WhatsApp nega ter sido contratado pela campanha de Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro. Foto: Antonio Cruz

Terra

O WhatsApp, um aplicativo de envio de mensagens, divulgou nota na noite desta segunda-feira, 12, informando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não foi contratado pela campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para fornecer “serviços de impulsionamento de conteúdo na rede mundial de computadores” em seu favor.

Isso acontece após o relator da prestação de contas do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, atender a um pedido de área técnica e determinar que as principais plataformas (Google, Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp) apresentassem dentro de um prazo de 3 dias informações sobre a contratação ou não de impulsionamento de conteúdo a favor de Bolsonaro durante a última campanha eleitoral.

Acusação

No mês passado, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, decidiu abrir uma ação de investigação judicial no TSE pedida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para que sejam investigadas as acusações de que empresas compraram pacotes de disparos em larga escala de mensagens no WhatsApp contra a legenda e a campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República.

Campanha de Bolsonaro reage, diz que notificará empresas e processará PT

Gustavo Bebianno disse que a campanha nunca fez qualquer tipo de impulsionamento ou direcionamento nas redes sociais

UOL

A campanha do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, reagiu nesta quinta-feira (18), em várias frentes, à reportagem da “Folha de S.Paulo” que afirma que empresários simpáticos ao candidato teriam comprado “pacotes” de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp, o que pode configurar crime eleitoral.

Os integrantes da campanha foram à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, deram entrevista coletiva no Rio de Janeiro e usaram as redes sociais para atacar o PT e a imprensa. Em comum, os integrantes da campanha dizem desconhecer o esquema e criticaram o adversário, Fernando Haddad (PT), a quem devem processar.

Em Brasília, a coordenadora jurídica da campanha Karina Kufa, afirmou que notificará as empresas citadas por reportagem do jornal para que se expliquem acerca da denúncia de supostas ações ilegais. Além disso, deve processar o candidato do PT.

“É de total desconhecimento da campanha. Inclusive, estamos notificando as empresas citadas na matéria. Empresas que não conhecemos, que não temos qualquer contato”, afirmou Karina.

A reportagem cita as empresas Quickmobile, a Yacows, Croc Services, SMS Market e a AM4. Esta última consta na prestação de contas do candidato como tendo recebido R$ 115 mil para serviços em mídias digitais.

A advogada defendeu que responsáveis por eventuais excessos sejam penalizados e se disse completamente disponível a contribuir com investigações. De acordo com Karina, a campanha pedirá que as empresas não cometam condutas ilícitas e que, caso tenham sido praticadas, não estavam nem estão autorizadas pela coligação do pesselista.

Ainda de acordo com a advogada, a campanha de Bolsonaro irá intensificar ações judiciais contra Haddad. Entre esta quinta e sexta, disse, serão dez. No primeiro turno, a campanha de Bolsonaro entrou com 68 pedidos de direito de resposta. Estas novas ações incluirão direitos de respostas, pedidos de retirada de fake news e análise sobre a legalidade de atos de Haddad em universidades.

Em entrevista à imprensa após a publicação da denúncia, Fernando Haddad disse haver testemunhas de reuniões em que Bolsonaro teria pedido apoio de empresários para atuação no WhatsApp, mas não quis dar nomes. Karina negou que tenha havido qualquer pedido e exigiu a apresentação de provas.

“Essas provas, ao meu ver, não existem. Quero que sejam apresentadas, se verdadeiras, ao processo, porque nos defenderemos nos autos. Não tem nenhuma participação do candidato em relação à disseminação de matérias falsas, ainda mais pagas por empresas. Sem dúvida nenhuma conseguiremos provar isso no processo”, disse, negando haver caixa dois e creditando a denúncia como “um desespero” da campanha de Haddad.

Nesta quinta, Karina Kufa participou de reunião na PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre combate às fake news e o processo eleitoral com a presença da procuradora-geral Raquel Dodge, do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, de procuradores eleitorais e dos advogados da campanha do candidato do PT à Presidência e adversário de Bolsonaro no segundo turno, Fernando Haddad.

Em entrevista coletiva no fim da tarde no Rio de Janeiro, o advogado e presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, também mirou suas críticas em Haddad, depois de dizer que não teve tempo de ler a reportagem da “Folha”, mas ouviu declarações do petista contra Bolsonaro.

