Sarney manobra para tirar partidos da coligação governista…

Com essas manobras, Sarney cria, ainda mais, desavenças com o meio político e seus ex-aliados.

A mudança de domicílio eleitoral do ex-presidente José Sarney foi um sinal claro de que o líder maior da oligarquia que governou o Maranhão por 50 anos fará de tudo para ter o poder do Estado novamente.

O grupo Sarney, em sua sede incansável de poder, tenta agora tirar partidos e diminuir o tempo da coligação do governador Flávio Dino (PCdoB).

O primeiro caso foi quando manobrou para que o deputado federal, Pedro Fernandes (PTB), só assumisse o cargo de ministro do Trabalho se seu filho, Pedro Lucas Fernandes, saísse do governo Flávio Dino.

Recentemente, tentou tirar o DEM do deputado federal Juscelino Filho. Sarney viajou até Salvador para conversar com o presidente nacional do DEM, o prefeito ACM Neto. A manobra não teve êxito. O parlamentar continua presidente e ainda levou outros nomes governistas para a Comissão Estadual.

Agora, pelas informações divulgadas por fontes ligadas ao grupo Sarney, o ex-presidente estaria tramando, juntamente com o presidente Michel Temer, a retirada do deputado federal, André Fufuca, da presidência do PP, e o substituindo pelo deputado federal Hildo Rocha.

Com essas manobras, Sarney cria, ainda mais, desavenças com o meio político e seus ex-aliados. O líder da oligarquia também esquece que a política de hoje é mais dinâmica e não permite o “jogo do vale tudo” executado por tantos anos no Maranhão. É esperar para ver mais uma derrota do ex-presidente.

Em Brasília, Temer reúne-se com Sarney para discutir cenário político no Maranhão

O cenário político nas eleições deste ano e temas relacionados ao Judiciário foram algumas das pautas da conversa.

Na manhã deste sábado (24), o ex-presidente José Sarney reuniu-se com o presidente Michel Temer para discutir o cenário político nas eleições deste ano, além de temas relacionados ao Judiciário.

Sarney é um dos principais conselheiros de Temer. Auxiliares do presidente afirmam que ele também quer conversar sobre sua candidatura à Presidência, após ter assumido publicamente nesta semana que avalia a possibilidade.

Em uma das últimas vezes em que conversaram, no começo de março, Temer e Sarney discutiram o cenário eleitoral envolvendo candidatos do MDB, além da quebra do sigilo bancário do presidente no inquérito dos portos.

Segundo assessores presidenciais, Temer e Sarney aproveitaram a conversa no Palácio do Planalto para comentar o discurso do presidente Temer durante um evento em Brasília.

Sarney elogiou o trecho em que o presidente falou sobre “garantias individuais” e disse que a violação de um direito individual só pode surgir “se houver elementos robustos, suficientes, fortes ou quase exaustivos”.

Auxiliares de Temer afirmam que esse trecho do discurso foi “endereçado” ao ministro Luís Roberto Barroso, que autorizou a quebra de sigilo de Temer no inquérito dos portos.

Em defesa de acusado na Operação Porto Seguro, Sarney prestará depoimento por videoconferência

Sarney iria depor em janeiro, mas na época não havia sido encontrado para receber a intimação.

Nesta sexta-feira (16), o ex-presidente José Sarney prestará depoimento por videoconferência em São Luís. Ele foi intimado como testemunha de defesa de Paulo Vieira Costa, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA).

O ex-diretor, que já foi preso e atualmente é vereador na cidade paulista de Cruzeiro, responde a uma ação penal derivada da Operação Porto Seguro, que investigou irregularidades no setor portuário.

Sarney foi decisivo para sua indicação ao governo. O ex-presidente iria depor no fim de janeiro, mas não foi encontrado para receber a intimação.

Sarney na cabeça de chapa?

Sarney transferiu domicílio eleitoral para o Maranhão e causou frisson na política do Estado

Ainda não foi bem digerida no meio político a mudança de domicílio eleitoral do ex-presidente José Sarney (PMDB). Apesar de ter escrito em seu próprio jornal que é apenas uma “estória bem contada” e que quer apenas ter o “corpo próximo de onde está o umbigo” , a conversa não colou e ainda sugere muitas especulações.

Todos sabem qual o “umbigo” político de Sarney: a eleição de 1965 que o colocou, pela primeira vez, no Palácio dos Leões.
De lá para cá, foram 50 anos, com o breve intervalo do ex-governador Jackson Lago, interrompido, prematuramente, no tapetão em Brasília.

