CASO DOS FANTASMAS – MP pede condenação de Waldir Maranhão e Thiago Maranhão

Waldir Maranhão

Denúncia contra Waldir Maranhão teve repercussão nacional

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou duas ações civis públicas contra o deputado federal Waldir Maranhão (PP) e o filho dele, o médico Thiago Maranhão, por causa do recebimento indevido de salários na Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) respectivamente.

A denúncia ganhou destaque na imprensa nacional em maio de 2016. Eles foram considerados como “funcionários fantasmas”, custando aos cofres públicos o valor total de R$ 933.303,15.

As ações são baseadas nos Inquéritos Civis nºs 01/2016 (Thiago Maranhão) e n° 02/2016 (Waldir Maranhão).

Thiago Maranhão foi nomeado, em março de 2003. Em fevereiro de 2011, passou a morar em São Paulo para fazer cursos da área médica. Mesmo assim, o médico continuou a receber mensalmente o salário de R$ 6,5 mil, sem frequentar o Tribunal, totalizando o recebimento indevido do montante de R$ 565.163,06.

UEMA

A outra manifestação refere-se ao deputado federal e professor do quadro da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Waldir Maranhão, que não requereu seu afastamento da instituição educacional durante um de seus mandatos na Câmara dos Deputados. O parlamentar continuou a receber os salários da universidade.

Na investigação, o MPMA constatou que a coordenação de pessoal da Uema manteve contatos repetidos com a assessoria do deputado, com orientações sobre o ressarcimento dos valores recebidos de forma indevida e para o pedido formal de seu afastamento.

Na ação, o Ministério Público destacou que a omissão do parlamentar resultou no recebimento indevido de salários no período de fevereiro de 2014 a dezembro de 2015, totalizando o valor atualizado de R$ 382.711,41. Somente em fevereiro de 2016, o pagamento dos salários foi suspenso.

RESSARCIMENTO

Após sua exoneração do TCE, Thiago Maranhão comprometeu-se a pagar a quantia de R$ 235 mil, que já foi efetuada, e mais 24 parcelas de R$ 13.757,00.

No que se refere ao deputado federal, em maio deste ano, mesmo que um acordo de ressarcimento não tenha sido deferido, Waldir Maranhão comprovou o depósito de R$ 14.109, que, segundo ele, seria a primeira parcela do débito.

Em outubro, Maranhão firmou um termo de confissão de dívida do valor atualizado de R$ 382.711,41. O pagamento deve ser feito por meio de quatro parcelas de R$14,1 mil e outras 21 parcelas de R$ 14,8 mil.

SANÇÕES

O MPMA requer a condenação de Thiago Maranhão e Waldir Maranhão ao ressarcimento integral do dano, à perda da função pública e à suspensão de seus direitos políticos de oito a dez anos.

Outra sanção é o pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

Waldir Maranhão já “elabora” suposto secretariado de Luciano Genésio em Pinheiro…

Com apoio e indicações  de Waldir Maranhão, Luciano val elaborando suposta lista de secretários

Com apoio e indicações de Waldir Maranhão, Luciano já elabora suposta lista de secretários com o auxílio de Zé Genésio

Ninguém quer o apoio do deputado federal Waldir Maranhão em São Luís e em outros municípios do Estado, mas não é o caso do candidato a prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio (PP), que, todos os dias, aconselha-se com o parlamentar do mesmo partido, envolvido nas investigações da operação  Lava Jato, em casos de desvio de recursos públicos, apadrinhamento de fantasmas, usufruto de cargo fantasma, etc.

Um dos principais articuladores de Luciano Genésio, Waldir Maranhão já estaria, inclusive, com a ajuda do pai e ex-prefeito Zé Genésio, elaborando uma suposta lista do  secretariado do pepista, caso ele vença as eleições no dia dois de outubro.

Corre solto em Pinheiro que um hipotético governo Luciano Genésio seria controlado, na verdade, pelas mentes férteis e capitalistas de Waldir Maranhão e do atual presidente do PP, André Fufuca, que era um dos principais articuladores do movimento de manutenção do mandato do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB).

Agora, imagina a Prefeitura de Pinheiro administrada, indiretamente, por Waldir Maranhão, com a ficha totalmente comprometida, e, de tabela, por Fufuquinha que se envolve com políticos do nível de Eduardo Cunha. Infelizmente, esses são os aliados e conselheiros de primeira ordem de Luciano Genésio.