“O senhor Haddad precisa saber que denunciação caluniosa é crime e ele vai ter que responder por isso. Estamos ansiosos aqui por apreciar os elementos que estão sendo efetivamente apresentados. Nossa consciência é absolutamente tranquila. Nem o PSL, nem a campanha do candidato Jair Bolsonaro e muito menos o candidato Jair Bolsonaro se prestam a esse tipo de papel”, declarou.

Ele também disse não ter “a menor ideia” de onde surgiu o suposto esquema revelado pela reportagem. O advogado classificou a fala do presidenciável do PT como “uma grande piada” e disse que ele está “absolutamente desesperado porque vai perder a eleição”.

Bebianno afirmou ainda que todas as doações feitas até hoje, para o PSL ou para a campanha do de Bolsonaro, vieram pela plataforma de financiamento coletivo, “de acordo com a legislação”.

“Apesar de ser permitida a doação por pessoas físicas, nós sempre evitamos doações diretas. Sempre recomendamos que as doações fossem feitas via nossa plataforma, com limite muito baixo, de mil e poucos reais por dia, por CPF. Nossa campanha no primeiro turno gastamos pouco mais de R$ 600 mil. Encerraremos o segundo turno gastando um pouco mais do que o dobro disso”, declarou, classificando a campanha como “muito modesta”.

Questionado se empresários porventura podem ter patrocinado a difusão de mensagens pelo aplicativo de troca de mensagens, Bebianno disse ser “óbvio que existe sempre a possibilidade de apoiadores, tanto de um lado, quanto de outro, lançarem mão de suas redes sociais, incluindo o WhatsApp, para se manifestarem”.

“Agora a história que o PT tenta contar é simplesmente ridícula. Eu nem li direito a matéria da Folha, não tive tempo hoje, mas pelo que eu vi um pronunciamento do senhor Haddad na CBN, se não me falha a memória, deu para ver ali que aquilo não passa de uma brincadeira — ‘milhões e milhões e milhões’. Isso não existe. Não faz parte da nossa política”, afirmou.

Ao falar da reação jurídica contra Haddad, Bebianno referendou o que disse Karina: “certamente ele será processado”. Ele negou ainda que Bolsonaro tenha pedido a empresários que pagassem pelo impulsionamento, como disse o petista. “Nunca houve isso”, declarou.

Indagado sobre como a campanha vai se defender caso empresários estejam realmente cometendo a irregularidade eleitoral, o presidente do partido foi categórico. “Não está feito. Não sei como eu vou me defender de algo que eu nem imagino que aconteça. Há que se provar, pelo menos apresentação de indício”, declarou. Em seguida, disse que defende uma investigação, mas afirmou que ela não depende da campanha .

PT pede ao STF para declarar Jair Bolsonaro inelegível por oito anos

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro — Foto: Dario Oliveira/Estadão

G1

O PT pediu nesta quinta-feira (18) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para declarar o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, inelegível por oito anos. O pedido foi apresentado em razão de reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” que relata casos de empresas apoiadoras de Bolsonaro que supostamente compraram pacotes de disparo de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp. Bolsonaro nega irregularidades.

Essa prática, em tese, pode ser ilegal, caso seja considerada pela Justiça doação de campanha feita por empresas. Desde 2015, empresas estão proibidas de fazer doação eleitoral. Segundo o jornal, as empresas apoiadoras de Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa” usando a base de usuários do candidato do PSL ou bases vendidas por agências de estratégia digital.

O uso de bases de terceiros pode ser considerado ilegal, já que a lei permite apenas o uso de listas de apoiadores do próprio candidato (nos casos de números cedidos de forma voluntária).

Além da inelegibilidade de Bolsonaro, a coligação encabeçada pelo PT também pede a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático das empresas e dos empresários mencionados na reportagem.

O que argumenta o PT

Para o PT, a conduta dos empresários configura propaganda eleitoral ilegal a favor de Bolsonaro e se enquadra no crime de abuso de poder econômico por parte da campanha. Na prática, argumenta a legenda, os fatos relatados pelo jornal nesta quinta-feira demonstram doação de pessoa jurídica, proibida pelo Supremo Tribunal Federal.

“O presente caso trata do abuso de poder econômico e uso indevido dos veículos e meios de comunicação digital perpetrados pelos representados, uma vez que estariam beneficiando-se diretamente da contratação de empresas de disparos de mensagens em massa, configurando condutas vedadas pela legislação eleitoral”, diz o partido.

