determinado segmento da mídia” está tentando antecipar o processo eleitoral, fazendo um debate que é comum apenas na campanha. Isso seria motivado por pesquisas eleitorais desfavoráveis ao Grupo Sarney.

“Mídia não é a Justiça. Julgamento não é linchamento. Se não é feito com contraditório, com ampla defesa é linchamento e isso não é Justiça. Estamos num momento em que determinado segmento da cobertura de imprensa tenta instalar um julgamento pelos jornais das 8h ou no impresso, isso não é Justiça”, repetia Guilherme Zagallo.

Eles corroboram o que o próprio governador do estado, Flávio Dino, que é advogado e ex-juiz federal, tem repetido e repudiado que é o uso do grande império midiático para perseguir o trabalho real da gestão. “Eles estão preocupados com seus pequenos espaços de poder, com suas vaidades, com seus privilégios. Estão preocupados só com seus bolsos”, disse durante o ato de solidariedade.

Assim como eles, muitos representantes da classe advocatícia fizeram questão de prestar apoio ao secretário Carlos Lula no evento.

Sarney manobra para tirar partidos da coligação governista…

Com essas manobras, Sarney cria, ainda mais, desavenças com o meio político e seus ex-aliados.

A mudança de domicílio eleitoral do ex-presidente José Sarney foi um sinal claro de que o líder maior da oligarquia que governou o Maranhão por 50 anos fará de tudo para ter o poder do Estado novamente.

O grupo Sarney, em sua sede incansável de poder, tenta agora tirar partidos e diminuir o tempo da coligação do governador Flávio Dino (PCdoB).

O primeiro caso foi quando manobrou para que o deputado federal, Pedro Fernandes (PTB), só assumisse o cargo de ministro do Trabalho se seu filho, Pedro Lucas Fernandes, saísse do governo Flávio Dino.

Recentemente, tentou tirar o DEM do deputado federal Juscelino Filho. Sarney viajou até Salvador para conversar com o presidente nacional do DEM, o prefeito ACM Neto. A manobra não teve êxito. O parlamentar continua presidente e ainda levou outros nomes governistas para a Comissão Estadual.

Agora, pelas informações divulgadas por fontes ligadas ao grupo Sarney, o ex-presidente estaria tramando, juntamente com o presidente Michel Temer, a retirada do deputado federal, André Fufuca, da presidência do PP, e o substituindo pelo deputado federal Hildo Rocha.

Com essas manobras, Sarney cria, ainda mais, desavenças com o meio político e seus ex-aliados. O líder da oligarquia também esquece que a política de hoje é mais dinâmica e não permite o “jogo do vale tudo” executado por tantos anos no Maranhão. É esperar para ver mais uma derrota do ex-presidente.

Em Brasília, Temer reúne-se com Sarney para discutir cenário político no Maranhão

O cenário político nas eleições deste ano e temas relacionados ao Judiciário foram algumas das pautas da conversa.

Na manhã deste sábado (24), o ex-presidente José Sarney reuniu-se com o presidente Michel Temer para discutir o cenário político nas eleições deste ano, além de temas relacionados ao Judiciário.

Sarney é um dos principais conselheiros de Temer. Auxiliares do presidente afirmam que ele também quer conversar sobre sua candidatura à Presidência, após ter assumido publicamente nesta semana que avalia a possibilidade.

Em uma das últimas vezes em que conversaram, no começo de março, Temer e Sarney discutiram o cenário eleitoral envolvendo candidatos do MDB, além da quebra do sigilo bancário do presidente no inquérito dos portos.

Segundo assessores presidenciais, Temer e Sarney aproveitaram a conversa no Palácio do Planalto para comentar o discurso do presidente Temer durante um evento em Brasília.

Sarney elogiou o trecho em que o presidente falou sobre “garantias individuais” e disse que a violação de um direito individual só pode surgir “se houver elementos robustos, suficientes, fortes ou quase exaustivos”.

Auxiliares de Temer afirmam que esse trecho do discurso foi “endereçado” ao ministro Luís Roberto Barroso, que autorizou a quebra de sigilo de Temer no inquérito dos portos.

Em defesa de acusado na Operação Porto Seguro, Sarney prestará depoimento por videoconferência

Sarney iria depor em janeiro, mas na época não havia sido encontrado para receber a intimação.

Nesta sexta-feira (16), o ex-presidente José Sarney prestará depoimento por videoconferência em São Luís. Ele foi intimado como testemunha de defesa de Paulo Vieira Costa, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA).

O ex-diretor, que já foi preso e atualmente é vereador na cidade paulista de Cruzeiro, responde a uma ação penal derivada da Operação Porto Seguro, que investigou irregularidades no setor portuário.

Sarney foi decisivo para sua indicação ao governo. O ex-presidente iria depor no fim de janeiro, mas não foi encontrado para receber a intimação.

Sarney na cabeça de chapa?

Sarney transferiu domicílio eleitoral para o Maranhão e causou frisson na política do Estado

Ainda não foi bem digerida no meio político a mudança de domicílio eleitoral do ex-presidente José Sarney (PMDB). Apesar de ter escrito em seu próprio jornal que é apenas uma “estória bem contada” e que quer apenas ter o “corpo próximo de onde está o umbigo” , a conversa não colou e ainda sugere muitas especulações.

