PT, SAUDAÇÕES! Marina empata no 1º turno e vence Dilma no 2º, aponta Ibope

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Globo.com

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta Dilma Rousseff (PT) com 34% das intenções de voto para presidente da República e Marina Silva (PSB), com 29%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 19%, seguido de Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL), com 1% cada. Os outros seis candidatos somados acumulam 1%.

O levantamento indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva, a ex-senadora teria 45% e a atual presidente, que tenta a reeleição, 36%.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a pesquisa é a primeira do Ibope com Marina Silva como candidata do PSB. No levantamento anterior do instituto, divulgado no último dia 7, o candidato do partido ainda era Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo no último 13. Naquela pesquisa, Dilma tinha 38%; Aécio Neves (PSDB), 23%; e Eduardo Campos (PSB), 9%.

De acordo com a pesquisa desta terça-feira, 7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar e 8% responderam que votarão em branco ou nulo. Na pesquisa anterior, os que responderam não saber eram 13% e brancos e nulos, 11%.

O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios entre os últimos sábado (23) e segunda-feira (25). O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

Confira abaixo os números na modalidade estimulada da pesquisa (em que o pesquisador apresenta ao entrevistado um cartão com os nomes de todos os candidatos) – todos os indicados com traço somam 1% das intenções de voto:

– Dilma Rousseff (PT): 34%
– Marina Silva (PSB): 29%
– Aécio Neves (PSDB): 19%
– Luciana Genro (PSOL): 1%
– Pastor Everaldo (PSC): 1%
– José Maria (PSTU): –
– Eduardo Jorge (PV): –
– Rui Costa Pimenta (PCO): –
– Eymael (PSDC): –
– Levy Fidelix (PRTB): –
– Mauro Iasi (PCB): –
– Brancos/nulos/nenhum: 7%
– Não sabe: 8%

Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:
– Dilma Rousseff (PT): 27%
– Marina Silva (PSB): 18%
– Aécio Neves (PSDB): 12%
– Outros: 2%
– Brancos/nulos/nenhum: 12%
– Não sabe: 28%

Segundo turno
O Ibope simulou os seguintes cenários de segundo turno:
– Marina Silva: 45%
– Dilma Rousseff: 36%
– Brancos/nulos/nenhum: 9%
– Não sabe: 11%
– Dilma Rousseff: 41%
– Aécio Neves: 33%
– Brancos/nulos/nenhum: 12%
– Não sabe: 12%

Rejeição
Dentre os 11 candidatos a presidente, Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Veja os números:
– Dilma Roussef: 36%
– Aécio Neves: 18%
– Pastor Everaldo: 14%
– Zé Maria: 11%
– Eymael: 9%
– Levy Fidelix: 9%
– Rui Costa: 7%
– Marina Silva: 10%
– Luciana Genro: 8%
– Mauro Iasi: 6%
– Eduardo Jorge: 7%

COMUNISMO – Carta Capital diz que pergunta da Mirante para Flávio Dino é típica do submundo da Internet

Da Carta Capital

Pergunta de Sidney Pereira sobre comunismo é criticada nacionalmente

Pergunta de Sidney Pereira sobre comunismo é criticada nacionalmente

“Se o senhor for eleito, vai implantar o comunismo no Maranhão?”
Em entrevista à afiliada da Globo, candidato do PCdoB, Flávio Dino, foi confrontado com perguntas típicas do submundo da internet

Na sexta-feira, 22, a TV Mirante, afiliada à Rede Globo que pertence à família do senador José Sarney (PMDB-AP), levou ao ar uma entrevista com Flávio Dino (PCdoB), candidato ao governo do Maranhão, e concorrente de Lobão Filho (PMDB), aliado de primeira ordem dos Sarney, como parte de uma série de entrevistas com os candidatos ao governo do estado. Mas o programa quase não tratou de propostas. Isso porque o repórter da emissora, Sidney Pereira, e a âncora do Jornal do Maranhão, Amanda Couto, gastaram boa parte do tempo da conversa para questionar se Dino irá “implantar o comunismo no Estado”.

Não por coincidência, há aproximadamente um mês, em um artigo publicado no jornal ‘O Estado do Maranhão’, também controlado pela família Sarney, o próprio senador atacou o candidato do PCdoB. Segundo José Sarney, Dino “deseja o comunismo no Maranhão”. E foi a esse ponto que o jornalista da emissora de TV se agarrou. Pereira começou a entrevista citando um trecho do estatuto do PCdoB que diz que os mandatos conquistados nas urnas pertencem ao partido e não ao candidato. Diante disso, ele questionou se Flávio Dino iria submeter suas decisões à consulta de membros da legenda.