O PT também argumentou ao TSE que o caráter eleitoral dos fatos narrados é “evidente” e demonstra “potencial suficiente a comprometer o equilíbrio do pleito eleitoral de 2018”. Ainda no pedido ao TSE, o PT argumenta ser “notório” que a campanha de Bolsonaro se aproveita de “mentiras” disseminadas nas redes sociais, principalmente porque os principais alvos do conteúdo falso são os candidatos da coligação de Haddad.

“A sistematização das fake news, ao que se aponta, parece estar claramente voltada ao favorecimento dos noticiados, o que faz surgir a preocupação acerca da autoria e responsabilidade de quem está produzindo tais materiais”, afirmou o partido na ação.

Para o PT, é de conhecimento público que a atuação do Poder Judiciário nos aplicativos é um desafio. Isso porque os dados dos divulgadores de conteúdo falso se perdem “dentro de mensagens protegidas por criptografia”, tornando os responsáveis “anônimos”.

Bolsonaro e PSL contestam

Antes, pelo Twitter, Bolsonaro afirmou: “Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências. Um dos ex-filiados de seu partido de apoio, o PSOL, tentou nos assassinar. Somos a ameaça aos maiores corruptos da história do Brasil. Juntos resgataremos nosso país!”

Segundo ele, o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela “verdade”.

Ao site Antagonista, Bolsonaro disse não ter controle sobre o que empresários apoiadores dele fazem.

“Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência. Pode ser gente até ligada à esquerda que diz que está comigo para tentar complicar a minha vida me denunciando por abuso de poder econômico”, declarou Bolsonaro.

“Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”, escreveu.

O presidente do PSL, partido de Bolsonaro, Gustavo Bebianno, negou qualquer iniciativa do gênero, isentou a legenda e disse que o candidato do PT, Fernando Haddad, terá que provar a acusação. De acordo com Bebianno, a história é “ridícula”. “Não faz parte de nossa política. Nunca fizemos qualquer tipo de impulsionamento. Nossa campanha é orgânica. Voluntários do Brasil inteiro”.

Gustavo Bebianno disse ser impossível controlar as mensagens diretas. “Impossível você controlar o uso que as pessoas fazem de suas redes sociais”, declarou.

Segundo ele, o PSL gastou R$ 600 mil na campanha eleitoral, arrecadados através de plataformas digitais. E que não tem qualquer controle sobre o que as pessoas publicam nas redes sociais. Bebianno não se referiu à reportagem publicada no jornal. Disse que a acusação do PT é grave e que o partido entrará com uma ação contra Fernando Haddad.

“Certamente, ele será processado. O senhor Haddad está absolutamente desesperado porque vai perder a eleição. É uma facção criminosa travestida de partido político. Agora, o Partido dos Trabalhadores falar em mentira, fake news, falar em compra, gastando milhões para manipular a opinião pública. Quem sempre fez isso foi o PT.”

Sob pressão, PT busca evitar ‘onda Bolsonaro’ com contra-ataque via WhatsApp

Haddad em entrevista coletiva nesta quarta em São Paulo: “É grave o que está acontecendo no WhatsApp”. N. Almeida

El País

O crescimento de Jair Bolsonaro (PSL), de 28% para 32%, e a estagnação de Fernando Haddad (PT)em 21% nas intenções de voto apontados pelo Datafolha desta terça-feira, reforçaram o que o Ibope já havia mostrado um dia antes, mas foram recebidos com surpresa pelo Partido dos Trabalhadores. Até mesmo no Nordeste, onde o PT tem tradicionalmente um eleitorado fiel, e é única região onde Haddad lidera, o capitão reformado cresceu quatro pontos (20%), chegando mais perto dos 36% do ex-prefeito paulistano. No núcleo duro do PT, ninguém esperava por esses números, que interromperam um sentimento de otimismo dentro do partido e fizeram a direção da campanha mudar de rumo a poucos dias do primeiro turno.

Segundo um aliado próximo a Haddad, até os resultados dos levantamentos feitos pelo Ibope e pelo Datafolha serem conhecidos, havia a expectativa de que o presidenciável do PT poderia chegar no segundo turno tecnicamente empatado com Bolsonaro. Nesta semana, essa perspectiva foi abandonada e hoje é dado como certo que o petista avançará em segundo colocado. Dentro do partido, a expectativa é que teto de votos de Haddad na primeira rodada seja de cerca de 25% do eleitorado.