Com a filha Roseana em dificuldades e o  filho Zequinha pensando no Senado, iria querer o ex-presidente trazer o corpo de volta ao “umbigo” e tentar sua volta aos Leões?

Em pauta, a sobrevivência de seu grupo e a defesa de seu legado. Os mesmos motivos que o levam a estimular o presidente Michel Temer a disputar a reeleição.

É esperar para ver….

Sarney, mudança de domicílio e as incertezas que rondam seu grupo político no Maranhão…

De volta ao Maranhão, Sarney vem para o tudo ou nada

Com o governador  Flávio Dino (PCdoB), liderando todas as  pesquisas de intenções de votos no Estado, o ex-senador José Sarney (PMDB) mudou, mais do que depressa, o  domicílio eleitoral para o Maranhão. Fato! Nos bastidores, fortes comentários de que ele não deverá ser candidato a nada e, sim, dedicar-se à campanha, principalmente, da filha, ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), ao governo ou, possivelmente, ao Senado.

A presença de Sarney no Maranhão, no comando da campanha majoritária de seu grupo político, também viria para tentar dirimir os conflitos internos e familiares que acontecem em torno da disputa pelo Senado. Roseana ainda estaria insegura quanto a entrar na disputa pelo governo e vê na corrida pelo Senado a sua possibilidade primeira, em caso do projeto número um fracassar.

Porém, essa pré-disputa pelo Senado no grupo Sarney tem sido uma “dor de cabeça” grande para o patriarca da família. Pois o deputado federal e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), também é pré-candidato e disse que, desta vez, não abrirá mão do direito de ser candidato para a irmã, como já fez em outras ocasiões.

Indecisa sobre entrar ou não na disputa pelo governo do Estado, já que o cenário mostra o governador Flávio Dino com reais condições de reeleição, Roseana marca terreno também para ser possível candidata ao Senado, caso o Plano A não possa se concretizar em função do risco de derrota, o que não agrada o irmão Zequinha.

Nos bastidores, segundo fontes do blog, o grupo Sarney tem como Plano B para a disputa ao governo, no caso de Roseana Sarney vir concorrer a uma vaga no Senado, o senador João Alberto (PMDB), até porque este, escudeiro fiel do grupo, não tem espaço mais para brigar pela reeleição. E o senador Edison Lobão (PMDB) parece ser, no momento, a segunda opção do grupo na corrida senatorial.

A vinda do experiente e articulador Sarney é para colocar freios, acalmar os ânimos, estimular aliados, reorganizar o jogo, numa cartada decisiva e final na tentativa de recuperar o potencial político do grupo que dominou a política do Estado por longas décadas.

Sobre o Amapá e especulações…

Desde 1990, Sarney era eleitor do estado do Amapá, por onde se elegeu senador. A mudança do registro veio poucos dias após pesquisas apontarem a possibilidade de reeleição do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em primeiro turno.

O ex-presidente, agora aos 88 anos anos, mudou seu domicílio eleitoral para o Maranhão, estado em que sua família esteve à frente do poder por décadas.

A mudança do registro eleitoral do patriarca da família Sarney veio poucos dias após pesquisas apontarem que o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), poderia se reeleger em primeiro turno.

Por este motivo, nos bastidores, há a especulação de que o patriarca decidiu se jogar com tudo na campanha,  pelo fato da pré-candidatura de sua filha não ter decolado ainda nem ao governo, nem ao Senado (aqui por conta de querelas familiares).

No Maranhão, há quem diga também que uma eventual candidatura do próprio José Sarney ao governo do Estado não está descartada. Ele teria vindo para o tudo ou nada e qualquer situação. Objetivo maior seria reerguer o grupo político no Maranhão.

Sem nenhum movimento de oxigenação do partido, PMDB segue com mesmo formato

A ex-governadora Roseana Sarney, que já administrou o Estado por quatro mandatos, aos 64 anos, já dá claros sinais de cansaço

O PMDB do Maranhão é um autêntico retrato da oligarquia Sarney e dos 50 anos que passaram governando o Maranhão. O partido possui diversas figuras carimbadas e não se olha nenhum movimento para a oxigenação do partido.

Velhas figuras dão as cartas no partido, começando pelo ex-presidente e ex-governador, José Sarney, que, aos 87 anos, dita as regras na sigla em nível estadual e nacional. Mais duas raposas velhas são símbolos do partido no Estado: Edison Lobão, 81 anos, e João Alberto, 82 anos.

A ex-governadora Roseana Sarney, que já administrou o Estado por quatro mandatos, aos 64 anos, já dá claros sinais de cansaço.

