Othelino sai em defesa do governo Flávio Dino contra ataques da oposição

 

 Othelino lembrou que, durante a entrevista que o presidente interino Milchel Temer deu ao Fantástico, foram vistos os primeiros sinais de panelaços

Othelino lembrou que, durante a entrevista que o presidente interino Milchel Temer deu ao Fantástico, foram vistos os primeiros sinais de panelaços

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta segunda-feira (16), e defendeu o governo do Estado dos ataques da oposição. Ele reiterou que tanto o secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry, quanto o governador Flávio Dino respeitam o Poder Legislativo, o que pode ser constatado pela quantidade de vezes que o chefe do Executivo já foi à Assembleia desde o início de seu mandato e da atual legislatura.

“Talvez a ex-governadora Roseana Sarney, para quem vocês serviram e que prestou grandes desserviços ao Maranhão, não tenha vindo sequer uma vez aqui a esta Casa no último mandato. O governador  Flávio Dino já veio 5, 6 vezes”, lembrou.

Sobre o preconceito da oposição com  o PCdoB, Othelino lembrou que o Partido Comunista do Brasil é também verde, amarelo, azul e branco, que são as cores da bandeira do país, mas a sigla é vermelha pela simbologia das lutas populares, democráticas, etc. “Eu visto o vermelho com todo orgulho e levanto a bandeira do meu país e faço isso, inclusive, discordando do golpe que foi cometido contra a democracia. Quando o governador fala de ratos é porque a história é conhecida de todos nós. Quando o barco começa a dar sinais de que vai afundar, os ratos são os primeiros a pular”, comentou.

Othelino reiterou que o governador nem teria razões para ser solidário ao PT ou à presidenta Dilma Rousseff (PT) porque, no Maranhão, o partido vinha trabalhando contra a alternância de poder, em particular, nas últimas duas eleições para governador. “Mas Flávio Dino conseguiu ser superior a essas questões e se posicionou, de acordo com a formação de jurista, com coerência política. Ele se expôs nacionalmente e assumiu a sua posição até o final e continua com ela, diferente de outros que se serviram de todos os governos (da República, do golpe militar passando pela ditadura, pelos governos Fernando Henrique, pelo governo Lula, pelo primeiro governo Dilma, pelo segundo governo Dilma) e depois pularam do barco na última hora”, analisou.

Othelino fez críticas a quem foi ministro de Dilma, como no caso do senador Edison Lobão, e que votou pelo afastamento da presidente. “Teve gente que foi cúmplice, diante dessa lógica de que a presidente teria cometido crime, e por isso deveria ter sido afastada. Então foi cúmplice porque participou do governo. Gente que até outro dia tirava foto com a presidente da República, inclusive prometendo refinaria que nunca veio e fazendo de um embuste, que foi a refinaria, um golpe eleitoral para a reeleição da ex-governadora Roseana. Essa gente agora bate no peito e diz: eu sou Temer”, criticou.

Panelaço e governo Temer

Othelino lembrou que, durante a entrevista que o presidente interino Milchel Temer deu ao Fantástico, no último domingo (15), foram vistos os primeiros sinais de panelaços, apitaços, protestos pela falta de legitimidade do governo que aí está. O deputado registrou também a repercussão internacional por vários países com críticas do que aconteceu no Brasil, chegando alguns deles a puxar de volta os seus embaixadores.

Othelino disse que o governo Flávio Dino orgulha os maranhenses e foi eleito por ampla maioria. “Quando a oposição se excede, insultando o governador, também insulta milhares de maranhenses que o elegeram”, disse.

Deputados tentam esvaziar poder de Waldir Maranhão na Câmara

Waldir Maranhão diz que não renuncia de jeito nenhum

Waldir Maranhão diz que não renuncia de jeito nenhum

As discussões em torno da permanência do deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) na presidência da Câmara devem continuar nesta semana entre os deputados. Maranhão assumiu o comando da Casa no lugar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os partidos avaliam meios de esvaziar o poder de Maranhão, para que a Câmara seja conduzida por um colégio de líderes, já que o deputado se recusa a renunciar ao posto de vice-presidente. Neste caso, o primeiro-secretário, deputado Beto Mansur (PRB-SP), conduziria as sessões.
“Eu devo assumir parte dos trabalhos. O deputado Giacobo (segundo vice-presidente) também pode conduzir as sessões. Vamos ajudar. O que não pode é a Câmara ficar parada num momento como esse”, disse Beto Mansur.