Aliado de Waldir Maranhão, Wellington do Curso “esconde” deputado segundo revista Época

Na foto, Waldir Maranhão e Wellington do Curso fazem campanha pelo 11

Na foto, Waldir Maranhão e Wellington do Curso fazem campanha pelo 11

Print da revista

Print da revista

A revista Época noticiou, na coluna Expresso, que o candidato a prefeito de São Luís pelo PP, Wellington do Curso (WC), está usando a tática de “esconder” o seu aliado partidário, Waldir Maranhão, também do PP, de sua campanha na capital maranhense. Segundo a publicação, o próprio WC pediu ao vice-presidente da Câmara Federal que, nessa fase de afirmação e conquista do eleitorado, fique bem longe de seus comícios, caminhadas e programas de TV.

“O ex-presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), está com a vida mansa durante o “recesso branco” que ocorre no Parlamento devido às eleições municipais. Nem mesmo seus aliados de partido querem sua ajuda nos palanques do Estado. Um deles é Wellington do Curso, candidato à Prefeitura de São Luís. O candidato pediu a Maranhão para não participar de seus comícios e nem aparecer em seus programas de TV”, noticiou a revista Época.

Por outro lado, Waldir Maranhão, que tem uma vasta ficha suja recheada de denúncias que vão de cargos fantasmas a desvios de recursos e envolvimento nas investigações da operação Lava Jato, já estaria pronto para fazer as indicações de possíveis secretários municipais em um eventual governo WC.

Nos bastidores, comenta-se que WC, achando que já ganhou a eleição, já estaria com uma “lista” de supostos secretários que, inclusive, já vazou. Mas esse é um assunto para outro post.

Por que ninguém quer o apoio de Waldir Maranhão em São Luís?

Envolvido em muitas encrencas que repercutiram nacionalmente, ninguém quer o apoio de Waldir Maranhão em São Luís

Envolvido em muitas encrencas que repercutiram nacionalmente, ninguém quer o apoio de Waldir Maranhão em São Luís. Ele chegou a ser considerado pela esquerda do Maranhão um “guerreiro do povo brasileiro”, após votar contra o impeachment de Dilma Rousseff 

O deputado federal Waldir Maranhão (PP) foi preterido até pelo seu colega de partido, o deputado estadual Wellington do Curso, que disputa a Prefeitura de São Luís. Correndo como o “demo da cruz”, o professor não quer nem ouvir falar em apoio do vice-presidente da Câmara Federal e passou a bola para a candidata do PPS, Eliziane Gama, que, por sua vez, também negou qualquer laço com o parlamentar para estas eleições.

O prefeito Edivaldo Holanda Jr (PDT) também nem cogita aceitar um tipo de apoio de Waldir Maranhão. Provavelmente, os demais candidatos também queiram distância. Essa rejeição tem uma razão forte: o nome do vice-presidente da Câmara Federal aparece em vários escândalos de desvios de recursos públicos, incluindo gestão e empregos fantasmas.

Waldir Maranhão se expôs muito no cenário nacional com o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Roussef (PT) e já tinha uma ficha corrida duvidosa e encrencada com uma série de questionamentos sobre desvio de recursos durante a sua gestão na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), citação em recebimento de propina em operação de desvio alvo de investigação da Lava Jato, etc

Na semana passada, o primeiro-vice-presidente da Câmara  foi condenado pelo Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA)  a pagamento de multa de R$ 930 mil e à devolução de quase R$ 10 milhões aos cofres públicos por irregularidades cometidas como reitor da Uema, no ano de 2005. Em voto do conselheiro-substituto Osmário Freire Guimarães aprovado por unanimidade pelo Pleno, o órgão desaprovou a prestação de contas apresentada pelo deputado para o período.

Fantasminhas

No período em que assumiu a presidência da Câmara Federal, o próprio TCE fez estourar que Waldir Maranhão mantinha um filho “empregado” na Corte como funcionário fantasma. Thiago Maranhão ganhava R$ 7.500 mensais de salário, mais R$ 800 de auxílio-alimentação, e foi forçado a devolver uma bolada referente aos anos em que só recebeu.

Posteriormente, investigações deram conta que o próprio deputado era “funcionário fantasma” da Uema, pois estava recebendo salários como professor sem trabalhar. O presidente interino da Câmara atuou, paralelamente, como “professor fantasma” da Uema, recebendo silenciosamente salários mensais, tudo forma absolutamente irregular. Eram cerca de R$ 16 mil por mês. Os pagamentos, realizados entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2015, somaram a quantia de R$ 368.140,09.

Ridicularização

Waldir Maranhão também foi ridicularizado, nacionalmente, ao anular, no mês de maio, um ato dele mesmo que cancelava a votação do pedido de afastamento da presidente Dilma. A “patacoada” durou menos de 12 horas. No dia seguinte, o diário da Câmara trouxe as duas decisões do então presidente do Legislativo. A primeira que anulou a sessão do impeachment e a segunda que revogou a anulação.

E por todos esses e outros fatos, os candidatos a prefeito em São Luís e em diversos municípios do Maranhão querem distância de Waldir Maranhão. Têm medo de sofrer resistência ou rejeição por causa do vice-presidente da Câmara. Apoio só se for em alguma coisa que interesse, bem por debaixo dos panos.

O deputado federal do PP, que chegou a ser considerado pela esquerda do Maranhão como o “guerreiro do povo brasileiro”, por ter votado contra o impeachment de Dilma, terá muitos problemas para tentar a reeleição em 2018, até porque as grandes bases políticas o rejeitam. Agora tem que segurar a onda!

Com viagem de Temer, Waldir Maranhão deve assumir novamente presidência da Câmara

Com informações de Época

Waldir Maranhão

Waldir Maranhão

O deputado estadual Waldir Maranhão (PP) voltará a ser presidente interino da Câmara dos Deputados no começo de setembro, quando o presidente Michel Temer (PMDB) viajar para a China e o deputado Rodrigo Maia substituí-lo no Planalto. Parlamentares do PT e do PCdoB já começam a pressionar Maranhão para colocar em pauta assuntos polêmicos, entre eles o impeachment de Temer. Maranhão está de bem com Temer, mas ele é volúvel. Nunca se sabe.

Na segunda-feira (16), o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), foi condenado a pagar multa de 930.000 reais e a devolver quase 10 milhões de reais aos cofres públicos por irregularidades nas contas da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), enquanto era reitor, em 2005. As contas da universidade foram reprovadas no último dia 3 pelo Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA).

Segundo o TCE, houve uma diferença de 76.000 reais entre o saldo da conta “Bens Móveis do Balanço Patrimonial” (de 12.648.390,50 reais) e o inventário Físico-Financeiro de Bens Móveis (de 12.572.390,50 reais); o saldo da conta “Bens Imóveis do Balanço Patrimonial” (de 19.494.690,57 reais), também não equivale ao total do Inventário Físico-Financeiro de Bens Imóveis (de 19.988.915,67 reais), ou seja, uma diferença de 494.225,10 reais. Outra irregularidade é que não constou na prestação de contas a abertura de crédito adicional de 11.702.515,00 reais, entre outros pontos mostrados pelo órgão.

Por essas irregularidades, Waldir Maranhão foi condenado a pagar multa de 930.000 reais. Devido ao erário municipal, o deputado deverá devolver o montante de 9.483.711,36 reais, “a ser recolhido no prazo de quinze dias, a contar da publicação oficial deste acórdão”, diz o documento.

Para Época, Waldir Maranhão é um deputado “inexpressivo” e confuso

Waldir Maranhão:De volta ao anonimato

Waldir Maranhão:De volta ao anonimato

A revista Época publicou, nesta segunda-feira (18), um artigo que analisa a atuação, as trapalhadas e o período em que o deputado federal maranhense Waldir Maranhão (PP) passou à frente da Câmara Federal. Entre outros adjetivos, o veículo diz que o parlamentar é inexpressivo e confuso e que, após a escolha do novo presidente, voltou ao anonimato político. Abaixo, o texto:

 

O confuso Waldir Maranhão volta ao anonimato
O titubeante e incerto Waldir Maranhão nunca foi o presidente de que
a Câmara precisava. Agora, ele volta ao anonimato

De Época

O relógio marcava 18h25 quando o deputado Waldir Maranhão, do PP do Maranhão, se levantou. A televisão do gabinete estava desligada e seu único pertence era uma Bíblia que acabara de ganhar de uma funcionária da Câmara. Deu uma última mordida no biscoito de água e sal que repousava sobre sua mesa e bebeu um gole do suco de caju.

Essa refeição o sustentaria pelas próximas seis horas em que conduziria uma sessão completa na Câmara dos Deputados, pela primeira vez desde que assumiu o cargo de presidente interino, em 5 de maio, após o afastamento de Eduardo Cunha, do PMDB. “Errei querendo acertar. Poucos deputados e presidentes se submeteram a tantas humilhações quanto eu. Mas tive de me resignar, recuar para tentar harmonizar a Casa”, disse a ÉPOCA, após a eleição de Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro.