Para tentar estancar o crescimento de Bolsonaro e impulsionar Haddad, o tom propositivo e conciliador que o PT vinha adotando até o momento serão deixados em segundo plano e substituídos por um tom mais agressivo. Até agora, a estratégia petista era em torno de colar a imagem de Haddad, desconhecido para grande parte do eleitorado, à do ex-presidente Lula, preso desde abril acusado de corrupção. Com a mudança de estratégia, o PT passa a usar todo seu arsenal de ataques, até então guardado para o segundo turno. Nesta quarta-feira, o presidenciável passou o dia em São Paulo gravando uma nova leva de programas com o foco na desconstrução de seu principal rival.

Os novos programas vão centrar fogo em Bolsonaro a partir de três eixos. O primeiro, será apresentar Haddad como o candidato que defende os direitos humanos, contra um adversário que faz apologia à tortura e a torturadores. A estratégia também focará em dizer que Bolsonaro ameaça os direitos sociais dos trabalhadores, tanto pelo seu apoio à reforma trabalhista quanto pelas declarações de seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão, que criticou o 13° salário.

Há um debate ainda dentro da campanha do PT sobre deixar de lado alguns assuntos que são tidos como prejudiciaispara a candidatura de Haddad. Um deles, é a defesa da convocação de uma Constituinte, algo que tem sido utilizado por adversários para colar no petista a etiqueta de radical de esquerda –a proposta faz parte do programa de Governo. Ele também deve evitar ao máximo o espinhoso tema de um possível indulto ao ex-presidente Lula.

Sem nenhum tempo a perder, parte dessa nova estratégia já foi colocada em prática. Nesta quarta-feira, ao menos três vídeos do PT começaram a ser compartilhados nas redes sociais atacando seu rival. Um deles, diz para o eleitor não votar “em quem sempre votou contra você”, mencionando o Fundo de Combate à Pobreza, votação na qual o deputado Bolsonaro foi o único contra, e a reforma trabalhista, na qual ele votou a favor. Em outro, usa depoimentos de Amélia Teles, ex-presa política, que narra com detalhes as torturas vividas na prisão, comandadas pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante a ditadura. Ustra, morto em 2015, foi homenageado por Bolsonaro no dia em que o deputado proferiu seu voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. E é, até hoje, idolatrado pela campanha do presidenciável do PSL. “Torturador não pode ser herói”, diz a campanha do PT.

Zap do Lula

Além do ataque, a tática eleitoral do PT investe na defesa. Na avaliação do comitê de Haddad, parte do crescimento de Bolsonaro pode ser explicado pela intensa campanha que aliados do candidato do PSL vem promovendo via WhatsApp, principalmente com posts de cunho conservador nos costumes. Isso pode ter servido, dizem, como uma espécie de reação às manifestações do #EleNão no sábado, a partir de mensagens que associam Haddad ao movimento feminista e LGBT e têm forte ressonância negativa no eleitorado mais pobre e conservador.

Para Paulo Calmon, cientista político da Universidade de Brasília (UNB), o movimento do fim de semana pode ter ajudado o eleitor de Bolsonaro a “assumir” seu voto. “Vários eleitores estavam se guardando para se manifestar no segundo turno”, diz. “Mas, assustados com os movimentos de rua, apoiaram publicamente Bolsonaro. Além disso, tem uma forcinha das igrejas evangélicas que explicam o crescimento dele no Nordeste e nas áreas mais pobres”, diz. No sábado, véspera do debate entre presidenciáveis na Record, o bispo Edir Macedo publicou um post em seu Facebook em apoio a Bolsonaro.

Na tentativa de uma contraofensiva, o PT criou um canal de WhatsApp para receber denúncias de notícias falsas que circulam pelo aplicativo, relacionadas à sua campanha. Segundo o partido, em 12 horas, o Zap do Lula recebeu 5.000 denúncias de fake news, boatos e calúnias. Dentre os exemplos anunciados pelo PT, estão as notícias falsas de que Haddad teria dito que crianças com mais de cinco anos seriam propriedade do Estado, e que o ex-ministro decidiria compulsoriamente sobre seu gênero.

Com essa estratégia, o PT entra tarde em um campo praticamente dominado por seu rival. Na semana passada, reportagem do EL PAÍS mostrou que o WhatsApp é a principal plataforma para a campanha de Bolsonaro para manter a base mobilizada. Acompanhamento de três destes grupos mostrou que neles se difundem mentiras camufladas como notícias, tentativas de contrapor publicações negativas da imprensa e até falsos apoios de celebridades à candidatura do PSL. O universo do aplicativo é amplamente explorado pelos eleitores do capitão reformado. Segundo o Datafolha, 61% eleitores de Bolsonaro se informam pelo WhatsApp. Entre os eleitores de Haddad, esse percentual ficou em 38%. Ainda de acordo com o instituto, 40% dos eleitores de Bolsonaro se dizem dispostos a distribuir material de campanha via WhatsApp, contra 22% dos eleitores do pestista.

“Houve um aumento grande de grupos relacionados a Bolsonaro nas últimas semanas”, diz Fabrício Benevenuto, professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG e criador do projeto Eleições sem Fake, que monitora o uso desse aplicativo. “Antes, era mais distribuído entre outros candidatos, mas agora é muito mais pró-Bolsonaro”. Seis em cada dez brasileiros admitem que já acreditaram em boatos, o maior índice nos 27 países incluídos em uma pesquisa da Ipsos feita entre 22 de junho e 6 de julho.

Primeiro turno

O grande temor do PT, de que a eleição se resolva já no primeiro turno, tem chances pequenas, porém factíveis de ocorrer. Segundo o Datafolha desta terça-feira, Bolsonaro precisaria de mais 12 pontos percentuais de votos para vencer sem uma nova disputa no dia 28 de outubro. O mesmo levantamento mostra que 13% dos eleitores votam em branco, nulo ou estão indecisos.

O que preocupa a campanha petista é que não somente Haddad estagnou, como também sua rejeição saltou, de 32% para 41%, ficando próxima a de Bolsonaro, com 45%. Por outro lado, o pico de rejeição que Haddad experimentou foi justificado em parte pelo desgaste do PT e também pelos ataques promovidos por Geraldo Alckmin (PSDB). Por isso, entre os coordenadores da campanha do PT, uma eventual vitória de Bolsonaro no primeiro turno é considerada como “extremamente difícil” de acontecer, mas já não é tida como hipótese descartada.

Para Paulo Calmon, a possibilidade de que essa eleição se resolva já no primeiro turno é improvável. “É uma disputa muito eletrizante, muito polarizada. E historicamente, em eleições polarizadas, as pessoas sentem que seu voto faz diferença”, diz. “A tendência então é que os eleitores compareçam, fazendo com que a quantidade de votos em branco ou nulo não seja tão grande”.

WhatsApp lança recurso que notifica mudança de número

Recentemente, o aplicativo anunciou a opção de transferência de dinheiro por meio de códigos QR.

O WhatsApp lançou, na última sexta-feira (30), uma ferramenta que vai facilitar a alteração do número de celular, segundo WABetaInfo, um site que publica novidades sobre o aplicativo de mensagens.

De acordo com a página, o novo recurso permite que o usuário escolha contatos específicos para notificar sobre a mudança do número e também move o histórico do bate-papo para o novo celular, assim como os grupos e as configurações de conta.

A novidade está sendo lançada em versão beta para a mais nova atualização do Android e deve chegar para iPhone e Windows Phone em breve. o WhatsApp vem investindo fortemente em melhorias e novos recursos. Recentemente, o aplicativo anunciou a opção de transferência de dinheiro por meio de códigos QR.

Comissão analisa projeto que proíbe a suspensão do Whatsapp pela Justiça

Comissão analisa projeto que proíbe a suspensão do Whatsapp pela Justiça.

O Conselho de Comunicação Social (CCS) se reunirá na próxima segunda-feira (2) para examinar algumas proposições em tramitação no Congresso, entre elas o PL 5.130/2016, que proíbe a suspensão de aplicativos da internet por decisões judiciais.

De autoria do deputado João Arruda (PMDB-PR), o projeto inclui como direito do internauta a não suspensão de qualquer aplicação da internet por decisão do poder público. O objetivo da proposta é evitar que decisões judiciais interrompam, ainda que temporariamente, um serviço usado cotidianamente pelos internautas.

Arruda lembra que recentes decisões judiciais de primeira instância tiraram do ar aplicativos como o YouTube e o WhatsApp. Ainda que as decisões tenham sido derrubadas em segunda instância, para o autor do projeto, que altera o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), houve “grande prejuízo a toda a população, que se viu privada da utilização de aplicações que fazem parte de sua rotina”.

