Mudanças na Secom, Semfaz e SMTT

Canindé Barros assume a SMTT no lugar de Carlos Rogério

Canindé Barros assume a SMTT no lugar de Carlos Rogério

As mudanças no primeiro escalão não alcançaram somente o governo do Estado. Na Prefeitura de São Luís, três alterações, que já eram previstas, aconteceram nesta segunda-feira (07). O jornalista Robson Paz e a radialista Viviane Leite assumiram mesmo a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), como secretário e adjunta, respectivamente como já havia sido adiantado por este blog.

Márcio Jerry, agora ex-secretário de Comunicação, saiu do cargo para trabalhar na campanha do pré-candidato do PCdoB ao governo do Maranhão, Flávio Dino, abrindo espaço para Robson Paz. A  estrutura da Secom contou com a chegada de Viviane Leite, notícia já antecipada por este blog há dois meses.

Na Secretaria Municipal de Transportes (SMTT), confirmou-se o engenheiro Canindé Barros, que já tomou posse no lugar do ex-titular Carlos Rogério. A mudança também já era dada como favas contadas. Com isso, a publicitária Josélia Fonseca retorna ao posto de assessora de Comunicação no lugar do jornalista Aldionor Salgado.

Outra mudança que já era esperada aconteceu na Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz). A ex-secretária Suely Bedê caiu e assumiu o posto Raimundo Nascimento.

Passado de Edinho Lobão é marcado por denúncias de esquemas com “laranjas” e com “Minha Casa, Minha Vida”

É com esse “currículo”, marcado por denúncias, que o megaempresário Edinho Lobão, que nunca foi eleito pelo povo para nenhum mandato político

É com esse “currículo”, marcado por denúncias, que o megaempresário Edinho Lobão, que nunca foi eleito pelo povo para nenhum mandato político, quer ser candidato a governador

O agora pré-candidato do grupo Sarney ao governo do Maranhão, suplente de senador Edinho Lobão (PMDB), era o adversário que o concorrente e professor Flávio Dino (PCdoB) pedia a Deus. Com um passado marcado por denúncias que, até hoje, não foram bem esclarecidas, o empresário, que só virou senador nas costas do pai, o ministro de Minas e Energia Edson Lobão, já teve o seu nome envolvido em esquemas com o programa federal “Minha Casa, Minha Vida” e com “laranjas”.

No ano passado, levantamento feito pela revista IstoÉ indicou que a política habitacional criada para ajudar os mais pobres, leia-se o “Minha Casa Minha Vida”, enriqueceu também deputados e senadores. E entre eles, a publicação citou Edinho Lobão, filho do ministro de Minas e Energia.

Segundo a matéria da IstoÉ,  parlamentares, entre deputados e senadores, teriam se aproveitado de um filão imobiliário que movimenta bilhões de recursos públicos na construção de casas e apartamentos para famílias de baixa renda.

Os dados do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) – reserva financeira composta por recursos do FGTS e gerenciada pela Caixa Econômica Federal – mostraram que políticos de diferentes partidos têm obtido vantagens financeiras com o programa de duas maneiras: na venda de terrenos para o assentamento das unidades habitacionais e na obtenção de contratos milionários para obras que são realizadas por suas próprias empreiteiras.

Empresa em nome de “laranjas”

Em 2008, estourou um dos casos mais graves envolvendo Edinho Lobão, noticiado, à época, pelo Jornal Pequeno. Um de seus empreendimentos, uma distribuidora da cerveja Schincariol no Maranhão, foi registrada com capital social de R$ 3 milhões, na Junta Comercial, em nome de duas mulheres: Maria Vicentina Pires da Costa, sócia majoritária, e Sílvia Maria Gomes Muniz. Elas seriam “laranjas”.

Mãe de duas funcionárias da distribuidora, Sílvia, empregada doméstica, morava em uma casa humilde de um bairro pobre da periferia de São Luís, onde o esgoto corre a céu aberto.

À época, Sílvia disse que nem sequer sabia ser sócia da distribuidora. Quando a denúncia estourou, Edinho disse que já havia saído do negócio há quase dez anos e que, ao desfazer a sociedade, teria assinado um contrato que, em vez de transferir suas cotas para os antigos sócios, repassou sua parte para duas mulheres. “

Mas e por que Edinho Lobão iria repassado suas cotas para duas mulheres pobres que, sequer, nem conhecia? Essa é uma pergunta que ficou no vácuo e que o senador nunca respondeu ou esclareceu devidamente.

É com esse “currículo”, marcado por denúncias, que o megaempresário Edinho Lobão, que nunca foi eleito pelo povo para nenhum mandato político, conhecido por seu poderio econômico e riqueza, quer ser candidato a governador do Maranhão ou a senador, caso não consiga se viabilizar na disputa pelo Palácio dos Leões.

07 de abril – Dia do Jornalista Profissional…

A imagem satírica do verdadeiro jornalista antenado

A imagem satírica do verdadeiro jornalista antenado

A imprensa brasileira completa 206 anos neste ano de 2014. Essa importante data se deve ao trabalho e dedicação de todos os jornalistas, que administram a informação com profissionalismo, dividindo conhecimentos, gerando debates e formando opiniões.

Na prática, a imprensa livre garante aos cidadãos a fiscalização sistemática da democracia e o consequente cumprimento de seus direitos. Neste contexto, o jornalista funciona como um “ombudsman social”, reunindo, descobrindo, apurando, divulgando e analisando notícias que, eventualmente, não chegariam às pessoas.

Diariamente, instintivamente, o cidadão procura se informar, desde o amanhecer, sobre as notícias, os acontecimentos do dia-a-dia. Acessa blogs, liga o rádio, a televisão no noticiário ou lê o jornal acompanhado do famoso cafezinho sem, muitas das vezes, pensar sobre como aquela informação chegou até os veículos de comunicação.

Por tudo isso, não podemos negar que o trabalho do profissional jornalista é essencial no mundo em que vivemos. A informação depende exclusivamente do empenho deste que faz o possível, quase sempre na correria, para buscar a informação mais completa e verossímil possível, muitas vezes passando por situações perigosas como fazer a cobertura de manifestações que acabam em conflito por exemplo. Ainda devemos aqui ressaltar as agressões físicas e verbais sem falar da pressão psicológica, várias delas no próprio lugar de trabalho.

Hoje o jornalista trabalha em média até doze horas diárias no mesmo emprego, quando a legislação prevê uma jornada de cinco horas com acréscimo de no máximo duas horas-extras.

Mas há casos de profissionais multimídias que afirmam trabalhar até 18 horas direto, o que acaba acarretando doenças ao profissional, como gastrite, estresse, depressão, etc.

Liberdade de expressão e de imprensa

Cabe ao jornalista medir também a diferença entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Pois, conforme o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

No entanto, a “liberdade de expressão” não implica no ato de difamar, caluniar e injuriar pessoas ou instituições. Para formar opinião, é necessário ter fontes fidedignas, investigação e, em caso de análises, apresentar argumentos baseados em fatos concretos e apurados.

Aos meus colegas de profissão, desejo um feliz Dia do Jornalista!