Disputa interna pode desestabilizar grupo Sarney


A indefinição dos candidatos do grupo Sarney está criando enorme embaraço. Após sair do último pleito com seu grupo desestabilizado, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) viu antigos aliados aderirem ao grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e seu poder dentro do Estado diminuir drasticamente.

Partidos como: PTB, PP, DEM, PR, PRB e PROS já anunciaram apoio ao governador Flávio Dino, diminuindo o tempo de TV, tão fundamental para o grupo sarneísta. Roseana, que chegou a ensaiar uma possível candidatura ao governo do Estado, olha, cada vez mais distante, uma possível vitória e já dá claros sinais de desistência.

A ex-governadora enxerga que a candidatura ao Senado seria mais viável e garantiria o foro privilegiado que tanto deseja.priblema é que essa candidatura abriria, de vez, o racha do grupo Sarney.

Seu irmão, Sarney Filho (PV), após nove mandatos como deputado federal, anunciou sua candidatura ao Senado Federal em 2017.

Oracha interno já estava declarado com o escanteio do senador João Alberto (MDB), que teve de ser deixado de lado para a candidatura de Sarney Filho. Ocorre que, com o desejo de Roseana em disputar a outra cadeira ao Senado, mais um aliado pode sofrer um duro golpe, ou seu irmão ser obrigado, mais uma vez, a disputar um cargo de deputado federal.

Tempos obscuros pairaram sobre o grupo Sarney e, talvez, nem mesmo o ex-presidente possa resolver essa situação de controlar a vontade de poder de seus antigos aliados e nem a disputa acirrada de seus filhos.

Evangélicos lançam Eliziane pré-candidata ao Senado…

Eliziane Gama recebeu importante apoio dos evangélicos

O presidente da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (Ceadema), pastor Pedro Aldir Damasceno, e o presidente do Conselho Político da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil (CGADB), Eleazar Ceccon, confirmaram  a deputada federal Eliziane Gama (PPS) como pré-candidata a uma das vagas ao Senado nas eleições de 2018 com apoio de todas as igrejas evangélicas.

A parlamentar teve seu nome confirmado durante a 78ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Estado do Maranhão, Ceadema que reuniu lideranças evangélicos de todo o Maranhão na cidade de Chapadinha até esta sexta-feira, dia 15.

O anúncio da pré-candidatura de Eliziane Gama ao Senado Federal foi ratificado pelo pastor Pedro Aldir Damasceno, presidente da Ceadema, que apresentou aos participantes do evento o projeto político da igreja Assembleia de Deus para o ano de 2018.

Além de Eliziane Gama, as lideranças evangélicas destacam em seu projeto político os nomes do Pastor Gildenemyr Sousa, para a Câmara Federal e os pré-candidatos Mical Damasceno e Pastor Bel para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

“A igreja através da Ceadema se dispôs resolutamente a apoiar a pré-candidatura ao Senado da deputada federal Eliziane Gama. Esse é um projeto não somente dos evangélico em geral, mas de grande parte da população maranhense votante”, afirmou o Pastor Pedro Aldir Damasceno.

O Pastor José Guimarães Coutinho, presidente da Igreja Assembleia de Deus em São Luís, disse que indiscutivelmente a igreja vai trabalhar para que Eliziane Gama seja eleita Senadora da República pelo Maranhão no próximo pleito.

Participação do Governador Flávio Dino

No segundo dia do evento, acompanhada do governador Flávio Dino, Eliziane participou do evento e destacou a dedicação do governador maranhense à causa evangélica.

Eliziane mensurou o projeto aprovado e homologado pela igreja como desafiador e disse contar com o governador Flávio Dino nesta caminhada, como vem acontecendo nos últimos dez anos. A deputada lembrou ainda que o Estado do Maranhão viveu momentos terríveis no passado.

Candidatura ao Senado é irreversível, diz Eliziane a jornalistas

Eliziane Gama reuniu grupo de jornalistas para confraternização em badalado restaurante de São Luís

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) confirmou neste sábado, 9, a um grupo de jornalistas que atuam na blogosfera que o projeto de candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2018 conta com apoio do comando nacional do seu partido e seria irreversível. Ela garantiu ainda que deve receber manifestação coletiva de apoio das igrejas evangélicas dentro dos próximos dias.

