Pacientes do Tocantins vêm ao Maranhão em busca de tratamento

Pacientes do Tocantins que precisam de tratamento na área de radioterapia estão vindo ao Maranhão em busca do tratamento contra o câncer, é o que informou a edição desta quarta-feira (19) do telejornal Bom Dia Brasil da TV Globo. Segundo o noticiário, no Tocantins o único aparelho da rede pública está sem funcionar desde 2014. A reportagem destaca que o governo Michel Temer (PMDB) promete entregar 20 máquinas de radioterapia até o final do ano em todo o país, mas até agora apenas três estão em funcionamento das 80 máquinas que já deveriam ter sido entregues pelo Ministério da Saúde.

No Maranhão o tratamento do câncer é prioridade desde 2015. Logo no início da sua gestão, o governador Flávio Dino (PCdoB) firmou convênio com clínica especializada de Imperatriz para descentralizar a oferta do serviço de radioterapia no Estado, antes disponível apenas em São Luís.

O direito ao atendimento oncológico, antes negado à população da Região Tocantina, hoje atende mais de 200 pessoas por mês, incluindo os pacientes do estado do Tocantins, que desde 2015 usufruem do serviço de radioterapia oferecido pelo governo do Maranhão.

Saúde de Verdade

No artigo “Saúde de verdade”, publicado no final de 2016, Flávio Dino listou várias ações implantadas para ampliar e melhorar o atendimento em saúde pública no estado, além de destacar o trabalho desenvolvido pela Unidade Móvel de Combate ao Câncer e a ampliação ao acesso a radioterapia por meio de convênio celebrado para compra de novos equipamentos a serem instalados no Hospital Andenora Bello, em São Luís, que deve ocorrer ainda em 2017.

Outros investimentos estaduais estão previstos para Imperatriz nos próximos anos, especialmente na área da saúde. Por meio de convênio com clínicas particulares, o poder público estadual irá implantar o serviço de oncologia pediátrica na região.

Atualmente, um tratamento completo de radioterapia custa de R$ 40 a R$ 70 mil na rede privada. A radioterapia é um dos tratamentos mais eficazes para destruir as células cancerígenas no corpo, sendo, portando, um tratamento fundamental para pacientes com câncer e que, pelo alto custo, não pode deixar de ser ofertado pela rede de saúde pública.

Infelizmente o governo federal não vem cumprindo seu papel, mas em alguns estados, como é o caso do Maranhão, o tratamento do câncer vem sendo encarado como essencial.

Os números não mentem jamais…

Por Carlos Lula*

Secretário Lula Almeida

Uma das esquisitices de quem, como eu, tem apreço por livros, é, em muitos casos, ter acesso a conteúdos e matérias que, a princípio, pouco lhe dizem respeito. Quando criança, recordo-me de visitar bibliotecas vastas, a revelar que seus donos de tudo liam, das ciências humanas às exatas. Nunca me imaginei num cenário desses, mas hoje, a vislumbrar minha própria biblioteca, encontro praticamente de tudo um pouco. Nela, inclusive, há um cantinho especial para a matemática.

Digo isso porque voltei à leitura de um belíssimo livro do jornalista e escritor americano Darrell Huff, diante de artigo que apontava um suposto sucateamento da Saúde no estado do Maranhão. Pois bem, o livro chama-se “Como mentir com estatística” e foi lançado nos Estados Unidos em 1954, mas relançado em 2016 no Brasil numa bem acabada edição.

O que o autor faz, de maneira descontraída, simples, e, por vezes, irônica, é chamar a atenção para o fato de que as estatísticas utilizadas numa matéria jornalística, por exemplo, podem estar corretas, mas a forma de obtê-las, interpretá-las, associá-las e até mesmo apresentá-las pode causar grandes distorções. Eis o alerta fundamental de Huff.