Mais figuras orbitam o PMDB maranhense e, pelas articulações, não desejam abandonar tão cedo a política que exerceram ao longo dos anos. São eles: O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo; o ex-deputado federal, Chiquinho Escórcio; O ex-deputado, Remi Trinta, e o ex-deputado Sétimo Waquim, sem citar os políticos das minioligarquias municipais espalhadas pelo Estado.

José Sarney, o mais longevo oligarca brasileiro

Por Marco Antonio Villa, do Estado de Minas

Sarney foi tema de artigo

José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro. Começou jovem na política, conduzido pelo pai. Aos 35 anos, resolveu mudar de nome. Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome. Virou, da noite para o dia, José Sarnei Costa. O Costa logo foi esquecido e o Sarnei, já nos anos 1980, ganhou um “y” no lugar do “i”. Dava um ar de certa nobreza.

Na história republicana, não há personagem que se aproxime do seu perfil. Muitos tiveram poder. Pinheiro Machado, na Primeira República, foi considerado o fazedor de presidentes. Contudo, tinha restrita influência na política do seu estado, o Rio Grande do Sul. E não teve na administração federal ministros da sua cota pessoal. Durante o populismo, as grandes lideranças lutavam para deter o Poder Executivo. Os mais conhecidos (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, entre outros) mesmo quando eleitos para o Congresso Nacional, pouco se interessavam pela rotina legislativa. Assim como não exigiram ministérios nem a nomeação de parentes e apaniguados.

Mas com José Ribamar Costa, hoje conhecido como José Sarney, tudo foi muito diferente. Usou o poder central para apresar o “seu” Maranhão. Apoiou o golpe de 1964, mesmo demonstrando simpatia para com Jango Goulart. Em 1965, foi eleito governador e em 1970 escolhido senador. Durante o regime militar, priorizou seus interesses paroquiais. Nunca se manifestou contra as graves violações aos direitos humanos, assim como sobre a implacável censura. Foi um senador “do sim”. Obediente, servil. Presidiu o PDS e lutou contra as diretas já. No dia seguinte à derrota da Emenda Dante de Oliveira, enviou telegrama de felicitações ao deputado Paulo Maluf – que articulava sua candidatura à sucessão do general Figueiredo – saudando o fracasso do restabelecimento das eleições diretas para presidente. Meses depois, foi imposto pela Frente Liberal como candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Democrática. Tancredo Neves recebeu com desagrado a indicação. Lembrava que, em 1983, em fevereiro, quando se despediu do Senado para assumir o governo de Minas Gerais, no pronunciamento que fez naquela Casa, o único senador que o criticou foi justamente Ribamar Costa. Mas teve de engolir a imposição pois sem os votos dos dissidentes não teria condições de vencer no Colégio Eleitoral.

Em abril de 1985, o destino pregou mais uma das suas peças: Tancredo morreu. A Presidência caiu no colo de Ribamar Costa. Foram cinco longos anos. Conduziu pessimamente a transição. Teve medo de enfrentar as mazelas do regime militar – também pudera: era parte daquele passado. Rompeu o acordo de permanecer quatro anos na Presidência. Coagiu – com a entrega de centenas de concessões de emissoras de rádio e televisão – os constituintes para obter mais um ano de mandato. Implantou três planos de estabilização: todos fracassados. Desorganizou a economia do país. Entregou o governo com uma inflação em março de 1990 de 84%. Em 1989, a inflação anual foi de 1.782%. Isso mesmo: 1.782%!

A impopularidade do presidente tinha alcançado tal patamar, que nenhum dos candidatos na eleição de 1989 – e foram 22 – quis ter o seu apoio. O esporte nacional era atacar Ribamar Costa. Temendo eventuais processos, buscou a imunidade parlamentar. Candidatou-se ao Senado. Mas tinha um problema: pelo Maranhão dificilmente seria eleito. Acabou escolhendo um estado recém-criado: o Amapá. Lá eram três vagas em jogo – no Maranhão era somente uma. Não tinha qualquer ligação com o novo estado. Era puro oportunismo. Rasgou a lei que determina que o representante estadual no Senado tenha residência no estado. Todo mundo sabe que morava em São Luís, e não em Macapá. E dá para contar nos dedos suas visitas ao estado que “representou” por 24 anos

Espertamente, em 2002, estabeleceu estreita aliança com Lula. Nunca teve tanto poder. Passou a mandar mais do que na época em que foi presidente. Chegou até a anular a eleição do seu adversário (Jackson Lago) para o governo do Maranhão. Indicou ministros, pressionou funcionários, fez o que quis. Elegeu-se duas vezes para a presidência do Senado. Suas gestões foram marcadas por acusações de corrupção, filhotismo e empreguismo desenfreado. Ficaram famosos os atos secretos, repletos de imoralidade administrativa.