Para um deputado inexpressivo como Maranhão, herdar um período na presidência da Casa deveria ser o nirvana político. Mas tornou-se um inferno após um ato estroina, a “anulação” do impeachment da presidente Dilma Rousseff, 22 dias depois da votação na Câmara. Humilhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que ignorou sua decisão, ele voltou atrás menos de 24 horas depois. Mas a política não perdoa. A partir daí, cada vez que o deputado tentava presidir uma sessão, as vaias ecoavam no plenário. “Vossa Excelência não tem as condições mínimas para conduzir esta sessão”, repetiam os líderes. Maranhão ia-se embora correndo. Os deputados mais cordiais referiam-se a ele como “imbecil”.
Na quarta-feira que marcou o último dia dessa agonia, Maranhão manteve a rotina espartana que segue desde que chegou a Brasília, em 2007. Acordou às 6 horas da manhã, tomou um shake de whey protein e partiu para uma hora de caminhada pela quadra de seu apartamento. Na volta, depois do banho, tomou o café da manhã preparado por dona Maísa, funcionária que há seis anos o acompanha: ovos, café, iogurte e tapioca.

Maranhão evita alimentos com glúten, come pouco e complementa a alimentação com cápsulas de nutrição. Passou a manhã assistindo a telejornais. Não leu os jornais – aliás, nunca o faz: prefere a seleção de reportagens que seus assessores mandam por e-mail. Pouco antes do meio-dia, vestiu o terno azul-metálico e almoçou peixe com salada. Ao chegar ao gabinete da presidência da Casa, às 12h30, posou para uma foto com as copeiras. A sessão que elegeria seu substituto estava marcada para as 16 horas.

O governo Temer se deu bem

Mas, com Maranhão, certeza é coisa rara. Sob pressão, ele cedeu e mudou duas vezes o horário – fraqueza, um pecado mortal na política. Ainda que, para Maranhão, recuar seja movimento natural. “Não vejo problema em voltar atrás depois de ouvir as pessoas”, afirma. Primeiro, opositores do afastado Eduardo Cunha queriam tempo para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovar o parecer pela cassação do peemedebista. Maranhão transferiu a sessão no plenário das 16 para as 19 horas. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), candidato à presidência, sugeriu que a sessão no plenário fosse transferida não para as 19 horas, mas para as 17h30, a despeito da situação na CCJ.

Jovair Arantes (PTB-GO), outro candidato a presidente, mas aliado de Cunha, entrou no gabinete de Maranhão acompanhado de pelo menos dez deputados, com os olhos vermelhos de raiva. Queria que a sessão no plenário fosse às 16 horas, para evitar o trabalho na CCJ. “É um débil mental que não sabe nem conversar! Perguntamos com base em que ele adiou a sessão, e ele só repetia: ‘19 horas, 19 horas, 19 horas’”, disse Jovair. Depois de hesitar, ouvir esbravejos e protagonizar silêncios desesperadores, Maranhão cedeu de novo e marcou a sessão para 17h30. Às 18h20, chegou ao plenário. “Deixarei esta presidência sem mágoa e rancores e com a consciência limpa e tranquila”, disse.

“Ele não consegue agradar a ninguém”, diz aliado de Waldir Maranhão

A chegada de Maranhão à vice-presidência da Câmara foi acidental. Na formação da chapa para a presidência, em 2014, nenhum de seus pares se interessou pelo cargo de vice, porque seria ofuscado por Eduardo Cunha. Maranhão era considerado inofensivo, sem inimizades e com um currículo relativamente pequeno na esfera penal. Contra ele há duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira decorre das afirmações do doleiro Alberto Youssef, que conta ter lhe repassado dinheiro. A outra se refere à Operação Miqueias, em que foi acusado de receber propina para levar um fundo municipal a investir em um negócio de doleiros. Seu filho Thiago, médico residente em São Paulo, recebia R$ 7 mil como servidor do Tribunal de Contas do Maranhão, sem trabalhar. Todo o Brasil ficou sabendo disso.

Quando deixou a sessão que elegeu Rodrigo Maia, Maranhão correu para o anonimato, no gabinete da vice-presidência. A fala travada, o andar arredio e a postura tensa não estavam mais ali. Andava rápido e sorria. “Não sei se vou ser lembrado pela história”, disse. “Mas eu terei a lembrança de que tentei fazer o melhor.” O comunista Orlando Silva veio cumprimentá-lo. “Um homem se prova nessas horas. Na época da calmaria, é fácil”, disse Silva. “Difícil é o cabra ter fibra em época de turbulência, em maremoto com um barquinho. Aí o cabra é macho.” Sem perder a piada, Maranhão completou: “E sem saber nadar”.