Voltemos, então, ao Maranhão. O artigo acima referido parte do pressuposto de que “houve redução nos gastos com a saúde pública no governo Flávio Dino”. Para tanto, sua autora se utiliza de dados públicos da Secretaria de Planejamento do Governo. Segundo ela, as despesas totais com a Saúde estariam caindo drasticamente, de sorte que teríamos hoje menos materiais hospitalares, menos medicamentos, menos atendimentos e internações e até menos cirurgias.

Pois bem. O que o artigo chama de “despesa total” desconsidera o total de despesas empenhadas, levando em conta apenas as liquidadas. Todo o restante deriva daí, dessa “pequena” mudança metodológica. Entretanto, o verdadeiro critério de validação para o cálculo de gastos percentuais com a saúde considera exatamente o valor omitido, ou seja, deve ser ponderado o que foi efetivamente empenhado, e não apenas o valor liquidado. Ao observar os reais números, toda a argumentação do citado artigo cai por terra.

Os números aqui destacados estão no saite da SEPLAN e são públicos. Em 2014, o Estado gastou R$ 1.894.215.906,11. Já em 2016, R$ 2.015.205.683,12. Ou seja, mesmo num cenário de grave crise econômica, o governo do Maranhão gastou em serviços de saúde em 2016 quase 121 milhões de reais a mais que em 2014, R$ 120.989.777,01 para ser mais exato. Nos últimos dois anos, portanto, não diminuímos; aumentamos o investimento em saúde.

Outro dado que também precisa ser analisado diz respeito à produção da Secretaria.
Para isso, é necessário analisar os números do DATASUS. Neles, mais indicadores, a demonstrar exatamente que os argumentos postos no citado artigo não correspondem à realidade. Se em 2014 foram realizadas 78.207 internações em nossa rede de saúde, em 2015 ocorreram 82.249, e em 2016, 93.732. Um crescimento de 19,85% em apenas dois anos. Já produção ambulatorial saiu de 23.930.174 atendimentos em 2014 para 25.368.797 atendimentos em 2016, crescendo mais de 8%. Uma simples análise de números, portanto, leva à conclusão que o aumento de investimento em saúde nos rendeu o crescimento do número de internações, consultas, cirurgias e procedimentos na nossa rede de saúde nos últimos dois anos.

Poderia falar ainda dos hospitais regionais, da eficiência no uso do recurso público, da abertura de 10 leitos de UTI em Caxias, de 10 leitos de UTI em Pinheiro, de 10 leitos de UTI em Santa Inês, de 8 leitos de UTI em Bacabal, de 8 leitos de UTI na Maternidade Marly Sarney, de 10 leitos de UTI em Imperatriz e na breve abertura de mais 10 leitos de UTI em Balsas, apenas para citar mais um dado, mas o espaço não o permite.

Iniciei com o professor Darrell Huff e pretendo com ele finalizar. Ele adverte, lá pelas tantas, que é bom analisar com bastante atenção fatos e números em jornais, livros, revistas e anúncios antes de aceitar qualquer um deles como correto. Às vezes, diz ele, um olhar cuidadoso melhora o foco, exatamente o que pretendemos aqui demonstrar. Aumentamos o número de unidades, o número de leitos, o número de leitos de UTI, os procedimentos, as cirurgias e internações, eis a realidade. Os dados são públicos e objetivos, mas é preciso adotar a metodologia correta para analisá-los, sob pena de enviesá-los somente para agradar a nossa torcida. Afinal de contas, os números não mentem, mas quem os manipula corre sempre o risco de fazê-lo.

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*Carlos Lula é secretário de Saúde do Estado

Com emendas de Othelino, Santa Helena e Vargem Grande recebem ambulâncias…

Ambulâncias foram entregues, nesta sexta-feira, aos prefeitos de Santa Helena e Vargem Grande

O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), entregaram, nesta sexta-feira (07), ambulâncias aos municípios de Santa Helena e Vargem Grande, adquiridas com emendas do parlamentar. Durante a solenidade, os respectivos prefeitos Zezildo Almeida e Carlinhos Barros receberam as chaves dos veículos.