“Claro que não. Pelo contrário. Na verdade nosso mandato, se acontecer, será de todos os maranhenses. O que nosso estatuto diz que é que os partidos políticos que são garantidos e assegurados pela Constituição têm a sua importância na democracia”, rebateu o candidato.

Depois de insistir no tema, o repórter partiu para outra pergunta sobre o mesmo assunto. Mas já de forma mais enfática: “Ainda segundo o estatuto do partido, ele deixa muito claro que os comunistas visam a conquista do poder pelo proletariado e seus aliados e tem como objetivo superior o comunismo. Se o senhor for eleito, o senhor vai implantar o comunismo no Maranhão?”, questionou Pereira apesar disso ser incompatível com a Constituição Federal.

Inconstitucional

Coube ao candidato, então, explicar essa impossibilidade constitucional ao jornalista. “Sidney, isso implicaria em revogar a Constituição e todas as leis brasileiras. Nenhum governo pode fazer isso. Realmente a pergunta parte de uma premissa segundo a qual o Maranhão seria algo contrário à Constituição e às leis”, resumiu Dino antes de criticar o tom da pergunta.

“O meu compromisso, a minha vida toda, é cumprir a Constituição e as leis e assim vai ser feito. Eu sou um democrata. O meu partido defendeu a democracia e eu não entendo, Sidney, porque tanta perseguição que tem um, inclusive, um sabor de ditadura militar. Eu acho que esse tempo passou. A ditadura faz 50 anos. Nosso partido foi legalizado há 30 anos e causa-se muita estranheza ao Brasil e ao Maranhão tanta perseguição e tanto ódio a um partido que serve ao Brasil”, rebateu.

A entrevista seguiu. Couto questionou o candidato sobre a coligação com partidos conservadores, sobre a aliança entre PT e PMDB no Estado e ainda sobre o uso da imagem do ex-governador de Eduardo Campos no horário eleitoral do PCdoB. O candidato respondeu todas as questões. Mas a vez voltou para Sidney Pereira que, novamente, quis falar sobre comunismo.

O repórter disse que “teve o cuidado” de olhar o programa de governo de Flávio Dino e que no documento consta a proposta de criar uma rede solidária em parceria com as igrejas católicas. Em seguida, perguntou: “Como comunista, como é que o senhor pretende convencer a Igreja Católica e os católicos a votar no senhor e apoiar esse projeto? Qual o argumento?”.

“Primeiro que o estado é laico”, retrucou Dino. “Na verdade, a religião não se confunde com a política. E eu sou católico, por isso talvez seja mais fácil até convencer os católicos. E sou cristão, por isso que há muitos evangélicos ao nosso lado. Tenho muita alegria e muito orgulho de ter milhares de militantes de várias igrejas ao nosso lado. Por isso estamos propondo uma grande parceria na campanha. Políticas sociais de combate às drogas, ao analfabetismo…a igreja tem e terá grande papel no meu governo”, complementou Dino.

Todo comunista tem que ser ateu?

Se o motivo da pergunta ainda não tinha ficado claro, o próprio repórter resolveu explicar. “Então é bom esclarecer, né, porque a partir do momento em que se é comunista fica a ideia de que é [também] ateu. Não é bem assim?”, concluiu ele antes de ser corrigido pelo candidato. “Eu sugiro a você, Sidney, ler o livro Ato dos Apóstolos, capítulo quatro, versículo 32, que dá uma boa definição do modo de vida dos cristãos. E como quem é comunista defende a comunhão, defende a comunidade, e é contrário ao império do dinheiro, à ditadura do dinheiro. É um bom caminho você ver que é possível, sim, como eu, ter a alegria de ser comunista, cristão, maranhense e brasileiro”.

Quem acompanha a política brasileira sabe que os estatutos dos partidos são, em geral, manifestos ideológicos com pouca ou nenhuma conexão com a realidade, até porque costumam ser desatualizados. Ataques com base nesses documentos são comuns no submundo da internet, onde também viceja a teoria conspiratória de que grupos esquerdista planejam implantar uma ditadura comunista no Brasil.

Em maio, quem teve problemas com seus estatuto foi o PSB, então com Eduardo Campos na cabeça da chapa presidencial. Por conta dos ataques que sofria no submundo virtual, o partido cogitava atualizar seu manifesto para retirar referências a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada.