Marco Aurélio trava debate com César Pires sobre bonificação para ingresso na Ufma

Ele criticou o fato da oposição sarneysista querer criminalizar tudo, até mesmo coisas que são absolutamente legais

O deputado estadual César Pires (PEN) recebeu críticas do colega de parlamento Marco Aurélio (PCdoB), durante sessão plenária desta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa. Em um discurso no plenário, Pires criticou a bonificação aos alunos de escolas maranhenses para ingresso na Universidade Federal do Maranhão (Ufma), luta de vários parlamentares da casa.

Irritado com o colega por criticar uma política afirmativa, Marco Aurélio disparou que “não dá pra ouvir uma fala tão incoerente desse tipo e, sobretudo, de quem foi secretário de educação do Estado e nunca fez nenhuma escola de tempo integral pra mudar a qualidade do ensino, pra melhorar o IDEB do Maranhão”.

O deputado comunista saiu em defesa também da UemaSul, que também foi criticada por César Pires durante o seu processo de implementação. “A essa pessoa que foi contra a UemaSul e que continua dizendo que não vai dar certo, quero fazer um convite para ir a Imperatriz para ver o tanto que melhorou, para perguntar para um estudante e perguntar se não está valendo a pena”, desafiou Marco Aurélio.

César Pires respondeu dizendo que foi reitor da Uema e talvez tenha sido até o responsável por colar o grau de Marco Aurélio quando ele foi aluno. O que Pires não esperava era a resposta do deputado do PCdoB, que criticou o fato dele ter sido reitor, da área de veterinária, e nunca ter conseguido implantar o curso de veterinária na cidade, que só começou a funcionar após ele deixar a reitoria da universidade.

Foi quando Pires disparou a frase: “eu não coloquei porque não tinha cérebro qualificado para isso”.
A declaração, rebatida com revolta pelo deputado Marco Aurélio, que é da Região Tocantina, demonstra o preconceito com que César Pires e o grupo político do qual faz parte, a família Sarney, sempre tratou Imperatriz e região.

Agora os que tiveram décadas de oportunidades se doem porque nunca fizeram e presenciam um governo que está fazendo muito pela educação daquela importante região.

Tribunal de Justiça concede habeas corpus ao reitor da Uema

MA 10

A um jornal local, o reitor Gustavo Pereira da Costa afirmou que o candidato “zerou uma das provas” e que “não foi aprovado”

O desembargador Kleber Costa Carvalho, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), concedeu, nesta quinta-feira (30), habeas corpus ao reitor da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Gustavo Pereira da Costa. Uma determinação da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Luzia Madeiro Neponucena, resultou, na tarde de ontem, na prisão em flagrante e função de descumprimento de decisão judicial.

De acordo com Kleber Carvalho, a falta de fundamentação para a prisão do reitor consiste no que classificou de “verdadeiro constrangimento ilegal”.

O magistrado Kleber Carvalho a prisão do reitor “carece de fundamentação e consiste em verdadeiro constrangimento ilegal”. Ele considerou que a atitude da juíza foi abusiva.

ENTENDA

A ação que culminou com a prisão do reitor tem como autor Thiago do Nascimento Gonçalves, aluno que concorreu à vaga do Curso de Medicina Bacharelado no Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (PAES), da Universidade Estadual do Maranhão, na modalidade universal, apesar de possuir deficiência física atestada em laudo médico. De acordo com o edital do processo seletivo, cursos como os de formação de oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Arquitetatura e Urbanismo e os da área de saúde não têm 5% das vagas reservados para pessoas portadoras de deficiência.

Por julgar-se prejudicado com a restrição do edital, Thiago pediu a concessão de tutela urgência, que foi aceita pela juíza Luzia Neponucena, determinando a participação do aluno na condição de pessoa portadora de deficiência, conforme o item 2.4.2 do edital e, que em caso de aprovação, fosse efetuada a sua matrícula no curso de Medicina. Também foi determinado que, além disso, fosse disponibilizado o quantitativo de 5% das vagas do referido curso para pessoas com deficiência. Só que o reitor, devidamente intimado, não cumpriu a decisão judicial.

Thiago do Nascimento novamente peticionou a matrícula no curso de Medicina Bacharelado, no prazo de 48 horas. Pediu ainda a juntada do espelho de correção das provas discursivas e da cópia da prova aos autos. Novamente intimado, para cumprimento da liminar em 48 horas, o reitor, outra vez, deixou de cumprir a decisão, o que levou a juíza a decretar a sua prisão em flagrante.

A um jornal local, o reitor Gustavo Pereira da Costa afirmou que o candidato “zerou uma das provas” e que “não foi aprovado”.

Waldir Maranhão recebeu salário como ‘professor fantasma’ até 2015

EM

Waldir Maranhão se expôs para a Imprensa brasileira com nulidade do processo de impeachment de Dilma

Waldir Maranhão se expôs para a Imprensa brasileira com a nulidade do processo de impeachment de Dilma. Agora, virou saco de pancada e piada ao mesmo tempo no país

São Luís (MA) – Waldir Maranhão saiu do meio acadêmico para se tornar deputado federal, mas o meio acadêmico não saiu dele. Ao menos de sua conta bancária. Nos dois últimos anos o presidente interino da Câmara atuou paralelamente como “professor fantasma” da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), recebendo salários mensais de cerca de R$ 16 mil, tudo de forma absolutamente irregular. Os pagamentos, realizados entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2015, somaram R$ 368.140,09.

Por lei, qualquer servidor público que assume mandato de deputado tem que pedir o afastamento imediato de sua função inicial para, então, exercer seu cargo e ser remunerado exclusivamente por ele.
O deputado Waldir Maranhão (PP-MA) sabia disso. Tanto que, em 2006, quando foi eleito pela primeira vez, deixou a universidade estadual, onde foi professor e reitor por 21 anos, e teve salário automaticamente cortado. A situação permaneceu assim durante sua primeira legislatura, mas não chegaria ao fim da segunda, iniciada em 2010, quando foi reeleito: Maranhão voltou a figurar na lista de professores ativos da Uema.

Em fevereiro de 2014, o hoje presidente interino da Câmara voltou a receber seus vencimentos por serviços acadêmicos que não prestava. Quando foi eleito para o terceiro mandato, iniciado em janeiro de 2015, o deputado teve nova oportunidade de esclarecer que estava recebendo salários de forma irregular, mas não o fez.

Os salários só deixaram de ser pagos em dezembro, após uma auditoria interna da universidade. “Foi quando vimos que o nome do professor Waldir Maranhão estava lá, realmente de forma irregular”, disse o reitor da Uema, Gustavo Costa, que assumiu o comando da instituição em janeiro de 2015.

A Uema, segundo Costa, notificou Waldir Maranhão para que devolva aos cofres do governo, com juros e correção monetária, tudo o que recebeu de forma irregular. “Meu entendimento é de que ele realmente teria que ter comunicado que recebia os salários. Houve dano financeiro”, afirmou Costa.

Questionado pela reportagem sobre as irregularidades, o presidente interino da Câmara não se manifestou até o final da noite de terça-feira, 10.