No mês passado, o município de Pinheiro também foi contemplado com uma ambulância adquirida por meio de emenda, também de autoria do deputado Othelino Neto, assim também como São Bento, Barra do Corda e outros. “É uma forma de colaborar, concretamente, para melhorar a vida das pessoas”, assinalou o vice-presidente da AL.

Nesta etapa, foram contemplados os municípios de Santa Helena, Vargem Grande, Governador Eugênio Barros e Nina Rodrigues, dando continuidade ao programa de fortalecimento do transporte sanitário no Maranhão e reforço da rede de saúde pública do estado.

“Nós temos apoiado medidas adotadas pelos municípios, no que diz respeito à reestruturação dos seus sistemas próprios de saúde. Não devemos legalmente assumir a gestão desses sistemas, mas temos ajudado e essa entrega de ambulâncias é a prova disso”, afirmou o governador Flávio Dino.

Os municípios serão responsáveis pelo custeio e manutenção das unidades. O prefeito de Vargem Grande, Carlinhos Barros, disse que a unidade vai beneficiar não só o município, mas toda a região. “Nós tínhamos uma ambulância muito ruim, que recentemente ficou no prego socorrendo um paciente da cidade vizinha, Nina Rodrigues, onde trabalhamos em parceria. Agora, essa ambulância vai nos ajudar muito”, declarou.

O prefeito de Santa Helena, Zezildo Almeida, também destacou os benefícios que a ambulância trará para o município e agradeceu a entrega da unidade. “A saúde de Santa Helena estava completamente abandonada e, logo que assumimos o governo, começamos a reestruturar a saúde do município. Agradeço ao governador Flávio Dino e ao deputado Othelino Neto, que estão juntos nessa caminhada conosco pela melhoria do sistema de saúde do nosso município”, frisou.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, disse que a entrega dessas quatro ambulâncias encerram a primeira fase do programa, que já contemplou mais de 100 municípios e deve atender todos os 217 até o fim do ano. “Com esse programa revolucionamos o sistema de transporte sanitário do estado, melhoramos a rede de saúde e trazemos uma segurança a todos”, finalizou.

Cadê a transparência? Fábio Gentil tenta camuflar verdades sobre os recursos da Saúde em Caxias

se o prefeito Fábio Gentil dá tanto valor à Saúde de seus munícipes a ponto de acusar o governo de cortes, por que a destinação de recursos para a pasta municipal é tão insignificante?

Dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Caxias dão conta de que o investimento em saúde feito pela gestão municipal, entre janeiro e junho deste ano, foi de R$ 3.753.822, 58. Este é o valor sinalizado como pago pelo município em 2017. Em contrapartida, o governo do Maranhão investe R$ 3,9 milhões lá todo mês. O Ministério da Saúde repassa aos cofres municipais quase R$ 5,4 milhões mensalmente.

Aí, duas perguntas: é falta de investimento ou falta de transparência da Prefeitura? E se o prefeito Fábio Gentil dá tanto valor à Saúde de seus munícipes a ponto de acusar o governo de cortes, por que a destinação de recursos para a pasta municipal é tão insignificante?

O investimento de todo o primeiro semestre de 2017 feito pela Prefeitura de Caxias na saúde pública do município, conforme registrado no Portal da Transparência, é inferior ao valor repassado a cada mês pelo governo.

Os recursos repassados ao município mantêm exames mais complexos, como ressonâncias magnéticas, tomografias e até serviço de hemodiálise.

Além disso, o Hospital Macrorregional de Caxias tem recebido de portas abertas os caxienses que não encontram amparo nas unidades do município, com a responsabilidade de quem zela pela saúde das pessoas e não se prende a imbróglios e disputas políticas. Parece que dessa lição o prefeito Fábio Gentil passou de largo.

Já o investimento SUS serviria ao município para garantir serviços de suas unidades, seus centros de saúde e Hospital Geral de Caxias. Para isso, são quase R$ 3,8 milhões. Unidades que não têm tido condições de suportar a demanda básica da população.
E tem mais. Fábio Gentil recusa uma economia de até R$ 1,5 milhão mensais, que viria da proposta estadual de gerenciar a Maternidade Carmosina Coutinho, um dos equipamentos de saúde mais dispendiosos de Caxias.

Na resposta formal que encaminhou ao gabinete da Secretaria de Saúde, Gentil não fez jus ao sobrenome e denominou a proposta de “mero capricho político”. Aos caxienses, cabe a reflexão: quem é que realmente trata as questões com capricho político? Quem quer resolver os problemas e apresenta soluções ou quem, além de não resolver, emperra o serviço, deixando o prejuízo final alcançar a saúde da população?!

Prefeito de Caxias recusa ajuda do governo e penaliza população

Fábio Gentil sacrifica a população por questões políticas

O prefeito do município de Caxias, Fábio Gentil, recusou a ajuda oferecida pelo governo do Estado, que se dispôs a assumir, integralmente, a administração da Maternidade Carmosina Coutinho. A decisão, sem qualquer explicação do prefeito, prejudica milhares de moradores da região dos Cocais, que necessitam de atendimento.

A proposta do governo à Prefeitura de Caxias foi encaminhada, via ofício, pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, no dia 1º de junho de 2017, após uma conversa em que o prefeito Fábio Gentil informou ao secretário Carlos Lula que os custos com a manutenção da Maternidade Carmosina Coutinho, aproximadamente de R$ 1,5 milhão, são muito altos para a Prefeitura.

“O prefeito me disse que estava precisando de ajuda e que o maior gasto hoje da Prefeitura é com a Maternidade Carmosina Coutinho. Sensibilizado com a situação, o Governo do Estado se ofereceu para assumir a administração da maternidade, assumindo todos os custos”, explicou Lula.

No dia 7 de junho, o prefeito Fábio Gentil encaminhou ofício ao secretário, recusando a proposta do governo, sem apresentar qualquer fundamentação. Na avaliação de Carlos Lula, não há razão alguma para que o prefeito tenha agido desta maneira, e que a motivação foi meramente política. “Não houve preocupação do prefeito com a população”, afirmou.

No ofício encaminhado ao prefeito de Caxias, o governo ainda se dispôs a aceitar uma contraproposta da Prefeitura para assumir todo o custeio da maternidade, desde que a administração do hospital passasse a ser de responsabilidade do Estado. Mesmo assim, o prefeito não aceitou.

“Infelizmente, só temos a lamentar a postura do prefeito Fábio Gentil, pois a Maternidade Carmosina Coutinho foi construída com recursos do Governo do Estado e alguém que diz que precisa de dinheiro não pode recusar ajuda do governo de quase um milhão e meio. A Prefeitura poderia muito bem utilizar estes recursos em outras áreas do município”, afirmou Carlos Lula.

Além da população de Caxias, boa parte das pessoas que recebem atendimento na Maternidade Carmosina Coutinho é oriunda de outros municípios, o que reafirma a intenção do Governo do Estado de custear totalmente os gastos com a unidade hospitalar, desde que a Prefeitura transfira a gestão para a responsabilidade total do Estado.

INVESTIMENTOS

Em 2016, o Governo do Estado destinou R$ 9 milhões à Maternidade Carmosina Coutinho, como parte de uma ação realizada em vários municípios para o enfrentamento da mortalidade materna. Com este recurso, pago em seis parcelas, foi possível reestruturar toda unidade hospitalar, dotando a maternidade com novos e modernos equipamentos que se encontram à disposição de toda a população.

O governo do Estado investe quase R$ 5 milhões por mês na saúde do município de Caxias, os quais são destinados ao Hospital Macrorregional, ao Hemomar e unidades credenciadas.

Nos próximos 90 dias, o governo do Estado vai inaugurar um prédio do IML no município em Caxias e o serviço de oncologia no Hospital Macrorregional do município. O atendimento seguirá os mesmos padrões do Hospital do Câncer de São Luís.