Waldir Maranhão pediu dinheiro para tentar se eleger líder do PP, diz Youssef

Recurso seria para comprar votos dos demais deputados do partido, disse.
Presidente interino da Câmara negou à PF ter pedido ou recebido dinheiro.

Waldir Maranhão: o homem das encrencas

Waldir Maranhão: o homem das encrencas

O doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento prestado à Polícia Federal que o presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), o procurou em 2011 e pediu dinheiro para se eleger líder do PP na Câmara. Segundo Youssef, o dinheiro seria para a compra de votos de outros parlamentares do partido. Também em depoimento à PF, Maranhão negou ter pedido ou recebido dinheiro (leia mais abaixo).
A afirmação está em um depoimento prestado em junho do ano passado à PF, e que perdeu o sigilo nesta segunda-feira (11).
Após a suspeita de que Maranhão recebeu propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato, ele também teve de prestar depoimento à PF, no qual negou ter pedido ou recebido dinheiro de Youssef.
Aos delegados, Youssef explicou que a campanha para líder do PP custava entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões e que o voto dos deputados do PP custava entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, dependendo da importância do parlamentar.
Youssef diz no depoimento, sem dar maiores detalhes, que negou o pedido feito por Maranhão, mas que deu R$ 10 mil ao deputado na mesma reunião, também a pedido do parlamentar.
Além disso, o doleiro disse que viu Maranhão várias vezes no apartamento funcional do ex-deputado João Pizzolatti em “reuniões de entrega e distribuição de propina” para o PP.
O advogado de Pizzolatti negou a entrega de recursos no apartamento funcional do ex-deputado.
Reunião
De acordo com Waldir Maranhão, também em depoimento à PF, a reunião com Youssef, a quem ele chama de “Primo”, não durou mais do que cinco minutos.
Segundo o presidente interino da Câmara, o nome de Youssef foi indicado como alguém que poderia ajudá-lo a conseguir apoio político de outros parlamentares do PP.
Ele nega que tenha pedido dinheiro mas diz que, após conversar rapidamente com o doleiro, decidiu retirar a candidatura à liderança do PP por recomendação de Youssef. No depoimento, porém, Maranhão não explica porque decidiu não concorrer ao cargo.

Waldir Maranhão fecha acordo com Temer e antecipa eleição na Câmara

Folha

Waldir Maranhão

Waldir Maranhão

Em um acordo fechado com o respaldo do Palácio do Planalto, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu antecipar a eleição da sucessão da Casa Legislativa para quarta-feira (13).

Ele sinalizou a mudança em conversas neste domingo (10) com líderes da base aliada, que vinham pressionando para que ela fosse realizada antes da quinta-feira (14). O receio era de que, por falta de quórum, a escolha ficasse para a volta do recesso branco, em agosto.

Na semana passada, o governo interino pediu a líderes da base aliada que tentassem convencer Maranhão a mudar a data.

No sábado (9), o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), sondou Maranhão sobre a nova data e o primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP), havia marcado reunião com a Mesa da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (11) para tentar também convencê-lo sobre a alternativa.

A decisão prejudica o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Aliado do peemedebista, o “centrão” pretendia eleger na terça-feira (12) o novo presidente com o objetivo de inviabilizar a sessão da Comissão de Constituição e Justiça que deve rejeitar o último recurso do peemedebista.

O presidente da comissão do impeachment de Dilma Rousseff, Rogério Rosso (PSD-DF) ainda é o favorito do “centrão” para a sucessão, mas há outros candidatos que pleiteiam a vaga, como o segundo-vice presidente da Casa, Giacobo (PR-PR) e o primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP).

No outro flanco da base de Michel Temer, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tenta se colocar como a opção a candidatos apoiados por Cunha e costura um acordo com o PT (58 deputados) e os demais partidos de esquerda.

Ele promete dar a eles tratamento justo no Legislativo em eventual gestão sua. Antigo aliado de Cunha, ele rompeu com o peemedebista ao ser preterido por ele na escolha do líder do governo na Câmara.

PMDB

Para evitar a piora do racha na base aliada, o Palácio do Planalto tem tentado convencer a bancada do PMDB a não lançar nenhuma candidatura.