Comentando sobre o apoio do Palácio dos Leões à sua candidatura a uma das duas vagas do Senado, Eliziane Gama ratificou sua aproximação com o governador Flávio Dino desde os primeiros momentos de seu ingresso na política.

Nas eleições de 2006, quando Dino se elegeu pela primeira vez deputado federal, Eliziane Gama esteve no grupo de apoio à candidatura do ex-juiz Federal. A situação se repetiu nos pleitos subsequentes em que Dino participou.

“Aqueles que falam em distanciamento de Flávio Dino desconhecem minha aproximação política com o governador em diversos momentos. Ele continuará contando com meu apoio”, disse a deputada, assinalando sua lealdade política.

Sobre sua candidatura ao Senado, Eliziane reconhece o desafio e a grande responsabilidade, sendo até agora a única mulher a disputar uma das vagas na bancada maranhense, da empreitada. “Estamos firmes nesta meta, principalmente por corresponder às expectativas. Não vou me acovardar diante das grandes estruturas de campanha que turvam as escolhas do eleitorado”, afirmou a deputada.

Ela salientou seu engajamento para barrar a aprovação de projetos de reformas em pauta na Câmara que considera serem danosos à população brasileira.

No desespero, Lobão tenta voltar a Lula…

Lula e Lobão

O senador Edison Lobão (PMDB) foi o mais longevo ministro de Minas e Energia da história do Brasil. Pegou o cargo em 2008, herdando a cadeira que já havia sido da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

De lá, só saiu em 2010 para buscar a reeleição. Com mais oito anos de mandato garantidos, voltou a sentar na cadeira em 1º de janeiro de 2011, desta vez convidado por Dilma, presidente eleita.

Como Lobão retribuiu essas duas indicações ao Ministério, comandando contratos milionários pelo Brasil? Foi um dos senadores a votar pelo impeachment de Dilma, negando um pedido pessoal e direto de Lula.

Em 2018, Lobão vai tentar outros 8 anos de mandato. Ou melhor, mais 8 anos de foro privilegiado.

Aí, no desespero, Lobão resolveu apegar-se a seu antigo padrinho a quem traiu. Com mais de 60% de intenção de votos no Maranhão, Lula seria o cabo eleitoral perfeito para Lobão.

Lá foi ele no Senado defender o ex-presidente, a quem traiu. E soltou um manifesto em apoio a ele.

Só o desespero pode explicar tamanho contorcionismo. Resta saber se o ex-senador José Sarney e a ex-governadora Roseana Sarney, que também articularam o impeachment, vão voltar e tentar pedir benção a Lula, que agora anda mais colado é ao governador Flávio Dino, com quem pôde contar no processo contra Dilma.

Roberto Rocha admite que encostou em Flávio Dino apenas por interesse em 2014

Repercute nas redes sociais a confissão  do senador Roberto Rocha (PSB) de ter se aproveitado do governador Flávio Dino (PCdoB), líder de todas as pesquisas, para se eleger senador da República na campanha eleitoral de 2014. Ele admite, em um debate no Twitter, que encostou no comunista por “interesse” apenas para se dar bem nas urnas.

“Flávio Dino não é e nunca foi meu amigo. Disse a ele em 2012 e em 2014 que três coisas unem os homens: o sangue, a amizade e o interesse”, disse Roberto Rocha.

Asa de Avião, como também é conhecido, Roberto Rocha corre sério risco de ser expulso do PSB por ter votado a favor da Reforma Trabalhista do presidente Michel Temer que acabou com direitos consagrados dos brasileiros, por consequência dos maranhenses também, contrariando orientação do partido, movido por interesses agora atrelados ao PMDB governista de quem obteve vários cargos e benesses.

Para revista Veja, Zequinha Sarney “encosta” em Flávio Dino de olho no Senado

Zequinha Sarney estaria tentando “pegar” carona na popularidade do governador

A coluna Radar On-line, veiculada pelo portal da revista Veja, enxerga o pré-candidato ao Senado, José Sarney Filho (PV), aproximando-se do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O bafafá teve início, na última quarta-feira (10), quando o ministro de Meio Ambiente acompanhou o comunista na inauguração de um conjunto do programa Minha Casa, Minha Vida, em Coroatá.