Carlos Lula desmente acusações de prefeito sobre cortes na Saúde de Caxias



Caxias é um dos municípios que mais recebe investimentos do governo do Estado na área da saúde. Só nos seis primeiros meses deste ano, foram destinados cerca de R$ 30 milhões, o que corresponde a um repasse mensal no valor aproximado de R$ 5 milhões.

A informação foi prestada pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, que desmentiu a informação divulgada pela Prefeitura de Caxias, de que o Estado teria cortado R$ 18 milhões da saúde do município.

“Essa história divulgada pela Prefeitura de Caxias é completamente falsa. Basta acessar o portal da transparência e olhar os repasses que foram feitos pelo Governo do Estado para a Prefeitura de Caxias no ano passado, pra ver que esses números apresentados pela Prefeitura não batem de modo algum”, disse Carlos Lula.

De acordo com o secretário, do total de investimentos na área da saúde, a Prefeitura de Caxias é a que menos aloca recursos para o setor. Em primeiro lugar está o Governo Federal, que faz o repasse mensal de R$ 5.400.000,00 via SUS, seguida do Estado, que destina todo mês aproximadamente R$ 5.000.000,00 para a manutenção do Hospital Macrorregional, Hemomar, mais investimentos com serviços pagos aos credenciados. O site da prefeitura não precisa dados quanto aos investimentos com recursos próprios do município.

Carlos Lula disse que é importante que a população de todo o estado do Maranhão saiba que os exames laboratoriais  realizados na cidade de Caxias são pagos pelo Governo do Estado, assim como os exames mais complexos, tais como ressonância magnética.

“Se somarmos os custos com esses serviços, o Estado gasta com a saúde de Caxias mais de R$ 5 milhões. ”, alertou.

De posse de dados reais, o secretário Carlos Lula desafiou o prefeito Fábio Gentil a provar a acusação de que teria havido cortes e também vir a público mostrar quanto a Prefeitura gasta com setor.

“É completamente falsa a acusação do prefeito de que o Governo do Estado não investe na saúde de Caxias. Muito pelo contrário. Se fizermos uma conta proporcional, é muito provável que Caxias seja o município que mais receba investimentos do Estado na área de saúde”, afirmou.

MATERNIDADE CARMOSINA

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, explicou que em 2016, o Governo do Estado destinou R$ 9 milhões à Maternidade Carmosina Coutinho, como parte de uma ação realizada em vários municípios para o enfrentamento da mortalidade materna. Com este recurso, pago em seis parcelas, foi possível comprar novos e modernos equipamentos à maternidade, que se encontram à disposição de toda a população.
Este convênio não tem nada a ver com repasses mensais de 3 milhões à prefeitura caxiense, que nunca existiu.

Ciente da importância da maternidade para a população de Caxias, no dia 1º de junho deste ano, o secretário Carlos Lula encaminhou ofício ao prefeito Fábio Gentil propondo que o Governo do Estado assumisse administração total da maternidade, arcando com o seu custo integral que chega a ser de aproximadamente R$ 1,3 milhão mensal.

Em ofício datado do dia 7 de junho, o prefeito Fábio Gentil recusou a ajuda oferecida pelo Governo do Estado para arcar com todos os custos com a manutenção e gestão da maternidade.

“Infelizmente, só temos a lamentar, pois a Maternidade Carmosina Coutinho foi construída com recursos do Governo do Estado e alguém que diz que precisa de dinheiro, não poderia recusar ajuda do governo de quase um milhão e meio que ele poderia utilizar em outras áreas”, afirmou Carlos Lula.

Com emenda de Othelino, Luciano Genésio recebe ambulância para Pinheiro…

Governador entregou ambulância de Pinheiro e de mais sete municípios

O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), e outros parlamentares participaram da entrega de ambulâncias para oito municípios maranhenses, entre eles a de Pinheiro, adquirida com emenda de sua autoria. Os veículos foram entregues pelo governador Flávio Dino aos gestores durante solenidade, nesta quinta-feira (22), no Palácio dos Leões. As unidades foram compradas por meio de emendas parlamentares e de recursos do Tesouro Estadual.

