Tocantins: Márlon Reis da Rede recebe apoio do PT, PDT, PSD, PTB, PCdoB, PV, PRTB e Patriotas

Os partidos PT, PDT, PSD, PTB, PCdoB, PV, PRTB e Patriotas decidiram apoiar o candidato da Rede ao governo do Tocantis. O que garante quase três minutos do tempo de TV para Márlon Reis

O partido Rede Sustentabilidade confirmou nA sexta-feira (3) a candidatura de Márlon Reis ao Governo do Tocantins. Márlon Reis é ex-juiz eleitoral com uma larga carreira construída no estado do Maranhão e ficou conhecido como um dos autores da Lei da Ficha Limpa.

O candidato disputa o governo do estado pela segunda vez. Ele concorreu na Eleição Suplementar deste ano, convocada após a cassação de Marcelo Miranda (MDB), e ficou em quarto lugar na preferência do eleitorado.

Os partidos PT, PDT, PSD, PTB, PCdoB, PV, PRTB e Patriotas decidiram apoiar o candidato da Rede ao governo do Tocantis. O que garante quase três minutos do tempo de TV para Márlon Reis.

O deputado federal Irajá Abreu (PSD) foi lançado como candidato ao senado. O Partido dos Trabalhadores (PT) também lançou o nome do deputado estadual Paulo Mourão para concorrer uma vaga no Senado.

Márlon Reis é natural de Pedro Afonso, na região central do estado, e se formou em Direito. Ele atuou como juiz eleitoral até 2016. Ganhou notoriedade ao relatar a Lei da Ficha Limpa, que torna inelegível por oito anos o candidato que tiver o seu mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado.

Ele também idealizou e fundou, junto com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Mauro Carlesse é eleito governador do Tocantins para o mandato-tampão

A eleição suplementar foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV)

Mauro Carlesse (PHS) está eleito governador do Tocantins. Com a apuração encerrada, o presidente da Assembleia Legislativa e governador interino teve 75,14% dos votos válidos contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR). Ele recebeu a informação em Gurupi, onde acompanha a apuração.

“Eu entendo o seguinte: que o pouco que nós trabalhamos, que nós tivemos a oportunidade de trabalhar e fazer o estado atender a nossa população, o resultado é esse. A população entendeu que quando você cuida da saúde, da educação, da segurança pública e da infraestrutura o povo agradece. E isso aí é o que está acontecendo”, disse o governador eleito após a vitória.

Carlesse vai ficar no cargo até o dia 31 de dezembro e pode concorrer à reeleição em outubro. A posse deve ser realizada até o dia 9 de julho.

Apesar de eleito com a maioria dos votos válidos, o dia foi de seções vazias e poucas filas em todo o estado. O número de abstenções, votos brancos e nulos somou 51,83% do total de eleitores. Mais de 527 mil pessoas não optaram por nenhum dos candidatos. O índice é recorde na história das eleições no estado e ultrapassa o total de votos dos dois candidatos.

A eleição suplementar foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Os dois foram considerados culpados por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Tocantins terá 2º turno para mandato tampão

O vencedor terá mandato apenas até 31 de dezembro, uma vez que em outubro serão realizadas as eleições dentro do calendário regular

Mauro Carlesse (PHS) e Vicentinho Alves (PR) foram os mais votados neste domingo e disputarão no próximo dia 24 o segundo turno das eleições suplementares para governador do Tocantins. O vencedor terá mandato apenas até 31 de dezembro, uma vez que em outubro serão realizadas as eleições dentro do calendário regular. O pleito ocorre devido à cassação de Marcelo Miranda (MDB) pela Justiça Eleitoral por uso de caixa dois em 2014.

Mauro Carlesse (PHS) é o governador interino do estado. Ele era presidente da Assembleia Legislativa e assumiu o estado após a cassação de Miranda. Carlesse responde a dezenas de processos na justiça e chegou a ser preso em 2015 por falta de pagamento de pensão à ex-mulher. Na ocasião, ficou detido na própria Assembleia. Ele sustenta que os processos são relativos a sua atuação como empreendedor e não como político. Em relação à ex-mulher, foi feito um acordo sigiloso que encerrou a disputa.

Vicentinho Alves (PR) é senador desde 2011. Deve sua chegada ao Senado a Marcelo Miranda. Vicentinho foi apenas o terceiro na eleição, mas conseguiu a vaga porque Miranda teve a candidatura barrada. Ele já foi prefeito de Porto Nacional, deputado estadual e deputado federal.

