Hospital Socorrão II reduz fluxo de pacientes no pronto-socorro com projeto Lean nas Emergências

A nova dinâmica de atendimento do hospital é resultado do projeto Lean nas Emergências, que tem assessoria do Hospital Sírio-Libanês; ação integra a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo

O Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II) já apresenta melhorias significas no fluxo de atendimento aos pacientes na unidade, mantendo os corredores do pronto-socorro sem filas de espera. O feito é resultado da implementação do projeto Lean nas Emergências, projeto instituído pelo Ministério da Saúde para reduzir o fluxo e melhorar o atendimento em emergência de hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ação, que soma-se a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, conta com o assessoramento técnico de especialistas do Hospital Sírio-Libanês. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus). A nova ferramenta entre seus objetivos promover melhorias no serviço ofertado, no atendimento e aos processos administrativos no hospital.

O Socorrão II é referência em emergência no Maranhão, atendendo urgências clínicas e cirúrgicas de pacientes adultos. Em 2018, o hospital realizou 45.410 cirurgias e atendeu, por dia, mais de 200 pacientes. Segundo o titular da Semus, Lula Fylho, a melhor fluidez no atendimento verificada no Socorrão II resulta da nova dinâmica de atendimento que o projeto Lean nas Emergências promove, uma vez que a ferramenta desenvolve uma filosofia de gestão voltada para melhoria dos processos administrada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado.

“A consultoria do Hospital Sírio-Libanês tem nos ajudado muito a identificar oportunidades de melhoria de fluxos e processos. Temos nos empenhado bastante em atender todas as exigências e metas estipuladas pelo projeto e os resultados são visíveis, assim como a melhoria no clima e do ambiente de trabalho. A partir das primeiras instruções recebidas da equipe do Sírio-Libanês já foi possível reordenar algumas rotinas de atendimento e o fluxo de protocolos. Com isso, estamos tendo mais agilidade e um tempo menor de espera do paciente. Essas intervenções provocaram melhorias significativas e já podem ser observadas em diversos setores do hospital. Temos muito ainda a fazer, mas os resultados atuais nos mostram que estamos no caminho certo, e avançando na política de saúde colocada em prática na gestão do prefeito Edivaldo”, afirmou Lula Fylho.

A execução do Lean nas Emergências no Socorrão II iniciou em dezembro do ano passado. O projeto treina e auxilia os profissionais do hospital na implementação de ações para garantir agilidade e eficiência nos processos de urgências realizados no hospital. Entre as ações estão a implantação de procedimentos e protocolos clínicos de urgência e emergência, com o desenvolvimento de ferramentas de gestão que facilitam e melhoram o fluxo e, também, o acesso das equipes às informações e dados do sistema de atendimento da unidade.

Ainda conforme o secretário Lula Fylho, os profissionais estão sendo capacitados gradualmente nas novas rotinas sugeridas pelo projeto, com foco na qualificação do atendimento no Socorrão II.

Na primeira parte da implantação do projeto foram sensibilizados os profissionais de enfermagem e técnicos do pronto-socorro, que já estão atuando com base nos novos conceitos. Esta semana, a equipe de monitoramento do Sírio-Libanês retornou ao Socorrão II para iniciar a capacitação com os médicos, que estão recebendo orientações específicas sobre a metodologia, considerando aspectos como diretrizes para classificação de pacientes em grupos de prioridade, utilização de recursos e minimização de perdas para aumentar a eficiência do trabalho realizado por eles.

O Lean nas Emergências integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi/SUS), que tem como objetivo implantar melhorias no atendimento e consolidar práticas resolutivas que reduzam a superlotação nas portas de entrada dos serviços de urgência e emergência do SUS.

A implementação do projeto conta com a intervenção de especialistas em Lean (termo inglês que significa enxuto), com vista a otimização dos processos e do atendimento nas unidades de emergência.