O município de Pinheiro foi um dos contemplados com uma ambulância adquirida por meio de uma emenda parlamentar de Othelino Neto. O presidente em exercício da Assembleia fez questão de participar da cerimônia e entregar, com o governador, as chaves do veículo nas mãos do prefeito Luciano Genésio (fotos). O parlamentar tem cobrado investimentos como esse em municípios onde o transporte de pacientes é feito em caminhonetes, como aconteceu na principal cidade da Baixada Maranhense.

Em discurso na tribuna esta semana, Othelino Neto revelou que, no final do ano passado, convidou  o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, para que ele viesse à Assembleia discutir a emenda parlamentar, mas ele não demonstrou o menor interesse. “Eu queria apenas discutir com ele, que aliás nos derrotou nas eleições do ano passado, a emenda para beneficiar a cidade. Infelizmente, o prefeito não veio até aqui, não demonstrou interesse”, frisou.

O deputado enviou ofício ao secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Marcelo Tavares, solicitando, com urgência, liberação de emenda de sua autoria, no valor de R$ 160 mil, com objetivo de adquirir uma ambulância para socorrer a população da cidade, depois de ver, com tristeza, um vídeo, viralizado na internet, de um cidadão que se acidentou em Pinheiro, sofreu um acidente de moto e a equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada para socorrê-lo, mas não havia nenhuma ambulância para transportar o paciente até o Hospital Antenor Abreu.

“Estou muito feliz em poder ajudar o município de Pinheiro com este novo veículo, que certamente vai ajudar a melhorar o sistema de saúde da cidade. Lamentei na tribuna que pacientes estejam sendo transportados em caminhonetes e me deixa muito feliz o fato de a ambulância estar sendo entregue ao município, o que certamente vai ajudar pessoas que precisam”, assinalou Othelino Neto.

Reforço para o sistema de saúde

As ambulâncias representam um reforço para o sistema de saúde pública do Maranhão. Desta vez, foram beneficiados os municípios de Joselândia, Buritirana, Governador Edson Lobão, Cajapió, São João do Paraíso, Montes Altos, Pinheiro, além de uma unidade para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Araçagi, em São José de Ribamar.

“Para nós vai representar uma salvação, pois nós temos duas ambulâncias e as duas estão quebradas, com o motor batido. As ambulâncias chegam em uma hora de suma importância para o nosso município”, afirmou o prefeito Professor Geraldo Braga, de Governador Edson Lobão.

Outros deputados também destinaram emendas para a aquisição de ambulâncias, como a deputada Valéria Macedo (PDT), que destinou emendas para Governador Edson Lobão e São João do Paraíso. “A aquisição de ambulâncias é uma das solicitações mais feitas por nós, deputados. Além de trazer conforto e qualidade no atendimento da saúde, essas ambulâncias possibilitam um atendimento mais rápido e seguro para esses pacientes. Essa é a quarta ambulância que entrego para municípios e, com certeza, vamos entregar mais, porque eles precisam”, destacou.

Já o deputado Professor Marco Aurélio (PCdoB) indicou recurso para o município de Montes Altos. Os deputados Sérgio Vieira (PEN), Ana do Gás (PCdoB), Fábio Braga (SD) e Léo Cunha (PSC) também prestigiaram o evento. “A gente fica muito feliz, porque vemos vários municípios da Região Tocantina, como é o caso de São João do Paraíso, Buritirana, Governador Edson Lobão e Montes Altos sendo contemplados. É uma política do âmbito regional estratégica, que já tem um Hospital Macrorregional para ajudar no atendimento da saúde nesses municípios e agora as ambulâncias”, disse o deputado Professor Marco Aurélio.