Todos sabem qual o “umbigo” político de Sarney: a eleição de 1965 que o colocou, pela primeira vez, no Palácio dos Leões.
De lá para cá, foram 50 anos, com o breve intervalo do ex-governador Jackson Lago, interrompido, prematuramente, no tapetão em Brasília.

Com a filha Roseana em dificuldades e o  filho Zequinha pensando no Senado, iria querer o ex-presidente trazer o corpo de volta ao “umbigo” e tentar sua volta aos Leões?

Em pauta, a sobrevivência de seu grupo e a defesa de seu legado. Os mesmos motivos que o levam a estimular o presidente Michel Temer a disputar a reeleição.

É esperar para ver….

Sarney, mudança de domicílio e as incertezas que rondam seu grupo político no Maranhão…

De volta ao Maranhão, Sarney vem para o tudo ou nada

Com o governador  Flávio Dino (PCdoB), liderando todas as  pesquisas de intenções de votos no Estado, o ex-senador José Sarney (PMDB) mudou, mais do que depressa, o  domicílio eleitoral para o Maranhão. Fato! Nos bastidores, fortes comentários de que ele não deverá ser candidato a nada e, sim, dedicar-se à campanha, principalmente, da filha, ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), ao governo ou, possivelmente, ao Senado.

A presença de Sarney no Maranhão, no comando da campanha majoritária de seu grupo político, também viria para tentar dirimir os conflitos internos e familiares que acontecem em torno da disputa pelo Senado. Roseana ainda estaria insegura quanto a entrar na disputa pelo governo e vê na corrida pelo Senado a sua possibilidade primeira, em caso do projeto número um fracassar.

Porém, essa pré-disputa pelo Senado no grupo Sarney tem sido uma “dor de cabeça” grande para o patriarca da família. Pois o deputado federal e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), também é pré-candidato e disse que, desta vez, não abrirá mão do direito de ser candidato para a irmã, como já fez em outras ocasiões.

Indecisa sobre entrar ou não na disputa pelo governo do Estado, já que o cenário mostra o governador Flávio Dino com reais condições de reeleição, Roseana marca terreno também para ser possível candidata ao Senado, caso o Plano A não possa se concretizar em função do risco de derrota, o que não agrada o irmão Zequinha.

Nos bastidores, segundo fontes do blog, o grupo Sarney tem como Plano B para a disputa ao governo, no caso de Roseana Sarney vir concorrer a uma vaga no Senado, o senador João Alberto (PMDB), até porque este, escudeiro fiel do grupo, não tem espaço mais para brigar pela reeleição. E o senador Edison Lobão (PMDB) parece ser, no momento, a segunda opção do grupo na corrida senatorial.

A vinda do experiente e articulador Sarney é para colocar freios, acalmar os ânimos, estimular aliados, reorganizar o jogo, numa cartada decisiva e final na tentativa de recuperar o potencial político do grupo que dominou a política do Estado por longas décadas.

Sobre o Amapá e especulações…

Desde 1990, Sarney era eleitor do estado do Amapá, por onde se elegeu senador. A mudança do registro veio poucos dias após pesquisas apontarem a possibilidade de reeleição do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em primeiro turno.

O ex-presidente, agora aos 88 anos anos, mudou seu domicílio eleitoral para o Maranhão, estado em que sua família esteve à frente do poder por décadas.

A mudança do registro eleitoral do patriarca da família Sarney veio poucos dias após pesquisas apontarem que o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), poderia se reeleger em primeiro turno.

Por este motivo, nos bastidores, há a especulação de que o patriarca decidiu se jogar com tudo na campanha,  pelo fato da pré-candidatura de sua filha não ter decolado ainda nem ao governo, nem ao Senado (aqui por conta de querelas familiares).

No Maranhão, há quem diga também que uma eventual candidatura do próprio José Sarney ao governo do Estado não está descartada. Ele teria vindo para o tudo ou nada e qualquer situação. Objetivo maior seria reerguer o grupo político no Maranhão.

Sem nenhum movimento de oxigenação do partido, PMDB segue com mesmo formato

A ex-governadora Roseana Sarney, que já administrou o Estado por quatro mandatos, aos 64 anos, já dá claros sinais de cansaço

O PMDB do Maranhão é um autêntico retrato da oligarquia Sarney e dos 50 anos que passaram governando o Maranhão. O partido possui diversas figuras carimbadas e não se olha nenhum movimento para a oxigenação do partido.

Velhas figuras dão as cartas no partido, começando pelo ex-presidente e ex-governador, José Sarney, que, aos 87 anos, dita as regras na sigla em nível estadual e nacional. Mais duas raposas velhas são símbolos do partido no Estado: Edison Lobão, 81 anos, e João Alberto, 82 anos.

A ex-governadora Roseana Sarney, que já administrou o Estado por quatro mandatos, aos 64 anos, já dá claros sinais de cansaço.

Mais figuras orbitam o PMDB maranhense e, pelas articulações, não desejam abandonar tão cedo a política que exerceram ao longo dos anos. São eles: O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo; o ex-deputado federal, Chiquinho Escórcio; O ex-deputado, Remi Trinta, e o ex-deputado Sétimo Waquim, sem citar os políticos das minioligarquias municipais espalhadas pelo Estado.