Na semana passada, cresceu o movimento de parlamentares que não querem Maranhão na presidência. Integrantes do PPS e DEM entendem que ele não tem condições de conduzir os trabalhos da Câmara.

Waldir Maranhão, no começo da semana passada, anunciou que tinha anulado a sessão que enviou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff da Câmara para o Senado.
O ato causou irritação da maior parte dos deputados, que tinha se posicionado pelo afastamento da petista. Depois de o Senado ignorar a decisão de Maranhão, o deputado voltou atrás e revogou a anulação da sessão.

PROCESSO DE CUNHA

O Conselho de Ética deve ouvir na terça-feira (17) a terceira testemunha de defesa do processo de Eduardo Cunha: o advogado e professor de direito da USP Tadeu de Chiara. Em seguida, o colegiado deverá votar uma consulta que trata da substituição de integrantes titulares do conselho.

Uma quarta testemunha também poderá ser ouvida, mas ainda não confirmou a sua presença. Na quinta-feira (19), acaba a fase de instrução, com a coleta de provas e depoimentos. No final dessa etapa, a defesa de Cunha será ouvida novamente. O próprio Cunha poderá ir ao colegiado, mas até o momento não deu indicações de que o fará.

Depois dessa etapa, começa a contar o prazo de dez dias úteis para o relator, Marcos Rogério (DEM-RO), apresentar o seu parecer.

Ainda no colegiado, poderá ser instaurado um processo por quebra de decoro contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Durante a votação do processo de impeachment na Câmara, Bolsonaro reverenciou o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça brasileira como torturador no período da ditadura militar (1964-1985).

PCdoB reúne pré-candidatos e filiados e traça estratégias para eleições municipais

Othelino Neto e o governador Flávio Dino com pré-candidatos do PCdoB

Othelino Neto e o governador Flávio Dino com pré-candidatos do PCdoB

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Maranhão, promoveu, neste final de semana, encontro com os presidentes municipais da legenda e pré-candidatos a prefeito e vereador nas eleições de 2016. O evento, realizado na Assembleia Legislativa, foi comandando pelo presidente estadual do partido, Márcio Jerry, e contou com a participação do governador Flávio Dino e do deputado estadual Othelino Neto, vice-presidente da Assembleia Legislativa.

O encontro contou com a participação de lideranças de todas as regiões do Maranhão e serviu como importante espaço de diálogo e alinhamento de diretrizes e ideologias das políticas do PCdoB para o estado. Na ocasião, além do debate acerca do posicionamento político do partido na conjuntura estadual e nacional, os pré-candidatos participaram de palestras sobre regras eleitorais, propaganda política, redes sociais e espaço destinado para sanar dúvidas.

O presidente estadual, Márcio Jerry, ressaltou que o evento teve importância significativa para organizar a campanha dos pré-candidatos do PCdoB em todo o Maranhão. Em seu discurso de posicionamento político, ele abordou quatro pontos fundamentais para alinhar o discurso dos pré-candidatos com as diretrizes do partido à nível nacional e estadual.

O primeiro tema abordado foi em relação a repercussão da conjuntura nacional no processo eleitoral de 2016. De acordo com Márcio Jerry, o PCdoB é o partido que mais destacadamente, através de seus representantes, tem colocado para o Brasil e para o mundo a dimensão grave do impasse institucional criado com graves precedentes para o futuro.

Conjuntura nacional

O governador Flávio Dino participou do encontro e discorreu sobre uma série de assuntos que serão primordiais para a construção de candidaturas fortes e que obtenham êxito nas próximas eleições. A conjuntura nacional e a importância de manter um discurso firme e corajoso, ideologicamente, foram pontos exaltados por ele, que foi um dos protagonistas da luta em defesa da democracia e da Constituição.