Segundo a coluna, Zequinha estaria querendo “pegar carona” na popularidade do governador. Uma foto em que o ministro aparece, numa janela, ao lado de Flávio Dino está dando o que falar nas redes sociais e foi um dos assuntos mais comentados na quarta-feira (10).

Segundo a revista, Zequinha estaria colando no governo porque “Dino é um dos poucos políticos que mantém popularidade nestes tempos conturbados, com aprovação na casa dos 60%”.

“Nem mesmo as críticas que Dino faz ao clã Sarney parecem lhe irritar”, disse o colunista da Radar On-line.

Agora detalhe técnico, o grupo político de Flávio Dino tem também vários candidatos ao Senado. Zequinha Sarney é pré-candidato entre as opções do grupo da oligarquia.

PT nega apoio à candidatura de Waldir Maranhão ao Senado

O vereador Honorato Fernandes, presidente municipal do PT, afirmou em entrevista ao programa Ponto Continuando, da rádio Mais FM, que não havia conversa para que o deputado federal Waldir Maranhão fosse para o PT ser candidato a senador pela legenda.

Durante sua passagem por São Luís, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, emitiu nota para acabar com os rumores, afirmando que apenas tirou foto com Waldir. A decisão será do diretório estadual. Ou seja, não adianta Waldir continuar tirando foto com Lula e pondo palavras na boca do ex-presidente. Quem decidirá se o PT importará um candidato a senador ou pleiteará esta ou outra vaga na chapa majoritária é a direção estadual, comandada por Augusto Lobato.

Nota

“Encontrei-me com o deputado Waldir Maranhão para um cumprimento. Em nenhum momento falou-se em candidatura ao Senado nem tão pouco falei, ou reafirmei, apoio do presidente Lula a sua candidatura. Discussões sobre processo eleitoral e apoios às candidaturas locais cabem a direção estadual do PT no Maranhão”.

Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

Grupo Sarney prepara chapa “puro sangue” para 2018…

Zequinha Sarney deve disputar o Senado

Como publicou o blog do jornalista Gilberto Lima, tudo indica que o grupo Sarney deve bater o martelo, nos próximos meses, para definir uma chapa prioritária para as eleições do próximo ano. Como analistas políticos vêm especulando, a oligarquia deve lançar Roseana Sarney (PMDB) para o governo do Estado e Sarney Filho (PV) para o Senado em 2018.

Os dois devem ter ainda a companhia do fiel aliado Edison Lobão (PMDB), provável candidato à reeleição, para exercer o quinto mandato como senador, em uma chapa genuinamente “sarneysista”.

O objetivo da oligarquia é tentar retomar o poder no Maranhão. Esfacelado, o grupo vê essa chapa como cartada final para a difícil reestruturação do clã, que perdeu forças após a vitória do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2014, e cresceu em impopularidade com a série de escândalos de corrupção relacionados a membros do grupo político.

Blogueiros ligados ao grupo Sarney têm afirmado que o próprio patriarca da família, o ex-senador José Sarney, teria definido que sua filha sairá candidata ao governo, já que para o velho oligarca apenas a ex-governadora poderia salvar o clã do limbo político.

Roseana não terá uma tarefa fácil. A ex-governadora, que já exerceu o cargo por três mandatos – sendo um deles pela metade, após ter operado a cassação do mandato do saudoso Jackson Lago – vai ter que enfrentar a forte aceitação popular de Flávio Dino e o bom currículo que o atual gestor vem acumulando à frente do poder executivo estadual.

A candidatura de Roseana ao governo amenizou o conflito interno com seu irmão Zequinha, como também é conhecido o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Preterido pela sua família, finalmente o grupo Sarney autorizou o lançamento da candidatura de Zequinha ao Senado, depois de muita discórdia e indecisão de Roseana, que não sabia se sairia para o Senado ou para o governo.