Carlesse liderou a apuração do início ao fim, mas a disputa pela segunda vaga foi acirrada. Ex-prefeito de Palmas, o colombiano Carlos Amastha (PSB) apareceu em segundo lugar no começo da apuração, mas com 47% das urnas abertas Vicentinho o ultrapassou. Com 92% da apuração, Amastha pulou novamente para segundo. Com 96% das urnas abertas, Vicentinho ultrapassou o candidato do PSB e se garantiu na próxima fase da disputa.

A senadora Kátia Abreu (PDT) ficou apenas na quarta posição. Também disputaram o pleito Márlon Reis (Rede), Mario Lúcio (PSOL) e Marcos da Cerâmica Miranorte (PRTB).

A eleição teve um alto índice de abstenção, superior a 30%. Em Tocantins, todos os eleitores foram recadastrados e 100% das urnas operam com o sistema biométrico, o que significa que o número de abstenção reflete efetivamente os que resolveram não participar do pleito. Houve também alto número de votos brancos e nulos.

Advogado maranhense reforça pré-candidatura ao Governo do Tocantins

Em entrevista ao jornalista Cleber Toledo, do Tocantins, Marlon falou das articulações da sua pré-candidatura.

Pré-candidato a governador pelo Rede Sustentabilidade, o advogado e ex-juiz Marlon Reis, de 48 anos, nasceu em Pedro Afonso, no Tocantins, mas se estabeleceu no Maranhão.

Marlon tornou-se personalidade de reconhecimento nacional e uma referência quando o tema é ética na política. Liderou a grande mobilização dos brasileiros para construir uma lei de iniciativa popular (Lei da Ficha Limpa) que colocasse a biografia do político em debate.

Em entrevista ao jornalista Cleber Toledo, do Tocantins, Marlon falou das articulações da sua pré-candidatura. “Estamos conseguindo montar grupos de voluntários em todos os lugares por onde passamos, de profissionais liberais, estudantes, juventude, mulheres, e pessoas que estão abraçando efetivamente a causa. Esse é o nosso primeiro trabalho: formar uma aliança com o povo diretamente”.

Com o projeto ‘Diálogos pelo Tocantins’, Marlon Reis tem percorrido o estado e dialogado com várias lideranças.

Pacientes do Tocantins vêm ao Maranhão em busca de tratamento

Pacientes do Tocantins que precisam de tratamento na área de radioterapia estão vindo ao Maranhão em busca do tratamento contra o câncer, é o que informou a edição desta quarta-feira (19) do telejornal Bom Dia Brasil da TV Globo. Segundo o noticiário, no Tocantins o único aparelho da rede pública está sem funcionar desde 2014. A reportagem destaca que o governo Michel Temer (PMDB) promete entregar 20 máquinas de radioterapia até o final do ano em todo o país, mas até agora apenas três estão em funcionamento das 80 máquinas que já deveriam ter sido entregues pelo Ministério da Saúde.

No Maranhão o tratamento do câncer é prioridade desde 2015. Logo no início da sua gestão, o governador Flávio Dino (PCdoB) firmou convênio com clínica especializada de Imperatriz para descentralizar a oferta do serviço de radioterapia no Estado, antes disponível apenas em São Luís.

O direito ao atendimento oncológico, antes negado à população da Região Tocantina, hoje atende mais de 200 pessoas por mês, incluindo os pacientes do estado do Tocantins, que desde 2015 usufruem do serviço de radioterapia oferecido pelo governo do Maranhão.

Saúde de Verdade

No artigo “Saúde de verdade”, publicado no final de 2016, Flávio Dino listou várias ações implantadas para ampliar e melhorar o atendimento em saúde pública no estado, além de destacar o trabalho desenvolvido pela Unidade Móvel de Combate ao Câncer e a ampliação ao acesso a radioterapia por meio de convênio celebrado para compra de novos equipamentos a serem instalados no Hospital Andenora Bello, em São Luís, que deve ocorrer ainda em 2017.

Outros investimentos estaduais estão previstos para Imperatriz nos próximos anos, especialmente na área da saúde. Por meio de convênio com clínicas particulares, o poder público estadual irá implantar o serviço de oncologia pediátrica na região.

Atualmente, um tratamento completo de radioterapia custa de R$ 40 a R$ 70 mil na rede privada. A radioterapia é um dos tratamentos mais eficazes para destruir as células cancerígenas no corpo, sendo, portando, um tratamento fundamental para pacientes com câncer e que, pelo alto custo, não pode deixar de ser ofertado pela rede de saúde pública.

Infelizmente o governo federal não vem cumprindo seu papel, mas em alguns estados, como é o caso do Maranhão, o tratamento do câncer vem sendo encarado como essencial.