Imagens fortes! Fotógrafo é vítima de negligência no Socorrão II e precisa de placa para reparar grave erro…

SEMUS DIZ QUE VAI ABRIR INQUÉRITO ADMINISTRATIVO PARA APURAR ATENDIMENTO FEITO A DANIEL SOARES E, SE COMPROVADA A NEGLIGÊNCIA, TOMARÁ AS MEDIDAS CABÍVEIS.

Parte do calcanhar teve que ser retirado, pois o ferimento, mal tratado, gangrenou

Material, que precisa ser adquirido, custa, em média, R$ 900

Eu não sou de mostrar, no blog, imagens fortes, mas o caso do fotógrafo Daniel Soares, que foi vítima de negligência no hospital Socorrão II, em São Luís, choca e merece ser registrado, até para que outros não aconteçam e a  Prefeitura  tome suas  providências, bem como o Ministério Público faça sua parte. Ele sofreu um acidente de moto, no final de abril, e foi levado para a emergência e lá a equipe que o atendeu fez a sutura do ferimento sem fazer a devida assepsia. A parte afetada gangrenou e tiveram que tirar parte do calcanhar do rapaz que agora vive o drama para tentar comprar uma placa de implante para amenizar a situação.

Segundo informações de amigos, Daniel foi atropelado quando descia de um mototáxi, na porta da sua casa, por um carro desgovernado. O condutor, que seria um conhecido político de São José de Ribamar, aparentemente embriagado, evadiu-se do local sem prestar nenhum tipo de socorro.

Amigos, que acompanham o caso de Daniel, também pedem ajuda financeira para comprar a placa, necessária para recompor o calcanhar de Daniel. Ele se encontra internado, no momento, no Socorrão II,  à espera de uma cirurgia plástica para fazer o enxerto. Uma nova intervenção será feita nesta terça-feira (23), mas a família ainda não conseguiu adquirir a placa Urgotil que custa, em média, R$ 900.

Os familiares disponibilizaram a seguinte conta bancária, em nome da mãe do fotógrafo, para arrecadar contribuições espontâneas:

CAIXA ECONÔMICA

AG – 1576
DV – 01200744
OPERAÇÃO – 013
BENEDITA SOARES DE OLIVEIRA

A versão da Semus e do Socorrão II

Em nota à Imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), órgão da Prefeitura de São Luís, informou que Daniel de Soares dera entrada no Hospital Clementino Moura (Socorrão II), no último dia 30 de abril, vitima de acidente automobilístico, e recebeu o atendimento recomendando. O paciente retornou à unidade de saúde no dia 8 de maio com quadro infeccioso no local do ferimento, foi submetido a novo procedimento e permanece internado aguardando o laudo do cirurgião plástico para a realização de enxerto na área afetada.

A Semus garantiu, na nota, que está prestando assistência devida à recuperação do paciente e que abrirá procedimento interno para averiguar o atendimento prestado a Daniel Soares, assegurando que, caso sejam comprovadas falhas, adotará as medidas administrativas cabíveis para punição dos culpados.

“A Semus reforça que trabalha para oferecer atendimento adequado a todos os pacientes que procuram a unidade de saúde de emergência que, somada ao Hospital Djalma Marques (Socorrão I), atende diariamente pacientes graves de todo Maranhão”, diz a nota.

Justiça autoriza funcionamento regular do Socorrão II

pela presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargadora Cleonice Silva Freire

pela presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargadora Cleonice Silva Freire

Após recorrer de decisão da Justiça que determinava a interdição parcial do Hospital Clementino Moura (Socorrão II), a Prefeitura de São Luís, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), obteve suspensão da tutela antecipada que havia sido concedida ao Ministério Público. O acolhimento do pedido viabiliza a permanência regular do atendimento no Socorrão II e foi deferido pela presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Desembargadora Cleonice Silva Freire.

Para o procurador geral do Município, Marcos Braid, a decisão tem reflexo direto sobre o cotidiano do atendimento de saúde emergencial do município. “Com essa suspensão, ganham não apenas os cidadãos de São Luís, mas todos aqueles que se utilizam diariamente dos serviços oferecidos pelo Socorrão II, essenciais para que possamos cumprir o respeito à saúde e à vida de todos, conforme preconiza a Constituição Federal”, explicou.

Ao deferir a suspensão da liminar, a presidente do Tribunal de Justiça considerou suficientes os argumentos do Município que apresentaram o risco de grave lesão à ordem pública e os sérios riscos à saúde pública, com prejuízos à integridade física de milhares de pacientes, caso houvesse a ausência de atendimento médico e hospitalar.

Decisão suspensa

O Município pediu a suspensão da decisão inicial em função do potencial risco de grave lesão à saúde, ordem e economia públicas, já que não há como impedir o ingresso de um paciente em estado grave a um hospital público de emergência sem cometer omissão de socorro. A Procuradoria sustentou ainda que o laudo no qual se baseou o Ministério Público para pedir a interdição do Socorrão II foi elaborado na gestão passada e não reflete mais a realidade atual daquela casa de saúde.

Além disso, a PGM defendeu a necessidade da manutenção dos serviços no Socorrão II devido à divisão dos pacientes de emergência em São Luís ser realizada apenas entre os dois Socorrões. Pelo entendimento da Procuradoria, a interdição parcial de qualquer um deles acarretaria prejuízo  para o atendimento público de emergência da capital ao usuário do SUS.

EDITORIAL DO JP: “Sem compromisso com a verdade”

Socorrão II não tem mais pacientes nos corredores

Socorrão II não tem mais pacientes nos corredores

Não é verdade. Você não precisa deixar que um parente morra ou permitir que seus males se agravem por falta de atendimento de urgência e emergência no Socorrão II. Todos esses flashes na televisão fazem parte de mais um ato político desproposital e cruel da mídia da família Sarney. A postura alarmante visivelmente comemorativa da denúncia é constrangedora e expõe a que ponto pode chegar na defesa de seus interesses o grupo político no poder.

Mas não é verdade. O Socorrão II continua recebendo pacientes de urgência e emergência. A interdição aconteceu com base num relatório de cinco anos atrás. Foi anunciada no jornal O Estado do Maranhão quando a secretária municipal de saúde, Helena Duaillibe, recebia a imprensa, no próprio Socorrão II, para dar notícias de medidas adotadas pelo prefeito Edivaldo Holanda para humanizar o atendimento de urgência e emergência em São Luís.

São medidas que esvaziaram de macas e doentes os corredores do Socorrão II, o que acontece pela primeira vez desde sua inauguração. Entre essas medidas estão a aquisição de quatro máquinas de hemodiálise para a Santa Casa e quase 100 leitos de retaguarda na Santa Casa e no Hospital Universitário.

O ímpeto da desinformação só alarma a população. Plantar fatos desfavoráveis à administração municipal e organizar pautas entrevistando populares revoltados pode estar contribuindo para uma desgraça ainda maior.

Por essas e por outras é que o jornalismo atrelado a grupos políticos desserve à sociedade. Aproveitaram o fato da interdição para acusar o prefeito de falta de capacidade administrativa e financeira para melhorar a qualidade dos serviços que são prestados na rede hospitalar. Mas já sabiam que a interdição tem base num relatório de 5 anos atrás, como sabiam também que a secretária Helena Duaillibe ia anunciar o fim de pacientes em macas nos corredores do Socorrão II.

Todos os meios de comunicação em mãos de Sarney, pelo menos 90% dos que existem no Estado, foram convocados para anunciar a pantomima de que o Socorrão II não recebe mais pacientes de urgência e emergência. Não deixe seu filho sofrer. Como o relatório que provocou a interdição tem 5 anos, uma época em que Edivaldo Holanda Júnior ainda nem sonhava em ser candidato, o que lhe exclui da responsabilidade pela situação do Socorrão naquela época, a Procuradoria Geral do Município está recorrendo da decisão que determinou a interdição do hospital. Portanto, legalmente, o hospital continua recebendo pacientes de urgência e emergência.

Disso também eles já sabiam. Mas preferiram desinformar e faltar com a verdade.