LUÍS FERNANDO “JOGA A TOALHA”! Fardo pesado, Edinho Lobão tenta ser candidato a governador pelo grupo Sarney

Nome do empresário, filho do ministro de Minas e Energia, apresenta muita rejeição, tem passado de denúncias, portanto seria “fardo pesado” demais para uma disputa tão difícil

Sem carisma , sem experiência e com muita rejeição, nome de Edinho Lobão é "fardo pesado" para o grupo Sarney

Sem carisma , sem experiência, com muita rejeição e passado de denúncias, nome de Edinho Lobão é “fardo pesado” para o grupo Sarney

O clima é tenso e de muita indecisão no grupo Sarney que demonstra sinais de que está ruindo mesmo. O que já era esperado se confirmou neste final de semana. Com o anúncio da permanência da governadora Roseana Sarney até o final do mandato, o candidato do clã ao governo do Maranhão, Luís Fernando Silva, “jogou a toalha” e desistiu da disputa.

Há menos de seis meses da eleição de outubro, o grupo Sarney tentará encontrar agora um candidato que esteja à altura de disputar o governo do Maranhão contra o líder de todas as pesquisas, o comunista Flávio Dino, que vem costurando apoios e se fortalecendo para a disputa há pelo menos três anos. A opção do momento seria o suplente de senador, Edinho Lobão Filho (PMDB), já que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não se desincompatibilizou, mas para viabilizá-lo o trabalho teria que ser árduo, pois o nome do empresário apresenta muita rejeição (já foi alvo de denúncias graves envolvendo “laranjas”), portanto “pesado” demais para uma disputa tão difícil.

Já era consenso no grupo Sarney que se Luís Fernando não fosse emplacado no cargo de governador por uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, ele não teria condições de disputar o governo contra Flávio Dino já que pesquisas analíticas e qualitativas internas apontavam um perigo de derrota.

No banco de políticos do grupo Sarney, aptos a disputar o governo do Maranhão, há ainda o ex-chefe da Casa Civil, João Abreu, os deputados federais Gastão Vieira (PMDB) e Pedro Fernandes (PTB) que se desincompatibilizaram. No entanto, nenhum deles teve o nome trabalhado para isso como vinha acontecendo com Luís Fernando, o que torna as coisas muito difíceis  para o grupo.

João Castelo pode ser saída do grupo Sarney

No jogo das articulações, o grupo Sarney tenta ainda uma aliança complicada com o PSDB do ex-prefeito João Castelo já que, no cenário nacional, tudo que o presidenciável Aécio Neves não quer é ver o partido tucano aliado ao PT e ao PMDB que formam a principal base da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição.

Uma aliança do PMDB com o PSDB no Maranhão parece remota, mas se torna possível se o PT não estiver no palanque. O nome forte do partido tucano para uma disputa majoritária é o de João Castelo que, no frigir dos ovos, pode ser a saída do grupo para a disputa pelo Senado ou ainda, pasmem, para a corrida pelo governo do Estado, já que o clã não tem opções de peso para concorrer com Flávio Dino.

E já pensou? Uma disputa entre João Castelo e Flávio Dino seria o que faltava…

Sarney sente peso das redes sociais e diz que “o poder não pode mais como nos velhos tempos”

O senador assiste perplexo ao efeito avassalador das redes sociais sobre o grupo que comanda o Maranhão há mais de cinco décadas

O senador assiste perplexo ao efeito avassalador das redes sociais sobre o grupo que comanda o Maranhão há mais de cinco décadas

Assistindo perplexo ao desgaste e ao desmonte do seu grupo, sobretudo, pela força indiscutível das redes sociais, leia-se blogs, facebook, twitter, instagram, etc, o senador José Sarney publicou, neste domingo (06), no jornal de propriedade da sua família, um curioso artigo intitulado “O poder que não pode”, onde admite que as atuais ferramentas digitais da Comunicação suplantaram o poder tradicional que antes era “hegemônico”.

“Desse modo, a juventude que passa o dia e a noite navegando vai transformando o mundo, por sua vez já transformado. O poder não pode mais como nos velhos tempos”, admitiu Sarney, após uma semana dura para o grupo que comanda o Maranhão há mais de cinco décadas e que viu a governadora Roseana abrir mão de disputar o Senado, temendo perder o controle do governo do Estado, desfecho esse que é consequência das inúmeras reações nas redes sociais.

“Mas, hoje, o que está no auge das indagações são as consequências do mundo digital sobre o poder. Desapareceu o tempo das potências hegemônicas e do poder hegemônico. Hoje não existe mais o espaço da bipolaridade e o mundo cria novos núcleos de poder que despontam aqui e ali e, embora pequenos ou médios, inibem o poder maior”, rendeu-se Sarney, textualmente, para reconhecer, do seu modo, o poder das redes sociais.

Secom arcaica e parada no tempo

Fazendo uma rápida análise sobre o que impulsionou o desgaste excessivo do governo Roseana Sarney nas redes sociais, pode-se dizer que muito disso é consequência da inabilidade de uma Secretaria de Comunicação que parou no tempo e não acompanhou a revolução do mundo digital, das redes sociais e se encolheu às formas de mídia tradicionais.

Ao contrário de líderes políticos que se inseriram no mundo digital, a governadora Roseana Sarney não é agente, líder nas redes sociais. Quando aparece é sempre em forma de “fake” irônico (perfil falso) ou quando um assessor faz, alimenta. O público desse atual mundo digital é exigente e reprova isso. Esse universo é de interação, é de presença, é de verdade, não há espaço para coisas artificiais.

Um exemplo de liderança política que, apesar de já ter passado dos 70 anos, procurou acompanhar e se inserir no espaço das novas mídias foi o ex-governador José Reinaldo Tavares, presente em todas as redes sociais que hoje formam opinião. Ao contrário disso, a governadora e sua arcaica Secretaria de Comunicação preferiram parar no tempo para serem “engolidas” pelo avassalador mundo digital.

Roseana Sarney, José Sarney, o ex-prefeito João Castelo, o ministro Edson Lobão são exemplos de grandes e maduras lideranças políticas que se deixaram “atropelar” pelo mundo das redes sociais ao contrário de José Reinaldo Tavares que está no mesmo patamar de idade dos citados, com exceção apenas da governadora que  está na faixa etária dos 60 anos, mas que se fosse bem assessorada também teria se inserido no processo digital como agente, digo como formadora de opinião nesse novo espaço.

Enquanto isso, o comunista Flávio Dino e o secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, são exemplos de líderes políticos que conseguem formar opinião no mundo digital porque são agentes, líderes de suas próprias redes sociais por mais que um assessor ou outro também ajude na alimentação de suas páginas. No caso deles, há uma interação, há uma intimidade com a massa destas novas mídias, daí um reflexo positivo em suas imagens.

As redes sociais, portanto, não são ferramentas apenas das novas gerações. Há espaço para todos, independente de idade, basta apenas se inserir e procurar usá-las com inteligência e competência.