Na chapa puro sangue, formada por esses “dinossauros” da oligarquia, sobrou espaço para o senador Edison Lobão. Apesar de ser alvo de cinco inquéritos ligados à Lava Jato por suspeita de crimes de corrupção, o clã Sarney acredita na sagacidade política do ex-ministro Lobão para o clã ganhar novo fôlego em 2018.

A missão mais difícil da oligarquia será mesmo a de convencer o eleitorado maranhense a votar em nomes já gastos e marcados por falcatruas políticas. Após quase meio século de dominação e desmando em terras maranhenses, é pouco provável que o povo do Maranhão dê um passo para trás na história e reconduza membros do elitista grupo Sarney ao poder.

Othelino volta a manifestar decepção política com Roberto Rocha…

 Deputado voltou a externar decepção política com Roberto Rocha no Senado e disse que pede desculpas ao Maranhão por tê-lo apoiado nas eleições passadas

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) foi à tribuna, na sessão desta quarta-feira (12), repercutir o comportamento lamentável da bancada maranhense no Senado Federal, no que diz respeito às emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e à vergonhosa aprovação da Reforma Trabalhista, que tira direitos consagrados dos trabalhadores. O projeto do presidente da República, Michel Temer (PMDB), teve votos favoráveis dos três senadores maranhenses: Roberto Rocha (PSB), Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB).

Othelino começou repercutindo a coluna Radar, da revista Veja, que  veiculou uma nota informando que o Maranhão havia perdido o prazo para apresentar emendas à Lei LDO, pois é necessário haver, no documento, a assinatura de dois terços da bancada de deputados federais e também de dois terços da representação no Senado Federal. “Tudo certo em relação aos deputados federais, mas os senadores maranhenses não haviam feito a parte deles”, comentou.

O deputado frisou que apenas Edison Lobão havia assinado, dentro do prazo, a proposta de emenda à LDO. “Aí, nós observamos a iminência de um prejuízo para o Estado, graças à falta de cuidado, irresponsabilidade e mera vingança política, em particular do senador que nós, infelizmente, ajudamos a eleger, o Roberto Rocha”, alfinetou.

Críticas a Roberto Rocha

Da tribuna da Assembleia, o primeiro vice-presidente voltou a criticar, duramente, o desempenho de Roberto Rocha no Senado e se disse decepcionado, mais uma vez, com o apoio que deu a ele, com seu grupo político, nas eleições estaduais passadas. “Essa colaboração para eleger o senador que, aliás, embora não tivéssemos o poder da adivinhação, já merece um pedido de desculpas ao povo do Maranhão, em razão deste mandato não servir a esse povo e, principalmente, pelo fato de, a cada dia, ele mostrar que não tem o menor interesse em ajudar o Estado que lhe concedeu o cargo de oito anos”, disse.

Othelino informou, na tribuna, que o coordenador da bancada do Maranhão, deputado Rubens Júnior (PCdoB), mandou o documento até o Senado para que fosse assinado. “Os senadores foram convidados a participar da reunião e, já perdido o prazo, depois que perceberam o mal que iam causar ao Maranhão, mais a repercussão negativa daquele ato irresponsável, resolveram assinar, mas estabelecendo como condição fundamental a aceitação de uma emenda impositiva do desejo deles. Uma cena lamentável que só demonstra que nós precisaremos ter muito cuidado em 2018 ”, frisou.

Reforma Trabalhista

O deputado criticou ainda a posição dos senadores maranhenses quanto à aprovação da Reforma Trabalhista. Segundo ele, todos os três votaram a favor de um retrocesso grave na Consolidação das Leis do trabalho (CLT), cuja maior penalização vai cair, justamente, sobre os trabalhadores que são o lado mais fraco nesta relação entre patrão e empregado. “Infelizmente, o Maranhão colaborou com isso”, frisou.

Othelino registrou que, dos 50 votos que a Reforma Trabalhista teve, três foram da bancada maranhense. “A maioria, infelizmente, tomou essa decisão de aprovar o projeto de lei que altera a legislação trabalhista. Registro o meu protesto porque isso é resultado de um governo que está caindo e que foi colocado no poder para estar entregando um péssimo produto ao país, que não vai fazer bem para o Brasil e que vai tornar, ainda mais frágeis, os nossos trabalhadores”, afirmou.