Na avaliação dele, o partido de Michel Temer não pode promover um “desgaste desnecessário” e deve ter neste momento uma “postura republicana” e abrir espaço para um partido aliado, sobretudo do chamado “centrão”.

O próprio comando nacional da sigla avalia que é um erro ficar isolado na disputa parlamentar e que o partido deve fazer uma composição.

Com esse objetivo, a bancada peemedebista pretende se reunir no início desta semana para tentar chegar a um consenso.

Com o aceno petista ao nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência, o governo interino tem demonstrado resistência ao apoio a uma candidatura do democrata, mas não exclui endossá-lo caso ele se viabilize como favorito.

O Palácio do Planalto não quer repetir o confronto da última eleição, quando a presidente afastada Dilma Rousseff atuou contra a candidatura de Eduardo Cunha, que eleito para o cargo acabou acolhendo o pedido de impeachment da petista.

Para Rodrigo Janot, Waldir Maranhão funcionava como “lobista” em esquema do fundo de Previdência

Waldir Maranhão envolvido em mais uma encrenca grande

Waldir Maranhão envolvido em mais uma encrenca grande

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, em petição direcionada ao Supremo Tribunal Federal (STF),  que,  durante investigação da Polícia Federal, foram encontrados indícios de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), e outros parlamentares “faziam o papel de ‘lobistas’ do esquema” suspeito de ter fraudado fundos de previdência de servidores de diversas prefeituras.

Impetrada no mês de maio, a petição do procurador foi anexada ao inquérito aberto no STF sob a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, para investigar Maranhão e mais três deputados federais.

As informações foram publicadas, em primeira mão,  pelo Jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira (6). A delação está sob segredo de Justiça, enquanto os indícios da participação de Waldir Maranhão como lobista são confirmados por um dos investigados que fechou acordo de delação premiada e prestou depoimento com menções negativas ao deputado.

Segundo Janot, o papel dos parlamentares seria “o agenciamento de prefeitos para que estes se encontrassem” com um dos principais doleiros de Brasília, Fayed Antoine Traboulsi.

A respeito do presidente interino da Câmara, o órgão relatou que uma auditoria realizada nos fundos de previdência de servidores de diversos municípios apontou irregularidades em negócios fechados com os institutos de Campo Grande (MS) e Aparecida de Goiânia (GO), “cujos prefeitos foram levados ao encontro de Fayed por intermédio de Waldir Maranhão”.

A Procuradoria chegou a essa conclusão após análise de telefones interceptados pela PF com ordem judicial durante a Operação Miqueias, de 2013. O material apontou dois tipos de aliciadores trabalhando no esquema, um formado por lobistas e outro por mulheres conhecidas como “pastinhas”.

Ambos os grupos tinham a tarefa de convencer os prefeitos e os fundos de previdência dos servidores a investirem em papéis podres, ou seja, de valor superestimado, que logo mais gerariam prejuízo aos fundos. Em troca, os agentes públicos recebiam “vantagens indevidas”.

Mais de R$ 50 milhões foram desviados

As reuniões entre o grupo do doleiro Fayed e os prefeitos ou seus representantes ocorriam, segundo a investigação, na sede da Invista Investimentos Inteligentes em Brasília, administrada por Traboulsi, pelo ex-policial civil do DF Marcelo Toledo Watson e o pelo empresário Carlos Eduardo Carneiro Lemos.

Em relatório entregue à Justiça Federal do Distrito Federal em 2013, a Polícia Federal apontou que os elementos obtidos na apuração “indicam que essas visitas tenham por propósito o oferecimento de aplicações financeiras para os respectivos regimes próprios municipais” e que, em troca, era oferecida “alguma vantagem aos prefeitos”.

Procurado pela reportagem da Folha de São Paulo, o advogado Michel Saliba, que defende Waldir Maranhão (PP-MA), disse que seu cliente “nega peremptoriamente as ilações da Procuradoria”.

Saliba afirmou que não poderia confirmar que o parlamentar tenha encontrado Fayed Traboulsi mas, caso isso tenha ocorrido, “não configuraria nenhum delito”.

A defesa de Fayed tem negado qualquer irregularidade. Marcelo Toledo negou as acusações e informou que não teve qualquer participação na Invista Investimentos Inteligentes. Carlos Lemos não foi localizado.

O prefeito de Aparecida de Goiânia (GO), Maguito Vilela (PMDB), informou “que não tem ligação com os fatos”. O prefeito de Campo Grande (MS), Alcides Bernal (PP), não foi localizado.