Da pauta constam ainda a análise de relatórios sobre a renovação do convênio entre o CCS e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a reestruturação do Regimento Interno do órgão, que tem como atribuição a realização de estudos, pareceres, recomendações e outras solicitações que lhe forem encaminhadas pelo Congresso Nacional sobre o tema Comunicação Social.

Os conselheiros deverão analisar ainda as propostas de criação do Observatório da Liberdade de Imprensa e de realização de seminário para debater a violência praticada contra profissionais do setor.

WhatsApp agora também com recurso da “historinha”…

O WhatsApp também já permite as famosas historinhas curtas (pequenos vídeos), inauguradas com sucesso pelo aplicativo Snapchat, com duração de 24 horas no status. Desde quarta-feira (20), os usuários podem contar com mais esse entretenimento, com mais essa forma de se manifestar na rede mais famosa do mundo no momento.

Nos vídeos acima, eu testei a novidade do WhatsApp atualizando o meu status com historinhas.

O Facebook está investindo pesado na concorrência ao Snapchat. Depois de lançar o Instagram Stories (com fotos e vídeos que desaparecem depois de 24 horas) e de anunciar funções similares para o Messenger e também para o aplicativo principal do Facebook, a novidade chegou, desde a quarta-feira (22), também para o WhatsApp.

O Facebook também terá a função “Stories” um pouco mais para frente. A mudança foi anunciada no blog oficial do Whatsapp em comemoração ao aniversário de 8 anos de lançamento do app.

A nova função substituiu a antiga interface de “status” antiga  por uma completamente nova que permite compartilhar imagens e vídeos que desaparecem após 24 horas.

Polícia Civil apreende irmãos que combinavam assaltos pelo WhatsApp em Itapecuru

Crimes estavam sendo tramados pelo WhatsApp

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Itapecuru Mirim, prendeu em flagrante delito João Marcos Silva (20), além de, apreender seu irmão, um adolescente infrator, pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, um revolver cal. 32, encontrado em sua residência.

De acordo com o delegado Samuel Morita, após investigações foi constatado que no aparelho celular deles havia conversas feitas pelo aplicativo WhatsApp e áudios comprometedores, como combinação de assaltos a estabelecimentos, pessoas, farmácias, aluguel de armas de fogo e ligação com criminosos de São luís.

Ainda em diligencias pela cidade foi preso Fabio de Jesus Mendes (20), mais conhecido como “Pezão”, por ter roubado, de posse de um revólver, a mulher de nome Marlene. Após verificação das câmeras de segurança da cidade, ele foi reconhecido pela vítima.

WhatsApp, candidatos e campanhas eleitorais no Maranhão…

Recebi em casa a equipe de reportagem da TV Guará, que faz uma interessante matéria sobre o WhatsApp e campanhas eleitorais

Recebi em casa a equipe de reportagem da TV Guará, que faz uma interessante matéria sobre o WhatsApp e campanhas eleitorais

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Recebi, nesta quinta-feira (28), em minha casa, essa competente equipe da TV Guará (canal 23), com a repórter Rayssa Alves à frente. Eles estão produzindo uma interessante matéria sobre o período eleitoral, campanha e propaganda nos grupos de WhatsApp no Maranhão.
Abordam na pauta a questão da seriedade, responsabilidade e veracidade dos compartilhamentos. A administração dos grupos também é foco da reportagem. E o grupo “Jornalistas Profissionais”, que eu administro no WhatsApp,  por ser um dos mais atuantes e visados, está sendo citado na produção da matéria.
Desde a eleição passada, o WhatsApp vem sendo ferramenta fundamental para os candidatos, tanto no aspecto de divulgação,  quanto de denúncias e, até mesmo, para fins de zombarias.

Então cabe bom senso para saber o que se compartilha. Pois,  se algum candidato se sentir ofendido em grupo de Whatsapp,  ele pode recorrer para obter retratação ou direito de resposta. Na campanha passada, teve até jornalista acionado por postagens no aplicativo.
Então,  devemos ter a consciência de que Whatsapp hoje é coisa séria.  Mais de cem milhões de pessoas no Brasil se comunicam por ele, segundo recentes reportagens quando do bloqueio do aplicativo no país.

Em tempo, o grupo “Jornalistas Profissionais”  foi criado no WhatsApp no dia 07 de Abril de 2015 com o objetivo de unir profissionais do Jornalismo, favorecer a troca de informações, contatos e discutir questões ligadas à profissão.

Uma das características do grupo é a qualificação dos participantes. Conta com profissionais competentes, qualificados, atuantes, antenados e responsáveis.