Com esta nova etapa de entrega, o Governo do Estado alcança o total de 100 ambulâncias disponibilizadas a municípios maranhenses, desde o início do ano. O investimento por cada veículo é de 160 mil reais. O governador Flávio Dino agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa e dos parlamentares que destinaram as emendas aos municípios.

“São investimentos para que possamos construir um sistema de saúde pública cada vez melhor. Chegamos hoje à metade dos veículos previstos para serem entregues neste programa, que é um programa de apoio às estruturas dos municípios. São iniciativas concretas para ajudar os municípios nesse momento de crise econômica”, completou.

Flávio Dino autoriza concurso para a Saúde…

Concurso está previsto para mil vagas

O governo Flávio Dino (PCdoB) anunciou concurso público para a área da Saúde. Mil novos postos de trabalho serão criados no Maranhão. O edital será publicado no segundo semestre deste ano, entre setembro e outubro, e o concurso será realizado em 2018. Há mais de 20 anos o Governo do Estado não realiza concurso público para área da saúde.

A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) assumirá a organização do concurso, por meio de licitação para contratação de empresa especializada em certames para garantir a lisura de todo o processo.

Investimentos na Saúde aumentaram em R$ 224 milhões no governo Flávio Dino…

Os dois primeiros anos da atual gestão do governo do Maranhão elevaram os investimentos na rede pública de saúde em R$ 224 milhões. Em 2015, foram aplicados R$ 1,99 bilhões e em 2016, foram destinados R$ 2 bilhões em recursos para saúde. Os valores representam uma elevação em relação ao investido até 2014, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Hospital do Estado é pioneiro na realização de nova cirurgia para tratamento de câncer. (Wéllida Nunes/SES)

Hospital do Estado é pioneiro na realização de nova cirurgia para tratamento de câncer. (Wéllida Nunes/SES)

O ano de 2016 se destaca como o período em que mais se investiu em saúde no Maranhão nos últimos 10 anos. “Essa é uma conquista que merece ser destacada, principalmente diante do contexto de crise nacional”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Segundo Lula, os recursos do primeiro biênio da gestão foram utilizados na construção de novos hospitais de alta complexidade em cidades polo do estado e em unidades hospitalares de referência, voltadas para a oferta de serviços especializados de saúde.

“Enquanto muitos estados estão sendo obrigados a fechar unidades de saúde, só no ano passado entregamos para a população cinco hospitais macrorregionais”, frisa Lula. Instaladas em Pinheiro, Santa Inês, Imperatriz e Bacabal, os hospitais macrorregionais atendem à população de 142 cidades.

Ao regionalizar a oferta de serviços de saúde, os hospitais macrorregionais desafogaram as unidades hospitalares de São Luís, melhorando também o atendimento na capital.

O Centro de Especialidades Médicas de Barra do Corda e o Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), em São Luís, são exemplos de investimento do governo estadual em atendimento especializado.

Em fase de conclusão, Governo vistoria obras da Casa de Apoio do Projeto Ninar. (Foto: Francisco Campos)

Futura sede da Casa de Apoio do Ninar. (Foto: Francisco Campos)

A entrega da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP), anexa ao Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz e o convênio com a Oncoradium, para ampliação do tratamento oncológico na Região Tocantina, também são mostras da atenção do governo em saúde especializada.

Otimização de recursos

Para Carlos Lula, não só o aumento dos investimentos, mas a gestão responsável dos recursos explica o número expressivo de novos hospitais e a expansão e modernização dos serviços em saúde no Maranhão.

“Estamos administrando uma rede bem maior com muito mais eficiência porque buscamos combater os desvios e o desperdício”, declara. Segundo Lula, o novo modelo de gestão busca reduzir gradativamente os gastos com Organizações Sociais para transferência total da administração dos serviços à Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).

Atualmente, a Emserh gerencia 70% das unidades de saúde do estado, o que permitiu uma economia de 15 a 20% por unidade de saúde em comparação com a gestão das Organizações Sociais, de acordo com informações da SES.