Nas duas presidências Dilma teve grande influência. Nomeou ministros, controlou estatais. Por puro oportunismo, na última hora, apoiou o impeachment. No novo governo impôs na pasta do Meio Ambiente o seu próprio filho e vetou ministros, como no recente caso envolvendo o Ministério do Trabalho. E tudo isso sem ter mais mandato parlamentar.

O mais fantástico é que em mais de meio século de vida pública – como o célebre Pacheco de Eça de Queirós –, não é possível identificar uma realização, uma importante ação em prol do Brasil, nada, absolutamente nada.

Flávio Dino coloca João Alberto no seu devido lugar…

Depois de décadas de espera e da intervenção certeira do governo do Estado, as obras de duplicação da BR-135 foram oficialmente entregues hoje (11) pelo Governo Federal.
Com a presença de ministros, prefeitos, deputados, senadores e do governador Flávio Dino, a entrega, que tinha tudo para ter só a alta temperatura do local como ponto importante, teve durante o discurso de Flávio Dino umas das cenas mais engraçadas de 2018 – até agora.

O ex-juiz federal e professor é conhecido por suas tiradas rápidas e brincadeiras durante os discursos que mesmo, em campo do inimigo, não ficaram de fora do discurso de hoje.
A primeira foi a resposta ao secretário da Presidência da República, Moreira Franco, que fez menção ao peso do Governador em seu discurso e teve que ouvir que a “espera pela duplicação da Br-135 era tão antiga quanto sua militância política durante a ditadura”, uma clara alusão a idade do Secretário e a sua cabeleira grisalha.

Tirando risos da plateia que já tinha vaiado Hildo Rocha e seu destempero, Dino prosseguiu o discurso parabenizando os que “realmente colocaram a mão na massa por essa duplicação”, as dezenas de operários que trabalharam debaixo de chuva e sol para a conclusão da obra.

Quando se referia ao longo tempo de espera da duplicação, Dino confirmou uma fala do próprio Moreira Franco quando disse que era preciso romper os ciclos administrativos.

“Nós rompemos, aqui, o ciclo da falta de estradas, o ciclo da falta de politicas sócias, da falta de escolas”, dizia Dino quando foi interrompido por ofensas proferidas pelo Carcará 90% honesto.
Do alto de sua finesse, o governador Comunista ignorou a investidas raivosas de João Alberto e continuou o discurso alfinetando o PMSbista.
“Rompemos também o ciclo da falta de educação, que é uma coisa importante para se governar bem. É preciso ter educação, ter serenidade e tranquilidade”, completou Dino.
Enquanto isso, Sarney Filho se esquivava das investidas do velho Carcará em inflamar os Sarneysistas de plantão e ria dos devaneios do Senador.

Sarney dá pitaco nas grandes questões nacionais e veta ou apoia indicação de ministros, diz O Globo

Sarney teria vetado Pedro Fernandes

O jornal O Globo trouxe matéria, neste final de semana, sobre a influência de José Sarney na política nacional. A matéria, intitulada de ‘Da hidroginástica aos cargos-chave do governo’, conta o dia a dia do oligarca em Brasília, onde atualmente reside. Após o veto a Pedro Fernandes no ministério do Trabalho, a ingerência de Sarney voltou aos holofotes da política brasileira.

Com 87 anos e afastado de cargos eletivos desde 2015, o oligarca maranhense, de acordo com o O Globo, “dá pitaco nas grandes questões nacionais e veta ou apoia indicação de ministros ou ocupantes de outros cargos estratégicos, como ministros de tribunais superiores e até o comando da Polícia Federal”.
Segundo o jornal, “para boa parte dos cotados a cargos em ministérios, diretorias de agências reguladoras, tribunais superiores, de contas, um dos primeiros caminhos é bater à porta de Sarney”.
O caso recente e rumoroso foi o veto à indicação do deputado maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho, por ele ser ligado ao grupo do governador Flávio Dino (PCdoB), maior adversário do clã Sarney hoje. Outra demonstração de poder foi o apoio à nomeação do atual diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. Segundo aliados, o ex-presidente não entra em questões que considera irrelevantes.

A confirmação de que José Sarney é o todo-poderoso do governo Temer explica muita coisa sobre o atual presidente. Inclusive sua popularidade na beira do menor nível da história brasileira. Comparável, obviamente, ao do próprio Sarney no final dos anos 1980.